terça-feira, agosto 04, 2026

Desfaçatez

Há gente, opinadores, comentadores, "influencers" , chamem-lhes o que quiserem chamar que andaram anos a insistir no erro, a apoiar os errados, a quererem (e nalguns casos conseguirem) convencer outros a alinharem em opções erradas.
Mas há uma velha máxima que nos diz que se pode enganar muita gente durante muito tempo mas é impossível enganar toda a gente sempre  pelo que um dia a verdade veio ao de cima, comprovou-se o erro embora sem se saber ainda a sua verdadeira dimensão.
E quando os errados desapareceram do dia para a noite, fugindo a responsabilidades e compromissos, os seus arautos permaneceram e com a desfaçatez que os caracteriza rapidamente se prontificaram a anunciarem os "amanhãs que cantam" como se nada tivessem a ver com o passado nem responsabilidades de grau diverso na manutenção do erro e dos errados.
Pior ainda acham-se no direito, sem qualquer acto de contrição ou manifestação de arrependimento, de apontarem caminhos, defenderem soluções, apoiarem os que a cada momento estao no poder.
Há gente cuja desfaçatez não tem limites.
E também por isso há instituições centenárias que estão como estão.
Depois Falamos.

Farol Long Island Sound, Nova Iorque

Gnus

Castelo Hohenzollern, Alemanha

segunda-feira, agosto 03, 2026

Proença

São várias as semelhanças entre Pedro Proença e Gianni Infantino e infelizmente para eles, e para os organismos que lideram, nenhuma é particularmente lisonjeira.
Uma delas é a absoluta incapacidade de perceberem (ou a arte de fazerem de conta que não percebem) que depois das asneiras que disseram e fizeram nas últimas semanas nenhum deles tem condições para permanecer em cargos que não souberam merecer.
Até podem aguentar-se, tipo Maduro na Venezuela que se manteve no poder a qualquer preço e um dia teve um despertar complicado, mas completamente fragilizados nas sua autoridade, desacreditados no que dizem e fazem e sob uma suspeição que nunca parará de aumentar enquanto estiverem em funções.
No caso do Infantino português esta declaração a separar posições entre ele enquanto cidadão e ele enquanto presidente da FPF é de uma pobreza ética, de uma falta de principios rigorosos, de uma tentativa de se escapulir de qualquer forma à responsabilidade dos erros cometidos que por si só o inabilita para o cargo que ocupa.
As posições do cidadão não podem confundir-se com as do presidente da FPF?
Então quando elas forem contraditórias em quem se deve acreditar?
No cidadão ou no presidente da FPF?
É mais que óbvio que em nenhum deles!
Como pode um individuo cuja credibilidade está reduzida a este nível manter-se como presidente da FPF?
Responda quem souber.
Eu não sei.
Depois Falamos.

domingo, agosto 02, 2026

Defesa

É uma pergunta teórica e que nunca terá resposta, penso eu, mas ainda gostava de saber qual o conceito de defesa do futebol, e dos espectadores em função do qual ele existe, que se pratica hoje em Portugal.
O torneio da Póvoa de Varzim decidiu-se por grandes penalidades e para tal foi necessário escolher em que baliza elas seriam marcadas. 
O estádio tem duas bancadas de topo, como é sabido, por trás de cada uma das balizas e enquanto numa bancada estavam milhares de espectadores ( conforme a foto) na outra estavam duas dúzias de pessoas! Em que baliza foram marcadas as grandes penalidades?
Na que tinha a bancada vazia por trás!
E depois de um processo de escolha estranhamente demorado diga-se de passagem.
É assim que se defende o futebol?
É assim que se respeitam os espectadores que pagam o seu bilhete?
E isto não é nenhuma desculpa para o insucesso do Vitória porque se as grandes penalidades fossem na outra baliza o resultado poderia perfeitamente ser o mesmo.
É apenas indignação pela forma como em Portugal (não) se defende o futebol.
Nem quando é tão fácil fazê-lo.
Depois Falamos.

Tralhão

Não conhecia Luis Tralhão até Maio passado. 
O que nem admira muito porque tem 47 anos e está apenas na sua segunda época como técnico de uma equipa profissional. 
Passou décadas no futebol de formação e boa parte deles no Benfica. 
O ano passado assumiu o Torreense com a época em curso e conseguiu " apenas" lutar pela subida até ao play off com o Casa Pia mas essencialmente conseguiu vencer a Taça de Portugal derrotando no Jamor o vice campeão nacional Sporting. 
Conseguindo assim que o Torreense fosse a primeira equipa da II liga a conquistar o troféu. 
Claro que a partir dai passou a ser um técnico cuja carreira merece o maior interesse.
Ontem em Coimbra não venceu o campeão nacional mas jogou os 90 minutos de igual para igual, olhos nos olhos, com períodos de domínio do jogo e não foi a prolongamento porque não calhou ou não quiseram que calhasse. 
Certo é que um treinador que ao comando de uma equipa do escalão secundário joga como jogou contra as duas melhores equipas nacionais da ultima época só pode ser um excelente treinador. 
Que aos 47 anos ainda pode aspirar fazer uma bela carreira em patamares superiores aos que pisou até agora. 
Porque treinador é ele. Dos bons!
Depois Falamos.

Galinhas

Mizoram, India

Aurland, Noruega

sábado, agosto 01, 2026

Penalti

Já se sabe que uma grande penalidade não é um golo.
É uma clara oportunidade de golo, isso sim, mas está longe de ser automaticamente um golo.
As grandes penalidades são faltas previstas nas leis do futebol, como cantos e livres, que quando são infringidas dão lugar à marcação desse castigo.
A que se chama castigo máximo por ser a tal oportunidade clara de golo.
E por isso quando elas existem tem de ser marcadas sejam contra quem forem e seja em que altura do jogo forem.
Na final da supertaça decorria o minuto noventa quando há uma clara grande penalidade a favor do Torreense que devia ter castigado, mas não castigou, falta cometida na grande áre portista por um jogador azul e banco.
Incrível o árbitro não ter marcado e mais incrível ainda o VAR não ter intervido.
O porto vencia por 1-0 e foi esse o resultado final que até podia ter sido o mesmo se a grande penalidade tivesse sido marcada e depois não convertida.
Mas não foi.
Num claro favorecimento ao Porto e deixando para todo o sempre a suspeita que se fosse na outra área e o Torreense estivesse a ganhar ela seria assinalada sem qualquer hesitação.
O nosso futebol infelizmente continua longe da verdade desportiva em alguns jogos de três clubes. 
Será que algum dia vai mudar?
Depois Falamos.

Perceber

Não quero polémicas mas quero perceber.
André Ventura está a confessar que agiu como receptador de documentos muito importantes, e portanto confidenciais, da PJ que algum ou alguns funcionários indignos de serem polícias lhe terão enviado violando as leis da República?
Está?
E se está isso não é crime? E crime grave? 
Acima de qualquer imunidade parlamentar digo eu.
Porque se assim for e vier a ser constituída uma comissão de inquérito ao ministro Luís Neves está-me a parecer, e muito, que não é apenas o ministro que vai ter de dar explicações!
Depois Falamos.

sexta-feira, julho 31, 2026

Simples

 Quando há carácter, firmeza nas decisões e coragem para travar as "guerras" as coisas tornam-se mais simples.
A proposta tão megalómana quanto interesseira de Infantino para privatizar parte dos mundiais de seleções e de clubes, em conluio com alguns investidores (um dos quais genro do seu enorme amigo Donald Trump) que só olham ao lucro e desprezam a componente desportiva, mereceu firme repudio do mundo do futebol e de algumas das confederações entre as quais a UEFA.
Ora a FIFA sabe bem que sem as seleções e os clubes europeus os seus mundiais não valem rigorosamente nada porque o que sobra, e ao que parece não sobra muito, mal dá para fazer um mundial de matraquilhos quanto mais um mundial a sério.
Não é por acaso que se diz que o Mundial é um Europeu com Brasil e Argentina!
Pode ser injusto para alguma seleções africanas e asiáticas mas ainda é a verdade dos factos.
E por isso conhecida esta firme posição da UEFA, unanimemente aprovada pelas 55 federações que dela fazem parte, logo Infantino recuou aos tropeções dizendo que era apenas uma proposta e esquecendo as ameaças que fizera a quem não a aceitasse.
Mas agora impõe-se que a UEFA vá mais longe e consiga , com outras confederações, criar uma frente eleitoral que derrote Infantino nas próximas eleições para a FIFA.
Porque manifestamente Infantino não só não serve o futebol como é uma ameaça para ele.
E nada como extirpar o mal pela raiz.
Depois Falamos.

Monument Valley, Arizona, EUA

Peixe Pescador