domingo, abril 22, 2018

O Nosso 14

Perdendo em casa do último classificado (a nossa velha tendência para sermos "pais dos pobres") o Vitória disse definitivamente adeus a um quinto lugar que os resultados deste fim de semana de Rio Ave e Marítimo, ironicamente, provaram ainda ser possível,
Mas para isso era necessário, ao menos, termos ganho ao Vitória FC a semana passada e ontem em Vila da Feira.
Como não ganhamos o assunto europeu deixou de ser ...assunto!
Individualmente:
Miguel Silva: Sem culpa nos golos teve algumas intervenções de excelente qualidade que evitaram golos quase certos.
João Aurélio: Menos participativo pareceu algo fatigado.
Jubal: Tem responsabilidades no primeiro golo. Saiu lesionado depois de exibição intranquila.
Pedro Henrique: Partilha com Jubal responsabilidades no golo do Feirense. Atenuadas em ambos os casos por João Silva ter partido em posição de fora de jogo. No resto esteve bem.
Konan: Joga a um ritmo e com uma intensidade superior à média da equipa. E por isso voltou a ser dos melhores.
Rafael Miranda: Uma exibição sem falhas mas também sem brilho.
Matheus Oliveira: Cada vez mais o jogo da equipa passa por ele face à sua capacidade de fazer circular a bola. Tem de ter mais cautela em termos disciplinares.
Sturgeon: Foi titular e saiu aos 67 minutos. Nesse espaço de tempo não se viu. Um verdadeiro mistério a continua aposta nele.
Heldon: Esforçado mas algo trapalhão. Podia ter feito mais e melhor.
Rafael Martins: Muito discreto.
Raphinha: Formou com Miguel Silva e Konan o trio de melhores jogadores do Vitória. Marcou mais um golo, lutou muito e revelou-se sempre inconformado com o andar das coisas.
Foram suplentes utilizados:
Tallo: Entrou bem e criou vários lances perigosos com , por exemplo, dois remates a levarem perigo á baliza adversária. Caiu na área num lance que deixou muitas duvidas sobre a existência de grande penalidade.
Wakaso: Uma substituição surpreendente. A jogar com o último e com o jogo empatado meter um segundo trinco não pareceu outra coisa que não fosse falta de ambição.
Moreno: Terceiro mistério depois da titularidade de Sturgeon e da entrada de Wakaso. Com Jubal lesionado percebe-se que tenha entrado outro central embora o recuo de um dos trincos, nomeadamente Wakaso que conhece a posição, pudesse ser oportunidade de apostar no ataque com a entrada de Estupinan. Mas a surpresa está mesmo no central que entrou. Porque não se supunha que nesta altura Moreno tivesse preferência sobre João Afonso ou os centrais da B (que não jogava este fim de semana) Dénis Duarte e Marcos Valente. Incompreensível. Resta dizer que Moreno cumpriu sem margem para reparos.
Não foram utilizados:
Douglas, Vigário, Rincon e Estupinan.

Melhor em campo: Miguel Silva

Resta ao Vitória cumprir calendário nos três jogos que tem para disputar até ao fim do campeonato.
Espera-se que para além de honrar a camisola ,disputando todos esse jogos no limite, eles sirvam para ajudar a definir o plantel da próxima época.
Porque outra como esta é simplesmente inaceitável.
Depois Falamos.

Torres Petronas


Vida de Pai...


Grand Canyon

Foto: National Geographic.

Construir!

A propósito de uma partilha que fiz no meu facebook sobre a carreira de João Pedro no Los Angels Galaxy, e que mereceu vários comentários de teor diverso como é normal, escrevi que em tempos tinha pensado que em redor dele, João Pedro, se viria a construir uma grande equipa do Vitória que levaria o clube para patamares com que todos sonhamos.
Queria com isto dizer que João Pedro seria o jogador "nuclear" em torno do qual se agrupariam outros jogadores de valor , uns vindos com ele da formação e outros contratados no mercado, que permitiriam uma base competitiva continua capaz de ser regular na obtenção de resultados e classificações.
Houve quem concordasse com o conceito, houve quem discordasse e houve, desconfio,quem não o percebesse.
E por isso vou tentar explicar o que significa para mim construir uma equipa em torno de um jogador, que não tem necessariamente de ser o melhor mas sim o mais importante, dando dois exemplos que me parecem claros.
Um internacional e outro do próprio Vitória.
Na grande equipa do Barcelona ,que comandada por Guardiola impôs o "tiki taka" como estratégia de jogo, existiam os jogadores de classe extra como Messi , Ronaldinho e Iniesta, os grandes jogadores como Etoo, Deco,Puyol entre outros mas tudo girava em torno de outro jogador que era por isso o mais importante da equipa.
Xavi!
O verdadeiro "ideólogo" ,chamemos-lhe assim, do "tiki taka" e o homem em torno do qual durante dez anos o Barcelona construiu grandes equipas.
Em 2007/2008 o Vitória comandado por Manuel Cajuda fez um extraordinário campeonato (tinha acabado de regressar do pesadelo da II liga) e ficou em terceiro lugar depois de as arbitragens o terem arredado de ser vice campeão como teria sido mais que justo.
Essa equipa tinha jogadores de grande qualidade como Geromel, Alan, Desmarets, Nilson, Ghilas, Mohma, Roberto, entre outros mas tudo se organizava em torno de outro jogador que era o verdadeiro "porta bandeira" daquela equipa.
Flávio Meireles o "capitão".
Não seria , como Xavi não era, o melhor jogador da equipa mas era certamente o mais importante porque era em torno dele que tudo girava.
Esse é o meu conceito do que é construir uma equipa em torno de um jogador.
Ser alguém que para lá da valia futebolística possua também um conhecimento profundo do clube, dos seus valores, da ambição dos seus adeptos e depois corporize tudo isso no terreno de jogo e na liderança do balneário.
E creio que João Pedro estava  talhado para esse papel aglutinador no seio da equipa.
Vimaranense, vitoriano, excelente jogador, grande profissional, formado no clube!
O não ter sido assim, porque o seu rumo profissional foi outro, não significa que deixe de pensar que assim podia (e devia)  ter sido. 
E com grande proveito para o Vitória estou certo.
Depois Falamos.

sábado, abril 21, 2018

Pensar o Futuro

Se o Vitória ainda lutasse por alguma coisa, nomeadamente pelo acesso à Liga Europa, muito haveria a dizer sobre a miserável arbitragem que o apitador da A.F. Braga Luís Ferreira fez hoje no estádio Marcolino de Castro.
Um golo limpo anulado ao Vitória, um golo do Feirense em fora de jogo, dois lances mais que suspeitos de penálti na área dos visitados ("obrigado" Sport-tv pela "excelência" das repetições e pela "coragem" dos comentadores), uma dualidade de critérios gritante em termos disciplinares,em suma mais um tarefeiro que ia com missão atribuída.
Mas o Vitória não luta por nada,cumpre (penosamente) calendário, e por isso agora pouco ou nada interessa a arbitragem pelo que não vou perder mais tempo a comentá-la.
Prefiro falar de duas outras realidades deste jogo.
A dignificação da camisola e a preparação do futuro.
Quanto ao primeiro item pouco há a dizer.
Os jogadores esforçaram-se, procuraram o  triunfo, jogaram o que está actualmente ao seu alcance e se mais não fizeram foi porque não puderam ou não souberam dentro daquele contexto que todos conhecemos desde Agosto do ano passado.
Quanto à preparação do futuro,aí sim, há algumas coisas a dizer.
Com a equipa sem objectivos e a equipa B sem jogo neste fim de semana seria normal que fosse dada oportunidade a alguns dos jogadores da formação secundária, que mais se tem destacado, para serem chamados à equipa principal de molde a Peseiro ter a chance de os ver em acção.
Estou a pensar em Estupinan, Domingo, Joseph, Kiko, Dénis Duarte, Marcos Valente, David Luís, Tiago Castro a titulo de exemplo.
Não todos,como é evidente, mas dois ou três deles.
Mas isso não aconteceu a não ser com Estupinan que pese embora os muitos golos que tem marcado pela B ficou, mais uma vez, os noventa minutos sentado no banco a ver actuar alguns colegas que para o ano provavelmente nem cá estarão.
No banco ao lado de Moreno, que certamente não será opção como jogador na próxima época, que foi chamado e até acabou por jogar enquanto João Afonso, Dénis Duarte e Marcos Valente ficaram em casa ou na bancada a ver o jogo.
E bem gostava de perceber qual foi o critério para chamar Moreno e deixar de fora os outros três centrais.
Que papel terá Moreno a desempenhar no futuro desta equipa enquanto jogador?
Creio que todos estaremos de acordo que nenhum!
Depois o mistério Sturgeon.
Que quer Pedro Martins quer José Peseiro insistem em colocar a jogar, ora como titular ora como suplente utilizado, sem que alguma vez as suas exibições tenham correspondido ao exigível para quem veste a camisola do Vitória.
Hoje, mais uma vez, foram 67 minutos completamente desperdiçados.
Mas mais do que o não perceber as opções por Moreno e Sturgeon( já para nem falar dos emprestados que se vão embora nada justifica que continuem a jogar) ou da falta de oportunidades aos jovens da B há outro factor que me preocupou muito neste jogo de Vila da Feira.
Tem a ver com ambição.
Jogando em casa do último classificado que actuou sobre "brasas" porque os pontos eram fundamentais, e sem nada a perder, o Vitória não arriscou rigorosamente nada para tentar ganhar o jogo e corresponder ao apoio incessantes dos seus adeptos que mais uma vez não falharam com a sua presença.
Alinhou com a equipa habitual (apenas Hurtado esteve ausente mas isso nem é grande novidade...) mas na hora das substituições a que assistimos?
Saiu o ponta de lança Rafael Martins para entrar o ponta de lança Junior Tallo,ou seja, risco zero.
E depois saiu o teoricamente avançado Sturgeon para entrar o trinco Wakaso!
Para quê? Para defender o pontinho? É que se foi nem nisso teve sucesso.
É certo que a terceira substituição teve de ser "queimada" com a saída do lesionado Jubal e entrada de Moreno (assim impedindo a eventual aposta em Estupinan ou Rincon mas mais provavelmente em Vigário...) mas as duas anteriores demonstram bem a falta de ambição em querer ganhar um jogo no qual, insisto, nada havia a perder.
Defendi, e continuo a defender, a contratação de José Peseiro.
É um bom treinador, sabe muito de futebol, coloca as suas equipas a jogar bem.
Não tem .como é evidente, qualquer responsabilidade na formação deste plantel e no insucesso desportivo de uma época que se transformou num pesadelo para todos nós com os objectivos a serem sucessivamente falhados.
Mas acredito que deve fazer uma reflexão serena sobre o futuro e perceber que nestes três jogos que faltam tem de começar a "ganhar" a próxima época em termos de  crédito junto da massa associativa e de união entre ela, a equipa e ele próprio.
E isso faz-se com boas decisões, boas apostas, demonstração de ambição.
Estes três jogos que faltam não contando para nada no que a esta época concerne podem ser muito importantes para ganhar o futuro.
E é disso que Peseiro, a SAD e a toda a estrutura se devem capacitar.
Depois Falamos.

quinta-feira, abril 19, 2018

Nova Iorque


Elefante


Descolagem


Jamor...Outra Vez!

O meu artigo desta semana no zerozero.

Ontem a Taça de Portugal, jogadas as partidas da segunda mão das meias finais, conheceu os seus finalistas deste ano.
O Desportivo das Aves, em estreia absoluta nesta matéria de finais de Taça, venceu o sensacional Caldas (aquele que todos menos os avenses,sportinguistas e portistas queríamos que ganhasse a prova) que conseguiu o magnifico feito ,para um clube de terceiro escalão, de chegar até às meias finais e apenas ser vencido no prolongamento o que demonstra bem a qualidade que emprestou a esta edição da prova.

Na outra meia final, e defrontando-se pela quinta vez esta época (deve ser recorde), Sporting e Porto discutiram até aos penáltis a presença no Jamor e de forma tão aguerrida que em dez pontapés da marca da marca de grande penalidade nove entraram e apenas o remate ao poste de Marcano (por sinal no primeiro penálti a ser marcado) decidiu quem avançaria para o jogo derradeiro.
Fruto do acontecido nas duas meias finais teremos a 20 de Maio, no Jamor, um Desportivo das Aves vs Sporting como corolário de terem sido as duas melhores equipas desta edição da Taça de Portugal.
Como se percebe rejeito totalmente a o conceito ignorante, absurdo e desrespeitador de muitas equipas e do próprio futebol de falar em “finais antecipadas” como acontece sempre que,a exemplo desta edição, numa meia final jogam dois “grandes” e na outra dois “pequenos”.
É negar o próprio espírito de Taça!
Leva-nos este introito à velha questão, quase tão velha como o próprio estádio, de a final se jogar uma vez mais num recinto obsoleto, desconfortável, sem condições para jogos desta envergadura.
Por alguma razão a Federação não realiza lá jogos da selecção nacional!
Portugal tem, depois de 2004, dez estádios modernos com todas as condições de segurança e conforto para os espectadores, de qualidade de balneários e zonas adjacentes para as equipas e de trabalho para os jornalistas.
A Luz, com 65.000 lugares, Dragão e Alvalade com 50.000 (estes três com maior capacidade que o arcaico Jamor) e depois mais sete estádios com cerca de 30.000 lugares como são os casos do D.Afonso Henriques, do Municipal de Braga, do Cidade de Coimbra, do Bessa, do Magalhães Pessoa, de Leiria do Municipal de Aveiro e do estádio do Algarve.
Em todos eles, menos no Bessa salvo erro, já se realizaram finais de supertaça ou da taça da liga e em todos eles já se realizaram vários jogos da selecção nacional (para além dos jogos do Euro 2004) pelo que estão obviamente aptos para receberem uma final de taça de Portugal.
Mas para além desse dez ainda há mais dois, que caso fosse necessário, estariam à altura desse jogo como é o caso do Restelo em Lisboa e dos Barreiros no Funchal que depois de renovado ficou com excelente condições.
Dir-me–ão que a lotação é pequena (cerca de 11.000 lugares) e que não faria sentido duas equipas do Continente irem à Madeira disputar uma final.
Faz tanto sentido como o Marítimo vir ao continente (como já aconteceu) disputar a final e mais sentido ainda se a final um dia for disputada entre duas equipas madeirenses como pode perfeitamente acontecer.
Portugal tem, portante, doze estádios melhores que o Jamor para disputar a final da taça de Portugal.
Mas insistem no Jamor.
Porque é bonito, porque é tradicional, porque é um monumento, porque tem matas em redor excelentes para fazer uns piqueniques.
Isso é tudo verdade. Mas nada tem a ver com o futebol de hoje.
Em que segurança, conforto, condições de trabalho são essenciais.
Já tive oportunidade de assistir naqueles estádio, ao longo dos anos, a cinco finais da Taça de Portugal.
Em 1988, 2011, 2013 e 2017 acompanhando o “meu” Vitória e em 2000 assistindo,casualmente, à finalíssima entre Porto e Sporting disputada numa noite de quinta feira em que choveu  durante boa parte do jogo.
Tal como a final do ano passado, entre Vitória e Benfica, em que a chuva torrencial foi companhia indesejável durante todo o jogo causando o maior dos desconfortos à esmagadora maioria dos espectadores e difíceis condições de trabalho para muitos jornalistas que viram os seus espaços ocupados por adeptos que fugiam da chuva.
O que confirma a minha profunda convicção de que aquele estádio não tem condições para receber jogos desta envergadura e com este nível de responsabilidade em questões de segurança.
Mas este ano, uma vez mais, o Jamor será palco da final.
E assim será enquanto a tradição se sobrepuser ao pragmatismo ou até ao dia em que a realidade prove, eventualmente da pior forma, que há muito se devia ter pensado em alternativas para o local da final.
Pessoalmente, e a terminar, prefiro o modelo espanhol em que o recinto da final da taça do Rei é escolhido por comum acordo entre os dois finalistas e considerando,obviamente, os interesses dos respectivos adeptos em termos de distâncias a percorrer.
Em Portugal, com pelo menos dez estádios modernos de norte a sul, não há razão para que assim não seja.

quarta-feira, abril 18, 2018

Mais Uma...

A senhora Leal Coelho fez mais uma das suas.
Desta vez na votação da mudança de género aos 16 anos em que infringiu a orientação do partido e votou, dando azo aos seus conhecidos complexos de esquerda, ao lado de todo o PS (curiosa votação...)e  do Bloco de Esquerda mas não do PCP que se absteve embora com uma hipocrisia sem igual tenha dado ordens aos "Verdes" para votarem a favor e assim a lei ser aprovada.
Porque se os "Verdes" tivessem votado como o PCP a lei teria sido chumbada pese embora a prestimosa ajuda da senhora Leal Coelho!
A referida senhora, de que em má hora Passos Coelho fez vice presidente do partido e cabeça de lista por Santarém sem que alguma vez a sua valia política o tenha minimamente justificado, é useira e vezeira em nestas matérias ditas fracturantes se juntar à esquerda e votar contra o próprio partido numa exibição de vaidade pessoal ("espelho meu, espelho meu há alguém mais moderno do que eu?") que no passado até mereceu um repugnante abraço da não menos repugnante Catarina Martins.
Ao fazê-lo a senhora Leal Coelho desrespeita o partido, desrespeita os colegas de bancada, desrespeita os eleitores que seguramente não se reveem em tanto "modernismo".
O PSD tem programa, ideologia, valores, princípios e História.
E tem militantes e eleitores que se reveem em tudo isso e por isso militam e votam no PSD.
Por cima de tudo isso passa a senhora Leal Coelho cujo desmedido ego a faz crer que a opinião dela, as suas convicções, o seu pseudo modernismo são muito mais importantes que tudo o resto e portanto vota como quer e lhe apetece.
Nalguns casos, manda a verdade que se diga, com  ajuda de mais meia dúzia de pseudo modernistas que por lá andam e que também acham que as suas convicções valem mais do que as posições do partido pelo qual foram eleitos.
Esquecendo que se a esmagadora maioria dos colegas não votasse de acordo com os nossos valores e a nossa História os eleitores nunca nos perdoariam a bandalheira de contribuirmos para a aprovação de leis em que não se reveem.
Confesso que enquanto militante e eleitor estou farto destas atitudes da senhora Leal Coelho.
Que foi eleita por um partido, como base num programa, numa ideologia, em valores e princípios que não contemplam estas votações pseudo modernistas da senhora Leal Coelho.
Diferente seria, como é óbvio, se a senhora Leal Coelho tivesse sido eleita uninominalmente  porque aí responderia pessoalmente perante os seus eleitores pela sua orientação de voto e estaria no seu direito de nestas matérias votar como quisesse.
Embora a avaliar pela votação que teve em Lisboa, a pior de sempre do PSD, duvide que alguma vez conseguisse ser eleita uninominalmente fosse aonde fosse.
E menos ainda em Santarém onde, como me diziam tempos atrás alguns militantes de lá, a senhora Leal Coelho tem uma forte ligação ao distrito porque de vez em quando pára para tomar café na área de serviço de Santarém da A1...
Depois Falamos.

Panda


Farol


terça-feira, abril 17, 2018

Paradoxos

O meu artigo desta semana no jornal digital Duas Caras.

Já sabemos, há mais de mil anos, que em Guimarães somos diferentes do resto do país (mesmo antes de haver país) e que o que por cá sucede dificilmente,nalgumas perspectivas, dificilmente aconteceria em qualquer outro ponto do país.
Recentes notícias televisivas, embora reportando a acontecimentos com três anos, vieram reforçar esse estatuto de excepcionalidade deixando, contudo, interrogações várias sobre as razões porque isso acontece por cá e não acontece por outros lados.
Situemos-nos:
Há cerca de três anos, mais mês menos mês, o Vitória recebia em Guimarães o Benfica num jogo que veio a confirmar a conquista do titulo pelo clube de Lisboa depois de um campeonato extremamente disputado com outros clubes que não o Vitória.
Nesse dia, e na nossa cidade, aconteceram dois factos que mereceram ampla cobertura noticiosa embora só um deles, por sinal o menos grave, tenha merecido da parte da comunicação social e da Justiça um permanente acompanhamento ao longo de todos este tempo,
Num dos casos um oficial da PSP, por razões que ainda hoje não estão cabalmente explicadas, fez aquilo a que se convencionou chamar “uso de força excessiva” e aplicou umas bastonadas num adepto do Benfica (ó heresia...) em frente a familiares do mesmo nomeadamente um filho de menor idade.
Caiu o Carmo e a Trindade!
E durante dias a fio, nas televisões ,rádios e jornais o agente da PSP foi condenado (antes de ser julgado) do crime de lesa majestade de ter dado duas ou três bastonadas num adepto do clube de todos os regimes como se tal fosse um crime contra a humanidade.
Chegou-se ao ponto , ridículo, de as imagens darem direito a abertura de telejornais como se esse “pobre” benfiquista de Matosinhos tivesse si o primeiro e único cidadãos deste país a levar umas bastonadas nas imediações de um recinto de futebol ou como se não houvesse neste país notícias bem mais importantes.
Mas no mesmo dia, na mesma cidade e no mesmo estádio (embora as bastonadas tenham sido fora do recinto) aconteceu outro facto grave em termos de ordem pública que foi tão ligeiramente noticiado como rapidamente abafado pela comunicação social (e teme-se que pela Justiça) e de que nunca mais se ouviu falar.
Refiro-me ao facto de um grupo de ladrões e vândalos adeptos do Benfica ter assaltado e vandalizado um armazém do Vitória situado debaixo da bancada topo norte e não contentes com o crime praticado ainda procederam a ampla divulgação do mesmo através das redes sociais.
Roubo, vandalismo, exibição das imagens com a fácil identificação dos ladrões e que aconteceu?
Nada.
A comunicação social, sempre ávida de noticiar crimes e desordens ( e então se forem em Guimarães nem se fala) noticiou o assunto no dia e depois deixaram-no rapidamente cair porque a cor clubística dos ladrões era “inconveniente” para quem manda na comunicação social.
Já a Justiça, que se supõe ser “cega” e portanto tratar todos por igual, não deu até hoje qualquer notícia sobre os ladrões terem sido detidos , julgados e punidos pelos crimes praticados.
Um caso claro de que o crime compensou.
Porquê?
Aí está uma pergunta de que bem gostaria de saber a resposta.
Esta semana o primeiro assunto, o das bastonadas, ressuscitou por força do oficial da PSP ter começado a ser julgado pelo tal uso de força excessiva sobre um adepto do clube de Lisboa e mereceu ,uma vez mais, amplo destaque da comunicação social.
E enquanto um agente policial é julgado (não ponho em causa a razão, que fique bem claro, embora não acredite que da parte do agredido não tenha havido provocação)  os ladrões que assaltaram o armazém do Vitória continuam em liberdade e seguramente assim continuarão neste país de paradoxos.

P.S. E  Guimarães merece um tratamento tão diferente que até o agente a ser julgado por bater num adepto do Benfica fundamentou a sua defesa na forma de ser dos adeptos do...Vitória.
Misturando verdades que nos orgulham, por um lado, com considerações que não merecemos e nos ofendem por outro.
Lá está...paradoxos!

Pôr do Sol


Javalis, África


Ópera de Sidney

segunda-feira, abril 16, 2018

O Nosso 14

Uma equipa cansada,às vezes dela própria, não foi capaz de vencer o Vitória FC  e assim manter uma réstia de esperança quanto a um apuramento europeu que agora é impossível e antes bastante difícil.
Individualmente:
Miguel Silva: Jogo de pouco trabalho e sem culpas no golo.
João Aurélio: Menos ofensivo do que habitualmente.
Jubal: A defender cumpriu. No resto alguém tem de lhe explicar que não se meta a fazer o que não sabe. por exemplo passes longos.
Pedro Henrique: O mesmo.
Konan: Pela positiva nem parecia daquela equipa. Rápido, batalhador, criou jogadas de ruptura e nunca teve receio de ir com bola para cima dos adversários. Misteriosamente substituído.
Rafael Miranda: Muito "macio" para o que era preciso.
Matheus Oliveira: Bem na primeira parte mas foi desaparecendo na segunda.
Hurtado: Fez o golo e pouco mais.
Heldon: Exibição discreta. A saída pecou por muito tardia.
Rafael Martins: Nunca teve oportunidade de rematar com êxito.
Raphinha: Numa fase de menor fulgor apenas se viu numa boa jogada aos 92 minutos.
Foram suplentes utilizados:
Whelton: Entrou cheio de vontade mas ficou-se por aí.
Vigário: Entrou muito tarde para poder ter influência no jogo.
Sturgeon: Entrou aos 88 minutos sabe Deus e Peseiro porquê e para quê.
Não foram utilizados:
Douglas, João Afonso, Wakaso e Francisco Ramos.

Melhor em campo: Konan

Restam quatro jogos, uma camisola para dignificar e muitas lições a tirar para a preparação da próxima época.
Parece-me evidente que este plantel precisa de ser seriamente reforçado com sete ou oito jogadores de valia inquestionável , experiência quanto baste do nosso campeonato , homens feitos e não jovens promessas que para isso já temos na equipa B alguns para subirem.
Isto se não saírem titulares porque caso isso aconteça vão ser precisos ainda mais reforços.
Depois Falamos

P.S. Por ironia do sorteio o último jogo pode ser decisivo para atribuição do titulo de campeão nacional dado que recebemos o Porto que lidera o campeonato com mais dois pontos que o Benfica.
Convém ter isso em atenção.

Gosau, Austria


Albatrozes


Bode Expiatório

Confesso que a ingratidão é das coisas que mais me indigna.
E embora ela seja recorrente no futebol há casos em que atinge proporções, quantas vezes alimentada por gente que tinha a obrigação de ser bem mais razoável e sensata, que são verdadeiramente deprimentes e demonstram bem o quanto o espírito do "vale tudo" está entranhado em adeptos clubísticos.
O que se passa desde ontem com Rui Vitória é exemplo disso.
Nas redes sociais, nos comentários televisivos, nos desabafos dos adeptos o treinador benfiquista foi "eleito" como o grande responsável da derrota face ao Porto e da provável perda do titulo de campeão e do tão desejado penta campeonato.
Nada mais enganador.
Rui Vitória é humano, comete erros, engana-se nesta ou naquela estratégia porque é humano e porque todos os treinadores, de Mourinho a Guardiola de Klopp a Allegri, os cometem a momentos vários das suas carreiras.
Mas depois há os factos.
E os factos dizem-nos que o espantoso não é o Benfica ter perdido ontem com o Porto mas sim o a quatro jornada do fim estar a lutar pelo titulo com dois clubes que tem ,claramente, melhor plantel que o próprio Benfica.
E aí o mérito é de Rui Vitória, dos seus colaboradores e dos jogadores.
Que embora com algumas ajudas "ilegítimas" tem conseguido fazer frente a adversários bem melhor apetrechados como ainda ontem foi patente ainda por cima num cenário em que Rui Vitória se viu privado de Jonas que é,de longe, o mais decisivo jogador do Benfica.
E os factos também nos dizem que nestes três anos de Benfica, um pouco o que também lhe aconteceu nos quatro anos de Vitória, o treinador tem-se visto obrigado a reconstruir (e sempre com "materiais" de decrescente qualidade)em todos os inícios de época uma equipa que os dirigentes lhe vão fatalmente amputar no final da mesma.
Exemplos?
Ederson, Nélson Semedo, Lindelof, Gaitan, Renato Sanches, Mitroglou, Gonçalo Guedes, Talisca, Cristante, Lisandro López, Júlio César são os exemplos mais flagrantes de jogadores de qualidade de que Rui Vitória se foi vendo privado ao longo destes três anos.
Mais factos?
Veja-se o que o Benfica tem em termos de baliza.
Bruno Varela de 23 anos e primeira época como titular do clube, Svilar de 18 e Paulo Lopes de 39 que ainda está no activo, depois de uma carreira digna mas sem grande brilho, apenas porque dá jeito para cumprir as cotas de jogadores formados localmente e alguém achará isso suficiente para uma equipa que quer ser campeã nacional?
Há que ser justo.
E ser justo é reconhecer que ontem, num jogo em que o Porto era melhor equipa de um a onze, o empate era um resultado que quase garantia o titulo e por isso o pragmatismo não aconselhava a correr grandes riscos que a serem corridos tinham de ser pelo adversário a quem apenas o triunfo servia.
E foi essa a gestão que Rui Vitória fez.
Jogar para um resultado que servia sem perder de vista o conseguir mais do que isso.
Criticam-se as substituições? Fazem de Rafa um imprescindível os mesmos que fizeram dele um dispensável durante grande parte da época? Ignora-se que RV deu entrada a um internacional grego, outro argentino e outro suíço naquilo que dificilmente pode ser visto como falta de ambição?
De facto saber perder é muito difícil para os que também não sabem ganhar.
Voltemos à baliza:
De um lado um "monstro" do futebol mundial chamado Iker Casillas que ganhou tudo que há para ganhar em termos de clubes e selecções a nível europeu e mundial e do outro um jovem Bruno Varela que leva época e meia de primeira divisão e só este ano chegou à baliza do Benfica porque o ano passado esteve em Setúbal e anteriormente na II divisão espanhola (fez um jogo!) e nos escalões de formação.
Um jovem que pese embora a sua qualidade, e o grande trabalho que com ele tem sido feito por Luís Esteves, é ainda assim de valor inferior a José Sá o habitual suplente do...Porto.
É parecido não é?
Rui Vitória é um cavalheiro, um homem correcto, educado e culto que assume responsabilidades e não arranja desculpas. Em suma um "tipo porreiro".
Ou seja o perfil ideal para "bode expiatório" dos que não querem dar a cara por insucessos de que são os maiores responsáveis.
Depois Falamos.

domingo, abril 15, 2018

Tristeza!

Este fim de semana foi de profunda tristeza para a esmagadora maioria dos vitorianos.
Aqueles que sabem que o nosso clube é eclético, aqueles que prezam o facto de as modalidades serem parte integrante (e essencial) do nosso ADN, aqueles que sabem que o nosso clube teve através das suas modalidades algumas das mais importantes conquistas da sua História.
A equipa sénior de voleibol masculino do Vitória desceu de divisão.
Desceu de divisão dez anos depois de ter sido campeã nacional e de durante alguns anos ter discutido com o Sporting de Espinho a liderança da modalidade em Portugal.
O voleibol tem dado muito ao Vitória.
O masculino, o feminino, os escalões de formação.
Títulos, taças e outros galardões que enriquecem a nossa sala de troféus e contribuem para o prestigio do clube e tem de ser, por todos, considerados como conquistas de todos!
Confesso a minha enorme tristeza com esta descida.
Nunca pensei, depois do trauma da descida da equipa de futebol em 2006, voltar a ver uma equipa do clube ser despromovida a um campeonato secundário e,ainda por cima, tratando-se da única equipa do Vitória que até hoje foi campeã nacional absoluta.
São conhecidas algumas razões da descida, sabe-se que a modalidade entrou numa rampa descendente desde 2011 muito por força da crise financeira do clube mas não só, mas isso agora pouco importa.
Importa, isso sim, reagir.
E fazer do regresso da equipa de voleibol ao escalão do qual nunca devia ter caído uma prioridade absoluta de todo o clube para a próxima época desportiva.
Tal como aconteceu com o futebol em 2006 temos de fazer das fraquezas forças, saber que este passo atrás apenas pode servir para ganhar balanço para dar dois passos em frente e transformar esta dificuldade numa oportunidade de termos um voleibol mais forte e mais competitivo.
O voleibol vitoriano tem muitos anos de vida. 
Pelo menos desde o tempo das grandes equipas que tivemos no voleibol feminino, quarenta anos atrás, e que disputavam taco a taco com o Leixões campeonatos e taças enchendo o pavilhão do Inatel (agora Almor Vaz) em tarde e noites inolvidáveis de grande voleibol.
Por tudo isso outro cenário que não seja o de apostar no imediato regresso da equipa ao principal escalão é absolutamente indigno de um clube com a grandeza do Vitória e seria (porque me recuso a acreditar que seja) uma enorme vergonha para todos os que tem a responsabilidade de o dirigir.
Depois Falamos.

Fim de Linha

Sabia-se que o quinto lugar era extremamente difícil de atingir quer porque a equipa não dava grandes garantias de uma ponta final de grandes resultados quer porque a diferença pontual para Rio Ave e Marítimo já tinha algum significado.
Mas como enquanto há vida há esperança lá se ia alimentando o sonho de que com um "bocadão" de sorte ainda se podia lá chegar.
E esta jornada até tinha começado bem com o empate entre Boavista e Chaves(que seguiam à nossa frente)e que em caso de triunfo vitoriano permitiria ultrapassar os dois e ficar em sétimo logo atrás de vila condenses e madeirenses.
Mas não fomos capazes.
O Vitória até começou bem, empurrando o homónimo para a rectaguarda, e criando alguns lances bem construidos num dos quais chegaria ao golo inaugural ,relativamente cedo, perspectivando-se um jogo de acordo com aquilo que interessava.
Mas foi sol de pouca dura.
O adversário reagiu, subiu as linhas, começou a pressionar alto logo à saída da intermediária e o Vitória começou a denotar muitas dificuldades em organizar jogo porque com Matheus Oliveira e Hurtado bem marcados pelos setubalenses a equipa via-se obrigada a sair a jogar por Jubal e Pedro Henrique e a ineficácia foi tal que levou os adeptos ao quase desespero.
Depois...o costume ao longo de toda a época.
Um lance de bola parada, um cruzamento ao segundo poste e um adversário completamente à vontade a fazer o golo perante um desamparado Miguel Silva.
Um "filme" já visto esta época para cima de uma dezena de vezes!
Na segunda parte esperava-se que as coisas mudassem, e que o Vitória fosse para cima do adversário, mas a verdade é que as coisas continuaram como estavam e a qualidade do futebol foi decaindo sem grandes ocasiões de golo nem futebol que se visse.
A meia hora do fim Peseiro meteu Whelton, que foi jogar ao lado de Rafael Martins, esperando que nesse sistema de dois pontas de lança os golos aparecessem mas sem  resultados muito por força de a equipa não conseguir cruzamentos adequados para os avançados poderem finalizar.
Depois ainda entrariam Vigário aos 84 minutos e Sturgeon aos 88 (!) mas sem tempo, como é óbvio, para terem qualquer influência no desenrolar do jogo.
E assim se chegou ao final com um empate,desolador, que nos afasta definitivamente da possibilidade de disputarmos a Liga Europa na próxima época.
Em boa verdade também não merecemos pelo que fizemos ao longo de toda a época.
Rui Costa fez uma arbitragem irregular, sem categoria, o que nele não deixa de ser normal.
Dar três minutos de descontos na segunda parte foi simplesmente anedótico face às interrupções do jogo mas em boa verdade desconfio que se desse trinta minutos o resultado seria o mesmo.
Depois Falamos

Peixe Pedra


Gibraltar


Farol


sexta-feira, abril 13, 2018

Europa


O meu artigo desta semana no zerozero.

Do futebol português, em boa verdade, cada vez apetece menos falar!
Por um lado porque vivemos com a sensação de que ele cada vez se joga menos nos relvados e mais noutros “espaços”, chamemos-lhes assim, que não são visíveis a olho nu mas que o instinto e a razão nos diz existirem e terem uma preponderância que aniquila tudo aquilo que deve ser a verdade desportiva das competições.
E nesse âmbito do que não se joga nos relvados inserem-se a luta pelo poder dentro do Sporting, depois do enésimo disparate do seu presidente, e a forma calculada e calculista como o Benfica está a ser levado ao colo rumo a mais um título que dificilmente venceria sem essas ajudas do “sobrenatural”.
Falemos pois do bom futebol.
Do futebol que se joga nas Liga dos Campeões  e que nos tem proporcionado semana após semana grandes jogos, grandes exibições, polémica q.b., emoção a rodos e que até Maio continuará a preencher os espaços que valem a pena do tempo que todos nós temos para dedicar a futebol enquanto entretenimento nas horas vagas.
E falar do grande futebol, é desde logo, falar desse espantoso futebolista chamado Cristiano Ronaldo.
Que depois de um início de época melancólico, dando até aos mais pessimistas a ideia de que poderia estar na rampa inclinada de um declínio que a todos toca com o avançar dos anos, surge na segunda metade da temporada, qual Fénix renascida das próprias cinzas, num grande momento de forma marcando golos atrás de golos (e alguns deles absolutamente espectaculares) e levando ao “colo” (mas esse colo ao contrário do outro é natural no mundo do futebol) um Real Madrid que sem ele não estaria seguramente à porta de vencer mais uma Liga dos Campeões.
E está depois de uma eliminatória espectacular com a Juventus em que vencendo fora por 3-0 parecia ter a eliminatória ganha e o segundo jogo no Santiago Bernabéu seria apenas para cumprir calendário.
Puro erro.
Porque a Juventus é também uma grande equipa, tem jogadores notáveis e ferida no seu orgulho torna-se um adversário temível como os espanhóis descobriram á própria custa estando à beira de serem eliminados. O que, em bom rigor, seria injusto porque em Turim o Real ficou a dever a si próprio mais dois ou três golos “cantados” que por razões várias não entraram.
Seguem para a meia final, onde encontrarão um Bayern que teve o apuramento mais tranquilo dos quartos de final, mas deixando a sensação não só de serem “Ronaldodependentes” (o que já não é de agora) como também de serem muito mal treinadinhos por um Zidane que como treinador não tem o gabarito que teve como jogador.
Vale-lhes Ronaldo e vale-lhes o livro de cheques de Florentino Pérez!
Nos outros dois apurados está aquilo que o futebol tem de melhor e que é a incerteza dos resultados mesmo quando se enfrentam equipas de grandeza diferente.
Aquando do sorteio dos quartos de final, e olhando para o que vem fazendo nos respectivos campeonatos, a esmagadora maioria dos observadores considerava que que Barcelona e Manchester City eram os grande favoritos à passagem às meias finais o que pareceu confirmar-se num dos casos (o do Barcelona) com o supostamente tranquilo 4-1 com que viajou para Roma enquanto o Manchester City regressava a casa vergado ao peso de um 0-3 que suscitava as maiores duvidas quanto ao seu apuramento.
Mesmo assim se alguém acreditava numa recuperação épica concentrava essa expectativa em Manchester e não em Roma.
Outro engano.
Porque em Roma os italianos com uma noite perfeita eliminaram os espanhóis (adiando uma vez mais as expectativas de muitos,incluindo a UEFA, da sonhada final entre Barcelona e Real Madrid) e em Manchester o Liverpool voltou a vencer carimbando brilhantemente o passaporte para as meias finais.
Quis o sorteio que Roma e Liverpool se defrontem numa meia final enquanto na outra estarão Bayern e Real Madrid o que garante (como garantiria se fosse outro o acasalamento) quatro grandes jogos nos quais não há favoritos e muito menos “finais antecipadas” como por cá tanto gosta de se dizer cada vez que parece, a alguns comentadores, que as duas equipas de uma meia final são melhores que a da outra.
E portanto quem gosta de bom futebol tem garantidas quatro excelentes oportunidades de o ver e se regalar com grandes jogadas, grandes equipas, grandes golos e normalmente grandes arbitragens em que os erros acontecem mas são...erros.
O que será sempre uma bela forma de esquecer, ainda que por momentos, a miséria em que o futebol português se está a tornar por culpa exclusiva dos seus dirigentes que cada vez mais se demonstram incapazes de estarem á altura dos clubes que dirigem.

Raia

Foto: National Geographic

Mesquita de Tin Mal, Marrocos


Atlético- Salzburgo?

Estas meias finais, face ao sorteio hoje realizado, parecem apontar no sentido de o vencedor do Arsenal-Atlético de Madrid ser a equipa que vai erguer o troféu na final de Lyon daqui por poucas semanas.
Mas se há coisa que o futebol desde sempre nos ensinou, e estas últimas semanas de competições europeias tem-no reforçado, é que não há vencedores antecipados e menos ainda nestas fases derradeiras de competições à escala europeia.
Barcelona e Manchester City que o digam!
E por isso reconhecendo,naturalmente, que ingleses e espanhóis tem equipas de valia superior e outra experiência europeia convém não olhar para Marselha e Salzburgo (uma equipa austríaca...) como uns cordeiros destinados ao sacrifício em Lyon porque eles são tudo menos isso.
Como alias a sua presença nas meias finais bem atesta.
Sem vedetas individuais ao nível de Griezman ou Ozil, por exemplo, franceses e austríacos tem equipas extremamente competitivas que numa final poderão surpreender sem que o adversário tenha tempo para rectificar num segundo jogo tal como acontece nas eliminatórias.
E por isso vamos ter certamente quatro belos jogos e depois uma final de resultado imprevisível como convém a um jogo derradeiro.
Palpites?
Aposto numa final entre Atlético de Madrid e Salzburgo.
Mas não fico nada surpreendido se for Marselha vs Arsenal, Arsenal vs Salzburgo ou Atlético de Madrid vs Marselha.
No futebol europeu ao mais alto nível, sem "padres" nem o VAR "à portuguesa", tudo é desportivamente possível.
Depois Falamos

Parque Red Rock, Estados Unidos


Ouriço Cacheiro


Real e Liverpool?

Numas meias finais da liga dos campeões não há favoritos e muito menos "finais antecipadas" como os nossos jornalistas tanto gostam de dizer quando por sua alta recreação entendem que numa meia final se juntam duas equipas com mais possibilidade de vencerem a prova.
Ainda há pouco ouvi na RTP um infeliz a pronunciar-se dessa forma sobre o Bayern-Real Madrid como se por acaso na outra semi final não estivessem duas grandes equipas que atingiram este patamar por mérito próprio e contra as expectativas de muitos que consideravam Barcelona e Manchester City como tendo presença assegurada nesta fase da prova.
Aceito ,isso sim, que se diga que a meia final entre alemães e espanhóis tem uma tradição e um palmarés a que a outra não pode aspirar porque estarão em confronto dezassete títulos de campeão europeu enquanto na eliminatória entre ingleses e italiano "apenas" estão cinco títulos e todos do Liverpool.
De qualquer forma palmarés é História e o que importa é o presente.
E esse presente diz-nos que o Real Madrid, depois do enorme susto face à Juventus, é  ligeiramente favorito muito por força do grande momento de forma de Cristiano Ronaldo que vai com o espantoso recorde (um de tantos que ele possui) de onze jogos consecutivos a marcar na Liga dos Campeões e promete não ficar por aí.
O facto de o segundo jogo ser em Madrid também poderá ajudar mas com estas equipas de topo o factor casa é cada vez menos importante.
Curioso o "empate" de ambos em termos de preocupação com o respectivo campeonato porque ambos já estão despreocupados; O Bayern já é campeão e o Real já sabe que não o será.
Liverpool e Roma reeditam a final de 1983/1984 (curiosamente jogada no Olimpíco de Roma), a única em que os italianos marcaram presença, e promete ser uma eliminatória muito aberta dado o valor das equipas.
A Roma que eliminou com absoluto mérito o Barcelona e o Liverpool que venceu por duas vezes o Manchester City, prestes a sagrar-se campeão inglês e que todos davam como favorito, garantem dois jogos de elevada intensidade por parte de duas equipas que não tem nenhum medo de arriscar.
Pessoalmente acredito, e prefiro, na presença do Liverpool na final de Kiev mas isso vai ter de ser provado no terreno de jogo.
Certo é que vamos ter quatro grandes jogos.
Para desfrutar do melhor futebol que se joga no mundo inteiro.
Depois Falamos.

quarta-feira, abril 11, 2018

Semi Finalistas

Depois dos jogos da primeira volta parecia fácil prever quais as equipas que iriam marcar presença nas meias finais da Liga dos Campeões.
Mas o futebol tem sortilégios muito próprios, que largamente contribuem para a sua popularidade, e a incerteza nos resultados é um deles.
Alguém admitia, em termos lógicos, que o Barcelona depois de bater a Roma por 4-1 não passaria a fase seguinte?
Pois não passou e com uma noite de gala no estádio olímpico os romanos passaram pela segunda vez na sua História ás meias finais da mais importante competição de clubes a nível de futebol mundial.
Ou alguém admitia que o Real Madrid, depois da retumbante vitória em Turim e até com um golo para a História, tivesse dificuldades de maior num segundo jogo que mais parecia para cumprir calendário do que para outra coisa qualquer?
Mas teve.
Tão grande  que viu a Juventus igualar a eliminatória e apenas nos instantes finais pelo inevitável Ronaldo, e de penálti, conseguiu a passagem às meias finais mas deixando uma imagem de fragilidade que de alguma forma diminui um favoritismo que parecia incontestável depois da eliminação do Barcelona.
Nos outros dois jogo, aí sim, seguiu-se a tendência sem sobressaltos dos jogos da primeira volta.
O Liverpool voltou a vencer, desta vez em casa do Manchester City, confirmando a tranquila vantagem que trazia de Anfield enquanto o Bayern depois do triunfo em Sevilha se limitou a empatar em Munique fruto de os andaluzes terem vendido cara a eliminatória.
Liverpool, Bayern, Roma e Real Madrid estarão no sorteio de sexta feira.
E aí se perceberão as tendências, mas não mais do que isso, quanto a quem estará na final de Kiev.
Depois Falamos.

Junco


Farol de Skye, Escócia


Deserto da Namíbia

terça-feira, abril 10, 2018

Doze Anos

"É verdade.
Até um blog tem o seu inicio.

Este,que em termos de net é apenas mais um blog,para mim é o meu blog.
Onde livremente,sem limites nem soberanias,exporei a minha opinião sobre aquilo que muito bem me apetecer.
Da política ao futebol,do cinema aos jornais,de televisão á literatura,este é o lugar onde serei eu próprio,sem condicionantes nem inibições.
Para aqueles que tiverem a paciência de me lerem,apenas peço a tolerância para aquilo de que discordarem.
Aos amigos,não peço,exijo a critica frontal e verdadeira.
O percurso é longo, o ânimo não falta, e como dizia Winston Churchill " O caminho está onde está a vontade".
Terá Sucesso ?
Depois Falamos ..."



Doze anos atrás, com este texto e esta fotografia, dava início ao "Depois Falamos".
Na altura, tantos anos atrás e com contextos bem diferentes, estava longe de pensar que o blogue durasse tanto tempo e se tornasse um companheiro quase diário em termos de escrita e de opinião sobre os mais diversos temas.
Hoje, passados doze anos, concluo que com mais de 8100 postagens, mais de dois milhões e trezentas mil visualizações e tendo já sido lido em mais de cem países o "Depois Falamos" tem valido a pena e por isso vai continuar.
Por quanto tempo?
Não faço ideia nem com isso estou preocupado.
Andando e vendo.
Depois Falamos.

Regiões e Clubes

Sou um grande apreciador das ligas espanhola e inglesa, que considero as melhores do mundo, por factores diversos que vão da qualidade das equipas e jogadores à verdade desportiva de que se revestem mais a inglesa do que a espanhola em boa verdade.
Estádios cheios, adeptos vibrantes, organização invejável, comunicação social equilibrada na cobertura das equipas , Ligas que sabem promover o seu produto com excelentes programas televisivos, tudo contribui para que façam do futebol o grande espectáculo que ele deve ser sempre.
Em suma quase tudo ao contrário do que se vê na patética e mentirosa liga portuguesa com a sua brutal falta de verdade desportiva entre outros "pecados" de todos conhecidos.
Mas reparando especialmente na Liga espanhola, que se joga aqui ao lado, constata-se outra característica que não existe em Portugal e que é a muito melhor distribuição das equipas pela área geográfica do país que se encontra praticamente todo abrangido pelo campeonato da primeira liga.
Veja-se por regiões:
No País Basco há quatro clubes que são o Atlético de Bilbau, a Real Sociedad de San Sebastian, o Eibar e o Alavés de Vitória.
Na Comunidade de Madrid outros quatro; Real Madrid, Atlético de Madrid, Getafe e Leganés.
Na Catalunha o Barcelona, Espanhol e Girona.
Na Comunidade Valenciana o Valência e o Levante (ambos de Valência) e o Villarreal.
Na Andaluzia o Sevilha, o Bétis e o Málaga.
Na Galiza o Deportivo da Corunha e o Celta de Vigo.
E nas Ilhas Canárias o Las Palmas.
É certo que faltam as Astúrias com o tradicional Sporting de Gijon e o menos habitual Oviedo, a Cantábria com o Racing de Santander , Aragão com o Saragoça (que há alguns anos desapareceu destes palcos depois de durante muitos anos ter sido presença habitual na primeira divisão e até ter vencido uma taça das taças) , Navarra com o Osasuna de Pamplona, Múrcia com o Real Múrcia, Castela-Leão com o Salamanca ou o Valladolid, as Ilhas Baleares com o Real Maiorca, a Extremadura com o Mérida , La Rioja com o Logrono e Castela La Mancha com o Albacete para citar apenas os principais clubes de cada região.
O que significa que para além de a Liga chegar a todos os pontos do país há regiões de Espanha que não estando actualmente representadas no escalão maior já o estiveram no passado e provavelmente voltarão a estar no futuro.
E a curiosidade está mesmo aí.
Porque havendo uma natural predominância, a vários níveis, da Região de Madrid, do País Basco, da Catalunha e da Andaluzia a verdade é que todas as dezassete regiões tem clubes que já disputaram a primeira liga o que dá uma imagem de equilíbrio que não existe em Portugal.
Por cá e além de um campeonato litoralizado a que  Chaves e Tondela são, na actualidade, as únicas excepções sabe-se que distritos como Viana do Castelo, Bragança, Guarda e Beja nunca tiveram uma equipa no principal campeonato enquanto outros estiveram lá episodicamente como são os casos de Santarém com o União de Tomar , Portalegre com o Campomaiorense , Viseu com o Académico e Évora com o Lusitano.
Ou seja, enquanto as dezassete regiões de Espanha tem ou já tiveram equipas na primeira divisão, oito dos distritos de Portugal nunca tiveram (quatro) ou se tiveram(outros quatro) foi de forma esporádica.
E se isto diz muito sobre o nosso futebol diz ainda mais sobre o nosso país.
Depois Falamos.

Ave Multicolor

O meu artigo desta semana no jornal digital Duas Caras

Há aves que pela variedade de cores que as suas penas contém são extremamente bonitas e admiradas não só pelos ornitólogos mas também por todos quanto apreciam o reino animal e alguns dos seus mais belos exemplares.
É o caso, a titulo de exemplo, dos papagaios, dos periquitos, dos tucanos, dos saíra-sete-cores,dos abelharucos e de tantos outros que enchem de cor bosques, florestas, jardins e tantos outros sítios onde podem ser vistos.
E nesses pássaros, quer em termos visuais quer em termos de valor de mercado para aqueles que são comercializáveis, a quantidade de cores torna-os mais apreciados e mais valiosos pela espectacularidade que o seu colorido oferece.
Com um rio chamado Ave, que é um curso de água (ainda) com vida mas que dispensa qualquer cor para além das próprias, a multiplicidade de cores é um péssimo sinal porque representa apenas e só a poluição que dá cabo das espécies que nele vivem, torna as suas águas impróprias para quem delas quiser fruir e arrasta todo um conjunto de problemas que são por demais conhecidos.
Vem isto a propósito de um artigo, excelente, que li por estes dias e é assinado por uma autarca da freguesia de Caldelas ( a Sara Martins) e nas quais a autora tem o desassombro e a coragem de se manifestar contra a candidatura de Guimarães a capital verde precisamente por causa do rio Ave.
Ou mais propriamente do desleixo, para não lhe chamar ostracismo, a que ele está votado por quem tinha a obrigação de estar na primeira linha da sua defesa e manutenção enquanto um dos pilares fundamentais que devia ser, mas não é, da referida candidatura.
Já todos sabemos,por experiências passadas, que as câmaras socialistas que governam Guimarães tem um particular gosto pelos grandes eventos, desde a capital europeia da cultura à cidade europeia do desporto, com as curiosas nuances de os conceptualizarem pensando essencialmente na zona da cidade (onde por mero acaso se concentra a maioria dos eleitores...) e de não terem uma ideia muito bem definida sobre o que fazer depois de eles acontecerem com os equipamentos que lhes foram afectos.
Todos nos recordamos, até porque fazem parte do presente, os problemas com a sustentabilidade de alguns dos equipamentos da capital europeia da cultura que a Câmara não soube “pensar” atempadamente e anda agora de mão estendida,ainda por cima sem sucesso, ao governo da frente de esquerda que supostamente os resolveria de uma penada.
Mas não resolveu.
Com a “capital verde” as coisas não me parece que vão por caminho muito diferente.
Guimarães tem a sorte, de que infelizmente a câmara não faz caso, de ter um dos principais rios portugueses a atravessar o seu território num percurso de cerca de trinta quilómetros que faz com que o nosso concelho acolha  um terço do seu caminho entre a nascente na serra da Cabreira  e a foz  sendo os restantes dois terços feitos nos concelhos de Vieira do Minho, Póvoa de Lanhoso, Famalicão, Santo Tirso, Trofa e Vila do Conde onde desagua.
Isso deveria ser razão mais que suficiente para o Ave ser um dos pilares fundamentais de uma candidatura a “capital verde” a exemplo do que aconteceu e acontece com cidades que já ostentaram e outras que querem ostentar esse titulo.
Mas o Ave não passa na cidade  nem nos seus arredores.
E por isso é completamente subalternizado em termos da referida candidatura dela não constando medidas que contribuíssem para a efectiva recuperação do rio que é um dos principais patrimónios naturais de toda a região.
Do Ave, e da sua triste história de décadas, sabem-se duas coisas muito concretas que deviam ser fonte de reflexão, ao menos isso, para o Estado e para a autarquia:
Uma é que desde o 25 de Abril foram gastos mais de quinhentos milhões de euros visando a sua despoluição  e o rio continua a correr imundo.
A outra é que o principal responsável disso é o Estado.
Porque gastou mas não fez a manutenção de equipamentos, não foi eficaz na fiscalização e competente e implacável na punição de infractores, continua a despejar saneamento em várias zonas do rio.
E agora é esse Estado, através da autarquia, que quer ser “capital verde”.
Através de uma autarquia que para lá da propaganda e das anunciadas intenções continua a celebrar ajustes directos com uma das empresa ( a pedreira Nicolau de Macedo) que é uma das maiores poluidoras do rio com inúmeros autos já levantados pelas descargas de materiais poluentes.
De facto nesta questão do Ave multicolorido a cor que mais se devia notar era a do enrubescimento dos responsáveis  que querem uma “capital” verde” de costas para um rio que não sabem merecer.

P.S. O artigo da Sara Martins no “Reflexo Digital” merece ser lido e mais do que lido merece ser percebido. Porque não defender a candidatura a “capital verde” não é ser contra Guimarães mas apenas rejeitar algo que está mal feito.
Ou esquecer o Ave, na candidatura, não é um erro de monta?

domingo, abril 08, 2018

O Nosso 14

José Peseiro em relação à farsa da Luz manteve essencialmente a equipa que lá actuou apenas com as trocas de Wakaso por Hurtado e Sturgeon por Rafael Martins fazendo alinhar aquele que considera ser o melhor onze do Vitória.
E os jogadores deram-lhe razão exibindo-se com acerto, marcando três golos e não sofrendo nenhum indiciando estarem a assimilar rapidamente as ideias do técnico.
Individualmente:
Miguel Silva:Uma boa exibição opondo-se com classe a alguns lances perigosos. Algo displicente numa entrega com os pés mas que não ofuscou a qualidade exibicional.
João Aurélio: Está no seu melhor momento jogando com grande intensidade e percorrendo todo o corredor.
Jubal: Estreou-se a marcar e esteve bem no computo geral.
Pedro Henrique: Exibição tranquila.
Konan: Muito ofensivo mão teve problemas a defender.
Rafael Miranda: Com uma disponibilidade fisíca que há muito não se via rubricou uma boa exibição.
Matheus Oliveira: A melhoria global da equipa tem bastante a ver com a sua qualidade futebolística. Sabe ter bola, passar, marcar os ritmos do jogo e deu ao meio campo o discernimento que tantas vezes lhe faltou na primeira metade da época. Pena ser emprestado.
Hurtado: Uma actuação discreta. 
Heldon: Um jogo de muito bom nível coroado com a excelente jogada do terceiro golo.
Rafael Martins: Também ele em bom momento de forma conseguiu finalmente marcar e certamente que isso será incentivo para os próximos jogos.
Raphinha: Não marcou mas procurou o golo e trabalhou para a equipa. No sistema de Peseiro tem menos preponderância mas adaptou-se bem.
Foram suplentes utilizados:
Sturgeon: Entrou. Mas como quase sempre sem se fazer notar nem com ganho visível para a equipa.
Vigário: Sem ocasiões para se evidenciar.
Whelton: Já noutro texto falei sobre a insólita entrada a um minuto do fim. Aqui direi apenas que nesse minuto ainda teve tempo para uma iniciativa individual finalizada com bom remate. Deu uma bela resposta à atitude menos pensada de Peseiro.
Não foram utilizados:
Douglas, João Afonso, Wakaso e Rincón.

Melhor em campo: João Aurélio

A cinco jogos do fim as possibilidades de um apuramento europeu são diminutas mas como enquanto há vida há esperança a equipa deve continuar a bater-se por ele com toda a determinação e fazer de cada jogo uma final.
Pode ser especulativo, é-o naturalmente, mas acho que se Peseiro tem chegado um mês mais cedo provavelmente ainda iríamos a tempo de conquistar o quinto lugar porque a equipa está notoriamente melhor em todos os aspectos e a render agora próximo daquilo que será o seu real valor.
Depois Falamos.

sábado, abril 07, 2018

Castelo de Sooneck, Alemanha


Melhor!

Era o jogo em que falhar significava o fim de linha para qualquer aspiração que o Vitória ainda possa ter no presente campeonato.
Frente ao Rio Ave, actual quinto classificado que entrou em campo com mais dez pontos que o Vitória, qualquer outro resultado que não o triunfo significaria a impossibilidade de chegarmos a um quinto lugar que mesmo assim se mantém remoto.
Mas mantém.
Porque este Vitória de Peseiro é melhor que o Vitória de Pedro Martins e de jogo para jogo os resultados e as exibições  tem vindo a prová-lo de forma inequívoca mantendo a equipa ainda com um objectivo para a época.
Há que dizer que o Rio Ave entrou melhor, criou duas ou três oportunidades que Miguel Silva e a defesa resolveram, e durante os primeiros minutos dominou o jogo perante um Vitória que demorou algum tempo a encontrar-se e a por ordem no assunto.
Mas pôs.
Defendendo bem, conseguindo fazer uma boa ligação defesa-ataque e atacando com mais unidades do que era habitual num passado recente o Vitória ganhou o domínio do jogo e começou a criar oportunidades de golo junto da baliza forasteira.
Rafael Martins marcou, mas o golo foi anulado depois de o fiscal de linha levar uma eternidade a assinalar um fora de jogo existente, e depois o Vitória fez quase de rajada três golos que sentenciarem a partida.
Todos de cabeça,uma curiosidade, sendo o primeiro a meias entre Rafael Miranda e o rio avense Marcelo  o segundo por Jubal na sequência de um canto marcado por Matheus Oliveira (outro aspecto em que a equipa melhorou claramente foi no "trabalho de casa" nos lances de bola parada)e para o terceiro ficou guardado o melhor momento do jogo quando depois de uma esplêndida jogada de Heldon surgiu a adequada finalização de Rafael Martins.
Na segunda parte com o jogo em ritmo mais baixo o Vitória geriu a vantagem mas ainda assim podia ter feito mais um ou dois golos enquanto o Rio Ave nunca deu a sensação de poder contrariar o maior poderio vitoriano dando a este jogo o que devia ser o retrato do campeonato e não é.
Tempo ainda para a habitual aposta sem retorno em Sturgeon (nisso Peseiro repete P.Martins) e para a incompreensível entrada de Whelton aos 91 minutos(!!!) com a equipa a ganhar por três golos e portanto sem que o queimar tempo fosse a razão da substituição.
Creio que Peseiro errou a dobrar porque meter um jogador naquela altura e naquelas condições apenas serve para o desmoralizar e ainda por cima sujeitou Hurtado à habitual vaia quando por mais um minuto ela podia ter sido evitada.
Espero que o treinador vitoriano meta a mão na consciência e não volte a repetir um erro tão fácil de evitar.
Faltam agora cinco jogos e o objectivo Europa continua muito distante face à quantidade de equipas que estão entre o quinto lugar ocupado, pelo Rio Ave e Marítimo, e o nono em que o Vitória se encontra bem como à diferença de sete pontos que é significativa com tão poucos jogos para fazer.
E por isso o melhor é ir fazendo contas jornada a jornada.
Jorge Sousa e os assistentes (especialmente o do lado da bancada nascente) fizeram um trabalho irregular mas sem influência no resultado.
Depois Falamos.