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terça-feira, agosto 18, 2026
Terrorismo

Quem vai tendo a paciência de me ler sabe bem qual é a minha posição sobre o conflito entre Israel e o terrorismo.
Seja do Hamas, seja do Hezbollah, seja os Houthis do Iémen.
Todos eles financiados pelo Irão e por um ou outro país do Golfo Pérsico.
Bem como sobre os cúmplices dos terroristas sejam os flotilheiros, seja quem os financia, sejam os idiotas úteis que fazem o jogo do terrorismo.
E por isso não posso de em coerência deixar de considerar que este facinora com tiques de psicopata, por absurdo que pareça ministro do governo de Israel, é tão mau e tão terrorista como os bandos terroristas que o seu governo combate.
E absolutamente indigno de fazer parte do governo do único Estado democrático do Médio Oriente. Mesmo conhecendo os delicados equilíbrios que sustentam Netanyahu no poder, e para os quais o partido do facinora é essencial, há coisas que ultrapassam por completo qualquer perspectiva de racionalidade.
Esperemos que as eleições dentro de dois meses varram este e outros como ele do governo porque Israel bem precisa de voltar a ter gente respeitável a dirigir o país.
Depois Falamos.
segunda-feira, agosto 17, 2026
Pirotecnia


Não gosto, nunca gostei, de pirotecnia.
Lembro-me de bem miúdo ainda quando nas Festas Gualterianas era lançado o fogo de artifícío e os meus pais e avós iam presenciar o espectáculo para o jardim eu nem de casa saía porque o desinteresse era mais que absoluto.
Muitos anos mais tarde quando trabalhava em Gaia e por dever de ofício tinha de estar na noite de S.João num terraço no cais de Gaia onde o município recebia os seus convidados para jantarem e depois assistirem ao famoso fogo de artifício eu aproveitava esse momento para tranquilamente ir ao buffet e jantar sossegado sem sequer olhar o que se passava sobre o rio Douro.
Mas compreendo perfeitamente que haja quem goste e que a tradição das festas populares inclua sempre o fogo de artifício, as salvas de morteiros e tudo mais que a pirotecnia permite.
Gostos não se discutem.
Mas discute-se, e muito, que num país civilizado e em que é suposto existirem leis do ruído para protegerem os cidadãos, se assista à enorme pouca vergonha que é o lançamento de fogo de artifício a qualquer hora do dia e da noite, em qualquer festarola de freguesia ou de um lugar de uma freguesia, sem o mínimo respeito pelo direito ao descanso dos cidadãos.
E dou um exemplo da fregueisa em que resido para não ir mais longe.
A propósito de um arraial popular , até pitoresco há que dizer, no programa de festividades incluiram uma "Algazarra com salva de morteiros" às sete (!!!) da manhâ de um sábado!
Sete da manhâ!!!
Para quê?
Com que interesse?
Com que intuito que não fosse perturbar o descanso das pessoas ainda por cima num dia de fim de semana?
É apenas um exemplo de dezenas, centenas que podiam ser dados de um lugar desta freguesia, de outros lugares desta freguesia, de lugares de todas as freguesias de Esposende e em bom rigor de todo o país porque casos como este há por todo o lado.
Quer de manhã cedo quer a altas horas da noite no mais absoluto desprezo pelas horas de descanso a que as pessoas tem direito.
Não sei a quem compete autorizar isto, sequer se é necessária autorização, nem sequer se há um mínimo de fiscalização a estes abusos permanentes e com especial frequência nos meses de Verão tantas as festividades que se realizam.
Mas sei que há que disciplinar esta pouca vergonha.
Em nome de um civismo de que sociedades civilizadas não podem prescindir.
Depois Falamos.
sexta-feira, agosto 14, 2026
Manipulação

É cada vez mais confrangedor o jornalismo que se pratica em Portugal.
Não sei se por falta de qualidade dos jornalistas, se pela necessidade desesperada de venderem jornais e revistas num mercado em continua retracção, se pelo assalto às redações de uma esquerda minoritária no país mas maioritária nna CS, se pelas três coisas, a verdade é que a ética e a deontologia são continuamente trocada pelo sensacionalismo, pela especulação e pela tentativa de manipulação dos leitores.
A imagem que ilustra este texto é mais uma prova disso porque fotografia e texto nada tem a ver um com o outro.
Na fotografia aparece o ministro Fernando Alexandre que não tem nenhuma casa em Paris.
Quem tem é uma secretária de estado que recebe apoio à renda conforme a lei prevê para quem não tem casa em Lisboa.
Sendo que o valor da casa noutro lado qualquer não é critério para atribuição desse subsídio.
Mas a revista "Sábado" não hesitou em misturar as coisas , em tentar denegrir o ministro, em fazer aquilo que se chama jornalismo de sarjeta.
Lamentável a todos os títulos mas é o que temos.
Depois Falamos.
Nota: Face à indignação causada a revista acabou por substituir a fotografia. Mas o mal estava feito!
quinta-feira, agosto 13, 2026
Nojo

Nojo.
Nojo profundo pelo "jornalixo" que este pasquin de Lisboa pratica no dia a dia.
Na hora da morte do ex presidente do Vitória Sport Clube, Emílio Macedo da Silva, nas centenas de fotografias que seguramente dele tem em arquivo não arranjaram melhor do que esta.
Uma fotografia em que ele aparece a rir às gargalhadas com o então vice presidente do Benfica Rui Costa.
Não arranjaram uma fotografia em que não estivesse às gargalhadas ( o teor desta notícia não tem qualquer piada), não arranjaram uma fotografia em que estivesse sozinho ou no mínimo com dirigentes, atletas ou associados do Vitória, mas sabujos que são do Benfica até na hora da morte de um ex presidente do Vitória tinham de publicar uma fotografia em que ele aparece acompanhado pelo actual presidente do clube lisboeta.
Para "A Bola"o Benfica é o centro do mundo e o resto é paisagem.
E esta fotografia , além de o provar como se preciso fosse, é uma enorme falta de respeito por Emílio Macedo da Silva e pelo Vitória Sport Clube.
Nada de novo mas não passa sem registo!
Depois Falamos.
Emílio Macedo da Silva

O dia de hoje termina com a triste notícia do inesperado falecimento de Emílio Macedo da Silva.
Foi fundador e presidente de "Os Sandinenses", vice presidente e presidente do Vitória, presidente da Junta de Freguesia de S. Martinho de Sande e empresário reconhecido na área da construção civil.
Conheci o Milo (era assim que era conhecido) nos anos oitenta quando era autarca de freguesia e mantivemos uma relação cordial e amiga nos quarenta anos seguintes mesmo quando no Vitória estavamos em divergência que teve o seu ponto alto nas eleições de 2010.
Felizmente sempre soubemos separar a relação pessoal das divergências associativas ao ponto de mesmo após as referidas eleições me ter convidado para a direção, aquando da demissão do eng. Júlio Mendes, convite que não aceitei e ele percebeu perfeitamente as razões.
Foi um presidente a quem o Vitória deve muito.
Sendo certo que cometeu alguns erros graves que levaram à sua demissão em 2012 é igualmente verdade que teve a coragem de em 2007 pegar num clube à deriva e mergulhado em lugares do fundo da tabela na II divisão encetando uma recuperação épica que o levaria ao regresso à I divisão ao fim de um ano de "inferno" com a imprescíndível colaboração de Manuel Cajuda.
E se o Vitória não tem subido no ano a seguir à descida não se sabe o que lhe poderia ter acontecido.
Foi também o presidente daquele que foi até agora o último terceiro lugar no campoenato, o presidente que levou o Vitória à porta da fase de grupos da Liga dos Campeões (o roubo de igreja de Basileia não o permitiu) e o presidente que mais terá feito pelo ecletismo do clube.
Com ele o Vitória foi campeão nacional de voleibol masculino e ganhou a primeira taça de Portugal de basquetebol masculino entre outros triunfos menos mediáticos noutras modaliddes.
Recordo que em anos de luta pelo supremacia no voleibol entre Vitória e Sporting de Espinho, em que os jogos entre ambos eram sempre de especial intensidade no recinto e nas bancadas, um dia me pediu para organizar um almoço em Gaia entre ele e o responsável pelas modalidades no clube por um lado e um ex director do Sporting de Espinho (meu amigo e colega de trabalho na câmara de Gaia) e Miguel Maia o melhor voleibolista português de sempre com o objectivo de o trazer para o Vitória bem como mais dois ou três dos melhores jogadores do Espinho para tornar o Vitória o clube hegemónico do voleibol nacional.
Acabou por não acontecer mas não foi por falta de empenho de Emilio Macedo.
Talvez o presidente, repito, que olhou para as modalidades de forma mais ambiciosa percebendo a importância do ecletismo no clube.
Os seus anos finais no Vitória não foram felizes , com problemas financeiros e judiciais, mas honra lhe seja feita continuou a frequentar o estádio, a votar nas eleições, a acompanhar com interesse a vida do clube.
Falei com ele pela última vez há mais de um ano quando lhe telefonei (como fiz com Miguel Pinto Lisboa, Júlio Mendes e António Pimenta Machado e só não fiz com Fernando Roriz porque não consegui contactar) no dia em que apresentei a minha candidatura à presidência do clube e entendi ,por cortesia, dar conhecimento prévio aos ex presidentes do clube.
Conversamos com a cordialidade de sempre e até falamos de um almoço que infelizmente já não se realizará.
De Emílio Macedo da Silva guardarei sempre a imagem de um homem bom e amigo dos seus amigos.
Que descanse em paz.
Depois Falamos.
Grave

Não.
Não é grave que o presidente do Benfica seja um ignorante e não saiba o que diz.
É problema dele e do clube mas daí não vem grande mal ao mundo.
Grave é que o bando de suportes de microfone que se intitulam jornalistas ao invés de o questionarem devidamente , ainda que isso implicasse a "heresia" de o contradizerem, se limitassem a aceitar como verdades as mentiras ditas.
O jogo à porta fechada do Benfica com o Académico de Viseu não foi precedente nenhum porque já houve vários outros clubes que cumpriram sanções idênticas.
Nomeadamente o Vitória (equipas A e B) e por razões muito mais discutíveis.
Portanto este jogo não abriu precedente nenhum no futebol português.
É mentira!
Talvez tivesse aberto um precedente no Benfica porque até agora tinha escapado sempre a várias sanções idênticas graças ao TAD e a outros tribunais e sempre punições por mau comportamento dos adeptos.
Mas para esse mau comportamento nunca o presidente do Benfica teve uma palavra de condenação. Talvez por lhe faltar moral para isso.
Afinal nos túneis também construiu uma triste reputação de mau comportamento.
Depois Falamos.
quarta-feira, agosto 12, 2026
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