segunda-feira, junho 22, 2026

Sim...Mas...

Se me perguntarem quem é o meu realizador de cinema preferido não tenho qualquer dúvida em responder que é Steven Spielberg a quem devo muitas e muitas horas de puro entretenimento numa filmografia que vi quase toda e quanta dela vi e revi.
"Tubarão", "Encontros Imediatos de Terceiro Grau", a saga "Indiana Jones", "1941 Ano Louco em Hollywood", "E.T." , "A Cor Púrpura", "Império do Sol",  "Jurassic Park", "A Lista de Schindler", "O Resgate do Soldado Ryan", "A.I Inteligência Artificial", "Relatório Minoritário", "Prenda-me se for capaz", "Terminal de Aeroporto", "Cavalo de Guerra", "Munique", "Guerra dos Mundos", "Os Fabelmans", "Ponte dos Espiões", "The Post- A Guerra Secreta", são apenas alguns exemplos de filmes de Spielberg que me proporcioanram as tais excelentes horas de entretenimento.
Por estes dias estreou em Portugal o seu mais recente filme, "o Dia da Revelação", a que ontem tive oportunidade de assistir.
E a verdade é que não tendo saído do cinema desiludido também não saí com o encanto de outros filmes do cineasta.
Sim, é um filme de Spielberg, com uma excelente direção, bons actores, um enredo bem construido e uma excelente banda sonora que se vê com muito interesse.
Mas, ficou uma sensação de "dejá vu". De uma espécie de "Encontros Imadiatos de Terceiro Grau 3.0".
O mesmo tema, o mesmo encobrimento, a mesma luta pela revelação da verdade.
Feito com meios técnicos que não existiam em 1977, com algumas inovações em termos de argumento e de abordagem ao tema dos extraterrrestres, mas no essencial uma linha de rumo já conhecida.
Não quero com isto dizer que não valha a pena ver o filme porque vale.
É um bom filme, que prende a atenção e com as qualidades atrás referidas.
Mas quem for deve ir consciente de que com ele Steven Spilberg não propõe uma revolução na abordagem a um  tema como aconteceu com Tubarão, Encontros Imediatos de Terceiro Grau, ET, Jurassic Park, A Lista de Schindler.
Propõe "apenas" a continuidade na abordagem a um tema que já revolucionara em 1977.
Depois Falamos.

Farol do Cais de Kenosha, Wisconsin, EUA

Galo da serra

Concorde

Congresso

Dos quarenta a três congressos do PSD o do passado fim de semana terá sido daquele que mais me passou ao lado em termos de seguir o que lá se passou.
Porque não considerando os vinte e quatro em que estive presente os outros procurei sempre segui-los pelas televisões, mesmo depois de deixar de ser militante do partido, porque os congressos do PSD para quem gosta de política são sempre um espectáculo e completamente inigualáveis.
Este passou-me ao lado quase totalmente porque era, também, um congresso sem grande história dado não ter havido disputa nas directas, o partido estar à frente do governo e a liderança do Luís Montenegro completamente indiscutível.
Ainda assim assisti a três ou quatro momentos.
O discurso inicial do presidente do partido por curiosidade em ouvir o que tinha para dizer sobre vários assuntos e depois de forma mais ou menos casual, fruto de zappings durante jogos do Mundial, ouvi a sua intervenção a anunciar os nomes que iria apresentar aos orgãos, o discurso quase todo da ministra do trabalho e a intervenção de Pedro Santana Lopes.
E sobre esses quatro momentos que vi direi sucintamente o seguinte.
O discurso inicial foi dentro do esperado defendendo a acção governativa, criticando a opoição que bloqueia reformas, mostrando entusiasmo pela dinâmica do governo e apresentando as linhas mestras da moção de estratégia que como aconteceu a qualquer outra do passado "morre" cinco minutos depois do congresso estar encerrado.
Sobre a intervenção em que anunciou os nomes, que seria aquela fossem quais fossem os nomes, direi apenas que tenho muita pena que o exemplo de Francisco Sá Carneiro tenha sido há muito esquecido no PSD. Porque em 1979 e 1980 quando foi primeiro ministro separou totalmente partido e governo (a começar por ele próprio) definindo que quem estava no governo não estava na direção do partido e quem estava na direção do partido não estava no governo.
Não foi essa a opção de outros líderes e não foi essa a opção de Luís Montenegro neste congresso.
"Encheu" a CPN de ministros e presidentes de câmara naquilo que foi fechar o partido em torno de um núcleo duro em vez de o abrir a outros nomes e outras perspectivas ficando a minha curiosidade em perceber como ministros de um governo minoritário sob pressão constante das oposições e os presidentes de duas enormes câmaras como Lisboa e Porto vão ter tempo para se dedicarem à vida partidária.
Fica a curiosidade mas pouca porque a resposta é evidente.
Do discurso da ministra do trabalho guardei apenas os aplausos e os entusiasmo dos delegados o que me pareceu ,para lá da solidariedade face ao chumbo da reforma laboral, um toque a reunir do congresso em volta das políticas do governo e das reformas que está a tentar implementar o que foi obviamente positivo. Aliás, ao que li, aconteceu o mesmo aquando da intervenção da ministra da saúde.
Finalmente o regresso de Pedro Santana Lopes (PSL) ao PSD.
Não fiquei minimamente surpreendido porque de há muito, mais propriamente desde que Luís Montenegro se tornou líder, que achava isso mais que provável e que acabaria por acontecer mais cedo ou mais tarde.
Aliás PSL já tinha participado noutras iniciativas do PSD nestes últimos anos e era patente o seu apoio ao partido.
Sinceramente achei muito bem.
O PSD é a "sua " casa, as razões porque saiu diluiram-se no tempo, e não foi o primeiro nem será certamente o último destacado militante do PSD a regressar depois de ter saído em divergência com direções ou opções do partido.
Mota Pinto, Carlos Macedo, José Augusto Seabra, António Marques Mendes, entre outros, saíram do PSD e depois voltaram tendo nele exercido elevadas funções sem que a saída e posterior reentrada tenham sido óbice.
Com PSL creio que não será diferente até porque não acredito que o seu regresso signifique disputa por qualquer tipo de cargo dirigente mas apenas o apoio a quem lidera e um sinal importante de convergência de esforços na área política do PSD.
O tal toque a reunir que se percebeu em vários momentos do congresso.
E sobre o congresso do PSD é aquilo que me apraz dizer.
Depois Falamos.

Nota: Vi muitos comentários da área do PSD sobre o regresso do PSL. A maioria favorável, alguns discordantes e outros típicos dos que dizem o que pensam mas não pensam no que dizem. Nada que me admire nalguns simpatizantes e militantes do PSD que só não excomungam Pedro Passos Coelho porque não podem

domingo, junho 21, 2026

Dalot

Um jogador profissional de futebol tem de estar preparado para tudo já se sabe.
Para o elogio e para a crítica, para a justiça e para a injustiça, para o admirador e para o hater.
Tive oportunidade de ouvir a conferência de imprensa em que Diogo Dalot, de forma tão sensata quanto explicita, falou sobre o momento da seleção desmentindo atoardas e canalhices e reiterando o absoluto empenho de todo o grupo em fazer esquecer a má exibição com o Congo e conseguir um percurso mundialista que orgulhe Portugal e os portugueses.
Mas também percebi onde queria chegar com as palavras duras mas verdadeiras sobre haver gente que não quer que Portugal ganhe.
Porque há.
E neste tempo de comunicação global é evidente que os jogadores tomam conhecimento daquilo que se vai dizendo e escrevendo no seu país (sim, no seu país...) sobre a seleção , sobre eles próprios e sobre o selecionador Roberto Martinez.
E por muito preparado que se esteja, e por muito profissional que se seja, acredito que é difícil aceitar e fazer de conta que não se passa nada quando a canalhice, a má educação, a cretinice, atingem a expressão que se vê nas redes sociais mas também nos jornais onde alguns colunistas que raramente ou nunca escreveram sobre futebol e agora fala de cátedra como se percebessem alguma coisa do assunto e em comentadores televisivos simplesmente asquerosos.
É evidente que essa gente apenas se representa a ela própria e está muito longe do sentir daquela que acredito ser da esmagadora maioria dos portugueses e que é de apoio e incentivo á seleção.
Mas para quem está a vestir a camisola de Portugal numa grande competição desportiva  internacional, a maior a seguir aos Jogos Olimpícos, deve ser desanimador e triste constatar que há uma pequena rectaguarda sempre ansiosa e desejosa de que as coisas corram mal para poderem espalhar com alegria o seu veneno e praticarem  o "bota abaixismo" de que tanto gostam.
Quem diria que o famoso cavalo de Tróia deixaria tão fracos seguidores...
Mas deixou!
Depois Falamos. 

sábado, junho 20, 2026

Uzbequistão

Ao resultado com o Congo não há volta a dar e por isso há que olhar para a frente a aproveitar as lições boas e más que resultaram da estreia portuguesa no Mundial.
Estas duas imagens ajudam a isso.
Uma é um erro que não pode ser repetido e que se prende com a excessiva circulação de bola, como se ela fosse um objectivo e não um meio, e que levou a que no total imenso de 724 passes apenas sete tenham chegado ao interior da área. 
É precisa mais objectividade e mais jogo para a frente, mais cruzamentos da linha que deêm vantagem a que tem de finalizar e mais velocidade nas transições.
A outra revela uma curiosidade que tem de ser aproveitada.
Como não é provável que os congoleses sejam leitores de alguns murais de Facebook portugueses ou ouçam alguns comentadores das nossas televisões a atenção que deram a Ronaldo foi em função do seu valor e não da opinião dos seus críticos. 
E por isso cada vez que ele tinha a bola arrastava na marcação dois ou três adversários ( como aconteceu nos dois remates que fez estorvado por dois defensores) criando espaços por onde os seus colegas deviam ter aparecido mas raramente o fizeram. 
Não acredito que a equipa do Uzbequistão tenha mais informação sobre os tais Facebooks ou sobre os tais comentadores que os congoleses. 
E por isso é muito provável que se repita a marcação apertada a Ronaldo e os consequentes espaços para outros jogadores aparecerem a finalizar. 
E talvez aqui fizesse sentido jogar com dois pontas de lança porque certamente da complementaridade em Cristiano Ronaldo e Gonçalo Ramos surgirão os tais golos pelos quais todos quantos desejam o sucesso de Portugal anseiam. É apenas a minha opinião.
Depois Falamos.

Nota: A utilização de Gonçalo Ramos mais em ponta e Gonçalo Guedes mais solto, guardando Ronaldo para um forcing final caso necessário, também seria uma boa solução. Até porque o jogo com a Colômbia será decisivo para o primeiro lugar do grupo e aí um Cristiano Ronaldo mais "fresco" pode ser importante

Route 66

Elefantes

Farol

Excelente

Não vejo sempre o "Alta Definição" de Daniel Oliveira mas vejo muitas vezes porque gosto da forma hábil e subtil como o responsável do programa consegue pôr os entrevistados a falarem deles próprios com uma sinceridade que às vezes vai até às lágrimas e à visível emoção e comoção.
Hoje foi dos dias em que vi.
O entrevistado era Gonçalo Ramos, jogador do PSG e da seleção nacional, e confesso que foi uma entrevista de altíssimo nível e que revelou facetas do jogador que mostram bem a pessoa de excelência que ele é.
O apego à familia, o amor com que falou do filho, da mulher, dos pais e avós, o respeito por valores  como a educação e a importância da  opinião dos mais velhos, o apego ao trabalho, a humildade, a importância de ter estudado, o ter os pais como exemplos de vida e o pai como prncipal conselheiro futebolístico entre muitas outras afirmações mostram um homem tão bom como o jogador e isso é de realçar sempre.
Se já tinha grande admiração pelas qualidades futebolísticas de Gonçalo Ramos agora junto-lhe a admiração pelas qualidades humanas e fico satisfeito por gente assim vestir a camisola de Portugal.
Que seja por muitos anos e com muito sucesso.
Depois Falamos.

sexta-feira, junho 19, 2026

Clarificação.

Há males que vem por bem.
E o chumbo da reforma laboral no parlamento é um deles.
Não porque a reforma não fosse necessária mas porque permitiu uma definitiva clarificação sobre quem em Portugal quer fazer reformas e sobre quem dizendo querer fazê-las a elas se opõe sempre que tem oportunidade para isso.
Hoje ficou claro que AD (PSD e CDS) e Iniciativa Liberal querem de facto reformas para ajudarem ao desenvolvimento do país enquanto todos os restantes partidos, com especial destaque para Chega e PS porque a esquerdalha não conta para nada, são forças de bloqueio empenhadas em impedir as ditas reformas.
E se do PS de Pedro Nuno Carneiro ( ou será José Luis Santos pouco importa) já nada admira porque tem uma velha e longa tradição de oposição a reformas ( em tempos já longinquos até se opuseram a abertura da televisão à iniciativa privada) já ao Chega caiu a máscara pseudo reformista e, pior ainda, a basófia de que é contra a esquerda.
Hoje o Chega esteve ao lado do PCP, BE, Livre, PS, CGTP e UGT contra uma reforma proposta pelo governo.
E por isso no próximo video de propaganda em vez de colocarem André Ventura a marcar golos pela seleção nacional (ai se o ridiculo matasse..) mais vale porem-no ao lado de José Luís carneiro, Paulo Raimundo, José Manuel Pureza e Rui Tavares de punho cerrado a cantar a "Internacional" !
A partir de hoje são esses os seus companheiros de percurso!
Aqueles a quem permitiu que cantassem vitória numa questão em que deviam ter sido, todos eles, claramente derrotados.
E é bom que os portugueses não se esqueçam disso quando forem chamados a votar.
Depois Falamos. 

Simples

O futebol, para quem percebe, é um desporto extremamente simples. 
E Zinedine Zidane não só foi um dos melhores jogadores da História do futebol como é um treinador de reconhecido sucesso. 
Em poucas palavras, mas sábias, disse aquilo que havia para dizer sobre a exibição de Portugal em geral e de Cristiano Ronaldo em particular. 
A equipa falhou enquanto equipa, o fabuloso meio campo neste jogo não foi fabuloso, os laterais estiveram muito aquém do que lhes é normal. 
E por isso a bola raramente chegou aos ultimos metros em boas condições de finalização. 
Acredito que face ao Uzbequistão reaparecerá a grande seleção de Portugal.
Depois Falamos.

Nota: Escusam os haters de Ronaldo e da própria seleção de virem para aqui com as ladainhas do costume. Já lhes conheço a obsessão, a inveja, a ingratidão. Escrevam nos seus murais que prometo que não vou lá contradita-los. Aqui agradeço que me deixem em paz a apoiar Portugal e a admirar e agradecer a Cristiano Ronaldo por tudo que tem feito pelo nosso futebol e pela imagem do nosso país.