
Hoje é dia 11 de Março.
Uma data que ninguém comemora mas que também não deve ser esquecida por ninguém.
Porque representa o início de um processo que colocou Portugal, nem um ano depois do 25 de Abril, novamente à beira de uma ditadura.
Desta vez uma ditadura marxista que os sectores radicais do MFA em conluio com a extrema esquerda albergada no PCP, na UDP, no PSR, na FEC-ML ( que hoje se chamam Bloco de Esquerda e Livre) e mais uns grupelhos extremistas, como os terroristas da LUAR, tentaram implantar à boleia de um suposto golpe ainda hoje mal explicado dos sectores afectos ao general Spinola.
Foi o tempo da nacionalização da banca e dos seguros, da ilegalização de partidos como o MRPP e o PDC, da perseguição a PPD e CDS ( e até ao próprio PS), dos mandatos assinados em branco por Otelo, da assembleia selvagem do MFA que queria mandar fuzilar os supostos golpistas afectos a Spinola, das detenções sem culpa formada de portugueses apenas por serem opositores à extrema esquerda, das barricadas nas estradas montadas por militantes dos partidos de extrema esquerda.
Portugal via o PREC acelerar rumo ao "Verão Quente" (e a uma ameaça cada vez maior de guerra civil) que nem as eleições para a Assembleia Constituinte, que deram a PS e PPD as duas maiores bancadas, conseguiu arrefecer.
Depois viria o 25 de Novembro em que as forças militares democráticas chefiadas por Ramalho Eanes e Jaime Neves com o apoio de PS, PPD e CDS reporiam o país num curso normal e garantiriam a Democracia e a Liberdade.
Talvez por isso ainda hoje os que não tem a coragem de festejarem o "seu" 11 de Março não gostam das comemorações do 25 de Novembro.
Para eles foi o fim de festa.
E da tentativa de tornarem Portugal a Cuba da Europa!
Depois Falamos.













