quarta-feira, março 11, 2026

11 Março

Hoje é dia 11 de Março.
Uma data que ninguém comemora mas que também não deve ser esquecida por ninguém.
Porque representa o início de um processo que colocou Portugal, nem um ano depois do 25 de Abril, novamente à beira de uma ditadura.
Desta vez uma ditadura marxista que os sectores radicais do MFA em conluio com a extrema esquerda albergada no PCP, na UDP, no PSR, na FEC-ML ( que hoje se chamam Bloco  de Esquerda e Livre) e mais uns grupelhos extremistas, como os terroristas da LUAR, tentaram implantar à boleia de um suposto golpe ainda hoje mal explicado dos sectores afectos ao general Spinola.
Foi o tempo da nacionalização da banca e dos seguros, da ilegalização de partidos como o MRPP e o PDC, da perseguição a PPD e CDS ( e até ao próprio PS), dos mandatos assinados em branco por Otelo, da assembleia selvagem do MFA que queria mandar fuzilar os supostos golpistas afectos a Spinola, das detenções sem culpa formada de portugueses apenas por serem opositores à extrema esquerda, das barricadas nas estradas montadas por militantes dos partidos de extrema esquerda.
Portugal via o PREC acelerar rumo ao "Verão Quente"  (e a uma ameaça cada vez maior de guerra civil) que nem as eleições para a Assembleia Constituinte, que deram a PS e PPD as duas maiores bancadas, conseguiu arrefecer.
Depois viria o 25 de Novembro em que as forças militares democráticas chefiadas por Ramalho Eanes e Jaime Neves com o apoio de PS, PPD e CDS reporiam o país num curso normal e garantiriam a Democracia e a Liberdade.
Talvez por isso ainda hoje os que não tem a coragem de festejarem o "seu" 11 de Março não gostam das comemorações do 25 de Novembro.
Para eles foi o fim de festa. 
E da tentativa de tornarem Portugal a Cuba da Europa!
Depois Falamos.

Morella, Espanha

Tubarão baleia

Felicidade

Habituem-se

Surpreendido? Nem por isso!
Desagradado? Ligeiramente.
Acho que na primeira saída como PR não havia necessidade. 
Mas o " Habituem-se" de António Costa provavelmente vai voltar a estar na moda. 
Há ironias que não tem preço.
Depois Falamos.

terça-feira, março 10, 2026

Transparência

Creio que quem gosta de futebol, quem gosta do seu clube, quem vê funções dirigentes (remuneradas ou não porque não é isso que está em questão) como um serviço prestado ao clube  não pode gostar daquilo que se vê cada vez mais.
Clubes mal dirigidos e cada vez mais pobres e endividados, mas com dirigentes cada vez mais ricos, remunerações e outras regalias ( e algumas bem sui generis diga-se de passagem como num clube em que as regalias incluem uma curiosa modalidade de Alojamento Local) sem qualquer correspondência com resultados desportivos e qualidade da gestão global.
E isso desacredita o futebol, tira credibilidade aos clubes e entristece os adeptos.
Alguma coisa tem de ser feita em nome da transparência.
Que leva a uma exigência de outra qualidade de gestão como é óbvio.
Penso que uma das formas de melhorar a qualidade e a seriedade do dirigismo desportivo seria os administradores das SAD, algumas delas cotadas em Bolsa, serem obrigados a no início e termo dos seus mandatos, como acontece com membros do governo, deputados, juizes do tribunal constitucional, autarcas a tempo inteiro e administradores de empresasdo Estado,  apresentarem uma declaração da qual constassem os rendimentos, o património, interesses e funções e passivo. 
Pela qual se saberia como era a sua situação financeira e patrimonial no início de funções na SAD e permitiria comparar com a situação no fim do mandato.
Não resolveria todos os problemas mas seguramente que melhoraria , e muito, a transparência com que as SAD são geridas e contribuiria para impedir que algumas delas se parecessem aterradoramente com a quadrilha dos Irmãos Metralha.
Depois Falamos.

Nota: Naturalmente que este texto só incomodará quem se revir nos problemas nele elencados.
Porque, de resto, quem não deve não teme!

Nota 2: *Rendimentos: Todos os salários, rendas ou lucros recebidos no ano anterior.
*Património: Imóveis, carros, barcos, contas bancárias, ações e participações em empresas.
*Interesses e Funções: Atividades profissionais passadas, cargos em fundações ou associações, e quaisquer funções que possam gerar um conflito de interesses com o cargo público.
*Passivo: Dívidas a bancos ou a outras entidades. 
*Declaração entregue por via eletrónica junto do Tribunal Constitucional, mais especificamente na Entidade para a Transparência.

segunda-feira, março 09, 2026

Início

António José Seguro iniciou hoje as suas funções como Presidente da República.
Não votei nele mas desejo obviamente que desempenhe bem o cargo e dê ao mandato o prestígio e a dignidade merecidas e que o antecessor nem sempre soube fazer cumprir.
Gostei do seu discurso na tomada de posse, moderado e abrangente, transmitindo uma mensagem clara de que não está ali para criar problemas e o desejo de que o país aproveite agora estes três anos sem eleições ( só não percebe essa mensagem quem não quiser) para em estabilidade se desenvolver e levar a cabo reformas que não são adiáveis.
Começou bem e esse é um sinal que permite algum optimismo moderado.
A sessão de tomada de posse em si foi interessante com a presença do Rei de Espanha e dos Chefes de Estado de Moçambique, Angola, Timor Leste , Cabo Verde e S.Tomé e Princípe tendo apenas faltado, por razões bem compreensíveis, o da Guiné no que toca a PALOPs e também o do Brasil em termos de CPLP.
Já no que toca à política interna há algumas curiosidades a destacar.
Ex presidentes apenas Aníbal Cavaco Silva marcou presença enquanto no que toca a ex primeiros ministros apenas o mesmo Cavaco Silva e Pedro Santana Lopes ambos do PSD.
No que toca a ex primeiros ministro do PS  António Guterres não esteve, o que se compreende perfeitamente dadas as suas funções na ONU e António Costa também não porque era o último lugar em que gostaria de estar no dia de hoje enquanto José Sócrates desconfio que nem convidado tenha sido.
Mas a maior curiosidade está mesmo nos ex presidentes do parlamento.
Assunção Esteves e João Bosco Mot Amaral , do PSD, marcaram presença mas dos ex presidentes socialistas nem um para amostra.
Jaime Gama, Ferro Rodrigues e Augusto Santos Silva primaram por uma ausência apenas explicável pela azia (pelo menos os dois últimos) de verem Seguro em Belém.
O que comprova que nunca um presidente tendo sido eleito com tantos votos como António José Seguro também nunca o foi com tão pouco apoio do próprio partido.
O que seguramente não o incomodará e até lhe dará uma maior abrangência no exercício do cargo.
Depois Falamos.

domingo, março 08, 2026

Lince

Farol de Rondout, Kingston, NY

Concorde

PCP

De facto o humor é uma arma terrível.
Especialmente quando tem piada e não ofende como neste caso.
O PCP que já foi um grande partido mas actualmente é apenas uma sombra do seu passado vive na nostalgia de tempos que não voltam e na defesa de posições e ideologias que a História condenou. Sempre ao lado de ditaduras e ditadores, sempre defendendo o indefensável, sempre do lado errado do Muro, mantendo o patético discurso de ser o maior defensor de um povo que não quer saber dele para nada o PCP caminha para uma irreversível extinção.
Não soube modernizar-se, não soube ler os sinais dos tempos, não percebeu que a sua forma de estar já era e a suas causas já eram.
Nem sequer aprendeu com o que aconteceu aos seus congéneres de França, Espanha, Itália, etc.
E no dia em que se extinguir que descanse em paz porque falta não fará nenhuma!
Depois Falamos.

Estúpidos

Há gente a escrever tamanhas barbaridades nas redes sociais que das duas uma: Ou são completamente estúpidos ou são pagos para defenderem o indefensável. 
Nalguns casos ambas as coisas!
Depois Falamos.

sábado, março 07, 2026

Chega

Creio que ninguém de boa fé pode considerar que neste mural o partido Chega seja alvo de algum tipo de sectarismo ou de atitudes persecutórias. 
Bem pelo contrário, e embora não seja o meu partido, tenho defendido algumas das suas posições que considero adequadas e combatido algumas discriminações que contra ele são feitas. 
Dito isto há dizer o seguinte sobre o que se passou esta semana no parlamento entre o lider e a bancada do Chega por um lado e a Presidente, em exercício, da Mesa do Parlamento Teresa Morais por outro. Em primeiro lugar considero a dra Teresa Morais, que conheço pessoalmente e de quem fui colega naquele mesmo parlamento, uma deputada de excelência, uma jurista reputada e uma Senhora em todas as acepções do termo. 
Pelo que repudio totalmente as atitudes da bancada do Chega perante ela que são indignas de um parlamento democrático e de gente civilizada mais parecendo aquela forma de proceder uma exaltação de taberna a altas horas da noite. 
É inaceitável o abandono do hemiciclo, é inaceitável a forma como vários deputados se dirigiram à presidente parecendo adeptos de futebol a vaiarem um árbitro, é totalmente inaceitável um deputado que é secretário da mesa abandonar a mesma para se vir juntar à "claque" na vaia. 
O segundo partido parlamentar, que mereceu a confiança eleitoral de 1.437.881 portugueses , não pode comportar-se assim. 
Não só pela falta de respeito ao próprio Parlamento mas também a quem neles votou. 
Depois os incidentes propriamente ditos encerram uma ironia. 
Porque em ambos se pode constatar que o Chega tem alguma razão. 
No primeiro porque ter tempo disponível para intervir não impede a figura regimental da interpelação à Mesa desde que seja uma verdeira interpelação e não um subterfugio para aumentar o tempo de intervenção no debate político. 
No segundo porque de facto a quem preside à Mesa não compete comentar as intervenções dos deputados nem participar, seja de que forma for no debate dos temas, mas sim dirigir os trabalhos de forma isenta e apartidária. 
E aí Teresa Morais, do meu ponto de vista, extravasou as suas competências. 
Mas não há razão, ainda que parcial, que possa ser sustentada por atitudes de falta de educação e de respeito como as vistas no Parlamento por total responsabilidade dos deputados do Chega. 
Talvez aquela forma de proceder agrade aos eleitores mais radicais do partido, aqueles que acham que vale tudo para conquista do poder, mas seguramente que desagrada à maioria dos que nele votam mais que não seja por questões de urbanidade e de respeito pela casa da democracia. 
O que face ao repetir de situaçoes deste género acabará por os afastar do partido. 
Mas esse é um problema do Chega com o qual o país pode bem. 
Muito bem até!
Depois Falamos.

Tubarões

Parques temáticos