
Quem me segue nas redes sociais ( Blogue "Depois Falamos" desde 2006, Twitter desde 2008 e Facebook desde 2009) sabe bem que nelas escrevi muitas dezenas de textos sobre Francisco Sá Carneiro que traduzem a minha admiração por esse fundador do PPD (depois PSD), pelo seu pensamento político, pelo seu exemplo de vida.
Li todos os seus livros, li praticamente todos os livros que sobre ele se escreveram, participei em comícios do PSD e da AD por ele presididos, tive o prazer e o orgulho de o cumprimentar antes de um comício do PPD em Guimarães em 1975.
Fui militante da JSD e do PSD entre 1975 e 2018, hoje já não o sou, mas Francisco Sá Carneiro é e será sempre a minha grande referência política.
E isso nada tendo a ver com filiação partidária tem tudo a ver com o tal pensamento político e exemplo de vida atrás referido.
Como eu seguramente milhares de portugueses que se reveêm nele sem serem filiados no partido que ele fundou.
Francisco Sà Carneiro é e sempre será a referência maior do PSD mas nunca será património exclusivo desse partido porque abrange um sector muito mais amplo da sociedade portuguesa que vai desde a direita democrática à esquerda não radical e que nele reconhecem para lá de fundador de um grande partido também um dos fundadores do regime democrático.
Tal como Mário Soares que é maior que o PS também Sá Carneiro é maior que o PSD.
Vem isto a propósito de uma polemicazinha desencadeada a partir do PSD ( até Cavaco Silva que admiro e defendo em tantas circunstâncias teve uma intervenção desastrada no assunto) porque três candidatos presidenciais, que não o apoiado pelo próprio partido, manifestaram admiração pela obra , pelo pensamento e pelo percurso de Sá Carneiro.
Mais propriamente Cotrim de Figueiredo, André Ventura e Gouveia e Melo.
E o PSD, o candidato do PSD e personalidades do PSD em vez de manifestarem a sua satisfação por tão grande abrangência da figura de Sá Carneiro, que vai da direita radical à esquerda moderada, reagiram negativamente querendo enclausura-lo dentro do partido e fechando a porta a todos quantos noutros partidos ou sendo cidadãos independentes reconhecem o papel que ele teve no Portugal democrático.
É um bocadinho provinciano, simplista e em bom rigor contrário ao que foi o exemplo político de Sá Carneiro, plasmado na sua célebre frase " primeiro Portugal, depois a democracia e só depois a social democracia", mas há tomadas de posição difíceis de entender fora de um âmbito eleitoral em que o que pareciam ser favas contadas afinal talvez não sejam.
O futuro o dirá.
Por mim "Sá Carneirista" assumido e convicto fico muito satisfeito por ver que essa figura maior da nossa democracia é cada vez mais abrangente e merecedora de apoios da direita à esquerda que mostram bem que quarenta e cinco anos depois do seu desaparecimento fisíco o seu pensamento, a sua visão para o país, a sua obra a e o seu exemplo continuam bem vivos.
Depois Falamos.
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