terça-feira, julho 28, 2026

Charles

Nunca fui, e continuo a não ser, um grande fã do guarda redes Charles.
Não gostei da sua contratação face a alguns comportamentos que no passado tinha tido no estádio D. Afonso Henriques quando lá actuara por outros emblemas nem considerava que fosse um reforço na verdadeira acepção do termo.
A verdade é que se revelou um excelente profissional, mesmo quando em dois momentos perdeu de forma imerecida a titularidade, e sempre que foi chamado foi cumprindo sem um brilho extraordinário mas também sem comprometer a equipa.
Não foi, longe disso, um dos grandes guarda redes da nossa História ( e não falando dos que nunca vi, como Machado ou Ricoca, lembro Rodrigues, Melo, Silvino, Damas, Jesus, Neno, Palatsi, Pedro Espinha, Nuno Espirito Santo, Nilson ,Douglas e Bruno Varela como alguns nomes grandes da nossa baliza) mas foi sempre um bom suplente que quando chamado a titular dava conta do recado.
E depois houve Leiria.
Onde na "final four" da taça da liga arrancou duas grandes exibições (então com o Braga, então aquele penalti defendido no último minuto) sendo o principal responsável pelo triunfo do Vitória na prova o que lhe deveria merecer um acréscimo de consideração por parte de todo o clube e não apenas dos adeptos.
Foi por isso com surpresa, grande surpresa mesmo, que se soube que não era opção para esta época e fora posto a treinar à parte do plantel enquanto não lhe arranjam colocação.
A isto se chama desconsideração.
Que ele não merecia.
Até porque neste momento não se vê no plantel alternativa que lhe seja superior e num grupo com tantos jovens é clara a falta de gente mais velha, mais experiente, mais traquejada no sucesso e especialmente no insucesso.
São decisões legítimas da SAD, nem ponho isso minimamente em causa, mas extremamente difíceis de comprender na lógica pura do futebol.
Oxalá não venhamos a lamentar a sua saída.
Depois Falamos.

Desvarios

A FIFA será, hoje por hoje, uma das instituições mais desprestigiadas a nível mundial depois de sucessivos comportamentos vergonhosos desde o Mundial de 2022 e com especial incidência no Mundial de 2026 onde a sua actuação foi simplesmente deplorável. 
Não contente com isso, e ciente de que ainda há muito a fazer para dar cabo do futebol como modalidade prioritariamente desportiva, a FIFA já começa a desprestigiar e ridicularizar o Mundial de 2030!
Por um lado com a anunciada intenção de aumentar os países finalistas para sessenta e quatro, naquilo que não é mais do que uma manobra para tentar garantir a reeleição de Infantino como motivo prioritário, e por outro anunciando que para lá dos três países organizadores (Espanha, Portugal e Marrocos) ainda haverá mais três países a terem direito a um jogo a pretexto de se comemorarem os cem anos do primeiro mundial.
E que países são esses?
O Uruguai porque foi lá que se disputou o primeiro mundial e portanto fará algum sentido, na lógica da comemoração do centenário, este mundial ter lá o pontapé de saída.
A querida (da FIFA) Argentina para a qual qualquer pretexto para a beneficiar serviria mas neste caso o argumento é ter sido o finalista derrotado nesse primeiro mundial!!!
E o Paraguai porque a sede da CONMENBOL é lá e era a unica confederação existente em 1930!
Mas a questão não fica por aqui,
Porque um jogo em cada um desses países significa o automático apuramento dessas seleções para o Mundial que passará assim a ter seis países já apurados com três "intrusos" para lá dos países organizadores que por esse facto estão sempre automaticamente apurados.
Incompreensível e inaceitável.
E por isso resta perguntar que mais irá a FIFA inventar para dar cabo do futebol.
Não sei.
Mas não me admirava nada que um destes dias queiram diminuir ao tempo entre mundiais passando de quatro para três ou até dois anos.
Esperar para ver.
Depois Falamos.

Sensatez

Gostei da decisão tomada por António José Seguro de convidar os presidentes Ramalho Eanes e Cavaco Silva para almoçarem com ele em Belém. Eanes semanas atrás e Cavaco ontem.
Revela maturidade democrática, bom senso e vontade do Presidente da República em ouvir os seus antecessores, beneficiar da experiência que ambos tiveram do cargo para enriquecer a sua própria experiência e dar um sinal de abrangência que é algo que se espera sempre de quem exerce aquelas funções.
Aliás quer Marcelo Rebelo de Sousa quer Cavaco Silva no exercicio do cargo já tinham em várias ocasiões recorrido aos seus antecessores para os representarem em compromissos internacionais em que não puderam estar presentes.
De resto noutros países, especialmente nos EUA (excepto nas presidências Trump) , é comum os ex presidentes continuarem ao "serviço" do país em momentos muito especifícos. 
E é muito positivo que por cá se continue a trilhar este bom caminho.
Depois Falamos.

Pântanos, Iraque

Tubarão

Arco do Triunfo, Paris

Torneios

Ao contrário do que acontece no país vizinho onde os torneios de verão são um verdadeiro clássico ( Teresa Herrera na Corunha, Ramon Carranza em Cádiz, entre outros), e vencê-los um factor de prestígio para qualquer clube, em Portugal não há essa tradição.
Há muitos jogos no verão, de preparação para os campeonatos, mas torneio, torneio só há um digno desse nome e já com um longo historial
O torneio de verão da Póvia de Varzim.
Que existe diria que há mais de cinquenta anos (porque me lembro de ainda miúdo e fazendo férias na Póvoa ir ver o torneio sempre que o Vitória participava e às vezes mesmo sem ele) despertando sempre um enorme interesse popular sendo frequente ver o estádio cheio.
Para lá do Varzim, clube organizador, creio que o Vitória terá sido o clube que mais vezes participou, até porque no Verão a Póvoa é uma segunda Guimarães tantos os vimaranenses que lá passam ferias, e claro que onde há vimaranenses há vitorianos e onde há vitorianos e joga o Vitória há casa cheia pela certa.
Este fim de semana assim será uma vez mais.
Há torneio da Póvoa com o Vitória a defrontar o Chaves no sábado enquanto o Varzim enfrenta o Académico de Viseu e depois no domingo o jogo para o terceiro e quarto lugar e a final.
Ao contrário do que sucedeu durante muitos anos em que os jogos eram seguidos agora teremos jogos de manhã e de tarde separados por algumas horas o que não me parecendo uma ideia muito boa não impediá obviamente que os adeptos de cada clube possam acorrer ao estádio e formarem uma opinião sobre o estado de forma das suas equipas a uma semana de começarem os campeonatos.
Aguardemos para ver.
Depois Falamos.

Ciclos

Todos os mundiais, sem excepção, significam fins de ciclo para jogadores que sendo "clientes" mais ou menos habituais das fases finais chegam aquele dia em que disputam aquela que será a sua última fase final de um campeonato do mundo.
O Mundial de 2026 não fugiu á regra.
Bem pelo contrário até a reforçou porque nos Estados Unidos/Canadá/México despediram-se da competição um número significtivo de grandes estrelas que estiveram presentes em muitos dos últimos mundiais.
A começar logo pelas duas estrelas maiores do futebol mundial nos últimos vinte anos.
Ronaldo e Messi.
Ambos com o número espantoso de seis presenças em fases finais no que são únicos (o guarda redes mexicano Ochoa também esteve em seis mas não jogou em todas) e acredito que o continuarão a ser por muito tempo talvez para sempre.
O português com o recorde só dele de ter marcado em todas elas e o argentino como o jogador que mais jogos disputou em fases finais.
Mas há outros a merecerem destaque.
O brasileiro Neymar que durante muito tempo ameaçou pider chegar ao nível de Ronaldo e Messi mas nunca conseguiu por razões várias; o croata Modric um dos melhores jogadores do século XXI; o alemão Neuer muito ptovavelmente o melhor guarda redes deste século e o colombiano James Rofriguez que teve presença marcante em vários mundiais.
Seis jogadores de elevadissímo nível que não voltaresmos a ver em mundiais e provavelmente já pouco veremos noutras competições internacionais, porque o Outono das suas carreiras não o permitirá, ficando apenas a possibilidade de os ver nas competições de clubes por mais algum tempo.
Sentiremos seguramente a sua falta.
Depois Falamos.

segunda-feira, julho 27, 2026

Transparência

Estas afirmações de Rui Rodrigues na última assembleia geral do Vitória merecem um enquadramento e suscitam o explanar de algumas dúvidas.
O enquadramento é fácil de fazer.
Rui Rodrigues fez parte dos orgãos sociais no período de quatro anos a que se refere e em parte significtiva desse tempo foi administrador da SAD e braço direito de António Miguel Cardoso na gestão financeira do clube.
Ou seja sabe perfeitamente do que está a falar!
Mas aqui surgem as dúvidas.
O que não foi feito em quatro anos, porque razão não foi feito, quem não quis que se fizesse?
O que foi feito em quinze dias, como foi feito e com que impacto no futuro da SAD e por tabela do clube?
E era isto que o presidente do clube e da sad devia ter esclarecido e não esclareceu.
Espera-se que o faça rapidamente em nome de uma transparência que se é sempre exigível ainda o é mais num tempo tão delicado e preocupante como aquele que o Vitória atravessa de há algusn anos a esta parte.
Depois Falamos.

Tomar

Pirilampos

Farol Malpica de Bergantinos, Corunha

domingo, julho 26, 2026

Jogadores

O zerozero.pt fez um curioso exercício em torno de 35 nomes de jogadores que já alinharam na nossa Liga e agora estando espalhados pelo mundo faria sentido (para o zerozero) regressarem ao nosso campeonato. 
A maioria está sem clube e alguns estão sob contrato mas não seria difícil contratá-los. 
É um exercício engraçado e em função dele deixarei aqui a minha opinião mas sem entrar, seguramente, em qualquer tipo de discussão sobre o plantel com que o Vitória vai enfrentar a época de 2026/2027.
Quem seriam então aqueles, entre os 35, que poderiam ser úteis ao Vitória? 
As minhas escolhas seriam: Para a baliza Miguel Silva; para a defesa André Amaro; para o meio campo Cafu e João Carlos Teixeira; para as alas Ricardo Pereira e para ponta de lança Pedro Mendes. 
Seis jogadores que já vestiram a nossa camisola, alguns com grande destaque e que sabem bem do que a "casa" gasta.. 
Duas notas apenas sobre estes nomes: André Amaro com 23 anos apenas e sem clube (e muito valorizável ainda) seria uma clara prioridade enquanto Pedro Mendes, que apenas jogou na nossa formação mas é vimaranense, aos 26 anos podia ser um nome muito interessante porque é um PL de muito boa qualidade. 
Os restantes, Cafu, Ricardo, João Carlos Teixeira e Miguel Silva trariam qualidade e experiência.
Para lá destes seis há outros nomes que me agradam como é óbvio. 
Uma dupla que fez futor no Arouca constituida por Raja Mujica e Cristo González, Diogo Gonçalves , Fujimoto e Vitinha.
E um que até podia agradar, Musrati, mas como felizmente sou dos vitorianos que ainda tem memória...não. Nunca!
Depois Falamos.

https://www.zerozero.pt/noticias/35-nomes-que-fazem-sentido-voltar-a-liga-portugal-betclic/1157900

quarta-feira, julho 22, 2026

Choque

Confesso que tantas horas passadas sobre tomar conhecimento da triste notícia ainda me custa a acreditar que Luís Represas já não está entre nós. 
Eu sou da geração "Trovante" cujas músicas comecei a ouvir, a par de assistir a alguns espectáculos      
(muito menos do que gostaria certamente), vai para quase cinquenta anos. 
Os Trovante foram, em minha opinião, a melhor banda de sempre da música portuguesa e Luis Represas um dos melhores autores e compositores deste largo período a que depois juntava aquela voz extraordinária e uma presença em palco fantástica. 
Quer nos Trovante quer na carreira a solo deixou músicas e letras inesquecíveis e que sobreviverão muito para lá do desaparecimento físico do seu autor. 
Foi uma notícia inesperada e por isso ainda mais devastadora. 
Semanas atrás, no pavilhão Rosa Mota no Porto, tive oportunidade de assistir ao último concerto dos Trovante no âmbito de uma das cíclicas e espaçadas reaparições de uma banda que deixara de o ser há décadas atrás. 
Estava era muito longe de supôr, eu e os milhares de pessoas que lotaram o pavilhão, que era mesmo o último!
Até sempre Luís Represas.
Depois Falamos.

terça-feira, julho 21, 2026

Fraca

 Vi toas as finais de mundiais desde 1966.
Grandes jogos, grandes exibições, grandes jogadores a fazerem a diferença.
O Brasil de 1970, a Itália de 1982, a Argentina de 1986, o Brasil de 1994, a Espanha de 2010, a Alemanha de 2014 são alguns exemplos disso.
De equipas e de jogadores.
Um Mundial com uma final tão fraca como a deste ano é que nunca tinha visto.
Não pela Espanha que jogou, dominou, procurou o golo.
Mas pela Argentina que não jogou nada, que não fez um remate ebnquadrado com a baliza, que pareceu sempre mais interessada em dar pontapés nos adversários do que na bola.
Em sessenta anos foi o pior finalista de um mundial que me lembro de ver.
Uma equipa fraca até dizer basta.
Felizmente perdeu.
Porque se tem ganho seria um crime lesa futebol.
Depois Falamos