sexta-feira, julho 31, 2026

Simples

 Quando há carácter, firmeza nas decisões e coragem para travar as "guerras" as coisas tornam-se mais simples.
A proposta tão megalómana quanto interesseira de Infantino para privatizar parte dos mundiais de seleções e de clubes, em conluio com alguns investidores (um dos quais genro do seu enorme amigo Donald Trump) que só olham ao lucro e desprezam a componente desportiva, mereceu firme repudio do mundo do futebol e de algumas das confederações entre as quais a UEFA.
Ora a FIFA sabe bem que sem as seleções e os clubes europeus os seus mundiais não valem rigorosamente nada porque o que sobra, e ao que parece não sobra muito, mal dá para fazer um mundial de matraquilhos quanto mais um mundial a sério.
Não é por acaso que se diz que o Mundial é um Europeu com Brasil e Argentina!
Pode ser injusto para alguma seleções africanas e asiáticas mas ainda é a verdade dos factos.
E por isso conhecida esta firme posição da UEFA, unanimemente aprovada pelas 55 federações que dela fazem parte, logo Infantino recuou aos tropeções dizendo que era apenas uma proposta e esquecendo as ameaças que fizera a quem não a aceitasse.
Mas agora impõe-se que a UEFA vá mais longe e consiga , com outras confederações, criar uma frente eleitoral que derrote Infantino nas próximas eleições para a FIFA.
Porque manifestamente Infantino não só não serve o futebol como é uma ameaça para ele.
E nada como extirpar o mal pela raiz.
Depois Falamos.

Monument Valley, Arizona, EUA

Peixe Pescador

Alameda de Jacarandás, África do Sul

Os Mistérios da Praia de Cepães (3)

E a terminar este conjunto de três textos sobre os mistérios da praia de Cepães squi fica mais um.
Ao lado do praticamente inexistente apoio de praia, mas que pese embora a sua reduzidíssima utilidade é o concessionário daquela praia, existe um estabelecimento comercial (bar e restaurante) que para lá do espaço interior ainda ocupa uma parte substancial do largo defronte à entrada para a praia.
Que se saiba, mas posso estar enganado, esse estabelecimento não tem nenhuma concessão quanto à praia mas a verdade é que ocupa uma parte da mesma, contigua ao tal espaço que já ocupa na esplanada, tendo para o efeito instalado uma pequena escada de acesso e colocado diverso mobiliário seu para usufruto exclusivo dos seus clientes .
Mas mais do que isso vedou o acesso a esse espaço conforme se vê nas fotografias.
Ou seja privatizou-o!
E recordo-me de há bem pouco tempo ter ouvido a ministra do ambiente, Maria da Graça Carvalho, a propósito de uma polémica em praias do Algarve afirmar peremproriamente que em Portugal não há nem pode haver praias privadas.
Pelos vistos há.
Com a curiosidade adicional de até uma placa existir a indicar esse espaço "privatizado" como praia concessionada!
Mas concessionada como? Por quem? Ao abrigo de que lei e no âmbito de que concurso?
Tudo perguntas que merecem uma resposta clara e esclarecedora.
Até porque são demasiados mistérios para uma praia que ostenta o galardão "bendeira azul".
Depois Falamos.

Os Mistérios da Praia de Cepães (2)

No texto anterior sobre a praia de Cepães referi que esta era infelizmente cada vez menos frequentada por banhistas que ao longo dos anos lhe davam sempre um movimento muito superior ao actual.
Estas fotografias foram tiradas na quinta feira dia 30 de Julho, por volta das 12.45 h, num dia em que sem estar muito calor ainda assim estava uma temperatura agradável e propriciadora de um bom dia de praia até porque não soprava vento.
A esta hora, contei-as eu, estavam sete pessoas na praia!
Dois nadadores salvadores dentro da barraca que se vê nas imagens e mais cinco banhistas.
Sete pessoas num bom dia de praia no final de Julho.
Creio que nunca visto!
Razões?
Falta de estacionamento? É o mesmo há muitos anos.
Um "muro" de predras entre o areal o mar que dificulta o acesso a este e torna incómodo para crianças e adultos terem de o ultrapassar?
Mais ou menos idêntico ao de anos anteriores naquilo que é um problema em crescendo em muitas praias do país com os areais a minguarem e o mar a ganhar terreno.
Creio que a razão fundamental está mesmo no problema já aqui focado sobre o apoio de praia.
Sem barracas para alugar, sem um menu minimanente aceitável de comidas e bebidas, sem utensílios de praia para vender , a praia de Cepães torna-se muito pouco atractiva face a outras praias que a poucas centenas de metros tem tudo isso e algumas até mais porque dispõe de baloiços e outros entretenimentos para as crianças se divertirem.
E tudo isto deve merecer a atenção dos responsáveis.
Porque um concelho que quer ser de forte atractividade turística não pode ter uma das suas principais praias reduzida à sua realidade actual.
Depois Falamos.

Nota: Manda a verdade que se diga que também há coisas positivas na praia de Cepães. Por exemplo a biblioteca de praia, extensão da biblioteca municipal, que a exemplo de anos anteriores empresta livros e tem jornais diários para leitura. Com a vantagem de ter uma funcionária simpática e diligente que pese embora ser uma estudante a ocupar as férias dá um toque profissional à biblioteca. Um destes dias pedi-lhe se mandava vir da biblioteca municipal uns livros e na vez seguinte que por lá passei já lá estavam.
Funcionasse tudo na praia de Cepães como a biblioteca de praia!

quinta-feira, julho 30, 2026

Os Mistérios da Praia de Cepães (1)

 Em 29 de Junho, com a época balnear em curso, escrevi um texto sobre o facto de ao contrário das restantes praias da cidade de Esposende a praia de Cepães continuar sem ter o seu apoio de praia aberto a exemplo do sucedido no ano anterior.
Passados alguns dias o apoio de praia abriu mas com algumas curiosidades à mistura.
A primeira é que pelos vistos nem todos os dias está aberto e só nesta semana já esteve dois dias fechado!
A segunda prende-se com o facto de ao contrário dos seus congéneres não ter barracas para alugar, não ter guarda sóis, tapa ventos, brinquedos , bolas, bóias, para vender .
A terceira prende-se com o que tem para servir aos frequentadores da praia.
Grosso modo tem água, cerveja, sumos , café e ...pizzas!
Pão, sanduiches, tostas mistas, refeições ligeiras , pastelaria diversa, nada disso consta do menu o que tem de se considerar, no mínimo, como "sui generis".
A quarta é que as suas instalações continuam a funcionar também como armazém do estabelecimento comercial vizinho o que não me parece que faça parte do contrato de concessão.
Enfim mais que um apoio de praia pode dizer-se que faz de conta que é um apoio de praia.
Com prejuízo para todos quantos frequentam a praia de Cepães.
Que são, infelizmente, cada vez menos.
Não admira...
Depois Falamos.

Nota: O título deste texto é obviamente inspirado no "Mistério da Estrada de Sintrs" do genial Eça de Queirós.

Farol de Flamborough, Inglaterra

Ronda, Espanha

Ursos Polares

Hipocrisia

É bem demonstrativo da miséria moral em que está mergulhada a generalidade da comunicação social nacional, muito em especial as televisões, a forma tão corporativa quanto ridícula como reagiram a uma visita a Israel de um conjunto de "influencers" (não gosto nada do termo mas neste contexto tem de servir) portugueses conhecidos pela forma como tem apoiado o Estado judaico no conflito em curso no Médio Oriente.
Fizeram-no a convite do ministério dos negócios estrangeiros israelita, não o esconderam e bem pelo contrario referiram-no nos textos que escreveram, deixaram claro que viram o que lhes foi mostrado e que algumas fotografias e vídeos só foram publicados depois de visualizados por responsáveis militares das IDF.
Isto porque além de visitarem diversos pontos de Israel estiveram também algumas horas em Gaza ( e não dias como mentirosamente foi noticiado/intoxicado por cá) e visitaram pontos sensíveis do conflito como os famigerados túneis em que o Hamas gastou muito milhoes da ajuda humanitária que era seguramente para outros fins e onde prendeu, torturou e matou civis indefesos quer israelitas quer palestinianos.
Tudo claro, desde a posição dos visitantes quanto ao conflito até a quem pagou a visita, e não seria sequer notícia se não fosse a reação de despeito, de ciúme, de tosco corporativismo da comunicação social cá da paróquia.
Talvez por os visitantes tem tido a acesso a zonas a que eles , Comunicação Social, não tiveram, mas seguramente porque a realidade retratada pelos visitantes  nas redes sociais difere muito dos noticiários comuns nas televisões baseados quantas vezes em informações do Hamas , assistiu-se à tal reacção ridiculamente corporativa despejando suspeições em cima de suspeições sobre os visitantes, insinuando que foram pagos para dizerem o que disserem, acusando-os de serem instrumentos da propaganda do governo de Israel.
Hipocrisia. Pura hipocrisia.
Porque quando se trata de flotilhas pagas por organizações terroristas, que vão dar passeios para o Mediterrâneo apenas e só para provocarem o Estado de Israel e sem qualquer preocupação humanitária, ou seja aí sim pura propaganda, já as televisões e os "Publixo" da vida não exibem qualquer preocupação sobre quem paga as viagens, ao serviços de quem estão, que objectivos perseguem e quem são os e as "Mortáguas" que vão a bordo.
Aceitam, acreditam e querem fazer acreditar que são missões humanitárias embora seja perfeitamente claro que não o são.
E por isso esta visita dos "influencers" a Israel teve duas vantagens.
Uma mostrar realidades não manipuladas e apresentadas por gente claramente identificada com uma das partes do conflito sem se disfarçarem de ajuda humanitária ou patranhas semelhantes como os flotilheiros.
Acredita quem quer mas ninguém pode achar que está a ser enganado.
Outra mostrar , uma vez mais, o nível de indigência ética, a  falta qualidade jornalística e o corporativismo parolo a que está reduzida uma parte infelizmente significativa da comunicação social nacional a quem pouco resta em termos de credibilidade.
Depois Falamos.

quarta-feira, julho 29, 2026

Chega

Imagem gerada por IA

Sinceramente acho que já chega.
Neno foi um grande jogador, um grande vitoriano, um homem que serviu muito bem o Vitória em diversas funções (jogador, técnico, director, relações públicas), contribuiu imenso para a divulgação do clubes, foi um cidadão de excelência e sempre receptivo a todas as causas solidárias, um excelente amigo dos seus amigos (por mim falo) e por isso a sua morte em 2021 foi um enorme choque para toda a família vitoriana.
O que levou a que na época seguinte o número um não fosse usado pelos guarda redes da primeira equipa do clube como homenagem a Neno.
Compreendeu-se e aceitou-se a título excepcional.
Mas passados quatro anos não se compreende que o número um continue a não ser usado como ainda agora foi possível comprovar na apresentação do plantel.
Tudo que é demais é erro.
E manter o número um sem uso é um erro porque transforma uma homenagem excepcional a um homem excepcional numa homenagem permanente que acaba por perder sentido.
Porque se Neno foi quem foi, e viverá sempre na memória de todos e muito em especial de quantos tiveram o privilégio de o conhecer, a verdade é que não foi o único grande guarda redes do Vitória que morreu nestes quase cento e quatro anos de História.
Bastará lembrar nomes como Ricoca, Machado, Roldão e Antonio Jesus.
E por nenhum deles se retirou a camisola um.
Como já morreram grande jogadores que usaram a camisola dois, a três, a quatro, a cinco, a seis , a sete, a oito, a nove, a dez e a onze para citar apenas os números históricos e nenhum desses números foi retirado.
E se lembrarmos nomes como Alberto Augusto, Ernesto Paraíso, Edmur, Joaquim Jorge e Daniel Barreto, para citar apenas cinco de um lote bem maior, constata-se que todos eles mereceriam uma homenagem idêntica à de Neno.
Continuar a não usar a camisola número um já não é homenagem a Neno mas sim um desrespeito e uma falta de consideração por todos quantos serviram honradamente o Vitória e não tiveram uma homenagem semelhante.
Espero que na época 2027/2028 o número um volte a ser usado por um guarda redes do Vitória.
E se for um grande guarda redes, como tantos na nossa História, usar esse número será também uma forma de respeitar e homenagear o legado daqueles que já não estão entre nós.
Depois Falamos.

Factos

Este é evidentemente um bom tema para fazer demagogia, aproveitar politicamente, ensaiar uma vitimização, dizer umas piadolas, atacar ou defender o partido Chega, questionar que documentos desapareceram e quem os entregou ao partido. 
Cada um lhe dará, ao tema, a utilização que muito bem entender dentro da banda larga pejada de irresponsabilidade com que alguns participam nas redes sociais ou da falta de ética e profissionalismo com que muitos fazem jornalismo. 
Depois há os factos.
E os factos dizem que o gabinete de um deputado dentro da Assembleia da República foi vandalizado. Por quem, para quê, com que objectivos é o que realmente importa apurar. 
E espero que nessa matéria o conselho de administração do parlamento seja absolutamente intransigente e exija que tudo se apure até às últimas consequências. 
Doa a quem doer. 
Porque seja qual for a razão para o que aconteceu é o bom nome do parlamento que está em causa e isso não pode ser tolerado.
Depois Falamos.

Nota: Este caso tem o mediatismo que tem por se tratar de André Ventura mas a história diz-nos que já houve vários casos de roubos de bens em gabinetes de deputados ao longo dos anos. Mais una razão para serem tomadas medidas de segurança que em bom rigor até já deviam existir.

Orangotango

Ilha de Fernando Noronha


Castelo de Sully-Sur Loire, França

terça-feira, julho 28, 2026

Charles

Nunca fui, e continuo a não ser, um grande fã do guarda redes Charles.
Não gostei da sua contratação face a alguns comportamentos que no passado tinha tido no estádio D. Afonso Henriques quando lá actuara por outros emblemas nem considerava que fosse um reforço na verdadeira acepção do termo.
A verdade é que se revelou um excelente profissional, mesmo quando em dois momentos perdeu de forma imerecida a titularidade, e sempre que foi chamado foi cumprindo sem um brilho extraordinário mas também sem comprometer a equipa.
Não foi, longe disso, um dos grandes guarda redes da nossa História ( e não falando dos que nunca vi, como Machado ou Ricoca, lembro Rodrigues, Melo, Silvino, Damas, Jesus, Neno, Palatsi, Pedro Espinha, Nuno Espirito Santo, Nilson ,Douglas e Bruno Varela como alguns nomes grandes da nossa baliza) mas foi sempre um bom suplente que quando chamado a titular dava conta do recado.
E depois houve Leiria.
Onde na "final four" da taça da liga arrancou duas grandes exibições (então com o Braga, então aquele penalti defendido no último minuto) sendo o principal responsável pelo triunfo do Vitória na prova o que lhe deveria merecer um acréscimo de consideração por parte de todo o clube e não apenas dos adeptos.
Foi por isso com surpresa, grande surpresa mesmo, que se soube que não era opção para esta época e fora posto a treinar à parte do plantel enquanto não lhe arranjam colocação.
A isto se chama desconsideração.
Que ele não merecia.
Até porque neste momento não se vê no plantel alternativa que lhe seja superior e num grupo com tantos jovens é clara a falta de gente mais velha, mais experiente, mais traquejada no sucesso e especialmente no insucesso.
São decisões legítimas da SAD, nem ponho isso minimamente em causa, mas extremamente difíceis de comprender na lógica pura do futebol.
Oxalá não venhamos a lamentar a sua saída.
Depois Falamos.

Desvarios

A FIFA será, hoje por hoje, uma das instituições mais desprestigiadas a nível mundial depois de sucessivos comportamentos vergonhosos desde o Mundial de 2022 e com especial incidência no Mundial de 2026 onde a sua actuação foi simplesmente deplorável. 
Não contente com isso, e ciente de que ainda há muito a fazer para dar cabo do futebol como modalidade prioritariamente desportiva, a FIFA já começa a desprestigiar e ridicularizar o Mundial de 2030!
Por um lado com a anunciada intenção de aumentar os países finalistas para sessenta e quatro, naquilo que não é mais do que uma manobra para tentar garantir a reeleição de Infantino como motivo prioritário, e por outro anunciando que para lá dos três países organizadores (Espanha, Portugal e Marrocos) ainda haverá mais três países a terem direito a um jogo a pretexto de se comemorarem os cem anos do primeiro mundial.
E que países são esses?
O Uruguai porque foi lá que se disputou o primeiro mundial e portanto fará algum sentido, na lógica da comemoração do centenário, este mundial ter lá o pontapé de saída.
A querida (da FIFA) Argentina para a qual qualquer pretexto para a beneficiar serviria mas neste caso o argumento é ter sido o finalista derrotado nesse primeiro mundial!!!
E o Paraguai porque a sede da CONMENBOL é lá e era a unica confederação existente em 1930!
Mas a questão não fica por aqui,
Porque um jogo em cada um desses países significa o automático apuramento dessas seleções para o Mundial que passará assim a ter seis países já apurados com três "intrusos" para lá dos países organizadores que por esse facto estão sempre automaticamente apurados.
Incompreensível e inaceitável.
E por isso resta perguntar que mais irá a FIFA inventar para dar cabo do futebol.
Não sei.
Mas não me admirava nada que um destes dias queiram diminuir ao tempo entre mundiais passando de quatro para três ou até dois anos.
Esperar para ver.
Depois Falamos.

Nota: Esta autêntica privatização do futebol que a FIFA ensaia através da venda de direitos da organização de mundiais, de seleções e clubes, a um consorcio privado é mais uma prova do desvario para o qual Infantino está a levar o futebol.

Sensatez

Gostei da decisão tomada por António José Seguro de convidar os presidentes Ramalho Eanes e Cavaco Silva para almoçarem com ele em Belém. Eanes semanas atrás e Cavaco ontem.
Revela maturidade democrática, bom senso e vontade do Presidente da República em ouvir os seus antecessores, beneficiar da experiência que ambos tiveram do cargo para enriquecer a sua própria experiência e dar um sinal de abrangência que é algo que se espera sempre de quem exerce aquelas funções.
Aliás quer Marcelo Rebelo de Sousa quer Cavaco Silva no exercicio do cargo já tinham em várias ocasiões recorrido aos seus antecessores para os representarem em compromissos internacionais em que não puderam estar presentes.
De resto noutros países, especialmente nos EUA (excepto nas presidências Trump) , é comum os ex presidentes continuarem ao "serviço" do país em momentos muito especifícos. 
E é muito positivo que por cá se continue a trilhar este bom caminho.
Depois Falamos.

Pântanos, Iraque

Tubarão

Arco do Triunfo, Paris

Torneios

Ao contrário do que acontece no país vizinho onde os torneios de verão são um verdadeiro clássico ( Teresa Herrera na Corunha, Ramon Carranza em Cádiz, entre outros), e vencê-los um factor de prestígio para qualquer clube, em Portugal não há essa tradição.
Há muitos jogos no verão, de preparação para os campeonatos, mas torneio, torneio só há um digno desse nome e já com um longo historial
O torneio de verão da Póvia de Varzim.
Que existe diria que há mais de cinquenta anos (porque me lembro de ainda miúdo e fazendo férias na Póvoa ir ver o torneio sempre que o Vitória participava e às vezes mesmo sem ele) despertando sempre um enorme interesse popular sendo frequente ver o estádio cheio.
Para lá do Varzim, clube organizador, creio que o Vitória terá sido o clube que mais vezes participou, até porque no Verão a Póvoa é uma segunda Guimarães tantos os vimaranenses que lá passam ferias, e claro que onde há vimaranenses há vitorianos e onde há vitorianos e joga o Vitória há casa cheia pela certa.
Este fim de semana assim será uma vez mais.
Há torneio da Póvoa com o Vitória a defrontar o Chaves no sábado enquanto o Varzim enfrenta o Académico de Viseu e depois no domingo o jogo para o terceiro e quarto lugar e a final.
Ao contrário do que sucedeu durante muitos anos em que os jogos eram seguidos agora teremos jogos de manhã e de tarde separados por algumas horas o que não me parecendo uma ideia muito boa não impediá obviamente que os adeptos de cada clube possam acorrer ao estádio e formarem uma opinião sobre o estado de forma das suas equipas a uma semana de começarem os campeonatos.
Aguardemos para ver.
Depois Falamos.

Ciclos

Todos os mundiais, sem excepção, significam fins de ciclo para jogadores que sendo "clientes" mais ou menos habituais das fases finais chegam aquele dia em que disputam aquela que será a sua última fase final de um campeonato do mundo.
O Mundial de 2026 não fugiu á regra.
Bem pelo contrário até a reforçou porque nos Estados Unidos/Canadá/México despediram-se da competição um número significtivo de grandes estrelas que estiveram presentes em muitos dos últimos mundiais.
A começar logo pelas duas estrelas maiores do futebol mundial nos últimos vinte anos.
Ronaldo e Messi.
Ambos com o número espantoso de seis presenças em fases finais no que são únicos (o guarda redes mexicano Ochoa também esteve em seis mas não jogou em todas) e acredito que o continuarão a ser por muito tempo talvez para sempre.
O português com o recorde só dele de ter marcado em todas elas e o argentino como o jogador que mais jogos disputou em fases finais.
Mas há outros a merecerem destaque.
O brasileiro Neymar que durante muito tempo ameaçou pider chegar ao nível de Ronaldo e Messi mas nunca conseguiu por razões várias; o croata Modric um dos melhores jogadores do século XXI; o alemão Neuer muito ptovavelmente o melhor guarda redes deste século e o colombiano James Rofriguez que teve presença marcante em vários mundiais.
Seis jogadores de elevadissímo nível que não voltaresmos a ver em mundiais e provavelmente já pouco veremos noutras competições internacionais, porque o Outono das suas carreiras não o permitirá, ficando apenas a possibilidade de os ver nas competições de clubes por mais algum tempo.
Sentiremos seguramente a sua falta.
Depois Falamos.

segunda-feira, julho 27, 2026

Transparência

Estas afirmações de Rui Rodrigues na última assembleia geral do Vitória merecem um enquadramento e suscitam o explanar de algumas dúvidas.
O enquadramento é fácil de fazer.
Rui Rodrigues fez parte dos orgãos sociais no período de quatro anos a que se refere e em parte significtiva desse tempo foi administrador da SAD e braço direito de António Miguel Cardoso na gestão financeira do clube.
Ou seja sabe perfeitamente do que está a falar!
Mas aqui surgem as dúvidas.
O que não foi feito em quatro anos, porque razão não foi feito, quem não quis que se fizesse?
O que foi feito em quinze dias, como foi feito e com que impacto no futuro da SAD e por tabela do clube?
E era isto que o presidente do clube e da sad devia ter esclarecido e não esclareceu.
Espera-se que o faça rapidamente em nome de uma transparência que se é sempre exigível ainda o é mais num tempo tão delicado e preocupante como aquele que o Vitória atravessa de há algusn anos a esta parte.
Depois Falamos.

Tomar

Pirilampos

Farol Malpica de Bergantinos, Corunha

domingo, julho 26, 2026

Jogadores

O zerozero.pt fez um curioso exercício em torno de 35 nomes de jogadores que já alinharam na nossa Liga e agora estando espalhados pelo mundo faria sentido (para o zerozero) regressarem ao nosso campeonato. 
A maioria está sem clube e alguns estão sob contrato mas não seria difícil contratá-los. 
É um exercício engraçado e em função dele deixarei aqui a minha opinião mas sem entrar, seguramente, em qualquer tipo de discussão sobre o plantel com que o Vitória vai enfrentar a época de 2026/2027.
Quem seriam então aqueles, entre os 35, que poderiam ser úteis ao Vitória? 
As minhas escolhas seriam: Para a baliza Miguel Silva; para a defesa André Amaro; para o meio campo Cafu e João Carlos Teixeira; para as alas Ricardo Pereira e para ponta de lança Pedro Mendes. 
Seis jogadores que já vestiram a nossa camisola, alguns com grande destaque e que sabem bem do que a "casa" gasta.. 
Duas notas apenas sobre estes nomes: André Amaro com 23 anos apenas e sem clube (e muito valorizável ainda) seria uma clara prioridade enquanto Pedro Mendes, que apenas jogou na nossa formação mas é vimaranense, aos 26 anos podia ser um nome muito interessante porque é um PL de muito boa qualidade. 
Os restantes, Cafu, Ricardo, João Carlos Teixeira e Miguel Silva trariam qualidade e experiência.
Para lá destes seis há outros nomes que me agradam como é óbvio. 
Uma dupla que fez futor no Arouca constituida por Raja Mujica e Cristo González, Diogo Gonçalves , Fujimoto e Vitinha.
E um que até podia agradar, Musrati, mas como felizmente sou dos vitorianos que ainda tem memória...não. Nunca!
Depois Falamos.

https://www.zerozero.pt/noticias/35-nomes-que-fazem-sentido-voltar-a-liga-portugal-betclic/1157900

quarta-feira, julho 22, 2026

Choque

Confesso que tantas horas passadas sobre tomar conhecimento da triste notícia ainda me custa a acreditar que Luís Represas já não está entre nós. 
Eu sou da geração "Trovante" cujas músicas comecei a ouvir, a par de assistir a alguns espectáculos      
(muito menos do que gostaria certamente), vai para quase cinquenta anos. 
Os Trovante foram, em minha opinião, a melhor banda de sempre da música portuguesa e Luis Represas um dos melhores autores e compositores deste largo período a que depois juntava aquela voz extraordinária e uma presença em palco fantástica. 
Quer nos Trovante quer na carreira a solo deixou músicas e letras inesquecíveis e que sobreviverão muito para lá do desaparecimento físico do seu autor. 
Foi uma notícia inesperada e por isso ainda mais devastadora. 
Semanas atrás, no pavilhão Rosa Mota no Porto, tive oportunidade de assistir ao último concerto dos Trovante no âmbito de uma das cíclicas e espaçadas reaparições de uma banda que deixara de o ser há décadas atrás. 
Estava era muito longe de supôr, eu e os milhares de pessoas que lotaram o pavilhão, que era mesmo o último!
Até sempre Luís Represas.
Depois Falamos.

terça-feira, julho 21, 2026

Fraca

 Vi todas as finais de mundiais desde 1966.
Grandes jogos, grandes exibições, grandes jogadores a fazerem a diferença.
O Brasil de 1970, a Itália de 1982, a Argentina de 1986, o Brasil de 1994, a Espanha de 2010, a Alemanha de 2014 são alguns exemplos disso.
De equipas e de jogadores.
Um Mundial com uma final tão fraca como a deste ano é que nunca tinha visto.
Não pela Espanha que jogou, dominou, procurou o golo.
Mas pela Argentina que não jogou nada, que não fez um remate ebnquadrado com a baliza, que pareceu sempre mais interessada em dar pontapés nos adversários do que na bola.
Em sessenta anos foi o pior finalista de um mundial que me lembro de ver.
Uma equipa fraca até dizer basta.
Felizmente perdeu.
Porque se tem ganho seria um crime lesa futebol.
Depois Falamos

Exércitos

Farol de Ryazan, Rússia


Concorde

segunda-feira, julho 20, 2026

Comentadores

Foi quase obscena a forma como os dois comentadores da RTP apoiaram a Argentina e Messi.
Pareciam comentadores d euma qualquer televisao argentina.
Correu-lhes mal a vida e ainda bem.
Mas serviço público de televisão não é nem pode ser aquilo.
Aliás na comunicação social portuguesa vi muita porcaria durante este mundial felizmente já acabado.
Depois Falamos.
 

Justíssimo

A Espanha venceu o Mundial 2026 com inteira justiça dando alguma decência a um campeonato que foi uma vergonha.
Vergonha que também esteve presente neste jogo com um campeão mundial em titulo que passou duas horas sem fazer um remate enquadrado cm a baliza o que deve ser um triste recorde de uma final.
A Espanha fez 12 remates enquadrados e 20 no total com a Argentina a fazer apenas dois remates e ambos para fora.
Para já não falar da agressividade do costume e do mau perder de alguns argentinos no fim do jogo. A Espanha dominou por completo, deu um verdadeiro banho de bola e ainda ficou a dever a si própria mais golos que só não conseguiu por mérito do guarda redes adversário e também porque às vezes dava a sensação de que os seus jogadores queriam entrar com a bola pela baliza dentro.
Em suma cabe aqui dizer que a seleção que causou mais problemas ao novo campeão mundial foi mesmo Portugal, porque hoje " nuestros hermanos" fizeram gato sapato da Argentina e já tinham ultrapassado a França com algum à vontade, consagrando com este título um extraordinário trabalho de muitos anos de Luis de La Fuente.
Venha o Mundial de 2030 porque este não deixa saudades.
E de preferência sem Infantino na FIFA!
Depois Falamos.

domingo, julho 19, 2026

FSC

Francisco Sá Carneiro nasceu há 92 anos e morreu vai para 46.
O Portugal que temos hoje, apesar de tudo bem mais desenvolvido e moderno que o do seu tempo, não será exactamente aquele Portugal que ele sonharia que já pudesse existir mas pode dizer-se sem receio de desmentido que foi com ele que começou um ciclo de desenvolvimento que foi paulatinamente mudando o país. 
E por isso tantos anos depois da sua morte ele ainda é uma referencia e um exemplo a seguir.
Depois Falamos.

Sandycove, Dublin, Irlanda

Cotinga celeste

Farol

Abençoado

Que abençoado jogo foi este França x Inglaterra!
Sendo o jogo que ninguém quer disputar (em bom rigor acho que nem devia existir), porque estar nele significa ter perdido a oportunidade de lutar pelo título de campeão mundial, faz parte do calendário e por isso tem de ser jogado.
E franceses e ingleses jogaram-no.
De forma aberta, sem especiais preocupações tácticas, dando oportunidade a alguns jogadores de se estrearem no mundial ou somarem mais alguns minutos, conseguindo que de forma algo inesperada fosse dos jogos mais entretidos e bem disputados deste mundial.
Primeira parte de superioridade esmagadora da Inglaterra que foi para intervalo a vencer por 4-0, com um golo anulado e mais duas ou três oportunidades desperdiçadas, um resultado completamente inesperado e que seguramente não faria parte dos melhores ou piores sonhos conforme se fosse inglês ou francês mas era justo face à exibição inglesa e à estranha apatia francesa.
Ao intervalo Deschamps deve ter dito algumas "coisinhas" aos seus jogadores porque no reatamento se viu a verdadeira França impondo um vendaval de futebol ofensivo e conseguindo fazer três golos e falhar mais três ou quatro oportunidades claras (Olise então...) perante uma Inglaterra que pareceu atordoada perante o futebol francês e que voltou a cair quase por completo no erro cometido face à Argentina de querer defender o resultado.
Felizmente para eles, ingleses, o quase atrás referido foi a sua bóia de salvação porque mesmo remetida à defensiva também foi desenvolvendo alguns lances ofensivos nos quais desperdiçou, também ela, duas claras oportunidades de golo até que num magistral contra ataque conduzido por Spence (para mim um dos melhores jogadores deste mundial) conseguiu uma grande penalidade e Saka aumentou a diferença para dois golos suspeitando-se que era assunto arrumado.
Mas não era.
Porque Dembelé em tempo de descontos marcou o quarto golo francês voltando a cifrar a vantagem inglesa num só golo e quando já perpassava a possibilidade de um prolongamento (que acho que ninguém desejava) uma pequena obra de arte de Bellingham pôs termo definitivo ao melhor jogo de disputa de terceiro lugar que alguma vez me lembro de um mundial ter.
Um jogo bem disputado, com dez golos (não era futsal nem hóquei em patins) e um final bonito com jogadores e treinadores a confraternizarem durante largos minutos no centro do relvado com a curiosidade de a certa altura ser ver uma rodinha, daquelas que agora se fazem normalmente antes dos jogos, formada por jogadores de ambas as equipas o que foi algo de verdadeiramente original!
A Inglaterra consegiu o terceiro lugar, a sua melhor posição desde 1966, e a França terminou num imprevisto quarto lugar que sabe a pouco para uma equipa que atacava tão bem mas que se compreende porque de facto defendia mal.
E não foi apenas ontem.
Agora venha a final de hoje.
Depois Falamos.

Nota: Mbappé com dez golos será provavelmente o melhor marcador deste mundial. E bem o merece porque para lá de ter feito um campeonato de grande qualidade ontem terá sido o único francês que do primeiro ao último minuto esteve sempre ao seu verdadeiro nível.