
domingo, julho 19, 2026
Abençoado
Que abençoado jogo foi este França x Inglaterra!
Sendo o jogo que ninguém quer disputar (em bom rigor acho que nem devia existir), porque estar nele significa ter perdido a oportunidade de lutar pelo título de campeão mundial, faz parte do calendário e por isso tem de ser jogado.
E franceses e ingleses jogaram-no.
De forma aberta, sem especiais preocupações tácticas, dando oportunidade a alguns jogadores de se estrearem no mundial ou somarem mais alguns minutos, conseguindo que de forma algo inesperada fosse dos jogos mais entretidos e bem disputados deste mundial.
Primeira parte de superioridade esmagadora da Inglaterra que foi para intervalo a vencer por 4-0, com um golo anulado e mais duas ou três oportunidades desperdiçadas, um resultado completamente inesperado e que seguramente não faria parte dos melhores ou piores sonhos conforme se fosse inglês ou francês mas era justo face à exibição inglesa e à estranha apatia francesa.
Ao intervalo Deschamps deve ter dito algumas "coisinhas" aos seus jogadores porque no reatamento se viu a verdadeira França impondo um vendaval de futebol ofensivo e conseguindo fazer três golos e falhar mais três ou quatro oportunidades claras (Olise então...) perante uma Inglaterra que pareceu atordoada perante o futebol francês e que voltou a cair quase por completo no erro cometido face à Argentina de querer defender o resultado.
Felizmente para eles, ingleses, o quase atrás referido foi a sua bóia de salvação porque mesmo remetida à defensiva também foi desenvolvendo alguns lances ofensivos nos quais desperdiçou, também ela, duas claras oportunidades de golo até que num magistral contra ataque conduzido por Spence (para mim um dos melhores jogadores deste mundial) conseguiu uma grande penalidade e Saka aumentou a diferença para dois golos suspeitando-se que era assunto arrumado.
Mas não era.
Porque Dembelé em tempo de descontos marcou o quarto golo francês voltando a cifrar a vantagem inglesa num só golo e quando já perpassava a possibilidade de um prolongamento (que acho que ninguém desejava) uma pequena obra de arte de Bellingham pôs termo definitivo ao melhor jogo de disputa de terceiro lugar que alguma vez me lembro de um mundial ter.
Um jogo bem disputado, com dez golos (não era futsal nem hóquei em patins) e um final bonito com jogadores e treinadores a confraternizarem durante largos minutos no centro do relvado com a curiosidade de a certa altura ser ver uma rodinha, daquelas que agora se fazem normalmente antes dos jogos, formada por jogadores de ambas as equipas o que foi algo de verdadeiramente original!
A Inglaterra consegiu o terceiro lugar, a sua melhor posição desde 1966, e a França terminou num imprevisto quarto lugar que sabe a pouco para uma equipa que atacava tão bem mas que se compreende porque de facto defendia mal.
E não foi apenas ontem.
Agora venha a final de hoje.
Depois Falamos.
Nota: Mbappé com dez golos será provavelmente o melhor marcador deste mundial. E bem o merece porque para lá de ter feito um campeonato de grande qualidade ontem terá sido o único francês que do primeiro ao último minuto esteve sempre ao seu verdadeiro nível.
sábado, julho 18, 2026
Mapa Mundo

O mapa mundo do futebol amanhã a partir das oito da noite deve ser mais ou menos este.
O mundo contra a Argentina desejando que a Esoanha vença o Mundial 2026.
Não porque a Argentina não tenha uma grande equipa, grandes jogadores e seja liderada por um génio do futebol chamado Leo Messi.
Isso é um facto que até poderia inclinar muita gente para o seu lado.
Mas depois há o resto.
A protecção descarada da FIFA, o "colinho" dos árbitros, a cegueira dos VAR, a violência não punida com que enfrentaram a Inglaterra, a forma escandalosa como eliminaram o Egipto com um conjunto de decisões erradas de árbitro e VAR, as manifestações políticas em pleno relvado sem sanção atempada, enfim todo um conjunto de situações que ferem gravemente a verdade desportiva e tornam os argentinos as "bestas negras" desde mundial.
Amanhã uma vitória espanhola será uma vitória da decência contra o compadrio e o falsear permanente da verdade desportiva enquanto uma vitória argentina, ainda que por uma vez sem ajudas, será sempre a vitória de uma seleção que se apenas o mérito contasse já estaria em Buenos Aires desde o dia 7 de Julho.
Embora, há que reconhecê.-lo, a eventual vitória argentina seria ( ou será) o corolário adequado a um mundial absolutamente vergonhoso não só pelas arbitragens de alguns jogos como pela permanente interferência política do governo americano desde a não sanção a um jogador americano que viu o cartão vermelho até à forma indigna como a seleção do Irão foi permanentemente tratada passando pela proibição de um dos melhores árbitros africanos entrar nos EUA para participar no mundial entre outras coisas que não deviam ter acontecido.
O Mundial de Infantino , Trump e Argentina será para todo o sempre lembrado como o mundial da indignidade, da falta de vergonha e do compadrio.
E quanto a isso nada há a fazer.
A mancha está lá e será para sempre.
Pelo que amanhã apoiar a Argentina será apoiar tudo aquilo que estragou este campeonato do mundo.
Depois Falamos.
Nota:A subserviência da FIFA a Trump é de tal ordem que não só o convidaram a entregar a taça ao campeão do mundo (no primeiro, único e último jogo em que porá os pés) como hoje mesmo darão uma recepção festiva aos convidados para a final num sala da ...Trump Tower em Nova Iorque!
Decadência

Poucos, como este Henrique Raposo, simbolizam tão bem a falta de qualidade, a decadência, o baixíssimo nível do comentário político nas nossas televisões por parte de um número substancial de comentadores.
A divergência, o contraditório, a crítica fundamentada, a denúncia de erros, fazem parte do bom comentário político e não tem que ser motivo de melindre ou agastamento porque são naturais numa sociedade livre e democrática onde ter opinião é um direito e não um crime.
Não é o caso deste Raposo.
Que é malcriado, acintoso, desrespeitoso, numa permanente tentativa de achincalhar o governo, o primeiro ministro e os ministros ignorando (mas afinal ignorância é mesmo a sua imagem de marca) que ao fazer comentário televisivo não está num tasco com os amigos mas sim a falar para milhares de pessoas para as quais a sua forma de intervir constitui um péssimo exemplo.
É lamentável que as televisões deêm palco a gente de tão baixo nível.
Nem sequer percebendo que ao fazerem-no contribuem para a sua própria descredibilização e perda de audiências porque são cada vez mais os que se recusam a ouvir badalhoquices como as deste Raposo que não passa, em bom rigor, de um grunho com assento numa televisão.
Depois Falamos.
Ouvir

FIFAzinha ainda não te ouvi sobre esta grosseira, e disciplinarmente punível, violação dos regulamentos.
Bem mais depressa andaste quando Trump te ordenou que anulasses o cartão vermelho ao jogador americano.
E agora não fazes nada FIFAzinha?
Ah, só depois do Mundial é que o assunto vai ser resolvido?
Até parece que os prevaricadores são argentinos porque a esses já se sabe que tudo é permitido e tudo é feito para os ajudar.
E não é que são mesmo?
Como dizia o Jô Soares num dos seus excelentes programas humorísticos "... não precisa explicar eu só queria entender..." !
Depois Falamos.
quinta-feira, julho 16, 2026
Triste

Rivalidades à parte, e elas eram grandes , antigas e com farto "alimento", é profundamente triste ver desaparecer um clube centenário e com uma História tão rica como o Boavista.
Campeão nacional, vice campeão nacional, vencedor de cinco taças de Portugal, com participações excelentes nas competições europeias e larga tradição nas modalidades, especialmente no ciclismo, o clube não resitiu a sucessivas más administrações na SAD que o empurraram para um abismo de que não encontrou saída.
De que a megalomania de querer ter um estádio para o Euro 2004, suportando sozinho os custos de remodelação do velho Bessa, foram um primeiro e nunca recuperável passo para a desgraça agora consumada.
Já outros, como o Vitória Futebol Clube, o Belenenses e a Académica, também de largo historial tinham caídos nas profundezas de divisões inferiores mas este caso é muito pior porque o clube acabou mesmo e com ele mais de cem anos da tal História rica e de que os boavisteiros legitimamente se orgulhavam.
Não sei se dos escombros renascerá outro Boavista, não falo ideia do que vai acontecer ao estádio do Bessa que passa a enfileirar no lote de estádios sem clube de que o estádio do Algarve é o maior exemplo, mas sei que aconteça o que acontecer nunca mais será o mesmo Boavista.
E deixa um vazio que não será preenchido.
E uma saudade sem remédio daqueles jogos entre Vitória e Boavista em que o triunfo valia sempre mais que os três pontos em disputa.
Fica a saudade.
E fica o aviso, sério, de que se aconteceu ao Boavista pode acontecer a qualquer outro se cometer os mesmos erros que lá foram cometidos e muito em especial o erro de gerir sem soluções que garantam o futuro e não apenas o difícil final de cada mês.
Depois Falamos.
Verdade ?


O jogo de ontem entre Inglaterra e Argentina que os sul americanos venceram encerra em si duas verdades.
Uma é que pelo que jogaram na segunda parte depois de sofrerem o golo e pelo que os ingleses não jogaram, a Argentina mereceu vencer porque o seu domínio foi esmagador e a postura inglesa humilhante para uma equipa que joga a meia final de um Mundial.
Mas antes da segunda parte houve, como é óbvio , a primeira.
E essa também tem a sua verdade.
Que nos diz que se o jogo tivesse sido arbitrado por um árbitro digno desse nome, e não por um boneco deliberadamente escolhido pela FIFA para deixar a Argentina jogar como quisesse, a equipa sul americana teria chegado ao intervalo com menos um ou dois jogadores tal a violência com que jogou na mais absoluta das impunidades.
As imagens ( e há muitas mais)são mais que esclarecedoras.
E a história seria certamente bem diferente.
Assim como assim a FIFA terá na final a sua seleção favorita num mundial absolutamente vergonhoso e em que tudo tem sido feito para os FIFA Boys serem campeões.
Na final de domingo defrontam-se decência e compadrio.
Depois de nas meias finais terem sido nomeados um árbitro de El Salvador( !!!) e outro dos Estados Unidos(!!!) estou para ver quem será o apitador.
Mas seja quem for que ganhe Espanha.
É a única forma de dar um resto de decência ao mundial da vergonha.
Depois Falamos.
Nota: Ontem no final do jogo, e ao arrepio de todos os regulamentos, alguns jogadores argentinos andaram a exibir um cartaz com dizeres políticos sobre a velha questão das Ilhas Malvinas/ Falkland. Certamente convencidos da sua impunidade enquanto FIFA Boys. Quero ver se vão ser punidos. Mas acho que já sei a resposta.
Justo

Está encontrado o segundo finalista do Mundial que será a Argentina.
Venceu hoje com inteiro mérito uma Inglaterra que depois de um jogo equilibrado na primeira parte fez um segundo período inenarrável jogando como uma equipa pequena que marca a um adversário mais forte e se põe de imediato a defender o resultado com unhas e dentes.
Só podia correr mal face a uma Argentina especialista em virar resultados e que para lá de um futebol subterrâneo perfeitamente dispensável joga com uma intensidade, um querer e uma alma extraordinários.
E que para lá das individualidades que ajudam a resolver é uma equipa na verdadeira acepção do conceito.
Espanha x Argentina será seguramente uma grande final para um Mundial que não deixa saudades.
Depois Falamos.
Nota: Sem esquecer que a Argentina tem jogado permanentemente com a ajuda de árbitros e VAR como ainda ontem voltou a ser evidente.
quarta-feira, julho 15, 2026
Ironias
O futebol tem por vezes estranhas ironias qua quando misturadas com "justiças poéticas" resultam de forma tão inesperada quanto justa.
Cristiano Ronaldo não vencerá o Mundial 2026 e a seleção portuguesa já foi eliminada.
Mas sai do campeonato com o mundo ao seu lado reconhecendo a sua extraordinária carreira, os seus inúmeros e fabulosos recordes (entre os quais o ser único na História do futebol a conseguir marcar em seis fases finais do Mundial) a sua inigualável dimensão competitiva que o ajudou a ser o melhor de sempre.
Lionel Messi ainda está no Mundial e a Argentina ainda pode ser campeã do mundo.
Mas, seja qual for o resultado das meias finais e da final, sairá do Mundial com o mundo contra a Argentina e contra ele.
Pela protecção da FIFA à equipa, pelo favoritismo da FIFA perante ele consubstanciado em Bolas de Ouro dadas, pela tolerância dos árbitros com as suas faltas e os seus acessos de vedetismo , pela ridícula nomeação de MVP do Mundial de 2014, pelo inusitado e completamente injustificado convite ao Inter de Miami para o mundial de clubes
Messi até pode voltar a ser campeão no mundial da FIFA
Mas Ronaldo será sempre um campeão do mundo no coração do povo.
E esses são os que perduram na memória ao longo dos tempos.
Depois Falamos.
Lembrar

Por estes dias , em que ser tanque ou ser piscina se tornou no centro do debate político em Portugal, tenho-me lembrado bastante de Pedro Passos Coelho e de Miguel Macedo.
Do primeiro porque aquando da escolha de Luís Neves para MAI veio a público, salvaguardando a boa fé do primeiro ministro, dizer que era uma má escolha porque abria um precedente grave ao passar da PJ para MAI.
Não sei se sabia mais do que disse ( tendo sido PM teve acesso a muita informação) mas dia a dia se vai confirmando que a escolha não foi feliz ao contrário do que chegou a parecer.
Pedro Passos Coelho tinha razão.
Do segundo, que infelizmente já não está entre nós, lembro a atitude que tomou quando o seu nome foi envolvido num processo judicial.
Disse na altura, com enorme sentido de Estado, que não podia ser MAI com a sua autoridade diminuída por uma suspeição que se veio, vários anos depois, a comprovar ser totalmente falsa.
Talvez um destes dias Luis Neves tenha de reflectir no exemplo de Miguel Macedo.
Depois Falamos.
terça-feira, julho 14, 2026
Todos

Não me considero, muito longe disso, um católico exemplar e menos ainda um praticante regular dos ritos da religião mas sei no que acredito e tenho a minha forma de acreditar que só a mim diz respeito como é evidente.
Isso não obsta a que tenha uma enorme admiração por algumas figuras da Igreja como foram os casos do Papa João Paulo II, uma da sfiguras mais extraordinárias do século XX, e posteriormente do Papa Francisco cuja humanidade, simplicidade e simpatia não podiam deixar ninguém indiferente.
Para lá dos méritos pastorais como é óbvio.
Dois homens extraordinários e dois Papas que marcaram o mundo de forma extraodinariamente positiva.
O Papa Francisco, falecido há pouco mais de um ano, deixou inúmeros exemplos dessa simplicidade atrás referida ( o ter vivido e morrido na residência de Santa Marta em vez de no Palácio Apostólico é prova disso) e do humanismo que terá tido a sua expressão maior quando nas Jornadas Mundiais da Juventude em Lisboa teve a célebre frase " Na Igreja há lugar para todos, todos, todos".
Querendo com isso significar que todas as pessoas deviam ser acolhidas independentemente da sua condição ou percurso de vida.
E todos são mesmo todos!
Todos.
Um conceito profundamente inclusivo que não admite exclusões, separações, discriminações sejam quais forem os pretextos, as motivações, os argumentos ou tudo o mais que brote da má imaginação humana.
Todos são todos!
Ponto.
E oxalá o exemplo e as palavras do Papa Francisco iluminem aqueles que tem dúvidas, questões, objecções, preconceitos contra o todos serem mesmo todos.
Porque são.
Depois Falamos.
Olé

E está encontrado o primeiro finalista do Mundial de 2026.
Espanha.
Que numa meia final europeia com a França, para muitos a favorita deste Mundial, foi absolutamente superior aos gauleses e venceu com toda a justiça ficando a dever a si própria mais um ou dois golos tal a sua superioridade.
Um guarda redes de excelente nível, uma defesa quase intransponível com laterais muito ofensivos, um meio campo que é um regalo ver jogar e um ataque cujos elementos não marcam muitos golos mas ajudam a criar oportunidades atrás de oportunidades são a grande arma espanhola que pode muito bem levar "nuestros hermanos" ao segundo título da sua história.
A França hoje foi uma desilusão.
O ataque , fabuloso ao longo de quase todo o mundial, não se viu enquanto jogo de equipa e pelo contrário pareceu que cada uma das suas "estrelas" jogava sozinha e sem ligação aos colegas de que foram exemplo os vários remates de fora da área de Mbappé e Dembelé enqunato Olise nem se viu e Barcola ( e depois Doué) andaram por lá mas sem qualquer efeito positivo.
Em suma a Espanha estará justamente na final ficando à espera de saber se com Inglaterra se com Argentina.
A FIFA está mais uma vez de "parabéns".
Nomear um árbitro de El Salvador para uma meia final de um Mundial não lembrava ao careca ( não é piada a Infantino) mas lembrou a quem dirige a arbitragem do organismo.
Influência directa no resultado não teve mas somou erros técnicos, disciplinares e de autoridade não me aprecendo que o VAR também tenha sido grande ajuda.
Depois Falamos.
segunda-feira, julho 13, 2026
Toy


Lê-se e custa a crer.
Não no que ele diz aqui, sobre charros e passas, e noutros palcos sobre outros assuntos (como a presença de Israel no festival da Eurovisão por exemplo) porque é evidente que se trata de um individuo destituído de bom senso, de educação rudimentar e muito falho de valores importantes para lá de cantar, horrivelmente, umas pimbalhadas abjectas.
O que custa a crer é por um lado que a RTP, serviço publico de televisão, lhe dê palco num concurso como o " Taskmaster" e por outro que dezenas de autarquias pelo país fora gastem o dinheiro dos nossos impostos, como o IMI por exemplo, a contratar este sujeito.para festas, feiras e romarias naquilo que não pode deixar de ser considerado como uma promoção bem dispensável do mau gosto e da
vulgaridade.
E de autarquias eleitas pelo povo é de esperar bem mais do que " TOYsices".
Depois Falamos.
domingo, julho 12, 2026
Meias Finais

Pense-se o que se pensar sobre o que tem sido este Mundial ( e eu penso que tem sido uma vergonha em termos de algumas arbitragens e de colinho à Argentina) a verdade é que umas meias finais em que marcam presença o campeão mundial em título e três ex campeões do mundo tem tudo para serem um hino ao futebol.
Especialmente se o apuramento para a final se fizer exclusivamente em função da valia das equipas e dos sortilegios do jogo.
E prognósticos?
Difícil, muito difícil, mas arrisco numa final entre França e Inglaterra.
Mas que pode perfeitamente ser entre Espanha e Argentina.
Em ambos os jogos há velhas contas para ajustar. Da final do Europeu de 1984 a uma certa " mão de Deus" em 1986.
Terça e quarta feira saberemos quem marca presença no jogo decisivo
Depois Falamos
Nota: Claro que também poder França x Argentina ou Inglaterra x Espanha.
A ver vamos.
sábado, julho 11, 2026
Jorge Jesus

Conforme há muito decidido, provavelmente mesmo antes do Mundial, Jorge Jesus é o novo selecionador nacional.
Penso que é uma escolha de algum risco mas com condições de ter sucesso.
Risco porque à beira de fazer 72 anos chegará ao Mundial 2030 com uma idade algo avançada para o cargo.
Condições de sucesso porque é um grande treinador, tacticamente muito bom e senhor de um ego que o fará ser líder a solo da seleção sem admitir interferências de quem quer que seja.
Para lá disso é muito exigente , rigoroso e com ele os jogadores que não derem tudo...não darão nada porque nem convocados serão.
Tem uma carreira que fala por si, feita a pulso, em que foi campeão em Portugal e no Brasil e venceu um troféu na Turquia.
Em Portugal treinou alguns dos mais históricos clubes como Vitória, Benfica, Sporting, Braga, Belenenses, Vitória Futebol Clube faltando-lhe apenas Porto e Boavista desse lote de elite.
No Vitória, especificamente, esteve apenas dois terços de uma época muito difícil, em que o risco de descer esteve sempre presente, mas JJ conseguiu levar a nau a bom porto.
Agora à frente da seleção nacional deixa no ar boas expectativas.
Oxalá as cumpra.
Depois Falamos.
Nota: Nunca me esquecerei do sofrimento vitoriano dessa época de 2003/2004. E confesso que me lembro disso mais vezes do que gostaria e seria normal.
sexta-feira, julho 10, 2026
Demência

Andei dois ou três dias a pensar se devia publicar este texto.
Resolvi faze-lo muito por má influência de um comentário que li numa página "on line" de um orgão de comunicação social onde uma demente comentava o facto de Cristiano Ronaldo ter anunciado que este foi o seu último Mundial com mais ou menos estas palavras:
" Até que enfim que nos livramos dele mas o problema é que no próximo mundial vamos levar com o filho que quer tenha ou não talento o pai e o Jorge Mendes vão metê-lo na seleção" !!!
Lê-se uma vez, duas vezes, três vezes e ainda assim tem-se dificuldade em aceitar que a estupidez, a maldade, a inveja, a ingratidão, a miséria moral, possam ir tão longe.
Mas vão.
Até porque o comentário da demente tinha vários outros dementes a aplaudir.
Incompreensível.
Não só a ingratidão perante o maior jogador da História do futebol, e português para orgulho de Portugal, como este ódio incomprensível que alguns merdas (desculpem o termo) lhe dedicam.
E que pelos vistos, de forma ainda mais incompreensível, já transferem para um miúdo que acaba de fazer dezasseis anos e que para esses merdas tem como culpa maior ser filho de quem é.
Bem sei que estes merdas não representam o sentir esmagadoramente maioritário dos portugueses que admiram Ronaldo e sentem orgulho na sua fabulosa carreira.
Mas existem. E são mesmo uns merdas!
E são, também, a prova de uma sociedade que precisa de proteger melhor valores fundamentais como a educação, a tolerância e a gratidão.
Depois Falamos.
Nota: Cristiano Júnior tem feito um bom percurso nos escalões jovens da seleção nacional e esperemos que, sem o peso de comparações que neste caso são tremendas, possa fazer uma boa carreira como sénior quando lá chegar. E se aí puder ser útil à seleção nacional tanto melhor.
Ele, e já agora, o seu primo Dinis.
Jornalixo

O mundial português já lá vai e também já sabemos que não foi o esperado, embora também não tivesse sido tão mau como alguns querem fazer crer, por responsabilidades diversas que já foram e continuam a ser escalpelizadas de forma mais que exaustiva embora com a curiosa preocupação de em muitos casos não se pôr o dedo em todas as feridas.
Mas se o mundial já lá vai a imprensa que cá tínhamos continuará a ser a imprensa que cá temos e essa é na sua maior parte uma imprensa que tem problemas sérios com a objectiviade e com a verdade embora não tenha nenhuma dificuldade em exprimir o seu clubismo de forma atroz e com uma enorme falta de respeito por quem a lê, ouve e vê.
"A Bola" e´de há muito um desses exemplos de mau jornalismo.
Outrora conhecida como a "Biblía" e escrita por grandes jornalistas (Vitor Santos, Aurélio Márcio, Carlos Pinhão, Alfredo Farinha, Carlos Miranda, Cruz dos Santos, Santos Neves, Joaquim Rita, etc) é hoje apenas uma caixa de ressonância e de propaganda prioritariamente do Benfica e mais remotamente do Sporting.
E estas "notas" dadas aos jogadores portugueses são um exemplo claro disso.
Gonçalo Ramos o melhor português no Mundial? Jogou 34 minutos (claro que devia ter jogado bem mais) , marcou um golo, não fez mais nada e foi o melhor?
E Diogo Costa? Autor de grande exibições (sem ele provavelmente nem aos oitavos chegavamos), candidato a fazer parte do "onze" do mundial e para (quase) todos o melhor jogador da seleção apenas em segundo?
E Vitinha? Vitinha que reconhecidamente fez um mundial abaixo do esperado mas ainda assim foi o melhor médio nacional tem uma nota inferior a Bernardo Silva (!!!) e a Bruno Fernandes (!!!) que se andaram a arrastar pela competição e muito inferior a João Neves que também ele esteve bem abaixo do expectável?
E João Félix o quarto melhor português? Porquê? É certo que fez um mundial razoável mas dai a esse destaque vai uma certa distância.
Qual o fio condutor destas notas?
Simples.
Valorizam-se os que jogaram no Benfica e no Sporting e desvalorizam-se os que não só não jogarem nesses clubes como jogaram no Porto.
Perguntar-me -ão se Benfica e Sporting beneficiam com isso e se o Porto é prejudicado?
Não.
É apenas uma manifestação grosseira de clubite exacerbada e uma falta de profissionalismo e ética jornalística gritante.
Nada que admire, vindo dali, ainda por cima com mais um campeonato nacional para começar.
Depois Falamos.
Nota: E sobre a "nota" dada a Ronaldo nem faço qualquer comentário. Há peditórios para os quais me recuso a dar.
quinta-feira, julho 09, 2026
Memórias

Um amigo mandou-me esta fotografia que me traz gratas memórias.
Remonta a 1997 e à sessão solene dos 75 anos do Vitória a cuja comissão de organização presidi a convite do presidente António Pimenta Machado.
A foto ilustra o momento em que o ex presidente Antero Henriques da Silva Júnior me colocava o emblema dos 25 anos de associado.
Nessa sessão convidamos os vários ex presidentes que estavam presentes a colaborarem na imposição doa emblemas dos 25 e 50 anos, ao que todos acederam gostosamente, e fiz questão que o meu me fosse colocado pelo senhor Antero.
Pela muita consideração que tinha por ele e porque era o presidente do clube quando o meu pai me inscreveu como sócio.
Curiosamente poucos minutos depois fui eu a colocar-lhe o emblema dos seus 50 anos de associado. Gratas memórias mesmo.
Depois Falamos.
Duas Palavras


Uma sobre Roberto Martinez que está de saída e outra sobre Jorge Jesus que parece estar de entrada. Martinez sai, e bem, depois de um ciclo encerrado com uma participação mundialista abaixo do esperado.
Não foi o único culpado,longe disso, mas o treinador é sempre o primeiro a pagar os maus resultados. De qualquer forma sai com um triunfo na liga das nações e a melhor média pontual de sempre de um selecionador nacional.
O mundial não correu bem mas ainda assim fica na boa História do nosso futebol.
Jorge Jesus é um grande treinador cujo percurso fala por ele.
Assumirá o cargo aos 71 anos e para um ciclo que contemplará , no mínimo, o próximo Europeu e o próximo Mundial.
Ao qual chegará com 75 anos.
Não estão em causa as qualidades mas parece-me um pouco tarde para chegar ao cargo.
Preferia alguém mais novo como Leonardo Jardim, Sérgio Conceição ou Paulo Fonseca entre outras possibilidades.
Mas se for ele que tenha toda a sorte do mundo e conduza Portugal ao sucesso.
Depois Falamos.
quarta-feira, julho 08, 2026
Quartos de Final

Sem Portugal o Mundial já não tem o mesmo interesse, nem nada que se pareça, mas ainda assim os quartos de final prometem alguns bons jogos e um provável cumprir de calendário num deles.
A França é favorita no jogo com Marrocos mas sem poder esquecer que uma vez mais a seleção africana está a fazer um excelente mundial e pode muito bem surpreender os franceses num dia de menor acerto.
Espanha é clara favorita no jogo com a Bélgica e seria uma surpresa se não marcasse presença nas meias finais.
Inglaterra e Noruega disputarão aquele que previsivelmente será o jogo mais interessante destes quartos de final e de resultado imprevisível embora considere haver um ligeiro favoritismo da seleção inglesa face ao excelente futebol que tem exibido.
O outro jogo é para cumprir calendário porque a bem, pelo valor futebolístico, ou a mal, pelo habitual colinho da FIFA, já se sabe que a Argentina vencerá.
E portanto aposto numas meias finais entre França e Espanha e entre Inglaterra e Argentina.
Desejando que a final seja entre equipas europeias.
Não por solidariedade continental mas porque a eliminação da Argentina, além do acertar de contas sobre uma certa "mão de Deus" de há quarenta anos se for a Inglaterra o semi finalista, será um enorme contributo para a verdade desportiva no futebol.
Mas para já há que jogar os quartos de final.
E depois logo se vê quem estará, de facto, nas meias finais.
Depois Falamos.
terça-feira, julho 07, 2026
Artistices

Já se sabe que a FIFA do senhor Infantino, aliás um "digno" sucessor do senhor Blatter, não merece qualquer confiança no que toca á defesa do futebol e à isenção perante as seleções que disputam as suas competições e muito em especial o Mundial de futebol masculino.
E nesses atropelos tem lugar em plano de destaque a forma como a seleção argentina é levada ao colo independentemente do valor, que é muito, dos seus jogadores.
Foram duas"Bolas de Ouro" dadas a Messi quando quem as merecia era Ronaldo, foi a escolha de Messi como melhor jogador do Mundial de 2014 quando não o mereceu nem de perto nem de longe, foi a conhecida tolerância dos árbitros para com Messi não lhe mostrando os vermelhos que merecia em 2022 e agora em 2026, foi a forma como Infantino festejou um golo da Argentina contra Cabo Verde, foi a sua alegria no final desse jogo expressa em declarações que depois tentou corrigir mas já foi tarde.
E hoje mesmo a inacreditável tolerância do árbitro francês perante a agressividade argentina no jogo com o Egipto perdoando amarelo atrás de amarelo ( Romero nem ao intervalo devia ter chegado) e guardando a acção disciplinar para o banco egipcio onde mostrou amarelos e vermelho a gastar.
Mas hoje confirmou-se outra artistice da FIFA já perceptível em jogos anteriores e não apenas da seleção argentina.
A forma como a realização dos jogos (e hoje foi especialmente patente) mostra ou não mostra , no melhor estilo da Benfica Tv, os lances polémicos e que podem pôr a nu o colinho que a FIFA dá a quem lhe interessa.
Dou apenas dois exemplos.
Com o resultado em 1-0 a favor do Egipto há uma falta sobre Salah mesmo à entrada da área argentina que o árbitro não assinalou. Era um lance de claro perigo mas repetições nem vê-las.
Na jogada anterior ao 3-2 argentino há um lance muito duvidoso na área argentina (possível penalti) que mereceria repetição de vários ângulos como outros lances tem tido.
Mas qual quê. Apenas uma repetição e ao longe que não dá para confirmar se foi ou não grande penalidade.
É o estado a que a FIFA de Infantino está a reduzir o futebol.
E foi pena que as seleções europeias e africanas não tenham aproveitado o escândalo Trump/Infantino para porem termo imediato ao Mundial.
Tinham prestado um enorme serviço ao futebol.
Depois Falamos.
Nota: A nomeação para o França x Marrocos de uma equipa de arbitragem totalmente argentina (!!!), sendo a primeira vez neste mundial em que tal acontece, quando a França é um potencial adversário da Argentina (porventura o mais forte) é mais uma prova de que os vigaristas da FIFA não olham a meios para atingir os seus fins. E já nem disfarçam o que mostra bem o sentimento de impunidade que os caracteriza.
Triste

Não fomos campeões do mundo com Eusébio.
Não fomos campeões do mundo com Cristiano Ronaldo.
Então se não fomos campeões do mundo com Eusébio e com Cristiano Ronaldo nunca seremos campeões do mundo sem eles.
As coisas são o que são!
Depois Falamos.
Mundial

Sobre a participação de Portugal no Mundial já escrevi o que entendi dever escrever.
Sou português, tenho orgulho em Portugal, não faço do futebol uma questão de vida ou de morte e procuro sempre, mesmo na crítica, ser construtivo e não destrutivo.
Também sei ser grato aqueles, quase todos (porque nem todos foram utilizados e alguns foram-no mas por períodos curtissímos), que neste Mundial deram o melhor de si ao serviço da seleção.
Se não fizeram mais foi porque não puderam.
Para mim o Mundial português é passado. Há outros assuntos para comentar.
E por isso deixo espaço para todos aqueles que andavam ansiosos pela eliminação para darem largas à inveja, à ingratidão, ao "bota abaixismo", ao apontar de dedos acusatórios, às vezes à canalhice pura e dura.
Afinal o que andaram a fazer o Mundial todo. Agora é o tempo deles. E até deles deixo uma imagem representativa para verem que não há especial má vontade contra semelhantes espécimes.
Depois Falamos.
Nota: Obviamente que respeito aqueles que se pronunciam sobre o Mundial de forma objectiva ainda que com opiniões muito diferentes da minha. Analisando factos e respeitando protagonistas. Há sempre espaço, e bem desejável, para um confronto de ideias e opiniões. Para o "resto" não. Pelo menos neste mural não.
segunda-feira, julho 06, 2026
Simples

Quando não a complicam o futebol é uma modalidade simples e objectiva , fácil de compreender, em que o normal é a melhor equipa vencer os jogos.
Foi exactamente o que sucedeu hoje.
A Espanha jogou melhor, venceu com mérito, continua no Mundial enquanto Portugal regressa a casa vergado a uma desilusão que se pressentiu o jogo todo.
Não vou alimentar discussões sobre o "onze " inicial, sobre as substituições na perspectiva de quem entrou e quem saiu , de quem devia ter entrado e não entrou e de quem devia ter saído e não saiu porque para isso não faltam voluntários e alguns deles ansiosos por fazerem o que fizeram o Mundial todo ou seja arrasar treinador e jogadores e especialmente um deles.
É conversa gasta e que só interessa mesmo aos que não sabem dizer mais nada.
Reitero, apesar da derrota, que a Espanha era uma seleção ao nosso alcance se Portugal tivesse feito algumas coisas de forma melhor.
Mas não fez e por isso sai do Mundial eliminado pelo actual campeão da Europa o que, convenhamos, não é vergonha nenhuma.
Não fizemos um mau Mundial, especialmente se compararmos com candidatos como o Brasil e a Alemanha eliminados por seleções inferiores á espanhola, mas fica a sensação de que podíamos ter chegado mais longe.
Agora é tempo de pensar na renovação da seleção.
Creio que Roberto Martinez terminou o seu ciclo e Portugal terá um novo selecionador no apuramento para o Europeu que se inicia em Setembro.
Tal como alguns jogadores dificilmente farão parte do novo ciclo, pelo menos se mantiverem o rendimento que tiveram nos tempos mais recentes, até porque há gente com muito valor a bater à porta da seleção.
Com estes e com outros jogadores, com um novo selecionador ou com o actual,em Setembro a seleção volta a competir.
E .como sempre , lá estaremos a apoiar Portugal!
Depois Falamos.
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