segunda-feira, maio 18, 2026

Bicampeões

O Vitória renovou hoje o seu título de campeão nacional de pólo aquático. 
Que é, de longe, a modalidade que mais títulos e taças de Portugal deu ao clube permitindo-lhe uma hegemonia que nunca foi alcançada por qualquer outra modalidade praticada no Vitora desde 1922. Parabéns aos campeões. 
Na certeza que nos tempos que correm o pólo aquático é, em termos metafóricos, um farol que ilumina o caminho no meio da escuridão.
Depois Falamos.

domingo, maio 17, 2026

Aplauso

Os portugueses que votaram para a eleição do vencedor do Festival da Eurovisão demonstraram inequívoco bom gosto nas escolhas que fizeram. 
Especialmente nas duas mais votadas que eram de facto duas belas canções. 
Ponto!
Mas se quiséssemos fazer uma análise politica das votações poderiamos também dizer que os votantes portugueses estiveram do lado certo da História. 
Para grande desgostos dos Toys, Cids, Sobrais, Mortáguas, Tavares, trabalhadores da RTP e restante esquerdalha que sobre festivais de música tem a habitual posição hipócrita. 
Ficaram muito incomodados com a presença de Israel no festival da Eurovisão ( ficou em segundo lugar...) mas não se lhes conhece a mesma, nem nenhuma outra, repulsa pelo ataque do Hamas em 7 de Outubro de 2023 a um...festival musical com todos os horrores conhecidos. 
E por isso me revejo nesta votação. 
Musical e politicamente se quisermos analisar por esse prisma.
Depois Falamos.

sábado, maio 16, 2026

Merecida

O futebol tem por vezes momentos muito louváveis. 
Pizzi fez uma carreira bonita. 
Entre outros clubes jogou no Benfica, Atlético de Madrid, Braga, Deportivo e na seleção nacional. Terminou hoje ao serviço do Estoril. 
E a guarda de honra quando foi substituído aos 60 minutos prestada por colegas e adversários, por feliz coincidência o Benfica o clube onde mais brilhou, foi bem merecida. 
Um bom momento de futebol.
Depois Falamos.

sexta-feira, maio 15, 2026

Monte Saint Michel

Lobos

Glasgow, Escócia

"Novidade"

O PSD vai ter as directas para a eleição do líder no dia 30 de Maio e três semanas depois o congresso para a eleição dos seus orgãos e aprovação da moção de estratégia para os próximos anos.
Nada de novo e com o partido a governar é evidente que o líder em funções, e portanto primeiro ministro, será candidato único e as directas não serão mais do que um pro forma.
Depois no Congresso haverá a habitual variedade de listas para o conselho nacional e para a jurisdição enquanto para a comissão política aparecerá apenas a lista do líder reeleito.
Com o partido no governo é sempre assim.
E como não é novidade houve que arranjar algo de novo para chamar a atenção da comunicação social e por tabela fazer chegar essa "novidade" aos portugueses.
Neste caso foi o líder do partido escolher vinte e uma mulheres para mandatárias distritais da sua recandidatura.
Devo dizer que enquanto cidadão não gostei.
Porque não convidar nenhuma seria uma discriminação, convidar três ou quatro em vinte e um lugares outra discriminação seria mas convidar vinte e uma mulheres para vinte e um lugares é, por incrivel que possa parecer, também uma disciminação!
Porque tratar como diferente o que devia ser tratado como igual, seja pela negativa seja pela positiva como neste caso, é sempre discriminar.
E já não estamos em tempo disso especialmente num partido como o PSD que em termos de não discriminação das mulheres sempre esteve á frente da concorrência tendo sido o primeiro partido a ter uma mulher como líder parlamentar e também o primeiro a ter uma mulher como líder.
Não vem mal ao mundo desta opção mas acho que era escusada.
E depois olhando o naipe das escolhidas salta à vista alg que tenho dificuldade em entender.
Braga é o terceiro distrito do país em peso eleitoral.
No distrito de Braga em cinquenta anos de poder local democrático só houve uma mulher presidente de cãmara.
Júlia Fernandes a actual presidente de cãmara de Vila Verde eleita pelo PSD.
Admira-me que a escolhida como mandatária distrital de Braga ter sido uma vereadora na câmara da Póvoa de Lanhoso e não a única presidente de câmara do distrito.
Admira-me?
Se calhar não.
Tenho suficientes anos de política partidária, nomeadamente no PSD, para poder permitir a mim próprio ser ingénuo.
Depois Falamos.

Nota: É evidente que não sei se Júlia Fernandes foi convidada e recusou o convite.
Mas, sinceramente, não me parece que tenha sido esse o caso.

Jornalismo?

Ao que parece um senhor cujo nome nem sequer sei é suspeito de vários crimes incluindo corrupção.
Não é, infelizmente, o primeiro nem será o último cidadão a ser alvo desse tipo de suspeitas que nuns casos se confirmam e noutros não.
Então onde está a diferença?
É que normalmente as pessoas identificam-se pelo nome, pelo cargo, pela profissão e naturalmente pelo número do seu cartão de cidadão que para o efeito deste texto não interessa.
Mas este senhor não é identificado dessas formas mas sim por um parentesco!
Por ser cunhado de um ministro.
Certamente é filho, neto, sobrinho, primo, etc, etc de várias outras pessoas mas o que interessa à comunicação social é o ser cunhado de um ministro.
Ao ponto de nas notícias sobre o caso aparecer muito mais a fotografia e o nome do ministro que  a fotografia e o nome do suspeito.
Sendo certo que o ministro nada tem a ver com assuntos em investigação. Rigorosamente nada!
Gostava de saber se é isto que os jornalistas aprendem nas escolas de jornalismo? 
Desconfio que não.
Isto aprendem nalgumas, não todas, sedes partidárias da oposição ao governo onde o "vale tudo " impera e por isso fazer parangonas com o termo corrupção e a foto do ministro é o que está a dar para tentar criar na opinião pública a ideia de que o suspeito de corrupção é o ministro e não o cunhado.
E isto faz-se, sem ponta de vergonha e de ética,  não em nome da verdade, não em nome do verdadeiro jornalismo, mas apenas na prossecução de estratégias de puro "bota abaixismo" que apenas serve para fragilizar a democracia e enfraquecer as instituições.
Que é precisamente a estratégia de alguns.
Desde os saudosos da União Soviética aos "flotilheiros" militantes.
Todos eles profusamente representados nas redacções dos orgãos de comunicação social diga-se de passagem.
De que este caso é apenas mais um exemplo.
Depois Falamos.

No Joker

Até no Joker!
Que é um excelente programa de entretenimento e se supunha imune a estas habilidades, comuns na generalidade das televisões , rádios e alguns jornais, de tentarem "Benfiquizar" o país à força.
Ora às claras ora de formas mais dissimuladas.
Vamos aos factos.
Ontem no episódio do Joker a certa altura surge esta pergunta e as quatro hipóteses de resposta.
Olha-se  e o que se vê?
Diogo Costa, normal, é o titular da seleção e é a resposta certa à pergunta.
Rui Patrício, normal, é o guarda redes com mais jogos (108) pela seleção e em 2025 ainda jogava.
José Sá, normal, tem sido presença constante nas convocatórias e tem 4 internacionalizações.
E Samuel Soares. Samuel Soares? Em nome de quê?
Se fosse Anthony Lopes, Rui Silva, Ricardo Velho ou Cláudio Ramos entendia-se porque todos eles são internacionais por Portugal e todos estão em actividade.
Mas Samuel Soares porquê?
Nunca foi, sequer, convocado para a seleção A embora o possa ainda vir a ser porque tem muitos anos de carreira pela frente.
A única resposta possível é porque Samuel Soares joga no Benfica, onde é suplente de Trubin, e como joga no Benfica tinha de ser metido à força na equação porque para estes manipuladores de opinião o Benfica tem de estar sempre presente, tem de ser sempre metido pelos olhos dentro às pessoas.
Até no Joker.
Nem que seja dando a um jogador seu um estatuto que ele ainda não tem.
Patético.
Percebo o desespero dessa gente porque desde Quim nunca mais um guarda redes do Benfica jogou pela seleção, e já lá vão quase vinte anos, dado que Vitor Baía, Ricardo, Rui Patrício e Diogo Costa foram e é donos do lugar.
Mas isso é um problema do Benfica e dos seus adeptos não dos telespectadores que não tem de ser alvo destas manipulações clubísticas no serviço público de televisão.
Até no Joker...
Depois Falamos.

Nota: Já sei que os meus amigos benfiquistas vão aparecer com a  ladaínha do anti benfiquismo que é o que se diz quando nada mais há para dizer. Aguardarei pacientemente que depois da ladaínha expliquem o critério desta pergunta no Joker, Porque é o que verdadeiramente interessa.