
Creio que quem gosta de futebol, quem gosta do seu clube, quem vê funções dirigentes (remuneradas ou não porque não é isso que está em questão) como um serviço prestado ao clube não pode gostar daquilo que se vê cada vez mais.
Clubes mal dirigidos e cada vez mais pobres e endividados, mas com dirigentes cada vez mais ricos, remunerações e outras regalias ( e algumas bem sui generis diga-se de passagem como num clube em que as regalias incluem uma curiosa modalidade de Alojamento Local) sem qualquer correspondência com resultados desportivos e qualidade da gestão global.
E isso desacredita o futebol, tira credibilidade aos clubes e entristece os adeptos.
Alguma coisa tem de ser feita em nome da transparência.
Que leva a uma exigência de outra qualidade de gestão como é óbvio.
Penso que uma das formas de melhorar a qualidade e a seriedade do dirigismo desportivo seria os administradores das SAD, algumas delas cotadas em Bolsa, serem obrigados a no início e termo dos seus mandatos, como acontece com membros do governo, deputados, juizes do tribunal constitucional, autarcas a tempo inteiro e administradores de empresasdo Estado, apresentarem uma declaração da qual constassem os rendimentos, o património, interesses e funções e passivo.
Pela qual se saberia como era a sua situação financeira e patrimonial no início de funções na SAD e permitiria comparar com a situação no fim do mandato.
Não resolveria todos os problemas mas seguramente que melhoraria , e muito, a transparência com que as SAD são geridas e contribuiria para impedir que algumas delas se parecessem aterradoramente com a quadrilha dos Irmãos Metralha.
Depois Falamos.
Nota: Naturalmente que este texto só incomodará quem se revir nos problemas nele elencados.
Porque, de resto, quem não deve não teme!
Nota 2: *Rendimentos: Todos os salários, rendas ou lucros recebidos no ano anterior.
*Património: Imóveis, carros, barcos, contas bancárias, ações e participações em empresas.
*Interesses e Funções: Atividades profissionais passadas, cargos em fundações ou associações, e quaisquer funções que possam gerar um conflito de interesses com o cargo público.
*Passivo: Dívidas a bancos ou a outras entidades.
*Declaração entregue por via eletrónica junto do Tribunal Constitucional, mais especificamente na Entidade para a Transparência.













