
domingo, março 08, 2026
PCP

De facto o humor é uma arma terrível.
Especialmente quando tem piada e não ofende como neste caso.
O PCP que já foi um grande partido mas actualmente é apenas uma sombra do seu passado vive na nostalgia de tempos que não voltam e na defesa de posições e ideologias que a História condenou. Sempre ao lado de ditaduras e ditadores, sempre defendendo o indefensável, sempre do lado errado do Muro, mantendo o patético discurso de ser o maior defensor de um povo que não quer saber dele para nada o PCP caminha para uma irreversível extinção.
Não soube modernizar-se, não soube ler os sinais dos tempos, não percebeu que a sua forma de estar já era e a suas causas já eram.
Nem sequer aprendeu com o que aconteceu aos seus congéneres de França, Espanha, Itália, etc.
E no dia em que se extinguir que descanse em paz porque falta não fará nenhuma!
Depois Falamos.
Estúpidos

Há gente a escrever tamanhas barbaridades nas redes sociais que das duas uma: Ou são completamente estúpidos ou são pagos para defenderem o indefensável.
Nalguns casos ambas as coisas!
Depois Falamos.
sábado, março 07, 2026
Chega

Creio que ninguém de boa fé pode considerar que neste mural o partido Chega seja alvo de algum tipo de sectarismo ou de atitudes persecutórias.
Bem pelo contrário, e embora não seja o meu partido, tenho defendido algumas das suas posições que considero adequadas e combatido algumas discriminações que contra ele são feitas.
Dito isto há dizer o seguinte sobre o que se passou esta semana no parlamento entre o lider e a bancada do Chega por um lado e a Presidente, em exercício, da Mesa do Parlamento Teresa Morais por outro. Em primeiro lugar considero a dra Teresa Morais, que conheço pessoalmente e de quem fui colega naquele mesmo parlamento, uma deputada de excelência, uma jurista reputada e uma Senhora em todas as acepções do termo.
Pelo que repudio totalmente as atitudes da bancada do Chega perante ela que são indignas de um parlamento democrático e de gente civilizada mais parecendo aquela forma de proceder uma exaltação de taberna a altas horas da noite.
É inaceitável o abandono do hemiciclo, é inaceitável a forma como vários deputados se dirigiram à presidente parecendo adeptos de futebol a vaiarem um árbitro, é totalmente inaceitável um deputado que é secretário da mesa abandonar a mesma para se vir juntar à "claque" na vaia.
O segundo partido parlamentar, que mereceu a confiança eleitoral de 1.437.881 portugueses , não pode comportar-se assim.
Não só pela falta de respeito ao próprio Parlamento mas também a quem neles votou.
Depois os incidentes propriamente ditos encerram uma ironia.
Porque em ambos se pode constatar que o Chega tem alguma razão.
No primeiro porque ter tempo disponível para intervir não impede a figura regimental da interpelação à Mesa desde que seja uma verdeira interpelação e não um subterfugio para aumentar o tempo de intervenção no debate político.
No segundo porque de facto a quem preside à Mesa não compete comentar as intervenções dos deputados nem participar, seja de que forma for no debate dos temas, mas sim dirigir os trabalhos de forma isenta e apartidária.
E aí Teresa Morais, do meu ponto de vista, extravasou as suas competências.
Mas não há razão, ainda que parcial, que possa ser sustentada por atitudes de falta de educação e de respeito como as vistas no Parlamento por total responsabilidade dos deputados do Chega.
Talvez aquela forma de proceder agrade aos eleitores mais radicais do partido, aqueles que acham que vale tudo para conquista do poder, mas seguramente que desagrada à maioria dos que nele votam mais que não seja por questões de urbanidade e de respeito pela casa da democracia.
O que face ao repetir de situaçoes deste género acabará por os afastar do partido.
Mas esse é um problema do Chega com o qual o país pode bem.
Muito bem até!
Depois Falamos.
Princípe

Conheci Nuno Morais Sarmento num congresso da JSD em 1986. Em Tróia.
Depois pela vida politica fora fomos-nos encontrando aqui e ali, geralmente em congressos do PSD, e fomos mantendo contacto embora distanciado.
Entre 2000 e 2002, ele como vice presidente e eu como secretário-geral adjunto estreitamos os contactos porque nos encontrávamos quase todos os dias na sede nacional do PSD e tínhamos múltiplos assuntos partidários em comum.
Depois, ele como ministro da presidência e eu como governador civil de Braga, falamos várias vezes sobre assuntos do governo relativos ao distrito.
Depois disso voltamos a contactos esporádicos, sempre em congressos do PSD, onde havia sempre tempo para dois dedos de conversa.
Há muitos anos, mais de dez seguramente, que não via o Nuno Morais Sarmento.
Acompanhei à distância a degradação do seu estado de saúde, que há muito apontava para este desfecho, e amigos comuns deram-me conhecimento da extraordinária coragem com que enfrentou a doença. Terminou hoje o sofrimento mas também desapareceu um dos mais brilhantes políticos da sua geração e um jurista de excelência.
Nuno Morais Sarmento fará muita falta ao PSD e a Portugal.
Foi um príncipe que nunca quis ser rei.
E até nisso se fica com a noção da sua grandeza.
Que descanse em paz.
Depois Falamos.
Livro

Conheci o senhor Bernardino Oliveira Pina há muitos anos atrás quando integrei uma das direções de António Pimenta Machado e ele já na altura era o representante do Vitória em Lisboa.
Onde deu importante contributo ao clube representando-o nos mais diversos actos desde sorteios federativos a contactos com potenciais reforços.
Bancário de profissão, atingindo o topo de carreira no BCP, sempre fez do auxílio ao seu clube uma imperativo de vida sem qualquer retribuição financeira e suportando por vezes despesas que cabia ao Vitória pagar.
Quando estive na primeira direção de Júlio Mendes os contactos foram mais frequentes e um dia convidei-o a ir assistir a um Benfica B- Vitória B no estádio da Luz onde me acompanhou nos lugares destinados à direção do clube visitante.
O que aliás daria origem a um curioso episódio que vem narrado neste livro.
E é a publicação do livro que quero destacar.
Um livro onde Bernardino Pina conta o seu percurso vitoriano, que em muitos pontos entronca com a História do próprio Vitória, começando por seu Pai que jogou no clube há 100 anos e terminando em 2016 quando por sua vontade cessou funções desagradado com algumas situações que de forma alguma merecia que tivessem acontecido.
Um livro que se lê com imenso agrado, com alguma emoção, e que é mais um belo serviço prestado por Bernardino Pina ao seu clube.
Livro que num gesto de amizade e consideração que muito me sensibilizou o meu amigo Bernardino Pina me ofereceu com simpática dedicatória.
O Vitória existe e é o que é graças a vitorianos como ele.
Depois Falamos.
sexta-feira, março 06, 2026
Critérios...

Isto de rankings pelos vistos está na moda sem que daí venha mal ao mundo,
A "Sport Bible" que se dedica particularmente a este tipo de apanhados fez agora um no qual constam aqueles que a revista considera serem os cem melhores goleadores de todos os tempos.
Claro que é discutivel (no futebol o que é que não é discutível?) quer a escolha quer o ordenamento da "classificação" e encerra , como não podia deixaar de ser, algumas curiosidades.
Uma é que não sabendo qual foi o critério de ordenamento mas sendo os cem melhores goleadores faria sentido que o peso dos golos se fizesse sentir mas não fez porque há jogadores com menos golos há fente d ejogadores com mais golos.
Outra é a inclusão nos primeiros lugares de nomes de que nunca tinha ouvido falar como Arsenio Erico e Josef Bican dois jogadores nascidos há meia de cem anos (um paraguaio e outro austriaco) que no seu tempo foram grandes marcadores de golos mas de que não há registos precisos.
A presença de Eusébio como segundo maior goleador de sempre é naturalmente interessante para Portugal sendo certo que marcou mais golos que Ronaldo Nazário mas menos do que alguns que na classificação vem atrás.
Mas a maior das curiosidades, e aquela que me faz ter maior curiosidade quanto aos critérios com que este raanking foi feito, é nele não figurarem Cristiano Ronaldo, Pelé e Messi os três jogadores que mais golos marcaram na História do futebol!
Enfim, critérios haverá mas bons não me parece que sejam.
Depois Falamos.
Bruxas

Há um velho ditado que diz " eu não acredito em bruxas, mas que as há, há"!
É um entre tantos que mostram bem o quão longe vai a sabedoria genuinamente popular.
Eu também não acredito em bruxas (nem em fadas, duendes e outros personagens imaginários) mas por vezes sou levado a crer que elas existem mesmo e andam por aí a espalhar os seus bruxedos e a levarem as cabo as suas malfeitorias.
Querem um exemplo?
Na semana anterior ao dia 28 de Fevereiro a noticia espalhada até à exaustão, e comentada nas redes sociais e noutros espaços até à nausea, era o "horrendo crime" de o ministro da agricultura - José Manuel Fernandes - ter dois apartamentos alugados e estar a receber em simultâneio o subsidio de alojamento previsto para todos os membros do governo cuja residência não seja em Lisboa e arredores.
Foi o escândalo dos escândalos pese embora tudo que o ministro requereu e recebe seja perfeitamente legal.
Misteriosamente depois do dia 28 de Fevereiro o assunto desapareceu.
E que teve o dia 28 de Fevereiro de tão especial?
Nada.
Acho que houve uma eleições para as concelhias e distritais do PSD mas fora isso foi um dia normal.
As bruxas são mesmo tramadas...
Depois Falamos.
Nota: Escrevi noutro texto que quando não percebo...não gosto.
Mas há casos em que percebo e também...não gosto.
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