terça-feira, fevereiro 24, 2026

Máscara

Arrogante e malcriada! 
Não sei se foi pelos muitos elogios recebidos semanas atrás que lhe terão subido à cabeça, se por ser habitualmente assim, mas muito provavelmente por ambas as razoes, mas a verdade é que Ana Abrunhosa protagonizou atitudes que lhe ficam muito mal e que mostram que a pose anterior tão precipitadamente elogiada por muitos ( com o inevitável Marcelo à cabeça) era apenas uma máscara da verdadeira personalidade dela. 
E, para além do mais, vê-la a querer explicar a José Manuel Fernandes o que é ser autarca foi verdadeiramente patético. 
Ainda ela não sonhava ser presidente da câmara de Coimbra e já ele tinha feito vários mandatos como presidente de câmara de Vila Verde. 
De facto a camada de verniz da senhora revelou-se demasiado fina.
Não resistiu a armar um circozinho para a comunicação social ver.
Ou será que as primárias no PS já começaram?
Depois Falamos.

https://cnnportugal.iol.pt/videos/se-veio-fazer-uma-conferencia-de-imprensa-vamo-nos-embora-ana-abrunhosa-confronta-ministro-da-agricultura-que-falava-com-os-jornalistas/699dc8940cf27f6588a62ef7? 

Castelo Ooidonk, Deinze, Bélgica

Concorde

Pilotos F1

Ucrânia

Era para durar quatro dias segundo os prognósticos do invasor e do criminoso de guerra que a ele preside. 
Faz hoje quatro anos que a Rússia invadiu a Ucrânia e aquilo a que chamam uma operação especial continua muito longe do sucesso. 
Graças à liderança magnífica de Volodymyr Zelensky, à coragem do povo ucraniano e ao valor do seu exército. 
Também com a ajuda da União Europeia, menos do que seria desejável mas ainda assim importante, e dos Estados Unidos até ao regresso ao poder de um lacaio de Putin que reduziu substancialmente a ajuda americana à Ucrânia. 
Seja como for a Ucrânia resiste. E com ela resiste a Europa livre e democrática que rejeita ditaduras e ditadores. 
A Rússia tem de ser travada. 
E a Ucrânia é a frente de batalha de todos nós.
Depois Falamos.

Nota: Não posso deixar de recordar aqueles canalhas também conhecidos por generais de aviário que comentavam nas televisões ( um ou outro ainda por lá andam) que se babavam de gozo,quatro anos atrás, pela iminente entrada do exército russo em Kiev! Enganaram-se. Na previsão e na profissão. Estavam melhor a engraxar botas ao Exército Vermelho.

domingo, fevereiro 22, 2026

Ministro

Luís Neves é obviamente uma excelente escolha para ministro da administração interna. 
Obviamente porque todo o percurso profissional e muito em especial o tempo em que dirigiu a Polícia Judiciária o atestam. 
Trabalhando com diferentes ministros de diferentes governos sempre a sua ação foi considerada como excelente e credora dos maiores elogios. 
Tem,pois, todas as condições pessoais para fazer um mandato de excelência numa pasta tão importante quanto difícil.
Criticas à escolha? Claro que há. 
Haveria sempre fosse quem fosse o escolhido porque há quem confunda ser oposição com ser do contra. Mas o facto de o PS, segundo maior partido da oposição parlamentar, ter elogiado a escolha não significa que Luís Neves seja socialista, como a leviandade de alguns comentários quer fazer crer, mas sim que a escolha foi tão acertada que não encontraram forma de a criticar. 
Esperemos que da sua ação resulte uma acalmia e uma eficácia na administração interna que as duas antecessoras, por diferentes razões, não conseguiram alcançar.
Depois Falamos.

sábado, fevereiro 21, 2026

Futsal

124 detidos. 
Apreendidas armas brancas, barras de ferro, paus, pedras, soqueiras e outros objectos. 
Antes de um jogo de futsal e apenas dois dias depois dos tristes incidentes da Luz no Benfica vs Real Madrid. 
Se a violência é completamente condenável e indesculpável em qualquer cenário então no âmbito de uma competição desportiva raia a loucura propriamente dita. 
Dantes era "apenas" no futebol profissional mas agora já se estende ao futsal ,ao hóquei em patins  
(adeptos do Porto quase foram mortos por adeptos do Sporting) e a outras modalidades de pavilhão no que parece ser uma continua escalada de violência provocada por bandidos infiltrados nas massas adeptas dos clubes. 
Há que lhes fazer frente. 
Com aplicação das leis (endurecendo-as caso necessário), com um controlo dos clubes sobre os seus adeptos que tem de ser real e não um faz de conta, com o exemplo de seriedade e fair play a ser dado por dirigentes, treinadores e atletas. 
E aí há de facto um problema grande. 
Porque hoje os primeiros maus exemplos vem precisamente de quem devia dar os bons. 
Foi tudo o que sucedeu nos recentes Porto vs Sporting e Benfica vs Real Madrid com todas declarações absurdas produzidas em torno dos acontecimentos neles verificados e em que a falta de bom senso imperou. 
Em relação a esta batalha campal antes do jogo de futsal qual foi a reação dos clubes? 
O Sporting condenou os incidentes num comunicado institucional, ao menos isso, mas sem o " calor que pôs a propósito de umas bolas escondidas e de umas toalhas roubadas. 
E os incidentes não foram em África mas sim à porta do seu pavilhão e envolvendo adeptos seus. 
E o Benfica? 
Que se saiba também fez um comunicado tardio, muito depois do do Sporting, e não condenando a participação nos incidentes das suas claques que hipocritamente nega existirem. 
Lamentável. 
Mas em bom rigor seria de exigir outra postura a um clube cuja realidade se traduz por um presidente que vai para os túneis insultar e ameaçar árbitros e adversários, que tem um treinador da equipa de futebol que não conhece limites na arruaça verbal e tem nessa equipa um " capitão " que é um arruaceiro e um provocador?
De onde poderiam vir os bons exemplos? 
Só se for do passado porque o presente não honra os pergaminhos e a grandeza do clube. 
Seja como for há no desporto português um problema de violência a crescer. 
E é bom que essa realidade seja entendida e adoptadas as medidas para a combater. Doa a quem doer. Antes que todos lamentemos factos bem mais graves ainda.
Depois Falamos.

quinta-feira, fevereiro 19, 2026

Farol de Saint Mathieu, França

Iaques

Floresta, Finlândia

Estranho

E continuando a olhar para rankings temos agora este da "Sport Bible" a elencar aqueles que na respectiva opinião foram os cem maiores goleadores de sempre.
Claro que como já escrevi noutras alturas critérios são critérios, quer na escolha dos nomes quer na ordem pela qual são dispostos, pelo que é natural que não gerem unanimidades em seu torno o que ainda por cima tratando-se de futebol é algo de impossível.
Neste caso e dando o devido valor ao segundo lugar em que é colocado Eusébio e ao facto de Fernando Peyroteo também nele figurar acho, ainda assim que pelo menos nele cabiam mais dois jogadores que passaram pelo nosso futebol e que em nada ficaram a dever a muitos dos que figuram neste ranking.
O bi bota de ouro Fernando Gomes e o brasileiro Mário Jardel.
Já para não falar no argentino Hector Yazalde.
Mas num ranking que elenca os cem maiores goleadores de sempre e onde não aparecem Cristiano Ronaldo, Pelé, Leo Messi e Alfredo Di Stéfano tudo é possível!
Depois Falamos. 

Liderança

Um destes dias conversava com pessoa amiga sobre a importância da liderança nas organizações.
Seja nas empresas, nos clubes desportivos, nos partidos políticos, nas autarquias ou nos governos.
Entendendo-se a liderança como a capacidade de influenciar e motivar pessoas e equipas para a conquista de objectivos comuns alinhando as capacidades de cada um com a cultura própria da organização.
Valorizando qualidades importantes num líder como a comunicação, a empatia com os que com ele trabalham, a competência na tomada de decisões , a capacidade de desenvolver talentos. 
Assim construindo a confiança na sua liderança.
Mas também a convicção de que a liderança é um exercício solitário porque como muito bem disse essa pessoa amiga  a liderança não é a guarda partilhada de um cargo!
E recordo aqui dois casos em que tentativas de lideranças plurais correram mal.
Em final de Fevereiro de 1983 o PSD ainda traumatizado pelo desaparecimento de Francisco Sá Carneiro e pela queda do governo de Francisco Balsemão reuniu no Hotel Montechoro , em Albufeira, o seu décimo congresso nacional.
Por acaso o primeiro dos vinte e quatro em que estive presente.
Fruto dos delicados equilibrios internos de então a solução encontrada para pacificar as várias sensibilidades foi uma liderança partilhada a quatro.
Nuno Rodrigues dos Santos, uma figura de referência mas já idoso e doente, foi eleito presidente e depois tinha três vice presidentes respectivamente Carlos Mota Pinto, Eurico de Melo e Nascimento Rodrigues que eram quem na realidade detinham o poder partidário.
Foi uma solução de compromisso mas que não funcionou (o PS ganhou as legialativas em Abril)  e um ano depois no congresso de Braga as coisas retomaram o seu curso nornal com a eleição de Mota Pinto como presidente do partido.
O outro caso de liderança partilhada que falhou é o da seleção nacional que disputou o Europeu de 1984 em França.
Otto Glória fora despedido e numa daquelas trapalhadas só possíveis no futebol nacional a seleção foi disputar a fase final do Europeu com quatro (!!!) treinadores.
Fernando Cabrita, José Augusto, António Morais e Toni sendo que os dois últimos eram uma espécie de delegados de Porto e Benfica que estavam lá para zelar pelo interesse dos clubes mais do que pelos da seleção.
Claro que deu confusão.
E ficou célebre a história de num treino com cada treinador a dar instruções diferentes o jogador Jaime Pacheco tenha agarrado na bola e com ela debaixo do braço  pedido aos treinadores para se decidirem pela jogada que queriam.
Era uma boa seleção com jogadores da craveira de Chalana, Jordão, Jaime Pacheco, Gomes, Bento, Sousa, etc e que chegou, apesar da fartura de treinadores , á meia final da prova mas que debaixo de uma liderança única provavelmente tê-la-ia ganho.
A liderança é, de facto, um exercício solitário.
E a guarda partilhada de um cargo, como nestes dois exemplos referidos, tem tudo para correr mal e comprometer objectivos que de outra forma poderiam ser alcançados.
A História é um mestre precioso cujos ensinamentos nunca devemos esquecer.
Depois Falamos.  

Registo

Sobre este caso que invadiu o nosso espaço mediático desde a passada terça feira direi apenas quatro coisas muito ligeiras até se saber qual a decisão da UEFA sobre o assunto.
A primeira é que registo o brutal esforço da nossa comunicação social para desculpabilizar, branquear, duvidar da suposta atitude racista do jogador do Benfica alinhando disciplinadamente na posição do próprio clube. E comparando com outras situações do passado  registo a diferença abissal de tratamentos.
A segunda é que ninguém tapa a boca com a camisola antes de se dirgir a um adversário se a intenção for  perguntar-lhe as horas, saber se a família está de saúde ou se gosta do carro que comprou. 
Muito menos quando a conversa é entre argentinos e brasileiros.
A terceira é que ambos os jogadores tem reconhecidamente mau feitio e tomam constantemente atitudes provocadoras o que em caso algum justifica, porém, insultos racistas, homofóbicos ou de qualquer outro género.
A quarta é que estava a ser um bom jogo até ao incidente e depois dele o nível caiu bastante. 
E há que dizer que neste caso, ou seja neste jogo, o Benfica tem claras razões de queixa da arbitragem.
Ficaram "amarelos" por mostrar que afastariam da segunda mão jogadores como Carreras e Vinicius que são peças importantes na estrutura da equipa madrilena. 
Percebe-se a indignação de Mourinho mas não se percebe é o descontrolo que o afasta do banco no segundo jogo especialmente quando se trata de alguém com a experiência de centenas de jogos nas competições europeias.
Depois Falamos.