segunda-feira, setembro 07, 2026

Balanço

Com o fecho do período de transferências as equipas ficam com os seus planteis definidos para a primeira metade da época dado que só em Janeiro haverá uma nova janela de mercado para entrada e saídas de jogadores com excepção para aqueles que estão sem clube e que podem ser inscritos a qualquer momento.
É pois tempo de fazer um balanço no que ao Vitória diz respeito.
Neste período sairam nove jogadores.
Charles, Miguel Nóbrega, Abascal, Lebedenko, Diogo Sousa, Vando Félix, Saviolo, Nélson Oliveira e Dieu Michel.
E entraram outros nove.
Zych, Borevkovic, Mosquera, Sidibé, Alan, Doucet, Andersson, Ouotro e Jakupovic.
E a questão que se põe é se o balanço é positivo ou negativo ou seja se ficamos mais fortes ou mais fracos.
Das saídas apenas Diogo Sousa e Saviolo podiam acrescentar a este plantel porque os restantes não seriam primeiras opções embora a saída de Charles tenha deixado algumas interrogações porque Zych ainda não mostrou ser um guarda redes à altura do que é tradicional o Vitória ter.
Mas é jovem e mais habituado á equipa e ao nosso futebol pode vir a corresponder.
Quanto às restantes aquisições é evidente que o regresso de Borevkovic (nunca devia ter saído) é excelente, Alan é um bom jogador e habituado ao nosso futebol que traz talento e imaginação, Doucet tem sido uma óptima surpresa e Sidibé ontem deu boas indicações mas não era um jogo particularmente difícil pelo que terá de confirmar noutros jogos mais complicados.
Falta avaliar Jakupovic (mas o curriculum é animador), Mosquera e  Andersson enquanto Ouotro no tempo que jogou desde a pré temporada tem mostrado bons pormenores mas é preciso ver mais e melhor.
Em suma estamos mais fortes ou mais fracos?
Creio que mais fortes.
O plantel está bem construido, há alternativas para todas as posições ( falta apenas confirmar se um dos jovens vindos da B pode ser alternativa a João Mendes) e o treinador tem opções para vários sistemas tácticos consoante os adversários e o próprio decorrer dos jogos.
Claro que cada um gostaria de acrescentar mais este ou aquele, de trazer mais jogadores, mas atendendo ao ponto de partida e à situação financeira do clube creio que este plantel é muito satisfatório e em condições normais permitirá ser candidato e até favorito ao quinto lugar.
A ver vamos.
Depois Falamos.

Rinocerontes

Farol

Cacto

Ken Follett

Até há um ano atrás embora conhecesse Ken Follett de nome nunca tinha lido um livro seu.
Rconheço, agora, que era uma lacuna grave mas por mais que se goste de ler não é possível ler tudo que se gosta e este autor tinha-me "escapado" até então.
O ano passado, quase por acaso, li "Nunca" que nem sequer é das suas obras maiores mas gostei.
O suficente para neste último ano ter lido mais vinte livros dele ora os que comprei ora os que fui requisitando na bem provida biblioteca municipal de Esposende.
Para lá da reconhecidamente obra prima "Os Pilares da Terra", um livro extraordinário de mais de 800 páginas  sobre a construção de uma catedral em Inglaterra na Idade Média, li muitos outros sobre assuntos históricos ( A trilogia "Kingsbridge" por exemplo) e sobre temas actuais entre os vários géneros que cultiva e sobre os quais escreve de forma magnífica.
E estes livros cuja imagem ilustra o texto, a trilogis" O Século", são outra obra prima de leitura indispensável.
A História de cinco famílias ( galesa, inglesa, americana, russa, alemã) cujos percursos atravessam todo o século XX desde os tempos anteriores à I guerra mundial até à queda do Muro de Berlim e com um epílogo na tomada de posse de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos.
Percursos que levam as familias a atravessarem duas guerras mundiais, a revolução russa, a guerra fria, o Vietname, a crise de Cuba, a chegada de Gorbatchov ao poder e a queda do Muro entre muitos outros momentos históricos e nos quais o autor mistura persongens reais com as figuras de ficção de forma absolutamente brilhante.
Uma narrativa fascinante que no total dos três livros significa mais de 2600 páginas que se leêm com um entusiasmo em crescendo e que se lamenta profundamente quando chega ao fim.
Faltam-me ler meia dúzia de livros deste autor.
Mas basta ter lido "Os Pilares da Terra" e a trilogia "O Século" para não ter qualquer dúvida que se trata de um autor genial e seguramente um dos meus preferidos de todos quantos li.
Depois Falamos.

Mediocridade

A história conta-se em poucas palavras até porque é sobre gente pequenina. 
No âmbito de um Festival de Humor e de Stand Up, organizado por César Mourão, foi anunciado como cabeça de cartaz o famoso humorista norte americano Jerry Seinfeld um dos mais conhecidos e talentosos na sua área.
Só que Seinfeld tem tomado posições pró Israel como é aliás direito seu no quadro de qualquer pensamento político democrático.
E para alguns "democratas" cá do burgo, amigos e defensores de terroristas, isso é um crime horrendo. Vai dai que alguns dos humoristas locais, na sua maioria completamente desconhecidos do grande público, viram aí a oportunidade de darem lugar à sua " xico espertice" e recusam participar no festival, devido às posições de Seinfeld no que apenas pode ser entendido como atitude de um sectarismo atroz. Não vem mal ao mundo nem ao festival pela ausência dessa cambada de medíocres como é bom de ver. Mas fica mais uma vez claro que gente habituada à subsidiodependência, dada a incapacidade de gerarem receitas próprias por absoluta falta de qualidade na profissão (?), quis aproveitar a presença de uma vedeta internacional para terem os 5 minutos de protagonismo que profissionalmente não conseguem porque o público não lhes liga nenhuma.
E esses 5 minutos resultam não de performances profissionais notáveis , que não estão ao seu alcance, mas apenas de posições de um sectarismo ridiculo e inaceitável numa sociedade democratica.
Mas quem nasceu para lagartixa nunca chega a jacaré.
É a vida.
Depois Falamos.

Nota: Nem vale a pena citar nomes desse bando de medíocres. São ilustres anónimos fora dos micro climas da subsidiodependência em que se movimentam.

sábado, setembro 05, 2026

Critérios

Neste texto apenas me refiro à RTP e RTP Notícias, porque são os únicos canais em que vejo noticiários, mas o que deles direi aplica-se plenamente a todas as outras televisões nacionais que fique claro.
E o que digo é que a RTP em relação ao futebol tem critérios abjectos, servilistas, manipuladores da informação e que contribuem para a desigualdade entre clubes ao dar toda a atenção a três clubes - Porto, Sporting e Benfica- desprezando quase por completo todos os outros.
Mesmo clubes como Vitória e Braga que tem uma dimensão apreciável. 
E se digo quase é porque a pouca atenção que lhes dão é geralmente quando jogam com um dos três. Fora isso é o vazio. 
E essa atenção, muitas vezes propaganda, feita a esses três consubstancia-se em deles falarem em todos os noticiários todos os dias enquanto dos outros,salvo quando jogam com os três, passam-se meses sem uma única notícia. 
Já para não falarmos dos programas desportivos em que apenas tem assento os adeptos desses três clubes. 
É o critério. Não presta mas é praticado. 
E qual a sustentação? São clubes que tem muito mais adeptos que os outros e por isso suscitam muito mais atenção.
Ok, e então porque não usa a RTP ( e as outras) o mesmo critério na política?
Dando toda a atenção em todos os telejornais e nos programas de debate politico ao PSD, ao Chega e ao PS desprezando todos os outros partidos como no futebol despreza todos os outros clubes que não os três?
Afinal PSD, Chega e PS tem muito mais eleitores e deputados que qualquer um dos outros e são uma espécie de três " grandes" da política!
E portanto tal como os três clubes também suscitam muito mais atenção.
Era usar exactamente o mesmo critério.
Mas não usam.
Já sei que a resposta para a diferença de critérios é que o pluralismo democrático exige que assim seja.
Muito bem.
E então porque razão o pluralismo democrático não chega ao futebol?
Porque razão o futebol continua em termos informativos a viver numa espécie de ditadura?
Essa é que é a questão que gostava de ver a RTP e as outras responderem.
Nunca o farão é claro.
E por isso acho que nesta matéria nem um 25 de Abril resolvia a questão.
Era mesmo preciso um PREC!
Depois Falamos.

quinta-feira, setembro 03, 2026

Lagoa Verde, Bolívia

Tigre

Imigrantes

Bicos de Pés

Um dos pequenos efeitos colaterais da moção de censura apresentada pelo Chega foi o permitir ao PS pôr-se em bicos de pés arvorando-se em garante da estabilidade política.
Claro que olhar este PS como garante do que quer que seja é uma imagem divertida mas que rapidamente se anula a ela própria porque o PS não é garante de coisa nenhuma.
Basta lembrar a geringonça para perceber que assim é.
O PS, por vontade dos portugueses, é o terceiro partido parlamentar e tal como todos os outros à excepção do PSD e do Chega só conta para alguma coisa quando os dois maiores partidos não se entendem e o peso dos seus votos pode então ser decisivo.
De resto sempre que PSD e Chega se entendem em torno do que quer que seja o PS não conta para nada e a sua irrelevância, embora com representação parlamentar bem maior que esses partidos, é igual à de IL, Livre, PCP, BE , PAN e JPP.
Foi essa a vontade dos portugueses e o povo é quem mais ordena.
Depois Falamos.

quarta-feira, setembro 02, 2026

Noção

É evidente que todos, a começar por André Ventura, temos a noção de que a moção de censura para pouco mais servirá do que para mais um animado e inconsequente debate parlamentar.
E temos essa noção porque uma questão de pura aritmética  somada às conveniências políticas dos diversos partidos que contam para o "totobola" a levarão ao inveitável chumbo.
A AD vai obviamente votar contra.
O PS cheio de vontade de votar a favor vai abster-se, ou até votar contra, porque por um lado tem a noção de ainda não é o seu tempo de tentar ser alternativa e por outro os complexos de esquerda em que vive mergulhado desde a geringonça o impedem de se aliar ao Chega numa questão relevante.
E portanto os votos do Chega sozinhos ficam muito longe de serem suficientes para aprovar a moção de censura.
Naturalmente nem vale a pena perder tempo a falar dos restantes partidos porque para o tal "totobola", e em bom rigor para qualquer outro do xadrez parlamentar, são completamente irrelevantes.
E então a que se deve esta moção?
Por um lado para aproveitar o inevitável desgaste a que o governo tem sido sujeito pelos sucessivos casos protagonizados pelo ministro Luís Neves e que vem gerando na opinião pública uma inegável incredulidade perante o que se vai sabendo.
E aí o Chega revelou sentido de oportunidade ao polarizar numa moção de censura essa incredulidade, e consequente descontentamento, e tirará alguns dividendos políticos o que tem de se considerar como legítimo.
Por outro, e embora sabendo que não o conseguirá afastar, o Chega revela uma enorme vontade de fragilizar ainda mais  o ministro o que é entendível face aos tais casos mal explicados mas também não se pode desligar de uma outra realidade que é a de Luís Neves apresentar inegáveis resultados enquanto director da PJ e estar como ministro a tomar uma série de medidas para combater a criminalidade, diminuir a insegurança,combater a imigração ilegal e valorizar as forças policiais que apenas a prazo serão completamente perceptíveis.
E a criminalidade, a insegurança, a imigração e o descontentamento nas forças policiais foram quatro "ninhos" onde durante anos o Chega pôs os seus "ovos" e contribuiram para o seu grande crescimento eleitoral.
E por isso temos de ter a noção que esta moção de censura visa penalizar um ministro por casos mal explicados ( a gestão da comunicação neste assunto foi deplorável) mas também tentar impedir que o ministro tenha sucesso nas políticas que está a implementar e que de alguma forma estancarão o crescimento do Chega.
As coisas são o que são!
Depois Falamos.

Nota: Ouvir o Chega a falar em padrão ético é uma piada que se faz sozinha. Em que ponto desse padrão ético se inserirá o andar a abrir portas dos outros partidos,insinuando que neles ninguém trabalha, numa sexta feira ao fin da tarde ainda por cima num dia em que não houve trabalhos parlamentares?

Pote

Sempre gostei do futebol de Pedro Gonçalves (Pote) desde que anos atrás regressou de várias experiências no estrangeiro e ingressou no Famalicão onde provou, desde logo, que era um jogador muito diferente da maioria.
Inteligente a jogar, imprevisível nas suas acções, fazendo mais que um lugar na intermediária e no ataque conseguiu logo nessa época de estreia na primeira liga fazer sete golos e sete assistências o que tem de se considerar francamente bom.
E valeu-lhe a transferência para o Sporting.
Onde esteve seis épocas, venceu três campeonatos (desde o tempo dos cinco violinos não foram muitos os jogadores do Sporting a ganharem três titulos) , marcou 97 golos e fez 58 assistências.
Conseguindo até, na sua primeira época em Alvalade, ser o melhor marcador do campeonato com vinte e três golos o que é notável num jogador que não é nem nunca foi ponta de lança!
De resto , e neste século, apenas Liedson marcou mais golos pelo Sporting porque Pote marcou tantos como Gyokeres e mais que Jardel, Slimani, Bas Dost, Paulinho e Montero para citar apenas goleadores.
E esses números só não são ainda melhores porque teve o azar de algumas lesões demoradas, por exemplo na época 2024/2025 a sua pior no SCP, que o mantiveram longe dos relvados e da propria seleção nacional onde aliás nunca foi utilizado com a continuidade que o seu talento justificava e não apenas pelas lesões mas porque nunca foi uma primeira opção de Roberto Martinez vá-se lá saber porquê.
Com o percurso brilhante no Sporting e apenas 28 anos de idade eis que Pote abandona Alvalade rumo à Fiorentina, não sei se por opção própria se empurrado para sair ( sinceramente foi o que me pareceu), o que é no mínimo muito difícil de entender dado tratar-se, em minha opinião, de um dos dois ou três melhores jogadores do Sporting.
E sai por uma verba irrecusável daquelas que nem dá para pensar duas vezes?
Qual quê.
Dois milhões e meio de euros pelo empréstimo por um ano e depois uma opção de compra, não obrigatória, de vinte e dois milhões e meio de euros ou seja uma autêntica pechincha.
Acho esta saída inexplicável face ao que se sabe dela.
E também acho que um clube que prescinde de um jogador desta categoria nestas condições tem a obrigação de ganhar o campeonato com uma perna às costas.
Ou então a lógica é mesmo uma batata.
Um Pote delas diria!
Depois Falamos.