segunda-feira, outubro 12, 2026

Clarividência

Sou desde sempre um admirador de Francisco Sá Carneiro que considero ser a minha principal referência política. 
Li todos os seus livros, li um muito razoável número de livros sobre ele e por isso sinto-me perfeitamente identificado com o seu pensamento. 
Tendo a clara certeza de que sempre foi um homem que pensava muito à frente para o seu tempo e por isso conseguia galvanizar uma parte significativa do país como foi patente nas eleições de 1979 e de 1980. 
Uma das suas ideias matrizes para o sistema político português era a bipolarização.
 Dois grandes blocos políticos democráticos e alternativos liderados por PSD e PS, que permitissem a governação do país sem quebras nem condicionalismos provocados por governos sem maioria. 
De um lado a AD de então com PSD/CDS/PPM e do outro a FRS com PS/UEDS/ ASDI.
Com outras nuances e obviamente outros protagonistas creio que foi isso que Pedro Passos Coelho defendeu na entrevista a Maria João Avillez. 
Dois blocos alternativos tendo de um lado a actual AD (PSD e CDS) com Chega e Iniciativa Liberal e do outro o PS com Livre e PAN deixando de fora os partidos defensores de regimes totalitários. 
Em suma a bipolarização defendida por Francisco Sá Carneiro. 
E esta clarividência sobre o caminho para fazer reformas com o indispensável apoio parlamentar, seguindo a matriz orignal do fundador do PSD, é algo que merece aplauso e deve merecer ponderação no seio do maior partido português.
Depois Falamos.

Farol Saint-Mathieu, Brest, França

Gafanhotos

Cascata do Caracol, Rio Grande do Sul, Brasil

Opinião

Lê-se e custa a acreditar. Mas é verdade.
Cátia Azevedo era atleta do Sporting e da seleção nacional detentora de vários recordes nacionais , vencedora de competições internacionais e presente em Jogos Olímpicos. 
Um dia decidiu, de forma completamente normal e compreensível, ser mãe.
O Sporting depois do parto não lhe renovou o contrato com a justificação absolutamente miserável que consta da imagem que ilustra este texto. 
Admira-me muito que o Dr Varandas que tem opinião sobre tudo, e muitas delas praticamente instantâneas, não tenha formulado opinião sobre isto. 
Até porque gostando tanto de pregar moral aos árbitros, à Liga, à FPF e aos outros clubes, perdeu uma oportunidade de ouro para pregar moral ao próprio clube. 
E neste caso cheio de razão.
Depois Falamos.

Entrevista

Vi hoje, porque ontem não me foi possível, a entrevista de Pedro Passos Coelgo a Maria João Avillez.
E sobre ela direi sintecticamente o seguinte.
Ideias sólidas, clarividência estratégica, uma visão para o país, uma liberdade de pensamento que não é de hoje mas de sempre, um diagnóstico acertado dos problemas e das soluções para os resolver, a inabalável convicão de que é preciso acelerar as reformas e construir maiorias que as tornem possíveis.
E uma clara preocupação com os rumos que a Europa está a levar.
Em relação ao governo as críticas que fez apenas podem ser encaradas numa perspectiva construtiva e num partido como o PSD ,que sempre privilegiou a diversidade de opiniões, será um erro não serem entendidas dessa forma.
Pessoalmente, tal como Passos Coelho, desejo o sucesso deste governo.
Mas se por qualquer razão ele não for posssível fico naturalmente tranquilo ao ouvir Pedro Passos Coelho asseverar que ponderará tomar uma iniciativa para fazer diferente.
Depois Falamos.



Sugestão de Leitura

Li com alguma curiosidade este livro escrito por Charles Spencer sobre a sua falecida irmã a princesa Diana.
Não é uma biografia da proncesa, longe disso, mas é essencialmente um livro sobre as memórias que um irmão tem sobre uma irmã desaparecida precocemente mas cuja curta vida teve um enorme impacto  nível mundial.
São as memórias de infância e de juventude em que eles, os dois mais novos de quatro irmãos, construiram uma relação de grande proximidade e cumplicidade à luz dos quais Charles Spencer foi uma figura sempre presente na vida da irmã e dá neste livro uma visão muito pessoal sobre o seu casamente com o principe Carlos e tudo que levou posteriormente a um divórcio conflituoso.
A par dessa memórias o conce Spencer semeia no livro algumas pequenas "maldades" contra o ex cunhado  e a famílía com excepção da rainha Isabel II.
EM suma não sendo uma obra prima nem um livro de referência ainda assim lê-se com agrado porque permite conhece rmelhor uma personagem de referência como o foi Diana de Gales e a família real inglesa.
Depois Falamos.

Entardecer

Sant'Agata de' Goti, Itália

Fast Food

Negro

Sobre o jogo, a equipa, as decisões do treinador, o plantel de que dispõe, não faço comentários. 
Deixei de os fazer há muito tempo e não é tempo de a eles regressar. 
Mas sobre outras coisas que tem a ver com o Vitória, com a sua imagem, com a sua identidade aí já é diferente. 
E por isso lamento que hoje mais uma vez o Vitória tenha jogado completamente de negro, como se fosse a Académica de Coimbra ou o Académico de Viseu, sem qualquer necessidade porque face a um adversário que trajava camisola vermelha, calção branco e meias vermelhas nada melhor que o nosso equipamento tradicional com camisola branca, calção preto e meias brancas para fazer a diferença. Clássicos, como o são jogos com o Benfica, jogam-se com o primeiro equipamento e mais nada. 
Por tradição e essencialmente por afirmação da nossa identidade. 
Infelizmente a Liga e os seus estilistas não respeitam o Vitória e no clube , de há demasiados anos a esta parte, não há quem faça disso uma causa a defender. 
É pena. 
Porque quando marcas identitárias, como a cor da camisola, são desvalorizadas a identidade vai-se perdendo a pouco e pouco. 
E a nossa identidade tão própria e tão única é o que vai restando de um clube em negação face à sua História!
Depois Falamos.

domingo, outubro 11, 2026

"Trumputin"

Um bandido é sempre um bandido.
E claro que Trump é um bandido que devia estar na cadeia e não na Casa Branca.
Mas mais do que um bandido cada vez se confirma mais a suspeita de que para lá de bandido é também um agente russo  obediente a Putin cujos interesses sempre se preocupou em defender.
Estas últimas declarações do lacaio do ditador russo são bem demonstrativas disso.
Diz que Zelensky já podia ter resolvido esta guerra..
Claro que podia.
Se tivesse feito a vontade a Putin e lhe tivesse entregue de mão beijada todos os territórios que o russo quer em vez de continuar a lutar na defesa da integridade territoail da Ucrânia.
Desafia Zelensky a ir eleições com a nitída esperança que as perca, até porque sabe que ao contrário do que aconteceu com ele próprio em 2016 não haverá obviamente hackers russos a ajudarem-no a vencer, que é exactamente o que Putin deseja.
Mas a mais extrordinária declaração do bandido é o ter dito a Zelensky que na guerra podia atacar o que quisesse menos as refinarias russas!
As refinarias de onde saem os combustíveis com que Putin financia a guerra de agressão contra a Ucrânia e que são obviamente um alvo estratégico prioritário para os ucranianos até porque estes, ao contrário dos russos, não bombardeiam hospitais, escolas, bairros residenciais e outros alvos que de militares e estratégicos nada tem.
Mas o cúmulo dos descaramentos do agente de Putin é o gigantesco acordo que acaba de fazer com a Rússia para a compra de petróleo naquilo que não pode deixar de ser visto como uma ajuda ao esforço de guerra russo e uma enorme traição à Ucrânia e aos países da União Europeia que estão a ajudar o país no esforço para se defender da agressão russa.
O mesmissimo bandido que tempos atrás tanto criticava alguns países europeus por comprarem combustíveis à Rússia em vez de o fazerem aos EUA ou às suas "filiais" como agora a Venezuela o é.
Trump é um bandido.
E o presidente mais indigno e abjecto que alguma vez ocupou a sala oval da Casa Branca.
Espero que um dia se faça Justiça e que ele vá para a cadeia.
Como bandido e como  agente russo.
Depois Falamos.

Sonhos

Há muitos anos que há quem sonhe com isto. 
Um Bloco Central que garantisse poder para sempre e negócios para toda a vida. 
Mas não devem ter dado por ela que o mundo e Portugal mudaram e que aquilo que há trinta anos podia ter sucesso nos tempos correntes teria outro efeito. 
Porque esbater PSD e PS no governo teria apenas como efeito deixar o Chega a capitalizar todos os descontentamentos populares, todos os desentendimentos entre os dois partidos, toda a insatisfação de militantes e eleitores de PSD e PS que não se revissem na solução. 
E isso levaria a que nas eleições seguintes o Chega tivesse grandes possibilidades de as ganhar mas provavelmente sem maioria absoluta. 
E que fariam PSD e PS? 
Uma geringonça ao centro para impedirem o Chega de governar? 
Seria apenas o inevitável compasso de espera para em futuras eleições o Chega vencer e dessa vez com maioria absoluta. 
Cenários? Talvez. 
Mas estamos num tempo em que às vezes a realidade ultrapassa a imaginação.
Depois Falamos.