sexta-feira, março 13, 2026

80 e 8

Sortes bem diferentes para as duas equipas portuguesas que ontem disputaram a primeira mão dos oitavos de final da Liga Europa em busca de um lugar nos quartos de final.
Muito bem o Porto vencendo em casa do Estugarda, uma boa equipa alemã, com a nuance de Francesco Farioli ter procedido a oito alterações no onze inicial em relação ao jogo da Luz numa rotação que mostra a valia do plantel e ajuda a explicar que o clube se mantenha em três frentes e com claras possibilidadea (mais as internas convenhamos) de as vencer a todas.
O segundo jogo não será um pró forma, muito longe disso, porque os alemães tem de facto uma equipa de valor mas o resultado trazido da Alemanha torna o Porto claramente favorito para seguir em frente.
Mal o Braga que na Hungria foi derrotado por um Ferencvaros de boa valia com os minhotos a comprovarem uma vez mais a fragilidade da sua defesa (de longe o pior sector da equipa) num dia em que o seu bom sector atacante não foi capaz de transformar oportunidades em golos o que ajuda a explicar a derrota.
Isso não significa, longe disso, que a eliminatória esteja decidida.
Em Braga se o ataque estiver ao seu nível habitual e a defesa não voltar a comprometer (na fragilidade defensiva não incluo Hornicek que ainda vai disfarçando muita coisa) o Braga pode perfeitamente seguir em frente.
Em suma desta semana europeia resta a convicção que o Porto tem mais de meio caminho andado para o apuramento, o Braga pode consegui-lo embora seja difícil e o Sporting precisa de uma noite "mágica" para o conseguir.
Para a semana se saberá.
Depois Falamos.

Urso Polar

Goleadores

Farol Cabo Neddick, EUA

Sexta 13

São muitos aqueles que consideram que o número 13 dá azar.
E por isso os carros de F1 não usam o número 13, há companhias de aviação que nos seus aparelhos passam da fila 12 para a fila 14, tal como edifícios que passam do décimo segundo para o décimo quarto andar e há quem evite viajar, tomar decisões ou até casar em dias 13.
Há quem atribua esse azar do número 13 à última ceia de Cristo, à mitologia dos deuses nórdicos, á data de extinção da Ordem dos Templários e a várias outras razões tão válidas ou inválidas como estas aqui referidas.
E então quando o dia 13 calha à sexta feira, como hoje, são ainda mais os supersticiosos que vivem esses dias com receio do azar e por isso evitam passar debaixo de escadas, cruzarem-se com gatos pretos, quebrarem espelhos e mais uma boa série de crendices sem qualquer sustentação.
Sustentadas, as crendices, por exemplos como o da data da referida extinção do Templarios ou o dia em que Eva comeu a maçã (ambos os eventos em sextas feira 13) embor me pareça dif´cil provar que neste segundo caso as coisas foram memso assim.
Seja como for o 13 e a sexta feira 13 são propícios aos supersticiosos deixarem vir ao de cima todos os seus receios e medos.
Pessoalmente não tenho qualquer problema com superstições não só porque não as tenho e até gosto de brincar com elas.
Um dia em conversa com um treinador de futebol, e já se sabe que o futebol é o reino das superstições a um nível inimaginável para quem nunca por lá tenha andado, ele falava-me das várias superstições que tinha e admirava-se de eu não as ter.
Face a isso lá admiti que tinha uma superstição e relacionada precisamente com futebol.
E perante o olhar admirado dele disse-lhe que a minha superstição era que marcar golos dá sorte e sofre-los dá azar!
Homem inteligente percebeu a ironia e nunca mais foi assunto de conversa entre nós.
Depois Falamos.

quinta-feira, março 12, 2026

Drama

Pelo que vou lendo nas redes sociais os sportinguistas, incluindo alguns amigos meus, mergulharam num drama depois da derrota pesada sofrida ontem na Noruega face a um Bodo/Glimt que nesta altura é tudo menos uma surpresa face aos adversários que já venceu nesta edição da Liga dos Campeões.
Há, contudo, algumas coisas a dizer.
Primeiro não é drama nenhum perder (mesmo por 0-3) com uma equipa que já derrotou o Manchester City, o Atlético de Madrid e o Inter de Milão, guia destacado do campeonato de Itália, a quem eliminou na ronda anterior.
Segundo o resultado foi pesado mas não é irreversível se na segunda volta o Sporting fizer bem feito aquilo que tem para fazer.
É certo que a exibição de ontem foi uns furos abaixo do normal mas para lá da boa valia do adversário, do relvado sintéctico e do frio há que reconhecer que a equipa do Sporting parece cansada em termos fisicos e mentais o que, aliás, já fôra perceptível na segunda parte do jogo de Braga e ontem se confirmou.
E é fácil de perceber porquê.
O Sporting entrou nesta época a disputar cinco frentes.
Perdeu a supertaça com o Benfica, foi eliminado na final four da taça da liga pelo Vitória, mas permanece com legítimas aspirações de vencer campeonato e taça de Portugal e de continuar na Liga dos Campeões.
Só que o plantel não é inesgotável e parece-me até curto para tantas frentes.
E quando como ontem não pode contar com Pedro Gonçalves (para mim o mais talentoso jogador leonino), Maxi Araujo, Ioanidis, Ricardo Mangas e Quenda e se vê obrigado a levar para o banco cinco miudos da equipa B percebe-se bem a dimensão do problema.
Não se percebem é algumas opções da SAD que não me parece ter acautelado devidamente o desgaste que esta época provocaria e deixou sair jogadores que agora fazem falta.
Dou apenas um exemplo.
Qualquer equipa com aspirações em várias frentes deve ter pelo menos três pontas de lança.
O Sporting tem apenas dois e está muito dependente de um pelo que não se percebe a saída em janeiro do jovem e talentoso Rodrigo Ribeiro que seria mais uma opção para o lugar e já com alguma experiência de jogos de alta competição.
E está na escassez de soluções, muito mais que num jogo mal conseguido, o grande problema do Sporting para o que resta de Liga dos Campeões e da própria época.
Depois Falamos.

Nota : Vejo também algumas comparações, algo despropositadas, entre a rotação que Francesco Farioli faz entre jogos de campeonato e competição europeia com as rotações que Rui Borges não faz nas mesmas vertentes. E são despropositadas porque o plantel do Porto é superior ao do Sporting e porque o grau de dificuldade da Liga Europa não é o da Liga dos Campeões.

quarta-feira, março 11, 2026

11 Março

Hoje é dia 11 de Março.
Uma data que ninguém comemora mas que também não deve ser esquecida por ninguém.
Porque representa o início de um processo que colocou Portugal, nem um ano depois do 25 de Abril, novamente à beira de uma ditadura.
Desta vez uma ditadura marxista que os sectores radicais do MFA em conluio com a extrema esquerda albergada no PCP, na UDP, no PSR, na FEC-ML ( que hoje se chamam Bloco  de Esquerda e Livre) e mais uns grupelhos extremistas, como os terroristas da LUAR, tentaram implantar à boleia de um suposto golpe ainda hoje mal explicado dos sectores afectos ao general Spinola.
Foi o tempo da nacionalização da banca e dos seguros, da ilegalização de partidos como o MRPP e o PDC, da perseguição a PPD e CDS ( e até ao próprio PS), dos mandatos assinados em branco por Otelo, da assembleia selvagem do MFA que queria mandar fuzilar os supostos golpistas afectos a Spinola, das detenções sem culpa formada de portugueses apenas por serem opositores à extrema esquerda, das barricadas nas estradas montadas por militantes dos partidos de extrema esquerda.
Portugal via o PREC acelerar rumo ao "Verão Quente"  (e a uma ameaça cada vez maior de guerra civil) que nem as eleições para a Assembleia Constituinte, que deram a PS e PPD as duas maiores bancadas, conseguiu arrefecer.
Depois viria o 25 de Novembro em que as forças militares democráticas chefiadas por Ramalho Eanes e Jaime Neves com o apoio de PS, PPD e CDS reporiam o país num curso normal e garantiriam a Democracia e a Liberdade.
Talvez por isso ainda hoje os que não tem a coragem de festejarem o "seu" 11 de Março não gostam das comemorações do 25 de Novembro.
Para eles foi o fim de festa. 
E da tentativa de tornarem Portugal a Cuba da Europa!
Depois Falamos.

Morella, Espanha

Tubarão baleia

Felicidade

Habituem-se

Surpreendido? Nem por isso!
Desagradado? Ligeiramente.
Acho que na primeira saída como PR não havia necessidade. 
Mas o " Habituem-se" de António Costa provavelmente vai voltar a estar na moda. 
Há ironias que não tem preço.
Depois Falamos.

terça-feira, março 10, 2026

Transparência

Creio que quem gosta de futebol, quem gosta do seu clube, quem vê funções dirigentes (remuneradas ou não porque não é isso que está em questão) como um serviço prestado ao clube  não pode gostar daquilo que se vê cada vez mais.
Clubes mal dirigidos e cada vez mais pobres e endividados, mas com dirigentes cada vez mais ricos, remunerações e outras regalias ( e algumas bem sui generis diga-se de passagem como num clube em que as regalias incluem uma curiosa modalidade de Alojamento Local) sem qualquer correspondência com resultados desportivos e qualidade da gestão global.
E isso desacredita o futebol, tira credibilidade aos clubes e entristece os adeptos.
Alguma coisa tem de ser feita em nome da transparência.
Que leva a uma exigência de outra qualidade de gestão como é óbvio.
Penso que uma das formas de melhorar a qualidade e a seriedade do dirigismo desportivo seria os administradores das SAD, algumas delas cotadas em Bolsa, serem obrigados a no início e termo dos seus mandatos, como acontece com membros do governo, deputados, juizes do tribunal constitucional, autarcas a tempo inteiro e administradores de empresasdo Estado,  apresentarem uma declaração da qual constassem os rendimentos, o património, interesses e funções e passivo. 
Pela qual se saberia como era a sua situação financeira e patrimonial no início de funções na SAD e permitiria comparar com a situação no fim do mandato.
Não resolveria todos os problemas mas seguramente que melhoraria , e muito, a transparência com que as SAD são geridas e contribuiria para impedir que algumas delas se parecessem aterradoramente com a quadrilha dos Irmãos Metralha.
Depois Falamos.

Nota: Naturalmente que este texto só incomodará quem se revir nos problemas nele elencados.
Porque, de resto, quem não deve não teme!

Nota 2: *Rendimentos: Todos os salários, rendas ou lucros recebidos no ano anterior.
*Património: Imóveis, carros, barcos, contas bancárias, ações e participações em empresas.
*Interesses e Funções: Atividades profissionais passadas, cargos em fundações ou associações, e quaisquer funções que possam gerar um conflito de interesses com o cargo público.
*Passivo: Dívidas a bancos ou a outras entidades. 
*Declaração entregue por via eletrónica junto do Tribunal Constitucional, mais especificamente na Entidade para a Transparência.

segunda-feira, março 09, 2026

Início

António José Seguro iniciou hoje as suas funções como Presidente da República.
Não votei nele mas desejo obviamente que desempenhe bem o cargo e dê ao mandato o prestígio e a dignidade merecidas e que o antecessor nem sempre soube fazer cumprir.
Gostei do seu discurso na tomada de posse, moderado e abrangente, transmitindo uma mensagem clara de que não está ali para criar problemas e o desejo de que o país aproveite agora estes três anos sem eleições ( só não percebe essa mensagem quem não quiser) para em estabilidade se desenvolver e levar a cabo reformas que não são adiáveis.
Começou bem e esse é um sinal que permite algum optimismo moderado.
A sessão de tomada de posse em si foi interessante com a presença do Rei de Espanha e dos Chefes de Estado de Moçambique, Angola, Timor Leste , Cabo Verde e S.Tomé e Princípe tendo apenas faltado, por razões bem compreensíveis, o da Guiné no que toca a PALOPs e também o do Brasil em termos de CPLP.
Já no que toca à política interna há algumas curiosidades a destacar.
Ex presidentes apenas Aníbal Cavaco Silva marcou presença enquanto no que toca a ex primeiros ministros apenas o mesmo Cavaco Silva e Pedro Santana Lopes ambos do PSD.
No que toca a ex primeiros ministro do PS  António Guterres não esteve, o que se compreende perfeitamente dadas as suas funções na ONU e António Costa também não porque era o último lugar em que gostaria de estar no dia de hoje enquanto José Sócrates desconfio que nem convidado tenha sido.
Mas a maior curiosidade está mesmo nos ex presidentes do parlamento.
Assunção Esteves e João Bosco Mot Amaral , do PSD, marcaram presença mas dos ex presidentes socialistas nem um para amostra.
Jaime Gama, Ferro Rodrigues e Augusto Santos Silva primaram por uma ausência apenas explicável pela azia (pelo menos os dois últimos) de verem Seguro em Belém.
O que comprova que nunca um presidente tendo sido eleito com tantos votos como António José Seguro também nunca o foi com tão pouco apoio do próprio partido.
O que seguramente não o incomodará e até lhe dará uma maior abrangência no exercício do cargo.
Depois Falamos.