quarta-feira, julho 28, 2021

São Francisco

Cria de Macaco

Cabana, Suécia

Simbolismo

Há fotografias cujo valor simbólico ultrapassa em muito o momento em que foram feitas.
É o caso desta. 
Em que um dos maiores e mais carismáticos talentos da formação do Vitória no passado -Flávio Meireles- abraça um dos jovens talentos de quem muito se espera no presente e no futuro -Maga- naquilo que pode ser interpretado como um passar de testemunho mas também no acerto em fazer da formação o principal "mercado" de abastecimento da primeira equipa.
É essa a minha convicção há muito tempo.
Depois Falamos.

terça-feira, julho 27, 2021

Portugueses

Não tem sido particularmente feliz a participação dos atletas portugueses nos Jogos Olímpicos de Tóquio com parte deles, e nalguns casos até com grande aspirações a medalhas, a já terem terminado a sua participação por força de terem sido eliminados.
À boleia disso vai-se lendo pelas redes sociais um chorrilho de criticas aos atletas e até manifestações de opinião no sentido de que mais valia nem terem ido.
Aí chegados alto e pára o baile.
Desde logo porque o espirito olímpico apela à participação, à confraternização, à competição mas não a uma "medalhite" desenfreada que a dimensão do nosso país e a competitividade do nosso desporto não tornam nunca fácil.
Depois porque os atletas que estão no Japão estão lá porque depois de anos de esforço, dedicação, sacrificio e paixão pelas suas modalidades conseguiram obter os mínimos para estarem presentes ou ultrapassaram fase de qualificação extremamente exigentes como foi o caso da selecção de andebol.
E por isso são credores da nossa admiração e não de criticas sem sentido e sem justiça.
Veremos o que vai acontecer até final, ainda falta o atletismo de onde tem vindo as nossa maiores alegrias olímpicas, mas mesmo que não venham medalhas devemos sentir orgulho na nossa representação pela quantidade de atletas e pela variedade de modalidades em que estamos presentes.
Depois Falamos.

Rota 40, Argentina

Morsas

Catedral de Milão

Mandados

Os mais novos não saberão o que isto é e , provavelmente, nunca terão ouvido falar do assunto que de alguma forma se foi perdendo nas brumas do tempo.
Os da minha geração e de gerações anteriores sabem bem do que se trata.
Em 1975, em pleno desvario do PREC quando forças de esquerda e extrema esquerda sonhavam em instaurar em Portugal um regime ditatorial marxista-leninista, existia um aestrutura militar chamada COPCON que tinha amplas (era o tempo delas...) prerrogativas na sua actuação sendo uma espécie de guarda avançada da revolução que a extrema esquerda queria levar a cabo.
Entre essas prerrogativas, apenas possíveis num país em agitação revolucionária e onde o Estado de Direito era uma miragem, estava a de emitir mandados de captura sobre todos aqueles que fossem suspeitos de ligações ao regime derrubado e/ou de conspirarem contra o 25 de Abril e o MFA.
Claro que os militares do COPCON, todos eles afectos a essa extrema esquerda totalitária, não tinham pejo em sob o argumento de desvios contra revolucionários prenderem todos aqueles que fazendo parte de partidos democráticos fossem vistos como estorvo para esses desvarios revolucionários.
Muitos desses mandados de captura foram assinados em branco e usados para deter pessoas  e as manter presas sem mandato judicial, sem culpa formada, sem crimes cometidos e apenas e só por não serem afectos a esses adeptos do totalitarismo.
Foram muitos aqueles que foram vítimas desses brutais abusos de poder.
Muitas vezes detidos a altas horas da noite, com as casas invadidas por militares do COPCON e civis militantes da extrema esquerda, levados para a prisão e lá mantidos pelo tempo que apetecesse a quem os tinha prendido.
Esses mandados em branco, completamente contrários a tudo que é Justiça e Direito e apenas concebíveis em estados totalitários como aqueles em que se inspiravam os autores dessas atrocidades, eram assinados pelo então comandante do COPCON.
Otelo Saraiva de Carvalho.
Esse a quem hoje a esquerda herdeira dos totalitários desses tempos e os habituais socialistas "idiotas úteis do regime" queriam que fosse dedicado um dia de luto nacional.
Felizmente quem decide não foi por esse caminho que, isso sim, seria uma verdadeira vergonha nacional.
Ao menos isso.
Depois Falamos.

segunda-feira, julho 26, 2021

Jovens

Houve um aspecto no jogo de hoje que terá agradado de sobremaneira a todos os vitorianos e muito em especial aqueles que entendem que vale a pena apostar seriamente na formação. 
A grande quantidade de jovens que alinhou de início ou entrou durante o jogo.
Trmal (22 anos), Handel (20), André Almeida (21) e Edwards (22) foram titulares e todos eles rubricaram boas exibições. 
Depois entraram Janvier (22) , Gui (19), Maga(22) e Herculano (17) e destes pareceu-me evidente que Janvier acrescentou qualidade no passe e Maga intensidade ao flanco direito marcando um golo e quase marcando outro não fora a grande defesa do guardião leixonense, enquanto Gui esteve bem na circulação de bola e Herculano quase fazia um golo. 
E se André Almeida, Edwards e Trmal já tinham credenciais bem firmes os outros cinco fizeram uma bela apresentação aos adeptos em termos de primeira equipa. 
Muito em especial Handel que jogou os 90 minutos em bom ritmo. 
Penso que o plantel ainda precisa de um ou outro retoque mas que há "matéria prima" de excelente qualidade isso há. 
Até porque hoje não jogaram Quaresma, Rúben Lameiras, Joseph, Bruno Varela, André Amaro, Mumin, Silvio e jovens sobre os quais há boas expectativas como Dani Silva, Bamba e Hélder Sá. 
Parece-me que vem aí um bom Vitória.
Oxalá que sim.
Depois Falamos

Grandes Lagos, EUA e Canadá

 

Peixe Lua

Casino Lisboa, Macau

Bem

Começar bem a época vencendo o primeiro jogo oficial é sempre um bom ponto de partida e muito em especial quando o adversário é do escalão inferior o que daria uma repercussão negativa (e um ruído previsível) a um eventual mau resultado.
E pode dizer-se que o Vitória cumpriu muito bem a sua obrigação vencendo e goleando um adversário que seguramente vai fazer um bom campeonato. 
Apenas tive oportunidade de ver a segunda parte pelo que a opinião que aqui deixo é em função desses 45 minutos. 
E o que vi...agradou. 
Uma equipa com boa dinâmica ofensiva, atacando por ambos os flancos, com envolvimentos que abriram a defesa adversária e trocas de bola em progressão que deram qualidade ao jogo de conjunto.
A defender nada a apontar com a equipa a chegar para as (poucas ) encomendas do adversário.
Em termos individuais gostei muito das exibições de Handel, Edwards e Rafa Soares mas Janvier, Rochinha e Maga também estiveram em bom plano. 
Tal como Bruno Duarte que fez um bom golo e esteve noutros lances de perigo. 
Em suma um bom começo oficial de temporada , boas indicações da equipa e de alguns jogadores mas sem esquecer que o adversário é de II Liga e portanto não há razão para grandes euforias. 
Mas que ficaram boas perspectivas isso ficaram. 
O árbitro Hélder Malheiro esteve num plano muito fraco com grandes razões de queixa para o Vitória. Enfim, nada a que não estejamos habituados.
Depois Falamos.