
A média de assistências e percentagem de ocupação dos estádios no final da primeira volta do campeonato não traz novidades.
O Benfica sendo o maior clube em número de adeptos e possuindo o estádio com maior lotação comanda destacado sendo seguido a razoável distância por Porto e Sporting com números praticamente idênticos e que traduzem também algum equilíbrio competitivo entre ambos.
Depois o Vitória, quarto clube nestas matérias há muitas décadas a esta parte, seguido pelo Sporting de Braga também a razoável distância e com estes dois clubes se esgota o número daqueles que tem assistências "decentes" para um campeonato de primeira liga.
Porque daí para baixo, com alguma tolerância pelo Gil Vicente, de Famalicão até AFS as médias de assistências são simplesmente deploráveis e demonstram bem que em Portugal há tão poucos verdadeiros adeptos dos clubes das suas terras e muitos adeptos das vitórias ou seja dos três clubes que ganham mais vezes.
Este gráfico tem ainda a curiosidade de se constatar que a seguir aos tais três clubes que ganham mais vezes ( algumas delas sabe-se bem como...) aparecem os cinco clubes do Minho e só depois todos os outros.
Mas a interrogação que fica é mesmo como podem disputar um campeonato de primeira divisão clubes cuja média de assistência é inferior a cinco mil espectadores com o tudo que isso significa em termos de escassez das mais diversas receitas das cotas aos lugares anuais passando por bilhetes para jogos e merchandising.
E não é a negociacão centralizada dos direitos televisivos que vai resolver esse problema.
Pelo menos no curto prazo.
Porque quem tem números destes não pode acalentar grandes expectativas.
Depois Falamos.
Sem comentários:
Enviar um comentário