terça-feira, fevereiro 03, 2026

A Verdade

Em suma e concluindo. 
A imagem é verdadeira e é falsa. 
Como? Muito simples. 
O fotojornalista do jornal Público quis fazer política com a fotografia e publicou-a com a legenda que lhe dava jeito para atacar André Ventura. 
E sendo a foto verdadeira onde está a falsidade? Muito simples. 
Instantes depois a bombeira cumprimentou o candidato com toda a normalidade mas sem registo fotográfico 
E daqui três conclusões se podem tirar. 
A primeira é que a bombeira agiu com educação e foi vítima de um escroque armado em fotojornalista que induziu deliberadamente os leitores em erro. 
Devia ser despedido! 
A segunda é que isso isentando a bombeira de qualquer atitude reprovável não isenta os que apoiaram essa suposta atitude de serem defensores da má educação e da grosseria como forma de actuação política. 
Perderam uma bela oportunidade de estarem calados mas ao menos mostraram bem o que acham quanto a educação e civismo. 
A terceira é que definitivamente o jornal "Público" não passa de um instrumento político da esquerdalha pago pela Sonae.
Depois Falamos.

Nota: Para aqueles que quiserem confirmar que o cumprimento existiu basta verem a RTP Noticias de ontem às 18.53 h.

Vermelho

Só em Portugal!
Só num futebol de filhos e enteados, de árbitros sem autoridade nem isenção, de orgãos disciplinares vesgos conforme as cores uma atitude destas passa em claro.
Terminado o jogo em Tondela o "capitão"  (hoje essa distinção não vale nada) do Benfica abeirou-se do árbitro Luís Godinho (outro que anda a mais no futebol) e agarrando-lhe no braço olhou para o relógio para conferir se  o tempo de desconto tinha sido integralmente cumprido
Nem o ser, desde sempre, um arruaceiro alheio ao fair play como Otamendi justifica esta atitude embora ajude a compreender porque ela surgiu.
Que devia ter merecido de imediato um cartão vermelho pela falta de respeito que constitui. 
Mas qual quê, valeu apenas um sorriso cumplice.
E recordo a propósito um jogo Vitória vs Benfica, na já longinqua época de 1982/1983 e que terminou 0-0, em que perto do final do jogo há um livre perto da área do Vitória que podia ser uma boa oportunidade de golo.
O árbitro, Carlos Valente, assinalou o lugar da  falta e contou os passos para posicionar a barreira à distância regulamentar como sempre acontece.
Mas o benfiquista João Alves, o "luvas pretas", discordando da distância tanto protestou que acabou por ir ele próprio contar os passos desautorizando o árbitro.
Viu imediatamente cartão vermelho.
Outros tempos? Sim sem dúvida.
Porque a sensação que se tem é que "isto" de arbitragem está cada vez pior.
Depois Falamos.

Ricos

Livraria El Ateneo, Buenos Aires


Farol de Portland Head, Maine, EUA

Mal Educada

Ontem esta fotografia era moda nas redes sociais.
Quase sempre postada pelos apoiantes de António José Seguro, que alheios à realidade e sem a mínima noção do ridículo, glorificavam a rapariga que se recusou a cumprimentar André Ventura como se de uma heroína se tratasse.
"Valente anti fascista", "campeã da democracia", "defensora da dignidade", "referência do combate à extrema direita" e mais um série de imbecilidades que me dispenso de referir porque lendo estas leu-se tudo.
A realidade é, contudo, muito mais simples e sem os laivos heróicos que lhe querem atribuir.
Mostra uma moça que não manifestou divergências politicas mas apenas grosseria e má educação.
E, já agora, uma enorme falta de respeito pela farda que vestia. 
Espero que que a sua hierarquia lhe tenha passado um valente raspanete porque se ela enquanto cidadã e vestida à civil tem o direito, duvidoso mas tem, de manifestar a sua má educação quando veste uma farda tem o dever de a respeitar e não tomar atitudes que a ponham, à farda, em causa.
Pior que a atitude dela ainda conseguem ser os que fazem da má educação e da grosseria uma arma política "legítima" para atacar os adversários.
E nesse aspecto, e em relação a esta fotografia, também alguns apoiantes de André Ventura não ficaram nada bem face aos insultos à moça nas redes sociais.
Caso para dizer  em relação a uns e a outros que tão diferentes e afinal tão iguais.
Depois Falamos.

segunda-feira, fevereiro 02, 2026

Dentes

A pouco e pouco, suavemente, conforme a data das eleições se vai aproximando o candidato António José Seguro vai dizendo ao que vem. 
Ou seja vai mostrando os dentes. 
Depois de eleito, se for essa a opção dos portugueses, vai mostrar a dentadura toda. 
É só uma questão de tempo e de oportunidade para replicar o que Jorge Sampaio fez em 2004. 
Também por essa memória não voto nele. 
Mas registo a sua preocupação com o " a culpa não morrer solteira" que agora manifesta do alto de uma suposta cátedra moral de que se acha ocupante único.
E pergunto por onde andava o cidadão António José Seguro em 2017 aquando dos incêndios em Pedrogão nos quais morreram mais de seis dezenas de pessoas. 
Aí não me lembro de o ver preocupado com a culpa morrer solteira nem com as falhas do Estado. 
Ficou calado para que memórias futuras não se tornassem inconvenientes.
Depois Falamos.

Nota: Tenho cada vez mais pena que pessoas da AD ,e muito em especial do PSD, não tenham percebido ( algumas perceberam mas dá-lhes jeito fazerem-se distraidas) a inteligência estratégica de Luís Montenegro quando à posição do partido na segunda volta. Um dia todos vão lamentar. Os que perceberam e seguiram e os que perceberam e não seguiram. Os "distraídos", esses, estarão como sempre a tratar da vidinha deles.

domingo, fevereiro 01, 2026

Limites

É inenarrável a tragédia que se abateu sobre vários pontos do país face ao mau tempo que se tem verificado. 
Perda de vidas, de bens materiais, de empresas industriais e agrícolas, populações em aflição e vivendo grandes dificuldades. 
Governo e autarquias, cidadãos voluntários, bombeiros, forças armadas , instituições de solidariedade social estão a fazer o que podem mas o momento é muito difícil. 
Neste cenário de catástrofe os dois candidatos presidenciais não só não suspenderam as campanhas como ainda se entretiveram um a encenar ações de solidariedade e o outro a arvorar-se em estadista preocupado em conhecer a dimensão dos problemas sem ( teoricamente e apenas teoricamente) levar os jornalistas atrás. 
Patéticos um e outro. 
Até na caça ao voto deve haver limites. 
E com estas atitudes André Ventura e António José Seguro ultrapassaram todos os limites em termos de razoabilidade, bom senso e até respeito pelas vitimas das catástrofes. 
Reforçando as dúvidas cada vez maiores se estão realmente à altura do cargo a que se candidatam.
Depois Falamos.

Sprinters

Melbourne

Consuegra, Espanha

sábado, janeiro 31, 2026

Lixo

Não sou, como é sabido, adepto do Sporting de Braga. 
Mas também não me deixo cegar por rivalidades que devem manter-se sempre na esfera do racional. 
O clube minhoto conseguiu ontem, com absoluto mérito, o apuramento para os oitavos de final da Liga Europa a exemplo do F.C. Porto e tal como Sporting e Benfica na Liga dos Campeões. 
E por isso considero (e condeno sem reservas)que esta capa do Record é um verdadeiro insulto ao Sporting de Braga , aos seus técnicos, atletas , dirigentes e adeptos. 
Como é também uma enorme falta de respeito pela inteligência das pessoas e pelo jornalismo na verdadeira acepção do termo. Isto não é jornalismo. 
É puro lixo!
Depois Falamos.

sexta-feira, janeiro 30, 2026

Candidato

Terminada a primeira fase da Liga 3 segue-se agora a fase de apuramento do campeão e das subidas e descidas com tudo que isso implica de expectativa, emoção e bons jogos.
Para já sabe-se que Vitória B e Belenenses venceram as respectivas séries e no caso vitoriano há que dar um enorme mérito a Gil Lameiras ( e aos seus jogadores é claro) que treinando uma equipa muito jovem composta por atletas que subiram da formação e outros contratados nas divisões secundárias e ainda assim conseguiram superiorizar-se a equipas com outros meios e vencerem brilhantemente a sua série.
Agora na fase de subida vão encontrar os "velhos" conhecidos Amarante, Trofense e Varzim, que disputaram a mesma série e também se apuraram para esta fase, e os apurados da série B ou seja Belenenses, Mafra, Académica e União de Santarém e entre todos se decidirá o campeão e os dois ou três que subirão á segunda liga.
Um naipe que integra quatro clubes que já andaram pela primeira divisão, como é o caso dos históricos Belenenses (que até foi campeão nacional) e Académica (que foi vice campeã nacional), do experiente Varzim e de um Trofense que por lá andou de forma episódica.
Para lá de Mafra, com bastante experiência de segunda liga e de Amarante e União de Santarém com legítimas aspirações de disputarem um escalão, a segunda liga, onde nunca estiveram pese embora já terem marcado presença na antiga II divisão.
Difícil tarefa para os pupilos de Gil Lameiras.
Mas todos eles, treinador e jogadores, já demonstraram a qualidade e a valia suficientes para não terem de pôr qualquer limite à ambição.
E por isso o Vitória B não sendo favorito ao titulo nem à subida de divisão é certamente candidato a ambos.
E forte candidato acredito.
Depois Falamos.

quinta-feira, janeiro 29, 2026

CM TV


Este artigo do 24 Horas e muito em especial o video que o acompanha são perfeitamente explicitos sobre o que é em termos de isenção desportiva ( e já agora de profisisonalismo) a redação da CM TV. Aliás quem tem paciência para ver os seus fracos programas desportivos há muito que tinha percebido do que a casa gasta. 
Só pergunto, embora sabendo a resposta, se quando outro clube português ( Porto, Braga, Vitória e até Sporting) marcam um golo europeu os festejos, a existirem, têm tal intensidade que são audíveis no estúdio onde a emissão está em directo como se de uma televisão pirata de vão de escada se tratasse?
Depois Falamos.

https://24horas.pt/festejos-do-benfica-obrigam-a-pausa-em-direto-no-now/?

Sinal trânsito, Suécia