quinta-feira, fevereiro 19, 2026

Farol de Saint Mathieu, França

Iaques

Floresta, Finlândia

Estranho

E continuando a olhar para rankings temos agora este da "Sport Bible" a elencar aqueles que na respectiva opinião foram os cem maiores goleadores de sempre.
Claro que como já escrevi noutras alturas critérios são critérios, quer na escolha dos nomes quer na ordem pela qual são dispostos, pelo que é natural que não gerem unanimidades em seu torno o que ainda por cima tratando-se de futebol é algo de impossível.
Neste caso e dando o devido valor ao segundo lugar em que é colocado Eusébio e ao facto de Fernando Peyroteo também nele figurar acho, ainda assim que pelo menos nele cabiam mais dois jogadores que passaram pelo nosso futebol e que em nada ficaram a dever a muitos dos que figuram neste ranking.
O bi bota de ouro Fernando Gomes e o brasileiro Mário Jardel.
Já para não falar no argentino Hector Yazalde.
Mas num ranking que elenca os cem maiores goleadores de sempre e onde não aparecem Cristiano Ronaldo, Pelé, Leo Messi e Alfredo Di Stéfano tudo é possível!
Depois Falamos. 

Liderança

Um destes dias conversava com pessoa amiga sobre a importância da liderança nas organizações.
Seja nas empresas, nos clubes desportivos, nos partidos políticos, nas autarquias ou nos governos.
Entendendo-se a liderança como a capacidade de influenciar e motivar pessoas e equipas para a conquista de objectivos comuns alinhando as capacidades de cada um com a cultura própria da organização.
Valorizando qualidades importantes num líder como a comunicação, a empatia com os que com ele trabalham, a competência na tomada de decisões , a capacidade de desenvolver talentos. 
Assim construindo a confiança na sua liderança.
Mas também a convicção de que a liderança é um exercício solitário porque como muito bem disse essa pessoa amiga  a liderança não é a guarda partilhada de um cargo!
E recordo aqui dois casos em que tentativas de lideranças plurais correram mal.
Em final de Fevereiro de 1983 o PSD ainda traumatizado pelo desaparecimento de Francisco Sá Carneiro e pela queda do governo de Francisco Balsemão reuniu no Hotel Montechoro , em Albufeira, o seu décimo congresso nacional.
Por acaso o primeiro dos vinte e quatro em que estive presente.
Fruto dos delicados equilibrios internos de então a solução encontrada para pacificar as várias sensibilidades foi uma liderança partilhada a quatro.
Nuno Rodrigues dos Santos, uma figura de referência mas já idoso e doente, foi eleito presidente e depois tinha três vice presidentes respectivamente Carlos Mota Pinto, Eurico de Melo e Nascimento Rodrigues que eram quem na realidade detinham o poder partidário.
Foi uma solução de compromisso mas que não funcionou (o PS ganhou as legialativas em Abril)  e um ano depois no congresso de Braga as coisas retomaram o seu curso nornal com a eleição de Mota Pinto como presidente do partido.
O outro caso de liderança partilhada que falhou é o da seleção nacional que disputou o Europeu de 1984 em França.
Otto Glória fora despedido e numa daquelas trapalhadas só possíveis no futebol nacional a seleção foi disputar a fase final do Europeu com quatro (!!!) treinadores.
Fernando Cabrita, José Augusto, António Morais e Toni sendo que os dois últimos eram uma espécie de delegados de Porto e Benfica que estavam lá para zelar pelo interesse dos clubes mais do que pelos da seleção.
Claro que deu confusão.
E ficou célebre a história de num treino com cada treinador a dar instruções diferentes o jogador Jaime Pacheco tenha agarrado na bola e com ela debaixo do braço  pedido aos treinadores para se decidirem pela jogada que queriam.
Era uma boa seleção com jogadores da craveira de Chalana, Jordão, Jaime Pacheco, Gomes, Bento, Sousa, etc e que chegou, apesar da fartura de treinadores , á meia final da prova mas que debaixo de uma liderança única provavelmente tê-la-ia ganho.
A liderança é, de facto, um exercício solitário.
E a guarda partilhada de um cargo, como nestes dois exemplos referidos, tem tudo para correr mal e comprometer objectivos que de outra forma poderiam ser alcançados.
A História é um mestre precioso cujos ensinamentos nunca devemos esquecer.
Depois Falamos.  

Registo

Sobre este caso que invadiu o nosso espaço mediático desde a passada terça feira direi apenas quatro coisas muito ligeiras até se saber qual a decisão da UEFA sobre o assunto.
A primeira é que registo o brutal esforço da nossa comunicação social para desculpabilizar, branquear, duvidar da suposta atitude racista do jogador do Benfica alinhando disciplinadamente na posição do próprio clube. E comparando com outras situações do passado  registo a diferença abissal de tratamentos.
A segunda é que ninguém tapa a boca com a camisola antes de se dirgir a um adversário se a intenção for  perguntar-lhe as horas, saber se a família está de saúde ou se gosta do carro que comprou. 
Muito menos quando a conversa é entre argentinos e brasileiros.
A terceira é que ambos os jogadores tem reconhecidamente mau feitio e tomam constantemente atitudes provocadoras o que em caso algum justifica, porém, insultos racistas, homofóbicos ou de qualquer outro género.
A quarta é que estava a ser um bom jogo até ao incidente e depois dele o nível caiu bastante. 
E há que dizer que neste caso, ou seja neste jogo, o Benfica tem claras razões de queixa da arbitragem.
Ficaram "amarelos" por mostrar que afastariam da segunda mão jogadores como Carreras e Vinicius que são peças importantes na estrutura da equipa madrilena. 
Percebe-se a indignação de Mourinho mas não se percebe é o descontrolo que o afasta do banco no segundo jogo especialmente quando se trata de alguém com a experiência de centenas de jogos nas competições europeias.
Depois Falamos.

terça-feira, fevereiro 17, 2026

Wombat

Reinados

Concorde

Ciclo

Com a eleição de António José Seguro fecha-se, de alguma maneira, um ciclo iniciado em 1974 com o advento da Democracia e da Liberdade e que se estendeu até á segunda volta destas  eleições presidenciais e para cujo encerramento já a chegada de Pedro Passos Coelho a primeiro ministro em 2011 tinha contribuído.
Desde então, 1974, o exercício dos cargos de Presidente da Repúbica e de primeiro ministro, os dois mais importantes do nossos sistema constitucional (já sei que o presidente da Assembleia da República é o número dois da hierarquia do Estado mas não tem a relevância dos outros dois) tinham sido exercidos por políticos que vinham da luta contra a ditadura ou que apareceram na vida pública na sequência do 25 de Abril.
Porque com a democracia os partidos políticos que vivam na clandestinidade (essencialmente PCP e PS) foram legalizados e apareceram muitos outros partidos de que PSD e CDS terão sido os mais importantes e foi desses partidos que sairam presidentes da república e primeiros ministros com excepção de Ramalho Eanes e dos primeiros ministros de governos provisórios (Palma Carlos, Vasco Gonçalves e Pinheiro de Azevedo) e depois de de iniciativa presidencial como foram os casos de Nobre da Costa, Mota Pinto e Maria de Lurdes Pintassilgo.
Com a legalização dos que já existiam e o aparecimento dos outros partidos surgiram também as juventudes partidárias (vulgo "jotas") que foram recrutando, formando e lançando os dirigentes políticos do futuro e que pese a má imagem que por vezes se lhes associa, ás jotas, foram muito importantes na formação e preparação de quadros.
Delas creio que a JSD foi a de maior sucesso e a que mais quadros políticos deu ao país.
Um primeiro ministro, vários ministros, muitos secretários de Estado, deputados e deputados europeus, presidentes de câmara e por aí fora.
Mas também a JS deu nessa matéria um contributo importante.
E é precisamente por isso que considero que a eleição de Seguro fecha um ciclo.
Porque em 2011, através de Pedro Passos Coelho, chegou ao cargo de primeiro ministro um ex lider de uma jota. No caso a JSD.
E agora com António José Seguro chega a presidente da república outro ex líder de uma jota. No caso a JS.
Com a chegada aos dois mais importantes cargos do país político de dois ex lideres de jotas comprova-se a importância dessas organizações no nosso sistema político e o papel determinante que durante cinquenta anos tiveram na formação de novas gerações políticas.
Que são aquelas que daqui para a frente vão exercer o poder terminado o ciclo dos resistentes à ditadura e dos que apareceram na vida pública com a fundação de novos partidos.
E é com muito gosto, até como militante da JSD que fui de 1975 até 1987, que o reconheço aqui e agora.
Depois Falamos. 

Lupa

Estamos decididamente a entrar na fase mais divertida da época futebolística.
Pelo menos para aqueles que tendo noção de que o futebol tem a importância que tem, e não a importância que tantos lhe dão, acompanham com indisfarçável boa disposição o habitual esgrimir de argumentos entre Sporting, Porto e Benfica, prontamente secundado por adeptos sportinguistas, portistas e benfiquistas (e mais os respectivos cartilheiros é claro) em torno das arbitragens e de quem é mais ou menos beneficiado.
E todos os argumentos servem.
Munidos de uma lupa potentissima esquadrinham tudo, mas rigorosamente tudo, em defesa da tese de que o clube de cada um deles é o mais prejudicado enquanto os outros dois são escandalosamente beneficiados.
E evoca-se desde um lançamento lateral mal assinalado em 1953, a um pontapé de baliza transformado em pontapé de canto em 1968 passando por um fora de jogo inexistente em 1981 ou um cartão amarelo que devia ter sido mostrado mas não foi em 1995!!!
Tudo lances "menores" porque tratando-se de grande penalidades, cartões vermelhos, golos anulados, então até videos se arranjam para provar os beneficios aos outros e os prejuizos aos deles.
Mais divertido ainda é que os argumentos são os mesmos, as queixas iguais, o "modus operandi" absolutamente similar.
Tão diferentes e tão iguais.
Especialmente no esquecerem que em todos esses benefícios/prejuízos há outros clubes que nada tendo a ver com as guerras pelo titulo são sempre os parentes pobres nessa matéria  dos "erros" de árbitros e  mais recentemente do VAR.
Para esses nem uma palavrinha solidária.
Porque em bom rigor Sporting, Benfica e Porto estão-se marimbando para a verdade desportiva.
Querem é, cada um deles, no mínimo não serem mais prejudicados que os outros dois e no máximo serem mais beneficiados.
O resto que se lixe.
E esta é a História de muitos e muitos anos do nosso futebol.
Depois Falamos.

domingo, fevereiro 15, 2026

Girabolhos

A tragédia que se abate actualmente sobre Coimbra com inundações e consequentes destruições de casas e bens tem um responsável claro.
António Costa e o seu governo da geringonça.
Todos recordamos sem dificuldade que tendo perdido as eleições de 2015 com a AD de Passos Coelho o então lider socialista meteu na gaveta a tradição e a História do PS e fez um acordo com partidos totalitários de extrema esquerda para assaltar o poder subvertendo a vontade dos portugueses que nas urnas não o quiseram para primeiro ministro.
No âmbito dos acordos então assinados o BE, ao tempo liderado por uma ignorante chamada Catarina Martins  que era contra as barragens porque dizia que evaporavam muita água, o governo socialista cancelou a construção da barragem de Girabolhos, projectada curiosmente pelo governo também socialista de José Sòcrates ( e de que António Costa fizera parte), e que a ter sido construida teria evitado a tragédia em curso.
Não vale pois a pena procurarem-se outros responsáveis.
Eles tem nome.
António Costa e o governo da geringonça.
Já agora graças à influência que nele tinha o BE.
E por isso quando vejo apontar a actual presidente da câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, como uma das responsáveis por ter pertencido a esse governo tal não corresponde à verdade.
O governo da geringonça que cancelou a barragem foi no período entre 2015 e 2019 e Ana Abrunhosa apenas fez parte do governo a partir de 2019 porque no período referido era presidente da CCR do centro.
Onde provavelmente (confesso que não sei) até teria sido favorável à referida construção.
O seu a seu dono  e a culpa a quem tem de facto culpa.
Quanto a Ana Abrunhosa, que tal como outros autarcas de vários pontos do país teve um papel relevante no combates às catástrofes, deixem a senhora em paz aureolada com os imensos elogios do Presidente da República (vindos de onde vem valem o que valem...) e a preencher os sonhos daqueles  "Costistas" que no PS sonham em fazerem a cama a José Luís Carneiro.
Para eles já há alternativa.
Vai uma apostazinha?
Depois Falamos.