
Sinceramente acho que já chega.
Neno foi um grande jogador, um grande vitoriano, um homem que serviu muito bem o Vitória em diversas funções (jogador, técnico, director, relações públicas), contribuiu imenso para a divulgação do clubes, foi um cidadão de excelência e sempre receptivo a todas as causas solidárias, um excelente amigo dos seus amigos (por mim falo) e por isso a sua morte em 2022 foi um enorme choque para toda a família vitoriana.
O que levou a que na época seguinte o número um não fosse usado pelos guarda redes da primeira equipa do clube como homenagem a Neno.
Compreendeu-se e aceitou-se a título excepcional.
Mas passados quatro anos não se compreende que o número um continue a não ser usado como ainda agora foi possível comprovar na apresentação do plantel.
Tudo que é demais é erro.
E manter o número um sem uso é um erro porque transforma uma homenagem excepcional numa homenagem permanente.
Porque se Neno foi quem foi, e viverá sempre na memória de todos e muito em especial de quantos tiveram o privilégio de o conhecer, a verdade é que não foi o único grande guarda redes do Vitória que morreu nestes quase cento e quatro anos de História.
Bastará lembrar nomes como Ricoca, Machado, Roldão e Antonio Jesus.
E por nenhum deles se retirou a camisola um.
Como já morreram grande jogadores que usaram a camisola dois, a três, a quatro, a cinco, a seis , a sete, a oito, a nove, a dez e a onze para citar apenas os números históricos e nenhum desses números foi retirado.
E se lembrarmos nomes como Alberto Augusto, Ernesto Paraíso, Edmur, Joaquim Jorge e Daniel Barreto, para citar apenas cinco de um lote bem maior, constata-se que todos eles mereceriam uma homenagem idêntica à de Neno.
Continuar a não usar a camisola número um já não é homenagem a Neno mas sim um desrespeito e uma falta de consideração por todos quantos serviram honradamente o Vitória e não tiveram uma homenagem semelhante.
Espero que na época 2027/2028 o número um volte a ser usado por um guarda redes do Vitória.
E se for um grande guarda redes, como tantos na nossa História, usar esse número será também uma forma de respeitar e homenagear o legado daqueles que já não estão entre nós.
Depois Falamos.
















































