quinta-feira, maio 28, 2026

Plâncton Bioluminescente, Maldivas

Farol de Mukiteo, EUA

Cangurus arborícolas

Geografia

Esta curiosa imagem mostra o que será a distribuição geográfica das equipas participantes em La Liga na próxima temporada nela faltando um emblema porque ainda está por apurar o vigésimo clube que nela terá direito a participar.
Depois da subida dos históricos Deportivo da Corunha e Racing de Santander há ainda seis candidatos á subida que são Almeria, Málaga, Las Palmas , Castellon, Burgos e Eibar só se sabendo quem disputará os play off depois da ultima jornada do campeonato a disputar no próximo fim de semana.
E na imagem podem constatar-se que também em Espanha há uma certa "litoralização" do campeonato, pese embora com muito maior equilíbrio nessa matéria do que em Portugal, porque com com quatro equipas da região de Madrid (Real, Atlético, Rayo e Getafe) dos bascos do Alavés e Athletic , dos navarros do Osasuna e dos andaluzes Bétis e Sevilha todas as outras equipas são à beira mar ou perto disso.
Os galegos Depor e Celta, o cantabro Racing, o basco Real Sociedad, os catalães Barcelona e Espanhol, os valencianos Levante, Valência , Elche e Villareal garantem uma pequena maioria de 10-9 do litoral sobre o interior.
Veremos agora se o vigésimo clube empata a disputa entre litoral e interior ou se reforça o peso do litoral.
Os andaluzes Almeria e Málaga, o canário Las Palmas, o valenciano Castellon apostam nesse sentido enquanto o castelhano Burgos e o basco Eibar võ no sentido oposto.
Curiosidades da geografia de um campeonato.
Depois Falamos.

Memórias

Um destes dias apareceu-me num mural do Facebook esta fotografia que me trouxe memórias inesquecíveis deste jogo entre Vitória e Porto que presenciei precisamente na bancada que aparece na foto.
Mas também do que era o estádio D. Afonso Henriques nos seus primórdios com a parte de cima da bancada central e os camarotes em madeira e ao centro o camarote principal destinado à câmara municipal e à direção do clube assinalado por dois paines nas cores verde e branco (o da câmara) e preto e branco (o do Vitória) e que ficavam precisamente por cima da entrada nessa bancada.
E por cima dele o camarote de imprensa cuja construção é posterior à do estádio.
Pois este jogo é inesquecível porquê?
Basta reparar na fotografia com o público em cima da linha lateral (nesse dia foi assim em torno de todo o relvado) para se perceber que estávamos perante uma enchente extraordinária do estádio, provavelmente a maior de sempre na sua versão primitiva, motivada pela presença do recém chegado Cubillas na equipa do Porto.
Foi em Março de 1974, o Vitória era treinado por Mário Wilson e o Porto por Bella Guttmann, o resultado final foi 0-0 e Cubillas falhou uma grande penalidade.
Memórias de outros tempos.
E alguma saudade também.
Depois Falamos.


 

quarta-feira, maio 27, 2026

Nike

Fui durante muitos anos um admirador dos equipamentos de futebol da Nike.
Muito por força dos excelente equipamentos que ano após ano criavam para o Barcelona, mas também para a seleção portuguesa, e que considerava como os mais espectaculares do mundo do futebol.
No caso do Barcelona, e comprei alguns deles, lembro especialmente a fabulosa camisola do Centenário do clube e também este da foto vestida por Rivaldo e que foi um dos mais bonitos de sempre.
E não era apenas na camisola principal porque também criaram camisolas de segundo equipamento históricas.
Depois, por razões que desconheço, a Nike começou a inventar demais e acabou a fazer camisolas horríveis como uma aos quadrados que parecia a do Boavista em azul grenã e outra em que as listas verticais passaram a horizontais.
Sinceramente nunca percebi como a direção do Barcelona aceitou essa perversão aos equipamentos tradicionais e se me vierem dizer que são tendências de marketing então direi que são tendências bem dispensáveis.
E não foi apenas no Barcelona porque noutros clubes vestidos pela marca e até na seleção nacional começaram a ver-se "inovações" bem dispensáveis o que arrefeceu muito o meu entusiasmo pela marca ao ponto de quando ela veio equipar o Vitória a minha expectativa já não se tão alta como outrora.
E sendo verdade que fizeram uns equipamentos engraçados nunca fizeram um equipamento que se pudesse considerar " o tal" que marcasse a passagem da Nike pelo clube.
Eu sei que Vitória e Barcelona são realidades diferentes e enquanto um leva com produtos de catálogo ou quase o outro tem produtos exclusivos criados propositadamente para o clube.
O problema está quando catálogo e exclusivo não entusiasmam e essa tem sido a realidade da Nike nestes últimos anos.
E é pena.
Depois Falamos.

Castelo Hohenwerfen, Áustria

Ursos polares

Goleadores

Acreditar

As declarações de Pedro Passos Coelho na apresentação de um livro causaram o reboliço normal naqueles que vivem na ânsia quase doentia de encontrarem discordâncias, divergências, inimizades até entre o ex primeiro ministo e Luís Montenegro.
Depois de perceber a polémica que andava pela comunicação social e pelas suas caixas de repercussão chamadas redes sociais tive a curiosidade de ir ouvir as declarações porque uma coisa é o que se lê e outra bem diferente aquilo que se ouve de viva voz.
Ouvi.
E ouvindo fiquei convencido que Pedro Passos Coelho não se estava a referir minimamente a Luís Montenegro mas sim a caracterizar situações que se vivem hoje um pouco pelo mundo em que há agentes políticos que tem comportamentos como aqueles que caracterizou.
Basta olhar o vizinho Pedro Sanchez para ter um bom exemplo de um prostituto da política.
Não duvido que Passos Coelho esteja desiludido com determinados aspectos da governação e manda a verdade dizer que na área política da AD não será o único.
Mas daí a apodar Luís Montenegro de prostituto é algo em que não acredito.
Não acredito mesmo.
Porque sei que não é essa a forma de Pedro Passos Coelho estar na vida e na política.
E essa convicção não é abalada por comentários tendenciosos e por comentadores facciosos, por politiquices intriguistas e por chicana política rasteira, por aqueles que querem fazer da política um lamaçal e não olham a meios para isso.
Depois Falamos.

Nota: Não é problema meu mas não consigo deixar de me espantar com algumas pessoas do PSD que enquanto Pedro Passos Coelho foi primeiro ministro e líder do partido o defendiam com unhas e dentes e agora são os primeiros a atacá-lo cada vez que às suas palavras são dadas interpretações que apenas interessam aos adversários do próprio partido e em que esses ex apoiantes de Passos acreditam de imediato. De facto a ortodoxia e o seguidismo perante quem manda a cada momento parece não serem exclusivos da extrema esquerda.

Activismo

Se o wokismo é um cancro das sociedades modernas o activismo é uma praga!
Pelo menos aquele activismo que todos os dias a comunicação social nos põe à frente e que se resume a vandalizar, estragar, roubar e apoiar terroristas que o wokismo latente impede que se tratem os autores pelos seus verdadeiros nomes - vândalos, criminosos, ladrões e cúmplices de terrorismo- para serem denominados como activistas por uma comunicação social altamente influenciada pelo tal wokismo.
Que narra as suas "façanhas" misturando os crimes que cometem com as causas nobres que seria suposto defenderem mas não defendem.
Essa escumalha activista, que se entretém a vandalizar obras de arte e monumentos, a roubar supermercados , a cortarem estradas e ligações ferroviárias e a organizar flotilhas entre outras malfeitorias tem , contudo, uma caracteristica que os define de forma irrefutável.
São uns cobardes!
Que só agem em democracias sabendo que os seus direitos serão defendidos até ao tutano e que as formas de punição pelas suas actividades criminosas serão leves e muito aquém do que merecem.
Agem em democracia, para fragilizarem a democracia, ao serviço de agendas totalitárias impostadas dos países e oranizações que os financiam e alimentam e nos quais a democracia não existe.
Porque ninguém os vê em países onde há graves atropelos dos direitos humanos a defenderem as vítimas desses atropelos e a fazerem gala de um activismo que, esse sim, seria louvável e mereceria o apoio de todos.
Na Rússia dos Gulags, na China dos campos de concentração, no Afeganistão onde as mulheres são tratadas como seres de quarta categoria, no Irão em que o regime medieval dos aiatolás já assassinou centenas de milhares de pessoas, na Nigéria onde tem existido terríveis massacres de cristãos pelos terroristas do Boko Haram , na Coreia do Norte onde todo um povo vive escravizado por uma ditadura feroz e de uma crueldade inimaginável, no norte do Iraque onde os yatidis são massacrados pelo Estado Islâmico e em vários outros paises, incluindo algumas monarquias quase medievais do Golfo Pérsico  onde as mulheres são tratadas como objectos e os homossexuais enforcados, ninguém vê os tais activistas enfeitados com panos de cozinha e armados de uma prosápia arrogante que parece capaz de salvar o mundo para quem acreditar neles é claro.
Porque sendo cobardes mas estando bem informados sabem o risco de afrontarem ditaduras e tendo medo metem o activismo na gaveta.
Preferem exercê-lo na Europa porque é mais fofinho, tem mais audiências, enganam com mais facilidade os crédulos da vida e vão cumprindo a sua agenda destruidora sem problemas de maior.
Mas sem conseguirem esconder que o activismo de que se dizem agentes não passa de vanalismo, criminalidade, gatunagem e cumplicidade com terroristas sem mistura possível, ainda que remota, com causas humanitárias ou a defesa de valores essenciais à humanidade.
Depois Falamos.

Nota: Quem não concordar está à vontade para explicar em que é que vandalizar uma obra de Monet , de Picasso, a Porta de Brandenburgo ou o Psdrão dos Descobrimentos (quatro exemplos entre muitos outros) contribui para defender uma Causa minimamente decente.

Horrível

Sou desde sempre um fã da Ferrari.
Da Ferrari na Fórmula 1, a mais histórica e mítica das marcas que disputou todos os campeonatos desde 1950, mas também dos Ferrari de estrada onde a marca ao longos dos anos construiu carros fabulosos pela beleza e pelas capacidades técnicas das quais o característico trabalhar dos motores não era seguramente a menos importante em termos de construção do mito.
E pese embora a evolução dos tempos e das tecnologias ser o que é e introduzir alterações nem sempre bem vindas, quer na F1 quer nos modelos de estrada, nunca pensei chegar ao ponto de ver um Ferrari simplesmente horrível.
O Ferrari Luce, primeiro modelo totalmente eléctrico da marca, não tem ponta por onde se lhe pegue porque é feio até dizer basta.
Parece muito mais um Tesla que um Ferrari.
E sendo totalmente eléctrico nem o típico som de um motor Ferrari se ouve!
Esteja onde estiver o Comendador Enzo Ferrari deve estar horrorizado!
Depois Falamos.

Nota; Na Fórmula Um sonhei durante anos em ver Ayrton Senna sentado num "Cavallino Rampante".
Infelizmente não aconteceu.