
Sobre estas eleições presidenciais e a indiscutivel vitória de António José Seguro é tempo de fazer um primeiro e curto balanço.
Em termos cívicos considerei , muito antes da primeira volta e quando as sondagens indicavam que cinco candidatos podiam passar à segunda volta. que nenhum deles me causava qualquer preocupação em relação à democracia e ao regular funcionamento do Estado de direito.
Seguro é um democrata, um socialista moderado, um defensor das instituições e da sua ação presidencial nenhum risco redundará para a nossa democracia enquanto tal.
Em termos políticos é óbvio que sendo um eleitor da área do PSD não fiquei nada satisfeito com o resultado destas eleições.
Nem tinha como ficar dado que desde cedo se percebeu que o candidato da área do PSD não só não tinha reais possibilidades de as ganhar como era óbvio quem à segunda volta iria.
Mas a vitória de um socialista sobre um radical na segunda volta era dos piores cenários admissiveis.
Como seria a do radical sobre o socialista.
Porque, espero estar enganado, nenhum deles era uma garantia de estabilidade.
E os números já conhecidos apontam para uma imensa vitória de Seguro que traz novo ânimo a uma esquerda e uma extrema esquerda que andavam pelas ruas da amargura ( José Luis Carneiro demorou curtos 24 minutos desde a primeira projecção a tentar capitalizar a vitoria de Seguro e os lideres da extrema esquerda com a absoluta falta de noção do ridiculo foram pelo memso caminho) e André Ventura obtém a maior votação de sempre da sua área política pelo que ambos os resultados são má notícia para o governo.
Que vai ter de começar a pensar seriamente em eleiçoes antecipadas para daqui a um ano mais coisa menos coisa.
Finalmente depois do cívico e do político fica o balanço pessoal.
Na primeira volta votei João Cotrim de Figueiredo , e se fosse hoje voltaria a fazê-lo, porque não só me parecia o candidato mais capaz de ir à segunda volta da área do centro e da direita como gostava do seu programa e das suas ideias.
Como tal não sucedeu decidi votar nulo na segunda volta.
Não encontrei razões suficientes para votar num ou noutro e também não quis contribuir para reforçar votações na esquerda e na direita radical.
Digamos que resolvi seguir, coisa que que muitos eleitores e dirigentes do PSD não fizeram, a posição de Luís Montenegro quando disse que o PSD não apoiaria nenhum candidato na segunda volta.
Mas nessa matéria, como em tantas outras, cada um que assuma as suas responsabilidades perante a respectiva consciência.
Agora e especialmente num futuro não muito longinquo.
Depois Falamos.
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