
sexta-feira, outubro 02, 2026
quinta-feira, outubro 01, 2026
Excessivo
Confesso que do alto do meu metro e oitenta e seis às vezes me sinto, como direi, pequenino ao ler algumas notícias.
Esta foi uma delas.
Antes de mais acho que é óbvio para quem habitualmente lê os meus escritos que sou um admirador de Cristiano Ronaldo e um apoiante de Luís Montenegro enquanto primeiro ministro de Portugal e assim continuarei em relação a ambos salvo forte motivo em contrário.
Mas reconhecendo a importância do futebol nos tempos de hoje, sabendo da importância da imagem do país no mundo, reconhecendo que Ronaldo é o português mais conhecido de todos os tempos e uma figura mediática a nível mundial ainda assim questiono-me sobre se o primeiro ministro se deve preocupar com um desentendimento na seleção ao ponto de andar a telefonar aos protagonistas?
Creio que não.
Porque é apenas futebol e o futebol é coisa mais importante das coisas menos importantes e creio que a atenção do PM se deve concentrar nos problemas reais do país e não em questões futebolísticas que tem os seus agentes próprios para as resolverem.
Perceberia que o secretário de estado do desporto fizesse este tipo de diligência mas ser o primeiro ministro a fazê-la acho francamente excessivo.
Depois Falamos.
Sete

A atribuição do número sete de Portugal a Rafael Leão, como podia ter sido a qualquer outro jogador, decorre da obrigatoriedade dos 23 jogadores presentes na ficha de jogo utilizarem números entre 1 e o 23 .
E por isso, a título de exemplo, Diogo Costa que no F.C.Porto usa habitualmente o 99 na seleção usa o 1.
Até aqui nada a dizer.
Já a mudança de número de Rafael Leão do 17 para o 7, depois de no jogo anterior ter usado o referido 17, parece-me...desnecessária.
Faria muito mais sentido entregar a camisola 7 a Fábio Silva que entra pela primeira vez numa ficha de jogo e portanto ainda não tinha usado nenhum número.
Provavelmente é mais uma pequena história a fazer parte do enredo da grande história que ainda está longe de ser conhecida na sua totalidade.
Depois Falamos.
Provocação
Dificilmente se poderá deixar de olhar para esta decisão como sendo mais uma provocação a Cristiano Ronaldo adensando as suspeitas de que há muita história para contar e sendo cada vez mais importante ouvir o que Ronaldo tem para dizer.
Os jogadores foram para este conjunto de quatro jogos com os números escolhidos e o facto de um já não estar (se estivesse lesionado estaria igualmente ausente) não implicava qualquer necessidade, e menos ainda qualquer obrigatoriedade, de o seu número ser usado por outro jogador nestes dois jogos que faltam.
Atribuir o sete a outro jogador é querer fazer passar a ideia de que Ronaldo é definitivamente passado e não há qualquer interesse em reabrir uma porta que se fechou ainda não se sabe porquê.
Pedro Proença e Jorge Jesus lá saberão o porquê destes comportamentos agarotados mas de uma coisa podem estar ambos certos; são a dupla presidente/treinador mais dependente dos resultados em toda a História da FPF.
Quanto a Rafael Leão, a quem coube o azar de ser personagem neste triste episódio, resta desejar que a camisola sete não seja demasiado grande para ele.
Depois Falamos.
Em tempo: Consultado o site da UEFA confirmei que para cada jogo são atribuidos números do 1 ao 23 para os jogadores escalados. O que obrigava a atribuir a camisola sete a alguém. Não necessariamente a um jogador que nesta fase já tinha usado outro número. Fazê-lo foi ,ainda assim , uma inabilidade no mínimo.
Acrescentar

Um dos comentários que mais me faria rir se não fosse demonstrativo de enorme ignorância, e da habitual ingratidão, é o daqueles "especialistas" em futebol que do alto de uma cátedra vinda sabe-se lá de onde determinam que Cristiano Ronaldo já devia ter saído da seleção há cinco ou seis anos porque neste período já não acrescentava nada.
Nos ultimos cinco anos Ronaldo acrescentou à seleção quarenta e um golos, tantos como Eusébio em todo o seu percurso com a camisola de Portugal, marcando alguns decisivos como frente a Alemanha e a Espanha na fase final da Liga das Nações de 2025 que vencemos.
Sim 2025 e não 2015 ou 2005!
E por isso parece que acrescentou alguma coisinha à seleção nestes cinco anos.
Quero ver quem nos próximos cinco anos ( e oxalá que sim) consegue números idênticos na seleção nacional.
Cinco anos? Se calhar devia ter escrito cinquenta.
Depois Falamos,
Os Raivosos

Há gente que não percebe nada de futebol.
Há gente que não gosta de futebol.
Há gente que normalmente não escreve uma linha sobre futebol que consideram uma actividade menor.
Mas tratando-se de atacar Ronaldo, de criticar Ronaldo, de arrasar Ronaldo, são que nem cães raivosos com a baba a escorrer-lhes do canto da boca.
Não sabem do que falam, não conhecem o contexto das coisas, não querem sequer esperar pelo que Ronaldo dirá sobre o assunnto.
Criticam, arrasam, caluniam, mentem,
Atiram os foguetes e apanham as canas achando-se no direito de julgarem e condenarem apenas com base nos seus torpes desejos e sem a elementa rpeocupação de ouvirem todas as partes.
Mostram a estupides , a inveja, a ingratidão e o despeito que é a sua forma de ser e e de estar.
Não perdoam que um menino pobre e desconhecido da Madeira seja hoje um homem riquissímo e com notoriedade mundial.
Não prestam mesmo.
Depois Falamos
quarta-feira, setembro 30, 2026
Legado

Ao deixar o estágio da seleção na Suécia Cristiano Ronaldo terá posto fim a um percurso de vinte e quatro anos (!!!) na seleção nacional para tristeza de todos quantos admiram o melhor jogador de sempre e sabem ser gratos por tudo que fez por Portugal, dentro e fora dos relvados, e para alegria dos que andavam há anos a criticá-lo, a dizerem que o seu tempo na seleção já tinha acabado e que a seleção seria melhor sem ele.
Nem vou perder muito tempo com isso.
Direi apenas o seguinte.
Ronaldo deixou a seleção mas as fasquias ficaram lá. As individuais e as colectivas.
As individuais sao 234 jogos por Portugal e 146 golos marcados.
Vinte e quatro anos consecutivos sempre a marcar pelo sua seleção.
O jogador de futebol mais internacional de sempre e o maior goleador a nível de seleções em toda a História do futebol.
Coisa pouca para os haters mas cá fico à espera de quem faça melhor.
As colectivas são também impressionantes,
Triunfos num campeonato europeu e em duas ligas das nações.
Seis fases finais de mundiais, seis fases finais de europeus, duas fases finais da Liga das Nações.
Presença em duas finais de europeus e numa meia final de um mundial.
Sabemos pois o que valia Portugal com Ronaldo.
Ficamos à espera para ver o que vale sem ele!
E para os que defendem que a seleção é melhor sem Ronaldo cá fico sentado aguardando para ver.
Exibições e muito especialmente resultados.
Esperando e desejando que sejam ambos muito melhores do que com Ronaldo.
Mas com a tranquilidade de saber que o meu sofá é muito confortável...
Depois Falamos.
Keep Cool
Aquilo que parecia estar resolvido, no âmbito de algo que nunca devia ter acontecido, afinal não só não estava como teve um desenlace muito desagradável com Ronaldo a abandonar o estágio da seleção e a regressar a Madrid.
O que era suposto ser "apenas" um desentendimento, um amuo ou uma birra parece que afinal era muito mais que isso porque alguém que jogou 234 vezes por Portugal demonstrando o quanto orgulho tinha em representar o seu país não abandonaria certamente a seleção por uma questão menor.
Claro que para os haters de Ronaldo os motivos que o jogador teve para esta atitude mas ainda não explicou (depois logo se avaliará se teve ou não razão) não interessam para nada porque a única coisa que realmente os motiva é dizerem mal dele o mais possível.
Para os restantes, uma esmagadora maioria, creio ser importante não se fazerem juízos precipitados nem apregoarem opiniões como se de dogmas se tratassem
A seu tempo Ronaldo falará e depois, aí sim, cada um pode formular a sua opinião com conhecimento de causa.
Keep Cool.
Depois Falamos.
Triste Episódio

Pedro Proença, Jorge Jesus e Cristiano Ronaldo proporcionaram um triste episódio que o nosso futebol e a nossa seleção bem dispensavam e que nasce de absoluta falta de sensatez de todos eles.
Ao que se sabe, e a história começa meses atrás, a cronologia dos acontecimentos é mais ou menos esta.
Capitulo 1.
Depois do Mundial dos Estados Unidos Ronaldo terá entendido que era tempo de deixar a seleção e terá comunicado isso à FPF.
É então que Pedro Proença e Jorge Jesus se deslocam a casa do jogador para o convencerem a permancer na seleção pelo menos até ao fim da Liga das Nações.
JJ porque entendia que ele podia ser útil e Proença porque sabe bem que muitos e chorudos contratos publicitários da FPF se baseiam na presença de Ronaldo na seleção e por isso quis aproveitar até ao limite essa presença.
Ronaldo que sempre adorou representar o seu país aceitou continuar por mais algum tempo.
Capitulo 2
Em conversa com Ronaldo o treinador ter-lhe-à garantido que nestes quatro jogos alinharia no primeiro e no último e eventualmente alguns minutos nos outros.
Capitulo 3
Em conferência de imprensa antes do jogo com Gales o treinador garante que Ronaldo será titular e que pode divulgar isso porque ele tem estatuto enquanto em relação a outros nomes, no caso Palhinha, não o podia fazer porque não o tinham.
Capitulo 4
No fim do jogo com Gales e questionado sobre Ronaldo o treinador garante que ele teria minutos frente à Noruega embora não garantisse a sua titularidade.
Capitulo 5
Antes do jogo com a Noruega o treinador diz a Ronaldo que ficará no banco mas será utilizado durante cerca de trinta minutos entrando a substituir um colega.
Capitulo 6
Em Oslo Ronaldo fica no banco, o que corresponde ao "acordo" feito com JJ, e no início da segunda parte é posto a aquecer o que faz durante longos minutos mas sem chegar a entrar o que o jogador terá considerado como falta de respeito.
Capítulo 7
Terminado o jogo e sem ir saudar os adeptos Ronaldo regressa de imediato ao balneário e percebe-se que vinha aí uma crise.
Capitulo 8
Ronaldo não treina com a equipa nos dois dias seguintes, Jesus diz , notoriamente incomodado, que irá falar com ele e Proença mete-se num avião para ir a Malmoe com uma urgência aque até parecia que o mundo estava a acabar.
Capitulo 9
Ronaldo e Jorge Jesus tem duas conversas e o incidente é dado como resolvido semp recisarem de Proença para nada.
Capitulo 10
Face à Dinamarca perceberemos se o assunto está de facto encerrado ou se restam sequelas que venham prejudicar o desempenho da seleção que é o que mais interessa em tudo isto.
Erros em tudo isto?
De Pedro Proença essecialmente dois.
Um ir a casa de um jogador, por mais importante que esse jogador seja (e é) pedir-lhe para ficar na seleção naquilo que é uma clara inversão de hierarquia que apenas o fragiliza,
O outro ir a correr para o estágio da seleção na Suécia empolando um assunto que já que nasceu também devia morrer no balneário da seleção.
De Jorge Jesus...vários.
Ir a casa do jogador, dar-lhe estatuto que nega aos colegas, garantir-lhe titularidades, prometer-lhe entrar minutos num jogo e sabe-se lá que mais.
Seguramente que não faz isso com nenhum outro e mesmo sendo Ronaldo quem é trata-se de um claro erro.Também ele fragilizou a sua liderança face ao grupo até a um ponto que para já é impossível de prever.
De Cristiano Ronaldo vários também.
Já se sabe que ele adora jogar na seleção onde atingiu números estratosféricos de presenças e golos, percebe-se que sabendo que o seu tempo como jogador está a acabar queira aproveitar ao máximo para jogar e marcar, entende-se que face ao que combinou com JJ se sinta enganado.
Mas Ronaldo sabe, porque tem imensa experiência e é uma pessoa extremamente inteligente, duas coisas.
Uma é que as decisões do treinador tem de ser respeitadas ainda que não se concorde com elas.
E a outra que um plano de jogo pode perfeitamente ter de ser alterado conforme as incidências desse mesmo jogo. E em Oslo o jogo , e aí JJ tem razão, não propiciava a sua entrada porque face ao assédio norueguês era preciso ter em campo onze jogadores com disponibilidade para defenderem algo que ele não faz.
Em suma um triste episódio em que nenhum dos protagonistas fica bem na fotografia mas também não é nenhum drama nacional como a imprensa e alguns comentadores excitados das redes sociais parece quererem fazer crer.
Agora importa é a seleção.
Importa, jogue quem jogar, ganhar o jogo em Copenhaga e manter Portugal na liderança do seu grupo.
Costuma dizer-se que o futebol é o momento.
E neste caso é bom que assim seja.
Porque atrás de momentos maus podem e devem vir momentos bons.
Vamos lá Portugal!
Depois Falamos.
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