quarta-feira, setembro 30, 2026

Legado

Ao deixar o estágio da seleção na Suécia Cristiano Ronaldo terá posto fim a um percurso de vinte e quatro anos (!!!) na seleção nacional para tristeza de todos quantos admiram o melhor jogador de sempre e sabem ser gratos por tudo que fez por Portugal, dentro e fora dos relvados, e para alegria dos que andavam há anos a criticá-lo, a dizerem que o seu tempo na seleção já tinha acabado e que a seleção seria melhor sem ele.
Nem vou perder muito tempo com isso.  
Direi apenas o seguinte.
Ronaldo deixou a seleção mas as fasquias ficaram lá. As individuais e as colectivas.
As individuais sao 234 jogos por Portugal e 146 golos marcados. 
Vinte e quatro anos consecutivos sempre a marcar pelo sua seleção.
O jogador de futebol mais internacional de sempre e o maior goleador a nível de seleções em toda a História do futebol. 
Coisa pouca  para os haters mas cá fico à espera de quem faça melhor.
As colectivas são também impressionantes,
Triunfos num campeonato europeu e em duas ligas das nações.
Seis fases finais de mundiais, seis fases finais de europeus, duas fases finais da Liga das Nações.
Presença em duas finais de europeus e numa meia final de um mundial.
Sabemos pois o que valia Portugal com Ronaldo.
Ficamos à espera para ver o que vale sem ele!
E para os que defendem que a seleção é melhor sem Ronaldo cá fico sentado aguardando para ver.
Exibições e muito especialmente resultados.
Esperando e desejando que sejam ambos muito melhores do que com Ronaldo.
Mas com a tranquilidade de saber que o meu sofá é muito confortável...
Depois Falamos.

Veluwemeer, Holanda

Pato

Farol Cabo Elizabeth, Maine, EUA

Keep Cool

Aquilo que parecia estar resolvido, no âmbito de algo que nunca devia ter acontecido, afinal não só não estava como teve um desenlace muito desagradável com Ronaldo a abandonar o estágio da seleção e a regressar a Madrid.
O que era suposto ser "apenas" um desentendimento, um amuo ou uma birra parece que afinal era muito mais que isso porque alguém que jogou 234 vezes por Portugal demonstrando o quanto orgulho tinha em representar o seu país não abandonaria certamente a seleção por uma questão menor.
Claro que para os haters de Ronaldo os motivos que o jogador teve para esta atitude mas ainda não explicou (depois logo se avaliará se teve ou não razão) não interessam para nada porque a única coisa que realmente os motiva é dizerem mal dele o mais possível.
Para os restantes, uma esmagadora maioria, creio ser importante não se fazerem juízos precipitados nem apregoarem opiniões como se de dogmas se tratassem
A seu tempo Ronaldo falará e depois, aí sim, cada um pode formular a sua opinião com conhecimento de causa.
Keep Cool.
Depois Falamos.



 

Triste Episódio

Pedro Proença, Jorge Jesus e Cristiano Ronaldo proporcionaram um triste episódio que o nosso futebol e a nossa seleção bem dispensavam e que nasce de absoluta falta de sensatez de todos eles.
Ao que se sabe, e a história começa meses atrás, a cronologia dos acontecimentos é mais ou menos esta.
Capitulo 1.
Depois do Mundial dos Estados Unidos Ronaldo terá entendido que era tempo de deixar a seleção e terá comunicado isso à FPF.
É então que Pedro Proença e Jorge Jesus se deslocam a casa do jogador para o convencerem a permancer na seleção pelo menos até ao fim da Liga das Nações.
JJ porque entendia que ele podia ser útil e Proença porque sabe bem que muitos e chorudos contratos publicitários da FPF se baseiam na presença de Ronaldo na seleção e por isso quis aproveitar até ao limite essa presença.
Ronaldo que sempre adorou representar o seu país aceitou continuar por mais algum tempo.
Capitulo 2
Em conversa com Ronaldo o treinador ter-lhe-à garantido que nestes quatro jogos alinharia no primeiro e no último e eventualmente alguns minutos nos outros.
Capitulo 3
Em conferência de imprensa antes do jogo com Gales o treinador garante que Ronaldo será titular e que pode divulgar isso porque ele tem estatuto enquanto em relação a outros nomes, no caso Palhinha, não o podia fazer porque não o tinham.
Capitulo 4
No fim do jogo com Gales e questionado sobre Ronaldo o treinador garante que ele teria minutos frente à Noruega embora não garantisse a sua titularidade.
Capitulo 5
Antes do jogo com a Noruega o treinador diz a Ronaldo que ficará no banco mas será utilizado durante cerca de trinta minutos entrando a substituir um colega.
Capitulo 6
Em Oslo Ronaldo fica no banco, o que corresponde ao "acordo" feito com JJ, e no início da segunda parte é posto a aquecer o que faz durante longos minutos mas sem chegar a entrar o que o jogador terá considerado como falta de respeito.
Capítulo 7
Terminado o jogo e sem ir saudar os adeptos Ronaldo regressa de imediato ao balneário e percebe-se que vinha aí uma crise.
Capitulo 8
Ronaldo não treina com a equipa nos dois dias seguintes, Jesus diz , notoriamente incomodado, que irá falar com ele e Proença mete-se num avião para ir a Malmoe com uma urgência aque até parecia que o mundo estava a acabar.
Capitulo 9
Ronaldo e Jorge Jesus tem duas conversas e o incidente é dado como resolvido semp recisarem de Proença para nada.
Capitulo 10
Face à Dinamarca perceberemos se o assunto está de facto encerrado ou se restam sequelas que venham prejudicar o desempenho da seleção que é o que mais interessa em tudo isto.
Erros em tudo isto?
De Pedro Proença essecialmente dois.
Um ir a casa de um jogador, por mais importante que esse jogador seja (e é) pedir-lhe para ficar na seleção naquilo que é uma clara inversão de hierarquia que apenas o fragiliza,
O outro ir a correr para o estágio da seleção na Suécia empolando um assunto que já que nasceu também devia morrer no balneário da seleção.
De Jorge Jesus...vários.
Ir a casa do jogador, dar-lhe estatuto que nega aos colegas, garantir-lhe titularidades, prometer-lhe entrar minutos num jogo e sabe-se lá que mais.
Seguramente que não faz isso com nenhum outro e mesmo sendo Ronaldo quem é trata-se de um claro erro.
Também ele fragilizou a sua liderança face ao grupo até a um ponto que para já é impossível de prever.
De Cristiano Ronaldo vários também.
Já se sabe que ele adora jogar na seleção onde atingiu números estratosféricos de presenças e golos, percebe-se que sabendo que o seu tempo como jogador está a acabar queira aproveitar ao máximo para jogar e marcar, entende-se que face ao que combinou com JJ se sinta enganado.
Mas Ronaldo sabe, porque tem imensa experiência e é uma pessoa extremamente inteligente, duas coisas.
Uma é que as decisões do treinador tem de ser respeitadas ainda que não se concorde com elas.
E a outra que um plano de jogo pode perfeitamente ter de ser alterado conforme as incidências desse mesmo jogo. E em Oslo o jogo , e aí JJ tem razão, não propiciava a sua entrada porque face ao assédio norueguês era preciso ter em campo onze jogadores com disponibilidade para defenderem algo que ele não faz.
Em suma um triste episódio em que nenhum dos protagonistas fica bem na fotografia mas também não é nenhum drama nacional como a imprensa e alguns comentadores excitados das redes sociais parece quererem fazer crer.
Agora importa é a seleção.
Importa, jogue quem jogar, ganhar o jogo em Copenhaga e manter Portugal na liderança do seu grupo.
Costuma dizer-se que o futebol é o momento.
E neste caso é bom que assim seja.
Porque atrás de momentos maus podem e devem vir momentos bons.
Vamos lá Portugal!
Depois Falamos.

Turismo

Vi esta imagem no mural do meu amigo Dino Freitas Cantor e ela suscitou-me duas curiosidades.
O PR, o PM, o ministro da Economia e o presidente da câmara de Lisboa ( dado que o evento é lá) estiveram nesta Cimeira do Turismo Português institucionalmente como é normal neste tipo de organização. 
Mas dos restantes oradores anunciados, com duas excepções, interrogo- me sobre o que perceberão de turismo para intervirem nesta cimeira.
A segundo curiosidade é triste. 
Porque parece que não há em Portugal uma mulher, uma que seja, com conhecimentos suficientes de turismo para poder ser oradora nesta cimeira " sui generis".
E há. Várias. Muitas.
Com seguramente muito mais conhecimentos de turismo do que a maioria dos oradores anunciados.
Depois Falamos.

terça-feira, setembro 29, 2026

Ponte de Brooklyn

Polvo

Castelo de Belmonte , Espanha

Optimismo

Gosto francamente do optimismo de Jorge Jesus, que já era o optimismo de Roberto Martinez e de Fernando Santos para citar os seus antecessores mais próximos, quanto a Portugal poder ganhar um campeonato do mundo nos próximos anos.
E de facto uma seleção que nos últimos dez anos ganhou um Europeu e duas Ligas das Nações pode bem aspirar a ganhar um Mundial.
Que aliás já podia ter ganho em 1966 e em 2006 quando chegou às meias finais desses campeonatos.
Hoje a maioria dos jogadores portugueses joga nos melhores campeonatos da Europa, vários deles já ganharam a Liga dos Campeões, garantem uma qualidade muito acima da média e legitimam essa ambição.
Pode Portugal ser campeão do mundo?
Poder...pode.
Mas há que ter presente que em 1966 com Eusébio no seu auge e uma guarda de honra de enorme excelência ( Coluna, Simões, Vicente, Jaime Graça,etc) não o conseguiu tal como em 2006  com dois "Bola de Ouro" (Figo já tinha ganho e Ronaldo ganhaaria  a primeira dois anos depois) e outra magnifica guarda de honra (Ricardo Carvalho, Deco, Maniche, Pauleta, etc) também não conseguiu.
Em 1966 também por causa das manobras de bastidores da federação inglesa e em 2006 porque se Figo tivesse menos três anos e Ronaldo mais três acredito que seríamos imparáveis mas tinham a idade que tinham e quanto a isso nada a fazer!
Por isso embora aprecie o optimismo de Jorge Jesus não consigo acompanha-lo totalmente.
Porque sendo a  base seleccionável de muita qualidade faltará inevitavelmente o talento extra de um génio, ou pelo menos um talento supeior ao de todos os outros participantes, que  sempre está presente nas seleções campeãs mundiais.
Bobby Charlton, Pelé, Beckenbauer, Kempes, Rossi, Maradona, Matthaus, Romário, Zidane, Ronaldo Nazário, Cannavaro, Iniesta, Kroos, Mbappé, Messi e Rodri para citar apenas os mundiais que vi e os jogadores que mais se destacaram no país campeão.
Terá Portugal nos próximos anos um jogador tão diferente para melhor?
Espero que sim mas não vejo quem.
E também por isso o meu optimismo é menor que o de Jorge Jesus.
Mas espero que ele esteja certo e eu errado.
Depois Falamos.

Nota: Ninguém vive de memórias como é evidente. Mas Cristiano Ronaldo é o melhor jogador de todos os tempos e Eusébio está nos dez melhores de sempre. E se com eles não foi possível...

Vergonhosa

A atitude tomada pelos jogadores da República da Irlanda no jogo frente a Israel foi simplesmente vergonhosa!
Para eles, para a sua Federação e para o próprio governo do país.
Cabeças baixas durante o hino de Israel, fumos pretos nas mangas e essencialmente a recusa de cumprimentarem os adversários( quer antes do jogo se iniciar quer na escolha de campos retratada na fotografia que ilustra este texto)  são atitude de um anti desportivismo, d euma falta de fair play e d euma evidente falta de educação que são a antitese do que deve se ruma competição desportiva e deveria merecer uma severa punição da UEFA.
Especialmente o não cuprimentarem os adversários, como se tivessem alguma doença contagiosa, remete inevitavelmente para as teorias nazis da supremacia ariana ou para o aberrante sistema de castas ainda hoje em vigor na Indía.
Seres que se acham superiores não cumprimentam seres que consideram inferiores!
Inqualificável.
Como inqualificável é usar uma competição desportiva para fazer política.
Porque uma seleção representa um país e nesse país haverá certamente quem defenda esta atitude como haverá muitos outros que a condenam e dela discordam profundamente.
Os jogadores irlandeses e quem consentiu nesta vergonhosa atitude esqueceram-se disso.
De resto considero que desporto e política devem viver o mais separados possível.
E por isso também discordo do afastamento de atletas, clubes e seleções russas das comeptições internacionais como se os desportistas pudessem ser responabilizados pelos erros e crines dos políticos e dos regimes.
Moda que começou, tanto quanto me lembro, no boicote aos Jogos Olimpicos de Moscovo em 1980, a que se seguiu o boicote aos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 1984 e vai surgindo de quando em vez, incluindo a palhaçada argentina no último Mundial depois de vencerem a Inglaterra, para  tantas vezes substituirem o que deviam ser verdadeiras sanções a Estados que violam o direito internacional.
Ao desporto o que é do desporto e à política o que é da política.
Fugir disso é um erro lamentável que apenas contribui para afastar o desporto daquilo que é a sua génese fundamental.
Competição, respeito, desportivismo e fair play!
Depois Falamos.

segunda-feira, setembro 28, 2026

Dez Notas

Adepto incondicional da seleção nacional tenho acompanhado com muito interesse estes primeiros tempos, e primeiros jogos, de Jorge Jesus como selecionador nacional.
Com apenas dois jogos disputados, Gales e Noruega, e pouquissímos dias de trabalho com os convocados o que é naturalmente impeditivo de uma transmissão plena de conceitos e de filosofia de jogo, o que se pode dizer para já?
Em primeiro lugar que a seleção continua a ganhar, o que naturalmente facilita a adaptação entre treinador e jogadores, mesmo que com alguma felicidade como ontem na Noruega.
Em segundo lugar que o lote de convocados de JJ em pouco difere dos de Roberto Martinez pela óbvia razão de que há mais qualidade do que quantidade e para lá destes poucos mais há em condições de serem opção.
Ricardo Velho, Rodrigo Mora, André Silva, Ricardo Horta, Gonçalo Paciência, António Silva, Pedro Gonçalves, Matheus Nunes, Gonçalo Guedes, José Sá, Samu Costa, Nélson Semedo, Quenda, Mateus Fernandes, Carlos Forbs e mais um ou outro sendo certo que os jovens da seleção sub 21 ainda precisam de tempo.
Em terceiro lugar que a forma de jogar não é ainda substancialmente diferente do passado recente pela tal razão de JJ ainda ter muito pouco tempo para trabalhar a equipa.
Em quarto lugar, e aí sim uma mudança para melhor, Jesus mexe na equipa mais depressa e com mais acerto do que o fazia Martinez o que muito provavelmente terá contribuido para o triunfo de ontem.
Em quinto lugar que jogadores que eram opção, às vezes bem contestada, de Roberto Martinez mantem-se nas opções de JJ como titulares, casos de Renato Veiga e Pedro Neto, e tem justificado plenamente esse estatuto. 
Em sexto lugar que as duas vitórias tangenciais até podiam não o ter sido se foras de jogo milimétricos não tivessem anulado um golo a Ronaldo face a Gales e outro a Gonçalo Ramos ontem.
Um aparte para referir que de facto as propostas de Arsene Wenger quanto ao fora de jogo devem ser implementadas o mais depressa possível.
Em sétimo lugar que JJ com quatro jogos em dez dias tem gerido bem os convocados e dos 25 chamados já actuaram 19 estando ainda sem minutos os guarda redes Rui Silva e Samuel Soares, os centrais Tomás Araújo e Gonçalo Inácio, o lateral Diogo Dalot e o ponta de lança Fábio Silva que viu os dois jogos da bancada.
Em oitavo lugar que ontem Diogo Costa misturou boas intervenções com falhas nada habituais nele largando bolas fáceis o que pode ser visto como um dia menos bom que qualquer um tem ou um abaixamento de forma que pode levar JJ a dar uma oportunidade a Rui Silva. Não é provável mas pode acontecer.
Em nono lugar que a seleção viu muitos cartões amarelos e alguns bem escusados como o de Bernardo Silva e isso é algo que tem de ser corrigido embora perceba que os possantes noruegueses, especialmente o "monstro" Haaland, eram difíceis de parar.
Em décimo e último lugar que as indicações são muito positivas, a equipa tem potencial e seguramente que se assim continuar Portugal será sério candidato à renovação de um título que lhe pertence.
Depois Falamos.

Torre da Regaleira, Sintra

Lagosta azul