terça-feira, janeiro 13, 2026

Voto Útil

As sondagens valem o que valem, já se sabe, e esse é um argumento correntemente utilizado na análise das mesmas e muito em especial por aqueles a quem elas dão maus resultados.
Já se sabe que às vezes as sondagens falham, que por vezes os resultados de facto são diferentes daqueles para que elas apontavam, que a verdadeira sondagem é apenas nas eleições.
Mas se é verdade que as sondagens também falham é igualmente verdade que quando todas apontam no mesmo sentido isso alguma coisa há de querer dizer em termos de fiabilidade das mesmas.
E desde a sondagem diária da Pitagórica para a TVI, cujos resultados tem sido consistentes no sentido que apontam, quer na grande sondagem da Universidade Católica para a RTP é cada vez mais claro que a três dias do fim da campanha há apenas três candidatos com possibilidades de passarem á segunda volta.
André Ventura, António José Seguro e João Cotrim de Figueiredo.
E dos três apenas um  se posiciona na área do centro e da direita democrática que em legislativas é ocupado pela AD.
João Cotrim de Figueiredo.
André Ventura representa a direita radical, a extrema direita e uma franja diminuta da AD enquanto António José Seguro representa a esquerda socialista e na segunda volta, se lá chegar, terá o apoio da extrema esquerda totalitária e amiga de ditadores, ditaduras e terroristas representada por PCP, BE e Livre numa verdadeira ressurreição da malfadada geringonça.
O que significa, claro como a água, que se o enorme espaço do centro quiser estar presente na segunda volta e depois vencer as eleiçoes terá de concentrar o voto em Cotrim de Figueiredo para reforçar as suas hipóteses eleitorais.
Isso dificilmente acontecerá, já se sabe, mas se Luis Marques Mendes desistisse a favor de João Cotrim de Figueiredo isso garantiria a eleição de um presidente da área do centro e da direita democrática.
Como  aconteceu com Anibal Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa.
Isto pode parecer estranho a alguns, desagradar a outros, mas é o que politicamente faria (fará?) sentido numa lógica de eleger um moderado e evitar a eleição de um radical de direita ou de um socialista.
As coisa são o que são!
Depois Falamos.

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