quarta-feira, julho 29, 2026

Chega

Imagem gerada por IA

Sinceramente acho que já chega.
Neno foi um grande jogador, um grande vitoriano, um homem que serviu muito bem o Vitória em diversas funções (jogador, técnico, director, relações públicas), contribuiu imenso para a divulgação do clubes, foi um cidadão de excelência e sempre receptivo a todas as causas solidárias, um excelente amigo dos seus amigos (por mim falo) e por isso a sua morte em 2022 foi um enorme choque para toda a família vitoriana.
O que levou a que na época seguinte o número um não fosse usado pelos guarda redes da primeira equipa do clube como homenagem a Neno.
Compreendeu-se e aceitou-se a título excepcional.
Mas passados quatro anos não se compreende que o número um continue a não ser usado como ainda agora foi possível comprovar na apresentação do plantel.
Tudo que é demais é erro.
E manter o número um sem uso é um erro porque transforma uma homenagem excepcional numa homenagem permanente.
Porque se Neno foi quem foi, e viverá sempre na memória de todos e muito em especial de quantos tiveram o privilégio de o conhecer, a verdade é que não foi o único grande guarda redes do Vitória que morreu nestes quase cento e quatro anos de História.
Bastará lembrar nomes como Ricoca, Machado, Roldão e Antonio Jesus.
E por nenhum deles se retirou a camisola um.
Como já morreram grande jogadores que usaram a camisola dois, a três, a quatro, a cinco, a seis , a sete, a oito, a nove, a dez e a onze para citar apenas os números históricos e nenhum desses números foi retirado.
E se lembrarmos nomes como Alberto Augusto, Ernesto Paraíso, Edmur, Joaquim Jorge e Daniel Barreto, para citar apenas cinco de um lote bem maior, constata-se que todos eles mereceriam uma homenagem idêntica à de Neno.
Continuar a não usar a camisola número um já não é homenagem a Neno mas sim um desrespeito e uma falta de consideração por todos quantos serviram honradamente o Vitória e não tiveram uma homenagem semelhante.
Espero que na época 2027/2028 o número um volte a ser usado por um guarda redes do Vitória.
E se for um grande guarda redes, como tantos na nossa História, usar esse número será também uma forma de respeitar e homenagear o legado daqueles que já não estão entre nós.
Depois Falamos.

Factos

Este é evidentemente um bom tema para fazer demagogia, aproveitar politicamente, ensaiar uma vitimização, dizer umas piadolas, atacar ou defender o partido Chega, questionar que documentos desapareceram e quem os entregou ao partido. 
Cada um lhe dará, ao tema, a utilização que muito bem entender dentro da banda larga pejada de irresponsabilidade com que alguns participam nas redes sociais ou da falta de ética e profissionalismo com que muitos fazem jornalismo. 
Depois há os factos.
E os factos dizem que o gabinete de um deputado dentro da Assembleia da República foi vandalizado. Por quem, para quê, com que objectivos é o que realmente importa apurar. 
E espero que nessa matéria o conselho de administração do parlamento seja absolutamente intransigente e exija que tudo se apure até às últimas consequências. 
Doa a quem doer. 
Porque seja qual for a razão para o que aconteceu é o bom nome do parlamento que está em causa e isso não pode ser tolerado.
Depois Falamos.

Nota: Este caso tem o mediatismo que tem por se tratar de André Ventura mas a história diz-nos que já houve vários casos de roubos de bens em gabinetes de deputados ao longo dos anos. Mais una razão para serem tomadas medidas de segurança que em bom rigor até já deviam existir.

Orangotango

Ilha de Fernando Noronha


Castelo de Sully-Sur Loire, França

terça-feira, julho 28, 2026

Charles

Nunca fui, e continuo a não ser, um grande fã do guarda redes Charles.
Não gostei da sua contratação face a alguns comportamentos que no passado tinha tido no estádio D. Afonso Henriques quando lá actuara por outros emblemas nem considerava que fosse um reforço na verdadeira acepção do termo.
A verdade é que se revelou um excelente profissional, mesmo quando em dois momentos perdeu de forma imerecida a titularidade, e sempre que foi chamado foi cumprindo sem um brilho extraordinário mas também sem comprometer a equipa.
Não foi, longe disso, um dos grandes guarda redes da nossa História ( e não falando dos que nunca vi, como Machado ou Ricoca, lembro Rodrigues, Melo, Silvino, Damas, Jesus, Neno, Palatsi, Pedro Espinha, Nuno Espirito Santo, Nilson ,Douglas e Bruno Varela como alguns nomes grandes da nossa baliza) mas foi sempre um bom suplente que quando chamado a titular dava conta do recado.
E depois houve Leiria.
Onde na "final four" da taça da liga arrancou duas grandes exibições (então com o Braga, então aquele penalti defendido no último minuto) sendo o principal responsável pelo triunfo do Vitória na prova o que lhe deveria merecer um acréscimo de consideração por parte de todo o clube e não apenas dos adeptos.
Foi por isso com surpresa, grande surpresa mesmo, que se soube que não era opção para esta época e fora posto a treinar à parte do plantel enquanto não lhe arranjam colocação.
A isto se chama desconsideração.
Que ele não merecia.
Até porque neste momento não se vê no plantel alternativa que lhe seja superior e num grupo com tantos jovens é clara a falta de gente mais velha, mais experiente, mais traquejada no sucesso e especialmente no insucesso.
São decisões legítimas da SAD, nem ponho isso minimamente em causa, mas extremamente difíceis de comprender na lógica pura do futebol.
Oxalá não venhamos a lamentar a sua saída.
Depois Falamos.

Desvarios

A FIFA será, hoje por hoje, uma das instituições mais desprestigiadas a nível mundial depois de sucessivos comportamentos vergonhosos desde o Mundial de 2022 e com especial incidência no Mundial de 2026 onde a sua actuação foi simplesmente deplorável. 
Não contente com isso, e ciente de que ainda há muito a fazer para dar cabo do futebol como modalidade prioritariamente desportiva, a FIFA já começa a desprestigiar e ridicularizar o Mundial de 2030!
Por um lado com a anunciada intenção de aumentar os países finalistas para sessenta e quatro, naquilo que não é mais do que uma manobra para tentar garantir a reeleição de Infantino como motivo prioritário, e por outro anunciando que para lá dos três países organizadores (Espanha, Portugal e Marrocos) ainda haverá mais três países a terem direito a um jogo a pretexto de se comemorarem os cem anos do primeiro mundial.
E que países são esses?
O Uruguai porque foi lá que se disputou o primeiro mundial e portanto fará algum sentido, na lógica da comemoração do centenário, este mundial ter lá o pontapé de saída.
A querida (da FIFA) Argentina para a qual qualquer pretexto para a beneficiar serviria mas neste caso o argumento é ter sido o finalista derrotado nesse primeiro mundial!!!
E o Paraguai porque a sede da CONMENBOL é lá e era a unica confederação existente em 1930!
Mas a questão não fica por aqui,
Porque um jogo em cada um desses países significa o automático apuramento dessas seleções para o Mundial que passará assim a ter seis países já apurados com três "intrusos" para lá dos países organizadores que por esse facto estão sempre automaticamente apurados.
Incompreensível e inaceitável.
E por isso resta perguntar que mais irá a FIFA inventar para dar cabo do futebol.
Não sei.
Mas não me admirava nada que um destes dias queiram diminuir ao tempo entre mundiais passando de quatro para três ou até dois anos.
Esperar para ver.
Depois Falamos.

Nota: Esta autêntica privatização do futebol que a FIFA ensaia através da venda de direitos da organização de mundiais, de seleções e clubes, a um consorcio privado é mais uma prova do desvario para o qual Infantino está a levar o futebol.

Sensatez

Gostei da decisão tomada por António José Seguro de convidar os presidentes Ramalho Eanes e Cavaco Silva para almoçarem com ele em Belém. Eanes semanas atrás e Cavaco ontem.
Revela maturidade democrática, bom senso e vontade do Presidente da República em ouvir os seus antecessores, beneficiar da experiência que ambos tiveram do cargo para enriquecer a sua própria experiência e dar um sinal de abrangência que é algo que se espera sempre de quem exerce aquelas funções.
Aliás quer Marcelo Rebelo de Sousa quer Cavaco Silva no exercicio do cargo já tinham em várias ocasiões recorrido aos seus antecessores para os representarem em compromissos internacionais em que não puderam estar presentes.
De resto noutros países, especialmente nos EUA (excepto nas presidências Trump) , é comum os ex presidentes continuarem ao "serviço" do país em momentos muito especifícos. 
E é muito positivo que por cá se continue a trilhar este bom caminho.
Depois Falamos.

Pântanos, Iraque

Tubarão

Arco do Triunfo, Paris

Torneios

Ao contrário do que acontece no país vizinho onde os torneios de verão são um verdadeiro clássico ( Teresa Herrera na Corunha, Ramon Carranza em Cádiz, entre outros), e vencê-los um factor de prestígio para qualquer clube, em Portugal não há essa tradição.
Há muitos jogos no verão, de preparação para os campeonatos, mas torneio, torneio só há um digno desse nome e já com um longo historial
O torneio de verão da Póvia de Varzim.
Que existe diria que há mais de cinquenta anos (porque me lembro de ainda miúdo e fazendo férias na Póvoa ir ver o torneio sempre que o Vitória participava e às vezes mesmo sem ele) despertando sempre um enorme interesse popular sendo frequente ver o estádio cheio.
Para lá do Varzim, clube organizador, creio que o Vitória terá sido o clube que mais vezes participou, até porque no Verão a Póvoa é uma segunda Guimarães tantos os vimaranenses que lá passam ferias, e claro que onde há vimaranenses há vitorianos e onde há vitorianos e joga o Vitória há casa cheia pela certa.
Este fim de semana assim será uma vez mais.
Há torneio da Póvoa com o Vitória a defrontar o Chaves no sábado enquanto o Varzim enfrenta o Académico de Viseu e depois no domingo o jogo para o terceiro e quarto lugar e a final.
Ao contrário do que sucedeu durante muitos anos em que os jogos eram seguidos agora teremos jogos de manhã e de tarde separados por algumas horas o que não me parecendo uma ideia muito boa não impediá obviamente que os adeptos de cada clube possam acorrer ao estádio e formarem uma opinião sobre o estado de forma das suas equipas a uma semana de começarem os campeonatos.
Aguardemos para ver.
Depois Falamos.

Ciclos

Todos os mundiais, sem excepção, significam fins de ciclo para jogadores que sendo "clientes" mais ou menos habituais das fases finais chegam aquele dia em que disputam aquela que será a sua última fase final de um campeonato do mundo.
O Mundial de 2026 não fugiu á regra.
Bem pelo contrário até a reforçou porque nos Estados Unidos/Canadá/México despediram-se da competição um número significtivo de grandes estrelas que estiveram presentes em muitos dos últimos mundiais.
A começar logo pelas duas estrelas maiores do futebol mundial nos últimos vinte anos.
Ronaldo e Messi.
Ambos com o número espantoso de seis presenças em fases finais no que são únicos (o guarda redes mexicano Ochoa também esteve em seis mas não jogou em todas) e acredito que o continuarão a ser por muito tempo talvez para sempre.
O português com o recorde só dele de ter marcado em todas elas e o argentino como o jogador que mais jogos disputou em fases finais.
Mas há outros a merecerem destaque.
O brasileiro Neymar que durante muito tempo ameaçou pider chegar ao nível de Ronaldo e Messi mas nunca conseguiu por razões várias; o croata Modric um dos melhores jogadores do século XXI; o alemão Neuer muito ptovavelmente o melhor guarda redes deste século e o colombiano James Rofriguez que teve presença marcante em vários mundiais.
Seis jogadores de elevadissímo nível que não voltaresmos a ver em mundiais e provavelmente já pouco veremos noutras competições internacionais, porque o Outono das suas carreiras não o permitirá, ficando apenas a possibilidade de os ver nas competições de clubes por mais algum tempo.
Sentiremos seguramente a sua falta.
Depois Falamos.

segunda-feira, julho 27, 2026

Transparência

Estas afirmações de Rui Rodrigues na última assembleia geral do Vitória merecem um enquadramento e suscitam o explanar de algumas dúvidas.
O enquadramento é fácil de fazer.
Rui Rodrigues fez parte dos orgãos sociais no período de quatro anos a que se refere e em parte significtiva desse tempo foi administrador da SAD e braço direito de António Miguel Cardoso na gestão financeira do clube.
Ou seja sabe perfeitamente do que está a falar!
Mas aqui surgem as dúvidas.
O que não foi feito em quatro anos, porque razão não foi feito, quem não quis que se fizesse?
O que foi feito em quinze dias, como foi feito e com que impacto no futuro da SAD e por tabela do clube?
E era isto que o presidente do clube e da sad devia ter esclarecido e não esclareceu.
Espera-se que o faça rapidamente em nome de uma transparência que se é sempre exigível ainda o é mais num tempo tão delicado e preocupante como aquele que o Vitória atravessa de há algusn anos a esta parte.
Depois Falamos.

Tomar

Pirilampos

Farol Malpica de Bergantinos, Corunha

domingo, julho 26, 2026

Jogadores

O zerozero.pt fez um curioso exercício em torno de 35 nomes de jogadores que já alinharam na nossa Liga e agora estando espalhados pelo mundo faria sentido (para o zerozero) regressarem ao nosso campeonato. 
A maioria está sem clube e alguns estão sob contrato mas não seria difícil contratá-los. 
É um exercício engraçado e em função dele deixarei aqui a minha opinião mas sem entrar, seguramente, em qualquer tipo de discussão sobre o plantel com que o Vitória vai enfrentar a época de 2026/2027.
Quem seriam então aqueles, entre os 35, que poderiam ser úteis ao Vitória? 
As minhas escolhas seriam: Para a baliza Miguel Silva; para a defesa André Amaro; para o meio campo Cafu e João Carlos Teixeira; para as alas Ricardo Pereira e para ponta de lança Pedro Mendes. 
Seis jogadores que já vestiram a nossa camisola, alguns com grande destaque e que sabem bem do que a "casa" gasta.. 
Duas notas apenas sobre estes nomes: André Amaro com 23 anos apenas e sem clube (e muito valorizável ainda) seria uma clara prioridade enquanto Pedro Mendes, que apenas jogou na nossa formação mas é vimaranense, aos 26 anos podia ser um nome muito interessante porque é um PL de muito boa qualidade. 
Os restantes, Cafu, Ricardo, João Carlos Teixeira e Miguel Silva trariam qualidade e experiência.
Para lá destes seis há outros nomes que me agradam como é óbvio. 
Uma dupla que fez futor no Arouca constituida por Raja Mujica e Cristo González, Diogo Gonçalves , Fujimoto e Vitinha.
E um que até podia agradar, Musrati, mas como felizmente sou dos vitorianos que ainda tem memória...não. Nunca!
Depois Falamos.

https://www.zerozero.pt/noticias/35-nomes-que-fazem-sentido-voltar-a-liga-portugal-betclic/1157900

quarta-feira, julho 22, 2026

Choque

Confesso que tantas horas passadas sobre tomar conhecimento da triste notícia ainda me custa a acreditar que Luís Represas já não está entre nós. 
Eu sou da geração "Trovante" cujas músicas comecei a ouvir, a par de assistir a alguns espectáculos      
(muito menos do que gostaria certamente), vai para quase cinquenta anos. 
Os Trovante foram, em minha opinião, a melhor banda de sempre da música portuguesa e Luis Represas um dos melhores autores e compositores deste largo período a que depois juntava aquela voz extraordinária e uma presença em palco fantástica. 
Quer nos Trovante quer na carreira a solo deixou músicas e letras inesquecíveis e que sobreviverão muito para lá do desaparecimento físico do seu autor. 
Foi uma notícia inesperada e por isso ainda mais devastadora. 
Semanas atrás, no pavilhão Rosa Mota no Porto, tive oportunidade de assistir ao último concerto dos Trovante no âmbito de uma das cíclicas e espaçadas reaparições de uma banda que deixara de o ser há décadas atrás. 
Estava era muito longe de supôr, eu e os milhares de pessoas que lotaram o pavilhão, que era mesmo o último!
Até sempre Luís Represas.
Depois Falamos.

terça-feira, julho 21, 2026

Fraca

 Vi todas as finais de mundiais desde 1966.
Grandes jogos, grandes exibições, grandes jogadores a fazerem a diferença.
O Brasil de 1970, a Itália de 1982, a Argentina de 1986, o Brasil de 1994, a Espanha de 2010, a Alemanha de 2014 são alguns exemplos disso.
De equipas e de jogadores.
Um Mundial com uma final tão fraca como a deste ano é que nunca tinha visto.
Não pela Espanha que jogou, dominou, procurou o golo.
Mas pela Argentina que não jogou nada, que não fez um remate ebnquadrado com a baliza, que pareceu sempre mais interessada em dar pontapés nos adversários do que na bola.
Em sessenta anos foi o pior finalista de um mundial que me lembro de ver.
Uma equipa fraca até dizer basta.
Felizmente perdeu.
Porque se tem ganho seria um crime lesa futebol.
Depois Falamos

Exércitos

Farol de Ryazan, Rússia


Concorde

segunda-feira, julho 20, 2026

Comentadores

Foi quase obscena a forma como os dois comentadores da RTP apoiaram a Argentina e Messi.
Pareciam comentadores d euma qualquer televisao argentina.
Correu-lhes mal a vida e ainda bem.
Mas serviço público de televisão não é nem pode ser aquilo.
Aliás na comunicação social portuguesa vi muita porcaria durante este mundial felizmente já acabado.
Depois Falamos.
 

Justíssimo

A Espanha venceu o Mundial 2026 com inteira justiça dando alguma decência a um campeonato que foi uma vergonha.
Vergonha que também esteve presente neste jogo com um campeão mundial em titulo que passou duas horas sem fazer um remate enquadrado cm a baliza o que deve ser um triste recorde de uma final.
A Espanha fez 12 remates enquadrados e 20 no total com a Argentina a fazer apenas dois remates e ambos para fora.
Para já não falar da agressividade do costume e do mau perder de alguns argentinos no fim do jogo. A Espanha dominou por completo, deu um verdadeiro banho de bola e ainda ficou a dever a si própria mais golos que só não conseguiu por mérito do guarda redes adversário e também porque às vezes dava a sensação de que os seus jogadores queriam entrar com a bola pela baliza dentro.
Em suma cabe aqui dizer que a seleção que causou mais problemas ao novo campeão mundial foi mesmo Portugal, porque hoje " nuestros hermanos" fizeram gato sapato da Argentina e já tinham ultrapassado a França com algum à vontade, consagrando com este título um extraordinário trabalho de muitos anos de Luis de La Fuente.
Venha o Mundial de 2030 porque este não deixa saudades.
E de preferência sem Infantino na FIFA!
Depois Falamos.

domingo, julho 19, 2026

FSC

Francisco Sá Carneiro nasceu há 92 anos e morreu vai para 46.
O Portugal que temos hoje, apesar de tudo bem mais desenvolvido e moderno que o do seu tempo, não será exactamente aquele Portugal que ele sonharia que já pudesse existir mas pode dizer-se sem receio de desmentido que foi com ele que começou um ciclo de desenvolvimento que foi paulatinamente mudando o país. 
E por isso tantos anos depois da sua morte ele ainda é uma referencia e um exemplo a seguir.
Depois Falamos.

Sandycove, Dublin, Irlanda

Cotinga celeste

Farol

Abençoado

Que abençoado jogo foi este França x Inglaterra!
Sendo o jogo que ninguém quer disputar (em bom rigor acho que nem devia existir), porque estar nele significa ter perdido a oportunidade de lutar pelo título de campeão mundial, faz parte do calendário e por isso tem de ser jogado.
E franceses e ingleses jogaram-no.
De forma aberta, sem especiais preocupações tácticas, dando oportunidade a alguns jogadores de se estrearem no mundial ou somarem mais alguns minutos, conseguindo que de forma algo inesperada fosse dos jogos mais entretidos e bem disputados deste mundial.
Primeira parte de superioridade esmagadora da Inglaterra que foi para intervalo a vencer por 4-0, com um golo anulado e mais duas ou três oportunidades desperdiçadas, um resultado completamente inesperado e que seguramente não faria parte dos melhores ou piores sonhos conforme se fosse inglês ou francês mas era justo face à exibição inglesa e à estranha apatia francesa.
Ao intervalo Deschamps deve ter dito algumas "coisinhas" aos seus jogadores porque no reatamento se viu a verdadeira França impondo um vendaval de futebol ofensivo e conseguindo fazer três golos e falhar mais três ou quatro oportunidades claras (Olise então...) perante uma Inglaterra que pareceu atordoada perante o futebol francês e que voltou a cair quase por completo no erro cometido face à Argentina de querer defender o resultado.
Felizmente para eles, ingleses, o quase atrás referido foi a sua bóia de salvação porque mesmo remetida à defensiva também foi desenvolvendo alguns lances ofensivos nos quais desperdiçou, também ela, duas claras oportunidades de golo até que num magistral contra ataque conduzido por Spence (para mim um dos melhores jogadores deste mundial) conseguiu uma grande penalidade e Saka aumentou a diferença para dois golos suspeitando-se que era assunto arrumado.
Mas não era.
Porque Dembelé em tempo de descontos marcou o quarto golo francês voltando a cifrar a vantagem inglesa num só golo e quando já perpassava a possibilidade de um prolongamento (que acho que ninguém desejava) uma pequena obra de arte de Bellingham pôs termo definitivo ao melhor jogo de disputa de terceiro lugar que alguma vez me lembro de um mundial ter.
Um jogo bem disputado, com dez golos (não era futsal nem hóquei em patins) e um final bonito com jogadores e treinadores a confraternizarem durante largos minutos no centro do relvado com a curiosidade de a certa altura ser ver uma rodinha, daquelas que agora se fazem normalmente antes dos jogos, formada por jogadores de ambas as equipas o que foi algo de verdadeiramente original!
A Inglaterra consegiu o terceiro lugar, a sua melhor posição desde 1966, e a França terminou num imprevisto quarto lugar que sabe a pouco para uma equipa que atacava tão bem mas que se compreende porque de facto defendia mal.
E não foi apenas ontem.
Agora venha a final de hoje.
Depois Falamos.

Nota: Mbappé com dez golos será provavelmente o melhor marcador deste mundial. E bem o merece porque para lá de ter feito um campeonato de grande qualidade ontem terá sido o único francês que do primeiro ao último minuto esteve sempre ao seu verdadeiro nível.

sábado, julho 18, 2026

Mapa Mundo

O mapa mundo do futebol amanhã a partir das oito da noite deve ser mais ou menos este.
O mundo contra a Argentina desejando que a Esoanha vença o Mundial 2026.
Não porque a Argentina não tenha uma grande equipa, grandes jogadores e seja liderada por um génio do futebol chamado Leo Messi.
Isso é um facto que até poderia inclinar muita gente para o seu lado.
Mas depois há o resto.
A protecção descarada da FIFA, o "colinho" dos árbitros, a cegueira dos VAR, a violência não punida com que enfrentaram a Inglaterra, a forma escandalosa como eliminaram o Egipto com um conjunto de decisões erradas de árbitro e VAR, as manifestações políticas em pleno relvado sem sanção atempada, enfim todo um conjunto de situações que ferem gravemente a verdade desportiva e tornam os argentinos as "bestas negras" desde mundial.
Amanhã uma vitória espanhola será uma vitória da decência contra o compadrio e o falsear permanente da verdade desportiva enquanto uma vitória argentina, ainda que por uma vez sem ajudas, será sempre a vitória de uma seleção que se apenas o mérito contasse já estaria em Buenos Aires desde o dia 7 de Julho.
Embora, há que reconhecê.-lo, a eventual vitória argentina seria ( ou será) o corolário adequado a um mundial absolutamente vergonhoso não só pelas arbitragens de alguns jogos como pela permanente interferência política do governo americano desde a não sanção a um jogador americano que viu o cartão vermelho até à forma indigna como a seleção do Irão foi permanentemente tratada passando pela proibição de um dos melhores árbitros africanos entrar nos EUA para participar no mundial entre outras coisas que não deviam ter acontecido.
O Mundial de Infantino , Trump e Argentina será para todo o sempre lembrado como o mundial da indignidade, da falta de vergonha e do compadrio. 
E quanto a isso nada há a fazer.
A mancha está lá e será para sempre.
Pelo que amanhã apoiar a Argentina será apoiar tudo aquilo que estragou este campeonato do mundo.
Depois Falamos.

Nota:A subserviência da FIFA a Trump é de tal ordem que não só o convidaram a entregar a taça ao campeão do mundo (no primeiro, único e último jogo em que porá os pés) como hoje mesmo darão uma recepção festiva aos convidados para a final num sala da ...Trump Tower em Nova Iorque!

Decadência

Poucos, como este Henrique Raposo, simbolizam tão bem a falta de qualidade, a decadência, o baixíssimo nível do comentário político nas nossas televisões por parte de um número substancial de comentadores.
A divergência, o contraditório, a crítica fundamentada, a denúncia de erros, fazem parte do bom comentário político e não tem que ser motivo de melindre ou agastamento porque são naturais numa sociedade livre e democrática onde ter opinião é um direito e não um crime.
Não é o caso deste Raposo.
Que é malcriado, acintoso, desrespeitoso, numa permanente tentativa de achincalhar o governo, o primeiro ministro e os ministros ignorando (mas afinal ignorância é mesmo a sua imagem de marca) que ao fazer comentário televisivo não está num tasco com os amigos mas sim a falar para milhares de pessoas para as quais a sua forma de intervir constitui um péssimo exemplo.
É lamentável que as televisões deêm palco a gente de tão baixo nível.
Nem sequer percebendo que ao fazerem-no contribuem para a sua própria descredibilização e perda de audiências porque são cada vez mais os que se recusam a ouvir badalhoquices como as deste Raposo que não passa, em bom rigor, de um grunho com assento numa televisão.
Depois Falamos.

Lémur

Lagoa Miniques, Atacama, Chile

Concorde

Ouvir

FIFAzinha ainda não te ouvi sobre esta grosseira, e disciplinarmente punível, violação dos regulamentos.
Bem mais depressa andaste quando Trump te ordenou que anulasses o cartão vermelho ao jogador americano.
E agora não fazes nada FIFAzinha?
Ah, só depois do Mundial é que o assunto vai ser resolvido?
Até parece que os prevaricadores são argentinos porque a esses já se sabe que tudo é permitido e tudo é feito para os ajudar.
E não é que são mesmo?
Como dizia o Jô Soares num dos seus excelentes programas humorísticos "... não precisa explicar eu só queria entender..." !
Depois Falamos.

quinta-feira, julho 16, 2026

Triste

Rivalidades à parte, e elas eram grandes , antigas e com farto "alimento", é profundamente triste ver desaparecer um clube centenário e com uma História tão rica como o Boavista.
Campeão nacional, vice campeão nacional, vencedor de cinco taças de Portugal, com participações excelentes nas competições europeias e larga tradição nas modalidades, especialmente no ciclismo, o clube não resitiu a sucessivas más administrações na SAD que o empurraram para um abismo de que não encontrou saída.
De que a megalomania de querer ter um estádio para o Euro 2004, suportando sozinho os custos de remodelação do velho Bessa, foram um primeiro e nunca recuperável passo para a desgraça agora consumada.
Já outros, como o Vitória Futebol Clube, o Belenenses e a Académica, também de largo historial tinham caídos nas profundezas de divisões inferiores mas este caso é muito pior porque o clube acabou mesmo e com ele mais de cem anos da tal História rica e de que os boavisteiros legitimamente se orgulhavam.
Não sei se dos escombros renascerá outro Boavista, não falo ideia do que vai acontecer ao estádio do Bessa que passa a enfileirar no lote de estádios sem clube de que o estádio do Algarve é o maior exemplo, mas sei que aconteça o que acontecer nunca mais será o mesmo Boavista.
E deixa um vazio que não será preenchido.
E uma saudade sem remédio daqueles jogos entre Vitória e Boavista em que o triunfo valia sempre mais que os três pontos em disputa.
Fica a saudade.
E fica o aviso, sério, de que se aconteceu ao Boavista pode acontecer a qualquer outro se cometer os mesmos erros que lá foram cometidos e muito em especial o erro de gerir sem soluções que garantam o futuro e não apenas o difícil final de cada mês.
Depois Falamos.

Verdade ?

O jogo de ontem entre Inglaterra e Argentina que os sul americanos venceram encerra em si duas verdades. 
Uma é que pelo que jogaram na segunda parte depois de sofrerem o golo e pelo que os ingleses não jogaram, a Argentina mereceu vencer porque o seu domínio foi esmagador e a postura inglesa humilhante para uma equipa que joga a meia final de um Mundial. 
Mas antes da segunda parte houve, como é óbvio , a primeira. 
E essa também tem a sua verdade. 
Que nos diz que se o jogo tivesse sido arbitrado por um árbitro digno desse nome, e não por um boneco deliberadamente escolhido pela FIFA para deixar a Argentina jogar como quisesse, a equipa sul americana teria chegado ao intervalo com menos um ou dois jogadores tal a violência com que jogou na mais absoluta das impunidades. 
As imagens ( e há muitas mais)são mais que esclarecedoras. 
E a história seria certamente bem diferente. 
Assim como assim a FIFA terá na final a sua seleção favorita num mundial absolutamente vergonhoso e em que tudo tem sido feito para os FIFA Boys serem campeões. 
Na final de domingo defrontam-se decência e compadrio. 
Depois de nas meias finais terem sido nomeados um árbitro de El Salvador( !!!) e outro dos Estados Unidos(!!!) estou para ver quem será o apitador.
Mas seja quem for que ganhe Espanha. 
É a única forma de dar um resto de decência ao mundial da vergonha.
Depois Falamos.

Nota: Ontem no final do jogo, e ao arrepio de todos os regulamentos, alguns jogadores argentinos andaram a exibir um cartaz com dizeres políticos sobre a velha questão das Ilhas Malvinas/ Falkland. Certamente convencidos da sua impunidade enquanto FIFA Boys. Quero ver se vão ser punidos. Mas acho que já sei a resposta.

Salzkammergut., Austria

Urso

Farol, Rio Tamisa

Justo

Está encontrado o segundo finalista do Mundial que será a Argentina.
Venceu hoje com inteiro mérito uma Inglaterra que depois de um jogo equilibrado na primeira parte fez um segundo período inenarrável jogando como uma equipa pequena que marca a um adversário mais forte e se põe de imediato a defender o resultado com unhas e dentes. 
Só podia correr mal face a uma Argentina especialista em virar resultados e que para lá de um futebol subterrâneo perfeitamente dispensável joga com uma intensidade, um querer e uma alma extraordinários. 
E que para lá das individualidades que ajudam a resolver é uma equipa na verdadeira acepção do conceito.
Espanha x Argentina será seguramente uma grande final para um Mundial que não deixa saudades.
Depois Falamos.

Nota: Sem esquecer que a Argentina tem jogado permanentemente com a ajuda de árbitros e VAR como ainda ontem voltou a ser evidente.

quarta-feira, julho 15, 2026

Ironias

O futebol tem por vezes estranhas ironias qua quando misturadas com "justiças poéticas" resultam de forma tão inesperada quanto justa. 
Cristiano Ronaldo não vencerá o Mundial 2026 e a seleção portuguesa já foi eliminada.
Mas sai do campeonato com o mundo ao seu lado reconhecendo a sua extraordinária carreira, os seus inúmeros e fabulosos recordes (entre os quais o ser único na História do futebol a conseguir marcar em seis fases finais do Mundial) a sua inigualável dimensão competitiva que o ajudou a ser o melhor de sempre. 
Lionel Messi ainda está no Mundial e a Argentina ainda pode ser campeã do mundo.
Mas, seja qual for o resultado das meias finais e da final, sairá do Mundial com o mundo contra a Argentina e contra ele.
Pela protecção da FIFA à equipa, pelo favoritismo da FIFA perante ele consubstanciado em Bolas de Ouro dadas, pela tolerância dos árbitros com as suas faltas e os seus acessos de vedetismo , pela ridícula nomeação de MVP do Mundial de 2014, pelo inusitado e completamente injustificado convite ao Inter de Miami para o mundial de clubes
Messi até pode voltar a ser campeão no mundial da FIFA
Mas Ronaldo será sempre um campeão do mundo no coração do povo.
E esses são os que perduram na memória ao longo dos tempos.
Depois Falamos.

Lembrar

Por estes dias , em que ser tanque ou ser piscina se tornou no centro do debate político em Portugal, tenho-me lembrado bastante de Pedro Passos Coelho e de Miguel Macedo.
Do primeiro porque aquando da escolha de Luís Neves para MAI veio a público, salvaguardando a boa fé do primeiro ministro, dizer que era uma má escolha porque abria um precedente grave ao passar da PJ para MAI. 
Não sei se sabia mais do que disse ( tendo sido PM teve acesso a muita informação) mas dia a dia se vai confirmando que a escolha não foi feliz ao contrário do que chegou a parecer.
Pedro Passos Coelho tinha razão.
Do segundo, que infelizmente já não está entre nós, lembro a atitude que tomou quando o seu nome foi envolvido num processo judicial. 
Disse na altura, com enorme sentido de Estado, que não podia ser MAI com a sua autoridade diminuída por uma suspeição que se veio, vários anos depois, a comprovar ser totalmente falsa.
Talvez um destes dias Luis Neves tenha de reflectir no exemplo de Miguel Macedo.
Depois Falamos.

terça-feira, julho 14, 2026

Route 66

São Boaventura, México

Vida

Todos

Não me considero, muito longe disso, um católico exemplar e menos ainda um praticante regular dos ritos da religião mas sei no que acredito e tenho a minha forma de acreditar que só a mim diz respeito como é evidente.
Isso não obsta a que tenha uma enorme admiração por algumas figuras da Igreja como foram os casos do Papa João Paulo II, uma da sfiguras mais extraordinárias do século XX, e posteriormente do Papa Francisco cuja humanidade, simplicidade e simpatia não podiam deixar ninguém indiferente.
Para lá dos méritos pastorais como é óbvio.
Dois homens extraordinários e dois Papas que marcaram o mundo de forma extraodinariamente positiva.
O Papa Francisco, falecido há pouco mais de um ano, deixou inúmeros exemplos dessa simplicidade atrás referida  ( o ter vivido e morrido na residência de Santa Marta em vez de no Palácio Apostólico é prova disso) e do humanismo que terá tido a sua expressão maior quando nas Jornadas Mundiais da Juventude em Lisboa teve a célebre frase " Na Igreja há lugar para todos, todos, todos".
Querendo com isso significar que todas as pessoas deviam ser acolhidas independentemente da sua condição ou percurso de vida.
E todos são mesmo todos!
Todos.
Um conceito profundamente inclusivo que não admite exclusões, separações, discriminações sejam quais forem os pretextos, as motivações, os argumentos ou tudo o mais que brote da má imaginação humana.
Todos são todos!
Ponto.
E oxalá o exemplo e as palavras do Papa Francisco iluminem aqueles que tem dúvidas, questões, objecções, preconceitos   contra o todos serem mesmo todos.
Porque são.
Depois Falamos.

Olé

E está encontrado o primeiro finalista do Mundial de 2026.
Espanha.
Que numa meia final europeia com a França, para muitos a favorita deste Mundial, foi absolutamente superior aos gauleses e venceu com toda a justiça ficando a dever a si própria mais um ou dois golos tal a sua superioridade.
Um guarda redes de excelente nível, uma defesa quase intransponível com laterais muito ofensivos, um meio campo que é um regalo ver jogar e um ataque cujos elementos não marcam muitos golos mas ajudam a criar oportunidades atrás de oportunidades são a grande arma espanhola que pode muito bem levar "nuestros hermanos" ao segundo título da sua história.
A França hoje foi uma desilusão.
O ataque , fabuloso ao longo de quase todo o mundial, não se viu enquanto jogo de equipa e pelo contrário pareceu que cada uma das suas "estrelas" jogava sozinha e sem ligação aos colegas de que foram exemplo os vários remates de fora da área de Mbappé e Dembelé enqunato Olise nem se viu e Barcola ( e depois Doué) andaram por lá mas sem qualquer efeito positivo.
Em suma a Espanha estará justamente na final ficando à espera de saber se com Inglaterra se com Argentina.
A FIFA está mais uma vez de "parabéns".
Nomear um árbitro de El Salvador para uma meia final de um Mundial não lembrava ao careca ( não é piada a Infantino) mas lembrou a quem dirige a arbitragem do organismo.
Influência directa no resultado não teve mas somou erros técnicos, disciplinares e de autoridade não me aprecendo que o VAR também tenha sido grande ajuda.
Depois Falamos.