
Vivem-se hoje tempos em que ganhar é o objectivo maior e dos que perdem não reza a História.
Mas nem sempre foi assim e muito em especial no mundo do desporto onde por vezes é mais forte a memória dos que perderam do que a deixada pelos vencedores.
Johan Cruyff foi um dos maiores jogadores (e treinadores também) da História do futebol e o grande líder da inesquecível Holanda de 1974 conhecida como a laranja mecânica.
Que embora derrotada na final foi a vencedora moral do Mundial desse ano tal a qualidade do seu futebol.
O mesmo aconteceu com o Brasil de 1982.
O Brasil de Zico, Falcão, Sócrates, Cerezzo e mais uma quantidade de enormes jogadores (excepto o "frangueiro" Valdir Peres e o desajeitado Serginho ) que foram derrotados nos quartos de final por uma Itália cínica numa tarde perfeita de Paolo Rossi.
Os italianos viriam a ganhar a prova mas quando se fala do Mundial de 1982 fala-se do Brasil e do seu espectacular futebol.
Ou seja nem sempre perder significa ser derrotado.
Pode apenas significar ter razão no tempo errado.
Depois Falamos.

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