segunda-feira, setembro 14, 2026

Curiosidade

 Esta imagem é curiosa.
Porque retrata o que teriam sido os campeões nacionais se Benfica, Porto e Sporting não existissem.
E assim se constata que fruto do esplendor doutros tempos o Belenenses seria o clube mais vezes campeão ( na realidade apenas o foi uma vez) enquanto clubes que já não existem , andam por divisões secundárias , ou tiveram épocas de excepção para a o seu normal também tinham celebrado títulos. São so casos de Paços de Ferreira, Estoril, Carcavelinhos, Nacional, CUF, Académica, Vitória Futebol Clube e Atlético.
Com a curiosidade triste de o terceiro classificado deste ranking, o Boavista, que também foi campeão de facto já não existir sequer.
Restam Sporting de Braga e Vitória.
Com a equipa bracarense em clara vantagem e a caminho de ultrapassar o Belenenses mas com o Vitória a ser o único a poder disputar-lhe esse titulo honorifico embora face a várias diferenças actualmente existentes isso seja apenas um sonho longinquo.
E com outra curiosidade que talvez mereça reflexão pelo menos aqueles que gostam de reflectir. O Sporting de Braga nos últimos vinte anos, ou seja desde que António Pimenta Machado deixou a presidência do Vitória, ficou dezoito vezes à nossa frente. Dezoito!
Uma "goleada" de 18-2 e sem contar o ano em que estivemos na segunda divisão. Porque até aí a vantagem do Vitória era esmagadora. É História, é verdade, mas ai de quem não aprenda com a História.
Depois Falamos.

Pinguins na igreja

Gaivota

Castelo de Kziaz, Polónia

Copo

Podemos fazer o balanço destas primeiras seis jornadas com base na dicotomia do copo meio cheio e do copo meio vazio.
O copo meio cheio"diz-nos" que somos a equipa mais rematadora da liga e que os golos acabarão por aparecer, que em Alvalade mereciamos empatar pela grande segunda parte que fizemos, que em Braga o jogo estava equilibrado e decidiu-se num lance fortuito, que com o Casa Pia podia ter sido uma goleada e que em Viseu dominamos e o resultado é injusto.
E acrescentar que há reforços que chegaram agora e que uma vez adaptados a equipa vai melhorar.
É tudo verdade mas temos quatro pontos.
O copo meio vazio diz-nos que falhamos muitos golos, que os sofremos de forma inaceitável, que a equipa tem lacunas evidentes, que ter os 3 guarda redes com menos de 23 anos é uma imprudência, que as substituições nem sempre são as adequadas nem no timing certo, que os últimos "onzes" suscitam mais dúvidas que certezas.
E diz-nos ainda que o arranque em 2005/2006, a época que ainda hoje é um pesadelo para os vitorianos, foi pouco diferente porque se agora temos uma vitória, um empate e quatro derrotas há vinte anos tínhamos uma vitória e cinco derrotas.
Certo é que há razões para preocupação embora ainda não para aflição.
E os próximos cinco jogos, num tempo em que para o Vitória qualquer jogo é difícil, também não são de molde a serenar as preocupações.
Recebemos o vizinho Moreirense, que tantas "partidas" nos tem pregado no nosso próprio estádio,  vamos ao Benfica onde infelizmente perdemos quase sempre, recebemos o Marítimo, temos uma deslocação a Barcelos que nos últimos anos tem sido complicada e recebemos o Porto.
Ou seja temos de ganhar a Moreirense e Marítimo e pontuar em Barcelos ( Benfica e Porto são jogos para lutar pelos pontos mas o grau de dificuldade é muito maior) para que a preocupação não se transforme em aflição.
Depois Falamos.

Máscara

Que Trump não presta não é novidade.
Mentiroso, intrujão, desonesto, conflituoso, egocêntrico, incompetente, inculto, desprovido de princípios. valores e honra, é a maior desgraça que os Estados Unidos infligiram a si próprios em toda a sua História.
E por duas vezes por mais incrivel que pareça.
Sendo certo que da primeira vez teve menos três milhões de votos que Hillary Clinton (mas o arcaico sistema eleitoral norte americano permite que o menos votado seja vencedor) e considerável ajuda dos hackers russos do seu amigo Putin.
Mas se Trump ser uma desgraça para os EUA já era mau é ainda pior que o resto do mundo tenha que suportar os efeitos da sua desgraçada presidência.
Resto do mundo com excepção da Rússia, em especial, mas também da China e da Coreia do Norte porque Trump sempre privilegiou a amizade com ditadores e facínoras.
Putin , então, é um amigo especial.
Tão especial que não falta quem pense, na diplomacia internacional e nos observadores políticos, que Putin tem Trump bem amarrado por algo de muito condenável pela opinião pública.
Na guerra na Ucránia então a posição dúplice de Trump é bem conhecida. Finge condenar a Rússia e apoiar a Ucrânia mas não se lhe conhece nenhuma atitude de confronto com Putin ao contrário de várias posições hostis para com Zelensky como numa célebre reunião na Sala Oval em que lhe açorriou o seu cão de fila J.D, Vance.
Em boa verdade o que Trump quer é paz na Ucrânia satisfazendo as exigências russas.
E agora com esta posição, que espero bem que Zelensky possa não seguir, cai-lhe definitivamente a máscara e percebe-se o lacaio de Putin que ali está.
Querer que os ucranianos parem de atacar as instalações petroliferas russas significa exigir que a Rússia possa manter intactas as receitas do petróleo com as quais financia a guerra contra a Ucrânia.
Se isto não é um apoio claro à Rússia e a Putin então não sei que isso seja.
Não duvido que o julgamento da História será terrível para Trump mas antes desse gostava bem de o ver julgado pelos crimes que cometeu e que ajuda outros a cometer.
Depois Falamos.

Nota: A pseudo justificaçao dada pelo aldrabao teria piada se o assunto não fosse tão grave. Diz ele que os ataques ucranianos provacam escassez de petróleo nos mercados. Escassez? Mas foi a Ucrânia que atacou o Irão?

João Mendes

É um mau hábito que se perde no tempo, porque muito antigo, mas a verdade é que há adeptos do Vitória que todos os anos escolhem um jogador para embirrarem com ele.
E isso é particularmente visível desde que existem redes sociais.
Nalguns casos porque o rendimento do jogador de facto não foi o expectável, noutros porque...sim e nada mais e noutros ainda porque o jogador é da formação, é da casa e por isso a bitola de exigência triplica.
Assim de repente vem-me à memória nomes como João Tomás, Rogério Marias, Tiago Targino, Pablo Hurtado, Miguel Silva e na época passada Nélson Oliveira.
São apenas alguns exemplos porque há bastantes mais.
Este ano o "eleito" foi João Mendes.
E lendo os comentários aos jogos do Vitória feitos pelos mais dversos adeptos no Facebook há uma grande percentagem deles a criticar o jogador, a pedir para ele ser tirado da equipa, a referirem a necessidade de ser contratado um lateral esquerdo.
Não sou dessa opinião de forma total.
Acho que para cada posição tem de haver duas opções e no caso especifico da posição de João Mendes não sei se o jovem Francisco Dias está preparado para ser alternativa mas espero que sim.
Nem sei se na equipa B há alguém , dizem-me que sim, à altura de ser opção para o lugar.
Mas sei, isso sim, que João Mendes é dos jogadores que mais quilómetros corre durante um jogo, que faz o vaivém no seu flanco de forma incansável e que em todos os jogos executa um conjunto de cruzamentos que bem mereciam que na área fossem finalizados de outra forma.
Pode ter um ou outro lapso a defender (quem não tem?) mas não tenho ideia de que tenha culpas nos golos sofridos esta época.
E por isso acho perfeitamente injusto o tipo de comentários que lhe são dirigidos e os anátemas que sobre ele lançam.
Infelizmente há aspectos da vida d eum clube em que as coisa ssão o que são.
Depois Falamos.

sexta-feira, setembro 11, 2026

Stonehenge, Inglaterra

Pantera

Catedral de Segóvia

Pragmatismo

Quando hoje logo pela manhã vi este e outros titulo idênticos na comunicação social percebi logo que as afirmações de Pedro Passos Coelho iam gerar as habituais polémicas, especialmente dentro do PSD, entre os dogmáticos que não toleram qualquer crítica (mesmo que não o seja) ao governo e os pragmáticos que preferem uma análise fria e racional das coisas ao invés de clubismos desenfreados.
Digamos que o confronto entre dogmáticos e pragmáticos é uma quase versão do século XXI dos urbanos e rurais do século XX.
E porque percebi a polémica que aí vinha preferi, pareceu-me sensato, ler as afirmações feitas por Passos Coelho em vez de desatar a comentar freneticamente titulos como alguns fazem por sistema sem sequer saberem o que estão exactamente a comentar.
E que dizer então das afirmações?
Que seguem uma linha de coerência porque há muito que PPC tem aconselhado (aconselhar é diferente de criticar) o governo a acelerar reformas porque o país precisa delas e o PSD sempre foi um partido reformista e o único, aliás, que fez verdadeiras reformas em vários dos seus governos incluindo o actual.
E PPC, que governou nos quatro anos mais duros da democracia portuguesa desde 1976, sabe bem o quão desejável é que essas reformas ponham o país ao abrigo de novas bancarrotas, novas troikas, novas austeridades.
E nessa linha de pragmatismo, que é a dele, mais do que limitar-se a aconselhar  até coordenou um estudo - “Bloqueios versus Reformas: uma visão para Portugal”-  que será entregue ao governo até fianl do ano com um conjunto de propostas para desenvolver a economia portuguesa.
Nem sempre os que batem freneticamente palmas são aqueles que mais ajudam à prossecução de um objectivo porque apontar problemas e sugerir soluções é bem mais útil a quem governa se houver o espirito de abertura necessário a entender as coisas na sua verdadeira dimensão.
Depois Falamos.

Nota: Talvez alguns dos mais acérrimos críticos internos de PPC devessem recordar o que disseram e escreveram quando ele apontou os perigos da nomeação de Luís Neves como ministro da administração interna. Passados poucos meses viu-se bem quanta razão Pedro Passos Coelho tinha.

Parodiantes

Quando era miudo e a RTP ainda não tinha emissão á hora do almoço em casa dos meus avós ouviamos rádio durante a refeição. 
Quase sempre os "Parodiantes de Lisboa" , o programa "Graça com Todos" e dentro dela a rúbrica "Rádio Crime" com o inspector Patilhas e os ajudantes Ventoinha e Buraquinho. 
Tanto quanto me lembro era puro humor, com imensa piada e sem ofender ninguém. 
Muitos anos passados há una novos "Parodiantes de Lisboa" mas estes sem qualquer piada, sem qualquer humor, sem coerência nem ombridade. 
Enquanto os antigos nos faziam rir das piadas estes só fazem rir dele próprios e das miseráveis figuras que andam a fazer. 
Como, por exemplo, abandonarem um festival de humor em que vai estar Jerry Seinfeld sob o mentiroso pretexto de não quererem com a sua presença normalizarem um suposto genocídio em Gaza dadas as posições de apoio a Israel do humorista norte americano. 
Felizes com a sua atitude sectária e estúpida que fizeram então alguns desses Parodiantes?
Foram a correr para a "Festa do Avante" que anda há cinquenta a nos a normalizar os crimes e verdadeiros genocídios na União Soviética/Rússia, na China, em Cuba, na Coreia do Norte e noutros regimes ditatoriais e criminosos que sempre estão representados na festarola. 
A par, é claro, de organizações terroristas como a FPLP ( à última hora não apareceu mas foi convidada e isso é o que conta) ou as FARC da Colômbia.
Mas para os Parodiantes isso não importa nada.
Para esse bando de hipócritas sem moral nenhuma os muitos milhões de pessoas assassinadas por esses regimes criminosos não interessam. Importa é atacar Israel a qualquer preço.
Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és.
E esse é um proverbio que assenta que nem uma luva nesta corja de Parodiantes.
Depois Falamos.

quinta-feira, setembro 10, 2026

Parolice

Na edição desta semana do jornal "Tal & Qual", um dos poucos que ainda compro, a directora do mesmo _ Liliana Rodrigues- insurgia-se duramente contra a partilha de jornais nas redes sociais que segundo ela causa elevados prejuízos aos mesmos dado que isso impede que se vendam de forma minimamente lucrativa.
E menciona um conjunto de argumentos na defesa da sua tese que não custa nada aceitar como plausíveis.
Mas esquece uma coisa. 
Que a queda abrupta da venda de jornais se deve não só a essa partilha nas redes sociais como também há falta de qualidade, isenção, profisisonalismo com que nos tempos actuais são feitos incluindo aqueles que outro era considerados jornais de referência.
E por isso creio que esse declínio nas vendas já tem décadas e é bem anterior a esta partilha actual nas redes e corresponde a uma crescente decepção dos leitores perante o produto que lhes é posto em frente.
E a imagem que ilustra este texto exemplifica bem a falta de qualidade com que hoje se faz jornalismo em Portugal.
Corresponde apenas e só à opinião de um jornalista francês,provavelmente com uma digestão por fazer em relação a 2016,  sobre o onze ideal da Liga dos Campeões, mas em Portugal foram vários os jornais e sites de notícias que pegaram nesta imagem e titularam "Cristiano Ronaldo excluido do onze ideal da Liga dos Campeões" como se se tratasse de uma verdade absouluta e de uma escolha definitiva de algum entidade acima de suspeita e de dogmática infalibilidade.
Mas que parolice!
Olha-se para a s escolhas e algumas até dão vontede de rir.
Clemence? Carvajal ? Best? 
No melhor onze de sempre da Liga dos Campeões?
E Cristiano Ronaldo? E Maradona? E Zidane? E Van Basten? E Platini? E Ronaldinho? E Paco Gento? E Gullit? E Neeskens? E Buffon? E Eusébio? E Iker Casillas? E Clarence Seedorf?  E Raúl Gonzalez? E Roberto Carlos? E tantos outros que com estes permitiria fazer uma equipa supreior a esta?
Em suma façam jornalismo de qualidade e certamente que os jornais se voltarão a vender.
Até lá, e no que toca a queixas, comecem por se queixar deles próprios e do fraco produto que apresentam aos consumidores.
Depois Falamos.

Route 66

Empresas