quarta-feira, maio 27, 2026

Castelo Hohenwerfen, Áustria

Ursos polares

Goleadores

Acreditar

As declarações de Pedro Passos Coelho na apresentação de um livro causaram o reboliço normal naqueles que vivem na ânsia quase doentia de encontrarem discordâncias, divergências, inimizades até entre o ex primeiro ministo e Luís Montenegro.
Depois de perceber a polémica que andava pela comunicação social e pelas suas caixas de repercussão chamadas redes sociais tive a curiosidade de ir ouvir as declarações porque uma coisa é o que se lê e outra bem diferente aquilo que se ouve de viva voz.
Ouvi.
E ouvindo fiquei convencido que Pedro Passos Coelho não se estava a referir minimamente a Luís Montenegro mas sim a caracterizar situações que se vivem hoje um pouco pelo mundo em que há agentes políticos que tem comportamentos como aqueles que caracterizou.
Basta olhar o vizinho Pedro Sanchez para ter um bom exemplo de um prostituto da política.
Não duvido que Passos Coelho esteja desiludido com determinados aspectos da governação e manda a verdade dizer que na área política da AD não será o único.
Mas daí a apodar Luís Montenegro de prostituto é algo em que não acredito.
Não acredito mesmo.
Porque sei que não é essa a forma de Pedro Passos Coelho estar na vida e na política.
E essa convicção não é abalada por comentários tendenciosos e por comentadores facciosos, por politiquices intriguistas e por chicana política rasteira, por aqueles que querem fazer da política um lamaçal e não olham a meios para isso.
Depois Falamos.

Activismo

Se o wokismo é um cancro das sociedades modernas o activismo é uma praga!
Pelo menos aquele activismo que todos os dias a comunicação social nos põe à frente e que se resume a vandalizar, estragar, roubar e apoiar terroristas que o wokismo latente impede que se tratem os autores pelos seus verdadeiros nomes - vândalos, criminosos, ladrões e cúmplices de terrorismo- para serem denominados como activistas por uma comunicação social altamente influenciada pelo tal wokismo.
Que narra as suas "façanhas" misturando os crimes que cometem com as causas nobres que seria suposto defenderem mas não defendem.
Essa escumalha activista, que se entretém a vandalizar obras de arte e monumentos, a roubar supermercados , a cortarem estradas e ligações ferroviárias e a organizar flotilhas entre outras malfeitorias tem , contudo, uma caracteristica que os define de forma irrefutável.
São uns cobardes!
Que só agem em democracias sabendo que os seus direitos serão defendidos até ao tutano e que as formas de punição pelas suas actividades criminosas serão leves e muito aquém do que merecem.
Agem em democracia, para fragilizarem a democracia, ao serviço de agendas totalitárias impostadas dos países e oranizações que os financiam e alimentam e nos quais a democracia não existe.
Porque ninguém os vê em países onde há graves atropelos dos direitos humanos a defenderem as vítimas desses atropelos e a fazerem gala de um activismo que, esse sim, seria louvável e mereceria o apoio de todos.
Na Rússia dos Gulags, na China dos campos de concentração, no Afeganistão onde as mulheres são tratadas como seres de quarta categoria, no Irão em que o regime medieval dos aiatolás já assassinou centenas de milhares de pessoas, na Nigéria onde tem existido terríveis massacres de cristãos pelos terroristas do Boko Haram , na Coreia do Norte onde todo um povo vive escravizado por uma ditadura feroz e de uma crueldade inimaginável, no norte do Iraque onde os yatidis são massacrados pelo Estado Islâmico e em vários outros paises, incluindo algumas monarquias quase medievais do Golfo Pérsico  onde as mulheres são tratadas como objectos e os homossexuais enforcados, ninguém vê os tais activistas enfeitados com panos de cozinha e armados de uma prosápia arrogante que parece capaz de salvar o mundo para quem acreditar neles é claro.
Porque sendo cobardes mas estando bem informados sabem o risco de afrontarem ditaduras e tendo medo metem o activismo na gaveta.
Preferem exercê-lo na Europa porque é mais fofinho, tem mais audiências, enganam com mais facilidade os crédulos da vida e vão cumprindo a sua agenda destruidora sem problemas de maior.
Mas sem conseguirem esconder que o activismo de que se dizem agentes não passa de vanalismo, criminalidade, gatunagem e cumplicidade com terroristas sem mistura possível, ainda que remota, com causas humanitárias ou a defesa de valores essenciais à humanidade.
Depois Falamos.

Nota: Quem não concordar está à vontade para explicar em que é que vandalizar uma obra de Monet , de Picasso, a Porta de Brandenburgo ou o Psdrão dos Descobrimentos (quatro exemplos entre muitos outros) contribui para defender uma Causa minimamente decente.

Horrível

Sou desde sempre um fã da Ferrari.
Da Ferrari na Fórmula 1, a mais histórica e mítica das marcas que disputou todos os campeonatos desde 1950, mas também dos Ferrari de estrada onde a marca ao longos dos anos construiu carros fabulosos pela beleza e pelas capacidades técnicas das quais o característico trabalhar dos motores não era seguramente a menos importante em termos de construção do mito.
E pese embora a evolução dos tempos e das tecnologias ser o que é e introduzir alterações nem sempre bem vindas, quer na F1 quer nos modelos de estrada, nunca pensei chegar ao ponto de ver um Ferrari simplesmente horrível.
O Ferrari Luce, primeiro modelo totalmente eléctrico da marca, não tem ponta por onde se lhe pegue porque é feio até dizer basta.
Parece muito mais um Tesla que um Ferrari.
E sendo totalmente eléctrico nem o típico som de um motor Ferrari se ouve!
Esteja onde estiver o Comendador Enzo Ferrari deve estar horrorizado!
Depois Falamos.

Nota; Na Fórmula Um sonhei durante anos em ver Ayrton Senna sentado num "Cavallino Rampante".
Infelizmente não aconteceu.

terça-feira, maio 26, 2026

Moorea, Taiti

Farol Saint Mathieu, França

Concorde

Seleção

Sou um entusiasta convicto da seleção nacional.
De todas as seleções nacionais mas muito em especial da de futebol como será fácil de compreender.
Tinha uns cinco ou seis anos quando a vi jogar pela primeira vez ao vivo, nas Antas num Portugal x Brasil em que jogaram Eusébio e Pelé, e desde aí já a vi jogar em muitos estádios deste pais e naturalmente muito mais vezes na televisão.
Para lá do Vitória é a unica equipa que apoio sem reservas e cujos jogos não perco independentemente de quem jogue de que clube provenha.
Há jogadores que não gosto nada de ver nos clubes mas quando vestem a camisola de todos nós passo a defende-los com unhas e dentes porque estão a representar o meu país e isso é algo a que dou muito valor.
Vibro com os triunfos, fico triste com as derrotas, festejei exuberantemente o Euro 2016 e as duas ligas das nações que vencemos e vi com enorme desânimo as derrotas que nos impediram de chegar à final de europeus e mundiais.
Para já não falar daquele horror de 2004 em que depois de fazermos bem feito tudo que havia para fazer falhamos no que parecia menos difícil.
Nem sempre estou de acordo (mas alguém está?) com as opções dos selecionadores em termos de convocatórias, equipas titulares e substituições, mas percebo que se nos clubes já é difícil quando se tem à disposição naipes de jogadores  tão valiosos como Portugal tem torna-se difícil obter consensos porque sendo chamados vinte e seis (como agora para o Mundial) há mais uma dúzia que também podiam ter sido opção.
É claro que todos temos favoritos.
Os meus principais, durante estas décadas, foram Eusébio e Figo e continua a ser Cristiano Ronaldo.
Mas vi sempre com grande alegria a chamada de jogadores do Vitória à seleção por  constituirem para mim um capítulo à parte.
Desde António Mendes ( cuja estreia vi pela televisão) que foi o primeiro de sempre até Jota Silva, o último até à data, passando por ilustres nomes como Manuel Pinto, Joaquim Jorge, Abreu, Romeu, Rui Rodrigues, Laureta, Jesus, Costeado, Carvalho, Nascimento, Adão, Miguel, Neno, Pedro Barbosa, Vitor Paneira, Pedro Mendes, Nuno Assis, Pedro Espinha, Capucho, André André entre outros.
Tudo isto para concluir o seguinte.
Jogue quem jogar é Portugal que joga.
Roberto Martinez fez as suas opções e gostemos ou não são estes os jogadores que vão representar Portugal no Mundial de 2026.
Pelo que continuar a discutir nomes, defender que vai este e devia ir aquele, pôr a preferência clubística como factor de escolha e razão de crítica é, sinceramente, fazer um inútil exercício de egocentrismo em vez de dar o apoio total aqueles que vão jogar com a nossa camisola e fazer tudo quanto lhes seja possível para Portugal fazer um grande Mundial.
Por mim o tempo de discussão acabou.
Os 26 ou 27 selecionados são os melhores 26 ou 27 que podiam ser escolhidos.
Vamos lá Portugal.
Depois Falamos.

Socialistas

Há fotografias que são um poema.
Esta por exemplo. 
Que mostra três personalidades bem conhecidas. 
José Sócrates, José Luis Zapatero e António Costa.
Unidas por algumas coincidências e separadas, para já, por um facto. 
Todos foram primeiro ministros. Todos são socialistas. Todos deixaram o poder derrotados pelo povo directa ou indirectamente.
O facto que os diferencia, para já, é que um já está a ser julgado por corrupção, o outro é praticamente inevitável que o venha a ser e o terceiro não está acusado de nada que se saiba. 
Mas continua a ser investigado. 
Um bom retrato este de uma certa forma de ser e estar do socialismo ibérico.
Depois Falamos.

segunda-feira, maio 25, 2026

Transtornos

Normalmente num jogo de futebol com vencedor o saldo é para um a alegria de ganhar e para o outro o transtorno de perder.
Por vezes o efeito alarga-se a terceiros quando se trata de descidas de divisão, títulos ou apuramentos europeus mas raramente acontece afectar tantos como aconteceu com a vitória do Torreense sobre o Sporting na final de ontem.
Que proporciona ao clube a sua primeira taça de Portugal e o primeiro apuramento europeu da sua história e logo com entrada directa na fase de grupos da Liga Europa.
Sobejas razões de alegria a contrastar com os transtornos causados a quatro outros clubes.
O primeiro afectado foi o Sporting, por perder a final, mas o efeito fica por aí porque na próxima época entra directamente na fase de grupos da Liga dos Campeões.
O segundo, e esse foi o maior transtorno, o Famalicão que se ia estrear nas competições europeias depois de uma época brilhante e fica agora de fora com o desgosto que é possível imaginar para todo o clube.
Falo por saber por exepriência própria o que isso é porque aconteceu várias vezes ao Vitória, nos últimos anos do século XX, que ficando em quarto lugar não foi à Europa porque nesses tempos havia apenas quatro vagas e às vezes a Taça trocava as voltas.
O terceiro é o Braga que por força do Torreense ocupar a vaga directa na fase de grupos da Liga Europa, empurrando o Benfica para as pré eliminatórias , se viu por seu turmo empurrado da Liga Europa para a Liga Conferência que, convenhamos, não é bem a mesma coisa.
O quarto é o Benfica que passa de uma entrada directa na fase de grupos da Liga Europa para a disputa da segunda pré eliminatória com a consequência de ter de começar a época bem mais cedo (o que normalmente se paga lá para o fim) e ver-se obrigado a disputar seis jogos para poder entrar na fase de grupos com tudo que isso significa de desgaste.
Em suma foi como que o desabar de um castelo de cartas para Sporting, Famalicão, Braga e Benfica.
Falta agora saber se  o Torreense tem o licenciamento da UEFA necessário a disputar a Liga Europa.
Sem o qual tudo voltará à primeira forma.
A ver vamos.
Depois Falamos.

Nota: Ontem nalguns comentários televisivos que vi a grande preocupaçao de alguns comentadores não era realçarem e louvarem a vitória do Torreense mas lamentarem, com ar de carpideiras, o facto de o Benfica ter de disputar as pré eliminatórias! De Braga e Famalicão nem falavam. Nada de novo!

Little Big Horn, Montana, EUA

Mabecos

Castelo de Falkenstein, Alemanha