
Na campanha eleitoral em curso tem vindo a ser correntemente utilizada, como argumento quiçá decisivo para decidir o sentido de votos dos indecios, a questão da experiência sugerindo-se que uns a tem e outros não.
Falácia.
Em termos de presidência da república , que é o cargo a que concorrem, a experiência é igual para todos ou seja nenhuma porque não se trata da possível reeleição de qualquer um deles mas sim, em todos os caso, de uma primeira eleição.
Em termos de cargos governativos quer Luís Marques Mendes quer António José Seguro já integraram governos mas foi há mais de vinte anos noutros tempos e noutros contextos.
E se a experiência governativa fosse decisiva para ser presidente da república quer Ramalho Eanes quer Jorge Sampaio nunca o teriam sido porque nunca integraram governos.
Experiência de membros do Conselho de Estado tem Luis Marques Mendes e André Ventura mas essa nada releva em termos de um exercício do poder presidencial.
Experiência de liderança partidária tem todos menos Henrique Gouveia e Melo porque todos eles já foram líderes dos respectivos partidos. Aliás André Ventura ainda o é.
Em suma não é pelo passado que se marcam as diferenças mas sim pelo que pensam sobre o futuro.
E aí creio que João Cotrim de Figueiredo tem sido o mais convincente e aquele que apresenta uma visão mais consistente e estruturada do que deve fazer um presidente da república perante os desafios internos externos que se põe ao país e por consequência também ao titular do cargo.
Nota: Obviamente que faço estas considerações em função dos cinco candidatos que podem passar à segunda volta porque com os outros seis, ressalvando o devido respeito aos que o merecem, nem vale a perder tempo.
Depois Falamos.
Sem comentários:
Enviar um comentário