quinta-feira, julho 09, 2026

Memórias

Um amigo mandou-me esta fotografia que me traz gratas memórias. 
Remonta a 1997 e à sessão solene dos 75 anos do Vitória a cuja comissão de organização presidi a convite do presidente António Pimenta Machado. 
A foto ilustra o momento em que o ex presidente Antero Henriques da Silva Júnior me colocava o emblema dos 25 anos de associado. 
Nessa sessão convidamos os vários ex presidentes que estavam presentes a colaborarem na imposição doa emblemas dos 25 e 50 anos, ao que todos acederam gostosamente, e fiz questão que o meu me fosse colocado pelo senhor Antero. 
Pela muita consideração que tinha por ele e porque era o presidente do clube quando o meu pai me inscreveu como sócio. 
Curiosamente poucos minutos depois fui eu a colocar-lhe o emblema dos seus 50 anos de associado. Gratas memórias mesmo.
Depois Falamos.

Duas Palavras

 

Uma sobre Roberto Martinez que está de saída e outra sobre Jorge Jesus que parece estar de entrada. Martinez sai, e bem, depois de um ciclo encerrado com uma participação mundialista abaixo do esperado. 
Não foi o único culpado,longe disso, mas o treinador é sempre o primeiro a pagar os maus resultados. De qualquer forma sai com um triunfo na liga das nações e a melhor média pontual de sempre de um selecionador nacional. 
O mundial não correu bem mas ainda assim fica na boa História do nosso futebol.
Jorge Jesus é um grande treinador cujo percurso fala por ele. 
Assumirá o cargo aos 71 anos e para um ciclo que contemplará , no mínimo, o próximo Europeu e o próximo Mundial. 
Ao qual chegará com 75 anos. 
Não estão em causa as qualidades mas parece-me um pouco tarde para chegar ao cargo. 
Preferia alguém mais novo como Leonardo Jardim, Sérgio Conceição ou Paulo Fonseca entre outras possibilidades.
Mas se for ele que tenha toda a sorte do mundo e conduza Portugal ao sucesso.
Depois Falamos.

Perth, Austrália

Mabecos

Parque Hitachi, Japão

quarta-feira, julho 08, 2026

Quartos de Final

Sem Portugal o Mundial já não tem o mesmo interesse, nem nada que se pareça, mas ainda assim os quartos de final prometem alguns bons jogos e um provável cumprir de calendário num deles.
A França é favorita no jogo com Marrocos mas sem poder esquecer que uma vez mais a seleção africana está a fazer um excelente mundial e pode muito bem surpreender os franceses num dia de menor acerto.
Espanha é clara favorita no jogo com a Bélgica e seria uma surpresa se não marcasse presença nas meias finais.
Inglaterra e Noruega disputarão aquele que previsivelmente será o jogo mais interessante destes quartos de final e de resultado imprevisível embora considere haver um ligeiro favoritismo da seleção inglesa face ao excelente futebol que tem exibido.
O outro jogo é para cumprir calendário porque a bem, pelo valor futebolístico, ou a mal, pelo habitual colinho da FIFA, já se sabe que a Argentina vencerá.
E portanto aposto numas meias finais entre França e Espanha e entre Inglaterra e Argentina.
Desejando que a final seja entre equipas europeias.
Não por solidariedade continental mas porque a eliminação da Argentina, além do acertar de contas sobre uma certa "mão de Deus" de há quarenta anos se for a Inglaterra o semi finalista, será um enorme contributo para a verdade desportiva no futebol.
Mas para já há que jogar os quartos de final.
E depois logo se vê quem estará, de facto, nas meias finais.
Depois Falamos.

terça-feira, julho 07, 2026

Artistices

Já se sabe que a FIFA do senhor Infantino, aliás um "digno" sucessor do senhor Blatter, não merece qualquer confiança no que toca á defesa do futebol e à isenção perante as seleções que disputam as suas competições e muito em especial o Mundial de futebol masculino.
E nesses atropelos tem lugar em plano de destaque a forma como a seleção argentina é levada ao colo independentemente do valor, que é muito, dos seus jogadores.
Foram duas"Bolas de Ouro" dadas a Messi quando quem as merecia era Ronaldo, foi a escolha de Messi como melhor jogador do Mundial de 2014 quando não o mereceu nem de perto nem de longe, foi a conhecida tolerância dos árbitros para com Messi não lhe mostrando os vermelhos que merecia em 2022 e agora em 2026, foi a forma como Infantino festejou um golo da Argentina contra Cabo Verde, foi a sua alegria no final desse jogo expressa em declarações que depois tentou corrigir mas já foi tarde.
E hoje mesmo a inacreditável tolerância do árbitro francês perante a agressividade argentina no jogo com o Egipto perdoando amarelo atrás de amarelo ( Romero nem ao intervalo devia ter chegado) e guardando a acção disciplinar para o banco egipcio onde mostrou amarelos e vermelho a gastar.
Mas hoje confirmou-se outra artistice da FIFA já perceptível em jogos anteriores e não apenas da seleção argentina.
A forma como a realização dos jogos (e hoje foi especialmente patente) mostra ou não mostra , no melhor estilo da Benfica Tv, os lances polémicos e que podem pôr a nu o colinho que a FIFA dá a quem lhe interessa.
Dou apenas dois exemplos.
Com o resultado em 1-0 a favor do Egipto há uma falta sobre Salah mesmo à entrada da área argentina que o árbitro não assinalou. Era um lance de claro perigo mas repetições nem vê-las.
Na jogada anterior ao 3-2 argentino há um lance muito duvidoso na área argentina (possível penalti) que mereceria repetição de vários ângulos como outros lances tem tido.
Mas qual quê. Apenas uma repetição e ao longe que não dá para confirmar se foi ou não grande penalidade.
É o estado a que a FIFA de Infantino está a reduzir o futebol.
E foi pena que as seleções europeias e africanas não tenham aproveitado o escândalo Trump/Infantino para porem termo imediato ao Mundial.
Tinham prestado um enorme serviço ao futebol.
Depois Falamos.

Nota: A nomeação para o França x Marrocos de uma equipa de arbitragem totalmente argentina (!!!), sendo a primeira vez neste mundial em que tal acontece, quando a França é um potencial adversário da Argentina (porventura o mais forte) é mais uma prova de que os vigaristas da FIFA não olham a meios para atingir os seus fins. E já nem disfarçam o que mostra bem o sentimento de impunidade que os caracteriza.

Triste

É triste mas muito dificilmente deixará de ser verdade.
Não fomos campeões do mundo com Eusébio.
Não fomos campeões do mundo com Cristiano Ronaldo.
Então se não fomos campeões do mundo com Eusébio e com Cristiano Ronaldo nunca seremos campeões do mundo sem eles.
As coisas são o que são! 
Depois Falamos.

Route 66

Ursos

Cavernas de Lascaux, França

Mundial

Sobre a participação de Portugal no Mundial já escrevi o que entendi dever escrever. 
Sou português, tenho orgulho em Portugal, não faço do futebol uma questão de vida ou de morte e procuro sempre, mesmo na crítica, ser construtivo e não destrutivo. 
Também sei ser grato aqueles, quase todos (porque nem todos foram utilizados e alguns foram-no mas por períodos curtissímos), que neste Mundial deram o melhor de si ao serviço da seleção. 
Se não fizeram mais foi porque não puderam. 
Para mim o Mundial português é passado. Há outros assuntos para comentar. 
E por isso deixo espaço para todos aqueles que andavam ansiosos pela eliminação para darem largas à inveja, à ingratidão, ao "bota abaixismo", ao apontar de dedos acusatórios, às vezes à canalhice pura e dura. 
Afinal o que andaram a fazer o Mundial todo. Agora é o tempo deles. E até deles deixo uma imagem representativa para verem que não há especial má vontade contra semelhantes espécimes.
Depois Falamos.

Nota: Obviamente que respeito aqueles que se pronunciam sobre o Mundial de forma objectiva ainda que com opiniões muito diferentes da minha. Analisando factos e respeitando protagonistas. Há sempre espaço, e bem desejável, para um confronto de ideias e opiniões. Para o "resto" não. Pelo menos neste mural não.

segunda-feira, julho 06, 2026

Simples

Quando não a complicam o futebol é uma modalidade simples e objectiva , fácil de compreender, em que o normal é a melhor equipa vencer os jogos.
Foi exactamente o que sucedeu hoje.
A Espanha jogou melhor, venceu com mérito, continua no Mundial enquanto Portugal regressa a casa vergado a uma desilusão que se pressentiu o jogo todo.
Não vou alimentar discussões sobre o "onze " inicial, sobre as substituições na perspectiva de quem entrou e quem saiu , de quem devia ter entrado e não entrou e de quem devia ter saído e não saiu porque para isso não faltam voluntários e alguns deles ansiosos por fazerem o que fizeram o Mundial todo ou seja arrasar treinador e jogadores e especialmente um deles. 
É conversa gasta e que só interessa mesmo aos que não sabem dizer mais nada. 
Reitero, apesar da derrota, que a Espanha era uma seleção ao nosso alcance se Portugal tivesse feito algumas coisas de forma melhor. 
Mas não fez e por isso sai do Mundial eliminado pelo actual campeão da Europa o que, convenhamos, não é vergonha nenhuma.
Não fizemos um mau Mundial, especialmente se compararmos com candidatos como o Brasil e a Alemanha eliminados por seleções inferiores á espanhola, mas fica a sensação de que podíamos ter chegado mais longe.
Agora é tempo de pensar na renovação da seleção.
Creio que Roberto Martinez terminou o seu ciclo e Portugal terá um novo selecionador no apuramento para o Europeu que se inicia em Setembro.
Tal como alguns jogadores dificilmente farão parte do novo ciclo, pelo menos se mantiverem o rendimento que tiveram nos tempos mais recentes, até porque há gente com muito valor a bater à porta da seleção.
Com estes e com outros jogadores, com um novo selecionador ou com o actual,em Setembro a seleção volta a competir.
E .como sempre , lá estaremos a apoiar Portugal!
Depois Falamos.

Ibéricos

O duelo ibérico de hoje, que tem tudo para se tornar num dos jogos mais interessantes deste mundial, está já marcado pela suspeição em torno da FIFA e da sua subserviência ao poder político norte americano subvertendo as regras da competição, o estatuto da FIFA e a verdade desportiva do mundial.
E este jogo entre as duas seleções está marcado porque o vencedor irá defrontar o vencedor dos EUA x Bégica (com tudo isto poucas dúvidas pode haver sobre quem será) e pelo andar da carruagem o ibérico vai ter de se defrontar com muito mais que uma equipa no relvado.
Mas isso fica para depois.
Para hoje espera-se um jogo bem disputado por duas seleções onde abundam os grandes talentos e que por isso poderão, se estiverem para aí virados, prporcionar um grande espectáculo de futebol bem jogado.
Ao contrário do que por aí se lê nalgusn espaços a Espanha não é nenhum "papão" que condene Portugal à derrota mesmo antes de jogar porque o histórico dos dez últimos confrontos revela um equilíbrio total, com duas vitórias para cada lado e seis empates, e o jogo de hoje não fugirá desse equilíbrio embora paradoxalmente o vá desfazer.
Por isso considero que Portugal tem equipa e jogadores para vencer e se fizer um jogo ao seu nível, jogue quem jogar e sem erros tácticos e de estratégia, marcará presença nos quartos de final.
Vamos lá Portugal.
Depois Falamos.

Monte Rainier, Washington, EUA

Lagosta azul

"Deus" Sobek

Sucesso e Reflexão

Deixando de lado outros aspectos, bem tristes por sinal, há uma vertente em que este Mundial tem sido um enorme sucesso e isso apraz registar.
Estádios sempre cheios, públicos entusiastas, grande apoio às equipas em competição com destaque, até, para algumas coreografias bem giras como as dos adeptos noruegueses.
Nesse aspecto dos estádios cheios, dos públicos entusiastas e do apoio constante às equipas é um Mundial extraordinário, talvez o melhor de sempre.
Sem um petardo.
Sem uma tocha.
Sem um pote de fumo.
Sem pirotecnia.
Sem qualquer incidente nas bancadas onde é frequente a mistura entre adeptos das duas equipas que se enfrentam no relvado.
E isso merece uma reflexão aprofundada de adeptos, dirigentes de clubes, dirigente federativos e autoridades dos países.
O futebol do presente e do futuro que querem, em termos de bancadas, é aquele que se vê neste mundial ou o que se vê nalgumas ligas europeias incluindo a portuguesa?
Depois Falamos.

Fim

O mundial em termos desportivos acabou!
Ganhe quem ganhar será apenas o concluir de uma farsa em que Infantino, por ordem de Trump, manipulou a verdade desportiva, as regras da competição e o próprio estatuto da FIFA.
Não tenho a mínima dúvida, por tudo quanto tenho visto, que a final que a FIFA deseja e quer é uma final entre Argentinha e Estados Unidos e para isso fará tudo que lhe seja possível. 
Como de resto já está a fazer. 
Foi o vermelho não mostrado a Messi no Argentina - Argélia, foi o segundo golo argentino a Cabo Verde que nem intervenção do VAR mereceu quano há clara falta de um argentino sobre um cabo verdiano, é agora esta decisão a favorecer de forma vergonhosa os Estados Unidos. 
Sem esquecer a arbitragem escandalosa do Paraguai- França em que aos sul americanos foi permitido um festival de arruaça e agressividade dando claramente a entender que seria muito bem visto que depois de eliminarem a Alemanha fizessem o mesmo com a França que é, porventura, o maior obstáculo aos sonhos vigaristas de Trump e Infantino. 
E isto são apenas alguns exemplos daquilo que é possível ver. 
Porque depois haverá o resto e esse resto não será seguramente coisa pequena. 
Este é definitivamente o Mundial da falta de vergonha e da falta de ética desportiva de que as meseráveis condições em que a seleção do Irão foi obrigada a competir são o maior dos maus exemplos. Neste caso especifico da ordem da Trump a Infantino, a que este como lacaio que é obedeceu de imediato, gostava de saber qual foi a reação da UEFA dado que a seleção belga é a adversária dos EUA.
Lavrou um protesto? Insurgiu-se? Ou ficou calada ?
Uma coisa sei. 
O que a FIFA, Infantino e Trump mereciam era que as seleções europeias e africanas ainda em prova abandonassem de imediato o Mundial pondo termo à farsa. 
Seria doloroso para jogadores, treinadores e adeptos mas seria um grande gesto de defesa do futebol enquanto desporto e não apenas negócio ao serviço de quem tem poder para nele mandar conforme lhe interessa. 
E para grandes males...grandes remédios.
Depois Falamos.

https://observador.pt/2026/07/05/trump-telefonou-a-infantino-para-rever-suspensao-de-balogun-que-pode-agora-jogar-contra-a-belgica/

domingo, julho 05, 2026

Guimarães

Na passada sexta feira o conselho de ministros reuniu em Guimarães no Paço dos Duques de Bragança.
Não sei se foi a primeira vez, desde o reinado de D.Afonso Henriques, em que tal aconteceu mas não tenho memória de em democracia tal ter acontecido.
E não foi apenas um gesto simbólico embora tenha sido pleno de simbolismo.
Porque Luís Montenegro fez questão de reunir o seu governo na cidade berço para anunciar duas importantes medidas que a ela, e não só,  dizem respeito.
Um investimento de 80 milhões de euros na mobilidade urbana, o maior de sempre no concelho, e a formação de uma comissão para organizar os 900 anos da Batalha de S. Mamede dando ao dia 1 de Portugal a importância que ele merece.
É uma velha aspiração de Guimarães e dos vimaranenses ver o 24 de Junho de 1128 reconhecido como dia 1 de Portugal reconhecendo-lhe a importância histórica decisiva para a formação do nosso país e acabando com a aberração de Portugal festejar em termos nacionais a reconquista da independência em 1 de Dezembro de 1640 sem festejar , pelo menos ao mesmo nível, a conquista da independência.
Porque sem conquista nunca haveria reconquista.
E a formação desta comissão, o dar importância nacional ao festejo dos 900 anos da batalha de S. Mamede , o escolher alguém com o perfil ,a experiência e os conhecimentos de Paulo Portas para comissário geral dessa comissão é um passo muito importante nesse sentido.
Pode por isso afirmar-se, sem receio de desmentido, que o governo de Luís Montenegro e a câmara de Ricardo Araújo fizeram mais, em poucos meses, pelo reconhecimento da importância do evento que qualquer governo e as câmaras socialistas dos últimos quase quarenta anos.
E é justo reconhecê-lo.
Depois Falamos.

Sapo

Farol Ilha do Fogo, EUA

Annecy, França

Canalhice

Isto não é jornalismo!
É jornalixo.
É infâmia, é calúnia, é canalhice de quem não tem vergonha nem ética profissional.
O primeiro ministro foi ao Canadá, enquanto primeiro ministro e em representação do governo de Portugal, para dar pública mostra de apoio à seleção nacional que está a disputar o campeonato mundial de futebol.
Como anteriormente e em anteriores competições o fizeram vários primeiros ministro e vários presidentes da república.
O primeiro ministro, ao contrário do que diz a canalhice impressa do "Publico" não fugiu para ir à bola como depreciativa e mentirosamente titulam.
Podemos discutir, e essa é uma discussão que faz sentido, se devia ou não ter ido.
Pessoalmente não vejo qualquer problema mas admito perfeitamente que haja quem pense o contrário de forma legítima mas aí excluindo os mentecaptos que aproveitam logo este tipo de lixo publicado para alinharem e reforçarem a canalhice.
Gostava era de saber o que titularam os "artistas" do "Público" quando o anterior primeiro ministro, depois da tragédia de Pedrogão com o saldo de muitas dezenas de mortos, se ausentou do país não para representar Portugal num evento internacional mas para ir de férias!
De certeza que não escreveram " António Costa declara alerta no país e foge para ir de férias"!
É o que faz haver um jornal pago pelo capitalismo e que apenas serve os interesses, as conveniências e as políticas de "bota abaixo" do socialismo radical.
De facto o "Público" é tão tóxico que já nem para embrulhar peixe serve.
Depois Falamos.

sábado, julho 04, 2026

Irresponsável

Este senhor chama-se José Luis Carneiro.
Este senhor é lider do PS.
Este senhor é um irresponsável.
Não só pelo que fez en quanto ministro no SEF, sob a orientação de um primeiro ministro chamado António Costa que era ainda mais irresponsável que ele, mas também pela forma como tem feito oposição ao governo.
Já nem vale a pena falar das suas inenarráveis declarações sobre a ajuda de Portugal à Venezuela, porque foram tão ridículas que apenas o atingiram a ele, mas esta narrativa em torno das casas vazias é quase inacreditável.
Este senhor irresponsável e líder do PS acha que tem de falar mal do governo todos os dias, para ter os seus preciosos cinco minutinhos de televisão, e para isso qualquer pretexto lhe serve para p fazer e aproveitando para se arvorar em guardião da moral e da ética política.
Um destes dias , um qualquer assessor tão irresponsável como ele, meteu-lhe à frente a historinha de que o governo tinha casas vazias e que não as entregava a quem necessita porque as estava a guardar para um período eleitoral.
Conhecendo o histórico do PS nessa matéria o senhor irresponsável achou isso perfeitamente habitual e caiu que nem um patinho na historinha que lhe contaram e lá fez o discurso diário de crítica ao governo.
Mas desta vez quis fazer mais e com uma comitiva de jornalistas atrás lá foi mostrar as casas que os "malvados" dos governantes não entrgavam a quem delas precisava.
Azar dos Távoras.
As casas existem mas destinam-se a acolher e a proteger vítimas de violência doméstica pelo que o sigilo em torna da sua localização é absolutamente fundamental para cumprirem cabalmente aquilo a que se destinam!
Sigilo esse que o senhor irresponsável prejudicou seriamente ao ponto de ser questionável se as casas podem continuar a servir para esse fim.
Pode alguém com este grau de irresponsabilidade ser alguma vez primeiro ministro de Portugal?
Creio que não!
Depois Falamos.

Messi

Joga a passo.
Marca todos os cantos e todos os livres nos últimos 30 metros ( até com dispensáveis "artistices" como ontem) sem excepção. 
Raramente tenta um sprint, uma jogada de bola no pé serpenteando como antigamente entre os defensores. 
Poucas vezes tenta o drible. 
Perde a bola com mais frequência do que antigamente.
Tem uma equipa a jogar em função dele. 
Continua a ser um dos melhores finalizadores do futebol mundial. 
O talento e a técnica continuam lá por inteiro. 
Tem uma equipa e um país unidos em torno de si. 
Equipa que soube adaptar-se ao que ele actualmente pode dar ( que continua a ser muito) e um pais que soube compreender que o tempo passou por ele e hoje já não pode ser o que foi ontem e tem de jogar de forma necessariamente diferente. 
Falo, como é bom de ver, de Leo Messi. 
Outro génio a jogar o seu último mundial.
Depois Falamos.

Comics

Hong Kong


Farol Lago Guntersville, Alabama

Oitavos

Estão apuradas as dezasseis melhores seleções deste Mundial e agora todas as atenções estão centradas nos jogos dos oitavos de final. 
O que também significa que com uma ou outra excepção se torna cada vez mais difícil escolher favoritos porque várias equipas , com Cabo Verde à cabeça, provaram que no relvado é que se definem favoritos. 
Ainda assim aposto nuns quartos de final em que teremos um Marrocos x França e um Portugal x Estados Unidos, do lado esquerdo do quadro, e um Brasil x Inglaterra e Argentina x Colômbia do lado direito. 
É a minha aposta. 
Falta é saber se os outros, os que acho que não passam dos oitavos,estão de acordo.
A partir de hoje começaremos a saber!
Depois Falamos.

sexta-feira, julho 03, 2026

Vítima

A sério que a vítima ao saber que estava a ser socorrida por portugueses falou de imediato em Cristiano Ronaldo? E até sabia o grito com que festeja os golos? Foi mesmo assim? 
Ou fizeram confusão com o barulho em volta, a lingua utilizada e o trauma de estar há sete dias debaixo dos escombros e o que ele fez mesmo foi citar um livro de Miguel Sousa Tavares, um comentário futebolístico de Sofia Oliveira ou António Tadeia, uma tese técnico/táctica de Rui Santos ou até a sapiência global de Augusto Santos Silva ? 
Afinal Ronaldo apenas dá uns pontapés na bola enquanto esses e outros como eles tornaram Portugal muito mais conhecido no mundo.
Depois Falamos.

https://cnnportugal.iol.pt/venezuela/sismos/perguntei-lhe-se-sabia-o-grito-de-cristiano-ronaldo-respondeu-me-siii-forca-especial-portuguesa-relata-emocionante-resgate-em-la-guaira/20260703/6a474bf2d34edcee7c660049? 

Portugueses

Tenho uma imensa admiração por estes portugueses.
Que de Houston a Miami e de Miami a Toronto (e em Dallas será igual) acompanham e dão à seleção nacional um apoio extraordinário.
Emigrantes nos Estados Unidos e no Canadá que jogue quem jogar, treine quem treinar, seja o que tenha sido a exibição do jogo anterior estão sempre lá a apoiar a seleção e mostrando um orgulho em serem portugueses que é qualquer coisa de extraordinário.
Mas não é só nos estádios onde Portugal joga.
Nos aeroportos em que a comitiva passa, em frente aos hóteis onde se aloja, nas imediações dos centros de treino onde preparam os jogos há sempre dezenas, centenas e às vezes milhares de portugueses ansioso por verem os seus ídolos, em receberem um aceno deles e quando possivel tirarem uma selfie.
Apoiam a seleção, gastam o seu dinheiro em bilhetes (nada baratos por sinal), em transportes, em refeições, em camisolas e cachecóis e às vezes alojamento para poderem dizer presente , para poderem apoiar a seleção de Portugal e ajudá-la a cumprir os seus objectivos.
E se um jogo não correr como esperado não esmorecem, não desanimam, não viram as costas, não se dedicam a apontar o dedo a este ou aquele.
Estão lá, no próximo jogo, com o entusiasmo, a devoção e o amor a Portugal de sempre.
São um orgulho para Portugal e um exemplo para todos nós.
E muito em especial para aqueles que comodamente sentados em casa em frente à televisão apenas sabem criticar treinador e jogadores (um em especial), quase se congratulando quando as coisas correm mal e Portugal não ganha.
Quase nuns casos mas contratulando-se mesmo noutros casos porque a imbecilidade não tem pátria, é universal.
E, sim, a adoração que mostram por Cristiano Ronaldo ( os milhares de camisolas com o seu nome nas bancadas são mais uma prova disso) tem toda a razão de ser.
Não apenas por ser o excepcional futebolista que é mas também porque lhes permitiu ao longo de mais de vinte anos, tantas e tantas vezes. com os seus golos, as suas exibições, os seus titulos e troféus, as suas "Bolas de Ouro", as suas vitórias na "Champions", os seus inúmeros e fabulosos rcordes, lhes permitiu, dizia, afirmarem o seu orgulho no seu país e olharem os naturais dos países para onde emigraram olhos nos olhos e às vezes até de cima para baixo face aos feitos do compatriota que elevava o nome de Portugal ao Olimpo dos sucessos desportivos.
E só quem está emigrado sabe a importância plena disso.
Dúvidas?
Perguntem aos portugueses emigrados em França o que significou para eles o triunfo no Euro 2016.
E por isso esses portugueses, agora nos EUA e no Canadá mas anteriormente noutros países e noutras competições onde Portugal esteve sempre presente desde que Ronaldo joga (seis mundiais e seis europeus convém recordar) lhe estarão eternamente gratos.
Porque não são invejosos nem ingratos e tem muito orgulho em serem portugueses e em quem deu ao nome de Portugal uma dimensão mundial que não tinha.
As coisas são o que são.
Depois Falamos.

Azias

Castelo de Malcesine, Itália

Nyhavn, Dinamarca

 

Canguru arborícola

Diogo Jota

Nunca é demais lembrar Diogo Jota.
A excelente pessoa que foi, e isso é sempre o mais importante, mas também o grande jogador que deixou uma marca imorredoura nos clubes por onde passou ( veja-se a devoção por ele em Liverpool) e na seleção nacional que serviu sempre com enorme profissionalismo, enorme paixão e contributos importantes em tantos e tantos jogos.
Quis o destino, caprichoso que é, que ontem se completasse não só um ano sob o seu falecimento mas também que Portugal jogasse à hora em que ele teve o acidente fatal.
E conhecendo os nossos jogadores não tenho a mínima dúvida que a memória de Diogo Jota foi um suplemento de alma para aquele minutos finais tão intensos e em que Portugal onseguiu garantir o triunfo sobre a Croácia.
Por isso a fotografia que ilustra este texto, e que retrata uma emotiva homenagem da seleção a Diogo Jota uma vez acabado o jogo , foi sem dúvida um momento justo e merecido por alguém que não fora o seu precoce desaparecimento estaria certamente neste mundial com a sua camisola 21 a ajudar a sua e nossa seleção.
Mas a homenagem que Diogo Jota apreciaria mesmo neste data foi aquela que a seleção também lhe prestou neste jogo vencendo e seguindo em frente rumo aos oitavos de final.
Esteja onde estiver seguramente que também já estará a preparar o jogo com a Espanha.
Grande, grande, grande Diogo Jota.
Depois Falamos.

Apurados

Foi com demasiado sofrimento , mas mérito indiscutível, que Portugal venceu a Croácia e se apurou para os oitavos de final do Mundial. 
Agora vem a Espanha. 
Vamos a eles.
Depois Falamos.

quinta-feira, julho 02, 2026

Critérios

Dois lances perfeitamente idênticos deste Mundial. 
No Estados Unidos x Bósnia o jogador americano viu, e muito bem, o vermelho directo.
No Argentina x Argélia o jogador argentino nem amarelo viu quanto mais o merecido vermelho.
Porquê?
Perguntem ao Gianni Infantino. Ele sabe!
Sem esquecer que também assim se escrevem as histórias do Mundial e do sucesso de alguns.
Depois Falamos.

Alameda de Algodoeiros, Taiwan

Fast Food

Chitas

Ganhar

Hoje Portugal joga o seu primeiro ( esperemos que não seja em simultâneo o último) "mata, mata" deste Mundial defrontando uma seleção da Croácia com a qual nos damos normalmente bem quer nas fases de apuramento quer nas fases finais. 
Mas como digo sempre nestas coisas do futebol o passado é estatística e cada jogo é um novo jogo o que significa que se no passado os resultados com um adversário foram bons ou maus isso em nada influencia o presente.
É outro jogo, outra competição e em vários casos outros jogadores de ambos os lados e por isso esta Croácia tem de ser olhada  com máximo respeito e a atitude dos nossos jogadores tem de ser do primeiro ao último minuto, sejam 90 ou 120, de máximo empenho, máxima entrega e especialmente máxima ambição.
A Croácia chega a este jogo depois de na fase de grupos ter sido batida pela Inglaterra (2-4) e conseguido vitórias tangenciais sobre Panamá (1-0) e Gana (2-1) enquanto Portugal empatou com o Congo (1-1), que ontem fez a vida negra aos ingleses, goleou o Uzbequistão (5-0) e empatou com a Colômbia (0-0) não se podendo falar em ambos os casos de percursos brilhantes.
Portugal fez a sua fase de grupos sem derrotas mas com apenas um triunfo enquanto a Croácia regista uma derrota mas em contrapartida venceu duas vezes.
Hoje é outro jogo.
No qual Portugal é favorito, porque tem melhor equipa jogue quem jogar e não por causa do histórico, mas terá de o provar dentro das quatro linhas porque a Croácia é também uma excelente seleção com jogadores de grande qualidade, liderados pelo eterno Modric, e se Portugal não der o melhor de si poderá ter um enorme desgosto.
Mais logo se saberá.
Por mim, como sempre, acredito em Portugal.
Depois Falamos.

quarta-feira, julho 01, 2026

"No meu tempo..."

"No meu tempo é que era.." ou "no meu tempo não era assim..." são frases que se ouvem com alguma frequência na política, no desporto, no associativismo, no jornalismo e em tantas outras áreas da sociedade em que todos vivemos.
São frases perfeitamente inúteis, que em nada valorizam o passado mas apenas traduzem a incapacidade dos seus utilizadores em aceitarem a evolução dos tempos e as mudanças que eles inevitavelmente trazem às pessoas e organizações e por isso querem fazer passar a ideia de que dantes era tudo muito melhor.
Não era.
E tentar depreciar o presente por comparação com o passado que tentam "vender" como glorioso apenas aumenta a ruptura com a actualidade e a dificuldade de a aceitarem como ela é e agirem em conformidade.
E deixo aqui uma pequena história pessoal a ilustrar o que digo mas com um exemplo positivo porque de negativos, nesta e noutras matérias, já está o mundo cheio.
Tive um grande amigo de que já aqui falei, infelizmente falecido fará em Setembro seis anos, que durante mais de trinta anos foi responsável pela sede do PSD de Guimarães onde estava normalmente cinco noites por semana, quarenta e oito semanas por ano (em Agosto estava fechada excepto em ano de autárquicas) desde 1975 até á sua reforma.
Nesses tempos remotos Guimarães tinha setenta e três freguesias ( agora tem sessenta e nove) e a preparação de um processo autárquico ( até a convocação de um simples plenário era complexa) levava muitos meses de trabalho porque não havia internet, redes sociais, telemóveis, computadores,  impressoras, fotocopiadoras e portanto tinha de ser tudo por telefone, por carta, usando máquinas de escrever e uma arcaica máquina de stencil que era uma antepassada das fotocopiadoras.
E esse meu amigo, chamado Francisco Martinho, coordenava todo esse tremendo trabalho com a ajuda de alguns voluntários que durante meses, muitos meses, trabalhavam para que o processo de candidatura pudesse ir para tribunal a tempo e horas.
Ninguém hoje, excepto as pessoas desse tempo que participaram em processos autárquicos, imaginam o trabalho que aquilo dava.
Mas também as relações de amizade, de companheirismo, de solidariedade que se estabeleciam.
Com o passar dos anos apareceram novas tecnologias que simplificaram muito os processos mas o meu amigo, excepto o telemóvel, nunca se adaptou a elas e nunca usou um computador ou uma impressora, nem nunca acedeu à net.
Um dia reformou-se do seu cargo de chefe de secretaria de uma IPSS de Guimarães e também deixou o seu part time no PSD embora continuasse a frequentar a sede e a ajudar com a sua experiência e o seu sábio conselho os seus sucessores.
E dizia-me muitas vezes qualquer coisa como isto: "Estas modernices simplificam muito o trabalho que é agora muito mais fácil que no meu tempo mas eu é que não me consigo adaptar a elas".
Uma posição tão séria quanto exemplar.
Reconhecendo as vantagens do progresso, percebendo que os tempos são outros, mas admitindo que não se conseguia adaptar às novas tecnologias e aos novos procedimentos ao invés de para justificar essa incapacidade se agarrar ao estafado e inútil " no meu tempo é que era..." ou "no meu tempo não era assim..." que mais não é do que uma recusa de nalguns casos se admitir que o tempo passou e não volta para trás.
Enfim divagações, e o recordar de velhas histórias e de um grande amigo, ao sabor de frases que se vão ouvindo.
Depois Falamos.

terça-feira, junho 30, 2026

Cristiano Ronaldo

Como cantam os adeptos vitorianos..." Eu sei que dói mas eu sei que é lindo". 
Para lá dos feitos futebolísticos, tão fabulosos como inegáveis, o que Portugal deve a Cristiano Ronaldo é esta extraordinária promoção do país no mundo. 
Que leva a que em qualquer lado se faça uma associação imediata entre o nome do jogador e o seu país. E isso não tem preço. 
Para quem gosta de Portugal e tem orgulho em ser português como é óbvio.
Depois Falamos.

Farol Turka, Lago Baikal, Rússia

Rebanho