quarta-feira, janeiro 14, 2026

Gronelândia

A Gronelândia está ligada à coroa dinamarquesa desde 1380, é colonizada em permanência desde 1721 e faz parte integrante do Reino da Dinamarca desde 1953.
Em 1979 obteve um estatuto de autonomia interna criando o seu próprio Parlamento e em 2009 obteve o direito ao seu próprio governo e ao seu povo poder decidir sobre a sua independência no futuro.
Ou seja a Gronelândia é quase um país dentro de outro país.
Mantém o rei da Dinamarca como chefe de Estado, usa a coroa dinamarquesa como moeda e a Dinamarca é responsável pela Defesa e pela política externa.
Naturalmente que fazendo a Dinamarca parte da NATO isso também abrange a Gronelândia.
Tudo claro e tudo pacífico para toda a gente ao longo dos anos.
Até ao dia em que o novo "Pirata das Caraíbas" resolveu deitar a mão às imensas riquezas naturais do território.
Coisa que ainda não fez mas que ameaça fazer a qualquer momento sabendo que face ao poderio militar americano a Dinamarca não tem qualquer possibilidade de se defender e que a agressão a outro país da NATO vai ser o fim da organização para gaudio dos seus amigos Putin e Xi Jinping.
De repente o mundo voltou ao tempo dos piratas e da pirataria.
Depois do ataque da Rússia à Ucrânia aparece o filibusteiro Trump a querer saquear países em que há riquezas apeteciveis, como é o caso do petróleo da Venezuela e das riquezas naturais da Gronelândia, da mesma forma que os piratas ingleses dos séculos 17 e 18 atacavam as colónias portuguesas e espanholas na América e saqueavam os navios que traziam mercadorias valiosas para a Europa.
E se na Venezuela o pretexto de combate ros traficntes de droga ainda podia ter um pequeno fundo de verdade embora se percebesse desde logo que nõ passava de um...pretexto já a questão dos navios e submarinos russos em torno da Gronelândia que põe em causa a segurança dos EUA não passa de uma rotunda mentira de um dos maiores mentirosos que o mundo alguma vez conheceu.
Para o pirata Trump o direito internacional, os tratados com outros países, as alianças defensivas como a NATO são letra morta face à possibilidade de rapinar riquezas diversas para as grandes empresas americanas se tornarem ainda mais ricas e poderosas.
O mundo vive tempos perigosos e problemas para os quais não se vê solução adequada.
Porque o corsário que preside aos EUA é apenas a tradução de uma nova forma de pensar e de estar no mundo do seu próprio país e que se traduz por um "vale tudo" desde  que lhes interesse.
E isso vindo da maior potência militar do planeta é brutalmente preocupante.
Depois Falamos.

Nota: Em Portugal também há "Trumpteiros" (admiradores de Trump) que o consideram um génio e defendem tudo que ele diz e faz. Mesmo as mentiras, mesmo os crimes. Se um destes dias o pirata se lembrar que os Açores também são vitais para a segurança dos EUA sempre estou para ver o que esses "Trumpteiros" dirão...

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