sábado, abril 13, 2024

Indigesto

Este é um daqueles resultados indigestos, porque inesperados embora se saibam possíveis, que de vez em quando surgem no futebol.
E é indigesto por cinco razões.
A primeira é que o Vitória foi duramente penalizado, e quase foi pior, pelos sortilégios próprios do jogo e pelas habilidades próprias do "sistema" numa partida que dominou totalmente e na qual foi a única equipa que procurou consistentemente o triunfo jogando futebol.
Os jogadores deram tudo, Álvaro Pacheco mexeu bem e atempadamente na equipa mudando a disposição táctica, as oportunidades apareceram mas a bola não entrou.
Acontece.
A segunda razão chama-se Farense.
No bom e no mau.
No bom porque entrou bem a jogar o jogo pelo jogo, criando oportunidades e marcando um golo e dando ideia de que iria contribuir para um bom jogo.
Puro engano.
Passou grande parte da primeira parte e toda a segunda parte praticando um anti jogo primário, com constantes simulações de lesões, aproveitando todos os pretextos para queimar tempo perante a passividade de um árbitro a quem essa forma de estar em nada incomodou ou, versão bondosa, não teve autoridade para pôr cobro a isso.
Em todo o segundo período, que me lembre, o Farense fez um único remate à baliza e ao lado.
Uma forma de jogar e uma postura que são o retrato de um treinador que não sabe nem nunca soube para mais que isto.
E que ainda teve a lata de se queixar do tempo de compensação dado pelo árbitro que foram oito minutos em cada parte. E se na primeira foi adequado na segunda mais três ou quatro minutos não seriam exagero nenhum.
Mas não foi por mais ou menos minutos de descontos que o Vitória não venceu.
A terceira razão chama-se árbitro e VAR.
Árbitro permissivo ao anti jogo e à dureza dos jogadores do Farense, sem autoridade como se viu em vária ocasiões e muito poupadinho no tempo de compensação do segundo período.
VAR que anulou um golo ( e que grande golo) de João Mendes pretextando um fora de jogo que não existiu e cuja marcação foi uma barbaridade.
A quarta razão dá pelo nome de Conselho de Arbitragem.
Que para um jogo em que se discutia o terceiro lugar mandou um dos árbitros mais inexperientes do quadro da primeira categoria que na época passada apitou nove jogos e nesta época tinha apitado apenas cinco e nenhum que envolvesse a disputa de lugares com acesso às provas europeias.
Mas o Conselho de Arbitragem ainda foi mais longe com a gentileza em relação ao Vitória.
Numa altura em que estamos a disputar o terceiro lugar com o FCP nomearam um árbitro e um VAR (que teve influência decisiva no resultado) pertencentes à Associação de Futebol do ...Porto!
Para não dizer mais, muito mais, direi apenas que é de uma enorme insensatez que em nada defende a imagem do futebol.
A quinta e última razão, mais profunda e a que voltarei no futuro, tem a ver com o facto de não sendo o terceiro lugar o objectivo (nem o quarto em bom rigor) mas proporcionando as incidências do campeonato a possibilidade de entrar nessa disputa estejamos fragilizados neste momento decisivo por uma gestão desportiva que vem desde o final da época passada enfraquecendo a equipa e reduzindo as opções do treinador para lugares cruciais.
Não costuma imaginar o que esta equipa, com alguns jogadores já evidentemente desgastados, poderia render se ainda tivesse nos seus quadros André Silva, Dani Silva, Nélson da Luz e até Safira .
Porque hoje uma vez mais ficou patente que é na falta de um verdadeiro goleador que reside a grande lacuna desta equipa.
E essa é, provavelmente, a razão mais forte para a indigestão de hoje!
Depois Falamos.

Pergunta

Onde está o fora de jogo que justificou a anulação do golo de João Mendes? 
Onde?
Depois Falamos.

sexta-feira, abril 12, 2024

Seis

O jogo com o Farense é uma das seis finais que restam nesta imprevista, mas saborosa, disputa por um terceiro lugar que no inicio da época não faria parte nem das mais optimistas previsões de qualquer vitoriano. 
Em bom rigor nem o quarto quanto mais o terceiro. 
Mas o futebol é assim e num misto de excelente rendimento da equipa vitoriana, resistindo até à maldade de lhe terem retirado no mercado de inverno quatro jogadores que muito jeito dariam para esta ponta final, e de rendimento abaixo do esperado de Porto e Braga acontece esta luta a três que muita emoção dará a este final de campeonato. 
Amanhã é o Farense. 
Uma.boa equipa, que está a fazer um bom campeonato e onde pontificam três jogadores que já passaram pelo Vitória. 
Um jogo de máximo empenho, de máxima concentração e de um apoio nas bancadas que como sempre fará a diferença. 
E quem sabe se esta jornada, uma vez cumprido o nosso dever, não nos trará boas surpresas de outros estádios. 
A ver vamos...
Depois Falamos.

quinta-feira, abril 11, 2024

Sectarismo

Vinte e dois cidadãos , da direita à esquerda passando pelo centro direita e centro esquerda, resolveram escrever um livro inserindo cada um deles um texto na obra.
Que traduz, naturalmente, a visão de cada um deles sobre o tema do livro.
Dentro do principio da liberdade de expressão, que é uma trave mestra da democracia, e no gozo de uma Liberdade cuja conquista se comemora este mês.
Para apresentar a obra convidaram um outro cidadão, cujo curriculo e serviços prestados ao país falam por si, que na apresentação da obra e no gozo da tal nunca por demais celebrada Liberdade teceu as considerações que muito bem entendeu.
Ainda no uso da tal Liberdade cinquentenária que permite o direito de reunião estiveram na apresentação da obra umas dezenas de pessoas de vários quadrantes políticos por razões que apenas a cada um dizem respeito.
Tudo normal num país que não tivesse uma esquerda tão ignorante, tão sectária , tão totalitária como Portugal infelizmente tem.
E a que nem a tareia eleitoral de 10 de Março parece ter aberto os olhos!
Porque nos regimes que eles idolatram e defendem convictamente, da Rússia à Venezuela passando pela Coreia do Norte, já se sabe que só se publicam os livros que os regimes deixam, já se sabe que não há liberdade de expressão, já se sabe que quem discorda só o faz uma vez.
Mas Portugal é um que vive em liberdade e democracia.
Liberdade graças ao 25 de Abril e Democracia graças ao 25 de Novembro.
E quando se veêm estas manifestações de intolerância, de sectarismo e proque não dizê-lo de estupidez perante vinte e dois cidadãos que resolveram escrever um livro e um outro que aceitou apresenta-lo apenas apetece dizer que o 25 de Abril merecia que Portugal tivesse outra esquerda. 
Mais inteligente, mais tolerante , mais democrática.
Mas não tem.
E hoje, infelizmente , até o PS de Pedro Nuno Santos parece ter saltado alegremente para o lado errado de um muro que caiu em 1989.
Não?
Há um velho provérbio que explica tudo.
Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és.
Depois Falamos.

Mirror Lake, EUA

Joaninhas

Ilha de Lantau, Hog Kong

Contexto

O contexto em que disse esta frase no programa "4àGRANDE" de ontem é fácil de explicar. 
Falava-se sobre a brilhante época de Jota SIlva e o anunciado interesse de vários clubes na sua contratação e por isso considerei que a sair só poderia ser pela sua cláusula de rescisão (que é precisamente de 20 M€) e muito em especial se fosse para o Porto que pagou sem discutir precisamente esse valor por David Carmo. 
Que em minha opinião é um jogador longe da qualidade e da importância numa equipa que tem Jota Silva. 
E naturalmente como vitoriano e pequeno accionista da SAD não compreenderia nunca que depois da época brilhante que está a fazer , de ter chegado a internacional A e acalentar a perspectiva de estar no Europeu , o jogador saísse abaixo da sua sua cláusula. 
Porque, sejamos francos, se uma cláusula de 20 M€ não serve´num caso como este para proteger um bom negócio para o Vitória então nunca servirá para nada ter cláusulas. 
E não há o direito de transformar um jogador como este em mais um negócio a preço de saldo. 
Já basta o que basta.
Depois Falamos.

https://www.zerozero.pt/noticias/-fico-ofendido-se-o-jota-sair-por-menos-daquilo-que-o-porto-pagou-pelo-david-carmo-/612384?fbclid=IwAR17_DPKJSWFGdYCUQvubjMOidG3aNEHL7IxyG66BtENs_P9cq1MNLw5dzs_aem_AZvrdvMsjMfLrPsylm6pugosMwnc0z9n9sTFnEHJWMIOISMKQXlbtnFWwUC03pJJB-Byc9QxG6_TCOcLX4XlTU4Z

1/4 Final

Liga dos Campeões é Liga dos Campeões e por isso o nível dos jogos desta primeira mão dos quartos de final foi muito elevado e permitiu ver grandes espectáculos. 
Na terça feira o Real Madrid vs Manchester City e ontem um fantástico PSG vs Barcelona. 
Este último com o aliciante de ter portugueses de ambos os lados. 
Venceu , e bem, o Barcelona com a curiosidade de haver um golo português ( Vitinha) mas o jogador decisivo no resultado com dois golos ter sido um brasileiro ( Raphinha) que passou por Portugal e cá fez grande parte da sua carreira no Vitória aonde chegou muito jovem para a equipa B. 
Veremos o que ditam os jogos da segunda mão mas cada vez me parece mais provável que se cumpra o "pesadelo" de Guardiola com o encontro entre Barcelona e Manchester City.
Depois Falamos.

quarta-feira, abril 10, 2024

Nojo

Completamente inaceitável esta imagem que é de uma canalhice sem limites. 
Falta de deontologia profissional, falta de ética, falta de respeito pelo Vitória , pelo jogador e por um parceiro comercial a quem o canal compra a transmissão de jogos. 
O que a sport-tv merece é uma queixa na ERC e um processo crime por danos de imagem ao retratar um jogador do Vitória com uma camisola de outro clube desrespeitando inclusive os patrocinadores do Vitória. 
Cada vez que se pensa que a comunicação social desportiva já bateu no fundo aparecem sempre coisas destas a provar que para eles não há limites quando se trata de fazer o jogos dos chamados "grandes". Dia 17 lá estaremos no Dragão. 
Contra o FCP, contra a sport-tv , contra este jornalismo de sarjeta. 
Que nojo Sport-tv.
Depois Falamos.

Miami Beach, EUA

Forte de Derawar, India

A Última Ceia de Leonardo da Vinci

Jota

A escolha de Jota Silva como avançado do mês de Março, feita por votação dos treinadores da Liga , é tão justa e tão óbvia que quase apetece perguntar quem podia ser se não fosse ele. 
Quatro jogos seguidos a marcar contribuindo para outros tantos triunfos consecutivos do Vitória e as duas primeiras internacionalizações A por Portugal fazem dele não só o avançado do mês mas também uma das grandes figuras do campeonato. 
E acredito que o melhor ainda está para vir.
Depois Falamos.

segunda-feira, abril 08, 2024

Charles

A escolha de Charles como guarda redes do mês de Março, por votação dos treinadores da primeira liga, premeia a classe com que o guarda redes vitoriano soube aproveitar a lesão de Bruno Varela para se afirmar na defesa da baliza do clube do Rei. 
Chegado a Guimarães no meio de algumas dúvidas quanto ao seu real valor soube conquistar a confiança de treinador e adeptos da forma mais adequada ou seja trabalhando no limite e transmitindo enorme segurança nas suas actuações. 
Com Bruno Varela e Charles o Vitória tem dois guarda redes de excelente nível e que Diogo Costa à parte não temem comparações com nenhum outro colega de posto de qualquer equipa. 
Dando assim sequência a uma boa tradição de que sou testemunha, vendo jogar o Vitória há bem mais que cinquenta anos, e que é a de termos tido sempre excelentes guarda redes sem me recordar de uma única época em que isso não tenha acontecido.
Depois Falamos.

Nota: Se ontem devia ter jogado Bruno Varela ou Charles é questão que foi resolvida por quem de direito e não tem qualquer interesse polemizar. Até porque não há razão para tal. O Vitória ganhou e é isso o que importa relevar.

Azia

Já sei que ninguém gosta de perder. 
Menos ainda jogos que se davam como ganhos antes de jogados. 
Mas o futebol é assim mesmo e há que saber perder muito em especial quando a derrota decorre de um jogo normal e não de determinado tipo de erros de que os que hoje não sabem perder tantas vezes tem usufruído a seu favor. 
Sejamos mais claros. 
Admito que o FCP possa ter razão no lance aos 5 minutos em que terá ficado uma grande penalidade por assinalar. 
Vistas e revistas as imagens fico com essa ideia. 
Sendo certo que um penalti é uma clara oportunidade de golo e não um golo certo como o FCP bem comprovou esta época com vários penaltis falhados nomeadamente no jogo com o Arsenal. 
Mas não tem razão em mais nada. 
Nem nos outros penaltis que reclamam , nem na justiça da expulsão de Pepe, nem em cartões que reclamavam para jogadores do Vitória por tudo e por nada. 
E depois há o reverso da medalha. 
A entrada de sola de Wendell sobre Bruno Gaspar que podia ter lesionado gravemente o jogador vitoriano escapou sem qualquer punição quando em lances idênticos já vi mostrar cartões vermelhos. Tal como no estalo de Conceição a Mangas que não é acidental,configura agressão e também não foi sancionado. 
Mas mais ainda. 
Os que agora se andam a queixar , sejam responsáveis do clube sejam adeptos nas redes sociais onde estavam no jogo da primeira volta? 
Em que o árbitro Nuno Almeida na mesma jogada perdoou um penalti a Pepe, inventou uma falta contra o Vitória de cuja execução resultou o primeiro golo do Porto em clara falta de Zaidu ao apoiar-se nas costas de Maga para cabecear. 
Aí ficaram calados. 
E não partilharam as opiniões de especialistas em arbitragem a denunciarem o erro do árbitro. 
Percebo a azia por uma época que está a correr ao FCP muito abaixo do que lhe é normal. 
Mas não façam do Vitória bode expiatório. 
Queixem-se, se entenderem olhar as coisas com realismo, do que se passa no clube que é um casa a arder. 
Queixem-se, como já tive oportunidade de dizer, de terem o pior plantel dos últimos trinta anos. Queixem-se da qualidade exibicional que é quase sempre apenas sofrível. 
Queixem-se, se quiserem , de um jogador com a imensa experiência de Pepe ser muito bem expulso por ter gestos incorretos a discutir um lançamento lateral a meio do terreno ! 
Queixem-se, queixem-se, queixem-se, até onde vos apetecer, e pelo tempo que der jeito,até porque bem sabemos que para a semana voltamos a jogar para a Taca de Portugal e convém ir preparando as coisas como é vosso hábito bem antigo. 
O jogo de ontem é que por mais que se queixem já não tem volta a dar. 
O Vitória ganhou, ganhou muito bem e os três pontos põe -nos a curta distância de um objectivo que nunca o tendo sido pode muito vir a ser nestes derradeiros seis jogos. 
Quanto ao Porto, e sendo assunto que não me diz respeito, não deixo de considerar que o seu modelo de ser e de estar privilegiando a agressividade, a conflitualidade , o estar em permanente guerra com o mundo todo está esgotado e já não rende. 
Mas isso é problema do clube e dos seus associados.
Depois Falamos.

Estádio Olímpico, Barcelona

Route 66

Arches National Park, EUA

Humildade

Poderá parecer estranho falar em humildade no dia em que se ganha no estádio do "Dragão", onde clubes com outras ambição (num ou noutro caso mesclada com presunção) já foram este ano claramente derrotados , mas essa é a grande arma desta equipa de Álvaro Pacheco. 
Humildade, espirito de entreajuda, alma até almeida. 
Depois da derrota caseira para a Taça face a este adversário e com uma exibição muito discreta receava-se que o jogo de hoje fosse mais do mesmo mas o grupo terá aprendido com os erros e hoje foi "outro" Vitória a estar em campo. 
Muito bem organizado em termos defensivos, espreitando o contra ataque com cinismo (e então que diriamos se aquele monumental "chapéu" de Manu a Digo Costa tem sido mais curto uns centimetros) e sabendo superar as contrariedades do jogo com enorme arreganho e determinação. 
É verdade que o Porto teve mais bola, que dominou o jogo, mas em termos de ocasiões claras de golo para lá do que marcou teve apenas mais uma que Bruno Varela resolveu com excelente defesa porque de resto foi um despejar de bolas para a área que os centrais e o guarda redes vitorianos resolveram de forma competente e sem perigo de maior. 
O Vitória ofensivamente fez dois golos, teve mais uma grande oportunidade num excelente lance de Kaio César que obrigou Diogo Costa a uma defesa muito apertada ,e pouco mais fez mas em bom rigor também não precisou. 
Em termos de exibições individuais há que dizer que globalmente toda a equipa se bateu sempre nos limites da entrega, mas não podemos deixar de realçar que os centrais fizeram um jogo perfeito, Bruno Varela esteve ao excelente nível que nos habituou comandando a defesa com acerto e Bruno Gaspar fez um enorme jogo à direita e depois á esquerda. Na frente Jota Silva , mais uma vez eleito o homem do jogo, fez um belo golo e Kaio César na estreia como titular continua a mostrar que há ali muito potencial. 
Em suma a equipa e Álvaro Pacheco estão de parabéns pelo triunfo e porque a seis jogos do fim o Vitória está na luta por um impensável terceiro lugar. 
Fábio Veríssimo, digo-o com gosto, fez uma boa arbitragem sabendo resistir a todas as pressões e muito em especial às simulações de penalti a que alguns jogadores do Porto, a que não faltou o grande especialista, se dedicaram desde o início do jogo. 
Um ou outro lance mal decidido, regra geral em prejuízo do Vitória, não beliscam um trabalho de qualidade. 
E há que dizer, louvando a coragem que tantas vezes falta a outros, que esteve muito bem no vermelho a Pepe. 
Como também não seria escandalo nenhum que tivesse analisado com outro rigor uma entrada de sola de Wendel a Bruno Gaspar e um lance em que Conceição dá com a mão na cara de Mangas. 
Mas nunca pior.
Depois Falamos.

Em tempo: Visto e revisto o lance aos 5 minutos aceito que tenha havido grande penalidad epor assinalar devido a falta sobre Galeno. Mas um penalti não é um golo mas apenas uma clara oportunidade do memso como aliás o FCP muito bem sabe. Tem um Arsenal de experiência nisso de falhar penaltis

Azia

A azia dos comentadores da sport-tv, em especial daquele que aproveita todas as oportunidades para tentar diminuir o Vitória como frustrado que é, foi a cereja em cima do bolo constituído por um triunfo que a seis jogos do fim coloca o Vitória na luta pelo terceiro lugar.
Depois Falamos.

domingo, abril 07, 2024

Futebol

É sempre uma grande noite para o futebol quando um velho senhor volta aos triunfos de que andava arredado há quarenta anos. 
O Atlético de Bilbau é não só um dos clubes mais antigos de Espanha como vive arreigado à tradição de só utilizar jogadores bascos ou com ascendentes bascos o que lhe limitando seriamente o mercado de recrutamento também lhe reforça, e de que maneira, o orgulho na sua cultura desportiva. 
Hoje, quarenta anos depois da última face ao Barcelona de Maradona, voltou a conquistar a Taça do Rei.
Foi a vigésima quarta ( e com mais dezasseis presenças em finais) num historial riquissimo de que também constam oito titulos de campeão de Espanha e que em termos de taças apenas é superado pelo Barcelona. 
Parabéns Atlético de Bilbau.
Depois Falamos

sábado, abril 06, 2024

Gato

Castelo Hohenwerfen, Áustria

Lago Winnipesaukee, EUA

Murro

Só três fizeram de conta que não viram a agressão de Di Maria a Pote. 
O árbitro Soares Dias, o quarto árbitro Nuno Almeida e o VAR Luís Godinho. 
O Conselho de Arbitragem não brinca em serviço nem há coincidências. 
Por alguma razão, fácil de descortinar, foram nomeados para este jogo. 
Vergonha de futebol que até murros na cara permite quando se trata de dar colinho ao do costume. 
E depois os "pobres" dos árbitros portugueses admiram-se de não irem a Europeus, Mundiais e Jogos Olimpicos. 
Não merecem. 
Não prestam.
Depois Falamos.

Massacre

Ganhas as eleições, constituído o governo, tendo tomado posse ministros e secretários de estado, é agora tempo de apresentação do programa de governo para depois se iniciar, de facto, a governação.
Sendo claro que a mais que justificada mudança de logotipo efectuada no próprio dia de tomada de posse foi um bom sinal de cumprimento de promessas e  também de bom gosto porque a esfera armilar e o escudo de Portugal são muito mais bonitos e muito mais representivos que a porcaria do ovo estrelado ladeado por uma fatia de pepino verde e outra de pepino vermelho que a troco de 75.000 euros o governo anterior inventara.
Agora de uma coisa este governo pode estar certo.
Vai ser alvo do maior escrutinio de sempre, que chegará ao nível de massacre, por parte da comunicação social e dos comentadores do regime socialista que tudo farão para diminuir, apoucar,  achincalhar os membros do governo não hesitando em recorrer à mentira, à calúnia, à invenção, ao fabrico de casos e casinhos para atingirem os seus torpes objectivos.
E já começaram aliás.
Foi o "gravissímo" atraso na divulgação dos secretários de estado, foram (imagine-se ao que se chegou que é apenas o anúncio daquilo a que se vai chegar...) as canetas com que alguns membros do governo assinaram as tomadas de posse, são as críticas aos "falhanços" de um governo que ainda nem começou a governar, é o vasculhar frenético das redes sociais tentando encontrar qualquer coisinha que os membros do governo tenham publicado (nem que fosse há dez anos) e que possa pô-los em causa de alguma forma, tudo serve para começar a pôr defeitos no novo governo.
E nessa matéria o quase falido grupo Impresa, que nos últimos anos viveu muito da caridade do governo socialista, tomou a dianteira como era, aliás, de esperar.
Fruto da azia mal resolvida do Costa pequeno, da habitual ambiguidade tantos anos lucrativa do Dr. Balsemão que proclamando-se como militante número um do PSD (não é mas isso é outra questão) sempre fez o jogo do PS, dos favores que há a pagar a quem governou.
Basta ver a edição desta semana do "Expresso", basta ouvir os seus comentadores em programas abjectos como o "Eixo do Mal" que anda há vinte anos a espalhar badalhoquice a esmo, basta ouvir a maioria dos seus comentadores políticos para se perceber que está declarada guerra ao governo e que eles são o porta bandeira do exército inimigo.
Hoje de manhã, por exemplo, no noticiário da SIC-Notícias das 11.00 h foi um forrobódó de maldicência e de busca de casos e casinhos centrado nalguns secretários de estado.
Foi uma decisão de Telmo Correia há vinte anos, outra de José Cesário do mesmo período, as publicações de Carlos Abreu Amorim no facebook e no twitter, tudo matérias que nada tem a ver com a  apreciação de um governo que está no seu início.
Até porque as decisões de Telmo e Cesário enquanto governantes no período 2002-2005 nunca foram alvo de qualquer acção judicial contra os seus autores e as publicações de Abreu Amorim inserem-se no mais que respeitável direito á liberdade de opinião e foram feitas no âmbito de um combate político legítimo e a que o autor tinha direito como qualquer cidadão.
Mas é o que temos.
E o que vamos ter.
Porque para essa cambada (para não lhes chamar pior) , bem como para os partidos de esquerda radical a que infelizmente se juntou o PS de Pedro Nuno Santos, a questão fundamental é o considerarem que o PSD e o CDS não tem direito a governarem, que o estarem no governo é uma usurpaçao do que devia ser direito apenas da esquerda e por isso há que correr com eles de qualquer forma sendo o "vale tudo" um instrumento como qualquer outro para atingirem esse fim!
Luís Montenegro e o seu governo vão necessitar de uma enorme coragem, de imensa resistência e da estratégia adequada para travarem esse combate sabendo que do outro lado podem esperar todas as deslealdades, todas as artimanhas, todas as infâmias.
Mesmo vindas de um PS que se tivesse vergonha (nunca teve é um facto) falava menos e tinha mais sentido de Estado para ajudar o país a sair de uma situação muito díficil e da qual é o único responsável fruto da sua governação incompetente e irresponsável nos últimos oito anos.
Mas as coisas são o que são.
E por isso haja coragem, haja paciência, e haja a certeza que só uma  governação que resolva problemas e faça reformas poderá combates eficazmente o massacre que se adivinha.
A partir daí que cada um assuma as suas responsabilidades.
Depois Falamos.

Sugestão de Leitura

 Do embaixador José de Bouza Serrano, entre outros cargos chefe do protocolo de Estado até á data da sua reforma, já tinha lido o "Livro do Protocolo" e a "Viúva de Windsor".
O primeiro mais que um livro é também um guia sobre como cumprir todas as especificidades do protoolo nas suas várias componentes (e que já me foi muito útil em várias situações profissionais) e o segundo uma biografia da raínha Isabel II do Reino Unido.
Este livro agora dado á estampa é também uma biografia contada de uma perspectiva muito pessoal de quem conhece bem o biografado , a família real e  Espanha, do rei emérito D.Juan Carlos desde o seu nascimento em Roma passando pela juventude vivida no Estoril e depois a longa aprendizagem das funções de rei na Espanha de Franco.
Um livro que narra um longo reinado de 39 anos no qual teve papel decisivo na implantação da democracia em Espanha, na contenção do golpe chamado de 23 F , na expansão do papel do seu país no mundo mas também de algumas vicissitudes pessoais e familiares que marcaram o seu trajecto nos últimos anos e levaram à abdicação a favor do filho o actual rei Felipe VI.
Uma obra em que ficando bem patente, porque nada escondida, a admiração e respeito do autor pela figura de D.Juan Carlos isso em nada obsta a que se leia com imenso interesse porque para lá da biografia do rei é também a História de Espanha nas últimas largas décadas que lá se narra.
Depois Falamos.

sexta-feira, abril 05, 2024

Lua

Chicago

A Criação de Adão, de Miguel Ângelo Buonarroti

Ferrovia

Já se sabe que Portugal é o parente pobre de uma Peninsula Ibérica em que a Espanha é o pais maior, mais rico, mais populoso.
São muitas as razões e esta que vamos apontar nem será das mais importantes mas contribui seguramente para essa realidade de a Espanha ser um país mais rico e mais desenvolvido que Portugal com uma diferença que se tem vindo a acentuar nos últimos anos.
O mapa que ilustra este texto retrata a aposta firme na ferrovia que em Espanha se faz desde há muito e que permite que as suas  principais cidades  de norte a sul e de este a oeste estejam ligadas por TGV ou por comboios rápidos equivalentes aos nossos Alfa.
De Madrid pode ir-se a Barcelona, Valência, Sevilha, Saragoça, Gijon, Corunha, Málaga, etc, em TGV, com algumas (poucas porque alta velocidade é alta velocidade) estações intermédias numa rede que ainda não chega ao País Basco mas já falta pouco para a ligação entre Burgos e Bilbau ser terminada.
Em Portugal é o que sse sabe e basta olhar o mapa.
A 25 de Abril de 1974, a tal data que este mês comemora os seus 50 anos, a rede ferroviária nacional chegava a todas as capitais de distrito e cobria de forma eficaz todo o território nacional.
Cinquenta anos de desinvestimento na ferrovia e de encerramento de linhas que serviam o interior do país levam a que Portugal seja hoje um país atrasado na matéria que sonha megalonomamente com o TGV entre Porto e Lisboa (sempre o litoral, sempre as grandes cidades) quando o resto do país está quase todo pessimamente servido de ligações ferroviárias com graves prejuízos para as pessoas e para o tecido económico.
E nessa matéria PSD e PS não podem apontar o dedo um ao outro.
Ambos são responsáveis pelos enormes erros cometidos na politica ferroviária.
Depois Falamos.

Túneis

O " Rui dos Túneis" nem por ser presidente do clube se capacita que não pode fazer aquelas figuras de arruaceiro que o caracterizaram durante anos enquanto administrador da sad e vice presidente de Luís Filipe Vieira e em que era presença habitual nos túneis a discutir e insultar árbitros. 
Agora é presidente mas não conseguiu dar o salto qualitativo ( já para não falar de educação e bom senso) e persiste em atitudes que podem não o envergonhar a ele mas seguramente ficam muito mal ao clube cuja dimensão não devia ser compatível com arruaças dos seus dirigentes. 
Aliás sempre prontos a criticarem atitudes de dirigentes de outros clubes na velha lógica de Frei Tomás do " olha para o que eu digo e não para o que eu faço". 
De facto o senhor presidente do Sport Lisboa e Benfica devia deixar os túneis para quem lá tem de passar ( até me apetecia dizer qualquer coisa sobre toupeiras mas fica para outra vez) e respeitar o cargo que ocupa. 
Até porque o Benfica a queixar-se de árbitros é uma piada que se faz por si só.
Depois Falamos.

quinta-feira, abril 04, 2024

Uma Taça Longe Demais?

 O meu artigo desta semana no zerozero.pt

Devem ter rejubilado, FPF e patrocinadores da prova, quando constataram que as meias finais da Taça de Portugal iam ser disputadas pelos quatro clubes com maior número de adeptos o que garantia grandes assistências nos estádios e shares televisivos muito prometedores até porque dois dos jogos iam ser transmitidos em canal aberto pela RTP.
O facto de serem os dois jogos entre Benfica e Sporting é uma anormalidade apenas possível num canal que não é de serviço público, como gosta de se intitular, mas apenas de serviço a alguns públicos como essa opção bem demonstrou mas não é esse o tema deste texto.
Porque é sobre futebol jogado.
E sobre futebol jogado é justo começar por referir a eliminatória já decidida e que disputada entre os dois clubes de Lisboa resultou em dois grandes espectáculos futebolísticos, especialmente o segundo jogo, pouco comuns no panorama do nosso futebol que é normalmente jogado de forma menos qualitativa e exuberante.
Grande exibição do Sporting na primeira mão que venceu por 2-1 mas em que ficou a dever a si próprio mais golos porque foi claramente superior ao adversário e podia ter feito a viagem até ao outro lado da segunda circular com a eliminatória resolvida.
Mas não o conseguiu e foi para a Luz com tudo em aberto.
Onde se assistiu a um grande jogo de futebol, de parada e resposta, com muitas oportunidades de golo em ambas as balizas mas desta feita com o Benfica a ser superior e a ficar com razão de queixa de si próprio por não ter materializado o domínio em golos.
O resultado castiga o Benfica porque mereceu vencer este jogo mas premeia o Sporting porque foi melhor no conjunto da eliminatória e é um justo finalista.
A norte está apenas jogada a primeira mão pelo que ainda não se sabe qual o segundo finalista embora o resultado do jogo de ontem coloque o Futebol Clube do Porto em vantagem face a um Vitória que deu uma pálida imagem de si próprio , perdeu com justiça e se arrisca a colocar a Taça como um objectivo longe demais face ao resultado e ao facto de a decisão ser em casa do adversário.
E sobre este jogo há algumas coisas a dizer também.
Desde logo confirmou a impressão com que já tinha ficado do jogo da primeira volta do campeonato , que numa singularidade só possível neste futebol português foi também (muito mal) apitado pelo mesmo árbitro, e que é a de estarmos perante a pior equipa do Porto deste século.
Uma equipa onde com três ou quatro excepções (Diogo Costa e Pepe de certeza e Galeno , Varela e Pepê com alguma boa vontade) já não há jogadores superiores à média o que não retirando a muitos o serem bons jogadores não faz deles aqueles jogadores que fazem a diferença.
E o Vitória, ao contrário por exemplo do Estoril, não soube tirar partido disso nas duas vezes que defrontou o Porto até agora.
No jogo do campeonato porque o árbitro não deixou e no de ontem por culpa própria e mérito do adversário.
E porquê?
Porque pese embora a meritória carreira que a equipa vem fazendo há realidades que são inegáveis e uma delas passa pelo desgaste físico de algumas das principais unidades do plantel e para o facto de não haver no banco alternativas em quantidade e qualidade suficientes para permitirem dar alguns descanso aos titulares mais desgastados.
A época começou muito cedo, por via da participação na malfadada pré eliminatória da Liga das Conferências, e a par disso nos últimos seis meses o Vitória perdeu André Silva, Dani Silva, Anderson Silva, André Amaro, Ibrahima Bamba, Alisson Safira, Nicolas Janvier e Nélson da Luz (uns vendidos e Nélson emprestado) o que causou um tremendo rombo na qualidade do plantel como é bom de ver.
E se para os centrais foram encontradas soluções à altura já para os três pontas de lança (Anderson foi o melhor marcador do Vitória na época passada e André estava a ser nesta) e para Dani estamos muito longe de se poder dizer o mesmo porque Nélson Oliveira ainda não rendeu o que está ao seu alcance , Adrian Butzke não fez um único golo e Kaio César tem apenas dezanove anos e chegou do Brasil há poucas semanas.
Um “hara quiri” na gestão desportiva que a equipa e as suas aspirações começam agora a pagar duramente.
É isto um atirar de toalha ao chão face ao desfecho da eliminatória?
Nem pensar.
Há um jogo para disputar, há uma desvantagem longe de ser irreversível, há um adversário que foi superior no jogo de ontem mas está longe de ser um papão pelas razões atrás apontadas.
Havendo também duas realidades claras e que não ajudam o Vitória.
A Taça de Portugal corresponde para o Porto ao salvar de uma época em que ainda não ganhou nada e nada mais pode ganhar e também há umas eleições no clube portista que inevitavelmente estarão presente neste jogo porque as coisas são o que são.
Seja como for acredito que o Vitória irá ao Dragão discutir a eliminatória até ao último folêgo e se não vai numa posição mais vantajosa só se pode queixar de si próprio por via do enfraquecimento do plantel atrás apontado que compromete as aspirações da equipa nesta prova e no campeonato.
Mas enquanto há vida há esperança!

Lontra

Inverno

Baía de Phang-Nga Bay, Tailândia.

Copos

Este jogo e este resultado podem explicar-se pela velha teoria do copo meio cheio e do copo meio vazio.
O copo meio cheio, optimista, diz-no que embora o Porto esteja em vantagem no resultado e por jogar a segunda mão em casa a diferença de um golo é perfeitamente reversível se no Dragão estiver o melhor Vitória (hoje ausente do D. Afonso Henriques) face a um Porto que hoje confirmou ser o mais débil dos últimos trinta anos pelo menos.
O copo meio vazio, mais realista que pessimista, diz-nos que este Porto débil que passou boa parte do jogo a queimar tempo, como qualquer equipa "pequena" o faz no DAH, ainda assim chegou perfeitamente para um Vitória com as principais "pilhas" desgastadas e sem "pilhas" que garantam uma substituição adequada e sem perda de rendimento. 
E a prova disso é que Cláudio Ramos teve uma noite tranquila enquanto Bruno Varela teve que se empregar a fundo em duas ou três ocasiões para evitar golos do Porto.
Uma palavra final para a arbitragem de Nuno Almeida o famigerado "Ferrari vermelho" que hoje foi um "Ferrari azulado" e manhoso durante todo o jogo. 
Permissivo com as faltas dos jogadores do Porto, permitindo que discutissem constantemente as suas decisões, inventando faltas contra o Vitória que cortaram jogadas prometedoras, poupando jogadores do Porto a amarelos mais que merecidos e culminando a sua actuação tendenciosa com o ridiculo de na segunda parte dar apenas três (!!!) minutos de compensação quando só em substituições se gastou o dobro disso fora as referidas paragens provocadas pelos jogadores do Porto para queimarem tempo. 
É evidente que aquilo que o Vitória não fez em noventa minutos não ia fazer nos três ou quatro minutos a mais que deviam ter sido dados e não foram nem se pode sequer dizer que o árbitro teve influência no resultado porque não teve. 
Mas que fez mais um mau trabalho com prejuízo para o Vitória isso é indiscutível. 
Em suma enquanto há vida há esperança mas há que reconhecer que a situação é muito difícil.
Depois Falamos.

Em tempo: São conhecidas as insistentes recomendações de UEFA e FIFA para imediata suspensão dos jogos nos lances em que haja choques de cabeças entre jogadores que ponham em causa a sua integridade física. Aos 15 minutos houve um lance arrepiante entre Ricardo Mangas e Sanchez que deixou ambos os jogadores caídos e levou a que fossem assistidos dentro do relvado durante quase dez minutos. Para espanto geral o "Ferrari azulado" deixou o Porto continuar a sua jogada de ataque e só depois de a bola sair interrompeu o jogo. Uma incompetência que podia ter acarretado graves conseuqências para os dois jogadores. Mas os tarefeiros são assim.

quarta-feira, abril 03, 2024

Televisões

Houve um tempo, do qual nehum vitoriano guardará saudades, em que a comunicação social e muito em especial as televisões em vez de nos tratarem pelo nosso nome que é Vitória Sport Clube nos chamavam o "Guimarães". 
Fruto da ignorância sempre e fruto do comodismo quando havia necessidade de nos distinguirem do outro Vitória. 
Eram desses tempos aqueles marcadores de resultados que na sport-tv mostravam "GUI" e não "VSC" entre muitos outros exemplos possíveis. 
Só após anos de pressão dos adeptos vitorianos é que o erro foi corrigido (embora não totalmente porque ainda há ignorantes em programas televisivos e não só a chamarem "Guimarães" ao Vitória) e passamos a ser tratado pelo nosso nome de baptismo como é devido. 
Mas há sempre excepções à regra e no que toca a isso a TVI/CNN está sempre no primeiro patamar da ignorância desportiva. 
Porque em vez de manter a evolução do "Guimarães" para Vitória tem por vezes umas recaídas na estupidez e, pasme-se,com agravamento do estado geral de ignorância. 
Porque se chamar "Guimarães" ao Vitória já era mau imagine-se o que nos apetece dizer quando ao Vitória chamam... Sporting de Braga! 
Pelo menos em imagem como no vídeo acima. 
De facto a obsessão televisiva, que não é exclusiva da TVI, pelos três clubes donos disto tudo leva as televisões a um estado geral de idiotice quando se trata dos outros clubes todos. 
Santa ignorância. 
E santa tolerância já agora.
Depois Falamos.

terça-feira, abril 02, 2024

Bem

O governo começou bem cumprindo uma promessa logo no dia em que tomou posse. 
O anterior governo, talvez por ter pouco que fazer e/ou pelas habituais razões ideológicas de implicância com tudo que nao fossem criações suas e especialmente com símbolos nacionais, tinha resolvido nos tempos finais do seu percurso substituir nas plataformas e documentos oficiais a tradicional imagem da esfera armilar e do escudo com os castelos e as quinas (figura da esquerda) por três figuras geométricas ( imagem da direita) que para lá das cores nada mais tinham que as identificasse com Portugal. 
Naturalmente essa disparatada mudança mereceu ampla contestação nomeadamente nas redes sociais. Em campanha eleitoral Luís Montenegro prometera que a anterior imagem seria reposta caso ganhasse as eleições. 
Prometeu e cumpriu. Hoje mesmo. 
Um pequeno mas simbólico gesto.
Depois Falamos.

Raposa

Farol de Green Point, África do Sul


Nou Camp, Barcelona

Serviço Público

Ontem foi dia 1 de Abril a que se convencionou chamar o dia das mentiras.
E nesse dia é tradicional (embora já tenha sido mais)  os orgãos de comunicação social difundirem uma qualquer mentira, gerando expectativas que depois oportunamente desmentem , daí não vindo mal ao mundo porque as pessoas sendo ou não enganadas já estão habituadas a essas brincadeiras.
Há, porém,mentiras que são mentira o ano todo e não apenas em cada primeiro de Abril.
Uma delas é a RTP intitular-se "serviço público de televisão" quando na realidade não passa de apenas "serviço a alguns públicos".
Estão em curso as meias finais da taça de Portugal em futebol.
Que curiosamente nesta edição juntam os quatro maiores clubes portugueses em número de adeptos e  que do auto proclamado serviço público deveriam merecer a mesma atenção e o mesmo respeito.
Infelizmente não é nem nunca foi assim!
No dia 29 de Fevereiro a RTP "serviço a alguns públicos" transmitiu, e muito bem , o Sporting vs Benfica respeitante à primeira mão de uma das meias finais que opõe os dois maiores clubes de Lisboa.
Hoje vai transmitir, e muito bem, o Benfica vs Sporting da segunda mão dessas mesmas meias finais.
Nada  a opôr.
Mas ao que parece a RTP "serviço a alguns públicos"desconhece por completo que as meias finais da taça não se circunscrevem a Benfica e Sporting e que há outra meias final com outros dois clubes.
O Vitória e o Futebol Clube do Porto que são os dois maiores clubes de Guimarães e do Porto para mantermos isto num âmbito concelhio e não entrarmos pelo apelativo caminho do centralismo versus regionalismo.
Ou da preferência da RTP"serviço a alguns públicos" pelos clubes de Lisboa em detrimento dos outros dois por acaso ambos a norte do Douro.
Porque o Vitória vs Porto de amanhã e o Porto vs Vitória de 17 de Abril não vão ser transmitidos pela RTP "serviço a alguns públicos".
Que assim, e uma vez mais, mostra de forma insofismável que públicos e que interesses serve confirmando que chamar-lhe "serviço público de televisão" é uma mentira 365 dias por ano ( este ano até são 366) e não apenas no primeiro de Abril.
Depois Falamos.

Em tempo: Confirmando, e agravando o atrás dito, hoje no telejornal das 13.00 h da RTP "serviço a alguns públicos" passaram  declarações de Sérgio Conceição antevendo o jogo de amanhã. Das declarações de Álvaro Pacheco é que não, nem uma imagem, como se o Vitória fosse alguma espécie de intruso indesejado nestas meias finais! Percebe-se que a RTP "serviço a alguns públicos" gostaria de ser ela a definir os finalistas por razões várias que nada tem a ver com desporto e menos ainda com serviço público. Pode ser que tenha azar e que o Vitória seja o desmancha prazeres. A ver vamos...

Ministro

Toma hoje posse o XXIV governo constitucional saído das eleições de 10 de Março e presidido por Luís Montenegro.
Já tive oportunidade, e não vou repetir agora como é óbvio, de escrever as razões pelas quais  considero que o governo tem um excelente elenco que superou as expectativas e pela capacidade dos seus membros tem todas as condições para governar com eficácia, resolver problemas e fazer as reformas de que o país tanto necessita,
Se o vai conseguir é outra questão porque não tendo maioria no Parlamento depende de factores que não controla.
Mas em relação ao elenco governativo quero deixar aqui o testemunho da satisfação com que encaro a nomeação de José Manuel Fernandes como ministro da agricultura e pescas.
Por tres razões essencialmente.
A primeira porque conhecendo-o vai para trinta anos, e com o à vontade de nem sempre termos estado de acordo em questões internas do PSD, sei bem da sua capacidade, da sua dedicação ao trabalho, do profissionalismo no melhor sentido do termo com que exerce os cargos que lhe são confiados.
A segunda porque é o reconhecimento do mérito.
Foi um excelente presidente de câmara em Vila Verde, um concelho médio do distrito de Braga, mas foi no parlamento europeu que  fruto do seu trabalho ganhou uma dimensão política que justifica plenamente a escolha do primeiro ministro.
Deputado europeu desde 2009 fez uma trajectória claramente ascendente em termos de ganho de competências próprias, de visibilidade e reconhecimento do seu trabalho que o tornaram na última década num dos deputados mais importantes do Parlamento Europeu com um desempenho na importante e complexa área dos Orçamentos reconhecido não só pelos colegas do PPE como também por deputados de outros agrupamentos políticos e outras áreas ideológicas.
Não foi seguramente por acaso que ainda recentemente foi considerado o quarto deputado mais influente do parlamento europeu o que entre 705 parlamentares de 27 países é extremamente significativo.
E essa sua experiência na comissão dos orçamentos e o conhecimento profundo que tem da área dos fundos comunitários será seguramente muito importante para o país não só na pasta que vai tutelar como também na acção de todo o governo sabendo-se da importância para Portugal das verbas que vem da União Europeia.
A terceira razão prende-se com o exemplo que a sua escolha constitui.
José Manuel Fernandes nasceu em Vila Verde, lá trabalhou , lá foi presidente de câmara e de lá foi para o parlamento europeu.
Não nasceu em Lisboa, nunca viveu em Lisboa, nunca trabalhou em Lisboa, nunca fez política em Lisboa.
Não fez no PSD parte de grupos lisboetas, não pertence a lobbys, não tem factores subjectivos a justificarem a sua escolha.
Foi mesmo pelo mérito do seu trabalho na autarquia a que presidiu e essencialmente pelo excelente desempenho na Europa provando que quando se tem qualidade e capacidade não é forçoso ser-se oriundo politica e /ou profissionalmente da capital do país.
O que revela também, e é bom constatar isso, que o primeiro ministro ao escolhê-lo mostrou estar atento a todo o país e a todas as realidades.
E esse é também um sinal  muito positivo e que apraz registar.
Não duvido que se  o governo tiver condições para exercer a sua actividade durante toda a legislatura no fim dela o ministro da agricultura e pescas terá um dos desempenhos mais positivos de todo o governo e confirmará o acerto na escolha feita por Luís Montenegro.
Depois Falamos.

segunda-feira, abril 01, 2024

Gelo

Amanhã toma posse o governo e inicia-se uma nova fase da vida política nacional. 
Um governo composto por um bom elenco de ministros mas que sabe que vai governar com uma oposição à esquerda impiedosa e à direita imprevisível. 
As coisas são o que são. 
E o desagradável episódio da eleição do presidente da mesa do parlamento teve pelo menos a virtude de deixar algumas lições que devem ser aproveitadas pelos partidos do governo e por aqueles que na oposição não querem que a curto /médio prazo o PS volte a governar. 
O PSD não pode voltar a ser ingénuo na relação com os outros partidos e o Chega tem de perceber que a chicana política em nada contribui para a sua credibilidade. 
O único que sai bem desse processo é a Iniciativa Liberal honra lhe seja feita. 
Mas agora é outro tempo. 
Um tempo que recomenda a que dirigentes dos partidos não socialistas ponham algum gelo nos "calores" que sobraram da passada semana e consigam encontrar pontos de convergência que permitam ao governo andar para a frente sem a ameaça permanente de moções de censura e chumbos do orçamento de estado. 
Tal como militantes e apoiantes desses partidos têm de perceber que ,a exemplo do que acontece no futebol em que após jogos polémicos se assiste a trocas de acusações entre dirigentes e furiosos debates nas redes sociais entre adeptos , há um tempo para a discutir e outro para a vida continuar. 
É esse tempo que vem agora. 
E manter o "calor" da passada semana em nada ajuda ao objectivo primordial que é em Novembro o O.E. ser aprovado. 
E para isso já todos sabemos que com o PS não se pode contar. 
Há, pois, que saber relativizar os acontecimentos da passada semana. 
Que tendo sido feios e dispensáveis não foram piores do que as falhadas tentativas de eleger Fernando Nobre em 2011. 
Porque se na passada semana foi um partido da oposição que faltou ao que prometera em 2011 foram muitos dos deputados da então maioria absoluta PSD/CDS que falharam aos seus compromissos para com os partidos pelos quais tinham sido eleitos. 
Há que ter memória. 
E pôr gelo nos mais acalorados. 
A bem da Nação!
Depois Falamos.