sexta-feira, maio 29, 2026

Lirismo

Desde o passado domingo e com especial incidência a partir da noite de ontem quando o Torreense não conseguiu a promoção à primeira liga (também com 3 jogos decisivos numa semana não era fácil) tenho assistido a um recrudescer de comentários nas redes sociais e não só defendendo que a equipa de Torres Vedras devia desistir de particpar na Liga Europa.
Os argumentos são vários.
Não tem estádio apropriado a uma competição europeia, é um desafio demasiado grande para uma equipa que nunca jogou na Europa, não conseguirão ter plantel para disputarem condignamente a competição, não se deviam dispersar nas competições europeias para darem total atenção ao campeonato e tentarem subir, não faz sentido uma equipa de segunda divisão jogar uma competição europeia.
É um misto de lirismo e de perspectiva interesseira.
De lirismo porque ao Torreense, independentemente dos resultados desportivos, a entrada na fase de liga da Liga Europa rende imediatamente 4,3 milhões de euros o que somado a outras receitas oriundas da participação chega facilmente aos seis milhões de euros sem contar com prémios adicionais por empate ou vitória.
E só dirigentes momentaneamente loucos deitariam fora verbas que garantem ao clube metade ou até dois terços do seu orçamento anual.
Para lá de tudo o mais desde o orgulho de jogar numa competição europeia até à promoção (espero que resolvam condignamente a questão do estádio onde vão jogar) da região através do poderoso veiculo que o futebol sempre é.
Sendo igualmente claro que essas verbas europeias vão permitir ao clube construir um plantel capaz de disputar claramente a subida  à primeira liga como é bom de ver.
E portanto os líricos vão ter de ser conformar com  verem o Torreense a jogar na Europa como merecidamente conseguiu em campo e sem favores de qualquer espécie.
A perpspectiva interesseira de muitos desses comentários prende-se com a ligação clubista dos seus autores mas vão ter de se conformar.
O Torreense vai estar nas competições europeias e por isso o Benfica vai jogar a segunda pré eliminatória da Liga Europa, o Braga vai jogar a Liga Conferência e o Famalicão ainda não será este ano que se vai estrear na Europa.
Aceitem que dói menos.
Depois Falamos.

Petroica

Desportos

"Deus" Amon

Memes

Nos tempos de hoje é bem conhecida a facilidade com que a propósito de acontecimentos essencialmente desportivos ou políticos aparecem rapidamente uma enxurrada de memes a glosarem as situações e normalmente a gozarem com aqueles a quem as coisas correm mal.
Bastará atentar na recente vitória do Torreense na Taça de Portugal e a enorme profusão de memes a respeito disso, com o Sporting como alvo, para se ter um exemplo do que atrás se afirma.
E há que dizer que quer no desporto quer na política a assertividade de muitos desses memes ultrapassa de longe centenas de textos que a propósito dos mesmos assuntos sejam escritos dando cumprimento á máxima de que uma imagem vale por mil palavras!
Mas o âmbito dos memes está longe de se circunscrever a desporto e política porque abrange muitas outras áreas como a imagem que ilustra este texto bem demonstra.
Recentemente a Ferrari apresentou o seu modelo totalmente eléctrico e completamnte horrível diga-se passagam porque nada tem a ver a com uma longa e magnífica tradição de automóveis Ferrari.
Tem sido muitas as criticas ao carro, algumas delas duríssimas como a do antigo presidente do conselho de administração da Ferrari, Luca de Montezemolo, mas este meme é na sua "brutalidade" uma crítica extraordinariamente assertiva ao modelo agora apresentado.
Porque quando o "Cavallino Rompante" abandona Maranello está tudo dito!
Depois Falamos. 

Pena

Tive pena que o Torreense não tenha conseguido subir de divisão.
São trinta e sete anos de ausência dos grandes palcos e depois da espectacular conquista da Taça de Portugal seria o corolário perfeito para uma semana inesquecível para o clube de Torres Vedras.
Por outro lado confesso não simpatizar com a contínua ausência de estádio próprio do Casa Pia que anda há anos a jogar em casas emprestadas porque o seu estádio Pina Manique parece estar em obras mais demoradas que as de Santa Engrácia!
Mas também por outra razão.
O Torreense vai jogar a fase de grupos da Liga Europa e se tivesse subido à primeira liga certamente teria um plantel mais bem apetrechado do que aquele que vai constituir para continuar na segunda liga porque com receitas menores o investimento será necessariamente menor também.
E uma equipa da segunda liga de Portugal a jogar na fase de grupos da Liga Europa dificilmente deixará de ser carne para canhão com o consequente reflexo no ranking de pontos.
Espero estar enganado mas acho que não estou.
Depois Falamos.

Nota: A única nota de satisfação na manutenção do Casa Pia é que ela consagra o trabalho sério e competente de Álvaro Pacheco. Um treinador que passou pelo Vitória com sucesso e que daqui saiu de forma tão estranha quanto injusta. Como outros aliás.

quinta-feira, maio 28, 2026

"Boca"

Não gosto de touradas. 
Mas esta " boca" de um espectador na Praça de Touros de Madrid - Las Ventas- é deliciosa. 
O humor é de facto uma arma terrível e o local muito bem escolhido. 
Pedro Sanchez acabará por cair.
Não pela vergonha ( ele não sabe o que isso é) mas pelo ridículo a que será exposto dia após dia e de que este exemplo é bem significativo.
Depois Falamos.

Plâncton Bioluminescente, Maldivas

Farol de Mukiteo, EUA

Cangurus arborícolas

Geografia

Esta curiosa imagem mostra o que será a distribuição geográfica das equipas participantes em La Liga na próxima temporada nela faltando um emblema porque ainda está por apurar o vigésimo clube que nela terá direito a participar.
Depois da subida dos históricos Deportivo da Corunha e Racing de Santander há ainda seis candidatos á subida que são Almeria, Málaga, Las Palmas , Castellon, Burgos e Eibar só se sabendo quem disputará os play off depois da ultima jornada do campeonato a disputar no próximo fim de semana.
E na imagem podem constatar-se que também em Espanha há uma certa "litoralização" do campeonato, pese embora com muito maior equilíbrio nessa matéria do que em Portugal, porque com com quatro equipas da região de Madrid (Real, Atlético, Rayo e Getafe) dos bascos do Alavés e Athletic , dos navarros do Osasuna e dos andaluzes Bétis e Sevilha todas as outras equipas são à beira mar ou perto disso.
Os galegos Depor e Celta, o cantabro Racing, o basco Real Sociedad, os catalães Barcelona e Espanhol, os valencianos Levante, Valência , Elche e Villareal garantem uma pequena maioria de 10-9 do litoral sobre o interior.
Veremos agora se o vigésimo clube empata a disputa entre litoral e interior ou se reforça o peso do litoral.
Os andaluzes Almeria e Málaga, o canário Las Palmas, o valenciano Castellon apostam nesse sentido enquanto o castelhano Burgos e o basco Eibar võ no sentido oposto.
Curiosidades da geografia de um campeonato.
Depois Falamos.

Memórias

Um destes dias apareceu-me num mural do Facebook esta fotografia que me trouxe memórias inesquecíveis deste jogo entre Vitória e Porto que presenciei precisamente na bancada que aparece na foto.
Mas também do que era o estádio D. Afonso Henriques nos seus primórdios com a parte de cima da bancada central e os camarotes em madeira e ao centro o camarote principal destinado à câmara municipal e à direção do clube assinalado por dois paines nas cores verde e branco (o da câmara) e preto e branco (o do Vitória) e que ficavam precisamente por cima da entrada nessa bancada.
E por cima dele o camarote de imprensa cuja construção é posterior à do estádio.
Pois este jogo é inesquecível porquê?
Basta reparar na fotografia com o público em cima da linha lateral (nesse dia foi assim em torno de todo o relvado) para se perceber que estávamos perante uma enchente extraordinária do estádio, provavelmente a maior de sempre na sua versão primitiva, motivada pela presença do recém chegado Cubillas na equipa do Porto.
Foi em Março de 1974, o Vitória era treinado por Mário Wilson e o Porto por Bella Guttmann, o resultado final foi 0-0 e Cubillas falhou uma grande penalidade.
Memórias de outros tempos.
E alguma saudade também.
Depois Falamos.

quarta-feira, maio 27, 2026

Nike

Fui durante muitos anos um admirador dos equipamentos de futebol da Nike.
Muito por força dos excelente equipamentos que ano após ano criavam para o Barcelona, mas também para a seleção portuguesa, e que considerava como os mais espectaculares do mundo do futebol.
No caso do Barcelona, e comprei alguns deles, lembro especialmente a fabulosa camisola do Centenário do clube e também este da foto vestida por Rivaldo e que foi um dos mais bonitos de sempre.
E não era apenas na camisola principal porque também criaram camisolas de segundo equipamento históricas.
Depois, por razões que desconheço, a Nike começou a inventar demais e acabou a fazer camisolas horríveis como uma aos quadrados que parecia a do Boavista em azul grenã e outra em que as listas verticais passaram a horizontais.
Sinceramente nunca percebi como a direção do Barcelona aceitou essa perversão aos equipamentos tradicionais e se me vierem dizer que são tendências de marketing então direi que são tendências bem dispensáveis.
E não foi apenas no Barcelona porque noutros clubes vestidos pela marca e até na seleção nacional começaram a ver-se "inovações" bem dispensáveis o que arrefeceu muito o meu entusiasmo pela marca ao ponto de quando ela veio equipar o Vitória a minha expectativa já não se tão alta como outrora.
E sendo verdade que fizeram uns equipamentos engraçados nunca fizeram um equipamento que se pudesse considerar " o tal" que marcasse a passagem da Nike pelo clube.
Eu sei que Vitória e Barcelona são realidades diferentes e enquanto um leva com produtos de catálogo ou quase o outro tem produtos exclusivos criados propositadamente para o clube.
O problema está quando catálogo e exclusivo não entusiasmam e essa tem sido a realidade da Nike nestes últimos anos.
E é pena.
Depois Falamos.

Castelo Hohenwerfen, Áustria

Ursos polares