sexta-feira, julho 31, 2026

Simples

 Quando há carácter, firmeza nas decisões e coragem para travar as "guerras" as coisas tornam-se mais simples.
A proposta tão megalómana quanto interesseira de Infantino para privatizar parte dos mundiais de seleções e de clubes, em conluio com alguns investidores (um dos quais genro do seu enorme amigo Donald Trump) que só olham ao lucro e desprezam a componente desportiva, mereceu firme repudio do mundo do futebol e de algumas das confederações entre as quais a UEFA.
Ora a FIFA sabe bem que sem as seleções e os clubes europeus os seus mundiais não valem rigorosamente nada porque o que sobra, e ao que parece não sobra muito, mal dá para fazer um mundial de matraquilhos quanto mais um mundial a sério.
Não é por acaso que se diz que o Mundial é um Europeu com Brasil e Argentina!
Pode ser injusto para alguma seleções africanas e asiáticas mas ainda é a verdade dos factos.
E por isso conhecida esta firme posição da UEFA, unanimemente aprovada pelas 55 federações que dela fazem parte, logo Infantino recuou aos tropeções dizendo que era apenas uma proposta e esquecendo as ameaças que fizera a quem não a aceitasse.
Mas agora impõe-se que a UEFA vá mais longe e consiga , com outras confederações, criar uma frente eleitoral que derrote Infantino nas próximas eleições para a FIFA.
Porque manifestamente Infantino não só não serve o futebol como é uma ameaça para ele.
E nada como extirpar o mal pela raiz.
Depois Falamos.

Monument Valley, Arizona, EUA

Peixe Pescador

Alameda de Jacarandás, África do Sul

Os Mistérios da Praia de Cepães (3)

E a terminar este conjunto de três textos sobre os mistérios da praia de Cepães squi fica mais um.
Ao lado do praticamente inexistente apoio de praia, mas que pese embora a sua reduzidíssima utilidade é o concessionário daquela praia, existe um estabelecimento comercial (bar e restaurante) que para lá do espaço interior ainda ocupa uma parte substancial do largo defronte à entrada para a praia.
Que se saiba, mas posso estar enganado, esse estabelecimento não tem nenhuma concessão quanto à praia mas a verdade é que ocupa uma parte da mesma, contigua ao tal espaço que já ocupa na esplanada, tendo para o efeito instalado uma pequena escada de acesso e colocado diverso mobiliário seu para usufruto exclusivo dos seus clientes .
Mas mais do que isso vedou o acesso a esse espaço conforme se vê nas fotografias.
Ou seja privatizou-o!
E recordo-me de há bem pouco tempo ter ouvido a ministra do ambiente, Maria da Graça Carvalho, a propósito de uma polémica em praias do Algarve afirmar peremproriamente que em Portugal não há nem pode haver praias privadas.
Pelos vistos há.
Com a curiosidade adicional de até uma placa existir a indicar esse espaço "privatizado" como praia concessionada!
Mas concessionada como? Por quem? Ao abrigo de que lei e no âmbito de que concurso?
Tudo perguntas que merecem uma resposta clara e esclarecedora.
Até porque são demasiados mistérios para uma praia que ostenta o galardão "bendeira azul".
Depois Falamos.

Os Mistérios da Praia de Cepães (2)

No texto anterior sobre a praia de Cepães referi que esta era infelizmente cada vez menos frequentada por banhistas que ao longo dos anos lhe davam sempre um movimento muito superior ao actual.
Estas fotografias foram tiradas na quinta feira dia 30 de Julho, por volta das 12.45 h, num dia em que sem estar muito calor ainda assim estava uma temperatura agradável e propriciadora de um bom dia de praia até porque não soprava vento.
A esta hora, contei-as eu, estavam sete pessoas na praia!
Dois nadadores salvadores dentro da barraca que se vê nas imagens e mais cinco banhistas.
Sete pessoas num bom dia de praia no final de Julho.
Creio que nunca visto!
Razões?
Falta de estacionamento? É o mesmo há muitos anos.
Um "muro" de predras entre o areal o mar que dificulta o acesso a este e torna incómodo para crianças e adultos terem de o ultrapassar?
Mais ou menos idêntico ao de anos anteriores naquilo que é um problema em crescendo em muitas praias do país com os areais a minguarem e o mar a ganhar terreno.
Creio que a razão fundamental está mesmo no problema já aqui focado sobre o apoio de praia.
Sem barracas para alugar, sem um menu minimanente aceitável de comidas e bebidas, sem utensílios de praia para vender , a praia de Cepães torna-se muito pouco atractiva face a outras praias que a poucas centenas de metros tem tudo isso e algumas até mais porque dispõe de baloiços e outros entretenimentos para as crianças se divertirem.
E tudo isto deve merecer a atenção dos responsáveis.
Porque um concelho que quer ser de forte atractividade turística não pode ter uma das suas principais praias reduzida à sua realidade actual.
Depois Falamos.

Nota: Manda a verdade que se diga que também há coisas positivas na praia de Cepães. Por exemplo a biblioteca de praia, extensão da biblioteca municipal, que a exemplo de anos anteriores empresta livros e tem jornais diários para leitura. Com a vantagem de ter uma funcionária simpática e diligente que pese embora ser uma estudante a ocupar as férias dá um toque profissional à biblioteca. Um destes dias pedi-lhe se mandava vir da biblioteca municipal uns livros e na vez seguinte que por lá passei já lá estavam.
Funcionasse tudo na praia de Cepães como a biblioteca de praia!

quinta-feira, julho 30, 2026

Os Mistérios da Praia de Cepães (1)

 Em 29 de Junho, com a época balnear em curso, escrevi um texto sobre o facto de ao contrário das restantes praias da cidade de Esposende a praia de Cepães continuar sem ter o seu apoio de praia aberto a exemplo do sucedido no ano anterior.
Passados alguns dias o apoio de praia abriu mas com algumas curiosidades à mistura.
A primeira é que pelos vistos nem todos os dias está aberto e só nesta semana já esteve dois dias fechado!
A segunda prende-se com o facto de ao contrário dos seus congéneres não ter barracas para alugar, não ter guarda sóis, tapa ventos, brinquedos , bolas, bóias, para vender .
A terceira prende-se com o que tem para servir aos frequentadores da praia.
Grosso modo tem água, cerveja, sumos , café e ...pizzas!
Pão, sanduiches, tostas mistas, refeições ligeiras , pastelaria diversa, nada disso consta do menu o que tem de se considerar, no mínimo, como "sui generis".
A quarta é que as suas instalações continuam a funcionar também como armazém do estabelecimento comercial vizinho o que não me parece que faça parte do contrato de concessão.
Enfim mais que um apoio de praia pode dizer-se que faz de conta que é um apoio de praia.
Com prejuízo para todos quantos frequentam a praia de Cepães.
Que são, infelizmente, cada vez menos.
Não admira...
Depois Falamos.

Nota: O título deste texto é obviamente inspirado no "Mistério da Estrada de Sintrs" do genial Eça de Queirós.

Farol de Flamborough, Inglaterra

Ronda, Espanha

Ursos Polares

Hipocrisia

É bem demonstrativo da miséria moral em que está mergulhada a generalidade da comunicação social nacional, muito em especial as televisões, a forma tão corporativa quanto ridícula como reagiram a uma visita a Israel de um conjunto de "influencers" (não gosto nada do termo mas neste contexto tem de servir) portugueses conhecidos pela forma como tem apoiado o Estado judaico no conflito em curso no Médio Oriente.
Fizeram-no a convite do ministério dos negócios estrangeiros israelita, não o esconderam e bem pelo contrario referiram-no nos textos que escreveram, deixaram claro que viram o que lhes foi mostrado e que algumas fotografias e vídeos só foram publicados depois de visualizados por responsáveis militares das IDF.
Isto porque além de visitarem diversos pontos de Israel estiveram também algumas horas em Gaza ( e não dias como mentirosamente foi noticiado/intoxicado por cá) e visitaram pontos sensíveis do conflito como os famigerados túneis em que o Hamas gastou muito milhoes da ajuda humanitária que era seguramente para outros fins e onde prendeu, torturou e matou civis indefesos quer israelitas quer palestinianos.
Tudo claro, desde a posição dos visitantes quanto ao conflito até a quem pagou a visita, e não seria sequer notícia se não fosse a reação de despeito, de ciúme, de tosco corporativismo da comunicação social cá da paróquia.
Talvez por os visitantes tem tido a acesso a zonas a que eles , Comunicação Social, não tiveram, mas seguramente porque a realidade retratada pelos visitantes  nas redes sociais difere muito dos noticiários comuns nas televisões baseados quantas vezes em informações do Hamas , assistiu-se à tal reacção ridiculamente corporativa despejando suspeições em cima de suspeições sobre os visitantes, insinuando que foram pagos para dizerem o que disserem, acusando-os de serem instrumentos da propaganda do governo de Israel.
Hipocrisia. Pura hipocrisia.
Porque quando se trata de flotilhas pagas por organizações terroristas, que vão dar passeios para o Mediterrâneo apenas e só para provocarem o Estado de Israel e sem qualquer preocupação humanitária, ou seja aí sim pura propaganda, já as televisões e os "Publixo" da vida não exibem qualquer preocupação sobre quem paga as viagens, ao serviços de quem estão, que objectivos perseguem e quem são os e as "Mortáguas" que vão a bordo.
Aceitam, acreditam e querem fazer acreditar que são missões humanitárias embora seja perfeitamente claro que não o são.
E por isso esta visita dos "influencers" a Israel teve duas vantagens.
Uma mostrar realidades não manipuladas e apresentadas por gente claramente identificada com uma das partes do conflito sem se disfarçarem de ajuda humanitária ou patranhas semelhantes como os flotilheiros.
Acredita quem quer mas ninguém pode achar que está a ser enganado.
Outra mostrar , uma vez mais, o nível de indigência ética, a  falta qualidade jornalística e o corporativismo parolo a que está reduzida uma parte infelizmente significativa da comunicação social nacional a quem pouco resta em termos de credibilidade.
Depois Falamos.

quarta-feira, julho 29, 2026

Chega

Imagem gerada por IA

Sinceramente acho que já chega.
Neno foi um grande jogador, um grande vitoriano, um homem que serviu muito bem o Vitória em diversas funções (jogador, técnico, director, relações públicas), contribuiu imenso para a divulgação do clubes, foi um cidadão de excelência e sempre receptivo a todas as causas solidárias, um excelente amigo dos seus amigos (por mim falo) e por isso a sua morte em 2022 foi um enorme choque para toda a família vitoriana.
O que levou a que na época seguinte o número um não fosse usado pelos guarda redes da primeira equipa do clube como homenagem a Neno.
Compreendeu-se e aceitou-se a título excepcional.
Mas passados quatro anos não se compreende que o número um continue a não ser usado como ainda agora foi possível comprovar na apresentação do plantel.
Tudo que é demais é erro.
E manter o número um sem uso é um erro porque transforma uma homenagem excepcional a um homem excepcional numa homenagem permanente que acaba por perder sentido.
Porque se Neno foi quem foi, e viverá sempre na memória de todos e muito em especial de quantos tiveram o privilégio de o conhecer, a verdade é que não foi o único grande guarda redes do Vitória que morreu nestes quase cento e quatro anos de História.
Bastará lembrar nomes como Ricoca, Machado, Roldão e Antonio Jesus.
E por nenhum deles se retirou a camisola um.
Como já morreram grande jogadores que usaram a camisola dois, a três, a quatro, a cinco, a seis , a sete, a oito, a nove, a dez e a onze para citar apenas os números históricos e nenhum desses números foi retirado.
E se lembrarmos nomes como Alberto Augusto, Ernesto Paraíso, Edmur, Joaquim Jorge e Daniel Barreto, para citar apenas cinco de um lote bem maior, constata-se que todos eles mereceriam uma homenagem idêntica à de Neno.
Continuar a não usar a camisola número um já não é homenagem a Neno mas sim um desrespeito e uma falta de consideração por todos quantos serviram honradamente o Vitória e não tiveram uma homenagem semelhante.
Espero que na época 2027/2028 o número um volte a ser usado por um guarda redes do Vitória.
E se for um grande guarda redes, como tantos na nossa História, usar esse número será também uma forma de respeitar e homenagear o legado daqueles que já não estão entre nós.
Depois Falamos.

Factos

Este é evidentemente um bom tema para fazer demagogia, aproveitar politicamente, ensaiar uma vitimização, dizer umas piadolas, atacar ou defender o partido Chega, questionar que documentos desapareceram e quem os entregou ao partido. 
Cada um lhe dará, ao tema, a utilização que muito bem entender dentro da banda larga pejada de irresponsabilidade com que alguns participam nas redes sociais ou da falta de ética e profissionalismo com que muitos fazem jornalismo. 
Depois há os factos.
E os factos dizem que o gabinete de um deputado dentro da Assembleia da República foi vandalizado. Por quem, para quê, com que objectivos é o que realmente importa apurar. 
E espero que nessa matéria o conselho de administração do parlamento seja absolutamente intransigente e exija que tudo se apure até às últimas consequências. 
Doa a quem doer. 
Porque seja qual for a razão para o que aconteceu é o bom nome do parlamento que está em causa e isso não pode ser tolerado.
Depois Falamos.

Nota: Este caso tem o mediatismo que tem por se tratar de André Ventura mas a história diz-nos que já houve vários casos de roubos de bens em gabinetes de deputados ao longo dos anos. Mais una razão para serem tomadas medidas de segurança que em bom rigor até já deviam existir.

Orangotango

Ilha de Fernando Noronha