
Creio que ninguém de boa fé pode considerar que neste mural o partido Chega seja alvo de algum tipo de sectarismo ou de atitudes persecutórias.
Bem pelo contrário, e embora não seja o meu partido, tenho defendido algumas das suas posições que considero adequadas e combatido algumas discriminações que contra ele são feitas.
Dito isto há dizer o seguinte sobre o que se passou esta semana no parlamento entre o lider e a bancada do Chega por um lado e a Presidente, em exercício, da Mesa do Parlamento Teresa Morais por outro. Em primeiro lugar considero a dra Teresa Morais, que conheço pessoalmente e de quem fui colega naquele mesmo parlamento, uma deputada de excelência, uma jurista reputada e uma Senhora em todas as acepções do termo.
Pelo que repudio totalmente as atitudes da bancada do Chega perante ela que são indignas de um parlamento democrático e de gente civilizada mais parecendo aquela forma de proceder uma exaltação de taberna a altas horas da noite.
É inaceitável o abandono do hemiciclo, é inaceitável a forma como vários deputados se dirigiram à presidente parecendo adeptos de futebol a vaiarem um árbitro, é totalmente inaceitável um deputado que é secretário da mesa abandonar a mesma para se vir juntar à "claque" na vaia.
O segundo partido parlamentar, que mereceu a confiança eleitoral de 1.437.881 portugueses , não pode comportar-se assim.
Não só pela falta de respeito ao próprio Parlamento mas também a quem neles votou.
Depois os incidentes propriamente ditos encerram uma ironia.
Porque em ambos se pode constatar que o Chega tem alguma razão.
No primeiro porque ter tempo disponível para intervir não impede a figura regimental da interpelação à Mesa desde que seja uma verdeira interpelação e não um subterfugio para aumentar o tempo de intervenção no debate político.
No segundo porque de facto a quem preside à Mesa não compete comentar as intervenções dos deputados nem participar, seja de que forma for no debate dos temas, mas sim dirigir os trabalhos de forma isenta e apartidária.
E aí Teresa Morais, do meu ponto de vista, extravasou as suas competências.
Mas não há razão, ainda que parcial, que possa ser sustentada por atitudes de falta de educação e de respeito como as vistas no Parlamento por total responsabilidade dos deputados do Chega.
Talvez aquela forma de proceder agrade aos eleitores mais radicais do partido, aqueles que acham que vale tudo para conquista do poder, mas seguramente que desagrada à maioria dos que nele votam mais que não seja por questões de urbanidade e de respeito pela casa da democracia.
O que face ao repetir de situaçoes deste género acabará por os afastar do partido.
Mas esse é um problema do Chega com o qual o país pode bem.
Muito bem até!
Depois Falamos.
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