quinta-feira, dezembro 04, 2008

4 de Dezembro

Imagem: www.psd.pt

28 anos depois continua por saber toda a verdade sobre Camarate.
Pese embora a sabedoria popular,logo no dia,não tivesse a minima duvida que se tratara de um atentado.
É também essa a minha convicção.
Sempre foi.
E o muito que tenho lido sobre o assunto,nomeadamente quando integrei uma das comissões parlamentares de inquérito,só reforça essa convicção.
O lider morreu em Camarate mas ficou a obra e o exemplo.
Do político e do Homem.
E esse é um património a que o PSD deve recorrer sempre nos seus momentos mais dificeis.
Como o actual.
Depois Falamos

Coitadinho do SLB



Imagem:http://pfrcartaxo.blogspot.com

Publiquei hoje no Correio do Minho este artigo

Coitadinho do SLB

No passado fim de semana um “certo” Portugal desportivo preparava-se para entrar em festa.
O Portugal dos jornalistas e comentadores tendenciosos, o Portugal daqueles que são pelos que ganham mais vezes apenas porque…ganham mais vezes, o Portugal que vê na vitória dos outros o consolo para a incapacidade de assumir e valorizar o que é seu.
Mas também o Portugal dos três diários desportivos , o Portugal do “Dia Seguinte” e do “Trio de Ataque”, o Portugal que vive a três cores (especialmente a vermelha), o Portugal que mete futebol em todos os telejornais de todas as televisões.
Mas então a que se devia essa anunciada festa, provavelmente só comparável ao Euro 2004 ou á Expo 98, que ia trazer milhões de portugueses para a rua ?
Simplesmente , anunciavam os entendidos e assumiam os seis milhões, o Benfica ia chegar á liderança da Liga sagres.
Á décima jornada e ultrapassando o Leixões !
Não ganhá-la, bem entendido, mas apenas após três anos e meio em que o sol brilhou menos, a inflacção cresceu e Portugal entristeceu, ia assumir a liderança de um campeonato que nos últimos quinze anos ganhou apenas duas vezes.
Esse Portugal, os seis milhões, as casas do Benfica em todo o país preparavam-se para mergulhar numa verdadeira histeria, aliás bem maior do que a alegria do “modesto” Leixões meritório líder de uma prova que nunca tinha liderado.
Azar !
Esqueceram-se de avisar o Setúbal e subestimaram Quim.
Os sadinos, não se achando na necessidade de prestar vassalagem, jogaram uma bela partida de futebol, fizeram o seu trabalho e mereceram o resultado.
Quim, com mais um “frango”, ajudou a estragar a festa anunciada.
Coitadinho do SLB que lá ficou mais uma semana atrás do Leixões e vendo nos retrovisores a perigosa aproximação de Porto e Sporting.
Tudo isto para realçar a pobreza intelectual com que alguns fazem jornalismo neste país.
Transformando uma possível alteração classificativa, á décima jornada, num facto a merecer amplo destaque na cobertura noticiosa do Benfica-Setúbal e em todos os comentários produzidos entre o empate do Leixões com a Naval e a partida no estádio da Luz.
Como se o Setúbal não existisse e a crise financeira global fosse resolvida pela ascenção do SLB á liderança do campeonato.
É contra este estado de coisas que aqueles que acreditam “noutro” futebol, noutra verdade desportiva, noutra igualdade de tratamento dos clubes por parte da generalidade da comunicação social, tem de se bater.
Mas não nos iludamos ; a primeira “guerra” a ganhar é uma guerra interna .
A guerra de os principais clubes “alternativos” terem dirigentes á altura das responsabilidades e dos desígnios históricos das colectividades.
Dirigentes que não tenham simpatias pelos chamados grandes, dirigentes que não lhes prestem vassalagem, dirigentes que não misturem negócios das suas empresas com os interesses dos seus clubes, dirigentes que não se prestem a papeis menores em troco de cinco minutos de fama e luzes da ribalta.
E esse é um desafio que não pode ser mais adiado.
Sob pena de daqui a cinquenta anos os que por cá andarem continuarem a falar do mesmo que aqui hoje se falou.

BOLA CHEIA
Ronaldo
A conquista por Cristiano Ronaldo da Bola de Ouro, que junta á Bota de Ouro, e a previsível escolha por parte da Fifa como Melhor jogador mundial do ano é um facto extraordinariamente positivo para o futebol português.
Que vê consagrar um dos seus como o melhor do mundo no desporto mais mediático do planeta.
Que sirva de incentivo para os clubes apostarem nos jovens talentos nacionais.

BOLA VAZIA
Rui Costa
Soube construir como jogador uma excelente imagem em termos de opinião pública.
Porque foi um executante de eleição, sem dúvida, mas também porque soube afirmar-se como um cavalheiro.
Como dirigente do Benfica, infelizmente, começa a estragar essa imagem envolvendo-se em polémicas inúteis com as arbitragens.
Tome como exemplo a Quique Flores, e não a Luís Filipe Vieira, e pode ser que ainda vá a tempo de ser como dirigente o que foi como jogador.
Um exemplo.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Trapalhada ?


A história,que aliás corre toda a imprensa,conta-se em poucas palavras.
A direcção do PSD tinha convidado o Professor António Sampaio e Mello para dirigir o gabinete de estudos do partido e preparar o programa de governo para 2009.
Desconhecido nos meandros partidários,Sampaio e Mello foi visto como um exemplo da abertura do PSD aos bons quadros que por esta ou aquela razão se encontram afastados da política.
Esta semana demitiu-se.
Apressadamente os responsáveis pela comunicação do partido vieram dizer (olha se era a Cunha Vaz...) que tal se devia a um convite para regressar aos Estados Unidos onde tinha colaborado na campanha de Barak Obama e se iria radicar em termos profissionais.
Não era verdade.
Foi o próprio Sampaio e Mello quem veio pôr tudo em pratos limpos esclarecendo que se tinha demitido face ás "dificuldades internas do PSD"(sic),que não ia regressar aos EUA e que só abandonava o gabinete de estudos devido ás tais dificuldades inultrapassáveis que o impediam de fazer um trabalho com a exigência que considerava necessária.
De forma polida e educada não quis entrar em mais pormenores embora se tenha percebido que alguns desses problemas radicavam na falta de meios.
Noutros tempos a isto se chamaria uma verdadeira trapalhada.
E agora que se lhe pode chamar ?
Depois Falamos

Londres

Castor



Foto:National Geographic

domingo, novembro 30, 2008

A Vitória Certa


A vitória de Pedro Rodrigues no congresso da JSD tem um significado politico que não pode,nem deve,ser ignorado.
É,desde logo,a consagração de uma liderança e o reconhecimento de um trabalho feito em circunstâncias dificeis.
Dificeis,ente outras razões,porque a JSD tem vindo a perder peso institucional (em 1999 tinha catorze deputados e actualmente tem...um)e porque o actual lider no decorrer da sua liderança já vai no terceiro presidente do PSD !
Quer queiramos quer não,e com todo o respeito pela autonomia da orgasnização,cria sempre alguma dificuldade mais que não seja na articulação de estratégias.
Mas a vitória de Pedro Rodrigues foi também um claro sinal de rejeição,dado pelos congressistas, aqueles ex dirigentes da JSD que tem dificuldade em interiorizarem que tendo mais de 30 anos não deve imiscuir-se na vida interna da organização.
Eu sei,e compreendo,que á falta de peso político noutros quadrantes dá sempre jeito fazer passar a ideia que ainda se controla a organização de juventude.
Enganaram-se.
Já não controlam.
Finalmente,e é uma consequência que não me desagrada,a vitória dele representa também a derrota daqueles que no distrito de Braga (que é o meu e também do Pedro Rodrigues)entendem que "vale tudo" para aingirem os seus fins e defenderem os seus interesses.
Não vale !
Está feita a prova.
E não me refiro exclusivamente á JSD.
Bem pelo contrário.
Depois Falamos

quinta-feira, novembro 27, 2008

Leio e (Não) Pasmo...





A 1 de Novembro de 2008
PSD/Braga reafirma lealdade a Manuela Ferreira Leite

A Distrital de Braga do PSD reafirmou, hoje, em comunicado, o seu apoio a Manuela Ferreira Leite, desmentindo o que considera ser «notícias especulativas, falaciosas e mal intencionadas» sobre a sua participação na procura de um novo líder.
O documento, subscrito pelo presidente da Comissão Política Distrital, Virgílio Costa, garante que o organismo «não tem qualquer envolvimento político ou de outra natureza que não seja de celebração e empenho da sua actual liderança».
O comunicado surge após notícias surgidas na comunicação social nacional e local dando conta de que as distritais de Braga, Porto e Faro estariam a preparar uma alternativa à líder do PSD, Manuela Ferreira Leite.
O PSD/Braga garante, «como sempre», a lealdade do órgão a que preside para com a direcção actual do partido, e a sua «disponibilidade total para participar activamente em todos os desafios políticos e eleitorais que se colocam ao PSD e a Portugal».
Diário Digital / Lusa
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=356876

A 27 de Novembro de 2008
PSD/Braga critica liderança de Manuela Ferreira Leite

A Comissão Permanente da Distrital de Braga do PSD vai convocar um plenário de militantes para debater a liderança de Manuela Ferreira Leite e a possibilidade de convocação de um congresso extraordinário, disse hoje à Lusa fonte partidária.
Segundo Miguel Moreira, da Comissão Permanente, o plenário, a realizar em Dezembro, debaterá, também, um eventual pedido a Marcelo Rebelo de Sousa para que se candidate à liderança do partido.
«Há outros nomes em cima da mesa, mas o do professor é prioritário», afirmou.
O dirigente partidário, que integra a Concelhia de Esposende, revelou que os seis membros da Comissão Permanente concluíram, depois de um debate interno de três dias, que o partido, sob a liderança de Ferreira Leite, se encontra «no marasmo».
«É necessário encontrar uma alternativa credível e que seja capaz de levar o PSD à vitória nas próximas eleições legislativas», afirmou o dirigente social-democrata.
Miguel Moreira adiantou que, para além do plenário de militantes, a Distrital vai convocar as secções concelhias e o Conselho Geral do partido, no distrito.
Contactado pela Lusa, o presidente da Comissão Política Distrital de Braga, Virgílio Costa confirmou a realização das reuniões da Comissão Permanente, bem como a decisão de convocar «de urgência» todos os órgãos distritais do partido.
Instado a comentar a possibilidade do PSD/Braga pedir a realização de um Congresso Extraordinário para demitir a actual líder, Virgílio Costa escusou-se a comentar o assunto.
Admitiu, apenas, que «a distrital de Braga tem especiais responsabilidades no distrito e no país».
«Como sempre, com discrição e firmeza, agirá no tempo certo e da forma que melhor sirva o país e o partido», frisou.
Diário Digital / Lusa
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=361059

Comentários para quê ?
Depois Falamos

A Nossa Selecção ?



Publiquei hoje,no Correio do Minho,este artigo

A NOSSA SELECÇÃO ?

Não vou escrever nem uma linha sobre os últimos jogos da nossa selecção, em Braga e no Brasil, nem sobre o quanto eles desiludiram toda a legião de adeptos da equipa de todos nós.
Já basta o que basta nomeadamente nas oscilações entre oito e oitenta ou, na imortal teorização de Cândido de Oliveira, na rapidez com que em Portugal se passa de bestial a besta.
Há um assunto que me parece bem mais interessante e que é o da utilização de jogadores naturalizados na selecção nacional.
Depois de uma ou duas experiências num passado mais remoto, e que não deixou tradição, a questão volta a pôr-se com especial acuidade devido a dois factores.
Em primeiro lugar devido ao precedente aberto com as naturalizações de Deco e Pepe e a sua frequente utilização na selecção nacional.
Em segundo lugar com as pressões que vem aumentando para que o mesmo aconteça com Liedson (mais) e Paulo Assunção.
Devo dizer que sou completamente contra esta moda de á custa de naturalizações querer acrescentar mais valia á selecção nacional.
Posição que nada tem a ver com xenofobia, má vontade ou qualquer tipo de preconceito contra quem quer que seja.
Deco é um excepcional futebolista que muito tem dado á selecção e os outros três embora de bitola inferior são também futebolistas de alta qualidade.
A questão não está aí.
Está no facto de considerar que a selecção de Portugal deve ser constituída por portugueses, nascidos em Portugal ou filhos de pais portugueses e que representem ao seu melhor o real valor do nosso futebol.
Se por absurdo fosse possível naturalizar Messi, Káká, Lampard, Drogba e Ibrahimovic, por exemplo, e pô-los a jogar por Portugal teríamos certamente uma selecção fortíssima mas representaria ela o real valor do nosso futebol?
Se amanha um qualquer Dubai, Catar, Bahrein, Arábia Saudita contratar umas dezenas de jovens brasileiros, argentinos,ingleses, portugueses , alemães e os naturalizar construirá seguramente uma grande equipa mas que nada terá a ver com a realidade futebolística desses países.
Hoje, por força das conjunturas várias que também atingem o nosso futebol, é evidente que a grande tábua de salvação/sobrevivência dos nossos clubes está na formação.
O nosso futebol tem de ser essencialmente exportador.
A que realidade assistimos ?
Os nossos jovens vão fazendo excelentes figuras nas selecções das respectivas categorias, vão a fases finais, ganham competições e depois apenas uma ínfima parte deles alcança as principais equipas incluindo as dos clubes onde se formaram.
Porquê?
Porque muito simplesmente tem os lugares tapados por futebolistas estrangeiros que á custa da “Lei Bosman” e das duplas nacionalidades enxameiam os planteis dos clubes das Ligas profissionais.
Sem que muitas vezes demonstrem qualidade que o justifique ou, até, sejam melhores que os jovens futebolistas portugueses.
Se, fruto destas modas mais recentes (e que noutras modalidades atingem foros preocupantes) até a selecção nacional for permeável á entrada de estrangeiros naturalizados qualquer dia no onze nacional jogam nove brasileiros mais o Ronaldo e o Ricardo Carvalho.
Exagero?
Verão que não.
Agora fala-se do Liedson e do Assunção.
Amanha, quando toda a gente incluindo Queiroz perceber que Quim não é guarda-redes á altura de uma baliza que foi de Bento, Damas ou Vítor Baia vai pôr-se a questão do guarda-redes.
E é mais fácil ir buscar um qualquer brasileiro do que apostar em bons valores portugueses como Eduardo, Beto, Moreira ou Rui Patrício.
Porque infelizmente a margem de tolerância para quem vem de fora é sempre muito maior do que para quem é da casa.
E depois há outro factor a ter em linha de conta:
A selecção para nós, adeptos, é uma questão de afectividade.
É a equipa de todos nós, o “Clube Portugal”, onde jogaram todos os grandes vultos que povoam a nossa memória e que nos tem dado grandes momentos de exaltação e unidade nacional.
Para os dirigentes dos clubes, empresários e afins pode também ser isso mas é essencialmente uma excelente montra para colocar “produtos” que proporcionam excelentes negócios.
E é em nome dos negócios, precisamente, que temo o fim da selecção nacional como sempre a conhecemos.
A equipa onde tem a honra de actuar os melhores jogadores portugueses.

BOLA CHEIA
Leixões
Com um terço do campeonato decorrido a equipa de Matosinhos continua a assinar um percurso meritório na Liga Sagres.
Bem orientada, composta por um núcleo de jogadores muito interessante, tem ainda espaço para a afirmação de bons valores como Beto, Wesley e Braga.
Num campeonato qualitativamente pobre tem condições para ser um dos melhores.

BOLA VAZIA
Vitória e Braga
Nos antípodas do Leixões os grandes rivais do Minho, e as duas equipas com mais condições para disputarem o poleiro dos que sabemos, tem vindo a fazer provas muito abaixo das expectativas.
O Vitória por óbvias carências de plantel e o Braga, ele sim com excelente plantel, não tem sabido no plano interno corresponder á boa prestação europeia.
Ainda vão a tempo de corrigir o percurso, é certo, mas para já estão a desiludir.

quarta-feira, novembro 26, 2008

Dias Assim...


Foto:www.rtp.pt

Não conheço de perto Dias Loureiro.
Fomos colegas na Assembleia da República,cruzamo-nos várias vezes na sede do PSD noutros tempos,mas não tenho com ele nenhum tipo de proximidade que não seja a normal cordialidade entre companheiros de partido que partilharam causas.
Estou pois perfeitamente á vontade para dizer o seguinte:
Tenho dele a imagem de um homem inteligente,sensato, prudente nas atitudes e extremo rigor pessoal.
Não sei,nem tenho que saber,até que ponto esteve envolvido na gestão da SLN/BPN e em que altura exacta abandonou as funções executivas que detinha.
Mas não tenho nenhuma razão para duvidar do que ele diz e da tranquilidade com que se posiciona perante o assunto.
Neste país já existiram demasiadas pessoas trucidadas pela pressão mediática,pelos pregadores de moral e ética para os outros,pela inveja e mesquinhice de quem não suporta ver alguém ter sucesso na vida.
Dias Loureiro exerceu vários cargos politicos (deputado,governador civil,ministro,secretário geral do PSD,Presidente da mesa do congresso,etc)e em todos eles soube afirmar uma marca própria,um estilo de actuação,uma seriedade inatácável.
Como militante do PSD,mas também como cidadão,estou profundamente solidário com Manuel Dias Loureiro.
Acho lamentável que com base em suposições,especulaçoes jornalisticas e a "espuma" resultantes destes casos mediáticos,se venha já falar de demissões, de "desapego" a cargos, de incómodos causados a um terceiro que por acaso nem se queixou.
Gostaria nesta matéria de ver o meu partido,que é também o de Dias Loureiro,unido e solidário com um militante que muito lhe tem dado.
E a não contribuir para a tentativa de "linchamento" público que a máquina de propaganda do PS tão bem tem alimentado.
Depois Falamos

terça-feira, novembro 25, 2008

Alasca

Somos (mesmo) Únicos.


Foto: http://paixaovitoriana.blogspot.com

Um destes dias fui visitar uma pessoa de familia que reside num Lar de 3ª idade.
Encontrei-a na sala de convivio ,na companhia de outros residentes, vendo atentamente na Sporttv o jogo de voleibol entre o Vitória e o Maritimo.
Quase tudo senhoras,apenas estava lá um homem,e de uma geração(todas com mais de 70 anos) que pouco ou nada tem a ver com a prática desportiva ou o interesse pelo desporto(voleibol) própriamente dito.
Achei piada.
E perguntei a uma das assistentes se elas estavam a ver o jogo por opção ou apenas porque alguém tinha posto naquele canal desportivo.
A resposta foi esclarecedora.
As senhoras,de facto,não percebiam nada de voleibol.
Mas como estava a jogar o Vitória gostavam de ver.
E ficavam contentes se o seu clube ganhava.
Depois digam lá que nós ,vitorianos e vitorianas ,não somos únicos.
Depois Falamos

segunda-feira, novembro 24, 2008

Japão


A Portela lá do sitio.
Onde,porém,não se discutem "Otas".
Maneira de ver as coisas.
Depois Falamos

1,2,3,4,5...


O PSD tem uma lider eleita para um mandato de dois anos.
Até aí estamos todos de acordo.
Mas depois lemos jornais e vemos televisão.
E a que assistimos ?
Pedro Passos Coelho anda no "circuito da vitela assada"e promove movimento de ideias.
Um.
Nuno Morais Sarmento dá entrevistas em que"...nao sei,pois ...talvez um dia..quem sabe..."
Dois.
Marcelo Rebelo de Sousa afirma que não é provável que Cristo volte a descer á Terra,muito menos antes de 2009 ,mas que nunca se sabe.
Três.
Rui Rio afirma ,numa cerimónia com bombeiros,que "...um dia ainda vou ter que ir apagar fogos no PSD...".
Quatro.
Castro Almeida ,vice presidente de Manuela,afirma no lançamento do livro de Marques Mendes em Aveiro "...se quiser(MM) voltar á politica activa terá muitos apoios neste distrito...".
Cinco.
O PSD é de facto o partido mais português de Portugal.
E o mais partido também já agora.
Depois Falamos

Linces


Foto:National Geographic

O que mudou ?



Em Maio deste ano, quando a direcção política de Luis Filipe Menezes quis avançar com um inquérito á supervisão bancária, a actual lider considerou que tal seria uma "atitude gravosa" que punha em questão o Banco de Portugal e o regular funcionamento das instituiçoes de supervisão.
Viviamos em pleno "caso BCP" e o governador do BdP era Vitor Constâncio.
Agora,com o "caso BPN" no centro da actualidade,o PSD viabiliza(em vez de ser ele a promovê-la mas isso são outros contos...) uma comissão de inquérito parlamentar á...supervisão bancária !
Sendo governador o mesmissimo,e distraidissimo,Vitor Constâncio.
Pasme-se.
O que era gravoso em Maio passa a ser adequado em Novembro .
O que mudou ?
Pois...o lider do PSD.
E é assim que,cantando e rindo (como se trauteava no tempo em que a democracia esteve suspensa por 48 anos),vamos parar onde todos desconfiamos.
Depois Falamos