

Tudo que é demais cansa.
E ver adeptos cuja equipa perdeu um jogo por culpa própria e mérito do adversário a insistirem até à exaustão na tese falsa de terem perdido por erros de arbitragem cansa ainda mais.
Há que saber perder porque o fair play devia ser uma trave mestra do futebol mas em Portugal ainda tem um longo caminho a fazer.
E quando vejo as criticas injustas a uma decisão do árbitro, que os adeptos do clube derrotado queriam que tivesse mostrado um cartão vermelho em vez de um amarelo (decisão que todos os especialistas de arbitragem consideram a correcta) puxo pela memória e lembro-me de um lance do Vitória x Benfica, entre Samu e Sudakov, na época passada.
Cuja imagem publico juntamente com a do lance entre Veiga e Bah.
E chamo a atenção para dois detalhes.
Onde está a bola no primeiro lance e onde está no segundo.
No primeiro a pisadela acontece já a bola está longe e portanto é propositada.
No segundo a bola está ali a ser disputada com o jogador do Benfica a chegar primeiro e o do Porto a não conseguir evitar a pisadela no peito do pé do adversário.
E esse é precisamente o segundo detalhe.
Sudakov atinge Samu no tornozelo enquanto Veiga pisa o peito do pé a Bah.
Pelas regras da arbitragem uma entrada ao tornozelo é considerada muito mais perigosa para a integridade física do atingido e por isso merece sempre a exibição do cartão vermelho.
Em ambos os lances foi exibido um cartão amarelo embora a gravidade das faltas seja diferente.
E por isso pergunto onde andavam os benfiquistas indignados com o árbitro Miguel Nogueira quando na época passada o seu clube foi claramente favorecido, aí sim, por um erro do árbitro na cor do cartão exibido.
E escrevo isto por uma simples razão.
É que no Dragão, nesse lance, nem o Porto foi favorecido nem o Benfica prejudicado.
Mas no outro lance ,em Guimarães, o Vitória foi claramente prejudicado e o Benfica claramente favorecido.
O que infelizmente acontece repetidas vezes em jogos com o Vitória.
E daí a mais completa falta de paciência para quem não sabendo perder anda a chorar de barriga cheia!
Depois Falamos.














