quinta-feira, março 19, 2026

Luís & Pedro

Tenho estima e consideração pessoal por Pedro Passos Coelho e por Luís Montenegro.
Conheço-os há muitos anos, ao Pedro ainda do tempo da JSD e ao Luís desde que em 2002 chegou ao Parlamento, sei das suas( de ambos) muitas qualidades e também de alguns dos seus defeitos.
A consideração e a estima não aumentaram em relação a um por ser agora líder do PSD e primeiro ministro nem diminuiram em relação ao outro por terem deixado de o ser alguns anos atrás.
Era o que mais faltava!
Apreciei muito, e com orgulho devo dizê-lo, a forma como fizeram uma equipa perfeita entre 2011 e 2015 o Pedro como primeiro ministro e o Luís como líder parlamentar durante uma legislatura difícílima e em que tão bem souberam defender os interesses de Portugal.
E assim continuaram no grupo parlamentar entre 2015 e 2017 depois de terem ganho eleições e uma certa geringonça os ter impedido de continuarem a governar como era vontade dos portugueses.
Depois o Pedro deixou a liderança do PSD e o Luís deixou o parlamento e ambos foram trabalhar fora do universo político como é comum a quem tem vida profissional independente da vida política e partidária.
A história de lá para cá é conhecida.
Hoje o Luís é líder do PSD e primeiro ministro e o Pedro vai pontualmente dando as suas opiniões sobre o país e sobre a política como é seu direito ( é, aliás direito de qualquer cidadão num país livre) e dentro da sua forma de ser e estar que é de todos bem conhecida.
O Pedro apoiou o Luís nas legislativas de 2024 aparecendo nalgumas iniciativas de campanha e depois regressou ao "anonimato" do qual tem pontualmente saído para intervir quando lhe  lhe parece oportuno e adequado com a legitimidade acrescida de ser perfeitamente conhecedor das matérias sobre as quais se pronuncia.
A verdade é que nos últimos tempos algumas das opiniões do Pedro não tem sido bem aceites pelo Luís ( ou , se calhar, pelos seus mais próximos) e criou-se um ambiente entre ambos que nem é agradável de ver nem corresponde, acredito nisso, aquilo que é de facto a vontade dos dois.
O que levou o Luís a antecipar as directas do partido e implicitamente a convidar o Pedro a ir a jogo e o Pedro a declarar que não seria candidato e a aconselhar o Luís a preocupar-se é com a governação do país.
E o assunto devia ter ficado por aí. Mas não ficou.
Porque o Pedro calou-se, o Luís, que se saiba, também mas apoiantes do segundo parece persistirem em agravarem as divegências e a separação entre ambos em vez de convergirem numa tentativa de resolver o problema e terem o Luís e o Pedro novamente juntos como é do interesse do PSD e do país!
No que foram prontamente secundados por aquelas "claques" partidárias sempre prontas a defenderem até á morte quem está nem que para isso seja preciso excomungarem quem esteve.
Não é fenómeno novo no PSD nem vale a pena perder tempo com essas "claques" porque como hoje negam Pedro amanhã negarão Luís bastando para isso que ele deixe de ser líder do partido.
Pessoalmente, não sendo militante mas sendo eleitor do PSD/AD, a minha posição é muito simples.
Apoio e apoiarei o Luís  como primeiro ministro e estou certo que ele , se o deixarem, levará Portugal para um futuro melhor que o presente.
Mas fico igualmente satisfeito por saber que se por qualquer razão não conseguir (convém não esquecer que não tem maioria no parlamento) e tiver de deixar os cargos que ocupa então o PSD e o país podem contar com o Pedro  como uma "reserva da República" prestigiada, credível e experiente e da qual Portugal pode esperar sempre o melhor.
É tudo tão simples quando não se quer complicar!
Depois Falamos.

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