sexta-feira, maio 15, 2026

Jornalismo?

Ao que parece um senhor cujo nome nem sequer sei é suspeito de vários crimes incluindo corrupção.
Não é, infelizmente, o primeiro nem será o último cidadão a ser alvo desse tipo de suspeitas que nuns casos se confirmam e noutros não.
Então onde está a diferença?
É que normalmente as pessoas identificam-se pelo nome, pelo cargo, pela profissão e naturalmente pelo número do seu cartão de cidadão que para o efeito deste texto não interessa.
Mas este senhor não é identificado dessas formas mas sim por um parentesco!
Por ser cunhado de um ministro.
Certamente é filho, neto, sobrinho, primo, etc, etc de várias outras pessoas mas o que interessa à comunicação social é o ser cunhado de um ministro.
Ao ponto de nas notícias sobre o caso aparecer muito mais a fotografia e o nome do ministro que  a fotografia e o nome do suspeito.
Sendo certo que o ministro nada tem a ver com assuntos em investigação. Rigorosamente nada!
Gostava de saber se é isto que os jornalistas aprendem nas escolas de jornalismo? 
Desconfio que não.
Isto aprendem nalgumas, não todas, sedes partidárias da oposição ao governo onde o "vale tudo " impera e por isso fazer parangonas com o termo corrupção e a foto do ministro é o que está a dar para tentar criar na opinião pública a ideia de que o suspeito de corrupção é o ministro e não o cunhado.
E isto faz-se, sem ponta de vergonha e de ética,  não em nome da verdade, não em nome do verdadeiro jornalismo, mas apenas na prossecução de estratégias de puro "bota abaixismo" que apenas serve para fragilizar a democracia e enfraquecer as instituições.
Que é precisamente a estratégia de alguns.
Desde os saudosos da União Soviética aos "flotilheiros" militantes.
Todos eles profusamente representados nas redacções dos orgãos de comunicação social diga-se de passagem.
De que este caso é apenas mais um exemplo.
Depois Falamos.

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