
Sou desde sempre um admirador de Francisco Sá Carneiro que considero ser a minha principal referência política.
Li todos os seus livros, li um muito razoável número de livros sobre ele e por isso sinto-me perfeitamente identificado com o seu pensamento.
Tendo a clara certeza de que sempre foi um homem que pensava muito à frente para o seu tempo e por isso conseguia galvanizar uma parte significativa do país como foi patente nas eleições de 1979 e de 1980.
Uma das suas ideias matrizes para o sistema político português era a bipolarização.
Dois grandes blocos políticos democráticos e alternativos liderados por PSD e PS, que permitissem a governação do país sem quebras nem condicionalismos provocados por governos sem maioria.
De um lado a AD de então com PSD/CDS/PPM e do outro a FRS com PS/UEDS/ ASDI.
Com outras nuances e obviamente outros protagonistas creio que foi isso que Pedro Passos Coelho defendeu na entrevista a Maria João Avillez.
Dois blocos alternativos tendo de um lado a actual AD (PSD e CDS) com Chega e Iniciativa Liberal e do outro o PS com Livre e PAN deixando de fora os partidos defensores de regimes totalitários.
Em suma a bipolarização defendida por Francisco Sá Carneiro.
E esta clarividência sobre o caminho para fazer reformas com o indispensável apoio parlamentar, seguindo a matriz orignal do fundador do PSD, é algo que merece aplauso e deve merecer ponderação no seio do maior partido português.
Depois Falamos.













