quinta-feira, junho 04, 2026

Números

Olho com interesse e natural curiosidade para este quadro que na sua simplicidade, e portanto fácil entendimento, mostra de forma muito clara o que tem sido o exponencial crescimento do Chega em eleições legislativas e de André Ventura em eleições presidenciais.
Olho para um partido que em 2019 elegeu apenas um deputado e que apenas seis anos depois se tornou a segunda força parlamentar elegendo sessenta deputados.
Olho para um candidato presidencial que em 2021 foi apenas mais um candidato dos que não passou a uma aliás inexistente segunda volta e em 2026 "forçou" uma segunda volta algo que não acontecia há quarenta anos quando Mário Soares derroutou Freitas do Amaral por curta margem.
Não sou eleitor do Chega.
Nunca fui nem é nada provável que o venha a ser.
Mas não desvalorizo estes números nem a insatisfação de muitos portugueses que permitem que eles tenham esta expressão.
Discordp do Chega em muita coisa mas dou-lhe razão nalgumas e sei que o discurso de André Ventura, essencialmente de André Ventura, é ouvido com agrado e aplauso por muitos portugueses que valorizam o ele dizer em voz alta o que muita gente pensa mas tem receio de dizer.
Não considero o Chega um partido de extrema direita e muito menos um partido fascista mas sim um partido de direita radical que não põe em causa a presença de Portugal na União Europeia nem na NATO porque esse é a posição de partidos totalitários de extrema direita fascista e extrema esquerda comunista. 
Se gosto destes números?
Não, não gosto.
Não por serem obtidos especificamente pelo Chega mas porque traduzem que há muitos portugueses a quem Portugal continua a não dar razões para estarem satisfeitos com o seu país.
Se me preocupam?
Preocupariam bem mais se fossem obtidos pelo PCP , pelo BE ou pelo Livre.
Porque é bem preferível a direita, radical mas democrática, à extrema esquerda totalitária pelo menos para quem gosta de viver num país livre e democrático.
As coisas são o que são.
Depois Falamos. 

Kulusuk, Gronelândia

"Deus" Hathor

Chitas

Debate

Assisti com natural interesses a este debate entre os quatro candidatos à presidência do Vitória.
Ouvi as propostas, acompanhei as pequenas picardias naturais neste tipo de confronto eleitoral, esclareci algumas dúvidas e fiquei com outras que procurarei esclarecer até ao dia das eleições para  poder fazer a minha opção eleitoral possuindo o máximo de informação possível.
Não vou avaliar a prestação de cada um nem sequer pronunciar-me sobre as ideias que apresentaram mas direi, com gosto, que foi um debate civilizado e que em nada envergonhou o Vitória e menos ainda face ao que por vezes se vê noutros clubes.
Haverá mais dois debates que a que também procurarei assistir e apenas lamento que a sport-tv, pelo menos a sport-tv, não tenha também ela enquanto canal desportivo promovido um encontro entre os quatro candidatos.
Assisti a este debate no Facebook do Grupo Santiago e lamento muito, mas parece nada haver a fazer nessa materia porque é algo que se repete continuamente de há anos a esta parte quando há eleições no clube, que uma corja de perfis falsos a par de gente sem qualquer educação nem civismo tenha passado o debate a colocar comentários ofensivos para os candidatos e até para outras pessoas que lá iam comentar de forma bem intencionada e pretendendo enriquecer o debate com as ideias , as sugestões e as dúvidas que legitimamente expressavam.
Não sei se essa corja de idiotas é sequer associada e adepta do Vitória ou se é apenas gente que se entretem a exibir a sua estupidez.
Mas nalguns casos se são adeptos do Vitória há que dizer que mais valia não serem porque são gente que não faz falta nenhuma ao clube e que estão lá a mais face à baixeza dos comportamentos evidenciados.
O Vitória não é aquilo!
Há quatro candidaturas, quatro programas, quatro candidatos a presidente.
Cada um é obviamente livre de apoiar quem muito bem quiser mas que o faça com pleno respeito por todos porque  todos estão a prestar um serviço ao Vitória aceitando candidatarem-se num cenário tão complexo.
Não ignorando nem desvalorizando o facto de nessa situação complexa existirem dois candidatos sem qualquer responsabilidade nisso e outros dois com responsabilidades na matéria embora em graus muito diferentes.
Mas isso, como aliás  tudo o resto de  programas a listas, é um factor a que cada eleitor dará a ponderação que entender.
Definitivamente é tempo de nos convencermos que os nossos adversários, às vezes inimigos, estão fora do clube porque dentro apenas podem e devem estar aqueles que querem o sucesso doVitória com o inalienável direito de para esse sucesso preconizarem caminhos e opções diferentes.
A diversidade de opiniões e a vivacidade associativa tem de nos enriquecer e não ser um factor de enfraquecimento como tem acontecido nos últimos anos.
E talvez o primeiro e maior desafio para o próximo presidente do Vitória vencer seja o de saber unir a massa associativa e acabar com já demasiados anos de divisões.
Ganhe quem ganhar e se o vier a conseguir terá prestado um extraordinário serviço ao Vitória Sport Clube.
Depois Falamos.

quarta-feira, junho 03, 2026

Greve Geral

O país está hoje perante mais uma greve geral convocada pelo CGTP e que como as anteriores não é previsível que tenha sucesso.
Desta vez o pretexto é o pacote laboral mas podia ser outro qualquer porque sempre que há um governo liderado pelo PSD a central sindical, que não passa de uma correia de trasnmissão do quase extinto PCP, arranja sempre motivo para uma greve geral na tentativa de obstaculizar qualquer reforma que o governo queira fazer.
Mais que não seja para tentar justificar para que servem dirigentes sindicais que não trabalham nas suas profissões (nalguns casos há muitos anos como aquele "professor" da Fenprof já aposentado e que durante trinta anos não deu uma aula) mas vivem do sindicalismo e das cotas dos associados dos sindicatos.
Porque para lá do estafado e demagógico "ganhar mais e trabalhar menos", que é a cassete com cinquenta anos que se ouve em todas as greves, nunca da CGTP se ouviu uma palavra sobre produtividade (cujo aumento é a única forma de a sempresas poderem pagar mais), sobre a importância do trabalho e das empresas, sobre a responsabilidade social que os trabalhadores também tem perante as empresas e não apenas as empresas perante quem nelas trabalha.
Para a CGTP, fossilizada no tempo tal como o único patrão de que gosta (o "seu" PCP) , o mundo ainda vive na luta de classes de finais do século XIX e primeira metade do séulo XX e todos os trabalhadores são uns oprimidos e todos os patrões uns exploradores que tem de ser combatidos de preferência até as suas empresas falirem.
A greve geral de hoje vai ser um fracasso como outras também o foram porque os trabalhadores estão cada vez mais fartos de serem utilizados em estratégias que não são suas e que em nada defendem os seus interesses.
E se é verdade que o pacote laboral , ainda em apreciação no parlamento onde até pode nem ser aprovado porque o governo não tem maioria, merece discussão para isso é preciso que todos o queiram discutir de espirito aberto e com postura construtiva e não levar para essa discussão posições radicalizadas e de uma rigidez inultrapassável como sempre acontece com a CGTP quando os governos são de centro direita,
E nessa matéria a UGT também fica amiúde, como hoje por exemplo, mal na fotografia porque também ela às vezes parece uma correia de transmissão só que do PS.
Em suma maus uma greve geral em véspera de um feriado e com uma "ponte "logo a seguir o que demonstra bem o tipo de sindicalismo que se faz neste país.
O sindicalismo da malandrice.
Depois Falamos.

Nota: Logo num telejornal das oito da manhã vi um directo da Autoeuropa em que um dirigente sindical da CGTP, façanhudo e mal encarado, debitava a cassete do costume alheio(?) à realidade de estar a falar de uma empresa que é maior do país e onde as condições laborais são superiores à média nacional.
E " brincar" coma  Autoeuropa é brincar com o fogo.
Algo de que só os incendiários gostam!

terça-feira, junho 02, 2026

Princesa

Não sou, nunca fui, nem nunca serei monárquico.
Porque embora reconheça o papel extraordinário que muitos reis desempenharam na História dos respectivos países e muito em especial de Portugal, tendo até a honra de ser conterrâneo do maior de todos eles -D. Afonso Henriques- sem o qual nem Portugal haveria , a verdade é que não aceito que alguém já nasça com privilégios especiais como o de ser Chefe de Estado.
Acredito firmemente que todos os seres humanos devem ter direitos e deveres iguais e a monarquia é o contrário disso.
O que não obsta a que reconheça com admiração a forma extraordinária como em Espanha a princesa das Astúrias , a exemplo do que já acontecera com o seu pai o rei Filipe VI, está a ser preparada para um dia ser raínha e chefe do Estado espanhol.
Uma formação rigorosa, intensa, extremamente exigente em que para lá da formação académica em ciência política a princesa teve também formação militar nos três ramos das forças armadas estando hoje perfeitamente habilitada a tripular um "caça" e sendo o primeiro membro da família real a tirar o curso de paraquedismo.
Se Leonor vai ser uma boa raínha, ou sequer se vai ser raínha, apenas o futuro o dirá.
Mas que está a ser adequadamente preparada para isso não há qualquer dúvida e essa é a vantagem dos estados monárquicos sobre os estados republicanos.
Porque preparam durante longos anos ( Carlos III de Inglaterra até foram anos em excesso mas Isabel II foi uma extraordinária raínha quer na função quer no tempo em que reinou) os seus chefes de estado enquanto nas repúblicas os presidentes muitas vezes sem qualquer habilitação especial para a função limitam-se a ser aqueles que estavam no lugar certo na hora certa e que proferindo meia dúzia de banalidades e lugares comuns convencem os eleitores de uma predestinação que nunca existiu.
De que António José Seguro é o mais recente dos exemplos.
Depois Falamos.

Monte Isola, Itália

Raposa

Genocidas

Salgado

A decisão do tribunal, a pedido do ministério público e da defesa do réu, acaba por fazer justiça porque o estado de saúde de Ricardo Salgado não lhe permite perceber aquilo em que está metido mas também não deixa de confirmar aquela que foi a "vox populi" desde o início deste processo.
E que era a convicção de que o outrora "dono disto tudo" jamais iria para a prisão.
Não foi nem vai.
Porque é evidente que o seu quadro clínico, a que acresce a sua idade, jamais conhecerá uma evolução positiva e por isso Ricardo Salgado acabará os seus dias em casa sem ter pessado pela prisão como bem merecia pelos crimes que cometeu e por tanta gente que desgraçou.
E também não escreverá as suas memórias, como chegou a ameaçar fazer, o que será uma pena porque se elas fossem ao âmago da questão, as negociatas que se fizeram sobre a égide do BES e muito especialmente quem as fez, seriam certamente um "best seller" e contribuiriam para muito trabalho dos tribunais!
Infelizmente isso não vai acontecer e por isso continuaremos todos coma sensação de que em volta do caso BES há Justiça por fazer.
Que provavelmente nunca será feita.
Depois Falamos.

https://24horas.pt/noticia/caso-bes-salgado-escapa-a-prisao 

Minho

Terminado o campeonato  2025/2026 as cinco equipas do Minho, e quando se lê Minho deve ler-se distrito de Braga porque o de Viana nunca teve uma equipa na primeira liga, garantiram que a Associação de Futebol de Braga continuará a ser extremamente importante no panorama nacional.
Já não é a que tem mais clubes porque a A.F. Lisboa ultrapassou-a ( Sporting , Benfica, Estoril, Alverca, Estrela da Amadora e Casa Pia ) mas tem ainda assim um claro segundo lugar bem á frente da outrora poderoasa A.F.Porto que hoje tem apenas dois clubes (F.C.Porto e Rio Ave) depois das diversas "tragédias" acontecidas a Boavista, Salgueiros, Varzim, Paços de Ferreira, Tirsense, Leixões, Felgueiras e Penafiel que noutros tempos também andaram pela divisão maior.
Quanto às equipas do Minho fizeram um campEOnato tranquilo mas o saldo ficou claramente aquém do que chegou a ser expectável e desejável.
O Braga apurou-se para as competições europeias mas não para a competição que desejava.
O Famalicão chegou a pensar que também mas afinal não.
O Gil Vicente também acalentou essa possibilidade europeia mas acabou por fazendo um excelente campeonato não conseguir lá chegar.
O Moreirese fez o campeonato tranquilo como era seu desejo e pode considerar-se que dos cinco foi o único que atingiu plenamente o objectivo.
O Vitória foi o quinto clube do Minho em termos de classificação e isso basta como comentário.
Veremos o que a próxima época reserva a estes cinco clubes.
Com expectativa na maioria dos casos mas com muita preocupação noutro.
Depois Falamos.

segunda-feira, junho 01, 2026

Talento

 Fotos: Mural de Katia Aveiro

Dinis Pereira é um jovem de dezasseis anos que chega agora ao Vitória vindo do Barreirense.
Estará nos escalões de formação, fará o seu percurso e oxalá o talento o leve à primeira equipa do Vitória e mais longe ainda incluindo as seleções nacionais. 
No fundo é mais um jovem cheio de sonhos a quem se deseja o melhor dos futuros e que escolheu bem o clube para dar caminho a esses sonhos. 
Espero e desejo que tenha sucesso. 
Pelo menos tanto como o primo tem tido na sua ainda curta carreira. 
ADN não lhes falta porque Dinis Pereira é sobrinho de Cristiano Ronaldo. 
E se o Vitória é uma boa oportunidade para este jovem também ele pode ser uma boa oportunidade para o Vitória. 
Também aí haja talento.
Depois Falamos.

Patagónia, Argentina

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