

Na passada sexta feira o conselho de ministros reuniu em Guimarães no Paço dos Duques de Bragança.
Não sei se foi a primeira vez, desde o reinado de D.Afonso Henriques, em que tal aconteceu mas não tenho memória de em democracia tal ter acontecido.
E não foi apenas um gesto simbólico embora tenha sido pleno de simbolismo.
Porque Luís Montenegro fez questão de reunir o seu governo na cidade berço para anunciar duas importantes medidas que a ela, e não só, dizem respeito.
Um investimento de 80 milhões de euros na mobilidade urbana, o maior de sempre no concelho, e a formação de uma comissão para organizar os 900 anos da Batalha de S. Mamede dando ao dia 1 de Portugal a importância que ele merece.
É uma velha aspiração de Guimarães e dos vimaranenses ver o 24 de Junho de 1128 reconhecido como dia 1 de Portugal reconhecendo-lhe a importância histórica decisiva para a formação do nosso país e acabando com a aberração de Portugal festejar em termos nacionais a reconquista da independência em 1 de Dezembro de 1640 sem festejar , pelo menos ao mesmo nível, a conquista da independência.
Porque sem conquista nunca haveria reconquista.
E a formação desta comissão, o dar importância nacional ao festejo dos 900 anos da batalha de S. Mamede , o escolher alguém com o perfil ,a experiência e os conhecimentos de Paulo Portas para comissário geral dessa comissão é um passo muito importante nesse sentido.
Pode por isso afirmar-se, sem receio de desmentido, que o governo de Luís Montenegro e a câmara de Ricardo Araújo fizeram mais, em poucos meses, pelo reconhecimento da importância do evento que qualquer governo e as câmaras socialistas dos últimos quase quarenta anos.
E é justo reconhecê-lo.
Depois Falamos.










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