
Pelo que vou lendo nas redes sociais os sportinguistas, incluindo alguns amigos meus, mergulharam num drama depois da derrota pesada sofrida ontem na Noruega face a um Bodo/Glimt que nesta altura é tudo menos uma surpresa face aos adversários que já venceu nesta edição da Liga dos Campeões.
Há, contudo, algumas coisas a dizer.
Primeiro não é drama nenhum perder (mesmo por 0-3) com uma equipa que já derrotou o Manchester City, o Atlético de Madrid e o Inter de Milão, guia destacado do campeonato de Itália, a quem eliminou na ronda anterior.
Segundo o resultado foi pesado mas não é irreversível se na segunda volta o Sporting fizer bem feito aquilo que tem para fazer.
É certo que a exibição de ontem foi uns furos abaixo do normal mas para lá da boa valia do adversário, do relvado sintéctico e do frio há que reconhecer que a equipa do Sporting parece cansada em termos fisicos e mentais o que, aliás, já fôra perceptível na segunda parte do jogo de Braga e ontem se confirmou.
E é fácil de perceber porquê.
O Sporting entrou nesta época a disputar cinco frentes.
Perdeu a supertaça com o Benfica, foi eliminado na final four da taça da liga pelo Vitória, mas permanece com legítimas aspirações de vencer campeonato e taça de Portugal e de continuar na Liga dos Campeões.
Só que o plantel não é inesgotável e parece-me até curto para tantas frentes.
E quando como ontem não pode contar com Pedro Gonçalves (para mim o mais talentoso jogador leonino), Maxi Araujo, Ioanidis, Ricardo Mangas e Quenda e se vê obrigado a levar para o banco cinco miudos da equipa B percebe-se bem a dimensão do problema.
Não se percebem é algumas opções da SAD que não me parece ter acautelado devidamente o desgaste que esta época provocaria e deixou sair jogadores que agora fazem falta.
Dou apenas um exemplo.
Qualquer equipa com aspirações em várias frentes deve ter pelo menos três pontas de lança.
O Sporting tem apenas dois e está muito dependente de um pelo que não se percebe a saída em janeiro do jovem e talentoso Rodrigo Ribeiro que seria mais uma opção para o lugar e já com alguma experiência de jogos de alta competição.
E está na escassez de soluções, muito mais que num jogo mal conseguido, o grande problema do Sporting para o que resta de Liga dos Campeões e da própria época.
Depois Falamos.
Nota : Vejo também algumas comparações, algo despropositadas, entre a rotação que Francesco Farioli faz entre jogos de campeonato e competição europeia com as rotações que Rui Borges não faz nas mesmas vertentes. E são despropositadas porque o plantel do Porto é superior ao do Sporting e porque o grau de dificuldade da Liga Europa não é o da Liga dos Campeões.













