sexta-feira, fevereiro 27, 2026

Sorriso

Tenho acompanhado com um sorriso bem disposto todos estes dramas e dramalhões que se criam em volta de cada intervenção pública de Pedro Passos Coelho.
E das interpretações que depois alguns fazem.
Repercutindo-se o que ele disse, inventando-se o que não disse, criando-se suposições ao gosto de cada um  desses " intérpretes" do que  gostariam que ele tivesse dito.
Sem sequer alguns, que na comunicação social levam década e meia a atacarem e criticarem Passos Coelho, conseguirem escapar ao ridículo de agora fazerem dele um autêntico guru ao serviços dos seus intuito transformando tudo que ele diz (e mais propriamente aquilo que ele disse e a que dão uma interpretação conforme lhes interessa) em autênticos dogmas que devem ser religiosamente seguidos.
Isto a par de uma oposição que ciente das suas insuficiências e fraquezas resolveu adoptar Passos Coelho como seu verdadeiro líder!
O que se passa, do meu ponto de vista é claro, é algo de bastante diferente.
Pedro Passos Coelho foi um grande primeiro ministro que em tempos extremamente difíceis soube tirar Portugal do bancarrota em que o PS o tinha mergulhado e abriu caminhos de governação mais fáceis de percorrer aqueles que lhe sucederam.
Normal que sabendo o país que herdou em 2011 e o que foi necessário fazer para o recuperar tenha uma enorme preocupação com o desenvolvimento, com as reformas que são necessárias fazer, com as cautelas que é necessário não abrandar para que Portugal não volte a ver-se na necessidade de ajuda externa.
E por isso dá as suas opiniões , com a experiência  e os méritos que lhe são inegáveis, fazendo das suas raras intervenções públicas autênticas sessões de aconselhamento ao governo com a moral, a experiência e os conhecimentos que o habilitam a fazê-lo.
Louvando o que merece louvor e criticando o que entende dever ser criticado mas sempre com a preocupação de apontar caminhos alternativos e que no seu entender são os mais aconselháveis.
No fundo algo que Anibal Cavaco Silva sempre fez desde 1995 e normalmente com o aplauso de alguns  que hoje no PSD se incomodam com as intervenções de Pedro Passos Coelho.
Na sua mais recente intervenção pública Passos falou da nomeação de Luís Neves como ministro da administração interna manifestando uma opinião crítica (por acaso é uma das raras discordâncias que tenho com ele) mas de forma pedagógica e realçando a convicção de que a escolha por parte de Luis Montenegro foi de boa fé e na melhor das intenções.
Sabe-se o circo montado em torno disso.
Oposição, comentadores, analistas politicos, cronistas de jornais, etc foi um rasgar de vestes sem fim.
Daquilo que de mais substancial Passos Coelho disse nessa intervenção sobre as reformas e a necessidade de as fazer o mais depressa possível foi um quase silêncio porque o que dava "sangue" era o resto.
Por mim continuo, enquanto eleitor da AD/PSD, muito satisfeito por Portugal ter alguém na reserva activa como Pedro Passos Coelho que é um garante de que no centro direita não haverá vazios se as coisas não correrem bem a este governo.
Sem que isto ponha minimamente em causa o apoio que dou enquanto cidadão a Luís Montenegro e ao seu governo esperando e desejando que tudo lhes corra pelo melhor.
Depois Falamos

Nota: E estou certo que dentro da sua liberdade de pensar e opinar nunca Pedro Passos Coelho aplicará conceitos de "boa e má moeda" a um governo liderado pelo seu partido.

Sem comentários: