
Conheci Nuno Morais Sarmento num congresso da JSD em 1986. Em Tróia.
Depois pela vida politica fora fomos-nos encontrando aqui e ali, geralmente em congressos do PSD, e fomos mantendo contacto embora distanciado.
Entre 2000 e 2002, ele como vice presidente e eu como secretário-geral adjunto estreitamos os contactos porque nos encontrávamos quase todos os dias na sede nacional do PSD e tínhamos múltiplos assuntos partidários em comum.
Depois, ele como ministro da presidência e eu como governador civil de Braga, falamos várias vezes sobre assuntos do governo relativos ao distrito.
Depois disso voltamos a contactos esporádicos, sempre em congressos do PSD, onde havia sempre tempo para dois dedos de conversa.
Há muitos anos, mais de dez seguramente, que não via o Nuno Morais Sarmento.
Acompanhei à distância a degradação do seu estado de saúde, que há muito apontava para este desfecho, e amigos comuns deram-me conhecimento da extraordinária coragem com que enfrentou a doença. Terminou hoje o sofrimento mas também desapareceu um dos mais brilhantes políticos da sua geração e um jurista de excelência.
Nuno Morais Sarmento fará muita falta ao PSD e a Portugal.
Foi um príncipe que nunca quis ser rei.
E até nisso se fica com a noção da sua grandeza.
Que descanse em paz.
Depois Falamos.
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