
O país está hoje perante mais uma greve geral convocada pelo CGTP e que como as anteriores não é previsível que tenha sucesso.
Desta vez o pretexto é o pacote laboral mas podia ser outro qualquer porque sempre que há um governo liderado pelo PSD a central sindical, que não passa de uma correia de trasnmissão do quase extinto PCP, arranja sempre motivo para uma greve geral na tentativa de obstaculizar qualquer reforma que o governo queira fazer.
Mais que não seja para tentar justificar para que servem dirigentes sindicais que não trabalham nas suas profissões (nalguns casos há muitos anos como aquele "professor" da Fenprof já aposentado e que durante trinta anos não deu uma aula) mas vivem do sindicalismo e das cotas dos associados dos sindicatos.
Porque para lá do estafado e demagógico "ganhar mais e trabalhar menos", que é a cassete com cinquenta anos que se ouve em todas as greves, nunca da CGTP se ouviu uma palavra sobre produtividade (cujo aumento é a única forma de a sempresas poderem pagar mais), sobre a importância do trabalho e das empresas, sobre a responsabilidade social que os trabalhadores também tem perante as empresas e não apenas as empresas perante quem nelas trabalha.
Para a CGTP, fossilizada no tempo tal como o único patrão de que gosta (o "seu" PCP) , o mundo ainda vive na luta de classes de finais do século XIX e primeira metade do séulo XX e todos os trabalhadores são uns oprimidos e todos os patrões uns exploradores que tem de ser combatidos de preferência até as suas empresas falirem.
A greve geral de hoje vai ser um fracasso como outras também o foram porque os trabalhadores estão cada vez mais fartos de serem utilizados em estratégias que não são suas e que em nada defendem os seus interesses.
E se é verdade que o pacote laboral , ainda em apreciação no parlamento onde até pode nem ser aprovado porque o governo não tem maioria, merece discussão para isso é preciso que todos o queiram discutir de espirito aberto e com postura construtiva e não levar para essa discussão posições radicalizadas e de uma rigidez inultrapassável como sempre acontece com a CGTP quando os governos são de centro direita,
E nessa matéria a UGT também fica amiúde, como hoje por exemplo, mal na fotografia porque também ela às vezes parece uma correia de transmissão só que do PS.
Em suma maus uma greve geral em véspera de um feriado e com uma "ponte "logo a seguir o que demonstra bem o tipo de sindicalismo que se faz neste país.
O sindicalismo da malandrice.
Depois Falamos.
Nota: Logo num telejornal das oito da manhã vi um directo da Autoeuropa em que um dirigente sindical da CGTP, façanhudo e mal encarado, debitava a cassete do costume alheio(?) à realidade de estar a falar de uma empresa que é maior do país e onde as condições laborais são superiores à média nacional.
E " brincar" coma Autoeuropa é brincar com o fogo.
Algo de que só os incendiários gostam!













