
Há frases que clarificam.
Esta de Henrique Gouveia e Melo por exemplo.
Numa candidatura que é uma espécie de geringonça presidencial com apoiantes vindos da direita à extrema esquerda, mas daí não vem mal ao mundo porque a eleição presidencial não é uma eleição partidária como as legislativas ou europeias e por isso o que conta são as ideias e posicionamentos dos candidatos, é particularmente importante saber-se o que pensam os candidatos sobre o país, sobre as funções que vão exercer e sobre o modo como as tencionam exercer.
Gouveia e Melo tem como modelo Mário Soares.
Está no seu direito mas não lhe gabo o gosto.
Porque a interpretação que Soares fez dos seus mandatos, e muito em especial do segundo, foi no sentido de liderar a oposiçaõ ao governo, de o destabilizar tanto quanto pôde, de promover presidências abertas para exibir problemas que causassem embaraços ao governo, e organizar jantares conspirativos em que insinuava a possibilidade de dissolver o parlamento, tudo para fragilizar um governo saído da maior maioria parlamentar de sempre.
Refiro-me como é evidente ao terceiro governo de Aníbal Cavaco Silva resultante da enorme vitória eleitoral de 1991.
É pois esse o modelo presidencial de Gouveia e Melo.
Estamos esclarecidos.
E é óbvio que todos quantos apoiaram os governos de Cavaco Silva jamais poderão votar num candidato cujo modelo é um presidente que fez da oposição ao governo a razão de ser do seu segundo mandato.
A coerência ainda há de valer alguma coisa para muita gente. Tal como a estabilidade.
E depois do "original" era só o que mais faltava termos de levar com a "cópia".
Como diria o próprio Cavaco Silva "...safa,safa..." !
Depois Falamos.
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