
Se há coisa a quem qualquer seguidor minimamente atento da realdiade política está habituado é que Aníbal Cavaco Silva não fala por acaso antes pelo contrário escolhe cirurgicamente as oportunidades de se pronunciar.
Foi assim como primeiro ministro e presidente da república foi e é assim enquanto cidadão conhecedor profundo da realidade do país.
Goste-se ou não é a sua forma de ser e não é aos 86 anos que vai mudar.
Esta sua última intervenção através d eum artigo no Expresso tem dois focos distintos.
Num apela ao governo que faça reformas, refere a urgências das mesmas, salienta que o dinheiro tem um preço e que portanto o rigor e a competência tem de ser traves mestras da actuação governamental para que Portugal não volte a cair em problemas muito sérios.
Curiosamente uma intervenção com muios pontos comuns com intervenções recentes de Pedro Passos Coelho mas, mais curiosamente ainda, sem despertar o mal estar no PSD que as de Passos despertaram recentemente.
Talvez porque aos 86 anos toda a gente saiba que não voltará a ser candidato a líder do partido!
O segundo foco do artigo prende-se com as críticas a Chega e a PS que Cavco acusa de quererem bloquear as reformas necessárias.
Mas as criticas ao PS são diluidas na violência com que ataca o Chega ,que retrata como um partido indesejável e um parceiro nada fiável, criticando-o de forma parecida com as criticas que periodicamente PCP, BE, Livre e até PS fazem a esse partido.
Num momento em que PSD e Chega procuram consensos em torno de vários assuntos como, por exemplo, a indicação de juizes para o Tribunal Constitucional este ataque de Cavaco não acontece por acaso nem por alguma infeliz coincidência.
Com Cavaco Silva nunca há coincdências!
Creio que é difícil não interpretar estas palavras como uma tentativa de "obrigar" o PSD a não fazer acordo com o Chega e manter o PS como parceiro preferencial.
O futuro dirá se era essa a intenção de Cavaco Silva.
Por mim partilho por inteiro a sua opinião quanto às reformas mas já não o sigo na questão de fechar a porta ao Chega porque um governo minoritário tem de saber dialogar à direita e á esquerda de forma a não ficar nunca nas mãos de ninguém.
E nessa matéria creio que Luís Montengro tem gerido o assunto com a sensatez e a habilidade necessárias a levar nau a bom porto.
Também aí apenas o futuro dirá se o conseguiu.
Depois Falamos.
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