Na edição desta semana do jornal "Tal & Qual", um dos poucos que ainda compro, a directora do mesmo _ Liliana Rodrigues- insurgia-se duramente contra a partilha de jornais nas redes sociais que segundo ela causa elevados prejuízos aos mesmos dado que isso impede que se vendam de forma minimamente lucrativa.
E menciona um conjunto de argumentos na defesa da sua tese que não custa nada aceitar como plausíveis.
Mas esquece uma coisa.
Que a queda abrupta da venda de jornais se deve não só a essa partilha nas redes sociais como também há falta de qualidade, isenção, profisisonalismo com que nos tempos actuais são feitos incluindo aqueles que outro era considerados jornais de referência.
E por isso creio que esse declínio nas vendas já tem décadas e é bem anterior a esta partilha actual nas redes e corresponde a uma crescente decepção dos leitores perante o produto que lhes é posto em frente.
E a imagem que ilustra este texto exemplifica bem a falta de qualidade com que hoje se faz jornalismo em Portugal.
Corresponde apenas e só à opinião de um jornalista francês,provavelmente com uma digestão por fazer em relação a 2016, sobre o onze ideal da Liga dos Campeões, mas em Portugal foram vários os jornais e sites de notícias que pegaram nesta imagem e titularam "Cristiano Ronaldo excluido do onze ideal da Liga dos Campeões" como se se tratasse de uma verdade absouluta e de uma escolha definitiva de algum entidade acima de suspeita e de dogmática infalibilidade.
Mas que parolice!
Olha-se para a s escolhas e algumas até dão vontede de rir.
Clemence? Carvajal ? Best?
No melhor onze de sempre da Liga dos Campeões?
E Cristiano Ronaldo? E Maradona? E Zidane? E Van Basten? E Platini? E Ronaldinho? E Paco Gento? E Gullit? E Neeskens? E Buffon? E Eusébio? E Iker Casillas? E Clarence Seedorf? E Raúl Gonzalez? E Roberto Carlos? E tantos outros que com estes permitiria fazer uma equipa supreior a esta?
Em suma façam jornalismo de qualidade e certamente que os jornais se voltarão a vender.
Até lá, e no que toca a queixas, comecem por se queixar deles próprios e do fraco produto que apresentam aos consumidores.
Depois Falamos.















