
É bem demonstrativo da miséria moral em que está mergulhada a generalidade da comunicação social nacional, muito em especial as televisões, a forma tão corporativa quanto ridícula como reagiram a uma visita a Israel de um conjunto de "influencers" (não gosto nada do termo mas neste contexto tem de servir) portugueses conhecidos pela forma como tem apoiado o Estado judaico no conflito em curso no Médio Oriente.
Fizeram-no a convite do ministério dos negócios estrangeiros israelita, não o esconderam e bem pelo contrario referiram-no nos textos que escreveram, deixaram claro que viram o que lhes foi mostrado e que algumas fotografias e vídeos só foram publicados depois de visualizados por responsáveis militares das IDF.
Isto porque além de visitarem diversos pontos de Israel estiveram também algumas horas em Gaza ( e não dias como mentirosamente foi noticiado/intoxicado por cá) e visitaram pontos sensíveis do conflito como os famigerados túneis em que o Hamas gastou muito milhoes da ajuda humanitária que era seguramente para outros fins e onde prendeu, torturou e matou civis indefesos quer israelitas quer palestinianos.
Tudo claro, desde a posição dos visitantes quanto ao conflito até a quem pagou a visita, e não seria sequer notícia se não fosse a reação de despeito, de ciúme, de tosco corporativismo da comunicação social cá da paróquia.
Talvez por os visitantes tem tido a acesso a zonas a que eles , Comunicação Social, não tiveram, mas seguramente porque a realidade retratada pelos visitantes nas redes sociais difere muito dos noticiários comuns nas televisões baseados quantas vezes em informações do Hamas , assistiu-se à tal reacção ridiculamente corporativa despejando suspeições em cima de suspeições sobre os visitantes, insinuando que foram pagos para dizerem o que disserem, acusando-os de serem instrumentos da propaganda do governo de Israel.
Hipocrisia. Pura hipocrisia.
Porque quando se trata de flotilhas pagas por organizações terroristas, que vão dar passeios para o Mediterrâneo apenas e só para provocarem o Estado de Israel e sem qualquer preocupação humanitária, ou seja aí sim pura propaganda, já as televisões e os "Publixo" da vida não exibem qualquer preocupação sobre quem paga as viagens, ao serviços de quem estão, que objectivos perseguem e quem são os e as "Mortáguas" que vão a bordo.
Aceitam, acreditam e querem fazer acreditar que são missões humanitárias embora seja perfeitamente claro que não o são.
E por isso esta visita dos "influencers" a Israel teve duas vantagens.
Uma mostrar realidades não manipuladas e apresentadas por gente claramente identificada com uma das partes do conflito sem se disfarçarem de ajuda humanitária ou patranhas semelhantes como os flotilheiros.
Acredita quem quer mas ninguém pode achar que está a ser enganado.
Outra mostrar , uma vez mais, o nível de indigência ética, a falta qualidade jornalística e o corporativismo parolo a que está reduzida uma parte infelizmente significativa da comunicação social nacional a quem pouco resta em termos de credibilidade.
Depois Falamos.
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