sexta-feira, março 06, 2026

Critérios...

Isto de rankings pelos vistos está na moda sem que daí venha mal ao mundo,
A "Sport Bible" que se dedica particularmente a este tipo de apanhados fez agora um no qual constam aqueles que a revista considera serem os cem melhores goleadores de todos os tempos.
Claro que é discutivel (no futebol o que é que não é discutível?) quer a escolha quer o ordenamento da "classificação" e encerra , como não podia deixaar de ser, algumas curiosidades.
Uma é que não sabendo qual foi o critério de ordenamento mas sendo os cem melhores goleadores faria sentido que o peso dos golos se fizesse sentir mas não fez porque há jogadores com menos golos há fente d ejogadores com mais golos.
Outra é a inclusão nos primeiros lugares de nomes de que nunca tinha ouvido falar como Arsenio Erico e Josef Bican dois jogadores nascidos há meia de cem anos (um paraguaio e outro austriaco) que no seu tempo foram grandes marcadores de golos mas de que não há registos precisos.
A presença de Eusébio como segundo maior goleador de sempre é naturalmente interessante para Portugal sendo certo que marcou mais golos que Ronaldo Nazário mas menos do que alguns que na classificação vem atrás.
Mas a maior das curiosidades, e aquela que me faz ter maior curiosidade quanto aos critérios com que este raanking foi feito, é nele não figurarem Cristiano Ronaldo, Pelé e Messi os três jogadores que mais golos amrcaram na História do futebol!
Enfim, critérios haverá mas bons não me parece que sejam.
Depois Falamos.

Bruxas

Há um velho ditado que  diz " eu não acredito em bruxas, mas que as há, há"!
É um entre tantos que mostram bem o quão longe vai a sabedoria genuinamente popular.
Eu também não acredito em bruxas (nem em fadas, duendes e outros personagens imaginários) mas por vezes sou levado a crer que elas existem mesmo e andam por aí a espalhar os seus bruxedos e a levarem as cabo as suas malfeitorias.
Querem um exemplo? 
Na semana anterior ao dia 28 de Fevereiro a noticia espalhada até à exaustão, e comentada nas redes sociais e noutros espaços até à nausea, era o "horrendo crime" de o ministro da agricultura - José Manuel Fernandes - ter dois apartamentos alugados e estar a receber em simultâneio o subsidio de alojamento previsto para todos os membros do governo cuja residência não seja em Lisboa e arredores.
Foi o escândalo dos escândalos pese embora tudo que o ministro requereu e recebe seja perfeitamente legal.
Misteriosamente depois do dia 28 de Fevereiro o assunto desapareceu.
E que teve o dia 28 de Fevereiro de tão especial?
Nada.
Acho que houve uma eleições para as concelhias e distritais do PSD mas fora isso foi um dia normal.
As bruxas são mesmo tramadas...
Depois Falamos.

Nota: Escrevi noutro texto que quando não percebo...não gosto.
Mas há casos em que percebo e também...não gosto.

Concorde

Nova Iorque

Flamingos

quinta-feira, março 05, 2026

Porquê?

 Não sendo militante não tenho que aprovar ou desaprovar esta decisão de antecipar as eleições directas no partido.
Mas sendo eleitor do PSD gostava de a perceber.
De perceber porque razão numa situação de absoluta normalidade se antecipam eleições e se encurta um mandato em quase 25% da sua duração prevista.
Porque os mandatos são de dois anos e não de vinte meses.
O governo está a governar com absoluta normalidade e dando boa resposta a problemas inesperados como os temporais de semanas atrás, o primeiro ministro resolveu muito bem  a substituição da ministra da administração interna que se demitira, o grupo parlamentar e o seu líder tem estado em bom plano no parlamento fazendo frente à oposição com eficácia, o partido com absoluta normalidade acaba de eleger distritais e concelhias em todo o país e numa clima de grande abrangência apenas se tendo registado a disputa entre duas listas na distrital de Braga.
Então porquê esta antecipação?
Pelas declarações públicas de Pedro Passos Coelho? 
Vamos lá ver as coisas como elas são.
Passos Coelho foi presidente do PSD , levou o partido a duas vitórias eleitorais em legislativas, tem um capital de prestigio e de simpatia que ultrapasssa largamente as fronteiras do partido.
Como cidadão tem feito algumas intervenções públicas, bem poucas por sinal, em que se tem pronunciado essencialmente sobre o país, sobre alguns aspectos de governação e aquilo que entende serem prioridades e que me recorde nunca sobre o partido.
Elogiando o que entende ser de elogiar e criticando o que lhe parece estar mal.
No passado ( e no presente já agora) outros ex lideres fizeram o mesmo.
Cavaco Silva no espaço entre ser primeiro ministro e presidente da república pronunciou-se muitas vezes sobre os governos do PSD e do PS e nunca foi meigo nas críticas quando entendeu dever ser caustico.
Continua a fazê-lo depois de deixar a presidência da república  mas como Passos Coelho sem falar do partido.
Marcelo Rebelo de Sousa passou décadas como comentador, no Expresso, na TSF, na TVI e na SIC a pronunciar-se sobre a vida política e arrasando nos comentários vários lideres do PSD ao longo dos anos.
Luís Marques Mendes passou a última década no comentário político televisivo e várias vezes criticou decisões do PSD e especialmente decisões dos governos incluindo os governos de Luís Montenegro.
Outros ex lideres como Pedro Santana Lopes, Luis Filipe Menezes , Manuela Ferreira Leite e Rui Rio tem ocupado espaços de comentários em jornais e televisões e quando o entendem criticando governos do PSD e o próprio partido.
E nunca isso foi motivo para antecipação de eleições para a liderança do partido.
Nunca.
Por isso não se entendem esta decisão de agora.
Introduzindo alguma instabilidade onde havia estabilidade, afirmando divisões onde era suposto elas não existirem e criando justificadas dúvidas nos eleitores sobre as razões para isto acontecer.
Não percebo.
E quando não percebo...não gosto!
Depois Falamos.

Nota: Sobre o possível desafio a Passos Coelho nem vou comentar. Apenas direi que quem conhece Pedro Passos Coelho sabe que ele não toma decisões em função de desafios mas sim de convicções. De resto ele  já disse dias atrás que quando e se quiser ser candidato se-lo-á. A resposta está dada. 

quarta-feira, março 04, 2026

Obsessão

Pinto da Costa morreu.
Enquanto presidente do F.C. Porto fez algumas coisas muito boas, muitas coisas boas, muitas coisas más e algumas coisas muito más.
A História o julgará pelo bom e pelo mau.
A História e não Frederico Varandas.
Cuja obsessão em continuar a atacar, a criticar e a insultar Pinto da Costa quando ele já cá não está para se defender são para lá de obsessão uma enorme cobardia que lhe fica mal e não prestigia o clube de que é presidente.
Foram muitos os presidentes do Sporting, de João Rocha a Bruno de Carvalho que tiveram enfrentamentos, e alguns bem acesos, com Pinto da Costa.
Mas com um Pinto da Costa poderoso e na plena posse das suas faculdades ao contrário do que aconteceu com Varandas que encontrou um presidente portista envelhecido, doente, sem o poder de outrora e num fim de um ciclo que terminaria com os associados do Porto a derrotarem-no em eleições.
Muito mais fácil, portanto, enfrentar "esse "Pinto da Costa.
Olhei, anos atrás, a eleição de Varandas depois dos anos de loucura de Bruno de Carvalho como algo de positivo para o Sporting e por consequência também para o desporto nacional e para o futebol muito em particular.
Começou por ser assim, é um facto, mas também os primeiros anos de Bruno de Carvalho tinham sido prometedores e depois acabou como se sabe.
Hoje Frederico Varandas, para lá dos inegáveis méritos que tem e da obra que fez, começa a parecer-se cada vez mais com...Bruno de Carvalho.
A mesma demagogia, as mesmas verdades alternativas, a mesma construção de falsas realidades que apenas ele e os fieis seguidores consideram como verdadeiras.
Quem tiver dúvidas quanto a isso basta ouvir as declarações por ele feitas ontem, num estado de exaltação incompreensível, no final do Sporting-Porto em que pelas suas palavras se percebe que ele viu um jogo que não existiu a não ser na sua imaginação.
Sinceramente tenho pena.
Porque o nosso desporto em geral e o futebol em particular bem precisam que os principais clubes tenham presidentes com perfis racionais, pragmáticos e alheios aos vicios de um passado que devia ser ...passado.
Infelizmente não é o que se vê.
E não apenas no Sporting.
Depois Falamos.

terça-feira, março 03, 2026

Saídas

Estas notícias de vereadores que saem do Chega tem sido correntes nas útimas semanas de norte a sul do país.
Não é uma debandada, longe disso, mas são realmente algumas saídas.
Naturalmente que com a "isenção" e "imparcialidade" que se lhes conhece a generalidade dos comentadores quando se trata do Chega põe todo o ónus negativo das situações no partido e "esquecem-se" dos demissionários e do que as suas atitudes representam.
Não sei nem me diz respeito se o Chega escolhe bem ou mal os seus autarcas. 
Escolherá uns bem e outros mal como é comum a qualquer partido. 
Agora uma coisa é certa e para mim indiscutível. 
Quando se sai de um partido deve deixar-se de imediato os cargos para que se foi eleito em listas do partido. 
Tenho alguma moral para o dizer porque quando em 2018 me desfiliei do PSD no mesmo dia em que mandei a carta para os serviços do partido entreguei em mão ao então presidente da assembleia municipal de Guimarães a minha renúncia ao mandato.
Com estes demissionários do Chega o que se vê é outra coisa. 
Abandonam o partido mas ficam com os lugares o que permite pensar que quando aceitaram a candidatura já tinham a demissão em vista. 
Ou seja usaram o partido para alcançarem lugares que de outra forma não teriam e a partir daí negociarem contrapartidas com quem ganhou as eleições.
E a prova disso é que parte deles mal abandonaram o Chega fizeram logo acordos, e nalguns casos obtiveram lugares como aconteceu com a vereadora demissionária em Coimbra que a Câmara socialista de imediato nomeou para um cargo ou os que assumem pelouros em vereações, sem qualquer pudor nem coerência . 
Deles e de quem com eles negociou. 
Em suma pouco me interessa se o Chega escolhe bem ou mal os seus candidatos. 
Mas há que dizer que nestes casos escolheu gente sem ética nem vergonha. 
Que lhes siva de lição. 
Ao Chega e aos partidos que aceitam negociar com "artistas" destes.
Depois Falamos.

https://rr.pt/noticia/politica/2026/02/28/pelo-menos-sete-vereadores-sairam-do-chega-desde-as-autarquicas-de-outubro/461209/

segunda-feira, março 02, 2026

Concorde

Santa Madalena, Dolomitas, Itália

Bebidas

Ilações

Não sendo desde 2018 militante do PSD, mas sendo seu votante em eleições nacionais, continuo a acompanhar com muito interesse, mas a compreensível distância, o que por lá se passa e muito em especial no distrito de Braga onde noutros tempos já tive responsabilidades concelhias e distritais diversas.
E foi assim que no passado sábado acompanhei as eleições para a comissão politica distrital e para as diversas concelhias.
Sobre as concelhias direi apenas que não houve surpresas e que os resultados corresponderam á lógica das coisas e quando assim é nada a acrescentar.
Sobre a eleição distrital aí sim já haverá mais a dizer.
Desde logo porque foi a única no país em que houve duas listas dado que nos restantes distritos se registaram apenas candidaturas únicas.
Duas listas encabeçadas por Paulo Cunha, que se recandidatava, e por Carlos Eduardo Reis que apareceu como alternativa e acabou por vencer a disputa por uma diferença superior a duzentos votos o que não sendo extraordinário é ainda assim motivo de registo.
Olhando os resultados o que pode concluir?
Em primeiro lugar, e isto vem de há muitos anos, sabe-se que com todo o respeito pelos restantes concelhos tudo se decide  em apenas cinco deles.
Barcelos, Famalicão, Guimarães, Braga e Vila Verde.
E cada um deles é merecedor de análise distinta nestas eleições.
Barcelos, onde Carlos Reis jogava em casa, foi determinante para o triunfo porque os quase mil votos de vantagem para a outra candidatura foram arrasadores e demonstraram, não há aqui lugar a ingenuidades, um trabalho bem feito e iniciado a larga distância da eleição.
Famalicão , onde Paulo Cunha jogava em casa e venceu, não conseguiu ser o antidoto a Barcelos porque os mais de trezentos votos de vantagem foram muito insuficientes para fazerem frente aos mil de Barcelos. De resto Carlos Reis teve em Famalicão mais ou menos o dobro dos votos conseguidos por Paulo Cunha em Barcelos o que traduz bem que a divisão interna das penúltimas eleições para a concelhia (que deram a vitória à hoje deputada e então vereadora Sofia Fernandes) não estão ultrapassadas.
Guimarães, onde o presidente da concelhia (e da Câmara) Ricardo Araújo era candidato a presidente da mesa da assembleia distrital na lista de Paulo Cunha, deu uma vitória clara a este mas com número de votantes eventualmente abaixo do expectável.
Tal como Braga em que Paulo Cunha também venceu mas com números algo modestos para o peso da concelhia.
Resta Vila Verde.
Provavelmente o caso mais interessantes destas eleições porque também foi determinante na vitória de Carlos Reis ao dar-lhe 365 votos de vantagem em relação a Paulo Cunha.
E mais interessante porque revela uma mudança de paradigma com um significado que neste momento não é possível alcançar na sua plenitude dado que nos últimos vinte e quatro anos o poder distrital assentou sempre numa "coligação" de ferro entre Famalicão e Vila Verde que nunca permitiram interferências de outros concelhos na escolha da liderança distrital que foi sempre de militantes dessas secções.
Virgilio Costa e Paulo Cunha de Famalicão e José Manuel Fernandes de Vila Verde.
E agora essa "coligação" acabou e Famalicão e Vila Verde posicionaram-se em campos opostos na disputa eleitoral.
Porquê?
Pois...aí está um assunto para acompanhar com interesse nos próximos tempos.
Pessoalmente fico com a curiosidade sobre o que terá afastado Paulo Cunha e José Manuel Fernandes que durante vinte anos fizeram um percurso solidário na distrital.
Sendo certo que não ignoro que o verdadeiro poder em Famalicão tem outro nome.
De alguém que preza a discrição mas que sabe ter e exercer o poder.
Em segundo lugar é significativo que Carlos Reis tenha vencido em "apenas" quatro concelhos (A Famalicão e Vila Verde juntaram-se Amares e Terras de Bouro duas das concelhias mais pequenas) , contra os dez de Paulo Cunha, mas isso tenha sido suficiente para a vitória demonstrando o peso específico da dimensão do seu triunfo em dois grandes concelhos - Barcelos e Vila Verde- que foram suficientes para ultrapassar a derrota nos restantes mas que o obrigarão a um trabalho empenhado de criação de consensos em todo o distrito.
Em terceiro lugar a curiosidade de depois de vinte e quatro anos de presidentes da distrital oriundos de Famalicão e Vila Verde a liderança ter regressado a Barcelos através de Carlos Reis que, mais uma curiosidade, é filho do último presidente da distrital- Fernando Reis- oriundo daquele concelho.
Nos cinco concelhos decisivos resta Guimarães que não tem um presidente da distrital desde 1996 - Fernando Alberto Ribeiro da Silva- e Braga que tanto quanto me recordo nunca presidiu à distrital.
Veremos o que o futuro reserva mas há claramente vários motivos interessantes para acompanhar o que se vai passar na distrital de Braga do PSD até para se perceber até que ponto esta eleição disputada por duas listas é a face vísivel de outras movimentaçoes no PSD nacional e de que Braga terá sido o primeiro reflexo.
A ver vamos...
Depois Falamos.

Escroque

A culpa é evidentemente da CNN por continuar a dar palco a este escroque.
Um escroque que foi oficial general do exército português (felizmente já na reserva)  e que de comentador de assuntos militares não tem nada porque é apenas um papagaio ao serviço de Putin cujos comentários absolutamente asquerosos defendem a invasão da Ucrânia, os terroristas do Hamas e agora os aiatolas assassinos do Irão.
Sempre com sectarismo, sempre seguindo as posições de Mosovo, sempre contra os EUA, Israel e a União Europeia.
Interrogo-me cada vez mais sobre comp pôde semelhante escroque ser oficial general de um exército que integra a NATO quando tudo que diz é pró Rússia e anti Ocidente.
Mas a culpa é da CNN repito. Que há muito o devia ter dispensado dos tempos de antena pró Putin.
Mas o escroque desta vez ainda conseguiu ir mais longe.
Ao comparar um assassino do próprio povo com a figura do Papa.
Um assassino que mandou matar e torturar milhares de compatriotas apenas porque estes querem liberdade. Um patife que liderava um regime que trata as mulheres como seres inferiores e enforca os homossexuais em guindastes. Um regime que financia o terrorismo do Hamas, do Hezbollah, da Jihad Islâmica e que financiou a ditadura de Assad na Sìria.
E comparou um criminoso assim com um Papa que ao que se sabe é o lider espiritual de muitos milhões de pessoas e que defende  a paz, a tolerância, o amor ao próximo.
Seja ele João Paulo II, Bento XVI, Francisco ou Leão XIV os sumos pontifices contemporâneos do agora em boa hora falecido Khamenei.
Mas para o escroque vale tudo desde que seja para defender ditaduras e ditadores!
Caso para perguntar até quando vai a TVI/CNN dar-lhe palco.
Será que não ganham vergonha?
Depois Falamos

Nota: Não deixe de ser irónico que a TVI tenha sido nos seus primórdios a televisão da Igreja.

Sugestão de Leitura

Confesso que "descobri" Ken Follett tarde, muito tarde, mas ainda a tempo de lhe dedicar a atenção que os seus livros merecem.
Li os primeiros dois o ano passado.
Comecei por ler "Nunca" e gostei.
O que me levou a ler, de seguida, O Buraco da Agulha" de que também gostei bastante diga-se de passagem.
A prova dos nove foi este "Os Pilares da Terra" uma obra monumental de 972 páginas sobre a construção de uma catedral no século XII numa Inglaterra mergulhada em guerra civil.!
Uma obra escrita em 1989  de que a Editorial Presença lançou esta edição especial em 2022.
Um livro simplesmente magnífico que se lê com enorme prazer e um interesse em crescendo consoante se vai avançando numa história que envolve suspense, corrupção, romance,sexo, ambição no quotidiano de uma Europa Medieval e com personagens marcantes que acompanham todo o desenrolar da história.
Uma verdadeira obra prima da literatura e um dos melhors livros que me lembro de ter lido.
Depois Falamos.