domingo, maio 24, 2026

Tradição

Há tradições que com o passar dos anos não só se mantém como ate se reforçam de alguma forma.
Uma delas é a do número de espectadores nos estádios e consequente média de assistências.
Ano após ano, campeonato após campeonato, indiferentemente ao número de jornadas (30, 34, 38), sejam quem forem os clubes que se juntam aos tradicionais, é certo que o Benfica será o detentor da maior média de espectadores e o Vitória o quarto clube logo a seguir aos chamados "grandes".
É assim há muitas décadas, tantas que se perde nas brumas do tempo o início desta tradição.
Esta época assim foi uma vez mais.
Mesmo com o Benfica a ficar em terceiro lugar, longe do título  e o Vitória em nono e longe dos lugares europeus e até com a dispensável curiosidade de ter atingido o quinto lugar mas não na classificação geral e sim na dos clubes do Minho!
Enfim a média de assistências  é a muito parca  consolação para ambos face a expectativas que apontavam para bem mais no campeonato.
As coisa são o que são.
E o que quiseram que elas fossem.
Depois Falamos.

Atlético Cabeceirense

Tenho, por razões familiares, uma certa simpatia pelo Atlético Cabeceirense.
Conhecia o clube de outros tempos, nomeadamente quando andou pela III divisão, e até me recordo de no tempo em que José Maria Pedroto treinava o Vitória termos sido derrotadoes pelo Atlético Cabeceirense na final da Taça de Honra da Associação de Futebol de Braga uma prova já extinta e que se disputou entre 1978/1979 e 1992/1993 e na qual participavam todos os clubes do distrito que disputavam provas nacionais.
A talhe de foice recordo que apesar da derrota nessa final o Vitória foi o clube que mais vezes venceu a prova tendo-o feito por quatro vezes.
A verdade é que depois desses tempos aureos , e mesmo com a construção de um novo estádio municipal, o Atlético foi decaindo, mergulhou nos distritais e acabou por cessar actividade largos anos atrás.
E assim se manteve até que dois anos atrás um grupo de jovens cabeceirenses com ligações afectivas e familiares a essa primeira vida do clube resolveu, apesar de todas a sdificuldades incluindo o não terem campo próprio para jogar, dar-lhe uma segunda vida.
E assim foi.
Começaram naturalmente por baixo inscrevendo o clube na terceira escalão distrital (a que se chama primeira divisão) e na falta de instalações próprias utilizaram um campo pelado na freguesia de S. Nicolau com condições muito insuficientes para atletas e público (sei do que falo porque já lá fui ver vários jogos) mas foi o que se arranjou e mesmo assim fizeram uma época tranquila classificando-se a meio da tabela.
Este ano usando o mesmo pelado mas com uma equipa mais competitiva o Atlético fez um campeonato excelente e sagrou-se campeão da série F conseguindo a subida ao segundo escalão distrital ( a  chamada divisão de honra) que disputará na próxima época.
Já no "seu" estádio municipal, já num piso de relva sintéctica e não em pelado, já num escalão mais competitvo e interessante.
Mas para lá do sucesso desportivo acredito que a grande vitória do Atlético foi mesmo o entusiasmo que instalou nos adeptos , nomeadamente nos mais novos que nem nascidos eram na primeira vida do clube, que lhe permitiu ter regularmente assistências no campo  " António Gomes da Cunha", o tal da freguesia de S. Nicolau, de fazerem inveja a muitos clubes da  segunda liga e até a um ou outro clube de primeira liga.
E esse entusiasmo dos adeptos, essa captação continua de novos adeptos, o congregar da vila em volta do clube permitirá certamente ao Atlético Cabeceirense continuar o seu caminho tendo no horizonte, quem sabe, um dia chegar no mínimo ao campeonato de Portugal ou até à Liga 3.
Mas para já é preciso dando passos seguos estabilizar o percurso do clube.
Mais sócios, mais patrocinadores, diversificação das fontes de receita.
E depois pensando em subir ao primeiro escalão distrital ( chamado pró nacional) e a médio prazo aos campeonatos nacionais.
Mas isso pode ser o futuro de médio prazo.
Agora é o tempo de festejar um titulo e uma subida ao fim de apenas dois anos de actividade.
Parabéns Atlético Cabeceirense.
Depois Falamos.

Sugestão de Leitura

É um livro sobre politica, sobre História e sobre Espanha.
Excelente para quem gosta de política, de História e de Espanha.
E eu gosto.
E ainda por cima num género literário que aprecio muito como o são "Memórias".
Escrito na primeira pessoa pelo Rei emérito (ele não gosta muito da designação mas para já não há outra) é um retrato privilegiado sobre os anos finais do franquismo, a transição para a democracia e a Espanha dos últimos 50 anos.
Mas é também uma visão sobre a Europa e o mundo, as famílias reais europeias o os chefes de estado com que Juan Carlos se cruzou essencialmente nos trinta e nove anos do seu reinado mas também antes e depois desse período.
A história de alguém que viveu em vários países europeus, muito em especial em Portugal, que foi preparado para a chefia do estado espanhol sem ter a certeza se o seria, que escolhido pelo ditador Francisco Franco como sucessor soube criar as condições para a transição e consolidação do Estado democrático.
Nele se vê a opinião sobre momentos essenciais da História de Espanha como a tentativa de golpe de estado conhecida como 23 F ,que ajudou a contrariar, ou os Jogos Olimpicos de Barcelona e a Exposição Universal de Sevilha que ajudaram a projectar o país no mundo.
Mas também sobre os crimes da ETA ou o atentado da Al Qaeda na estação de Atocha.
Sem fugir a alguns temas delicados,como os diversos problemas familiares seus e das filhas, que são o que menos importa num livro como este.
Em suma 500 páginas que se leêm com enorme prazer e que deixam um vazio quando se chega ao fin do livro.
Pelo que não admirará que recomende vivamente a sua leitura.
Muito em especial para quem como eu goste de política, de História e de Espanha.
Depois Falamos.

Tigre

Campeões Mundo

Furnas, Minas Gerais, Brasil

Corja

Sim, os flotilheiros pagos pelo Irão e por organizações cúmplices do Hamas são uma corja de intrujões cujo objectivo não é levar ajuda às populações de Gaza mas sim mediatizar campanhas contra Israel beneficiando da cobertura da comunicação social e da credulidade ingénua de muitos europeus. 
Estas fotografias são apenas mais uma prova. 
Mostram dois flotilheiros expulsos por Israel em dois tempos. 
À partida,no aeroporto de Istambul, com macas, colares cervicais, canadianas, soro e tudo o mais que possa confirmar a tese aldrabona de que foram torturados em Israel. 
À chegada aos respectivos países, frescos que nem uma alface, mostram-se em grande forma sem precisarem das macas ,dos colares cervicais ou das canadianas. 
Milagre? 
Embora expulsos de uma terra propensa a milagres nos últimos 2000 anos não é de milagre que se trata. É mesmo de intrujice de uma corja sem escrúpulos.
Depois Falamos.

sábado, maio 23, 2026

Diferente

José Luis Carneiro é muito diferente de Pedro Nuno Santos. Não usa barba!
Mas essa é a única diferença visível entre eles porque no resto são iguais.
Na demagogia, no radicalismo, na insensatez, na falta de sentido de Estado nas amizades perigosas que vão da Venezuela à geringonça.
E essa é a grande lição a tirar.
No actual PS as diferenças cingem-se à aparência. 
Porque na essência são todos iguais.
Depois Falamos.

quinta-feira, maio 21, 2026

Campeão

Falta uma jornada para a sua conclusão mas o melhor campeonato do mundo, com a devida licença de La Liga, já tem campeão.
O histórico Arsenal que conquista o ceptro pela décima quarta vez na sua História confirmando o seu estatuto de terceiro clube mais vezes campeão logo atrás de Liverpool e Manchester United que contam com vinte títulos cada.
Num campeonato que tem a enorme felicidade de em toda a sua História já ter conhecido vinte e quatro campeões o que o torna num caso verdadeiramente único em termos europeus e suponho que até mundiais pela sua competitividade e também pela qualidade e verdade desportiva que tornam iso possível.
E desses vinte e quatro campeões a curiosidade de dezanove o terem sido por mais que uma vez enquanto nos cinco que apenas conquistaram um título nos aparece o Nottingham Forest que foi mais vezes campeão europeu (duas) do que nacional.
O Arsenal, que não era campeão há vinte e dois anos (desde 2003/2004 quando conseguiu a fantástica proeza de ser campeão invicto) conquistou o seu terceiro título no século XXI estando atrás dos oito do Manchester City, dos sete do Manchester United, dos cinco do Chesea mas à frente dos dois do Liverpool e do solitário título de um Leicester agora caído nas profundezas da terceira divisão e com eles compondo o lote de clubes campeões neste século.
Ainda assim ter seis campeões em apenas vinte e seis anos é de destacar porque é uma marca apenas ultrapasada pelos oito (!!!) campeões de França ( PSG, Lyon, Lille, Nantes, Bordéus, Mónaco, Montpellier e Marselha), igualada pelos seis campeões da Alemanha (Bayern, Borussia Dortmund, Bayer Leverkusen, Estugarda, Wolfsburgo e Werder Bremen) embora outros campeonatos europeus estejam mais próximos como são os casos dos cinco campeões italianos ( Juventus, Inter, Milan, Nápoles e Roma), dos quatro espanhóis ( Barcelona, Real Madrid, Atlético de Madrid e Valência) dos quatro portugueses (Porto, Benfica, Sporting e Boavista) para citar apenas alguns dos principais campeonatos.
No fundo curiosidades em volta deste título tão longamente perseguido pelo Arsenal e agora conquistado.
Depois Falamos.

Farol

Heidelberg, Alemanha

Cobra anel

Discordo

Com o mesmo à vontade, mas também a mesma independência, com que tenho apoiado decisões do governo e de Luís Montenegro devo dizer agora que discordo frontalmente desta posição quanto ao que se passou com os flotilheiros do costume.
Por duas razões essenciais.
A primeira é que não tendo sido bonito nem louvável aquilo que se viu a verdade é que o próprio primeiro ministro de Israel condenou os acontecimentos e desautorizou (não sei se já o demitiu ou vai demitir) o ministro responsável pelo acontecido.
O que demonstra que aquilo não foi uma posição do Estado de Israel, bem pelo contrário, mas sim um grave erro do ministro.
E a União Europeia deve reger as suas decisões por posições de Estados e não como resposta a erros de ministros já desautorizados pelo próprio primeiro ministro.
A segunda é que as flotilhas pagas pelo Irão e por organizações apoiantes do Hamas e compostas por cumplices e apoiantes dos terroristas são um problema de Israel e de quem nelas vai e de mais ninguém.
O Estado português não tem de se envolver, não tem nenhuma responsabilidade no assunto nem tem qualquer obrigação de resolver viagens turísticas que corram mal a cidadãos que sabiam muito bem aquilo em que iam meter e que ao contrário do que dizem não era para levar ajuda humanitária a lado nenhum mas apenas para proporcionarem acções de propganda contra Israel e pró Hamas como nas flotilhas anteriores.
E assim sendo não entendo nem apoio esta posição do governo.
É a vida.
Depois Falamos.

Nota: Cá por coisas acho que faria bem ao primeiro ministro reflectir sobre a votação do publico português no festival da Eurovisão. Inteligente como é rapidamente perceberá que neste assunto o politicamente correcto vai ao contrário do sentir popular. Aquele sentir que dá votos.

quarta-feira, maio 20, 2026

Não Vão

Em torno da convocatória de Roberto Martinez para o Mundial há duas coisas que me parecem absolutamente certas e uma é consequência da outra.
Em Portugal toda a gente percebe de futebol e por isso fossem quem fossem os chamados haveria sempre polémicas e discordâncias á mistura com a inevitáveis teorias da conspiração em torno da Gestifute.
Noutro texto já tive oportunidade de manifestar a minha opinião no sentido de considerar esta convocatória como muito equilibrada e não são os ligeiros pontos de discordância como a não chamada de Palhinha e o haver eventualmente um lateral a mais que me fazem mudar de opinião.
E menos ainda as patéticas e ridiculas queixas de alguns clubes por jogadores seus não terem sido chamados.
Devo dizer nessa matéria que vi a não convocação de António Silva com enorme alívio porque além de ser um jogador banal estou farto de o ver cometer erros graves em jogos do Benfica e da seleção.
Já pelo contrário achei a chamada do seu colega de clube Tomás Araújo como justíssima porque é de facto um bom jogador e vai discutir a titularidade no mundial.
Os outros?
Percebo o desencanto por Pedro Gonçalves, um jogador que muito aprecio mas cujo final de época foi apenas mediano, por Ricardo Horta, que oferecia várias soluções e que fez uma bela época, por Palhinha que considero que devia estar porque nenhum dos convocados tem as suas caracteristicas na hora de defender, por Mateus Fernandes que brilhou em Inglaterra mas naquele meio campo nacional quem deixava de ser convocado para ir ele, por Paulinho que tem feito épocas fantásticas no México e garantia alternativa para um lugar onde só temos dois jogadores ( e um com 41 anos o que obriga a cuidada gestão fisíca) e daria jeito um terceiro, por Rodrigo Mora que daria uma criatividade extra, e mais um ou outro que podiam lá estar mas não estão porque só podem ser inscritos vinte e seis.
E nesse um ou outro permito-me referir Afonso Moreira.
De quem praticamente ninguém falou porque não tem lobby, que ainda não foi internacional A, que não joga num dos chamados "grandes" com tudo que isso implica em termos de pressões, mas que aos vinte e um anos fez um campeonato fantástico ao serviço do Lyon ao ponto de ser considerado o melhor jogador jovem da prova.
Fez 41 jogos, marcou 8 golos nas várias competições, ajudou o Lyon a apurar-se para a Liga dos Campeões com várias exibições de alta qualidade que tive oportunidade de ver.
É certo que Rafael Leão, Trincão, Pedro Neto e Francisco Conceição (mais Gonçalo Guedes caso necessário) oferecm excelentes alternativas para os dois flancos mas Afonso Moreira também fez o suficiente para poder merecer uma chamada que inevitavelmente acabará por acontecer depois do Mundial.
E se o refiro aqui e agora é porque me parece da mais elementar justiça até em função desses "choradinhos" que por aí andam em torno de jogadores que merecendo não mereciam mais do que ele na sua maior parte.
Depois Falamos.

Nota: Sobre a rábula dos quatro guarda redes tenho pena que tanta gente tenha escrito de forma crítica, chocarreira e até acintosa sem terem a elementar preocupação de se informarem e perceberem o porquê. Que faz todo o sentido e defende os interesses da seleção.

terça-feira, maio 19, 2026

Convocados

Conhecidas as opções de Roberto Martinez devo dizer que raramente estive tão de acordo com uma convocatória como esta. 
Os 3 guarda redes são os que mais vezes tem sido chamados e Ricardo Velho estará no estágio mas só será presença no Mundial se algum se lesionar.
Os laterais convocados são os melhores que temos embora ache que Matheus Nunes será opção para o meio campo sector em há poucos convocados.
Os quatro centrais são os melhores centrais portugueses da actualidade e por isso acho normal a sua chamada.
No meio campo apenas a dúvida se não seria preferível Palhinha a Samu Costa porque os restantes são indiscutíveis.
Na frente os indiscutiveis Ronaldo e Gonçalo Ramos como avançados mais posicionais e Felix e Gonçalo Guedes como avançados mais soltos cujas chamadas me parecem justas dado ambos terem feito excelentes épocas. 
Nos extremos também nada a opor. 
Trincão, Conceição, Pedro Neto fizeram épocas de grande nível e Rafael Leão não tendo estado tão bem como em anos anteriores é ainda assim um enorme talento que pode " explodir" no Mundial.
E por tudo isto acho uma convocatória perfeitamente defensável embora ciente de que cada cabeça cada sentença.
Pedro Gonçalves, Rodrigo Mora, o já citado Palhinha , Ricardo Horta, Paulinho e mais um ou outro também podiam lá estar , é claro, mas não cabem todos.
Depois Falamos.