terça-feira, março 28, 2023

Corrupção

Paulo Gonçalves foi acusado, julgado e condenado por corrupção de funcionários judiciais afim de obter informação privilegiada para o Benfica sobre processos em que o clube estava a ser investigado por suspeitas de corrupção.
Paulo Gonçalves era, ao tempo em que corrompeu essas "toupeiras" , funcionário do Benfica.
Mas a SAD do clube, presidida por Luís Filipe Vieira e com Rui Costa a vice presidente, escapou sob o argumento de que não sabia de nada e que Paulo Gonçalves não tinha uma posição dirigente no clube nem estava mandatado para intervir em processos judiciais.
Ou seja Paulo Gonçalves entreteve-se a corromper funcionários judiciais por alta recreação própria e o Benfica em nada beneficiou da informação recolhida.
Até os crentes no Pai Natal olharão para isto com ar incrédulo.
César Boaventura foi acusado e vai a julgamento sob a acusação de ter corrompido jogadores de clubes adversários do Benfica para o favorecerem.
Nomeadamente jogadores do Rio Ave e do Marítimo.
Mais uma vez a SAD do Benfica escapa entre os pingos da chuva não por estar inocente mas porque César Boaventura não era dirigente do clube!!!
Foi esse o motivo aduzido pelas Ministério Público para não acusar a SAD do Benfica.
Lê-se e pasma-se.
E nem se percebe se isto é uma dica da Justiça aos restantes clubes no sentido de quando quiserem corromper agentes desportivos usarem como corruptor alguém que não faça parte dos respectivos orgãos sociais porque é garantia de não terem problemas.
Se não é...parece.
Como se porventura o corruptor não ser dirigente do clube não significasse que a corrupção o tinha beneficiado, ao clube, caso se venha a provar.
Ou se  César Boaventura, como Paulo Gonçalves, andasse a corromper por sua alta recreação  pagando do seu bolso por benemerência e devotado amor ao clube. 
A verdade é que mais uma vez a SAD do Benfica escapa incólume pese embora os actos de corrupção praticados terem sido em seu favor quer na obtenção de informações quer na possível viciação de resultados.
E antes que apareçam pressurosos aqueles que acham que "vale tudo" desde que o Benfica ganhe e por isso tem sempre o dedo em riste para defenderem o indefensável e acusarem de anti benfiquismo primário todos quantos andam de olhos abertos, prezam a verdade desportiva e desprezam quem ganha com base na corrupção não quero deixar de lhes lembrar o seguinte:
Quando se olha para as tabelas classificativas dos campeonatos quem se vê lá são Benfica, Porto, Braga, Sporting, Vitória , etc e não Paulo Gonçalves/César Boaventura, Porto, Braga, Sporting, Vitória, etc.
Se for preciso fazer um desenho também se faz...
Restam , a concluir, alguns espantos se em Portugal, na Justiça e no futebol, ainda há alguma coisa que espante.
O primeiro face a um pilar do Estado de Direito chamado Justiça cujo papel nestes casos é simplesmente deplorável porque não trata todos por igual ao punir o mexilhão e deixar escapar sem sequer o levar a julgamento o clube "dono disto tudo". 
E nunca o "dono disto tudo" se aplicou tanto a propósito.
O segundo para o silêncio dos orgãos de soberania , do Presidente da República ao Governo, sempre tão lestos a comentarem tudo por maior que seja a irrelevância e que agora assobiam para o ar como se não lhes coubesse, ao menos, uma palavra sensata quando é a imagem da Justiça que está pelas ruas da amargura. Fosse com outro clube, especialmente se não fosse do trio estarola, e o que já por aí iria.
Bastará lembrar o ruído que fizeram em torno das atitudes de um desmiolado num certo jogo em Guimarães.
Mas trata-se do Benfica.
E  o silêncio e a conivência são o preço a pagar pela repetida mendicidade de convites para o camarote VIP da Luz e para a promoção individual e política à boleia do mediatismo do clube.
E, já agora, também por convites para Comissões de Honra como aconteceu com António Costa na ultima candidatura de Luís Filipe Vieira.
O terceiro para a falta de qualquer reacção visível de Marítimo e Rio Ave perante a tentativa de suborno dos seus jogadores, concretizado ou não, e que lhes devia merecer um severo repúdio para lá de outras atitudes em nome da dignidade das instituições.
Mas o silêncio cumplice é apenas mais uma demonstração de que esses clubes ou são dirigidos por bi clubistas ou estão dependentes de empréstimos de jogadores e outras alcavalas que justificam a sua falta de reacção.
A quarta para registar, sem admiração, o silêncio da FPF ( da Liga nem vale a pena falar porque é completamente dominada pelo clube da Luz) quando a credibilidade do futebol português é gravemente posta em causa.
Pelos vistos ficam mais incomodados com os assobios a João Mário do que com os atentados à verdade desportiva das competições que superintendem.
Um dia o ex ministro da Educação do primeiro governo de António Costa, Tiago Brandão Rodrigues, teve a distinta lata de afirmar que "O Benfica está acima da lei" (sic) naquilo que num país normal lhe teria valido a imediata exoneração de funções.
Mas Portugal não é um país normal.
É um país em que a Justiça é forte com os fracos e fraca com os fortes, em que o Estado usa o futebol como factor de alienação a níveis ainda superiores aos tempos de Salazar, em que o "vale tudo" se instalou como regra autorizada desde que ganhem os que convém ganharem, no qual os governantes são coniventes interesseiros com as maiorias (neste caso de adeptos) mesmo que isso atropele leis e regras da República,  em que o futebol é uma farsa e a verdade desportiva uma miragem.
E por isso Tiago Brandão Rodrigues tinha infelizmente razão no que disse e o desenrolar destes casos é apenas mais uma prova disso.
Resta aos outros, aos que não se deixam alienar por um clubismo doentio em que achem que "vale tudo" para ganhar nem considerem que qualquer clube esteja acima da lei, fazerem uso do seu direito á indignação para se demarcarem deste estado de coisas e desta pouca vergonha sem fim à vista.
É o meu caso.
E espero que de muitos benfiquistas que amando o seu clube estejam indignados com o que fizeram e estão a fazer dele.
Porque o Benfica durante muitos anos nunca precisou "disto" para ser o maior , o mais ganhador e o mais prestigiado clube português.
Depois Falamos.

https://www.publico.pt/2023/02/22/desporto/noticia/paulo-goncalves-condenado-dois-anos-meio-pena-suspensa-etoupeira-2039835

https://www.ojogo.pt/futebol/noticias/cesar-boaventura-acusado-de-corrupcao-para-beneficio-do-benfica-16081749.html

https://desporto.sapo.pt/futebol/primeira-liga/artigos/o-benfica-esta-acima-da-lei-nao-podemos-tratar-todos-os-clubes-de-igual-modo-tera-dito-o-ministro-da-educacao

segunda-feira, março 27, 2023

Modelos

 O meu artigo desta semana no zerozero.pt
Uma reflexão desprovida de qualquer tipo de clubite, de simpatias ou antipatias, sobre o que tem sido o modelo presidencial de dois dos principais clubes portugueses no seu contexto e dimensão.
E também até que ponto esses modelos tem contribuído para o sucesso e insucesso dos respectivos clubes.
Refiro-me a Vitória e Braga.
Os dois clubes que disputam a hegemonia distrital e sempre que podem os lugares de topo da tabela, mas que ainda não conseguiram ser campeões nacionais, e que nesse âmbito são hoje os dois principais clubes portugueses face aos problemas em que mergulharam outros emblemas tradicionais como Boavista, Belenenses e Vitória Futebol Clube.
Começo pelo Vitória.
Cujo modelo de gestão ao longo dos seus quase sessenta primeiros anos de vida assentou numa rotação de presidentes, normalmente escolhidas entre os principais industriais e comerciantes do concelho de Guimarães, e em direcções colegiais onde tudo se decidia e tratava sem áreas reservadas aos assuntos que exigem hoje outro tipo de sigilo.
Esse modelo permitiu-lhe ser hegemónico no Minho, disputar o acesso a competições europeias de vez em quando, quase o levou ao titulo nacional em 1968/1969 (ficou a três pontos...) mas esgotou-se em si próprio porque o clube raramente deixava de ser aquela equipa simpática que jogava bom futebol mas pouco incomodava e não saía dessa rotina.
Depois chegou António Pimenta Machado.
E o clube cresceu bastante em termos desportivos, imenso em termos patrimoniais e tornou-se um clube de dimensão nacional pese embora não ter ganho mais que uma supertaça e algumas competições no futebol de formação.
Quando o ciclo terminou, ao fim de 24 anos, o Vitória era um clube completamente diferente para muito melhor e podia acalentar legítimas ambições de dar o salto para regulares sucessos desportivos e conquista de troféus.
E se é verdade que nos vinte anos seguintes, até à actualidade, ganhou uma Taça de Portugal em futebol ( e perdeu mais duas finais), ganhou titulos na formação e vários titulos nacionais , taças de Portugal e outras competições nas modalidades (basquetebol, voleibol, pólo aquático, etc) é igualmente verdade que o regresso à rotação de presidentes (5 desde Pimenta Machado) o fez perder influência, notoriedade, respeito dos orgãos e a tal estabilidade desportiva que se julgava potenciadora de sucessos mas que nunca chegou a existir.
E fê-lo perder, também , a tal hegemonia no Minho.
Precisamente porque o grande rival aprendeu com o Vitória a lição para trilhar o caminho do sucesso.
Depois de muitos anos de grande rotação presidencial, que levou até a que o presidente de câmara, Mesquita Machado, fosse em simultâneo presidente do clube por não haver mais ninguém ou porque quem havia não interessava ao poder camarário, o Sporting de Braga com a chegada à presidência de António Salvador em 2003 entrou no caminho da estabilidade e do sucesso desportivo que o Vitória nunca teve.
Em vinte anos de presidência de Salvador o Braga ganhou taças de Portugal e taças da Liga, disputou uma final da Liga Europa, foi vice campeão nacional, ganhou muitos titulos e troféus nas modalidades e construiu um excelente património desportivo.
E como consequência disso arrebatou a hegemonia minhota ao Vitória e tornou-se em vários parâmetros, não em todos, o quarto clube português e aquele que em regra mais disputa os primeiros lugares aos seus tradicionais ocupantes.
São factos!
Com a ironia, que potencia a rivalidade, de tendo copiado o modelo presidencial do Vitória estar a ter indiscutivel sucesso enquanto o criador do modelo não soube dar-lhe continuidade e regrediu de forma significativa com o acréscimo problemático de tendo voltado aos tempos pré Pimenta Machado o fez mergulhado em problemas financeiros que nesse tempo não existiam.
E por isso se durante oitenta anos o Vitória foi quase sempre melhor que o Braga, e bastará atentar no facto de ser o quarto clube nacional em termos de número de participações na primeira divisão (o Braga tem menos onze), há que reconhecer que nestes vinte em que o Braga adoptou um modelo presidencial “ à Pimenta Machado” tem sido quase sempre melhor que o Vitória e tem ganho significativa distância em termos de sucesso desportivo.
Ficam as questões para o futuro.
Se pelo lado do Sporting de Braga o modelo em curso tem dado resultado e portanto não há grandes razões para mudar, até porque mesmo com o natural desgaste de vinte anos de presidência António Salvador parece determinado em continuar e tem uma idade e uma experiência adquirida que aconselham a que ...continue, já quanto ao Vitória a questão é bem diferente e merece outro tipo de reflexão.
Porque depois de Pimenta Machado o Vitória vai no quinto presidente e pese embora alguns sucessos desportivos, mais nas modalidades que no futebol em bom rigor, está hoje mais frágil, mais dependente de factores externos e que não controla, mais à mercê de um contexto económico que o condiciona e diminui em termos competitivos.
Qual a solução?
Estabilidade e Sucesso.
Sucesso desportivo, no futebol e nas modalidades, sucesso na gestão económico-financeira, sucesso no desenvolvimento e crescimento do clube em termos associativos e patrimoniais, sucesso no aumento da influência pela presença do clube nos orgãos dirigentes do nosso desporto, sucesso no crescimento mediático do clube e na sua participação nos fóruns da comunicação social.
E estabilidade.
Sem a qual não há sucesso.
Vitor Magalhães, Emílio Macedo da Silva, Júlio Mendes e Miguel Pinto Lisboa por diferentes razões não conseguiram estabilidade nas suas lideranças ( e o primeiro chegou à presidência com uma enorme expectativa em seu torno), foram contestados e acabaram por sair de forma mais ou menos discreta.
E é esse o grande desafio que se põe hoje a António Miguel Cardoso.
Dar ao clube a estabilidade e o sucesso que lhe tem faltado.
Se vai ser capaz disso ou se também ele passará de forma mais ou menos efémera pela presidência do Vitória é algo a que apenas o futuro saberá responder porque ao fim de apenas um ano de mandato ainda é cedo para fazer essa avaliação.
Certo é que perante um Braga em velocidade de cruzeiro o Vitória não pode perder mais tempo nem cometer mais erros sob pena de perder definitivamente essa corrida tão específica. E com ela perder o seu próprio futuro!

Castelo de Tomar

Icebergue, Gronelândia

Hipópotamo

Infinito

198 jogos e 122 golos por Portugal.
Aos 38 anos Cristiano Ronaldo continua o seu percurso rumo ao infinito.
Mais dois jogos, mais quatro golos, mais uma resposta à sua maneira aqueles que o consideravam acabado e não o queriam ver na selecção.
Até ao Europeu de 2024 podem contar com ele.
Depois ? Depois logo se vê.
Com Cristiano Ronaldo é muito arriscado fazer previsões.
Depois Falamos.

Azia

"Não há lufada de ar fresco nenhuma" diz Bruno Fernandes
Começo a ficar farto da permanente azia deste Bruno Fernandes.
E do ar enjoado que exibe nas declarações à CS.
Que na selecção fala mais do que joga enquanto no clube joga mais do que fala.
Não está em causa a sua qualidade futebolística, que é muita, mas sim a sensação de que caminha para ser uma maçã podre no balneário.
Algo que já vem detrás, pelo menos da concentração antes do Mundial do Catar se bem me lembro.
Mas já que acha que é apenas um período de transição talvez seja boa altura de Roberto Martinez o fazer transitar para o banco porque as duas exibições que fez foram muito discretas.
E quando na fila estão Matheus Nunes, Otávio, Renato Sanches, Pedro Gonçalves , etc , acho que a selecção não perdia nada.
Podia ser que uma cura de banco lhe curasse a azia.
Depois Falamos.

https://www.dn.pt/desporto/nao-ha-lufada-de-ar-fresco-nenhuma-diz-bruno-fernandes-16078760.html?fbclid=IwAR2mz-MHctx6jHHUTpQ9EQm5HP5kRmkx66qpYkqPTg9dafmlsVqQRz2nlco

domingo, março 26, 2023

Excelente

Dois jogos, dez golos marcados e nenhum sofrido, seis pontos é o saldo de um excelente começo de Portugal nesta fase de apuramento para o Europeu de 2024.
Jogando em casa do Luxemburgo, que está longe de ser uma potência mas ainda assim é melhor que o Liechstentein, a selecção nacional teve uma entrada em jogo muito forte e praticamente arrumou o jogo com três golos nos primeiros dezoito minutos e mais um aos 30.
Na segunda parte limitou-se a gerir o andamento e a manter o adversário longe da baliza de Rui Patrício mas ainda assim teve tempo para mais dois golos, falhar uma grande penalidade e ver uma bola esbarrar com estrondo na barra luxemburguesa na marcação de um livre por Rúben Neves.
Em relação ao jogo anterior o seleccionador trocou os laterais, foi a vez de Dalot e Nuno Mendes, e deu lugar a António Silva rendendo Gonçalo Inácio naquilo que é uma rotação perfeitamente compreensível nesta fase da época e dado o valor equivalente dos jogadores.
Em termos individuais um belo jogo de João Palhinha, mais dois golos do "suspeito do costume" ( o tal que alguns eruditos da bola diziam acabado) , uma oportunidade bem aproveitada por Nuno Mendes e a habitual entrada desiquilibradora de Rafael Leão que em 15 minutos marcou um grande golo, falhou um penalti e fez a assistência para o golo de Otávio.
Mas em bom rigor não se pode dizer que alguém tenha estado mal porque não esteve.
Cumprido o objectivo para estes dois jogos, e de forma excelente repito, a selecção agora só voltará a jogar em Junho face à Bósnia que será certamente um adversário mais difícil.
Mas acredito que Portugal vencerá o grupo sem dificuldades de maior.
Depois Falamos.

Cartaz de "As Aventuras de Robn dos Bosques" - 1938

Tubarão

Brixton, Londres - 1913

Pagode

Estes dois andam nitidamente a gozar com o pagode.
Mais uma passeata, desta vez ao Luxemburgo, para verem a selecção nacional.
Pelos vistos em Portugal não há que fazer.
E o pretexto de que foram lá para apelarem ao voto nas eleições locais é tão ridículo que só podia vir daqueles personagens sem vergonha que ainda se deram ao luxo de inventarem algo nunca visto.
Uma visita oficial do PR e do PM em simultâneo.
Mau demais!
Depois Falamos.

https://rr.sapo.pt/bola-branca/noticia/clube-portugal/2023/03/26/marcelo-e-costa-assistem-ao-luxemburgo-portugal/325334/?fbclid=IwAR0QrIMPoMA-etsj5OfhAiv6c_9zCnZuV1zwSp25HcthELVP21DJKxpZSck

Verdade

Golda Meir foi uma histórica dirigente e primeiro ministro do Estado de Israel.
Nos seus tempo de governo viveu tempos muito dificeis, como o atentado aos atletas israelitas nos Jogos Olímpicos de Munique em 1972 e a guerra do Yom Kippur em 1973 quando o seu país derrotou uma coligação de vários países árabes liderados pelo Egipto e pela Síria.
Esta sua frase além de ser profundamente verdadeira e pragmática é também uma visão do futuro por larga antecipação.
Afinal Golda Meir nasceu em... Kiev.
Depois Falamos.

ONU

A nomeação, na sequência de um concurso internacional, de Jorge Moreira da Silva para relevantes funções na ONU é uma honra para Portugal e mais um passo assinalável de alguém que tem feito uma meritória carreira em instituições internacionais por absoluto mérito próprio e pela indiscutível valia do seu Currículo.
E a prova de que fazer política com a chave do carro no bolso, como dizia o Prof. Carlos Mota Pinto, é uma garantia de independência e de liberdade.
Como seu amigo fiquei muito satisfeito com esta sua ida para a ONU pelo que significa em termos de reconhecimento dos seus méritos.
E pela certeza de que continuará a servir Portugal.
Depois Falamos.

https://rr.sapo.pt/noticia/mundo/2023/03/24/jorge-moreira-da-silva-nomeado-subsecretario-geral-adjunto-da-onu/325055/?fbclid=IwAR0AeXrqCkvl-fd2xEX82Xa9dh19v_XqyKkyKjB8TrO8OHjb-60aICMcvq0

Sagrada Família, Barcelona