
Só em Portugal!
Só num futebol de filhos e enteados, de árbitros sem autoridade nem isenção, de orgãos disciplinares vesgos conforme as cores uma atitude destas passa em claro.
Terminado o jogo em Tondela o "capitão" (hoje essa distinção não vale nada) do Benfica abeirou-se do árbitro Luís Godinho (outro que anda a mais no futebol) e agarrando-lhe no braço olhou para o relógio para conferir se o tempo de desconto tinha sido integralmente cumprido
Nem o ser, desde sempre, um arruaceiro alheio ao fair play como Otamendi justifica esta atitude embora ajude a compreender porque ela surgiu.
Que devia ter merecido de imediato um cartão vermelho pela falta de respeito que constitui.
Mas qual quê, valeu apenas um sorriso cumplice.
E recordo a propósito um jogo Vitória vs Benfica, na já longinqua época de 1982/1983 e que terminou 0-0, em que perto do final do jogo há um livre perto da área do Vitória que podia ser uma boa oportunidade de golo.
O árbitro, Carlos Valente, assinalou o lugar da falta e contou os passos para posicionar a barreira à distância regulamentar como sempre acontece.
Mas o benfiquista João Alves, o "luvas pretas", discordando da distância tanto protestou que acabou por ir ele próprio contar os passos desautorizando o árbitro.
Viu imediatamente cartão vermelho.
Outros tempos? Sim sem dúvida.
Porque a sensação que se tem é que "isto" de arbitragem está cada vez pior.
Depois Falamos.
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