quarta-feira, julho 08, 2026

Quartos de Final

Sem Portugal o Mundial já não tem o mesmo interesse, nem nada que se pareça, mas ainda assim os quartos de final prometem alguns bons jogos e um provável cumprir de calendário num deles.
A França é favorita no jogo com Marrocos mas sem poder esquecer que uma vez mais a seleção africana está a fazer um excelente mundial e pode muito bem surpreender os franceses num dia de menor acerto.
Espanha é clara favorita no jogo com a Bélgica e seria uma surpresa se não marcasse presença nas meias finais.
Inglaterra e Noruega disputarão aquele que previsivelmente será o jogo mais interessante destes quartos de final e de resultado imprevisível embora considere haver um ligeiro favoritismo da seleção inglesa face ao excelente futebol que tem exibido.
O outro jogo é para cumprir calendário porque a bem, pelo valor futebolístico, ou a mal, pelo habitual colinho da FIFA, já se sabe que a Argentina vencerá.
E portanto aposto numas meias finais entre França e Espanha e entre Inglaterra e Argentina.
Desejando que a final seja entre equipas europeias.
Não por solidariedade continental mas porque a eliminação da Argentina, além do acertar de contas sobre uma certa "mão de Deus" de há quarenta anos se for a Inglaterra o semi finalista, será um enorme contributo para a verdade desportiva no futebol.
Mas para já há que jogar os quartos de final.
E depois logo se vê quem estará, de facto, nas meias finais.
Depois Falamos.

terça-feira, julho 07, 2026

Artistices

Já se sabe que a FIFA do senhor Infantino, aliás um "digno" sucessor do senhor Blatter, não merece qualquer confiança no que toca á defesa do futebol e à isenção perante as seleções que disputam as suas competições e muito em especial o Mundial de futebol masculino.
E nesses atropelos tem lugar em plano de destaque a forma como a seleção argentina é levada ao colo independentemente do valor, que é muito, dos seus jogadores.
Foram duas"Bolas de Ouro" dadas a Messi quando quem as merecia era Ronaldo, foi a escolha de Messi como melhor jogador do Mundial de 2014 quando não o mereceu nem de perto nem de longe, foi a conhecida tolerância dos árbitros para com Messi não lhe mostrando os vermelhos que merecia em 2022 e agora em 2026, foi a forma como Infantino festejou um golo da Argentina contra Cabo Verde, foi a sua alegria no final desse jogo expressa em declarações que depois tentou corrigir mas já foi tarde.
E hoje mesmo a inacreditável tolerância do árbitro francês perante a agressividade argentina no jogo com o Egipto perdoando amarelo atrás de amarelo ( Romero nem ao intervalo devia ter chegado) e guardando a acção disciplinar para o banco egipcio onde mostrou amarelos e vermelho a gastar.
Mas hoje confirmou-se outra artistice da FIFA já perceptível em jogos anteriores e não apenas da seleção argentina.
A forma como a realização dos jogos (e hoje foi especialmente patente) mostra ou não mostra , no melhor estilo da Benfica Tv, os lances polémicos e que podem pôr a nu o colinho que a FIFA dá a quem lhe interessa.
Dou apenas dois exemplos.
Com o resultado em 1-0 a favor do Egipto há uma falta sobre Salah mesmo à entrada da área argentina que o árbitro não assinalou. Era um lance de claro perigo mas repetições nem vê-las.
Na jogada anterior ao 3-2 argentino há um lance muito duvidoso na área argentina (possível penalti) que mereceria repetição de vários ângulos como outros lances tem tido.
Mas qual quê. Apenas uma repetição e ao longe que não dá para confirmar se foi ou não grande penalidade.
É o estado a que a FIFA de Infantino está a reduzir o futebol.
E foi pena que as seleções europeias e africanas não tenham aproveitado o escândalo Trump/Infantino para porem termo imediato ao Mundial.
Tinham prestado um enorme serviço ao futebol.
Depois Falamos.

Nota: A nomeação para o França x Marrocos de uma equipa de arbitragem totalmente argentina (!!!), sendo a primeira vez neste mundial em que tal acontece, quando a França é um potencial adversário da Argentina (porventura o mais forte) é mais uma prova de que os vigaristas da FIFA não olham a meios para atingir os seus fins. E já nem disfarçam o que mostra bem o sentimento de impunidade que os caracteriza.

Triste

É triste mas muito dificilmente deixará de ser verdade.
Não fomos campeões do mundo com Eusébio.
Não fomos campeões do mundo com Cristiano Ronaldo.
Então se não fomos campeões do mundo com Eusébio e com Cristiano Ronaldo nunca seremos campeões do mundo sem eles.
As coisas são o que são! 
Depois Falamos.

Route 66

Ursos

Cavernas de Lascaux, França

Mundial

Sobre a participação de Portugal no Mundial já escrevi o que entendi dever escrever. 
Sou português, tenho orgulho em Portugal, não faço do futebol uma questão de vida ou de morte e procuro sempre, mesmo na crítica, ser construtivo e não destrutivo. 
Também sei ser grato aqueles, quase todos (porque nem todos foram utilizados e alguns foram-no mas por períodos curtissímos), que neste Mundial deram o melhor de si ao serviço da seleção. 
Se não fizeram mais foi porque não puderam. 
Para mim o Mundial português é passado. Há outros assuntos para comentar. 
E por isso deixo espaço para todos aqueles que andavam ansiosos pela eliminação para darem largas à inveja, à ingratidão, ao "bota abaixismo", ao apontar de dedos acusatórios, às vezes à canalhice pura e dura. 
Afinal o que andaram a fazer o Mundial todo. Agora é o tempo deles. E até deles deixo uma imagem representativa para verem que não há especial má vontade contra semelhantes espécimes.
Depois Falamos.

Nota: Obviamente que respeito aqueles que se pronunciam sobre o Mundial de forma objectiva ainda que com opiniões muito diferentes da minha. Analisando factos e respeitando protagonistas. Há sempre espaço, e bem desejável, para um confronto de ideias e opiniões. Para o "resto" não. Pelo menos neste mural não.

segunda-feira, julho 06, 2026

Simples

Quando não a complicam o futebol é uma modalidade simples e objectiva , fácil de compreender, em que o normal é a melhor equipa vencer os jogos.
Foi exactamente o que sucedeu hoje.
A Espanha jogou melhor, venceu com mérito, continua no Mundial enquanto Portugal regressa a casa vergado a uma desilusão que se pressentiu o jogo todo.
Não vou alimentar discussões sobre o "onze " inicial, sobre as substituições na perspectiva de quem entrou e quem saiu , de quem devia ter entrado e não entrou e de quem devia ter saído e não saiu porque para isso não faltam voluntários e alguns deles ansiosos por fazerem o que fizeram o Mundial todo ou seja arrasar treinador e jogadores e especialmente um deles. 
É conversa gasta e que só interessa mesmo aos que não sabem dizer mais nada. 
Reitero, apesar da derrota, que a Espanha era uma seleção ao nosso alcance se Portugal tivesse feito algumas coisas de forma melhor. 
Mas não fez e por isso sai do Mundial eliminado pelo actual campeão da Europa o que, convenhamos, não é vergonha nenhuma.
Não fizemos um mau Mundial, especialmente se compararmos com candidatos como o Brasil e a Alemanha eliminados por seleções inferiores á espanhola, mas fica a sensação de que podíamos ter chegado mais longe.
Agora é tempo de pensar na renovação da seleção.
Creio que Roberto Martinez terminou o seu ciclo e Portugal terá um novo selecionador no apuramento para o Europeu que se inicia em Setembro.
Tal como alguns jogadores dificilmente farão parte do novo ciclo, pelo menos se mantiverem o rendimento que tiveram nos tempos mais recentes, até porque há gente com muito valor a bater à porta da seleção.
Com estes e com outros jogadores, com um novo selecionador ou com o actual,em Setembro a seleção volta a competir.
E .como sempre , lá estaremos a apoiar Portugal!
Depois Falamos.

Ibéricos

O duelo ibérico de hoje, que tem tudo para se tornar num dos jogos mais interessantes deste mundial, está já marcado pela suspeição em torno da FIFA e da sua subserviência ao poder político norte americano subvertendo as regras da competição, o estatuto da FIFA e a verdade desportiva do mundial.
E este jogo entre as duas seleções está marcado porque o vencedor irá defrontar o vencedor dos EUA x Bégica (com tudo isto poucas dúvidas pode haver sobre quem será) e pelo andar da carruagem o ibérico vai ter de se defrontar com muito mais que uma equipa no relvado.
Mas isso fica para depois.
Para hoje espera-se um jogo bem disputado por duas seleções onde abundam os grandes talentos e que por isso poderão, se estiverem para aí virados, prporcionar um grande espectáculo de futebol bem jogado.
Ao contrário do que por aí se lê nalgusn espaços a Espanha não é nenhum "papão" que condene Portugal à derrota mesmo antes de jogar porque o histórico dos dez últimos confrontos revela um equilíbrio total, com duas vitórias para cada lado e seis empates, e o jogo de hoje não fugirá desse equilíbrio embora paradoxalmente o vá desfazer.
Por isso considero que Portugal tem equipa e jogadores para vencer e se fizer um jogo ao seu nível, jogue quem jogar e sem erros tácticos e de estratégia, marcará presença nos quartos de final.
Vamos lá Portugal.
Depois Falamos.

Monte Rainier, Washington, EUA

Lagosta azul

"Deus" Sobek

Sucesso e Reflexão

Deixando de lado outros aspectos, bem tristes por sinal, há uma vertente em que este Mundial tem sido um enorme sucesso e isso apraz registar.
Estádios sempre cheios, públicos entusiastas, grande apoio às equipas em competição com destaque, até, para algumas coreografias bem giras como as dos adeptos noruegueses.
Nesse aspecto dos estádios cheios, dos públicos entusiastas e do apoio constante às equipas é um Mundial extraordinário, talvez o melhor de sempre.
Sem um petardo.
Sem uma tocha.
Sem um pote de fumo.
Sem pirotecnia.
Sem qualquer incidente nas bancadas onde é frequente a mistura entre adeptos das duas equipas que se enfrentam no relvado.
E isso merece uma reflexão aprofundada de adeptos, dirigentes de clubes, dirigente federativos e autoridades dos países.
O futebol do presente e do futuro que querem, em termos de bancadas, é aquele que se vê neste mundial ou o que se vê nalgumas ligas europeias incluindo a portuguesa?
Depois Falamos.

Fim

O mundial em termos desportivos acabou!
Ganhe quem ganhar será apenas o concluir de uma farsa em que Infantino, por ordem de Trump, manipulou a verdade desportiva, as regras da competição e o próprio estatuto da FIFA.
Não tenho a mínima dúvida, por tudo quanto tenho visto, que a final que a FIFA deseja e quer é uma final entre Argentinha e Estados Unidos e para isso fará tudo que lhe seja possível. 
Como de resto já está a fazer. 
Foi o vermelho não mostrado a Messi no Argentina - Argélia, foi o segundo golo argentino a Cabo Verde que nem intervenção do VAR mereceu quano há clara falta de um argentino sobre um cabo verdiano, é agora esta decisão a favorecer de forma vergonhosa os Estados Unidos. 
Sem esquecer a arbitragem escandalosa do Paraguai- França em que aos sul americanos foi permitido um festival de arruaça e agressividade dando claramente a entender que seria muito bem visto que depois de eliminarem a Alemanha fizessem o mesmo com a França que é, porventura, o maior obstáculo aos sonhos vigaristas de Trump e Infantino. 
E isto são apenas alguns exemplos daquilo que é possível ver. 
Porque depois haverá o resto e esse resto não será seguramente coisa pequena. 
Este é definitivamente o Mundial da falta de vergonha e da falta de ética desportiva de que as meseráveis condições em que a seleção do Irão foi obrigada a competir são o maior dos maus exemplos. Neste caso especifico da ordem da Trump a Infantino, a que este como lacaio que é obedeceu de imediato, gostava de saber qual foi a reação da UEFA dado que a seleção belga é a adversária dos EUA.
Lavrou um protesto? Insurgiu-se? Ou ficou calada ?
Uma coisa sei. 
O que a FIFA, Infantino e Trump mereciam era que as seleções europeias e africanas ainda em prova abandonassem de imediato o Mundial pondo termo à farsa. 
Seria doloroso para jogadores, treinadores e adeptos mas seria um grande gesto de defesa do futebol enquanto desporto e não apenas negócio ao serviço de quem tem poder para nele mandar conforme lhe interessa. 
E para grandes males...grandes remédios.
Depois Falamos.

https://observador.pt/2026/07/05/trump-telefonou-a-infantino-para-rever-suspensao-de-balogun-que-pode-agora-jogar-contra-a-belgica/

domingo, julho 05, 2026

Guimarães

Na passada sexta feira o conselho de ministros reuniu em Guimarães no Paço dos Duques de Bragança.
Não sei se foi a primeira vez, desde o reinado de D.Afonso Henriques, em que tal aconteceu mas não tenho memória de em democracia tal ter acontecido.
E não foi apenas um gesto simbólico embora tenha sido pleno de simbolismo.
Porque Luís Montenegro fez questão de reunir o seu governo na cidade berço para anunciar duas importantes medidas que a ela, e não só,  dizem respeito.
Um investimento de 80 milhões de euros na mobilidade urbana, o maior de sempre no concelho, e a formação de uma comissão para organizar os 900 anos da Batalha de S. Mamede dando ao dia 1 de Portugal a importância que ele merece.
É uma velha aspiração de Guimarães e dos vimaranenses ver o 24 de Junho de 1128 reconhecido como dia 1 de Portugal reconhecendo-lhe a importância histórica decisiva para a formação do nosso país e acabando com a aberração de Portugal festejar em termos nacionais a reconquista da independência em 1 de Dezembro de 1640 sem festejar , pelo menos ao mesmo nível, a conquista da independência.
Porque sem conquista nunca haveria reconquista.
E a formação desta comissão, o dar importância nacional ao festejo dos 900 anos da batalha de S. Mamede , o escolher alguém com o perfil ,a experiência e os conhecimentos de Paulo Portas para comissário geral dessa comissão é um passo muito importante nesse sentido.
Pode por isso afirmar-se, sem receio de desmentido, que o governo de Luís Montenegro e a câmara de Ricardo Araújo fizeram mais, em poucos meses, pelo reconhecimento da importância do evento que qualquer governo e as câmaras socialistas dos últimos quase quarenta anos.
E é justo reconhecê-lo.
Depois Falamos.