sábado, maio 09, 2026

Mourinho

São cada vez mais as informações que dão José Mourinho de regresso ao Real Madrid.
Confesso que me custa a crer porque sendo óbvio que tem qualidade e capacidade para treinar qualquer clube do mundo, incluindo o Real, é igualmente factual que saiu de lá vai para treze anos e desde a saída da Roma só tem treinado em campeonatos periféricos como Turquia e Portugal.
Mas que esse regresso é uma possibilidade disso não tenho grandes dúvidas.
O que ganha o Real Madrid com a contratação de José Mourinho?
Um treinador de grande qualidade, muito experiente, com troféus ganhos em Portugal, Inglaterra, Espanha e Itália, que na sua anterior passagem pelo clube estabeleceu um recorde de pontos no campeonato, o único treinador do mundo que venceu a Champions, a Liga Europa e a Liga Conferência.
Tendo ganho duas Champions por dois clubes diferentes (Porto e Inter) a Liga Europa por outros dois (Porto e Manchester United) e a Liga Conferência pela Roma, tendo sido campeão em Portugal, Inglaterra, Espanha e Itália entre outros títulos e troféus.
O que ganha José Mourinho em regressar ao Real Madrid?
Dinheiro, mas essa nem será a razão fundamental porque o seu pé de meia já deve ser substancial.
Ganha essencialmente três coisas.
Deixa um campeonato periférico e pouco prestigiado e volta a um dos dois melhores campeonatos do mundo a par da Premier League.
Deixa um clube que em termos de Europa não passa da mediania e vai treinar um dos maiores clubes do mundo e com um palmarés europeu inigualável.
E, acima de tudo, volta a ter a possibilidade de ganhar a Liga dos Campeões treinando o clube recordista de vitórias na competição, e sempre um dos principais candidatos a vencê-la, coisa que ele sabe que no Benfica jamais conseguirá.
Acredito que essa possibilidade de ganhar a Champions por um terceiro clube pesará fortemente na decisão de José Mourinho se a questão lhe vier a ser posta.
Continuo é a duvidar que venha a ser posta em termos de  a última palavra ser dele
O futuro próximo o dirá.
Depois Falamos.

Pandas

 

Farol da ilha de Glavat,Croácia

 

Concorde

Rancor

Politicamente tudo me separa de Carlos Brito e não é a sua morte que me faz mudar de opinião. Defendia ideologias inaceitáveis, elogiava ditadores e ditaduras, quis durante muitos anos para Portugal um regime idêntico ao dessas ditaduras e muito em especial ao da União Soviética. 
Reconheço que durante muitos anos lutou, a duras penas até, contra a ditadura do Antigo Regime mas sem a ingenuidade de esquecer que queria substituir essa por outra só que de matriz marxista leninista. Dito isto, por quem nunca se identificou minimamente com Carlos Brito, causa natural repulsa a posição daquele que foi o seu partido durante quase toda a sua vida e ao serviço do qual resistiu à ditadura, esteve vários anos preso, viveu na clandestinidade e depois foi durante vários anos líder parlamentar na Assembleia da República. 
Uma vida quase toda dedicada ao PCP. 
É certo que ele se afastara do partido nos últimos anos, discordando do imobilismo e da cegueira ideológica, mas fazer um comunicado na hora da sua morte " a pedido doa órgãos de comunicação social" é levar o rancor a limites a que apenas o PCP consegue chegar. 
Um partido velho, ultrapassado pela História, abandonado pelos eleitores e que vive de ressentimentos perante o presente, sem expectativas face ao futuro e agarrado a um passado indesejável e que não volta. Caminha para a inevitável extinção e não fará falta nenhuma. 
Os dinossauros também tiveram o seu tempo e quando acabaram a vida continuou sem qualquer problema.
Depois Falamos.

sexta-feira, maio 08, 2026

Kimi Antonelli

Tive na Fórmula 1 três fases de grande interesse pela mesma.
Nos anos setenta a "descoberta" da modalidade através das transmissões de alguns grandes prémio na RTP e simultaneamente a escolha do primeiro "ídolo" que foi o escocês Jackie Stewart.
Depois da retirada de Stewart, na consequência da morte em pista do seu colega de equipa François Cevert, só voltei a interessar-me a sério pela F1 qundo apareceu um jovem brasileiro a pilotar um Toleman e a fazrr maravilhas com um carro pouco competitivo ao ponto de rapidamente ser contratado pela Lotus e depois pela McLaren.
E o tempo de Ayrton Senna foi o tempo em que mais gostei de Fórmula 1.
Depois da curva de Tanburello o interesse nunca mais foi o mesmo embora o virtuosimo e o talento de Michael Schumacher ainda me tenham prendido em frente à televisão em muitos e muitos grandes prémios.
Até porque, além do mais, corria num Ferrari!
Depois da sua retirada o interesse praticamente desapareceu e hoje é raro ver uma corrida que seja.
Stewart, Senna e Schumacher marcaram as três fases do meu entusiasmo pela modalidade sem qualquer dúvida.
Vem isto a propósito de o jovem Kimi Antonelli, uma estrela em ascensão, ter agora igualado um recorde que era partilhado por Senna e Schumacher e que consiste em ter conquistado as suas três primeiras "pole position" de forma consecutiva podendo perfeitamente aumentar esse recorde se consegui a pole no próximo grande prémio.
Curiosamente também igualou outro recorde, de Damon Hill e Mika Hakkinen, ao vencer as suas três primeiras corridas de forma comsecutiva e tal como o anterior também este é susceptível de ser melhorado na próxima corrida.
Para já são curiosidades e paenas o tempo nos dirá se Kimi Antonelli algun dia atingirá o patamar dos meus idolos Stewart, Senna e Schumacher.
Pode ser mas parece-me muito difícil!
Depois Falamos.

Nota: Na actual F1 há uma coisa que me impressiona e que é a extrema juventude da maioria dos pilotos. Onde dantes se viam homens agora encontram-se rapazes. Sinal dos tempos.

Rayo

O Rayo Vallecano é um clube da cidade de Madrid que vive na difícil sombra de dois colossos como o são o Real Madrid e o Atlético de Madrid e contando com a concorrência de outros clubes da região como o Getafe, o Leganés e o Alcórcon.
Pode comparativamente olhar-se o Rayo como um Belenenses ou um Salgueros de outros tempos enquanto terceiros clubes de Lisboa e do Porto.
Sedeado no típico bairro de Vallecas o Rayo nunca foi campeão de Espanha, nunca venceu a taça do Rei e o mais longe que chegou nessa competição foi a umas meias finais em 1981/1982., tendo como principais títulos o ter sido campeão da segunda liga em 2017/2018 e da terceira liga em 1984/1985.
Pois foi esse clube modesto que ontem conseguiu o apuramento para a final da Liga Conferência depois de derrotar o Estrasburgo nos dois jogos das meias finais marcando presença em Leipzig para o jogo derradeiro face ao Crystal Palace também ele um mediano clube de Inglaterra.
O que prova que clubes de média dimensão se bem geridos em termos financeiros e desportivos podem muito bem aspirar a fazerem coisas bonitas nas competições europeis e muito em especial nesta onde não estão, em princípio, os clubes mais fortes do continente europeu.
Em 27 de Maio se saberá quem vence a prova mas não escondo que fico a torcer pelo Rayo Vallecano.
Porque o saber sonhar também merece prémio.
Depois Falamos.

quinta-feira, maio 07, 2026

Formiga panda

Farol

Aspmyra Stadion, Bodo, Noruega

Capachos

O PCP (Partido Capacho Putin) deu mais uma vez mostra da sua subserviência ao ditador russo e do ódio que tem à democracia e à liberdade aliás bem patente em recente discurso da sua lider parlamentar referindo-se à União Soviética (uma das piores ditaduras da História que matou mais gente que a Alemanha nazi) como admiração e enlevo.
E deu provas dessa abjecta subserviência como?
Ausentando-se do hemiciclo quando nele discursava o presidente do Parlamento da Ucrânia!
Que foi aplaudido de pé por todas as bancadas, do Chega ao Bloco de Esquerda, mas que dos capachos de Putin apenas mereceu a ausência da sala para não desagradarem ao patrão.
O PCP é de há muito uma vergonha.
Que tem apenas a vantagem de quanto mais vergonhosas são as suas posições mais diminui o número dos seus deputados.
Actualmente são três mas ainda são demasiados.
Porque este PCP, vassalo de ditaduras e de ditadores, não merece ter representação parlamentar.
Não merece mesmo.
Felizmente está a caminho disso.
Depois Falamos.

Retrato

Este lance é o claro retrato de um péssimo árbitro que depois de deturpar a verdade desportiva em Inúmeros jogos nacionais já leva a sua incompetência para uma meia final da liga dos campeões para a qual em má hora foi nomeado pela UEFA. 
Vendo detalhadamente as imagens é claramente perceptível que há um movimento ascendente do braço de João Neves em direção à bola( aumentando a volumetria do corpo e tendo o ponto de contacto acima do ombro) pelo que é claro que se trata de um lance de mão na bola e não de bola na mão. 
Penalti portanto. 
Pinheiro e VAR entenderam que não. 
Porquê? 
Talvez porque à UEFA interessasse mais ter na final o PSG do que o Bayern. 
E se assim foi isso explica a escolha do árbitro para este jogo. 
Uma vergonha. E vai este sujeito ao Mundial.
Depois Falamos.

quarta-feira, maio 06, 2026

O Dono da Bola

Estou mesmo num tempo de reminescências da infância e da juventude!
Lembrei-me agora de uma figura típica desses tempos já algo remotos e que era conhecida pelo "dono da bola" muito antes de haver um programa na SIC com um nome parecido.
E o que era o dono da bola?
Era aquela pessoa que tinha uma... bola e a levava para as futeboladas do grupo de amigos e conhecidos especialmente nos intervalos do liceu e nas saudosas férias de verão na praia da Póvoa de Varzim.
E o ser dono da bola, e poucos tinham bolas nesse tempo e menos ainda os que tinham a disponibildiade de as levarem para o liceu ou para a praia, dava-lhe prerrogativas muito especiais.
Escolhia quando se jogava, onde se jogava, alterava as regras do jogo a seu bel prazer e acima de tudo escolhia as equipas sempre de molde a que do lado dele ficassem os melhores jogadores para poder ganhar todos os jogos e dizer que era o maior.
E até se achava no direito, baseado nessa presunção de superioridade, de antes e depois dos jogos fazer uma preleções aos restantes jogadores pretendendo ensina-los a jogar e a respeitarem as boas regras do jogo.
Caso para dizer olha para o que eu digo e não para o que eu faço.
Porque o problema era quando não ganhava.
Ou quando não lhe passavam a bola, lhe davam uma boa canelada ou o driblavam impiedosamente.
Aí enfuurecia-se, às vezes até ao transtorno, e ameaçava que ou aquilo era como ele queria ou então ia-se embora e acabava o jogo!
E então ou os restantes, pelo menos a maioria dos restantes, baixavam as orelhas, dobravam a coluna e faziam o que ele queria ou por vezes o jogo acabava repentinamente quando o dono metia a bola debaixo do braço e se ia embora.
Foi há muitos anos, ainda no tempo da ditadura, mas nunca mais me esqueci dessa figura tão típica desses tempos mas que de forma insólita fui reencontrando pela vida fora já em democracia plena.
Talvez porque a prepotência seja muito mais uma forma de ser do que uma consequência do regime político em que se vive.
Enfim, memórias do século passado mas que o presente vai avivando.
Depois Falamos.