quinta-feira, outubro 14, 2021

Seattle

Castelo de Drachenburg, Alemanha

Cria de Pangolim

Ganhar

O Vitória joga no sábado, a umas insólitas onze horas da manhã (transmissão no canal 11...), em Tábua a sua passagem à próxima eliminatória da Taça de Portugal frente ao Futebol Clube Oliveira do Hospital.
Adversário do terceiro escalão, é certo, mas que nem por isso poderá merecer menos respeito e atenção da equipa vitoriana porque nestas provas a eliminar as más surpresas estão sempre à espreita ao virar da esquina.
E temos as memórias bem presente do Sintrense e do Mafra e mais distantes do Vasco da Gama e do Sacavenense para confirmarem isso mesmo.
Por isso estou certo que a equipa e o treinador estarão devidamente avisados, prevenidos e que olharão este jogo com a mesma entrega, a mesma combatividade e a mesma vontade de ganhar com que o fazem semanalmente nos jogos do campeonato.
Até porque em ano de Centenário a Taça de Portugal é um grande objectivo.
Depois Falamos.

Fim

Pode não ser com o chumbo (que não acontecerá porque PCP e BE tem medo de ir a votos) do Orçamento de Estado que este governo chegará ao seu fim formal.
Porque de facto a sensação que perpassa é que ele já acabou.
Com os putativos sucessores envoltos em guerras internas, com um deles a provocar dia sim dia não o primeiro ministro a tentar ser demitido para se demarcar desta agonia do regime, com o governo sem alento, com o PM reduzido ao núcleo de amigos fieis ( de onde curiosamente vem alguns dos seus maiores problemas) e de uma irritabilidade exacerbada por sentir o poder a fugir e pela derrota em Lisboa que abateu aquele que gostaria de ter como sucessor, só faltava mesmo os combustiveis atingirem o preço mais caro de SEMPRE para se perceber que o fim de ciclo está iminente.
Porque face ao valor de gasolina e gasóleo qualquer governo decente e com sentido da realidade baixaria de imediato o ISP como forma de alavancar a economia e proteger os cidadãos e as famílias. Mas este governo não.
Prefere manter os preços a um nível absolutamente escandaloso refugiando-se numas baboseiras sobre a taxa de carbono, que são obviamente uma desculpa esfarrapada, como justificação para não descer impostos.
Isto enquanto alegremente vai enterrando milhares de milhões numa TAP sem ter aí qualquer preocupação com a tal emergência climática que justifica a não descida do ISP.
Pena é andarmos todos a pagar bem caro o desnorte e a incompetência deste governo esgotado.
Depois Falamos.

quarta-feira, outubro 13, 2021

Tangara

Farol de Kato Phapos, Chipre

Castelo de Almourol

Internacionais

Celton Biai e André Almeida foram hoje titulares no difícil triunfo dos sub 21 de Portugal na Islândia. O guarda redes da equipa B do Vitória fez uma soberba exibição evitando ainda nos primeiros vinte minutos quatro claras oportunidade de golo enquanto o médio da primeira equipa vitoriana fez um jogo tacticamente bem conseguido trabalhando muito para o colectivo.
André Almeida já conquistou, há algum tempo, o seu espaço na principal equipa do Vitória e espera-se que o seu peso na mesma continue em crescendo porque talento não lhe falta.
Celton Biai chegou ao clube em 2019/2020 para a equipa de sub 23 mas rapidamente se fixou na B onde tem rubricado exibições que lhe valeram a chamada à selecção.
Com 21 anos e a concorrência de Bruno Varela e Trmal sabe que tem ainda tem um percurso a fazer antes de chegar à primeira equipa para disputar a titularidade.
Mas tem demonstrado estar no bom caminho.
Depois Falamos.

terça-feira, outubro 12, 2021

Fácil

Liderada pelo suspeito do costume, um tal Cristiano Ronaldo, a selecção nacional venceu facilmente o Luxemburgo e reforçou a sua candidatura a estar presente no Mundial do Qatar no final de 2022. Sendo certo que o Luxemburgo já não é a "pêra doce" de outros tempos, até porque ajudado pela legislação exibe na sua equipa apelidos tipicamente "luxemburgueses" como Pinto, Barreiro, Pereira, Rodrigues e Borges , a verdade é que Portugal nem lhe permitiu a veleidade de tentar complicar o jogo porque entrou com boa dinâmica atacante e em dois lances protagonizados por Bernardo Silva e Ronaldo conquistou dois penaltis que o segundo converteu com a perícia habitual provando que penaltis são claras oportunidades de golo mas não golos porque de serem assinalados a serem transformados ainda vai alguma distância.
Aliás o segundo até foi cobrado duas vezes com sucesso.
Com dois golos nos primeiros treze minutos e o terceiro aos dezassete o jogo ficou resolvido e Portugal limitou-se a gerir o andamento do mesmo face a um adversário que permitiu uma noite tranquila a Rui Patricío.
Na segunda parte Portugal fez mais dois golos, perdeu três ou quatro claras oportunidades de fazer mais (numa delas o guarda redes negou o que seria um golo fabuloso de Ronaldo) e confirmou um triunfo tranquilo que remete para os jogos com Irlanda e Sérvia o apuramento automático para o Qatar.
Para além da exibição e dos três golos de Ronaldo há que destacar as boas exibições de Nuno Mendes, João Palhinha (que fez um golo), Bruno Fernandes (também um golo) e a boa entrada em jogo de Rafael Leão numa equipa que esteve globalmente bem.
Fica apenas curiosidade de se tentar perceber porque razão jogando contra o Luxemburgo a selecção teve como titular o trinco Palhinha que depois foi substituido pelo trinco Rúben Neves não tendo saído do banco os trincos Danilo e William Carvalho!
Quatro trincos para o jogo com o Luxemburgo?
As tais opções que a lógica desportiva se vê em palpos de aranha para tentar explicar.
Um bocado como a obrigatória entrada de João Mário.
Só explicável por Fernando Santos querr, eventualmente, treinar situaões em que a equipa tenha de jogar em inferioridade numérica.
Enfim...
Depois Falamos.

Simples

Há coisas que são tão simples que até espantam.
Um exemplo?
Se o carro do ministro Cabrita circulasse à mesma velocidade do inquérito da GNR sobre o acidente se calhar não tinha morrido ninguém.
Ou se o inquérito fosse feito com a ligeireza com que circulava o carro do ministro há muito que se saberia a exacta velocidade com que atingiu a vítima e evitava-se esta vergonha para o Estado democrático de andarmos há meses com "mistérios" sobre todo este triste assunto.
Simples não é?
Depois Falamos.

Ilha Dedon

Barco

Chitas

Justo

Depois da monumental goleada ao Liechenstein (11-0) já se sabia que o jogo de hoje frente à Islândia, em Reiquiavique, seria bem mais difícil e muito longe de proporcionar qualquer tipo de goleada.
E assim foi.
Um jogo muito difícil, face a uma equipa islandesa que deu forte réplica, valendo a Portugal uma enorme exibição de Celton Biai que nos primeiros vinte minutos fez quatro enormes defesas a negarem golos "cantados" ao adversário.
Depois a maior classe individual dos portugueses veio ao de cima e permitiu controlar o jogo até ao final do primeiro período.
Na segunda parte as coisas mudaram e Portugal dominou o jogo passando a ser o guardião islandês o protagonista com algumas defesas de bom nível.
O golo apareceu com naturalidade, e com a marca artística de Fábio Vieira, e pese embora a réplica percebeu-se que Portugal não deixaria fugir o triunfo.
Como não deixou, marcando até um segundo golo por Afonso Sousa inexplicavelmente anulado pelo trio de arbitragem.
Em suma triunfo justo e Portugal na rota do Europeu de 2023.
Depois Falamos.

P.S. Os vitorianos Celton Biai e André Almeida foram titulares. O guarda redes fez uma grande exibição enquanto o médio cumpriu sem especial destaque muito por força do posicionamento táctico que lhe foi confiado.

segunda-feira, outubro 11, 2021

Chicote Ausente

 O meu artigo desta semana no zerozero.pt
Já todos sabemos, por experiência mais ou menos própria, que tentar entender o futebol português em muitas das suas originalidades não é nada fácil tantos os “fenómenos” que nele ocorrem e que são de difícil interpretação mesmo para os profissionais da matéria quanto mais para os leigos.
Um deles, velho de décadas, é a inusitada frequência com que as direccções/SAD que contratam treinadores os despedem aos primeiros maus resultados quantas vezes com os campeonatos ainda na sua fase inicial e muitíssimo longe de qualquer tipo de decisão.
Assobiando para o ar, atirando a culpa (se é que ao fim de meia dúzia de jornadas se pode falar de culpa…) toda para cima do treinador, parecendo que a escolha do mesmo não foi uma decisão de quem o despede, esse procedimento é o normal do nosso futebol ao longo dos anos e propicia que muitas vezes mais de metade dos treinadores que iniciaram a época num clube não a acabem.
Originalidade do nosso futebol, que devia causar estranheza por suceder mas não causa, acaba por ser algo de tão banal que o que agora se estranha é, por irónico que pareça, quando isso não sucede.
Como esta época por exemplo.
Onde decorridas oito jornadas, um quarto da prova, ainda não se ouviu o estalar do chicote e todas as equipas (excepção feita ao Santa Clara mas aí foi o treinador que quis sair para ir ganhar muito mais dinheiro para as Arábias) mantém o treinador com que iniciaram o campeonato!
Pelo que se pode falar em originalidade naquilo que devia ser normalidade.
Creio que se podem apontar várias razões para isso:
A primeira é que o campeonato se está a pautar por grande equilíbrio em todos os seus patamares, desde os candidatos ao título até aos que apenas almejam lugares tranquilos passando pelos que querem estar presentes nas competições europeia (Liga Europa e Liga Conferência) da próxima temporada.
Benfica, Porto e Sporting estão separados por um ponto, depois aparecem dois “intrusos” (Estoril e Portimonense) nos lugares europeus mas todos sabemos, a começar pelo próprios, que isso não será por muito mais tempo seguindo-se os “verdadeiros” candidatos à Europa (Braga, Vitória e um renascido Boavista que são equipas de larga tradição europeia) e após eles um largo conjunto de clubes a fazerem um campeonato regular e dos quais pode muito bem aparecer um ou outro a intrometer-se na luta europeia como o Paços de Ferreira por exemplo.
Nos lugares de aflição estão o recém promovido Arouca, o B SAD que ainda agora renovou a confiança em Petit (embora no nosso futebol estes renovar de confiança sejam, normalmente, a antecâmara do despedimento) e um lanterna vermelha chamado Famalicão que tem equipa para bem mais e bem melhor do que vem fazendo e que tradicionalmente em Janeiro vai ao mercado com grande “apetite”.
Em suma está tudo em aberto e essa será uma primeira razão para a tranquilidade dos chicotes.
Outra terá a ver, em minha opinião, com o debilitado estado das finanças de todos os clubes sem excepção (embora alguns se entretenham a maquilhar números para parecer que estão numa situação em que não estão de facto) o que obrigará as SAD e alguns presidentes mais impacientes a refrearem as hipotéticas vontades de mudança face ao problema que representa terem de pagar em simultâneo a duas equipas técnicas, ou seja, a que entra e a que sai!
E por isso vão aguentando, vão dando um tempo que normalmente não dariam, esperando que os resultados melhorem e que não se tornem necessárias mudanças de treinador.
O que significa, mesmo levando em conta os condicionalismos, que há uma certa mudança de mentalidade que é boa para o futebol português porque lhe retira a instabilidade laboral que o caracterizava no passado e permite aos treinadores poderem implementar as suas ideias e métodos com um espaço temporal que no passado estava sempre ameaçado por dois ou três resultados menos positivos.
Será para continuar?
Aí só Deus sabe porque se há algo que caracteriza na perfeição o nosso futebol é a emblemática frase proferida, décadas atrás, por António Pimenta Machado segunda a qual “no futebol português o que hoje é verdade amanhã é mentira”!
E essa é uma verdade intemporal e imutável.

domingo, outubro 10, 2021

Pôr do Sol, Barcelona

Pica Pau

Biblioteca, Dublin

Afilhados

Não duvido que os jogadores mencionados por Fernando Santos são jogadores de selecção e que ao serviço dela certamente vão dar na próxima década importante contributo ao futebol português. Exactamente ao contrário de , por exemplo, William Carvalho e João Mário que são jogadores do seleccionador mas não de selecção e que só nela estão por motivos que apenas F.Santos poderá explicar.
William não passa de um suplente do Bétis e as suas exibições são quase confrangedoras enquanto João Mário que na época passada foi titular do Sporting campeão nacional, mas nunca chamado á selecção, bastou-lhe atravessar a rua e fazer meia dúzia de jogos na pré temporada e passou a ter lugar cativo nas convocatórias.
Jogando exactamente o mesmo que na época passada, ou seja, entre o devagar e o parado, passando para o lado ou para trás e nem pontapés de canto marcando de fora correcta.
Digo e repito o que já escrevi em texto anterior: Qualquer um dos médios titulares da selecção de sub 21 merece mais a chamada à selecção A do que estes dois afilhados de padrinhos vários.
Depois Falamos.

Quem é?

Vamos lá vitorianos de boa memória identificar este jogador.
Algumas pistas:
Foi um dos mais prometedores talentos da sua geração, veio do Benfica para o Vitória, não disputou nenhum jogo oficial pelo nosso clube (quem souber a razão pode conta-la) , passou por vários clubes como Chaves, Estoril, Boavista, Marítimo, Feirense, Belenenses, Fafe e terminou com um périplo por clubes da III divisão sem nunca atingir nem de perto nem de longe os patamares que estavam ao seu alcance.
Quem é?
O seu nome é José Pedro e aquando da sua contratação gerou grande expectativa nos adeptos vitorianos face à fama de que vinha aureolado e ao bom percurso nos escalões de formação.
Acabaria por fazer apenas a pré temporada de 1974/1975 e iria embora de Guimarães no corolário d eproblemas extra futebol nunca devidamente explicados.
Durante a sua carreira passou por diversos clubes (Chaves, Boavista, Fafe, Marítimo, Feirense, Belenenses, Estoril, etc) mas sem nunca confirmar o muito que dele se esperava face ao talento que se lhe reconhecia.
Depois Falamos.

sábado, outubro 09, 2021

Kasbeghi, Geórgia

Aqueduto das Águas Livres

Canguru

Excelência

Já por várias vezes escrevi sobre esta equipa do Vitória de 1974/1975 que foi uma das melhores  que me lembro de ver jogar perfeitamente à altura de outras que ficaram para a nossa memória colectiva como a de 1968/1969 ou a de 1986/1987.
Foi também uma equipa muito injustiçada.
Desde logo pela "justiça " federativa que a perseguiu durante toda  a época ficando para história a revolta gerada nos adeptos com os castigos ao goleador Jeremias que o retiraram de sete jogos do campeonato e provavelmente lhe negaram uma classificação bem melhor.
Mas também pela destino gerado por essa"injustiça", e pela arbitragem de um patife cjhamado Garrido que no último jogo do campeonato a privou de um apuramento europeu mais que merecido, que lhe retirou a justiça de alcançar uma classificação consentãnea com o seu valor.
Foi, apesar dessas injustiças, uma equipa que ficou para a História do futebol português.
Porque pela primeira (e última) vez o quinto classificado do campeonato teve o ataque mais goleador da prova algo que nunca tinha acontecido nem voltou a acontecer.
Tal como nunca tinha acontecido nem voltou a acontecer uma equipa conseguir marcar mais golos num campeonato do que Benfica, Sporting e Porto e algumas houve que conquistaram título, segundos, terceiros e quartos lugares.
Era uma equipa de grandes jogadores e que dava prazer ver jogar.
Jeremias um dos melhores pontas de lança da nossa História, Tito o maior goleador de sempre do Vitória, Abreu um craque vindo da formação e que brilhou durante muitos anos no nosso meio campo e que chegou a internacional A, Romeu extremo talentoso e goleador que jogou nos quatro maiores clubes de Portugal e foi internacional A por vários a começar pelo Vitória, Pedrinho um extremo rápido e marcador de golos, Custódio Pinto um médio goleador e dos melhores cabeceadores de sempre do futebol português, Osvaldinho um lateral muito adiantado para o seu tempo e que foi internacional A, Torres um central intratável na marcação, Rui Rodrigues um dos melhores centrais portugueses dos anos 60 e 70, Ramalho um lateral que se projectava muito bem no ataque e Rodrigues que foi um grande guarda redes, dos melhores de sempre do Vitória, e ainda podia ter sido melhor se a partir de certa altura não lhe faltasse alguma motivação.
E estes são os da fotografia.
Na qual não estão Alfredo que jogava á direita e à esquerda como lateral ou extremo, José Carlos um central excelente na marcação, Artur um polivalente que jogava em qualquer lugar da defesa e do meio campo e era especialista na narcação individual, Brito um central brasileiro que não se afirmou no Vitória mas fez boa carreira noutros clubes, Sousa um guarda redes de bons recursos e movimentos espectaculares, Almiro um dos grande médios que vi jogar no Vitória, Zequinha um extremo de excelente qualidade que preferiu a sua carreira de médico dentista ao profissionalismo do futebol, Ernesto um médio combativo e de bons pés, Pedroto em início de carreira mas mostrando as qualidades que o fariam triunfar anos mais tarde, Barreira um guarda redes oriundo da formação e que poucas oportunidades teve tapado por Rodrigues e Sousa, Jorge Gonçalves um excelente ponta de lança brasileiro a quem as lesões afastaram prematuramente de uma carreira que podia ter tido outra projecção.
Foi, de facto, uma equipa de excelência.
Com oito jogadores oriundos da formação.
Muito bem treinada por Mário Wilson jogava um futebol espectacular, de grande cariz ofensivo e que bem merecia ter alcançado outro reconhecimento.
Mas não teve sorte.
Até na taça de Portugal em que viria a ser injustamente afastada numa eliminatória espectacular com o Porto em que depois de um primeiro jogo inesquecível na Póvoa de Varzim (empate 3-3) viria a perder o desempate em Braga por 2-3 ,depois de estar a perder por 0-3, e com um onze longe do habitual face aos castigos resultantes do jogo na Póvoa.
Nada disso obsta a que fique na memória das que a viram jogar como uma das melhores de sempre do Vitória.
Depois Falamos.

Raphinha

O extremo brasileiro que jogou três épocas no Vitória e época e meia no Sporting, antes de rumar ao Rennes e que joga agora no Leeds, teve ontem uma estreia de sonho pela selecção do Brasil frente à Venezuela.
O escrete venceu por três a um e Raphinha, que entrou na segunda parte, fez duas assistências e ainda participou no lance do outro golo brasileiro tendo assim importância decisiva no resultado. Hoje os monumentos à ignorância chamados "Bola" e "Record" (apenas vi esses mas deve haver outros...) noticiam a exibição de Raphinha dizendo que está actualmente no Leeds depois de ter passado pelo Sporting.
O resto nunca existiu.
Pelo menos para esses escribas que não distinguem jornalismo de clubismo.
A verdade, por mais que lhes custe, é que quem fez de Raphinha jogador e o lançou na alta competição foi o Vitória que é, até à data, o clube onde ele jogou mais tempo enquanto sénior.
E os factos vencem sempre a ignorância.
Depois Falamos.

Expresso

Em dia de eleições nesse clube de Lisboa que nome dar a isto senão frete?
Algo a que infelizmente o Expresso nos habituou há muito.
Sempre para o lado avermelhado dos assuntos.
Seja no futebol seja na política.
Depois Falamos.

sexta-feira, outubro 08, 2021

Pachuca, México

Jardins

Graz, Austria

Talento

 A História do futebol, português , europeu e mundial, está cheio de jovens talentos que depois nunca confirmaram no principal escalão as qualidades e os percursos que a sua trajectória nos escalões de formação fazia supôr.
Nuns casos porque o talento não era assim tanto, noutros porque as suas carreiras foram mal geridas, noutros ainda porque os clubes não apostaram neles tanto quanto deviam ter apostado face ao que revelaram em escalões jovens.
Todos conhecemos, e lamentamos, casos desses pelo que não citarei nenhum.
Mas há casos em que só por muito azar aquilo que evidenciam na formação não se confirmará no principal escalão porque o talento é realmente muito e as carreiras são cada vez melhor geridas numa indústria tão competitiva quanto o futebol.
No escalão de sub 21 existem hoje muitos talentos em potência, outros já quase confirmados e outros já perto de saltarem para a selecção principal face ao que vem fazendo neste escalão e nas primeiras equipas dos seus clubes.
Não falando dos jogadores do Vitória (André Almeida, Tomás Handel e Celton Biai tem participado nos últimos jogos ) dois dos quais já são apostas claras na primeira equipa e deles se esperando excelentes carreiras, há outros que gosto muito de ver jogar porque o seu  talento não engana.
Citaria Vitinha, Gonçalo Ramos, Nuno Tavares e João Mário como os exemplos maiores.
Mas acima deles Fábio Vieira.
Que tem um talento imenso, joga um futebol que encanta e tem pela frente uma carreira que dificilmente deixará de ser de enorme sucesso porque é, de facto, um predestinado e com a bola nos pés justifica porque se compra bilhete para ir ao futebol.
Depois Falamos.

Festa ?

De há muito tempo a esta parte que se convencionou chamar à Taça de Portugal a festa do futebol.
Porque põe em confronto equipas de escalões diferentes, porque proporciona o aparecimento dos chamados "tomba gigantes, porque leva a todo o país equipas que normalmente pouco se afastam do litoral com raras excepções.
Talvez para incrementar esse espírito de festa do futebol decidiu a FPF, e muito bem, que na primeira eliminatória em que já participam os primodivisionários estes terão de jogar robrigatoriamente fora de casa para que aumentem as possibilidades das equipas teoricamente mais fracas.
A ideia é boa, sem sombra de dúvida, mas depois as televisões e os clubes  encarregam-se  de a adulterar com base nos critérios de interesse que dificilmente ultrapassam os interesses dos próprios.
E assim sob o pretexto, às vezes verdadeiro outras nem tanto, da falta de condições no estádio do visitado para receber o visitante, ou da falta de meios técnicos para a transmissão televisiva, o jogo lá acaba por ir parar a um qualquer campo neutro e esquecendo por completo o tal espírito de taça.
É o que vai acontecer com a recepção do F.C. Oliveira do Hospital ao Vitória.
Que se disputará em Tábua e não em Oliveira do Hospital por razões que terão a ver com a tal falta de condições do campo do visitado e que para ser transmitido pela televisão (no caso pelo Canal 11) será disputado às 11 h da manhã de sábado dia 16.
Festa do futebol às 11 da manhã de um sábado?
E que tal mais respeito pela Taça de Portugal e pelos adeptos dos dois clubes?
Não ficava mal.
Depois Falamos.

quinta-feira, outubro 07, 2021

Taiwan e sul da China

Lobos

Farol de Promthep Cape, Tailândia

Onze

Quando uma equipa vence outra por onze a zero, com nove zero ao intervalo, e ainda desperdiça mais meia dúzia de claras oportunidades de golo está tudo dito quanto ao valor abismal que as separa.
Foi a história deste Portugal- Liechenstein em sub 21.
Reforçada pelo facto de os visitantes apenas terem feito um remate á baliza, e logo no primeiro minuto,  proporcionando a Celton Biai aquele que foi seguramente o jogo menos trabalhoso da sua carreira no qual se limitou a recolher meia dúzia de bolas atrasadas pelos colegas.
E por isso com Portugal a dominar totalmente as operações, com uma percentagem de posse de bola que deve ter ultrapassado os 80%, que dizer sobre este jogo?
Essencialmente que confirmou, porque mesmo com um adversário tão fraco o talento individual encontra sempre caminho para se expressar, que nos sub 21 há uma geração de jovens que em condições normais chegarão à selecção A e permitirão que esta se mantenha no alto nível competitivo dos últimos anos.
Da movimentação defensiva não se pode falar por absoluta escassez de trabalho o que permitiu a tal noite descansada a Celton Biai , nada para fazer a Quaresmas e Djaló, e por isso regista-se que os laterais (João Mário e Nuno Tavares) estiveram muito bem nas movimentações atacantes, que o meio campo foi constituido por um quarteto de excelente gabarito ( Fábio Vieira, André Almeida, Vitinha e Tiago Dantas) e a dupla de pontas de lança (Gonçalo Ramos e Fábio Silva) fez seis golos com Gonçalo a conseguir quatro e Fábio dois e mostrando um excelente entendimento entre eles.
Aliás alguns dos golos foram verdadeiramente espectaculares com destaque para Gonçalo Ramos, Fábio Silva e André Almeida todos os três a assinarem grandes momentos goleadores.
Na segunda parte, e o treinador fez quatro sunstituições logo ao intervalo, o ritmo e a qualidade do jogo cairam e dos que entraram apenas Francisco Conceição este ao nível daqueles que foram titulares porque Tiago Tomás, Henriques Araújo, Paulo Bernardo e Afonso Sousa rubricaram actuações discretas e de bem menor fulgos do que aqueles que substituiram.
Em suma é um prazer ver jogar esta equipa.
E terça feira na Islândia, um adversário mais complicado, espera-se que continuem na senda dos triunfos.
Uma nota final, como vitoriano, para assinalar a satisfação que foi ver André Almeida e Celton Biai serem titulares e jogarem os 90 minutos.
E se o guarda redes nada teve para fazer já o médio rubricou uma boa exibição e fez um grande golo o que certamente foi apreciado pelos muitos jovens adeptos vitorianos que estavam nas bancadas e que vestiam camisolas e casacos com o emblema do Vitória.
Depois Falamos.

Castelos

Hoje é dia dos castelos.
E Guimarães tem dois castelos fantásticos.
Um simboliza a independência do país.
O outro a soberania do povo sobre o seu território.
Depois Falamos.

terça-feira, outubro 05, 2021

Maynoth, Irlanda

Thymelia

Velas, S.Jorge, Açores

Bom Senso

Já o escrevi aqui, em Fevereiro de 2014 e não vejo necessidade de repetir, as razões pelas quais sou republicano e não gostaria de ver o nosso país regressar à monarquia.
Mas respeito imenso quem pensa de forma diferente, quem defende o regresso a um sistema monárquico e embora não o defenda nem deseje também considero que não seria tragédia absolutamente nenhuma se a ele voltássemos.
Outros países há que vivendo em Monarquia, do Reino Unido à Suécia passando pela Dinamarca e pela Holanda, são dos mais evoluídos, prósperos e democráticos do mundo inteiro.
E então se compararmos com algumas tragédias com a que a República nos brindou e brinda...
Portugal deve muito à monarquia e aos seus reis.
Que fundaram um país, definiram as suas fronteiras europeias muito antes de qualquer outro e expandiram Portugal para os quatro cantos do mundo ao longo dos séculos fazendo do nosso país uma potência mundial no tempo dos Descobrimentos.
E por isso acho uma enorme falta de senso, de bom senso, de gratidão festejar-se a implantação da República (e ainda por cima da forma como foi feita e com a bandalheira subsequente que originou 48 anos de ditadura) como se em 1910 tivéssemos passado do inferno ao paraíso!
Não, não passamos.
Foi uma mudança de regime, uma alteração na forma como era exercida a chefia do Estado, mas nada mais do que isso o que me parece não justificar celebrações há 111 anos repetidas perante uma indiferença total dos portugueses que se limitam a aproveitar o feriado e querem lá saber da festarola.
Sou republicano.
Mas grato á monarquia.
Que em 24de Junho de 1128 nos deu um país e em 5 de Outubro de 1143 obteve o reconhecimento,  por parte do país de que nos separamos, da nossa independência.
O 24 de Junho é ignorado em termos de celebrações oficiais e no 5 de Outubro celebra-se o evento errado.
Portugal no seu pior.
Depois Falamos.

Sugestão de Leitura

Um dos meus géneros de literatura preferidos são as biografias, autobiografias e memórias de políticos e governantes por entender, é o meu ponto de vista, que conhecendo-se a vida e obra dos seus protgonistas conhece-se melhor a História de um país.
Por isso comprei as "Memórias" de Francisco Pinto Balsemão (FPB) mal foram publicadas porque o seu autor, goste-se ou não dele (pessoalmente nunca simpatizei com o político Balsemão) , é um protagonista importante dos últimos cinquenta anos da vida de Portugal.
E que dizer destas quase mil páginas onde o autor espraia boa parte, mas não toda, a sua história ?
Que podem ser vistas de cinco prismas diferentes.
Há a vida pessoal, que está longe de ser a parte mais substancial do livro, onde FPB fala de si próprio, da família, das carreiras dos filhos, do papel importantissímo da sua segunda mulher ao longo de quase 50 anos de casamento.
Há outros aspectos que não aborda mas naturalmente sendo memórias só se lembra do que entende ser de lembrar.
Depois há a vida política iniciada na ala liberal ainda no Estado Novo e continuada na fundação do PPD, a chegada ao governo, e depois a primeiro ministro, e os diversos cargos que ocupou no partido embora afastado de cargos político/partidários desde 1983.
E essa parte é extremamente interessante nomeadamente o que conta sobre os anos iniciais do PPD, a colaboração com Francisco Sá Carneiro e os governos que chefiou bem como todos aqueles com que se entendeu e desentendeu nesses anos.
A parte substancial, e aquela pela qual FPB provavelmente mais gostará de ser lembrado, essa prende-se com a sua actividade como jornalista, e depois empresário na área da comunicação social, desde os inícios no Diário Popular passando pela fundação do Expresso e depois da SIC.
Expresso e SIC que terão sido as obra smais importantes da sua vida e que o recordarão como grande empresário e também como um visionário na área da comunicação social.
Existem na obra uma quarta e quinta partes que tem muito a ver com a maneira de ser do autor e com o papel que ele desempenhou ao longo da sua vida no que considera ter ajudado o mundo a ser melhor.
Na quarta parte fala dos títulos e honrarias que recebeu, dos amigos importantes que fez em todo o mundo, das grandes personalidades com que almoçou, jantou e recebeu em sua casa ou foi recebido em casa delas.
E o rol é imenso.
Do Rei Juan Carlos a Ronald Reagan, de Angêla Merkel a João Paulo II, de Margaret Thatcher a Henry Kissinger, de Fernando Henrique Cardoso a Jacques Santer são inúmeras as personalidades políticas dos século XX e XXI que FPB conheceu, com quem se relacionou ou até fez amizade.
Sem esquecer uma detalhada explicação sobre o que é o clube de Bildeberg, as suas actividades e os portugueses que ao longo de vinte anos convidou a estarem presentes nas suas sessões.
Bem como outra explicação, bastante elucidativa, sobre as guerras com a Ongoing do seu afilhado Nuno Vasconcelos e de Rafael Mora.
E depois há uma quinta parte que perpassa ao longo de todo o livro, que é desagradável e na qual considero que o autor exagerou.
São os ajustes de contas com aqueles que FPB considera que o trairam, que não foram dignos da sua amizade, que quiseram "matar o pai" que é uma expressão que usa repetidas vezes.
E o rol também aí é extenso.
Marcelo Rebelo de Sousa, Diogo Freitas do Amaral, Eurico de Melo (serão os três mais visados), Ramalho Eanes, Cavaco Silva, Helena Roseta, José Ribeiro e Castro, José António Saraiva, Emídio Rangel, Nuno Vasconcelos e muitos outros são alvo de causticas críticas de Balsemão.
Que nuns casos terá certamente razão, noutros alguma razão e noutros ainda razão nenhuma!
Acontece, porém, que alguns dos mais duramente visados, como por exemplo Freitas do Amaral e Eurico de Melo, já não estão cá para se poderem defender e exercerem o contraditório pelo que não fica nada bem a FPB a intensidade das críticas que lhes dirige.
Não havia necessidade como diz um célebre personagem do humor nacional.
Em suma um livro que se lê bem, com bastante interesse, que contribui para um melhor conhecimento de muitos aspectos da nossa História dos últimos 50 anos.
Gostei de o ler e recomendo.
Depois Falamos.

P.S. Como também gostei de ler a biografia (não autorizada) de Balsemão escrita por Joaquim Vieira.
De alguma forma os dois livros completam-se.

segunda-feira, outubro 04, 2021

Tatu

Vertigens?

Fortaleza do Leão, Sri Lanka

Tranquilidade

No passado dia 22 de Setembro o Vitória Sport Clube completou a bonita idade de noventa e nove anos entrando assim  no ano em que vai completar, e comemorar, o seu primeiro centenário dos muitos que se espera venha a comemorar no futuro.
E por isso numa cerimónia singela, mas de grande dignidade e com o enquadramento magnífico dos claustros do Paço dos Duques de Bragança, apresentou a Comissão de Honra do Centenário bem como as linhas mestras do que será o programa comemorativo.
E apenas as linhas mestras porque não só o programa não está encerrado como se espera que dos associados do clube cheguem sugestões para acrescentar aos muitos eventos já previstos, e nalguns casos calendarizados, para o que resta de 2021 (poucos) e para 2022 (muitos) que será obviamente o ano em que se concentrarão a maioria deles.
Paulatinamente esses eventos irão sendo dados a conhecer e acredito que a generalidade dos vitorianos gostará da forma como o clube vai festejar a efeméride quer pelo que se vai fazer ao longo deste ano de comemorações  quer pelas pistas para o futuro que ficarão semeadas.
Sendo certo que é imposssível agradar a todos, porque cada cabeça cada sentença, creio que ainda assim o programa pensado será de molde a festejar o centenário com enorme dignidade, o brilho possível e prestigiando o Vitória que é aquilo que realmente importa.
Nessa matéria julgo que todos os vitorianos podem estar tranquilos.
Dizia no início deste texto, e reitero agora, que esta será a comemoração do primeiro de muitos centenários para um clube que se quer eterno.
Mas para todos nós que cá andamos este será o único centenário que vamos festejar.
Será o "nosso" centenário!
Porque daqui a 100 anos, salvo algum improvável avanço da Medicina, nenhum dos que lê este texto estará por cá.
E por isso sendo o "nosso" Centenário creio que cada vitoriano tem a obrigação de contribuir para que seja um Centenário ao nível daquilo que o nosso clube merece.
Todos podem, se o quiserem, ajudar a que seja assim.
Creio que não é pedir muito.
Depois Falamos.
 

007

Para um enorme entusiasta que sou, de há muitos anos, do agente 007- James Bond- é óbvio que é sempre com imensa expectativa que aguarda a estreia de cada filme de uma saga que começou nos inícios dos anos sessenta do século passado.
O agora estreado "007-Sem Tempo para Morrer" não fugiu evidentemente a essa regra.
Ate porque de há muito que se sabia que seria o último protagonizado por Daniel Craig um actor que em minha opinião foi um dos melhores "Bonds" de sempre.
A par de Sean Connery e Pierce Brosnam que na minha opinião tinham sido os seus melhores antecessores.
Por outro lado os quatro filmes anteriores interpretados por Craig ( Casino Royale-Quantum of Solace- Skyfall e Spectre) estavam ligados entre si pelos respectivos enredos o que nunca acontecera até então com os anteriores intérpretes de James Bond.
E este não foge à regra recuando a "Casino Royale" e à personagem de Vesper Lynd, provavelmente a "Bond girl" de maior importância em toda a série de filmes, e depois toca ao de leve em "Skyfall" e tem um ligação muito forte a "Spectre" sendo quase que uma segunda parte desse filme nele se concluindo questões em aberto do filme anterior.
É o fim do ciclo Daniel Craig como James Bond já atrás o tinha dito.
O futuro dirá se os produtores não terão ido demasiado longe e fechado mais que o ciclo Craig.
Porque, devo dizer, que tendo gostado do filme, que não é ainda assim dos melhores "Bonds", fiquei enquanto entusiasta com muitas dúvidas sobre qual será o futuro do agente 007.
Se é que vai haver futuro...
Depois Falamos.