

Em Portugal há duas revistas chamadas de grande informação.
Visão e Sábado.
Que esta semana decidiram em unissono darem mais um valente pontapé no que deve ser o jornalismo livre, isento e independente trocando-o por pura militância política incompatível com a mais elementar deontologia jornalística.
Durante anos fui assinante da Visão e deixei de ser (e de a comprar avulso também) precisamente pela sua orientação sectária que a levou a cada vez mais frequentemente enveredar por capas e conteúdos que não respeitavam a tal independência e isenção que lhe era exigível e a beneficiar a esquerda prejudicando o centro e adireita.
Esta semana, a três dias das presidenciais, retrata os dois candidatos de forma inaceitável.
Um representa a ordem e o outro a desordem.
Um é o incendiário e o outro o bombeiro.
Não, isso não é jornalismo nem informação mas pura militância política por uma das partes e contra a outra.
Nos Estados Unidos há a boa tradição de antes de eleições presidenciais os grandes jornais declararem os seus apoios e por isso quem os lê sabe que está a ler um jornal apoiante do candidato republicano ou do candidato democrata.
A isso se chama respeito pelos leitores !
Cá é esta bandalheira.
E depois ainda se acham no direito de irem pedir ajudas aos governos por estarem em dificuldades financeiras oriundas das quebras publicitárias e da redução de vendas .
Com este tipo de "jornalismo" não podiam esperar outra coisa.
Não conheço, creio, o ministro Leitão Amaro.
Não me lembro de alguma vez ter sequer falado com ele, nos meus tempos de militante do PSD, nem sequer é um dos ministros com quem sinta maior empatia política para ser franco.
Mas o que a Sábado lhe faz com esta capa...não se faz.
O ministro nada tem a ver com os negócios do cunhado, não é sócio dele em nenhuma empresa, nada tem a ver com as investigações da Justiça portuguesa e angolana em torno dele.
Nada!
Aliás lê-se a peça de nove páginas e nela o ministro é referido duas vezes.
Uma no primeiro parágrafo da primeira página para referir o seu parentesco com o cunhado e depois a propósito da compra de uma casa pelo ministro ao cunhado e sem mais valias para este.
Mais nada.
E com base em nada se faz uma capa na qual se dá grande destaque, foto e legendas, ao ministro quando o assuntos tratados e em causa nada tem a ver com ele.
Isto não é informação nem jornalismo mas apenas politiquice reles e pelo caminho, não sejamos inocentes que para isso já por aí andam muitos, uma verdadeira caça ao homem e um ataque sub repticio ao governo.
E por isso cada vez que um destes orgãos de comunicação fecha não consigo ter pena.
Apenas tem o que merecem!
Depois Falamos.
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