
terça-feira, fevereiro 17, 2026
Ciclo

Com a eleição de António José Seguro fecha-se, de alguma maneira, um ciclo iniciado em 1974 com o advento da Democracia e da Liberdade e que se estendeu até á segunda volta destas eleições presidenciais e para cujo encerramento já a chegada de Pedro Passos Coelho a primeiro ministro em 2011 tinha contribuído.
Desde então, 1974, o exercício dos cargos de Presidente da Repúbica e de primeiro ministro, os dois mais importantes do nossos sistema constitucional (já sei que o presidente da Assembleia da República é o número dois da hierarquia do Estado mas não tem a relevância dos outros dois) tinham sido exercidos por políticos que vinham da luta contra a ditadura ou que apareceram na vida pública na sequência do 25 de Abril.
Porque com a democracia os partidos políticos que vivam na clandestinidade (essencialmente PCP e PS) foram legalizados e apareceram muitos outros partidos de que PSD e CDS terão sido os mais importantes e foi desses partidos que sairam presidentes da república e primeiros ministros com excepção de Ramalho Eanes e dos primeiros ministros de governos provisórios (Palma Carlos, Vasco Gonçalves e Pinheiro de Azevedo) e depois de de iniciativa presidencial como foram os casos de Nobre da Costa, Mota Pinto e Maria de Lurdes Pintassilgo.
Com a legalização dos que já existiam e o aparecimento dos outros partidos surgiram também as juventudes partidárias (vulgo "jotas") que foram recrutando, formando e lançando os dirigentes políticos do futuro e que pese a má imagem que por vezes se lhes associa, ás jotas, foram muito importantes na formação e preparação de quadros.
Delas creio que a JSD foi a de maior sucesso e a que mais quadros políticos deu ao país.
Um primeiro ministro, vários ministros, muitos secretários de Estado, deputados e deputados europeus, presidentes de câmara e por aí fora.
Mas também a JS deu nessa matéria um contributo importante.
E é precisamente por isso que considero que a eleição de Seguro fecha um ciclo.
Porque em 2011, através de Pedro Passos Coelho, chegou ao cargo de primeiro ministro um ex lider de uma jota. No caso a JSD.
E agora com António José Seguro chega a presidente da república outro ex líder de uma jota. No caso a JS.
Com a chegada aos dois mais importantes cargos do país político de dois ex lideres de jotas comprova-se a importância dessas organizações no nosso sistema político e o papel determinante que durante cinquenta anos tiveram na formação de novas gerações políticas.
Que são aquelas que daqui para a frente vão exercer o poder terminado o ciclo dos resistentes à ditadura e dos que apareceram na vida pública com a fundação de novos partidos.
E é com muito gosto, até como militante da JSD que fui de 1975 até 1987, que o reconheço aqui e agora.
Depois Falamos.
Lupa
Estamos decididamente a entrar na fase mais divertida da época futebolística.
Pelo menos para aqueles que tendo noção de que o futebol tem a importância que tem, e não a importância que tantos lhe dão, acompanham com indisfarçável boa disposição o habitual esgrimir de argumentos entre Sporting, Porto e Benfica, prontamente secundado por adeptos sportinguistas, portistas e benfiquistas (e mais os respectivos cartilheiros é claro) em torno das arbitragens e de quem é mais ou menos beneficiado.
E todos os argumentos servem.
Munidos de uma lupa potentissima esquadrinham tudo, mas rigorosamente tudo, em defesa da tese de que o clube de cada um deles é o mais prejudicado enquanto os outros dois são escandalosamente beneficiados.
E evoca-se desde um lançamento lateral mal assinalado em 1953, a um pontapé de baliza transformado em pontapé de canto em 1968 passando por um fora de jogo inexistente em 1981 ou um cartão amarelo que devia ter sido mostrado mas não foi em 1995!!!
Tudo lances "menores" porque tratando-se de grande penalidades, cartões vermelhos, golos anulados, então até videos se arranjam para provar os beneficios aos outros e os prejuizos aos deles.
Mais divertido ainda é que os argumentos são os mesmos, as queixas iguais, o "modus operandi" absolutamente similar.
Tão diferentes e tão iguais.
Especialmente no esquecerem que em todos esses benefícios/prejuízos há outros clubes que nada tendo a ver com as guerras pelo titulo são sempre os parentes pobres nessa matéria dos "erros" de árbitros e mais recentemente do VAR.
Para esses nem uma palavrinha solidária.
Porque em bom rigor Sporting, Benfica e Porto estão-se marimbando para a verdade desportiva.
Querem é, cada um deles, no mínimo não serem mais prejudicados que os outros dois e no máximo serem mais beneficiados.
O resto que se lixe.
E esta é a História de muitos e muitos anos do nosso futebol.
Depois Falamos.
domingo, fevereiro 15, 2026
Girabolhos

A tragédia que se abate actualmente sobre Coimbra com inundações e consequentes destruições de casas e bens tem um responsável claro.
António Costa e o seu governo da geringonça.
Todos recordamos sem dificuldade que tendo perdido as eleições de 2015 com a AD de Passos Coelho o então lider socialista meteu na gaveta a tradição e a História do PS e fez um acordo com partidos totalitários de extrema esquerda para assaltar o poder subvertendo a vontade dos portugueses que nas urnas não o quiseram para primeiro ministro.
No âmbito dos acordos então assinados o BE, ao tempo liderado por uma ignorante chamada Catarina Martins que era contra as barragens porque dizia que evaporavam muita água, o governo socialista cancelou a construção da barragem de Girabolhos, projectada curiosmente pelo governo também socialista de José Sòcrates ( e de que António Costa fizera parte), e que a ter sido construida teria evitado a tragédia em curso.
Não vale pois a pena procurarem-se outros responsáveis.
Eles tem nome.
António Costa e o governo da geringonça.
Já agora graças à influência que nele tinha o BE.
E por isso quando vejo apontar a actual presidente da câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, como uma das responsáveis por ter pertencido a esse governo tal não corresponde à verdade.
O governo da geringonça que cancelou a barragem foi no período entre 2015 e 2019 e Ana Abrunhosa apenas fez parte do governo a partir de 2019 porque no período referido era presidente da CCR do centro.
Onde provavelmente (confesso que não sei) até teria sido favorável à referida construção.
O seu a seu dono e a culpa a quem tem de facto culpa.
Quanto a Ana Abrunhosa, que tal como outros autarcas de vários pontos do país teve um papel relevante no combates às catástrofes, deixem a senhora em paz aureolada com os imensos elogios do Presidente da República (vindos de onde vem valem o que valem...) e a preencher os sonhos daqueles "Costistas" que no PS sonham em fazerem a cama a José Luís Carneiro.
Para eles já há alternativa.
Vai uma apostazinha?
Depois Falamos.
sábado, fevereiro 14, 2026
Treinadores

Já noutros textos tenho falado sobre o quanto os rankings são subjectivos porque na sua maioria dependem do critério e da avaliação de quem os faz e não de factores exclusivamente numéricos que esses são irrefutáveis.
É o caso deste ranking de treinadores que a "Kodro Magazine" considera serem os cinquenta melhores de sempre.
Boa parte deles sem qualquer dúvida.
Outros são bastante mais discutíveis até porque, como Franz Beckenbauer, tiveram carreiras muito curtas enquanto técnicos.
Nesta listagem constam essencialmente treinadores campeões mundiais e europeus a nível de clubes e seleções bem como sul americanos vencedores de mundiais e da Copa América e ainda campeões das principais ligas europeias.
Apenas um português, o inevitável José Mourinho, mas vários outros que também passaram por Portugal como são os casos de Bela Guttman (Benfica e Porto), Sven Goran Eriksson (Benfica), Jupp Heynckes (Benfica) , Giovanni Trapattoni (Benfica) e Raymond Goethals (Vitória SC).
É verdade, o Vitória também está representado na lista dos clubes treinados por um dos putativos 50 melhores treinadores de sempre.
Que enferma contudo de uma lacuna "imperdoável".
Nela falta Herbert Chapman, o lendário treinador do Arsenal, que há cem anos inventou o "WM" uma das inovações tácticas mais importantes de toda a História do futebol.
Lá está, critérios...
Depois Falamos.
Pedante

Há muito que deixei de perceber, se é que alguma vez percebi, os critérios pelos quais as televisões convidam determinadas personagens a aparecerem nos seus programas como comentadores.
Seja nos noticiários, em programas de debates ou noutros espaços.
E isto aplica-se à política, ao futebol e a várias outras áreas.
Será por serem amigos de quem manda e escolhe, por serem deste ou daquele partido, desta ou daquela organização que cultiva o secretismo (sim, a Maçonaria) , de terem determinadas orientações sexuais na área dos LGBTi, seja lá pelo que for.
Pela qualidade de alguns deles é que não é.
Veja-se o caso deste Raposo que se intitula escritor e cujo pedantismo é simplesmente ridículo.
Ridiculo por achar que alguém, seja qual for o estatuto que tenha, é obrigado a manifestar preferências eleitorais.
Pedante por entender que essas preferências tem de ser iguais às dele.
E ainda por cima é mentiroso.
Porque na área política do centro direita não foi apenas Pedro Passos Coelho a única figura relevante que não manifestou qualquer apoio na segunda volta das presidenciais.
O primeiro ministro Luís Montenegro, os ex primeiros ministros José Manuel Durão Barroso e Pedro Santana Lopes e o actual presidente do parlamento José Pedro Aguiar Branco também não o fizeram.
Entre outros.
De facto não aturar cromos como este Raposo são uma boa razão para darmos graças pelo facto de as televisões terem comandos à distância!
Depois Falamos.
Palhaçada
Este assunto, que alguns tentam desesperadamente transformar num caso, começou praticamente quando Luís Montenegro foi eleito para a liderança do PSD.
E depois perseguiu-o durante os anos em que ele na liderança do partido ganhou eleições legislativas e chegou ao cargo de primeiro ministro.
2024 e depois 2025.
Especialmente depois de ganhar as eleições em 2024 e quando se percebeu que o PS estava em queda, que depois se confirmaria em 2025, a sanha persecutória nunca mais abrandou e a comunicação social cavalgou quanto pôde as investigaçoes do Ministério Público (MP) que duraram anos e nada apuraram.
Nada!
Nenhuma ilegalidade, nenhum acto suspeito e muito menos nenhum crime.
Meses atrás esse inquérito, esmiuçado aaté ao tutano por tudo quanto era jornalista ou fazia de conta que o era, foi encerrado.
Sem que Luís Montenegro fosse sequer constituido arguido pelo que se pôde constatar que a montanha tinha parido um rato.
Mas qual quê.
O MP resolveu voltar à carga alegando haver disparidades entre o custo da construção e as facturas emitidas pelos empreiteiros.
Lê-se e pasma-se!
Então durante anos que andaram a investigar tudo que se relacionava com a casa não tiveram tempo para verificar isso? Que seria precisamente um dos aspectos pelos quais deviam ter começado se havia suspeitas de irregularidades?
Já todos percebemos que o "romance" vai continuar.
Tentando "fritar" o primeiro ministro em lume brando ao sabor de interesses que não os de fazer Justiça.
Em Portugal a esquerdalha (BE, PCP, Livre e sector radical do PS) quanto menos vale junto do eleitorado mais se entrincheira nos redutos que lhe restam.
Alguns elementos do Ministério Público e redacções de jornais e televisões.
Agora estimulados por pensarem que a vitória de António José Seguro pode ser capitalizável pelo PS, em eleições antecipadas, como se os votos em Seguro fossem total e automaticamente transferíveis para o PS.
É o país que temos.
E, infelizmente, a Justiça e a comunicação social que bem contra vontade também temos de aturar.
Depois Falamos.
Nota: Quem interpretar este texto como um gesto de solidariedade com Luís Montenegro...interpretou bem. Com o país mergulhado na trágédia das inundações ao primeiro ministro só faltava mesmo ter de voltar a aturar semelhante palhaçada.
sexta-feira, fevereiro 13, 2026
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