terça-feira, julho 05, 2022

C.D.

 Incidentes no Vitória-Porto valem jogo á porta fechada (Guimarães Digital)

De há muito que penso, e digo, que este conselho de disciplina do FPF detesta o Vitória e tem para com ele atitudes persecutórias constantes.
Agora mais um jogo à porta fechada, de que o clube irá naturalmente recorrer e provavelmente ganhar o recurso, por causa de incidentes no jogo com o Porto que não tiveram qualquer relevância e de que já ninguém se lembrava certamente.
Gostava era de saber que pena estes "artistas" vão aplicar ao Porto e ao Sporting (mas especialmente ao Porto como organizador do jogo) depois dos gravissímos incidentes ocorridos no final do jogo entre os dois clubes na época passada.
E desses incidentes, sim, toda a gente se lembra dada a gravidade dos mesmos.
Aguardemos... sentados!
Depois Falamos.

Ilha da Páscoa

Zanclidae

Boleia

 

Pedro

Tenho-me lembrado nos últimos dias de Pedro Barbosa. 
Um dos melhores jogadores do Vitória na última década do século passado que o clube contratou ao Freamunde onde jogava depois de ter feito a formação no Porto. 
E que, curiosamente, o Porto tentou recuperar na mesma época mas o jogador foi fiel à palavra que tinha dado ao Vitória e veio para Guimarães. 
Onde fez quatro épocas de grande qualidade que o tornaram num dos melhores jogadores portugueses do seu tempo e que lhe valeu, ainda no Vitória, várias chamadas à selecção nacional A. 
Onde num jogo com a Holanda fez um golo verdadeiramente espectacular. 
Fruto de tudo isso era, no final da época de 1994/1995, um dos jogadores mais pretendidos por clubes nacionais e estrangeiros com Porto (outra vez) e Sporting à cabeça. 
Dava-se contudo o caso de o jogador estar em final de contrato pelo que se tornou decisiva a acção do então presidente Pimenta Machado ao convencê-lo a renovar por quatro épocas de molde a que o Vitória pudesse beneficiar com a transferência. 
E assim foi. 
Num "pacote" em que também foi Pedro Martins o Vitória recebeu do Sporting seiscentos mil contos (3 M€ na moeda actual) mais os jogadores Capucho, Edinho, Ramires e tendo o Sporting pago o passe de Arley. 
E com excepção de Ramires que não se afirmou todos os desse tempo lembrarão o excelente rendimento dos outros três e o negócio que posteriormente o Vitória faria com a transferência de Capucho para o Porto. 
É, tenho-me lembrado de Pedro Barbosa...
Depois Falamos.

22,5 M€

David Carmos em negócio de 22,5 ME
Ora aí está um valor de referência para uma possível negociação de André Almeida.
Porque a carreira , o valor, as estatísticas do jogador do Braga em nada o tornam superior ao jovem talento vitoriano em função dos valores de uma transferência.
E por isso agora que tanto se noticia o interesse do Porto por Andé Almeida creio que nenhum vitoriano compreenderia que ele saísse por valores inferiores aqueles que António Salvador conseguiu garantir para o Braga.
Com a vantagem de não estando em último ano de contrato o Vitória ter muito tempo para o valorizar e transferir por valores adequados.
Depois Falamos.

sexta-feira, junho 24, 2022

Feudalismo

 O meu artigo desta semana no zerozero.pt

Acho piada a esta conversa feudal dos "grandes" e dos "pequenos". Alimentada por adeptos, por jornalistas, por dirigentes.Em que parece que três clubes fazem um grande favor aos outros em os deixarem jogar com eles.
Em que três clubes andam há cem anos a espezinharem a verdade desportiva para construirem a sua "grandeza".
Em que três clubes alicerçam a "grandeza" numérica das suas massas simpatizantes no tremendo atraso cultural deste país que permite haver em Chaves adeptos do Sporting, em Braga adeptos do Benfica e em Arouca adeptos do Porto só para dar exemplos de três cidades com clubes na primeira divisão em que os adeptos dos chamados "grandes" serão mais do que os do clube da Terra.
Em que três clubes são muito maiores que os outros porque tem uma imprensa que os promove até ao limite do absurdo, tem um sistema bancário que lhes permite endividamentos vedados aos outros e ainda lhes concede perdões de divída que são um insulto a todos quantos pagam religiosamente os seus compromissos, tem um poder político e autárquico que os sustenta e lhes dá benesses e favores que não dá a mais ninguém.
Tem, e os últimos são os primeiros em termos de importância nesta matéria, arbitragens, conselhos de disciplina, videoárbitros, direcções da Liga e da Federação que os levam ao colo com o maior dos despudores e fazendo deles o centro e o motivo de toda as suas preocupações como se o futebol português fossem eles e o resto fosse mera paisagem.
Foi assim, é assim, assim será a construção do mito dos "grandes" do nosso futebol.
Grandes nos favorecimentos, grandes na falta de vergonha, grandes nos calotes, grandes nos atropelos à verdade desportiva, grandes na forma vergonhosa como tratam os outros clubes nacionais, grandes nas pressões para manterem o "status quo" feudal que lhes sustenta a pseudo grandeza.
Por mim, enquanto vitoriano que gosta do seu clube( apenas e só) mas também gosta de futebol, desejo sinceramente que um dia exista uma Superliga europeia e que nela caibam (o que é duvidoso) os tais pseudo "grandes" do nosso futebol.
Que bom seria vermos-nos livres desses "trastes" e podermos ter campeonatos com verdade desportiva, com igualdade de tratamento para todos os clubes , com justa distribuição das verbas televisivas.
Campeonatos competitivos, com vencedores incertos e um futebol em que quem paga cotas, lugares anuais, bilhetes não fosse ludibriado pelo "sistema" que actualmente faz de três filhos e dos outros todos enteados.
Não caros portistas,benfiquistas e sportinguistas.
Os outros clubes não precisam dos vossos para nada.
Os vossos é que precisam dos outros.
Para terem com quem jogar nas competições nacionais, para terem a quem comprar barato para depois venderem caro, para terem a quem ganhar com relativa facilidade para depois poderem ter as salas de troféus recheadas de taças e tacinhas.
Até um dia.
Até ao dia em que os outros abram os olhos e façam valer os seus direitos, no limite mandando-vos jogar sozinhos, até ao dia em que os outros sejam todos eles dirigidos por gente imune ao vosso "virus" e que vistam apenas a camisola dos seus clubes, até ao dia em que os cidadãos deste país abram os olhos e percebam que devem apoiar os clubes das suas terras e não apenas aqueles que veêm na televisão, e de longe a longe num estádio, porque ganham mais vezes que os outros.
Se tiverem dúvidas sobre como isso se faz basta porem os olhos em Guimarães e nos adeptos do Vitória.
Que adoram ganhar mas não fazem disso condição de apoio ao seu clube.
Que estão em grande número nos momentos bons mas em número ainda maior nos momentos maus e em que sabem que o clube precisa deles.
Que tem um orgulho inultrapassável na sua Terra e o exprimem através do apoio ao seu principal clube.
Fossem todas as terras como Guimarães e o nosso futebol, o nosso desporto e a nossa cultura de comunidade seriam seguramente bem melhores.

P.S. Não se veja neste texto qualquer falta de respeito por Benfica, Sporting e Porto. Que respeito enquanto instituições históricas e com relevantes serviços prestados ao desporto em Portugal. Exerço apenas o meu direito á indignação pela forma como parte da “grandeza” desses clubes foi conseguida, com os apoios descritos no texto, e por haver quem apreciando comer gelados com a testa pretenda que os outros os comam também.
Com os vitorianos não terão seguramente sorte nenhuma!

Guimarães

Hoje, dia 24 de Junho, é bom relembrar as palavras do grande vimaranense que foi Joaquim Novais Teixeira.
Porque nelas se retrata toda uma forma de ser, todo um orgulho bairrista, toda a ssumpção de que ser de Guimarães é ser diferente.
E seguramente que todos os vimaranenses se reveêm neste conceito desse escritor, jornalista, político, cinéfilo e crítico literário , mas acima de tudo orgulhoso vimaranense que foi Joaquim Novais Teixeira.
E é bom relembrá-lo neste dia que sendo o dia 1 de Portugal apenas em Guimarães é festejado como tal e lhe é dada a importância que ele merece.
De facto o resto é a fronteira de um outro mundo!
Depois Falamos.

quinta-feira, junho 23, 2022

Pôr do Sol

Tornado

Golfinho

Desperdício

Até deixei passar uma dias. 
Mas não posso deixar de dizer que para um adepto do Vitória, ou de qualquer clube que não um dia três DDT, gastar dinheiro na sport-tv é um perfeito desperdício. 
No passado dia 15, à mesma hora em que a UEFA iniciava o sorteio da Liga das Conferências onde estava o Vitória, o canal televisivo abria o seu noticiário com uma sequência de notícias que a Benfica TV não enjeitaria. 
Primeira notícia Darwin. Segunda Gonçalo Ramos. Terceira Grimaldo. Quarta Everton! 
À quinta notícia lá mudaram de assunto e de clube mas sem uma referência ao tal sorteio onde estava uma equipa portuguesa. 
Uma verdadeira filial da televisão do clube mas longe de ser aquilo para o que os assinantes pagam.
Depois Falamos.

P.S. Neste caso foi o Benfica mas podia perfeitamente ser Porto ou Sporting que nisso da subserviência a esses clubes a sport-tv ( e as outras TVs) não é esquisita.
P.S. Neste caso foi o Benfica mas podia perfeitamente ser Porto ou Sporting que nisso da subserviência a esses clubes a sport-tv ( e as outras TVs) não é esquisita.