segunda-feira, junho 01, 2026

Talento

 Fotos: Mural de Katia Aveiro

Dinis Pereira é um jovem de dezasseis anos que chega agora ao Vitória vindo do Barreirense.
Estará nos escalões de formação, fará o seu percurso e oxalá o talento o leve à primeira equipa do Vitória e mais longe ainda incluindo as seleções nacionais. 
No fundo é mais um jovem cheio de sonhos a quem se deseja o melhor dos futuros e que escolheu bem o clube para dar caminho a esses sonhos. 
Espero e desejo que tenha sucesso. 
Pelo menos tanto como o primo tem tido na sua ainda curta carreira. 
ADN não lhes falta porque Dinis Pereira é sobrinho de Cristiano Ronaldo. 
E se o Vitória é uma boa oportunidade para este jovem também ele pode ser uma boa oportunidade para o Vitória. 
Também aí haja talento.
Depois Falamos.

Patagónia, Argentina

Eliminados

"Deus" Anúbis

Alerta

Os números das últimas eleições internas do PSD não sendo nenhum drama nem permitindo interpretações fantasiosas sobre apoios ou falta deles ao líder do partido devem merecer ainda assim alguma preocupação dos responsáveis e são um alerta que não deve ser desvalorizado.
Passei anos suficientes no PSD e participei em tantas eleições internas que sei bem que uma recandidatura de um líder que é primeiro ministro e que por isso concorre sozinho não é particularmente mobilizadora nem um estímulo suficientemente forte para levar muitos militantes a sairem de casa para irem à sede respectiva ( e em muitos casos nada perto) para porem uma cruz no boletim e voltarem para casa.
Talvez um dia o PSD , que já inovou em tanta coisa, também seja pioneiro no voto via internet a par do voto presencial e aí de certeza que os números serão outros como acontece quando há disputa pela liderança.
Mas agora foram estes.
E de facto apenas 22% dos militantes terem a cota em dia e apenas 5% terem exercido o direito de voto é um alerta claro de que alguma coisa não vai bem e isso deve merecer a preocupação imediata da direção do PSD para inverter a situação.
E acho isso bem mais importante do que por vezes perderem tempo, e gastarem energias que tão uteis serão para resolverem verdadeiros problemas, a parecer  quererem fazer  de Pedro Passos Coelho um inimigo interno ( dá sempre jeito arranjar inimigos para desviar atenções de coisas que estejam a correr menos bem) quando de certeza absoluta que o que este mais deseja é o sucesso do governo e consequente desenvolvimento do país sendo contudo legítimo que discorde deste ou daquele caminho e desta ou daquela solução.
O PSD é e sempre foi um partido de gente livre e seria uma contradição tão sui generis quanto inexplicável querer privar um dos seus mais ilustres militantes dessa mesma liberdade como alguns parecem defemder!
Em suma acho, enquanto eleitor da AD e especialmente do PSD, que este problema deve merecer atenção da direção do PSD porque a desejável vitória eleitoral de 2029 não existirá sem a reconquista/mobilização dos militantes do PSD.
E disso tenho a certeza absoluta.
Depois Falamos.

domingo, maio 31, 2026

Esclarecimento

Imagem gerada por IA

Não pensava ter de voltar ao assunto mas a Verdade impõe-me que o faça. 
No âmbito da candidatura que um grupo de vitorianas e vitorianos  apresentou às eleições para os orgãos sociais do clube no ano passado, e em que eu era candidato a presidente da direção, tinhamos como uma das propostas a cobertura integral das bancadas do estádio D. Afonso Henriques para acabar com a degradante situação de haver vitorianos a verem o seu clube, no seu estádio, sujeitos a fazerem-no à chuva ou debaixo de um sol inclemente consoante os ditames da metereologia.
Havia uma empresa interessada em fazer a obra sem custos financeiros para o Vitória e a troco de contrapartidas publicitárias.
E nas sessões de esclarecimento e em várias entrevistas assumi em relação a esse assunto duas coisas:
Uma é que se a minha lista vencesse as eleições daríamos prioridade a esse projecto entrando de imediato em negociações com a empresa.
Outra que caso não ganhássemos e se a direção eleita tivesse interesse no assunto estaríamos completamente disponíveis para dar os contacto da empresa para que pudessem desenvolver o assunto.
Repito para que não haja dúvidas; se houvesse interesse por parte da direção eleita daríamos os contactos.
Mas não houve!
Nem eu nem qualquer um dos meus colegas de lista foi alguma vez contactado pela direção eleita para esse fim pelo que da nossa parte consideramos o assunto por encerrado até por reconhecermos que quem foi eleito tinha total legitimidade para não querer dar sequência a essa proposta por não lhe dar a importância e a prioridade que a minha lista dava ou porque simplesmente não concordava com ela.
Uma legitimidade que nem sequer é discutível como é óbvio.
E se hoje volto ao assunto é porque depois de ele ter sido falado numa assembleia  geral em Julho do ano passado de forma tão falaciosa que entendi na altura que nem merecia qualquer comentário, foi agora novamente abordado no âmbito da campanha eleitoral para os orgãos sociais do Vitória numa sessão de esclarecimento da Lista C  e não sei se em sessões das outras três listas já foi ou virá a ser referido.
E para que os vitorianos conheçam o que de facto se passou aqui deixo este esclarecimento.
Com o qual pela minha parte encerro definitivamente o assunto.
Depois Falamos.

sábado, maio 30, 2026

Sugestão de Leitura

Num tempo em que o mundo está perante várias guerras regionais- Ucrânia, Irão, Gaza- que ameaçam poder transformar-se em guerras de outra dimensão essencialmente face ao nunca extinto expansionismo russo/soviético ,aos ventos de loucura que perpassam pela Casa Branca e aum fundamentalismo islâmico em crescendo, este livro de Victor Davis Hanson é muito oportuno porque nos recorda que pese embora a evolução ao longo dos séculos de muita coisa a naturza humana permanece inalterada.
E pegando em quatro exemplos do passado, desde a Antiguidade à conquista do Novo Mundo, o autor recorda-nos a forma como guerras extinguiram civilizações, arrasaram impérios e destruiram cidades que eram o centro deles.
Tebas, Constantinopla, Cartago e Tenochtitlán (actual Cidade do México) são exemplos tratados no livro e mostram bem que se a humanidade não soubes aprender com os erros do passado vai repeti-los no presente e no futuro.
Um livro de História que se deve ler com a preocupação de não esquecer os avisos nele constantes.
Depois Falamos.

Palácio de Westminster, Londres

Flamingos

Farol de Stranraer, Escócia

Carta Aberta

Exmos Senhores Rui Costa e Florentino Pérez:
Apresentando as melhores saudações desportivas a Vossas Excelências venho pela presente solicitar-vos aquilo que será um enorme favor para quem como eu nada tem a ver com os vossos clubes.
Resolvam de uma vez por todas quem vai treinar as vossas equipas na próxima temporada.
Pouco me importa que seja o Mourinho, o Marco Silva, o Klopp, o Arbeloa, o Guardiola, o Ancelotti, o Jorge Jesus, o Unai Emery, o Roger Schmidt, o Carlos Queiroz , o Rui Vitória ou outro qualquer de idêntico gabarito.
Não me interessa se o Mourinho fica ou vai, se a indemnização são sete ou quinze milhões, se o Marco Silva não há maneira de se comvencer a aceitar o convite, se o Klopp é o preferido do outro candidato a presidente do Real Madrid.
Como sinceramente não me interessa nada se na próxima época vão ser campeões, se ficam em segundo, em terceiro ou descem de divisão. É-me indiferente.
Mas resolvam a questão dos treinadores se fazem favor.
É que já não há paciência que aguente em todos os telejornais, de todas as televisões porrtuguesas, todos os dias sem excepção ouvirmos falar do Benfica, do Mourinho , do Real Madrid, do treinador do Benfica que vai para o Real Madrid e das eleições no Real Madrid que podem impedir o treinador do Benfica de para lá ir sem esquecer as hipóteses de treinador para o Benfica se Mourinho for e para o Real Madrid se Mourinho não for.
Bem sei que a culpa não é vossa mas olhem a satisfação deste pedido como autêntica ajuda humanitária a todos quantos tem do jornalismo, do desporto e dos clubes uma visão bem diferente daqueles que mandam nas televisões de Portugal.
Agradeço antecipadamente a atenção que possam dar a este tema.
Com os melhores cumprimentos.
Um adepto do Vitória Sport Clube.
Depois Falamos.

Nota: Só para verem o que se sofre neste país com a comunicação social recordo que o meu clube está em eleições e pese embora as dificuldades que enfrenta e o péssimo campeonato que fez tem, ainda assim, quatro candidaturas aos seus orgãos sociais o que demonstra bem a sua vitalidade associativa.
Não sabiam? Claro, nenhum telejornal de nenhuma televisão dedicou até agora um minuto que fosse ao assunto!

sexta-feira, maio 29, 2026

Geografia 2

Num texto anterior abordei a geografia de La Liga, o campeonato primodivisonário de Espanha, e o equilíbrio existente entre litoral e interior bem como a dispersão geográfica da prova que está presente em nove das dezassete regiões autónomas do país e, dependendo de quem será o vigésimo participante, ainda pode estar em mais uma.
E depois olha-se a geografia do campeonato português.
Em dezoito distritos do continente e duas regiões autónomas qual é o panorama?
As autonomias estão bem com a Madeira a ter dois participantes (Nacional e Marítimo) e o Açores um através do Santa Clara.
Mas depois é o descalabro.
Em dezoito distritos apenas 5 (!!!) tem futebol de primeira divisão.
Lisboa com seis clubes (Sporting, Benfica, Estoril, Alverca, Estrela da Amadora e Casa Pia), Braga com cinco (Braga, Famalicão, Gil Vicente, Moreirense e Vitória), o outro poderoso Porto com apenas dois (F.C.Porto e Rio Ave), Aveiro com o Arouca e Viseu com o regressado Académico,
Ou seja dois distritos, Lisboa e Braga, tem mais de metade dos participantes enquanto treze distritos não tem um único incluindo aqueles com larga tradição de primeira liga como Faro, Setúbal, Coimbra e até Leiria.
É evidente que a responsabilidade disto está longe, muito longe, de ser exclusiva do futebol porque corresponde à realidade de um país há muitos anos em permanente fuga para o litoral, com tudo que isso significa em termos de desertificação demográfica e económica do interior, mas o futebol tem de saber encontrar no seu seio mecanismos que permitam combater este fenómeno profundamente negativo.
E essa devia ser uma preocupação prioritária de FPF e LPFP ao invés de viverem na permanente ânsia de modificarem regulamentos e encontrarem ainda outras formas de beneficiar os que são desde sempre beneficiados.
Depois Falamos.

Lirismo

Desde o passado domingo e com especial incidência a partir da noite de ontem quando o Torreense não conseguiu a promoção à primeira liga (também com 3 jogos decisivos numa semana não era fácil) tenho assistido a um recrudescer de comentários nas redes sociais e não só defendendo que a equipa de Torres Vedras devia desistir de particpar na Liga Europa.
Os argumentos são vários.
Não tem estádio apropriado a uma competição europeia, é um desafio demasiado grande para uma equipa que nunca jogou na Europa, não conseguirão ter plantel para disputarem condignamente a competição, não se deviam dispersar nas competições europeias para darem total atenção ao campeonato e tentarem subir, não faz sentido uma equipa de segunda divisão jogar uma competição europeia.
É um misto de lirismo e de perspectiva interesseira.
De lirismo porque ao Torreense, independentemente dos resultados desportivos, a entrada na fase de liga da Liga Europa rende imediatamente 4,3 milhões de euros o que somado a outras receitas oriundas da participação chega facilmente aos seis milhões de euros sem contar com prémios adicionais por empate ou vitória.
E só dirigentes momentaneamente loucos deitariam fora verbas que garantem ao clube metade ou até dois terços do seu orçamento anual.
Para lá de tudo o mais desde o orgulho de jogar numa competição europeia até à promoção (espero que resolvam condignamente a questão do estádio onde vão jogar) da região através do poderoso veiculo que o futebol sempre é.
Sendo igualmente claro que essas verbas europeias vão permitir ao clube construir um plantel capaz de disputar claramente a subida  à primeira liga como é bom de ver.
E portanto os líricos vão ter de ser conformar com  verem o Torreense a jogar na Europa como merecidamente conseguiu em campo e sem favores de qualquer espécie.
A perpspectiva interesseira de muitos desses comentários prende-se com a ligação clubista dos seus autores mas vão ter de se conformar.
O Torreense vai estar nas competições europeias e por isso o Benfica vai jogar a segunda pré eliminatória da Liga Europa, o Braga vai jogar a Liga Conferência e o Famalicão ainda não será este ano que se vai estrear na Europa.
Aceitem que dói menos.
Depois Falamos.

Petroica

Desportos