sábado, agosto 22, 2026

"Liguices"

Com Benfica e Sporting de Braga envolvidos nos play off da Liga Europa e da Liga Conferência decidiu a Liga adiar para Setembro os jogos da terceira jornada desses dois clubes ( e respectivos adversários) permitindo-lhes mais tempo de descanso entre os jogos em casa e como visitantes dessas duas competições.
Parece-me bem porque é uma decisão que contribui para aumentar as probabilidades de ambos passarem á fase de grupos e consequentemente contribuirem para o ranking português na UEFA.
Até aí nada a opôr.
Lamento apenas que em 2024/ 2025 a Liga não tenha tido a mesma preocupação em relação ao Vitória que se viu obrigado a cumprir o calendário sem adiamento de jogos que lhe permitissem preparar melhor eliminatórias e play off.
O que não obstou a que fizesse um percurso de excelência na Liga Conferência estabelecendo um recorde de triunfos consecutivos que não será fácil de bater mas para o qual a Liga não foi tida nem achada por opção própria.
"Liguices"? Não.
Apenas a habitual política de filhos e enteados.
Depois Falamos.

Ilhas Faroé

Pinguins

Farol

Poder Local

Vivemos num país de festejos em que por tudo, e tantas vezes por nada, se festeja isto e aquilo dando por vezes às coisas uma importância que nunca tiveram.
Há, contudo, festejos que fazem todo o sentido e cuja realização é o reconhecimento efectivo da importância que aquilo que se festeja tem.
Este ano de 2026, lá para Setembro, festejam-se os cinquenta anos do Poder Local democrático dado que foi em Dezembro de 1976 que se realizaram as primeiras eleições para as autarquias locais.
E esse é um festejo que faz todo o sentido.
Porque o poder local nestes cinquenta anos deu um contributo decisivo para o desenvolvimento de freguesias e concelhos e consequentemente do próprio país desempenhando um papel insubstituível  como motor da modernização de Portugal.
E por isso faz todo o sentido que em todos os 308 concelhos se festeje esta data tão significativa.
Debates, conferências, edições de livros, espectáculo musicais, saraus literários, competições desportivas, sessões solenes, o Poder Local está habituado a ser imaginativo para responder aos desafios que lhe são postos e por isso cada concelho saberá enontrar a melhor forma de festejar tão importante data.
Importa é que todos festejem mesmo.
Seria incompreensível que assim não fosse.
Depois Falamos.

Clubismo

Hoje, fruto de uma conversa,  recordei-me de Nicolau Casaus e do estádio de Sarriá.
Ambos já desaparecidos mas que no seu tempo desempenharam um papel significativo na História do futebol espanhol em geral e catalão em particular.
Nicolau Casaus foi um dirigente histórico do Barcelona, seu vice presidente durante mais de vinte anos e um feroz defensor da identificação entre Barcelona e a Catalunha.
Com a curiosidade de em 1978 ter perdido as eleições para a presidência do clube face a outro histórico do Barça - José Luis Nunez- que de imediato o convidou para a vice presidência reconhecendo a sua importância no clube e o prestigio de que gozava juntos dos adeptos.
E nesse mais de vinte anos foi o responsável pela acção social e pelas delegações do clube em toda a Espanha, as famosas "peñas", que percorreu incansavelmente levando a todas elas a sua forte convicção barcelonista assumindo-se como um embaixador do clube da Catalunha.
No futebol pouco interveio a não ser por ter sido o principal responsável pela contratação de Maradona pelo Barcelona, em 1982 ,com o astro argentino que viveu em casa de Casaus algum tempo a considera-lo para sempre como um pai desportivo.
O já demolido estádío de Sarriá, na avenida com o mesmo nome, foi durante muitos anos a casa do Espanhol de Barcelona até o clube o ter vendido em 1997 (os terrenos no centro da cidade valiam uma fortuna e o clube estava com graves problemas financeiros) e se ter mudado para o seu actual estádio nos arredores de Barcelona em 2009 passando os doze anos de intervalo a utilizar o Estádio Olímpico.
Foi o estádio onde, por exemplo, se disputou o inesquecível encontro entre Brasil e Itália no Mundial de 1982 onde a fabulosa equipa brasileira foi derrotada pelo pragmatismo italiano e muito em especial por um tal Paolo Rossi.
Dito isto é sabido que entre Barcelona e Espanhol existe uma imensa rivalidade porque para além de serem clubes da mesma cidade representam também visões politicas muito diversas com os "culés" a assumirem-se como bandeira da Catalunha enquanto os "periquitos" são arautos de uma Espanha unida.
E se rivalidades desportivas , ainda por cima entre clubes da mesma cidade, já são particularmente escaldantes quando se lhes somam as divergências políticas nem é bom imaginar.
E como aparece Nicolau Casaus misturado com Sarriá?
Um dia, no início dos anos 90, o Barcelona deslocava-se a Sarriá numa das primeiras jornadas de "La Liga" e o jornal desportivo catalão "Sport", que está para o Barcelona como "A Bola" para o Benfica ou "O Jogo" para o Porto, no âmbito de uma entrevista a Nicolau Casaus questionou-o se no domingo seguinte iria a Sárria para ver o tal jogo.
Ao que na altura o já idoso (devia andar pelos oitenta e tal anos) vice presidente do Barça respondeu secamente segundo descrição do jornalista:
"Um Barcelonista não vai a Sárria! 
Mostrando que a rivalidade com o vizinho era tão intensa e de tanta amplitude que ia ao ponto de se recusar a entrar no seu estádio em nome de um clubismo sem limites.
Outros tempos?
Provavelmente...
Depois Falamos.

Nota: Uma frase famosa de Nicolau Casaus era " Não gosto de futebol, gosto do Barcelona". Curiosamente este barcelonista convicto nasceu na Argentina, em 1913, e foi viver para Barcelona com os pais em 1918. Participou na guerra civil ao lado dos republicanos e foi condenado á morte pelos franquistas mas conseguiu escapar. Muito antes de Maradona e Messi foi um argentino muito querido pelos adeptos do Barcelona.

quinta-feira, agosto 20, 2026

Repensar

Sou, de há muito, um entusiasta do Festival de Vilar de Mouros. 
Ao qual nos últimos anos tenho ido com regularidade porque o cartaz de artistas é normalmente bom e para lá disso gosto do espaço em que se realiza, dos convívios que sempre se fazem, das pessoas amigas que se encontram.
Este ano não fui. Felizmente digo agora. 
E não fui porque o cartaz não era apelativo e não havia nenhuma banda ou artista que me interessasse ouvir. 
E digo felizmente porque se tivesse ido me sentiria agora enganado e bem enganado depois do número protagonizado por duas esganiçadas que não mereceram o palco que Vilar de Mouros lhes deu. 
Pior ainda prestaram-se ao triste papel de papagaios de uns "recados" que alguém de cá as mandou dar o que prova bem a sua inutilidade enquanto pseudo artistas. 
Sim, porque alguém acredita que duas punk inglesas fazem a minima ideia do xadres politico nacional? Claro que não. 
E por isso, e porque também quero continuar a ir a Vilar de Mouros (onde já assisti a inesqueciveis concertos) ,acho que a organização do Festival deve em futuras edições repensar o cartaz e acautelar quem convida deixando claro que os convites são para tocar e cantar e não para fazer política! 
Porque se um cidadão quando está doente vai ao medico para se tratar e não para o ouvir falar de politica, quando quer tratar das suas contas vai a um contabilista para ele as fazer e não para o ouvir falar de política, quando quer fazer uma casa vai a um arquitecto para ele fazer o projecto e não para o ouvir falar de política, etc,etc, porque carga de água quando vai a um festival para ouvir musica e canções tem de ouvir os artistas a falarem de política? 
Para isso vai a um comício partidário. 
E isto não tem nada a ver com liberdade de expressão mas apenas com respeito por quem paga o seu bilhete. 
Porque um festival é para todos, independentemente das suas opções politicas, e todos tem o inalienavel direito de serem respeitados.
Depois Falamos.

Tucson, Arizona

Cervejas EUA

Carruira lilás

quarta-feira, agosto 19, 2026

Aniversário

Na sessão solene do dia do município de Esposende a oportunidade para encontrar amigos e conhecidos, assistir a homenagens a esposendenses que se distinguiram nas mais diversas áreas e ouvir dois excelentes discursos. 
Do presidente de câmara, Carlos Silva, e do ministro da economia ,Manuel Castro Almeida, de quem fui colega no Parlamento há muitos anos e com quem sempre mantive uma relação cordial e simpática. Registei também a presença do deputado do PSD, Joaquim Barbosa , outro "velho" amigo que mesmo nas férias parlamentares quis marcar presença num evento importante de um concelho do distrito pelo qual foi eleito. 
Exemplar.
Depois Falamos.

Envergonhar

Não sei se será alguma senilidade precoce, se haverá alguma loucura oculta, se qualquer outro problema ligado à saúde mental. 
Não sei mesmo!
Sabe-se ,de há muito, que é fraco nas convicções, hesitante no carácter, pouco dado à resistência ao politicamente correcto e a coragem política não é traço dominante da sua forma de ser. 
Mas participar na homenagem a um terrorista do Hamas, pese embora a velha cumplicidade entre a ONU e esse bando de facinoras, é algo que ultrapassa qualquer realidade compreensível e remete para a esfera do inaceitável. 
Duas coisas são certas. 
Uma é que se o cargo tivesse alguma relevância e importância na cena política mundial não seria ele a ocupa-lo. E menos ainda a fazer um segundo mandato. 
A outra é que estes comportamentos envergonham Portugal. 
E isso é o que mais lamento
Depois Falamos.

terça-feira, agosto 18, 2026

Cedo

Está disputada a segunda jornada do campeonato com excepção de uma partida que foi adiada por razões perfeitamente compreensíveis.
Obviamente que continua a ser cedo, muito cedo, para se tirarem quaisquer ilaçõs e menos ainda para fazer previsões sobre como irá acabar algo que acaba de começar mas naturalmente há alguns destaques a fazer ainda que sejam meras curiosidades.
Avulta a liderança tripartida de Arouca, Porto e Marítimo, com especial destaque para os madeirenses acabados de regressar ao campeonato maior, o difícil triunfo do Sporting sobre o Vitória num jogo que chegou a parecer fácil mas se tornou muito difícil com um resultado lisonjeiro para os leões e o reforço da convicção de que é muito importante os meios tecnológicos auxiliares dos árbitros serem cada vez mais necessários e precisos nas informações que transmitem, a goleada do Benfica a um Casa Pia que quatro anos depois continua "sem abrigo" (leia-se estádio) e a robusta vitória do Arouca sobre o Moreirense.
Falta apenas disputar o Braga vs Gil Vicente adiado devido a probelmas de saúde generalizados no plantel bracarense que encontrou nos gilistas o fair play e o desportivismo adequados ao adiamento do jogo evitando a repetição de uma tristíssima cena em 2021 quando o B SAD com plantel dizimado pelo
Covid teve de entrar em campo frente ao Benfica com apenas nove jogadores porque não tinha mais e o adversário não aceitou adiar o jogo. 
Como dizia atrás é cedo para tirar ilações ou previsões mas já não é nada cedo para os responsáveis dos clubes perceberem as lacunas dos seus planteis e tomarem medidas até ao fecho do mercado que já não vem nada longe.
A próxima jornada tem como aliciante maior a disputa pela liderança da prova com o líder, Arouca, a visitar o vice líder, Porto, com o terceiro classificado, Marítimo, à espreita recebendo o Académico de Viseu.
Outros jogos interessantes serão em Guimarães com o Vitória, mergulhado em lugares que não são seguramente os dele a receber o Nacional antes da visita a Braga para o maior derbi de Portugal, e em Alvalade com o Sporting a receber o Alverca perante uma massa associativa pouco satisfeita a avaliar pela passada sexta feira.
Depois Falamos.

Mesquita de Djenée, Mali

Répteis