sábado, maio 30, 2026

Carta Aberta

Exmos Senhores Rui Costa e Florentino Pérez:
Apresentando as melhores saudações desportivas a Vossas Excelências venho pela presente solicitar-vos aquilo que será um enorme favor para quem como eu nada tem a ver com os vossos clubes.
Resolvam de uma vez por todas quem vai treinar as vossas equipas na próxima temporada.
Pouco me importa que seja o Mourinho, o Marco Silva, o Klopp, o Arbeloa, o Guardiola, o Ancelotti, o Jorge Jesus, o Unai Emery, o Roger Schmidt, o Carlos Queiroz , o Rui Vitória ou outro qualquer de idêntico gabarito.
Não me interessa se o Mourinho fica ou vai, se a indemnização são sete ou quinze milhões, se o Marco Silva não há maneira de se comvencer a aceitar o convite, se o Klopp é o preferido do outro candidato a presidente do Real Madrid.
Como sinceramente não me interessa nada se na próxima época vão ser campeões, se ficam em segundo, em terceiro ou descem de divisão. É-me indiferente.
Mas resolvam a questão dos treinadores se fazem favor.
É que já não há paciência que aguente em todos os telejornais, de todas as televisões porrtuguesas, todos os dias sem excepção ouvirmos falar do Benfica, do Mourinho , do Real Madrid, do treinador do Benfica que vai para o Real Madrid e das eleições no Real Madrid que podem impedir o treinador do Benfica de para lá ir sem esquecer as hipóteses de treinador para o Benfica se Mourinho for e para o Real Madrid se Mourinho não for.
Bem sei que a culpa não é vossa mas olhem a satisfação deste pedido como autêntica ajuda humanitária a todos quantos tem do jornalismo, do desporto e dos clubes uma visão bem diferente daqueles que mandam nas televisões de Portugal.
Agradeço antecipadamente a atenção que possam dar a este tema.
Com os melhores cumprimentos.
Um adepto do Vitória Sport Clube.
Depois Falamos.

Nota: Só para verem o que se sofre neste país com a comunicação social recordo que o meu clube está em eleições e pese embora as dificuldades que enfrenta e o péssimo campeonato que fez tem, ainda assim, quatro candidaturas aos seus orgãos sociais o que demonstra bem a sua vitalidade associativa.
Não sabiam? Claro, nenhum telejornal de nenhuma televisão dedicou até agora um minuto que fosse ao assunto!

sexta-feira, maio 29, 2026

Geografia 2

Num texto anterior abordei a geografia de La Liga, o campeonato primodivisonário de Espanha, e o equilíbrio existente entre litoral e interior bem como a dispersão geográfica da prova que está presente em nove das dezassete regiões autónomas do país e, dependendo de quem será o vigésimo participante, ainda pode estar em mais uma.
E depois olha-se a geografia do campeonato português.
Em dezoito distritos do continente e duas regiões autónomas qual é o panorama?
As autonomias estão bem com a Madeira a ter dois participantes (Nacional e Marítimo) e o Açores um através do Santa Clara.
Mas depois é o descalabro.
Em dezoito distritos apenas 5 (!!!) tem futebol de primeira divisão.
Lisboa com seis clubes (Sporting, Benfica, Estoril, Alverca, Estrela da Amadora e Casa Pia), Braga com cinco (Braga, Famalicão, Gil Vicente, Moreirense e Vitória), o outro poderoso Porto com apenas dois (F.C.Porto e Rio Ave), Aveiro com o Arouca e Viseu com o regressado Académico,
Ou seja dois distritos, Lisboa e Braga, tem mais de metade dos participantes enquanto treze distritos não tem um único incluindo aqueles com larga tradição de primeira liga como Faro, Setúbal, Coimbra e até Leiria.
É evidente que a responsabilidade disto está longe, muito longe, de ser exclusiva do futebol porque corresponde à realidade de um país há muitos anos em permanente fuga para o litoral, com tudo que isso significa em termos de desertificação demográfica e económica do interior, mas o futebol tem de saber encontrar no seu seio mecanismos que permitam combater este fenómeno profundamente negativo.
E essa devia ser uma preocupação prioritária de FPF e LPFP ao invés de viverem na permanente ânsia de modificarem regulamentos e encontrarem ainda outras formas de beneficiar os que são desde sempre beneficiados.
Depois Falamos.

Lirismo

Desde o passado domingo e com especial incidência a partir da noite de ontem quando o Torreense não conseguiu a promoção à primeira liga (também com 3 jogos decisivos numa semana não era fácil) tenho assistido a um recrudescer de comentários nas redes sociais e não só defendendo que a equipa de Torres Vedras devia desistir de particpar na Liga Europa.
Os argumentos são vários.
Não tem estádio apropriado a uma competição europeia, é um desafio demasiado grande para uma equipa que nunca jogou na Europa, não conseguirão ter plantel para disputarem condignamente a competição, não se deviam dispersar nas competições europeias para darem total atenção ao campeonato e tentarem subir, não faz sentido uma equipa de segunda divisão jogar uma competição europeia.
É um misto de lirismo e de perspectiva interesseira.
De lirismo porque ao Torreense, independentemente dos resultados desportivos, a entrada na fase de liga da Liga Europa rende imediatamente 4,3 milhões de euros o que somado a outras receitas oriundas da participação chega facilmente aos seis milhões de euros sem contar com prémios adicionais por empate ou vitória.
E só dirigentes momentaneamente loucos deitariam fora verbas que garantem ao clube metade ou até dois terços do seu orçamento anual.
Para lá de tudo o mais desde o orgulho de jogar numa competição europeia até à promoção (espero que resolvam condignamente a questão do estádio onde vão jogar) da região através do poderoso veiculo que o futebol sempre é.
Sendo igualmente claro que essas verbas europeias vão permitir ao clube construir um plantel capaz de disputar claramente a subida  à primeira liga como é bom de ver.
E portanto os líricos vão ter de ser conformar com  verem o Torreense a jogar na Europa como merecidamente conseguiu em campo e sem favores de qualquer espécie.
A perpspectiva interesseira de muitos desses comentários prende-se com a ligação clubista dos seus autores mas vão ter de se conformar.
O Torreense vai estar nas competições europeias e por isso o Benfica vai jogar a segunda pré eliminatória da Liga Europa, o Braga vai jogar a Liga Conferência e o Famalicão ainda não será este ano que se vai estrear na Europa.
Aceitem que dói menos.
Depois Falamos.

Petroica

Desportos

"Deus" Amon

Memes

Nos tempos de hoje é bem conhecida a facilidade com que a propósito de acontecimentos essencialmente desportivos ou políticos aparecem rapidamente uma enxurrada de memes a glosarem as situações e normalmente a gozarem com aqueles a quem as coisas correm mal.
Bastará atentar na recente vitória do Torreense na Taça de Portugal e a enorme profusão de memes a respeito disso, com o Sporting como alvo, para se ter um exemplo do que atrás se afirma.
E há que dizer que quer no desporto quer na política a assertividade de muitos desses memes ultrapassa de longe centenas de textos que a propósito dos mesmos assuntos sejam escritos dando cumprimento á máxima de que uma imagem vale por mil palavras!
Mas o âmbito dos memes está longe de se circunscrever a desporto e política porque abrange muitas outras áreas como a imagem que ilustra este texto bem demonstra.
Recentemente a Ferrari apresentou o seu modelo totalmente eléctrico e completamnte horrível diga-se passagam porque nada tem a ver a com uma longa e magnífica tradição de automóveis Ferrari.
Tem sido muitas as criticas ao carro, algumas delas duríssimas como a do antigo presidente do conselho de administração da Ferrari, Luca de Montezemolo, mas este meme é na sua "brutalidade" uma crítica extraordinariamente assertiva ao modelo agora apresentado.
Porque quando o "Cavallino Rompante" abandona Maranello está tudo dito!
Depois Falamos. 

Pena

Tive pena que o Torreense não tenha conseguido subir de divisão.
São trinta e sete anos de ausência dos grandes palcos e depois da espectacular conquista da Taça de Portugal seria o corolário perfeito para uma semana inesquecível para o clube de Torres Vedras.
Por outro lado confesso não simpatizar com a contínua ausência de estádio próprio do Casa Pia que anda há anos a jogar em casas emprestadas porque o seu estádio Pina Manique parece estar em obras mais demoradas que as de Santa Engrácia!
Mas também por outra razão.
O Torreense vai jogar a fase de grupos da Liga Europa e se tivesse subido à primeira liga certamente teria um plantel mais bem apetrechado do que aquele que vai constituir para continuar na segunda liga porque com receitas menores o investimento será necessariamente menor também.
E uma equipa da segunda liga de Portugal a jogar na fase de grupos da Liga Europa dificilmente deixará de ser carne para canhão com o consequente reflexo no ranking de pontos.
Espero estar enganado mas acho que não estou.
Depois Falamos.

Nota: A única nota de satisfação na manutenção do Casa Pia é que ela consagra o trabalho sério e competente de Álvaro Pacheco. Um treinador que passou pelo Vitória com sucesso e que daqui saiu de forma tão estranha quanto injusta. Como outros aliás.

quinta-feira, maio 28, 2026

"Boca"

Não gosto de touradas. 
Mas esta " boca" de um espectador na Praça de Touros de Madrid - Las Ventas- é deliciosa. 
O humor é de facto uma arma terrível e o local muito bem escolhido. 
Pedro Sanchez acabará por cair.
Não pela vergonha ( ele não sabe o que isso é) mas pelo ridículo a que será exposto dia após dia e de que este exemplo é bem significativo.
Depois Falamos.

Plâncton Bioluminescente, Maldivas

Farol de Mukiteo, EUA

Cangurus arborícolas

Geografia

Esta curiosa imagem mostra o que será a distribuição geográfica das equipas participantes em La Liga na próxima temporada nela faltando um emblema porque ainda está por apurar o vigésimo clube que nela terá direito a participar.
Depois da subida dos históricos Deportivo da Corunha e Racing de Santander há ainda seis candidatos á subida que são Almeria, Málaga, Las Palmas , Castellon, Burgos e Eibar só se sabendo quem disputará os play off depois da ultima jornada do campeonato a disputar no próximo fim de semana.
E na imagem podem constatar-se que também em Espanha há uma certa "litoralização" do campeonato, pese embora com muito maior equilíbrio nessa matéria do que em Portugal, porque com com quatro equipas da região de Madrid (Real, Atlético, Rayo e Getafe) dos bascos do Alavés e Athletic , dos navarros do Osasuna e dos andaluzes Bétis e Sevilha todas as outras equipas são à beira mar ou perto disso.
Os galegos Depor e Celta, o cantabro Racing, o basco Real Sociedad, os catalães Barcelona e Espanhol, os valencianos Levante, Valência , Elche e Villareal garantem uma pequena maioria de 10-9 do litoral sobre o interior.
Veremos agora se o vigésimo clube empata a disputa entre litoral e interior ou se reforça o peso do litoral.
Os andaluzes Almeria e Málaga, o canário Las Palmas, o valenciano Castellon apostam nesse sentido enquanto o castelhano Burgos e o basco Eibar võ no sentido oposto.
Curiosidades da geografia de um campeonato.
Depois Falamos.

Memórias

Um destes dias apareceu-me num mural do Facebook esta fotografia que me trouxe memórias inesquecíveis deste jogo entre Vitória e Porto que presenciei precisamente na bancada que aparece na foto.
Mas também do que era o estádio D. Afonso Henriques nos seus primórdios com a parte de cima da bancada central e os camarotes em madeira e ao centro o camarote principal destinado à câmara municipal e à direção do clube assinalado por dois paines nas cores verde e branco (o da câmara) e preto e branco (o do Vitória) e que ficavam precisamente por cima da entrada nessa bancada.
E por cima dele o camarote de imprensa cuja construção é posterior à do estádio.
Pois este jogo é inesquecível porquê?
Basta reparar na fotografia com o público em cima da linha lateral (nesse dia foi assim em torno de todo o relvado) para se perceber que estávamos perante uma enchente extraordinária do estádio, provavelmente a maior de sempre na sua versão primitiva, motivada pela presença do recém chegado Cubillas na equipa do Porto.
Foi em Março de 1974, o Vitória era treinado por Mário Wilson e o Porto por Bella Guttmann, o resultado final foi 0-0 e Cubillas falhou uma grande penalidade.
Memórias de outros tempos.
E alguma saudade também.
Depois Falamos.

quarta-feira, maio 27, 2026

Nike

Fui durante muitos anos um admirador dos equipamentos de futebol da Nike.
Muito por força dos excelente equipamentos que ano após ano criavam para o Barcelona, mas também para a seleção portuguesa, e que considerava como os mais espectaculares do mundo do futebol.
No caso do Barcelona, e comprei alguns deles, lembro especialmente a fabulosa camisola do Centenário do clube e também este da foto vestida por Rivaldo e que foi um dos mais bonitos de sempre.
E não era apenas na camisola principal porque também criaram camisolas de segundo equipamento históricas.
Depois, por razões que desconheço, a Nike começou a inventar demais e acabou a fazer camisolas horríveis como uma aos quadrados que parecia a do Boavista em azul grenã e outra em que as listas verticais passaram a horizontais.
Sinceramente nunca percebi como a direção do Barcelona aceitou essa perversão aos equipamentos tradicionais e se me vierem dizer que são tendências de marketing então direi que são tendências bem dispensáveis.
E não foi apenas no Barcelona porque noutros clubes vestidos pela marca e até na seleção nacional começaram a ver-se "inovações" bem dispensáveis o que arrefeceu muito o meu entusiasmo pela marca ao ponto de quando ela veio equipar o Vitória a minha expectativa já não se tão alta como outrora.
E sendo verdade que fizeram uns equipamentos engraçados nunca fizeram um equipamento que se pudesse considerar " o tal" que marcasse a passagem da Nike pelo clube.
Eu sei que Vitória e Barcelona são realidades diferentes e enquanto um leva com produtos de catálogo ou quase o outro tem produtos exclusivos criados propositadamente para o clube.
O problema está quando catálogo e exclusivo não entusiasmam e essa tem sido a realidade da Nike nestes últimos anos.
E é pena.
Depois Falamos.

Castelo Hohenwerfen, Áustria

Ursos polares

Goleadores

Acreditar

As declarações de Pedro Passos Coelho na apresentação de um livro causaram o reboliço normal naqueles que vivem na ânsia quase doentia de encontrarem discordâncias, divergências, inimizades até entre o ex primeiro ministo e Luís Montenegro.
Depois de perceber a polémica que andava pela comunicação social e pelas suas caixas de repercussão chamadas redes sociais tive a curiosidade de ir ouvir as declarações porque uma coisa é o que se lê e outra bem diferente aquilo que se ouve de viva voz.
Ouvi.
E ouvindo fiquei convencido que Pedro Passos Coelho não se estava a referir minimamente a Luís Montenegro mas sim a caracterizar situações que se vivem hoje um pouco pelo mundo em que há agentes políticos que tem comportamentos como aqueles que caracterizou.
Basta olhar o vizinho Pedro Sanchez para ter um bom exemplo de um prostituto da política.
Não duvido que Passos Coelho esteja desiludido com determinados aspectos da governação e manda a verdade dizer que na área política da AD não será o único.
Mas daí a apodar Luís Montenegro de prostituto é algo em que não acredito.
Não acredito mesmo.
Porque sei que não é essa a forma de Pedro Passos Coelho estar na vida e na política.
E essa convicção não é abalada por comentários tendenciosos e por comentadores facciosos, por politiquices intriguistas e por chicana política rasteira, por aqueles que querem fazer da política um lamaçal e não olham a meios para isso.
Depois Falamos.

Nota: Não é problema meu mas não consigo deixar de me espantar com algumas pessoas do PSD que enquanto Pedro Passos Coelho foi primeiro ministro e líder do partido o defendiam com unhas e dentes e agora são os primeiros a atacá-lo cada vez que às suas palavras são dadas interpretações que apenas interessam aos adversários do próprio partido e em que esses ex apoiantes de Passos acreditam de imediato. De facto a ortodoxia e o seguidismo perante quem manda a cada momento parece não serem exclusivos da extrema esquerda.

Activismo

Se o wokismo é um cancro das sociedades modernas o activismo é uma praga!
Pelo menos aquele activismo que todos os dias a comunicação social nos põe à frente e que se resume a vandalizar, estragar, roubar e apoiar terroristas que o wokismo latente impede que se tratem os autores pelos seus verdadeiros nomes - vândalos, criminosos, ladrões e cúmplices de terrorismo- para serem denominados como activistas por uma comunicação social altamente influenciada pelo tal wokismo.
Que narra as suas "façanhas" misturando os crimes que cometem com as causas nobres que seria suposto defenderem mas não defendem.
Essa escumalha activista, que se entretém a vandalizar obras de arte e monumentos, a roubar supermercados , a cortarem estradas e ligações ferroviárias e a organizar flotilhas entre outras malfeitorias tem , contudo, uma caracteristica que os define de forma irrefutável.
São uns cobardes!
Que só agem em democracias sabendo que os seus direitos serão defendidos até ao tutano e que as formas de punição pelas suas actividades criminosas serão leves e muito aquém do que merecem.
Agem em democracia, para fragilizarem a democracia, ao serviço de agendas totalitárias impostadas dos países e oranizações que os financiam e alimentam e nos quais a democracia não existe.
Porque ninguém os vê em países onde há graves atropelos dos direitos humanos a defenderem as vítimas desses atropelos e a fazerem gala de um activismo que, esse sim, seria louvável e mereceria o apoio de todos.
Na Rússia dos Gulags, na China dos campos de concentração, no Afeganistão onde as mulheres são tratadas como seres de quarta categoria, no Irão em que o regime medieval dos aiatolás já assassinou centenas de milhares de pessoas, na Nigéria onde tem existido terríveis massacres de cristãos pelos terroristas do Boko Haram , na Coreia do Norte onde todo um povo vive escravizado por uma ditadura feroz e de uma crueldade inimaginável, no norte do Iraque onde os yatidis são massacrados pelo Estado Islâmico e em vários outros paises, incluindo algumas monarquias quase medievais do Golfo Pérsico  onde as mulheres são tratadas como objectos e os homossexuais enforcados, ninguém vê os tais activistas enfeitados com panos de cozinha e armados de uma prosápia arrogante que parece capaz de salvar o mundo para quem acreditar neles é claro.
Porque sendo cobardes mas estando bem informados sabem o risco de afrontarem ditaduras e tendo medo metem o activismo na gaveta.
Preferem exercê-lo na Europa porque é mais fofinho, tem mais audiências, enganam com mais facilidade os crédulos da vida e vão cumprindo a sua agenda destruidora sem problemas de maior.
Mas sem conseguirem esconder que o activismo de que se dizem agentes não passa de vanalismo, criminalidade, gatunagem e cumplicidade com terroristas sem mistura possível, ainda que remota, com causas humanitárias ou a defesa de valores essenciais à humanidade.
Depois Falamos.

Nota: Quem não concordar está à vontade para explicar em que é que vandalizar uma obra de Monet , de Picasso, a Porta de Brandenburgo ou o Psdrão dos Descobrimentos (quatro exemplos entre muitos outros) contribui para defender uma Causa minimamente decente.

Horrível

Sou desde sempre um fã da Ferrari.
Da Ferrari na Fórmula 1, a mais histórica e mítica das marcas que disputou todos os campeonatos desde 1950, mas também dos Ferrari de estrada onde a marca ao longos dos anos construiu carros fabulosos pela beleza e pelas capacidades técnicas das quais o característico trabalhar dos motores não era seguramente a menos importante em termos de construção do mito.
E pese embora a evolução dos tempos e das tecnologias ser o que é e introduzir alterações nem sempre bem vindas, quer na F1 quer nos modelos de estrada, nunca pensei chegar ao ponto de ver um Ferrari simplesmente horrível.
O Ferrari Luce, primeiro modelo totalmente eléctrico da marca, não tem ponta por onde se lhe pegue porque é feio até dizer basta.
Parece muito mais um Tesla que um Ferrari.
E sendo totalmente eléctrico nem o típico som de um motor Ferrari se ouve!
Esteja onde estiver o Comendador Enzo Ferrari deve estar horrorizado!
Depois Falamos.

Nota; Na Fórmula Um sonhei durante anos em ver Ayrton Senna sentado num "Cavallino Rampante".
Infelizmente não aconteceu.

terça-feira, maio 26, 2026

Moorea, Taiti

Farol Saint Mathieu, França

Concorde

Seleção

Sou um entusiasta convicto da seleção nacional.
De todas as seleções nacionais mas muito em especial da de futebol como será fácil de compreender.
Tinha uns cinco ou seis anos quando a vi jogar pela primeira vez ao vivo, nas Antas num Portugal x Brasil em que jogaram Eusébio e Pelé, e desde aí já a vi jogar em muitos estádios deste pais e naturalmente muito mais vezes na televisão.
Para lá do Vitória é a unica equipa que apoio sem reservas e cujos jogos não perco independentemente de quem jogue de que clube provenha.
Há jogadores que não gosto nada de ver nos clubes mas quando vestem a camisola de todos nós passo a defende-los com unhas e dentes porque estão a representar o meu país e isso é algo a que dou muito valor.
Vibro com os triunfos, fico triste com as derrotas, festejei exuberantemente o Euro 2016 e as duas ligas das nações que vencemos e vi com enorme desânimo as derrotas que nos impediram de chegar à final de europeus e mundiais.
Para já não falar daquele horror de 2004 em que depois de fazermos bem feito tudo que havia para fazer falhamos no que parecia menos difícil.
Nem sempre estou de acordo (mas alguém está?) com as opções dos selecionadores em termos de convocatórias, equipas titulares e substituições, mas percebo que se nos clubes já é difícil quando se tem à disposição naipes de jogadores  tão valiosos como Portugal tem torna-se difícil obter consensos porque sendo chamados vinte e seis (como agora para o Mundial) há mais uma dúzia que também podiam ter sido opção.
É claro que todos temos favoritos.
Os meus principais, durante estas décadas, foram Eusébio e Figo e continua a ser Cristiano Ronaldo.
Mas vi sempre com grande alegria a chamada de jogadores do Vitória à seleção por  constituirem para mim um capítulo à parte.
Desde António Mendes ( cuja estreia vi pela televisão) que foi o primeiro de sempre até Jota Silva, o último até à data, passando por ilustres nomes como Manuel Pinto, Joaquim Jorge, Abreu, Romeu, Rui Rodrigues, Laureta, Jesus, Costeado, Carvalho, Nascimento, Adão, Miguel, Neno, Pedro Barbosa, Vitor Paneira, Pedro Mendes, Nuno Assis, Pedro Espinha, Capucho, André André entre outros.
Tudo isto para concluir o seguinte.
Jogue quem jogar é Portugal que joga.
Roberto Martinez fez as suas opções e gostemos ou não são estes os jogadores que vão representar Portugal no Mundial de 2026.
Pelo que continuar a discutir nomes, defender que vai este e devia ir aquele, pôr a preferência clubística como factor de escolha e razão de crítica é, sinceramente, fazer um inútil exercício de egocentrismo em vez de dar o apoio total aqueles que vão jogar com a nossa camisola e fazer tudo quanto lhes seja possível para Portugal fazer um grande Mundial.
Por mim o tempo de discussão acabou.
Os 26 ou 27 selecionados são os melhores 26 ou 27 que podiam ser escolhidos.
Vamos lá Portugal.
Depois Falamos.

Socialistas

Há fotografias que são um poema.
Esta por exemplo. 
Que mostra três personalidades bem conhecidas. 
José Sócrates, José Luis Zapatero e António Costa.
Unidas por algumas coincidências e separadas, para já, por um facto. 
Todos foram primeiro ministros. Todos são socialistas. Todos deixaram o poder derrotados pelo povo directa ou indirectamente.
O facto que os diferencia, para já, é que um já está a ser julgado por corrupção, o outro é praticamente inevitável que o venha a ser e o terceiro não está acusado de nada que se saiba. 
Mas continua a ser investigado. 
Um bom retrato este de uma certa forma de ser e estar do socialismo ibérico.
Depois Falamos.

segunda-feira, maio 25, 2026

Transtornos

Normalmente num jogo de futebol com vencedor o saldo é para um a alegria de ganhar e para o outro o transtorno de perder.
Por vezes o efeito alarga-se a terceiros quando se trata de descidas de divisão, títulos ou apuramentos europeus mas raramente acontece afectar tantos como aconteceu com a vitória do Torreense sobre o Sporting na final de ontem.
Que proporciona ao clube a sua primeira taça de Portugal e o primeiro apuramento europeu da sua história e logo com entrada directa na fase de grupos da Liga Europa.
Sobejas razões de alegria a contrastar com os transtornos causados a quatro outros clubes.
O primeiro afectado foi o Sporting, por perder a final, mas o efeito fica por aí porque na próxima época entra directamente na fase de grupos da Liga dos Campeões.
O segundo, e esse foi o maior transtorno, o Famalicão que se ia estrear nas competições europeias depois de uma época brilhante e fica agora de fora com o desgosto que é possível imaginar para todo o clube.
Falo por saber por exepriência própria o que isso é porque aconteceu várias vezes ao Vitória, nos últimos anos do século XX, que ficando em quarto lugar não foi à Europa porque nesses tempos havia apenas quatro vagas e às vezes a Taça trocava as voltas.
O terceiro é o Braga que por força do Torreense ocupar a vaga directa na fase de grupos da Liga Europa, empurrando o Benfica para as pré eliminatórias , se viu por seu turmo empurrado da Liga Europa para a Liga Conferência que, convenhamos, não é bem a mesma coisa.
O quarto é o Benfica que passa de uma entrada directa na fase de grupos da Liga Europa para a disputa da segunda pré eliminatória com a consequência de ter de começar a época bem mais cedo (o que normalmente se paga lá para o fim) e ver-se obrigado a disputar seis jogos para poder entrar na fase de grupos com tudo que isso significa de desgaste.
Em suma foi como que o desabar de um castelo de cartas para Sporting, Famalicão, Braga e Benfica.
Falta agora saber se  o Torreense tem o licenciamento da UEFA necessário a disputar a Liga Europa.
Sem o qual tudo voltará à primeira forma.
A ver vamos.
Depois Falamos.

Nota: Ontem nalguns comentários televisivos que vi a grande preocupaçao de alguns comentadores não era realçarem e louvarem a vitória do Torreense mas lamentarem, com ar de carpideiras, o facto de o Benfica ter de disputar as pré eliminatórias! De Braga e Famalicão nem falavam. Nada de novo!

Little Big Horn, Montana, EUA

Mabecos

Castelo de Falkenstein, Alemanha

Conselho de Estado

Não sei se não faria sentido o Presidente da República convocar o Conselho de Estado para analisar o resultado da final da Taça de Portugal.
Porque quem vê as reportagens televisivas, lê os jornais desportivos, repara no ar de funeral da maioria dos comentadores televisivos (já para nem falar dos textos nas redes sociais dos adeptos leoninos...) fica  com a suspeita que na tarde de ontem o país foi assolado por alguma tragédia de consequências gravissímas.
Mas se calhar o que aconteceu ontem foi apenas futebol.
Até porque ao contrário do acontecido na caminhada do Sporting para o Jamor ontem a arbitragem esteve em muito bom plano e nada há a apontar-lhe.
Houve futebol e houve Taça.
O Torreense ganhou e o Sporting perdeu ao contrário do que se vai vendo e lendo, como sempre acontece quando um dos três do costume perde com outra equipa que não constante desse lote, em que parece que a outra equipa não tem mérito e apenas há demérito do derrotado.
E não me venham a com a desculpa de maus perdedores de que a culpa foi do treinador.
É evidente que ontem em termos tácticos Luis Tralhão venceu Rui Borges ou o resultado não seria o que foi.
Mas uma equipa como o Sporting no último jogo de uma época longa, em que os automatismos estão mais que assimilados, nem devia precisar de treinador para vencer um adversário da segunda divisão tal a diferença de valores entre ambos os planteis.
Acontece é que ontem os jogadores do Torrenese foram melhores que os do Sporting.
Lutaram mais, tiveram muito maior entreajuda, foram tacticamente perfeitos, disputaram cada bola como se fosse a última, aproveitaram quase todas as oportunidades de golo.
E por isso ganharam.
Os jogadores do Sporting foram perdulários nas várias oportunidades de golo ( só na primeira parte foram três flagrantes), foram displicentes em vários momentos do jogo, falharam rotundamente nos lances dos golos do Torreense, deram a sensação nalguns casos de já estarem no Mundial.
E também por isso perderam.
Acusar o treinador é fechar os olhos à realidade dos factos.
Afinal talvez não valha a pena convocar o Conselho de Estado.
O que aconteceu ontem foi apenas futebol num grande momento da Taça de Portugal.
O Torreense ganhou e fez História.
O Sporting perdeu e daí não vem mal nenhum ao mundo, ao país e ao nosso futebol.
Para o ano há mais.
Depois Falamos.

domingo, maio 24, 2026

Depor

Tenho uma velha simpatia pelo Deportivo da Corunha. 
Por um lado porque conheço muito bem a cidade da qual gosto muito e onde já estive muitas vezes. 
Por outro porque me entusiasmei com as suas grandes equipas do final do século passado e inicio deste. Onde pontificavam grandes jogadores como Bebeto, Fran, Rivaldo, Mauro Silva, Valeron, Donato, Diego Tristan, Songo , Djalminha , Makay e os portugueses Pauleta e Jorge Andrade entre tantos outros. Vi com tristeza a forma horrorosa como perderam o titulo em 1993 com um penalti falhado no último minuto do último jogo do campeonato, com um Riazor mergulhado no desespero, e festejei com alegria o título conquistado em 2000. 
Os últimos anos foram maus para o Depor. 
Esteve oito anos nos escalões secundários, e metade deles na terceira divisão, mas essa descida aos infernos terminou hoje. 
Vencendo em Valladolid o Depor garantiu a subida à primeira liga na penúltima jornada do campeonato e em 2026/2027 estará de regresso aos grandes palcos. 
Um ano bom para La Liga com o regresso dos históricos Deportivo da Corunha e Racing de Santander.
Caso para dizer " en hora buena".
Depois Falamos.

Histórico

 É um lugar comum dizer-se que hoje o Torrense fez história mas é verdade.
Disputando a sua segunda final, setenta anos depois da primeira, a equipa de Torres Vedras soube contrariar todos os prognósticos e venceu um Sporting que era encarado por todos como favorito.
E ao vencer tornou-se a primeira equipa de sempre a vencer a Taça de Portugal jogando na segunda divisão.
E há que dizer que a vitória foi justíssima.
O adversário teve mais bola, rematou muito mais vezes , mas exceptuando uma bola no poste para as restantes o excelente gurdião torreense chegou e sobrou.
E a o triunfo até podia ter sido mais dilatado se não fora aquela incrível perdida com a baliza escancarada e sem ninguém entre os postes.
Quinta feira se saberá se o Torrense na próxima época jogará na primeira ou na segunda divisão consoante a segunda mão do play off face ao Casa Pia.
Para bem do futebol português, e sem desejar qualquer mal aos "gansos", é bom que o Torreense suba de divisão.
Porque vai jogar a Liga Europa entrando directamente na fase de grupo, os pontos europeus são importantes para o ranking português, e obviamente que se tiver de construir um plantel para a primeira liga terá mais possibilidade de conseguir um percurso europeu satisfatório do que com uma equipa feita para jogar a segunda liga.
As coisas são o que são
Mas para já é tempo de os torreenses festejarem este histórico triunfo e prepararem o decisivo jogo de quinta feira onde chegarão com uma moral altíssima.
Depois Falamos.

Nota: A alegria de uns é a tristeza de outros. Para além do Sporting esta vitória do Torreense tem reflexos noutros três clubes. O Famalicão fica fora da Europa, o Braga cai para a Liga Conferência entrando na segunda pré eliminatória e o Benfica terá de jogar também a segunda pré eliminatória da Liga Europa.

Farol de Finisterra, Galiza, Espanha

Orangotangos

Alquézar, Espanha

Tradição

Há tradições que com o passar dos anos não só se mantém como até se reforçam de alguma forma.
Uma delas é a do número de espectadores nos estádios e consequente média de assistências.
Ano após ano, campeonato após campeonato, indiferentemente ao número de jornadas (30, 34, 38), sejam quem forem os clubes que se juntam aos tradicionais, é certo que o Benfica será o detentor da maior média de espectadores e o Vitória o quarto clube logo a seguir aos chamados "grandes".
É assim há muitas décadas, tantas que se perde nas brumas do tempo o início desta tradição.
Esta época assim foi uma vez mais.
Mesmo com o Benfica a ficar em terceiro lugar, longe do título,  e o Vitória em nono, longe dos lugares europeus, e até com a dispensável curiosidade de ter atingido o quinto lugar mas não na classificação geral e sim na dos clubes do Minho!
Enfim a média de assistências  é a muito parca  consolação para ambos face a expectativas que apontavam para bem mais no campeonato.
As coisa são o que são.
E o que deixaram que elas fossem.
Depois Falamos.

Atlético Cabeceirense

Tenho, por razões familiares, uma certa simpatia pelo Atlético Cabeceirense.
A minha mulher é sócia e fervorosa adepta, o meu sogro era sócio, fervoroso adepto e foi dirigente do clube durante vários anos e tenho um sobrinho que é sócio, fervoroso adepto e integra a claque.
E por tudo isso fui ganhando essa simpatia pelo clube.
Conhecia o clube de outros tempos, nomeadamente quando andou pela III divisão, e até me recordo de no tempo em que José Maria Pedroto treinava o Vitória termos sido derrotados pelo Atlético Cabeceirense na final da Taça de Honra da Associação de Futebol de Braga uma prova já extinta e que se disputou entre 1978/1979 e 1992/1993 e na qual participavam todos os clubes do distrito que disputavam provas nacionais.
A talhe de foice recordo que apesar da derrota nessa final o Vitória foi o clube que mais vezes venceu a prova tendo-o feito por quatro vezes.
A verdade é que depois desses tempos aureos, e mesmo com a construção de um novo estádio municipal, o Atlético foi decaindo, mergulhou nos distritais e acabou por cessar actividade largos anos atrás.
E assim se manteve até que dois anos atrás um grupo de jovens cabeceirenses com ligações afectivas e familiares a essa primeira vida do clube resolveu, apesar de todas as dificuldades incluindo o não terem campo próprio para jogar, dar-lhe uma segunda vida.
E assim foi.
Começaram naturalmente por baixo inscrevendo o clube no terceiro escalão distrital (a que se chama primeira divisão) e na falta de instalações próprias utilizaram um campo pelado na freguesia de S. Nicolau com condições muito insuficientes para atletas e público (sei do que falo porque já lá fui ver vários jogos) mas foi o que se arranjou e mesmo assim fizeram uma época tranquila classificando-se a meio da tabela.
Este ano usando o mesmo pelado mas com uma equipa mais competitiva o Atlético fez um campeonato excelente e sagrou-se campeão da série F conseguindo a subida ao segundo escalão distrital ( a  chamada divisão de honra) que disputará na próxima época.
Já no "seu" estádio municipal, já num piso de relva sintéctica e não em pelado, já num escalão mais competitvo e interessante.
Mas para lá do sucesso desportivo acredito que a grande vitória do Atlético foi mesmo o entusiasmo que instalou nos adeptos, nomeadamente nos mais novos que nem nascidos eram na primeira vida do clube, que lhe permitiu ter regularmente assistências no campo  " António Gomes da Cunha", o tal da freguesia de S. Nicolau, de fazerem inveja a muitos clubes da  segunda liga e até a um ou outro clube de primeira liga.
E esse entusiasmo dos adeptos, essa captação contínua de novos adeptos, o congregar da vila em volta do clube permitirá certamente ao Atlético Cabeceirense continuar o seu caminho tendo no horizonte, quem sabe, um dia chegar no mínimo ao campeonato de Portugal ou até à Liga 3.
Mas para já é preciso dando passos seguos estabilizar o percurso do clube.
Mais sócios, mais patrocinadores, diversificação das fontes de receita.
E depois pensando em subir ao primeiro escalão distrital ( chamado pró nacional) e a médio prazo aos campeonatos nacionais.
Mas isso pode ser o futuro de médio prazo.
Agora é o tempo de festejar um título e uma subida ao fim de apenas dois anos de actividade.
Parabéns Atlético Cabeceirense.
Depois Falamos.

Sugestão de Leitura

É um livro sobre politica, sobre História e sobre Espanha.
Excelente para quem gosta de política, de História e de Espanha.
E eu gosto.
E ainda por cima num género literário que aprecio muito como o são "Memórias".
Escrito na primeira pessoa pelo Rei emérito (ele não gosta muito da designação mas para já não há outra) é um retrato privilegiado sobre os anos finais do franquismo, a transição para a democracia e a Espanha dos últimos 50 anos.
Mas é também uma visão sobre a Europa e o mundo, as famílias reais europeias e os chefes de estado com que Juan Carlos se cruzou essencialmente nos trinta e nove anos do seu reinado mas também antes e depois desse período.
A história de alguém que viveu em vários países europeus, muito em especial em Portugal, que foi preparado para a chefia do estado espanhol sem ter a certeza se o seria, que escolhido pelo ditador Francisco Franco como sucessor soube criar as condições para a transição e consolidação do Estado democrático.
Nele se vê a opinião sobre momentos essenciais da História de Espanha como a tentativa de golpe de estado conhecida como 23 F, que ajudou a contrariar, ou os Jogos Olimpicos de Barcelona e a Exposição Universal de Sevilha que ajudaram a projectar o país no mundo.
Mas também sobre os crimes da ETA ou o atentado da Al Qaeda na estação de Atocha.
Sem fugir a alguns temas delicados,como os diversos problemas familiares seus e das filhas, que são o que menos importa num livro como este.
Em suma 500 páginas que se leêm com enorme prazer e que deixam um vazio quando se chega ao fim do livro.
Pelo que não admirará que recomende vivamente a sua leitura.
Muito em especial para quem como eu goste de política, de História e de Espanha.
Depois Falamos.

Tigre

Campeões Mundo

Furnas, Minas Gerais, Brasil

Corja

Sim, os flotilheiros pagos pelo Irão e por organizações cúmplices do Hamas são uma corja de intrujões cujo objectivo não é levar ajuda às populações de Gaza mas sim mediatizar campanhas contra Israel beneficiando da cobertura da comunicação social e da credulidade ingénua de muitos europeus. 
Estas fotografias são apenas mais uma prova. 
Mostram dois flotilheiros expulsos por Israel em dois tempos. 
À partida,no aeroporto de Istambul, com macas, colares cervicais, canadianas, soro e tudo o mais que possa confirmar a tese aldrabona de que foram torturados em Israel. 
À chegada aos respectivos países, frescos que nem uma alface, mostram-se em grande forma sem precisarem das macas ,dos colares cervicais ou das canadianas. 
Milagre? 
Embora expulsos de uma terra propensa a milagres nos últimos 2000 anos não é de milagre que se trata. É mesmo de intrujice de uma corja sem escrúpulos.
Depois Falamos.

sábado, maio 23, 2026

Diferente

José Luis Carneiro é muito diferente de Pedro Nuno Santos. Não usa barba!
Mas essa é a única diferença visível entre eles porque no resto são iguais.
Na demagogia, no radicalismo, na insensatez, na falta de sentido de Estado nas amizades perigosas que vão da Venezuela à geringonça.
E essa é a grande lição a tirar.
No actual PS as diferenças cingem-se à aparência. 
Porque na essência são todos iguais.
Depois Falamos.

quinta-feira, maio 21, 2026

Campeão

Falta uma jornada para a sua conclusão mas o melhor campeonato do mundo, com a devida licença de La Liga, já tem campeão.
O histórico Arsenal que conquista o ceptro pela décima quarta vez na sua História confirmando o seu estatuto de terceiro clube mais vezes campeão logo atrás de Liverpool e Manchester United que contam com vinte títulos cada.
Num campeonato que tem a enorme felicidade de em toda a sua História já ter conhecido vinte e quatro campeões o que o torna num caso verdadeiramente único em termos europeus e suponho que até mundiais pela sua competitividade e também pela qualidade e verdade desportiva que tornam iso possível.
E desses vinte e quatro campeões a curiosidade de dezanove o terem sido por mais que uma vez enquanto nos cinco que apenas conquistaram um título nos aparece o Nottingham Forest que foi mais vezes campeão europeu (duas) do que nacional.
O Arsenal, que não era campeão há vinte e dois anos (desde 2003/2004 quando conseguiu a fantástica proeza de ser campeão invicto) conquistou o seu terceiro título no século XXI estando atrás dos oito do Manchester City, dos sete do Manchester United, dos cinco do Chesea mas à frente dos dois do Liverpool e do solitário título de um Leicester agora caído nas profundezas da terceira divisão e com eles compondo o lote de clubes campeões neste século.
Ainda assim ter seis campeões em apenas vinte e seis anos é de destacar porque é uma marca apenas ultrapasada pelos oito (!!!) campeões de França ( PSG, Lyon, Lille, Nantes, Bordéus, Mónaco, Montpellier e Marselha), igualada pelos seis campeões da Alemanha (Bayern, Borussia Dortmund, Bayer Leverkusen, Estugarda, Wolfsburgo e Werder Bremen) embora outros campeonatos europeus estejam mais próximos como são os casos dos cinco campeões italianos ( Juventus, Inter, Milan, Nápoles e Roma), dos quatro espanhóis ( Barcelona, Real Madrid, Atlético de Madrid e Valência) dos quatro portugueses (Porto, Benfica, Sporting e Boavista) para citar apenas alguns dos principais campeonatos.
No fundo curiosidades em volta deste título tão longamente perseguido pelo Arsenal e agora conquistado.
Depois Falamos.

Farol

Heidelberg, Alemanha

Cobra anel