quarta-feira, setembro 23, 2026

Concorde

Phoenix, Arizona

Leoa

Imbatível

Na gloriosa incertza das competições desportivas, em que por vezes os mais fracos vencem os mais fortes naquilo a que se convencionou chamar "tomba gigantes" , não é possível falar em equipas imbatíveis seja qual for a modalidade e por maior que de desproporção de forças seja.
Não é possível?
Não com uma única excepção que como é norma confirma a regra.
A seleção de basquetebol dos Estados Unidos, nos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992, conhecida justamente como o "Dream Team" era imbatível!
Foi-o nesses Jogos onde despachou todos os adversários com enormes cabazadas e sê-lo-ia fosse qual fosse o adversáro e fosse qual fosse a competição porque era a maior concentração de talentos alguma vez vista, e que nunca mais se repetiu, numa equipa de basquetebol.
E que saudade de a ver e de os ver jogar.
Até porque naqueles doze jogadores de enorme talento estavam três jogadores absolutamente excepcionais.
Michael Jordan, provavelmente o melhor basquetebolista da História, Magic Johnson e Larry Bird.
Tempos gloriosos do basqutebol.
Depois Falamos.

Aniversário

Já noutras oportunidades referi este mural - Histórias Critícas do Vitória Sport Clube - como praticante de verdadeiro serviço público vitoriano tanta a informação que veicula sobre o passado e o presente do Vitória bem como sobre  os protagonistas da nossa centenária História.
Jogadores, treinadores, dirigentes, funcionários e adeptos.
E muitas, muitas histórias sobre jogos, competições, transferências, estádios onde jogamos, modalidades que o clube pratica e praticou nos seus 104 anos.
Sempre numa perspectiva positiva, construtiva, de informar, esclarecer , mostrar uma História de que nos honramos.
Ontem, dia em que o Vitória comemorou os seus 104 anos, o mural festejou a data numa perspectiva muito gira publicando ao longo do dia treze pequenos videos nos quais antigos jogadores, treinadores, dirigentes e adeptos davam os parabéns ao clube.
E assim foi oportunidade de rever ex jogadores do clube como Tiago Silva, Jota Silva, Pedro Mendes, Fajardo, João Mendes, Nilson, Palatsi, Miguel Silva, Svard e Alexandro Beretta; o treinador Manuel Cajuda, o dirigente Nuno Leite e o conhecido adepto norte americano Zazinho a formularem os votos de feliz aniversário ao Vitória.
Mostrando que todos eles, independentemente dos seus percursos depois de deixarem o Vitória, continuam a ter o clube bem presente na sua memória e no seu afecto.
Foi giro ver.
E em data de aniversário foi mais um bom serviço do mural "Histórias Críticas" ao Vitória Sport Clube.
Depois Falamos. 

terça-feira, setembro 22, 2026

Recordar

Tudo que é demais cansa. 
E ver adeptos cuja equipa perdeu um jogo por culpa própria e mérito do adversário a insistirem até à exaustão na tese falsa de terem perdido por erros de arbitragem cansa ainda mais. 
Há que saber perder porque o fair play devia ser uma trave mestra do futebol mas em Portugal ainda tem um longo caminho a fazer. 
E quando vejo as criticas injustas a uma decisão do árbitro, que os adeptos do clube derrotado queriam que tivesse mostrado um cartão vermelho em vez de um amarelo (decisão que todos os especialistas de arbitragem consideram a correcta) puxo pela memória e lembro-me de um lance do Vitória x Benfica, entre Samu e Sudakov, na época passada. 
Cuja imagem publico juntamente com a do lance entre Veiga e Bah.
E chamo a atenção para dois detalhes. 
Onde está a bola no primeiro lance e onde está no segundo. 
No primeiro a pisadela acontece já a bola está longe e portanto é propositada. 
No segundo a bola está ali a ser disputada com o jogador do Benfica a chegar primeiro e o do Porto a não conseguir evitar a pisadela no peito do pé do adversário. 
E esse é precisamente o segundo detalhe. 
Sudakov atinge Samu no tornozelo enquanto Veiga pisa o peito do pé a Bah. 
Pelas regras da arbitragem uma entrada ao tornozelo é considerada muito mais perigosa para a integridade física do atingido e por isso merece sempre a exibição do cartão vermelho. 
Em ambos os lances foi exibido um cartão amarelo embora a gravidade das faltas seja diferente. 
E por isso pergunto onde andavam os benfiquistas indignados com o árbitro Miguel Nogueira quando na época passada o seu clube foi claramente favorecido, aí sim, por um erro do árbitro na cor do cartão exibido. 
E escrevo isto por uma simples razão. 
É que no Dragão, nesse lance, nem o Porto foi favorecido nem o Benfica prejudicado. 
Mas no outro lance ,em Guimarães, o Vitória foi claramente prejudicado e o Benfica claramente favorecido. 
O que infelizmente acontece repetidas vezes em jogos com o Vitória. 
E daí a mais completa falta de paciência para quem não sabendo perder anda a chorar de barriga cheia!
Depois Falamos.

Ilhas Faroé

Golfinhos

Farol de Corsewall , Escócia

104

Imagem: Histórias Críticas do Vitória Sport Clube
 
O Vitória completa hoje 104 anos de idade. 
Um longo trajecto feito de alegrias e tristezas, de conquistas e fracassos, de momentos que todos gostamos de recordar e de outros que preferimos nem nos lembrarmos. 
A não ser que isso sirva como aviso para que não se repitam. 
É o aniversario de um clube eclético que tem no futebol a sua principal expressão desportiva mas nas modalidades de voleibol, pólo aquático e basquetebol as suas maiores conquistas. 
Um clube com passado e com futuro. 
Um clube especial na forma como se liga à comunidade e sabe resistir a fenómenos de aculturação, infelizmente presentes no resto do país, o que o torna de há muito incómodo para o " status quo" a que também se chama "sistema". 
Um gigante adormecido que quando acorda abana tudo mas volta a adormecer com demasiada facilidade. 
São 104 anos que orgulham todos os vitorianos. 
Na certeza de que o clube continua a dever muito ao seu potencial e que é cada vez mais tempo de um corresponder ao outro. 
Parabéns Vitória Sport Clube.
Depois Falamos.

segunda-feira, setembro 21, 2026

Especulação

 Aviso prévio: Este texto é completamente especulativo e centra-se em cenários que poderão nunca vir a ser colocados no panorama político nacional. Mas também poderão acontecer e apenas o futuro o dirá.
Nas muitas sondagens, barómetros e afins que estão disponíveis na comunicação social e nas redes sociais achei particularmente curiosa esta sondagem da empresa Pitagórica (uma empresa que conheço e que é credível no seu trabalho) que coloca uma realidade completamente nova no nosso xadrez político e que é a possibilidade de o Chega ser o partido com mais deputados.
No caso, conforme a imagem que ilustra este texto (e com distribuição por distritos) , o Chega elegeria 75 deputados, o PS 74, a AD 61, a IL 12,o Livre 5, a CDU 2 e o JPP 1 com a boa notícia que seria o desaparecimento do BE do Parlamento e o PCP prosseguir o seu caminho rumo a fazer-lhes companhia na total irrelevância política.
Com a nuance de o PS ter mais votos que o Chega mas menos um deputado.
E então qual é a especulação?
Naturalmente saber o que fariam os três maiores partidos num cenário destes dado que os outros não teriam qualquer importância na eventual formação de maiorias para governar.
Salvo se num cenário da abstenção da AD a IL viabilizasse um governo do Chega o que me parece muito improvável.
O que fariam Chega e PS é fácil de prever.
O Chega sendo o partido com mais deputados seria naturalmente convidado a formar governo.
Mas sem maioria corria o risco de o seu programa de governo ser chumbado no parlamento se não fizesse um acordo com a AD ( que poderia passar pela abstenção desta se garantisse o tal apoio da IL) dado que a hipótese de um governo minoritário seria de excluir.
O PS naturalmente chumbaria qualquer governo do Chega pese embora dos dois partidos se entendam em muito mais do que às vezes parece.
E então seria a AD, terceira grupo parlamentar a decidir.
Ou viabilizava um governo do Chega, em coligação ou em acordo parlamentar, ou o inviabilizava.
Correndo o risco da subalternização no primeiro caso ou do reforço do Chega no segundo (que podia levar esse partido para a periferia ou para  própria maioria absoluta) porque o eleitorado de centro e de direita poderia não entender que ao contrário do que sempre defendeu a AD não deixasse governar quem tinha ganho as eleições.
E se o governo do Chega não fosse viabilizado que aconteceria?
Provavelmente o Presidente da República (socialista o que não é questão menor nesta especulação) convidaria o segundo partido a formar governo.
Ou seja o PS.
E aí enquanto o Chega teria todas as razões para votar contra já a AD ficava com uma batata bem quente na mão.
Porque ou viabilizava o governo do PS, ficando como parceiro menor de um novo e indesejável Bloco Central, ou se aliava ao Chega para o reprovar e então perante a opinião pública a AD apareceria como uma força política que não deixava ninguém governar, à sua direita e à sua esquerda,  e a factura eleitoral disso seria bem pesada.
Em qualquer das circunstâncias a AD (em bom rigor o PSD) corria o sério risco de se tornar uma espécie de PRD do século XXI entalado entre a direita radical e a esquerda pouco moderada (o PS de hoje) perdendo a sua característica histórica de partido capaz de liderar governos e servindo apenas para viabilizar governos de outros partidos.
Cumprindo tragicamente o que muitos anos atrás fora, por razões diversas, o sonho político de Mário Soares, de Freitas do Amaral e interesseiro de uns rapazes das "Opções Inadiáveis" que mais não queriam que um Bloco Central que garantisse poder e negócios para toda a vida.
São especulações conforme adverti no início do texto.
Mas estamos em Portugal onde tantas vezes a realidade ultrapassa a fantasia como é sabido.
Espero bem que nada disto aconteça e que a AD vença as próximas eleições com maioria absoluta que é o cenário que interessa a Portugal.
Espero é que isso não se torne numa fantasia tão grande como a desta especulação...
Depois Falamos.

Terrorismo

Vamos tentar esquecer os clubes em confronto, o jogo de ontem, o resultado do mesmo e as polémicas que sempre existem num país com escassa cultura futebolística.
Vamos concentrar-nos neste tipo de "jornalismo" , nesta forma de passarem mensagens aos telespectadores, no incentivo à violência que isto constitui.
A Cm TV não é televisão (nem que fosse) de um dos clubes em confronto.
Supostamente, mas a prática dela prova que infelizmente é só supostamente, é um canal de televisão que deve tratar os factos com equilibrio, bom senso , rigor e isenção.
Esta semana defrontaram-se dois dos maiores clubes portugueses que são sempre candidatos ao titulo e que já tem demasiados focos de conflitualidade entre eles.
Que fez a CM TV?
Passou a semana a exaltar um clube e a provocar outro.
Sabendo bem da animosidade entre massas associativas.
Que fez a CM TV depois do jogo?
Tomou as dores de quem perdeu (sem razão de existirem mas não é disso que se trata aqui) , lançou a suspeição sobre quem ganhou , deu asas às reclamações dos perdedores ajudando à exaltação dos seus adeptos e continuou a provocar quem ganhou dando alento à indignação dos seus adeptos.
Pode chamar-e a isto jornalismo?
Creio que não.
Isto são apenas e "só" actos que fomentam a violência e apelam ao ódio.
Uma irresponsabilidade cretina que querer aumentar  audiências em nada justifica.
Não sei que anda a fazer a ERC mas sei que devia olhar para isto com a gravidade que isto tem.
Porque o que a CM TV faz não é jornalismo. Duvido até que o saibam fazer.
Isto é terrorismo comunicacional.
Hoje no futebol, amanhâ noutras áreas bem mais graves e complexas se não forem travados a tempo.
Depois Falamos. 

Templo 1000 Deuses, Indía

Gravidez

Castelo de Tarasp, Graubünden, Suíça