segunda-feira, novembro 30, 2020

Manipuladores

Escrevo este texto com a tranquilidade de saber que estando o Vitória apurado para a fase final desta estranha edição da taça da liga não se poderá interpretar o nele escrito como um qualquer despeito  caso isso não se verificasse.
A verdade é que de há muito que defendo a realização da taça da liga mas critico o seu regulamento que foi feito para que os três clubes a que alguns gostam de chamar "grandes" ganhassem todas as edições para grande satisfação dos seus adeptos mas também das televisões e da imprensa escrita.
Felizmente que ao longo dos tempos alguns clubes tem quebrado essa manipulação do que devia ser a verdade desportiva da competição- Vitória FC, Moreirense e Braga- mas o número de triunfos de Benfica e Sporting certamente que satisfazem os manipuladores.
Mas se o regulamento noutros anos já é altamente criticável este ano ultrapassa tudo que é admissível.
Sabemos que por força da pandemia as datas escasseiam, as competições tem de ser comprimidas em espaços temporais menores e por isso esta competição tinha menos espaço para a sua disputa.
Mas então mais valia não a ter realizado este ano!
Porque a taça da liga ou é da Liga toda, ou seja de todos os clubes nela filiados, ou então se é apenas para alguns não pode ser chamada taça da Liga nem sequer faz sentido a sua disputa.
Admito perfeitamente que não podia ser disputada por grupos, como noutros anos, mas podia perfeitamente, a exemplo da taça de Portugal, ser disputada em sucessivas eliminatórias que conduziriam a uma "final four" como é habitual.
Mas não quiseram e por isso arranjaram este estranho critério de apurarem os seis primeiros da I Liga mais os dois primeiros da II Liga a 30 de Novembro que depois disputarão quatro jogos a eliminar que conduzirão à "final four" de Leiria.
Mas quatro jogos a eliminar com os clubes acasalados por sorteio?
Era bom era.
Ficou logo decidido que os quatro primeiros da I Liga recebem nos seus estádios os quinto e sexto mais os dois clubes do escalão secundário sendo os vencedores desses jogos apurados então para a "final four".
Ou seja uma descarada protecção dos mais fortes, que não por acaso serão os quatro primeiros classificados do último campeonato como os manipuladores bem previam, que jogarão nos seus estádios onde mesmo sem público terão sempre a vantagem de jogarem em casa.
Isto não é uma competição desportiva em que todos partem em condições de igualdade mas sim um simulacro de competição como um fato feito à medida para quem os manipuladores querem que o vista.
Uma vergonha.
Neste momento ainda não se sabe qual será o acasalamento dos clubes porque Moreirense e Paços de Ferreira ainda disputam o último lugar de apuramento da I liga enquanto Mafra e Académica disputam o lugar que resta da II Liga e há posições classificativas pendentes na divisão maior.
Seja ele , acasalamento, qual for e jogue o Vitória com quem jogar esta competição está gravemente ferida na sua verdade desportiva, no prestigio que devia ter e não tem e quero reafirmar isso antes dos clubes estarem todos apurados e das classificações estarem decididas com os consequentes emparelhamentos de clubes para a fase final.
E manterei esta opinião mesmo que o Vitória seja o vencedor desta edição.
Depois Falamos.

domingo, novembro 29, 2020

Cascata

Pato

Trancoso

 Foto: Os castelos de Portugal

Guimarães

O que aconteceu hoje de manhã no centro histórico não devia ter acontecido.
Ponto!
Mas também não teve a dimensão que justificasse o destaque dado nos telejornais da SIC ( só faltou o Bento Rodrigues a espumar de raiva...) e TVI.
Já sabemos que tudo que acontece de negativo em Guimarães, com ou sem Marega, tem um empolamento imenso.
Mas deve haver limites.
Porque quando se assiste a maus exemplos dados por quem tinha obrigação de os dar bons, da Festa do Avante ao Congresso do PCP passando pelas comemorações do 1 de Maio ou do 25 de Abril sem máscara no Parlamento , ou a continuos desrespeitos das medidas de prevenção como acontece semanalmente com as claques do Benfica, Porto e Sporting ninguém se pode admirar quando as pessoas espontaneamente se juntam em torno de uma tradição centenária que lhes é querida.

Tabu

 Imagem: Rubi Shine
Neste Carnaval antecipado, mas sem piada, em que as presidenciais ameaçam tornar-se começa a destacar-se o tabu de MArcelo Rebelo de Sousa que persiste em não revelar se será ou não candidato. 
É evidente que estes cinco anos de presidência em que se esforçou por agradar a quase todos em quase tudo, em que pôs em segundo plano o eleitorado que o elegeu para tentar captar o eleitorado mais à esquerda em busca de uma reeleição histórica em termos de resultado, em que apoiou o governo muito para lá da solidariedade institucional indiciam uma clara vontade de recandidatura. 
A verdade é que a declaração nesse sentido ainda não surgiu.
 Como não surgiu, que se saiba, uma direcção de campanha e uma estrutura de apoio que serão absolutamente indispensáveis se ele realmente avançar.
E a mim, que tenho alguma experiência nestas coisas, começa a causar alguma estranheza essa inacção porque sendo as eleições em 24 de Janeiro o prazo de entrega das candidaturas termina a 24 de Dezembro, ou seja, daqui a menos de um mês! 
E sendo candidato MRS tem de recolher as indispensáveis 7.500 assinaturas para formalizar a candidatura junto do tribunal Constitucional.
E se recolher 7.500 assinaturas normalmente já dá um certo trabalho que fará nestes tempos de pandemia, de restrições de circulação, de proibição de reuniões (excepto ao PCP é claro) e da preparação do Natal seja ele como venha a ser. 
Mais duas pontes com os feriados de 1 e 8 de Dezembro. 
É estranho. E ou MRS não se recandidata (o que me parece altamente improvável) ou para recolher as tais 7.500 assinaturas em três semanas vai ficar "pendurado" nas máquinas de PSD e PS o que não me parece grande princípio para quem quer estar acima dos partidos. 
Não sendo grande entusiasta do Carnaval tolero-o no tempo dele. Antes é que não.
 E acho tudo isto muito estranho!

sábado, novembro 28, 2020

Veado

Estação Central, Nova Iorque


Castelo de Arnóia

Sempre

Nada contra os centros comerciais, as grandes superficies e as empresas multinacionais.
Mas neste momento de crise é tempo de nos ajudarmos uns aos outros e isso passa por apoiar aqueles que cá estiveram sempre de portas abertas e ao nosso dispor.
Comprar no comércio tradicional também é ajudarmos-nos a nós próprios.
Porque ajuda o pequeno comércio, mantém abertas portas que nos são e continuarão a ser úteis, defende o emprego e revitaliza uma economia duramente castigada por estes longos meses de pandemia.
Quem percorre as ruas das nossas cidades e vilas repara seguramente na quantidade de estabelecimentos fechados, especialmente na área da restauração mas não só, que não conseguiram sobreviver à perda de clientes e de negócio perante um mercado em que as pessoas se retraem, não consomem, perderam poder d ecompra.
A que acresce o facto de as restrições impostas, nomeadamente quanto a horários e número de clientes, não levarem em conta a génese do pequeno negócio que não se rege pelas regras nem oferece a ameaça de contaminação das grandes superfícies comerciais.
Por isso neste Natal creio valer a pena fazer um esforço significativo para comprar no comércio tradicional e assim ajudarmos à sua subsistência.
Depois Falamos.

O Nosso 16

 Esta época não tenho feito comentários às exibições individuais mas uma vez ou outra isso acontecerá como neste caso do Tondela vs Vitória.
E foi assim que vi a exibição dos 16 utilizados:
Bruno Varela: Está numa forma fantástica e é um autêntico muro em frente à baliza. Ontem não teve muito que fazer mas fez tudo bem feito. 
Sacko: Uma exibição discreta ao longo dos 90 minutos. Dos mais discretos da equipa.
Jorge Fernandes: Mais uma excelente exibição liderando a defesa. Um verdadeiro reforço.
Mumin: Uma boa exibição manchada por alguma displicência neste ou naquele lance e por um insistência nos atrasos ao guarda redes quando podia sair a jogar.
Sílvio: Uma exibição tranquila competente a defender e menos afoito a atacar. Tacticamente bem nas compensações.
Pepelu: Não tem o poder de choque de Mikel mas sai a jogar bem melhor porque trata a bola com outra suavidade. Fez um bom jogo e saiu vítima de uma agressão que espero severamente punida.
André André: Foi a "formiga" trabalhadora bem conhecida correndo entre áreas e dando posse de bola e esclarecimento no passe  à equipa. Na grande penalidade a competência habitual.
André Almeida: Mais retraído no primeiro tempo soltou-se na segunda parte e foi um dos responsáveis pela melhoria exibicional da equipa. Muito bem na tabela com Edwards no lance do primeiro golo. Está a ganhar confiança, moralizado e o seu futebol tem tudo a ganhar com isso.
Rochinha: Trabalhou muito, foi sempre com a sua irrequietude um problema para a defesa adversária e fez uma excelente assistência para o segundo golo.
Bruno Duarte: É um ponta de lança de último toque ou seja precisa de receber passes para finalizar porque as jogadas individuais não são o seu forte. Notável a simplicidade de processos com que fez o segundo golo (lá está, muito bem assistido por Rochinha) e quase fazia outro logo a seguir num cruzamento teleguiado de Quaresma.
Edwards: Mesmo não estando na melhor forma é sempre um pesadelo para qualquer defesa porque do nada inventa um lance de golo para um colega ou concretiza ele próprio. Ontem assim foi uma vez mais com o lance em que só em falta o travaram dando origem à grande penalidade.
Foram suplentes utilizados:
Miguel Luís: Substituiu André Almeida numa altura em que este estava num nível a que o substituto nunca chegou. Discreto.
Quaresma: Em quinze minutos criou mais lances de perigo que a equipa toda na primeira parte e em boa parte da segunda. Três ou quatro cruzamentos a merecerem melhor finalização. Deixá-lo no banco podia ter sido um luxo perigoso.
Maddox: Entrou para extremo e manifestamente não é aí que mais gosta de jogar. Não comprometeu mas também não acrescentou.
Janvier: Substituiu o lesionado Pepelu e cumpriu sem brilho de maior.
Holm: Não se pode queixar de falta de oportunidades porque tem jogado sempre. Infelizmente longe de cumprir os mínimos exigíveis. Ontem num lance de golo preferiu rematar da entrada da área ao invés de dar mais três ou quatro passos e atirar pela certa. Não lhe faria mal jogar algum tempo na equipa B.
Não foram utilizados:
Trmal, Suliman, Mensah e Foster

Foi assim que vi , caso a caso, o jogo de ontem.
Depois Falamos.

Urso

Luar

Castelo de Vadjhaun, Hungria

sexta-feira, novembro 27, 2020

Eficácia

Foto zerozero.pt

Em bom rigor não há muito a dizer sobre este jogo porque a sua história é uma repetição, com adversário diferente, daquelas que já tinhamos tido oportunidade de ver no Bessa e muito especialmente em Barcelos.
O Vitória com um "onze" inicial mais uma vez diferente do jogo anterior entrou mal na partida, nunca conseguiu ligar o jogo, e foi dominado pelo Tondela que fez uma primeira parte de muito razoável nível valendo a habitual segurança de Bruno Varela e o bom trabalho defensivo da equipa para evitar sofrer golos porque quanto a marcá-los nem um remate enquadrado com a baliza para amostra.
Ao intervalo o resultado era injusto para o Tondela e lisonjeiro para um Vitória que tinha realmente feito 45 minutos muito discretos.
Na segunda parte tudo foi diferente porque ao intervalo João Henriques terá rectificado algumas coisas e apareceu um Vitória mais pressionante, a trocar muito melhor a bola com os dois Andrés a jogarem mais perto dos avançados e as oportunidades de golo a começarem a surgir perante um Tondela que já não tinha os espaços para jogar de que dispusera na primeira parte.
De uma tabela bem executada entre André Almeida e Edwards nasceu a grande penalidade que André André transformaria no primeiro golo e passados cinco minutos num lance de contra ataque muito bem gizado pela equipa vitoriana surgiria uma assistência perfeita de Rochinha para Bruno Duarte que finalizaria com eficácia e arte "matando" o jogo porque se percebeu que o Tondela já não conseguiria dar a volta ao texto.
Certeza que se solidificou quando passados poucos minutos Salvador Agra teve uma entrada brutal (indigna de um profissional) sobre Pepelu levando a que visse o cartão vermelho e deixando a sua equipa em inferioridade númerica.
Os minutos finais foram penosos para o Tondela porque o Vitória dispôs do jogo a seu bel prazer e o recém entrado Quaresma teve três ou quatro cruzamentos que eram meio golo mas não houve quem fizesse a outra metade.
Em suma um triunfo justo, uma boa segunda parte do Vitória, terceiro triunfo consecutivo fora de casa (quarto se contarmos o jogo da Taça de Portugal) o que é de assinalar e a manutenção da luta pela presença na fase final da taça da Liga. 
O Vitória fez a sua parte nesta jornada e agora fica dependente de outros resultados.
Soares Dias fez uma boa arbitragem (nem acredito que estou a escrever isto...) e decidiu bem nos lances mais polémicos. Fosse sempre assim...
Depois Falamos.

Outono

Ovelha

Cidade do Cabo

Camisolas de Maradona

 Durante uma carreira que foi longa e brilhante mas podia ter sido ainda mais longa e atingido um nível estratosférico não fossem os seus problemas com a cocaína ( o próprio admitiu que sem esse vício podia ter sido ainda melhor jogador) Diego Armando Maradona vestiu a camisola de três clubes argentinos, dois espanhóis, um italiano para lá da da selecção argentina que levou a níveis de brilhantismo jamais igualados quanto mais superados.
Começou no Argentino Juniores onde fez a formação e depois jogou uma época no "seu" Boca Juniors antes de se mudar para o Barcelona, depois do Mundial de 1982 onde o mundo começou a ver lampejos do seu génio, fazendo na Liga espanhola duas época excelentes e que só não foram melhores porque foi várias vezes vítima de um futebol violento que não era devidamente reprimido pelos árbitros.
A seguir foi para o clube-Nápoles- onde deixou a sua mais forte marca ao longo dos sete anos em que lá jogou levando o clube do sul de Itália a ganahr o que nunca tinha ganho e depois de MAradona nunca mais ganhou!
Dois campeonatos e uma taça UEFA como troféus mais significativos.
Na sequência dos problemas com a cocaína regressaria a Espanha para jogar no Sevilha onde esteve apenas uma época de rendimento regular antes de regressar à Argentina para apenas cinco jogos no Newell Old Boys, único clube onde jogou  em que não marcou um golo que fosse, antes do regresso ao "seu" Boca Juniors para as três épocas finais da sua carreira mas nas quais apenas na primeira jogou regularmente.
Mas para lá do Nápoles terá sido mesmo com a camisola da sua selecção que Maradona terá atingido os pontos mais altos da sua carreira ganhando o Mundial de sub 20 de 1980, no Japão, e depois o Mundial de 1986 no México marcando aquele que é considerado o melhor golo de sempre frente à Inglaterra num slalom espantoso em que passou por meia equipa inglesa e fazendo de uma apenas boa equipa campeã mundial.
Foram sete as camisolas que Maradona vestiu.
E todas elas podem para a eternidade dizer que tiveram a honra de serem vestidas por um futebolista simplesmente fabuloso.
Depois Falamos.

Decisivo

 O Tondela vs Vitória da noite de hoje, que abre a oitava jornada do campeonato, representa para o clube vimaranenses mais do que a disputa dos três pontos porque também está em jogo a possível presença na fase final da Taça da Liga.
O Vitória não depende apenas de si próprio porque há mais equipas a disputarem o acesso, e duas delas até tem um jogo a menos (Paços de Ferreira e Moreirense), mas naquilo que depende apenas de si já sabe que o único resultado que lhe serve é o triunfo.
Por norma os jogos fota até tem corrido bem ao Vitória que empatou em Vila do Conde e venceu no Bessa e em Barcelos (em casa é que...) mas cada jogo tem a sua história e este Tondela a precisar de pontos será seguramente um oponente difícil e mais difícil será se o Vitória entrar em campo e não assumir de imediato o jogo.
E esse tem sido o grande problema da equipa porque exceptiando uma noite desastrada com o Sporting o sector recuado tem sido extremamente seguro e Bruno Varela um autêntico muro em frente à baliza mas depois no processo ofensivo é que a equipa tem revelado carências quer a nível de finalização que na própria construção de lances de perigo.
Quaresma não pode fazer tudo sozinho, Edwards tem sido utilizado de forma estranhamente irregular, Bruno Duarte tem que ser bem assistido para poder finalizar porque jogadas individuais não são o seu forte, Rochinha ora joga a extremo ora a " 10" que não é seguramente o sue lugar e os dois jovens pontas de lança estão demasiado "verdes" para poderem ser solução imediata.
Mais Holm que tem jogado quase sempre do que Foster que tem apenas 78 minutos de utilização divididos por dois jogos.
Mas como para este jogo já foi convocado um dos "proscritos" (Jonathan) pode ser que a vez de Estupinan acabe por chegar.
Em suma hoje é dia de não falhar sob pena de se dizer adeus à fase final da taça da liga e lançar a equipa numa inevitável instabilidade que pode ser comprometedora quanto ao futuro.
As estatistícas valem o que valem, é verdade, mas dizem-nos que em onze jogos oficiais o Vitória ganhou seis e o Tondela quatro  o que não deixa de ser mais um aviso.
Depois Falamos

quinta-feira, novembro 26, 2020

Farol Holyhead, País de Gales

Sligo, Irlanda

Vernazza, Itália

Semana Europeia

 Foto: zerozero.pt

Foi uma boa jornada europeia para as três equipas portuguesas presentes na Liga dos Campeões (Porto) e na Liga Europa (Braga e Benfica) que com os resultados conseguidos deram passos importantes rumo ao apuramento para a próxima fase das respectivas competições.
Ontem, em Marselha, um Porto personalizado e sabendo muito bem a forma de vencer o adversário construiu um triunfo tranquilo por dois golos de diferença que o coloca, salvo cataclismo, na fase a eliminar da mais importante prova de clubes.
Hoje, na Liga Europa, em jogos muito diferentes os clubes portugueses conseguiram prestações iguais em termos de resultados e quase iguais na expressão numérica dos mesmos.
Em Braga num jogo bem disputado e com várias alternâncias no marcador acabou por se verificar uma igualdade a três golos com os dois últimos, um para cada equipa, a serem conseguidos já em período de compensação com tudo que isso sempre traz de emoção.
Empate que se aceita pese embora o Leicester ter sido quem mais fez no segundo tempo para conseguir os três pontos.
Em Glasgow, perante um Rangers que no nosso campeonato não lutaria pelo titulo, o Benfica mostrou não ter aprendido nada com o jogo da Luz vendo-se outra vez a perder por dois golos, pese embora ter exercido claro domínio durante a maior parte do jogo,  e conseguindo outra vez recuperar para chegar a um empate que em boa verdade mereceu.
Teve ainda pelo seu lado a "sorte", que lhe é tão comum nas provas nacionais, de árbitro e especialmente fiscal de linha não terem visto uma clara grande penalidade a favor dos escoceses que lhes poderia ter valido o triunfo.
Em suma o Porto e o Benfica estão com mais de pé e meio na fase seguinte enquanto o Braga tem todas as possibilidades de lá chegar depois de uma jornada europeia feliz para as equipas portuguesas.
Depois Falamos.

Gulag

A RTP 2 começou na passada terça feira a transmitir um conjunto de documentários sobre este autêntica "maravilha" do comunismo soviético onde tiranos genocidas como Estaline fizeram mais de vinte milhões de vítimas entre o seu próprio povo.
É uma série que deve ser vista.
Recordando que em Portugal houve (e há...) quem defendesse, admirasse e exaltasse esse regime ditatorial e os criminosos que o dirigiram.
Exactamente os mesmos que ao arrepio do bom senso , da solidariedade e da defesa da saúde pública fizeram a Festa do Avante e vão fazer um Congresso este fim de semana.

quarta-feira, novembro 25, 2020

R.I.P. Maradona

Hanga Roa, Ilha da Páscoa

Catarata

Maradona

 Hoje é um dia triste para o futebol mundial.
Aos 60 anos, e quando convalescia depois de uma complexa intervenção cirúrgica, morreu Diego Armando Maradona um dos maiores futebolistas de todos os tempos e talvez aquele que melhor encarnou a arte de jogar bem o futebol.
Ídolo dos adeptos (não tanto dos dirigentes) de todos os clubes por onde passou, e muito em especial do Barcelona, Nápoles e Boca Juniors, verdadeiro "deus" para os argentinos pela vitória no Mundial de 1986 onde a Argentina foi literalmente Maradona e mais dez (com alguma injustiça, vá lá, para Valdano, Burruchaga, Ruggeri...) e onde marcou o golo dos golos, mas acima de tudo um enorme ídolo para todos quantos no mundo gostam de futebol.
Nunca entrei, nem vou entrar hoje dia em que subiu ao Olimpo onde repousam os "imortais", em comparações sobre se terá sido o maior futebolista de todos os tempos, porque já expliquei várias vezes que não considero comparáveis realidades muito diferentes, mas não tenho qualquer dúvida que o génio do futebol que foi será sempre recordado como um futebolista verdadeiramente excepcional daqueles que ficam para sempre na memória de quem os viu jogar.
E dele guardarei sempre a memória das grandes exibições, dos grandes golos, dos dribles mágicos, dos passes extraordinários, de uma técnica individual insuperável, de um jogador que fez de uma (apenas) boa selecção campeã do mundo e de uma (apenas) boa equipa bi campeã de Itália e vencedora da Taça UEFA.
Obrigado Diego Armando maradona.
Depois Falamos

Sugestão de Leitura

Já tinha aqui frisado a agradável coincidencia de três amigas minhas terem escrito e publicado de forma mais ou menos recente livros sobre temáticas muito diversas mas muito interessantes.
Em tempo tinha aquiaqui e aqui publicado a minha opinião sobre os livros da Maria José Núncio e da Joana Ferraz ( este último li-o antes daquele a que me refiro neste texto) e agora deixo a minha opinião sobre o da Sónia Ferreira.
Todo ele uma surpresa.
Pelo título, desde logo, mas também pela temática escolhida ( e que não é nada fácil diga-se de passagem) e pela fluidez com a que a Sonia escreve e que nos prende ao enredo de princípio a fim sendo daquels livros que não se consegue deixar de ler capítulo atrás de capítulo sem qualquer vontade de interromper a leitura.
Nele se faz uma bem conseguida mistura entre História, ficção e fantástico desenrolando-se a narrativa na sua maior parte no tempos dos lusitanos mas com alguns bem conseguidos "saltos" ao final do século XIX onde a há sequência mas não o fim do livro que termina (ou não...) com a ascensão de Viriato à liderança dos povos da antiga Lusitânia depois de um conjunto de tremendas batalhas contra os invasores romanos.
A Lusitânia, os lusitanos, esse tempo anterior e bem anterior à fundação de Portugal (mas não dos portugueses...) são um tema raro na literatura de ficção porque a História não é muito esclarecedora sobre eles e as fontes são poucas o que releva ainda mais a qualidade deste livro.
Porque sendo a Sónia Ferreira uma entusiasta sobre esse período da nossa História isso não a desobrigou, antes pelo contrário, de uma investigação seguramente difícil, morosa e pormenorizada que lhe permitiu uma tão perfeita caracterização das personagens , dos cenários e do contexto ao longo do qual o enredo se processa.
Em suma um excelente livro, até na sua excelente apresentação gráfica, que mostra à evidência o talento da Sónia Ferreira para a escrita e a obriga a continuar a escrever para dar sequência a este livro com muitos outros no futuro.
Depois Falamos.

25 de Novembro

Se é verdade que o 25 de Abril de 1974 nos trouxe a Liberdade não é menos verdade que o 25 de Novembro de 1975 nos garantiu a Democracia.
Quarenta e cinco anos atrás, no culminar de um PREC que mergulhou Portugal num frenesim e num desvario que podia ter acabado em nova ditadura, forças da esquerda radical do PCP à LUAR passando pela UDP e PSR (os paizinhos do actual Bloco de Esquerda) aliadas aos sectores revolucionários do MFA e a unidades militares que lhes eram afectas tentaram a tomada do poder pela força afim de instaurarem um regime "verdadeiramente soialista" ou seja uma ditadura.
Correu-lhe muito mal.
Forças militares democráticas afectas ao então chamado "Grupo dos Nove" lideradas por Ramalho Eanes, os partidos políticos democráticos (PS, PSD e CDS) o povo que sua enorme maioria estava contra os golpistas e decisivamente os "Comandos" de Jaime Neves derrotaram os insurrectos e garantiram a vitória das forças democráticas e a instauração de um Estado de direito.
Foi há quarenta e cinco anos mas é uma data que não pode ser esquecida nunca.
Desde logo para celebrar aqueles que a tornaram possível e aos quais Portugal muito deve como , à cabeça, Ramalho Eanes e Jaime Neves.
Mas também porque os herdeiros e alguns dos golpistas de 1975 continuam a andar por aí.
Sobre outras roupagens (o BE por exemplo) , com outros discursos e a assumpção de novas causas mas com a pulsão ditatorial sempre patente e o sonho da instauração de um regime "verdadeiramente socialista" como objectivo final.
E por isso recordar é viver mas é também prevenir.
Depois Falamos.

P.S. Muitos naos depois, e num contexto completamente diferente, tive a oportunidade inesquecível de ser apresentado ao então coronel Jaime Neves.
Confesso que foi para mim uma grande honra ter conhecido um herói português.

terça-feira, novembro 24, 2020

Pinguins

 

Navio de Cruzeiro

Cres, Croácia

Presidenciais

Embora venham passando praticamente despercebidas, face à situação de pandemia que o país atravessa,  a verdade é que de hoje a dois meses se realizam as eleições presidenciais que decidirão quem vai ocupar o palácio de Belém entre 2021 e 2026.
Despercebidas face á pandemia, é verdade, mas também perante o cenário da mais que provável reeleição à primeira volta de Marcelo Rebelo de Sousa que vai a votos sem qualquer oponente que lhe faça minimamente frente.
Tendo o apoio declarado do PSD, e por exclusão de partes do PS, gozando de altas taxas de popularidade (e já foram maiores...) e perante candidatura partidárias declaradas e pelo menos uma candidatura independente a vitória do actual presidente é tão certa que as eleições são quase um pró forma.
E só não o são porque em democracia uma eleição nunca é um pró forma e também porque para lá de vencer, desiderato ao alcance apenas de MRS, há outros objectivos para cada um dos candidatos que irão a votos.
Devo dizer que nessa matéria, correndo o agradável risco de ser politicamente incorrecto , acho uma pura perda de tempo e de votos votar em Ana Gomes cuja candidatura tem como fim único manter a candidata em níveis de protagonismo ( politicamente activa diria) que lhe permitam continuar a ocupar espaços remunerados de comentário na comunicação social.
Não tem o apoio do seu partido, não tem um perfil minimamente compatível com a função presidencial, os seus apoios vem desde "dissidentes" socialistas da ala esquerda do partido  a quem convém começarem a descolar de Costa e do governo até os habituais "sem abrigo" da esquerda que não querem votar nos candidatos de PCP e BE. 
Vai fazer uma campanha a atacar MRS, a defender meia dúzia de ideias do socialismo lunático e uma vez contados os votos voltará aos seus espaços de comentários e ao sonho de uma viragem ainda mais esquerda no PS liderada pelo "rapaz do Maseratti"que lhe permita ter futuro na política partidária.
Objectivos puramente pessoais portanto.
Aliás se quisermos olhar o quadro de candidaturas de 2016 constataremos que apenas Marcelo e Marisa Matias voltam a ser candidatos, que apenas os dois se mantiveram na política activa porque todos os restantes desapareceram de cena levando com eles os votos de quem neles acreditou como fará Ana Gomes em 2021.
Sampaio da Nóvoa um candidato da mesma área de onde vem agora Ana Gomes teve mais de um milhão de votos de eleitores que hoje estarão bem arrependidos de terem contribuído para um desperdício, Maria de Belém eclipsou-se com os seus 200.000 votos, Vitorino Silva (o de Rans) teve usn espantosos 152.000 votos que não tiveram qualquer sequência, Paulo Morais teve 100.000 votos com o seu discurso centrado no combate à corrupção e , honra lhe seja feita, continua na vida pública com essa causa sendo o único que se pode dizer que não desapareceu, Edgar Silva teve uma fraca votação (para um candidato do PCP) e deu o lugar a outro, restando os candidatos com menos de 50.000 votos (Henriques Neto, Jorge Sequeira e Cândido Ferreira) todos eles desaparecidos da vida política.
Ou seja: Votar em candidatos verdadeiramente independentes, sem o apoio de partidos, é gastar o voto em candidaturas perfeitamente legítimas, cujo voluntarismo se saúda, mas cujo prazo de validade se esgota na noite das eleições uma vez contados os votos.
Em 2021 já se conhecem as candidaturas de Marcelo Rebelo de Sousa (ainda não anunciada mas prevista desde o dia seguinte à eleição de 2016), de Marisa Matias, de André Ventura , de João Ferreira e de Tiago Gonçalves ( eu sei que 99,9999% das pessoas não sabe quem é mas sendo o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal está no mesmo plano dos anteriores) que são aquelas em que, do meu ponto de vista politicamente incorrecto, se justifica votar porque são as que representam projectos políticos que já vem de trás e se projectam no futuro, ou seja, não são votos perdidos.
Votar em Ana Gomes é uma perda de tempo.
Mas perante o boletim de voto cada um é responsável pelo sítio onde coloca a cruz. Ou pelo voto em nulo ou branco...
Depois Falamos.

Ortodoxia

Li recentemente uma opinião do José Paulo Fernandes Fafe com a qual estou muito de acordo.
Se o PCP fosse hoje liderado por Álvaro Cunhal teria adiado o Congresso do próximo fim de semana. Porque Cunhal era um ortodoxo , da linha dura, mas era um homem extraordinariamente inteligente e dotado do bom senso e da clarividência necessários a perceber que às vezes recuar.
De que a data que depois de amanhã se comemora é um bom exemplo do uso dessas qualidades. Infelizmente para o PCP do exemplo de liderança de Álvaro Cunhal parece ter sobrado apenas a ortodoxia.

segunda-feira, novembro 23, 2020

Deserto, Namíbia

Ilha

Diabo da Tasmânia

Sugestão de Leitura


 É o terceiro e último volume de um olhar que José António Saraiva lançou sobre os últimos anos do Antigo regime procurando transmitir uma visão muito própria do que neles terá acontecido e contrariando algumas das versões conhecidas.
No primeiro deles " Salazar a queda de uma cadeira que não existia" o autor procura desmontar a versão oficial quanto ao acidente que levaria à incapacitação de Salazar,e verdadeiramente ao fim do regime, bem como todos os acontecimentos que levariam à nomeação de Marcelo Caetano e à exoneração de Oliveira Salazar.
No segundo " Salazar e Caetano o tempo em que ambos acreditavam chefiar o governo" narra esses tempos surreais em que Salazar vivia na residência oficial em S.Bento acreditando (?) que ainda era primeiro ministro enquanto Marcelo Caetano governava o país a partir do seu gabinete no palácio de S.Bento a poucas dezenas de metros de Salazar.
Nesse autêntico baile de sombras e jogos de poder acerca dos quais nunca se saberá a verdade toda.
Neste terceiro volume " Caetano o drama do político obrigado a ter duas faces" narra-se o final do regime e os delicados equilibrios a que Marcelo Caetano se via obrigado entre os ultras chefiados pelo Presidente da República Américo Thomaz e a ala liberal do Parlamento dirigida por Francisco Sá Carneiro, ads tentativas para acabar com as guerras de África através de negociações secretas levadas a cabo por "marcelistas" fieis e o posterior aparecimento do MFA e os papeis ambiguos de Francisco da Costa Gomes e António de Spinola.
São, como disse atrás, três livros que traduzem a visão pessoal do autor sobre os últimos anos do "Estado Novo" que se leêm com agrado e trazem a público alguns pormenores até então desconhecidos do que então se passou.
Depois Falamos.

domingo, novembro 22, 2020

Kuala Lumpur

Lontra


Castelo de Portel

 Foto: Castelos de Portugal

Miguel Oliveira



Miguel Oliveira fez uma época de excelência no campeonato do mundo de Moto GP (a fórmula 1 das motos) ao concluir a época na nona posição da classificação e conseguindo duas vitórias, mais que o campeão mundial, e uma pole position o que é muito relevante dado corre rnuma equipa privada e não na equipa oficial da KTM.
Em Agosto já tinha vencido o GP da Estíria (Austria) com uma memorável dupla ultrapassagem na última curva que lhe permitiu saltar do terceiro para o primeiro lugar conseguindo a primeira vitória de sempre de um português em moto gp.
Ao longo da época, apenas a sua segunda no escalão mais alto do motociclismo, conseguiu terminar várias vezes nos pontos e se o triunfo na Estíria parecia ser o ponto mais alto da temporada o melhor estava, afinal, guardado para o fim.
Na última corrida da temporada, no autódromo de Portimão onde se disputou o grande prémio de Portugal, Miguel Oliveira caprichou em fazer uma corrida de outro mundo e deu um autêntico festival de classe e superioridade sobre a concorrência.
Começou por conquistar a pole position, a sua primeira pole position na categoria, partindo assim do primeiro lugar da grelha para a corrida no "seu" autódromo que infeliz e injustamente (para ele e para a corrida que fez) estava sem público e despertando uma enorme expectativa quanto à mesma.
E superou todas as expectativas.
Partiu do primeiro lugar, comandou de princípio a fim, fez a volta mais rápida, estabeleceu o novo recorde do circuito e venceu com uma vantagem significativa sobre os que se lhe seguiram dando assim um brilho extraordinário à sua prova e terminando o campeonato da melhor forma.
Melhor era impossível !
Para o ano correndo na equipa oficial da KTM é de esperar que o piloto português possa lutar por outros objectivos entrando mais vezes na luta pelas pole positions e pelas vitórias e , quem sabe, pelo próprio título mundial.
Mas este GP de Portugal ficará sempre na sua memória como um momento altissímo da sua carreira.
Depois Falamos.

Mercado

Fruto de uma temporada que ainda está praticamente no início mas na qual tem surgido alguns resultados desagradáveis, de que a goleada caseira sofrida frente ao Sporting não foi certamente o menor, a par de exibições pouco convincentes são muitos os vitorianos que olham para a janela de mercado de Janeiro como a grande possibilidade de reforçar a equipa e atalhar caminho naquilo que o caminho tem tido de menos bom.
Sou dos que pensa assim mas com uma elementar precaução nessa matéria.
Tendo o privilégio de ser vitoriano desde que me conheço tive também a honra de integrar os orgãos sociais do clube por várias vezes, a última das quais com responsabilidade directa no futebol, pelo que conheço as duas faces da moeda.
A face do adepto que quer sempre mais jogadores e a face do dirigente que tem de pagar salários ao fim do mês.
E não sendo incompatíveis tem muitas vezes dificuldades intransponíveis.
É evidente que o desejável será o Vitória em Janeiro reforçar a sua equipa com três ou quatro jogadores "feitos" mas vivemos um tempo muito complexo em que as receitas desceram abruptamente (lugares anuais, camarotes, cotas, bilhetes, merchandising, etc), a incerteza sobre o futuro é muita e não sei até que ponto a SAD terá disponibilidades financeiras para ir ao mercado pagando pela transferência de reforços.
Provavelmente não tem.
Até porque a aquisição das acções de Mário Ferreira vai obrigar a um significativo esforço financeiro.
E por isso tenho defendido a utilização de Estupinan na primeira equipa (por isso e por não ver lá melhor para a posição de ponta de lança) e por isso defendo que há jogadores que são do clube e podem ser "reforços" na janela de mercado como é o caso de Alexandre Guedes cujo empréstimo penso terminar em Dezembro.
E com Estupinan e Guedes não só não  tenho nenhuma dúvida que a capacidade goleadora da equipa melhorará de forma clara como entendo que o esforço de reforçar o plantel em Janeiro se poderá reduzir concentrando-se noutros sectores que estão carentes como o centro da defesa.
A ver vamos o que decide a SAD nestas matérias.
Depois Falamos.

sábado, novembro 21, 2020

Gostos e Desgostos

 Deste desagradável jogo de Arouca em que o Vitória conseguiu, a duras penas, o essencial que era passar a eliminatória houve coisas de que gostei  e outras de que não gostei mesmo nada face às preocupações que semearam para o futuro.
Do que gostei?
De Bruno Varela com mais uma estupenda exibição com duas grandes defesas a segurar o nulo (uma delas em cima dos 90 minutos) e depois nas grandes penalidades com duas intervenções decisivas.
Da dupla de centrais- Jorge Fernandes e Mumin- que estiveram bem e transmitiram serenidade.
Do facto de a equipa ter conseguido manter a baliza inviolável mesmo jogando 75 minutos a menos um.
Da melhoria exibicional proporcionada pela entrada de André André.
De alguns aspectos do "novo" meio campo com Pepelu, André Almeida e Miguel Luís.
Dos desiquilíbrios que Edwards trouxe e que quase resultavam em golo.
Da eficácia com que os jogadores do Vitória (excepto Sílvio) marcaram as grandes penalidades.
E do que não gostei?
Da exibição global que foi muito abaixo do exigível.
Da falta de oportunidades de golo. Num jogo com uma equipa de escalão inferior o Vitória fez apenas dois remates de relativo perigo por Bruno Duarte no primeiro tempo e André Almeida no segundo.
Do facto de mesmo reduzido a dez elementos o Vitória não ter conseguido, ao menos, equilibrar o jogo face a um adversário da II liga.
Da imaturidade que levou à expulsão de Ouattara.
De com uma equipa obrigada a um esforço maior por força da inferioridade numérica ter ficado uma substituição por fazer que poderia, ao menos, ter servido para queimar tempo nos instantes finais.
Da incapacidade de marcar golos e da sensação cada vez mais forte de que se nem Bruno Duarte resolve o problema não serão dois jovens inexperientes que o farão.
Da certeza de que ou há algumas mudanças, desde a atitude às opções, ou então vamos te rum campeonato propício a sobressaltos e preocupações constantes.
Da arbitragem "caseira" de Rui Costa que tem um enorme historial de más arbitragens a prejudicarem o Vitória e hoje uma vez mais esteve mal. Mas não foi dele a culpa da exibição nem das dificuldades perante uma equipa de um escalão inferior.
Depois Falamos.