terça-feira, janeiro 20, 2026

Companhias

Devo dizer que começa a tornar-se no mínimo irritante esta "União Nacional " do século 21 que se está a formar em torno da candidatura de António José Seguro. 
Que junta a velha geringonça, que já está lá toda, a pessoas de outras áreas políticas que sobre o pretexto ridículo de combaterem o radicalismo de André Ventura quase se atropelam na ânsia de aparecerem ao lado de quem acham que vai ganhar. 
E pretexto ridiculo porquê? 
Porque achar-se, ou no mínimo querer convencer os outros disso, que se combate o radicalismo ao lado do PCP, do BE, do Livre e de figurões como Pedro Nuno Santos, Augusto Santos Silva , Alexandra Leitão ou Ana Gomes é pura charlatanice e falta de respeito pela inteligência alheia. 
André Ventura tem seguramente, disso não duvido, laivos de radicalismo que afastam eleitores moderados. 
Mas faço-lhe a justiça de reconhecer que nunca o vi defender ou manifestar qualquer simpatia por Putin, por Maduro, por Fidel Castro , pelo regime da Coreia do Norte, pela barbárie medieval do Irão, ou pelos terroristas do Hamas. 
Sei bem que António José Seguro é um socialista moderado, um politico responsável e um europeísta convicto. 
Mas tem ter cuidado com as companhias. 
Sob pena de o velho provérbio "diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és" poder vir a prejudicar o seu resultado. 
E isso aplica-se na integra a todos os apoiantes que lhe apareceram depois da noite de domingo. 
Da extrema esquerda à direita.
Depois Falamos.

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