segunda-feira, março 09, 2026

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António José Seguro iniciou hoje as suas funções como Presidente da República.
Não votei nele mas desejo obviamente que desempenhe bem o cargo e dê ao mandato o prestígio e a dignidade merecidas e que o antecessor nem sempre soube fazer cumprir.
Gostei do seu discurso na tomada de posse, moderado e abrangente, transmitindo uma mensagem clara de que não está ali para criar problemas e o desejo de que o país aproveite agora estes três anos sem eleições ( só não percebe essa mensagem quem não quiser) para em estabilidade se desenvolver e levar a cabo reformas que não são adiáveis.
Começou bem e esse é um sinal que permite algum optimismo moderado.
A sessão de tomada de posse em si foi interessante com a presença do Rei de Espanha e dos Chefes de Estado de Moçambique, Angola, Timor Leste , Cabo Verde e S.Tomé e Princípe tendo apenas faltado, por razões bem compreensíveis, o da Guiné no que toca a PALOPs e também o do Brasil em termos de CPLP.
Já no que toca à política interna há algumas curiosidades a destacar.
Ex presidentes apenas Aníbal Cavaco Silva marcou presença enquanto no que toca a ex primeiros ministros apenas o mesmo Cavaco Silva e Pedro Santana Lopes ambos do PSD.
No que toca a ex primeiros ministro do PS  António Guterres não esteve, o que se compreende perfeitamente dadas as suas funções na ONU e António Costa também não porque era o último lugar em que gostaria de estar no dia de hoje enquanto José Sócrates desconfio que nem convidado tenha sido.
Mas a maior curiosidade está mesmo nos ex presidentes do parlamento.
Assunção Esteves e João Bosco Mot Amaral , do PSD, marcaram presença mas dos ex presidentes socialistas nem um para amostra.
Jaime Gama, Ferro Rodrigues e Augusto Santos Silva primaram por uma ausência apenas explicável pela azia (pelo menos os dois últimos) de verem Seguro em Belém.
O que comprova que nunca um presidente tendo sido eleito com tantos votos como António José Seguro também nunca o foi com tão pouco apoio do próprio partido.
O que seguramente não o incomodará e até lhe dará uma maior abrangência no exercício do cargo.
Depois Falamos.

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