sexta-feira, setembro 09, 2011

Amor à Camisola

Normalmente escrevo um post e depois coloco o link no facebook se entendo valer a pena.
Neste caso é ao contrário.
Fruto de uma reflexão no FB sobre um jogador do SLB, e de alguns comentários,resolvi escrever qualquer coisa sobre aquilo a que se chama "amor á camisola".
Termo muito usado no futebol e associado pelos saudosistas aos tempos em que para os jogadores a camisola era mais importante que o vencimento.
Hoje , em tempos de profissionalismo exacerbado,é evidente que o valor primeiro (e muito bem) está sempre relacionado com o contrato e respectivos vencimentos.
Pessoalmente, e enquanto vitoriano, o que espero dos jogadores do clube é um profissionalismo exemplar,um profundo respeito pela instituição,uma entrega sem limites nos treinos e jogos.
Se a isso acrescer a qualidade de adeptos acho excelente.
Caso contrário não tem problema nenhum.
De um profissional espero profissionalismo.
Sem prejuízo de considerar que existem jogadores e ex jogadores cuja ligação aos respectivos clubes é fortíssima e que serão sempre vistos como verdadeiros símbolos dos respectivos emblemas.
Que serviram profissionalmente mas com um sentimento profundo de adeptos iguais aos da bancada.
É o caso, a titulo de exemplo, de Flávio Meireles ou Pedro Mendes no Vitória.
De Eusébio ou Rui Costa no Benfica.
De Vítor Baía ou João Pinto no Porto.
De Damas ou Manuel Fernandes no Sporting.
Todos eles jogaram noutros clubes para além daqueles de que são adeptos,é verdade,mas serão sempre grandes referências por essa ligação umbilical de muitos anos.
E é por isso que reputo de fundamental a existência de referências assim.
Porque os profissionais ganham títulos,apuramentos europeus,troféus.
Mas esses jogadores especiais ganham adeptos, prestigiam o clube,constroem a mística que dá razão de ser à paixão de cada adepto pelo seu clube.
Depois Falamos

Angela Merkel

Hiena

quinta-feira, setembro 08, 2011

FPF Que Futuro?

Imagem: www.rr.pt

As eleições de Dezembro para os orgãos sociais da FPF já "mexem"!
O primeiro facto positivo, a confirmar-se porque com o personagem nunca fiando,é a saída de funções de Gilberto Madaíl depois de uns últimos anos de mandato absolutamente penosos por razões alheias ao futebol.
A verdade é que Madail de há muito tempo a esta parte pouco mais é do que um dirigente virtual que o futebol português devia ter dispensado há muito.
Neste momento existem dois candidatos praticamente assumidos:
O sportinguista Filipe Soares Franco e o benfiquista Fernando Seara.
Só falta aparecer um candidato oriundo do Belenenses para recordarmos os tempos negros em que o presidente da FPF era obrigatoriamente de um desses clubes lisboetas!
Creio que este súbito interesse dos clubes profissionais pela liderança da FPF tem obviamente a ver com o retorno á federação da arbitragem e da disciplina "fatias" bem apetecíveis de quem não quer descurar nenhum dos aspectos que contribui para a conquista de títulos, lugares europeus ou evitar descidas de divisão.
Pessoalmente acho que a FPF, e o futebol português,precisavam de dirigentes com um perfil clubistico menos acentuado e menos susceptíveis de serem olhados como "correias de transmissão" de quem os elege.
Porque um foi presidente do Sporting e o outro anda há vinte anos em programas televisivos a defender assanhadamente o Benfica.
Para além de ter sido mandatário das candidaturas de Luís Filipe Vieira ao clube sediado no bairro com o mesmo nome.
É pena que neste fim(?) de ciclo de Madail o futebol português não aproveite a oportunidade para se renovar,para arejar,para dar outros sinais do que é o poder federativo e de que forma deve servir a modalidade.
Mas são os dirigentes que temos.
Depois Falamos

terça-feira, setembro 06, 2011

Esticar a Corda.

Olho com alguma incredulidade para o que se está a passar na campanha para as eleições regionais de Outubro na Madeira.
Em que a um PSD no governo aparece como principal partido da oposição um CDS que está coligado com esse mesmo PSD no governo de Portugal.
É certo que se trata de uma eleição numa região autónoma onde não há nem nunca houve coligação entre ambos os partidos.
Mas isso não dispensava o CDS de ter um mínimo de bom senso e deixar a campanha a cargo dos seus dirigentes regionais poupando os dirigentes nacionais(membros do governo ainda por cima)a atitudes que são,no minimo,dúbias.
Mas não.
Há duas semanas o líder do CDS,Paulo Portas(também ministro dos negócios estrangeiros),foi à Madeira desferir um duro ataque a Alberto João Jardim e ao governo regional.
Agora,aumentando a escalada de provocação (não há outro nome a dar),realizaram as jornadas parlamentares na Madeira e com novos ataques violentos e virulentos de Portas a AJJ e ao PSD regional.
Decididamente o CDS está a esticar a corda.
Por razões que não conheço, que é difícil perceber, mas que revelam uma tremenda falta de bom senso e uma perigosa ignorância do que é o interesse nacional.
Que passa inapelavelmente pela estabilidade politica e pela coesão do governo da República.
Ou julgarão Portas e o CDS que um mau resultado do PSD/Madeira não terá significativas consequências no continente ?
A não ser que a direcção nacional do CDS prefira ver no governo da Madeira o PS em vez do PSD e se esteja nas "tintas" para os efeitos colaterais desta sua forma de fazer politica.
Que a sua ambição passe por uma derrota do parceiro de coligação.
Mas isso já não é politica.
É esquiziofrenia.
Perigosa.
Depois Falamos

"Berardices"

Durante muito tempo tive alguma curiosidade pela personagem que é Joe Berardo.
Parecia um protótipo do self made men que construíra uma fortuna com base no trabalho,na inteligência, na persistência.
Achava interessante a sua dedicação ás artes e a enorme colecção de que era e é detentor.
Esse interesse acentuou-se depois de um almoço no Funchal oferecido pela sua Fundação ao grupo parlamentar do PSD no âmbito de umas jornadas parlamentares a decorrerem no arquipélago.
Comecei a achar-lhe menos "piada" face ás condições em que sediou a sua colecção de arte no CCB fazendo daquele espaço público quase um armazém privado.
O que já não achei "piada"nenhuma foi do seu papel no "assalto" ao BCP em que me pareceu sempre estar a defender interesses próprios e alheios naquilo que é um negócio ainda hoje muito mal explicado.
Não gostei de ver a administração da CGD emprestar-lhe milhões de euros para tomar uma posição accionista com base na qual ajudou a derrubar a administração do BCP que viria a ser substituída precisamente por alguns elementos da administração da CGD que lhe emprestara o dinheiro.
Ligações perigosas á banca e ao governo de Sócrates pensei cá para com os meus botões.
Sabe-se hoje,através do jornal i,que Berardo recebera um empréstimo de mil milhões de euros (duzentos milhões de contos) para comprar acções do BCP que valem actualmente cerca de 70 milhões de euros (catorze milhões de contos)e que esse empréstimo tem como garantias a sua colecção de arte avaliada em 300 milhões de euros(sessenta milhões de contos).
Ou seja,em contas simples,há setecentos milhões de euros(cento e quarenta milhões de contos) a "voar"!
Emprestados pela CGD,ou seja,pela banca pública.
Definitivamente já não acho piada ao comendador Berardo.
Desconfio é que em volta deste negócio ruinoso há um enorme caso de policia.
Aguardemos para ver...
Depois Falamos

segunda-feira, setembro 05, 2011

Bom (Re) Começo

Foto: www.vitoriasc.pt
Em viagem não tive oportunidade de ver o Nacional-Vitória.
Mas vi resumos e escutei opiniões.
E falam-me de um Vitória bem diferente para melhor nos vários aspectos do jogo.
Na exibição, na procura do golo, na atitude.
De um padrão exibicional bem agradável, de um resultado que peca por escasso (excelente novidade) de uma equipa que apareceu no estádio da Madeira transfigurada para melhor.
E de algumas exibições individuais de muito bom nível.
Excelente.
Mas uma andorinha não faz a primavera e por isso é preciso cuidado com algumas euforias, com o passar do 8 ao 80 tão típico da nação vitoriana,com o pensar que agora vai ser tudo fácil.
Não vai.
Mas há que reconhecer ,com imenso gosto, que Rui Vitória trouxe á equipa uma motivação e um empenho diferentes.
E estou certo que do seu trabalho ainda resultarão muitas alegrias para os vitorianos.
Agora,fundamental,é que os adeptos "regressem" ao estádio e sejam aquele 12º jogador que nos fez temidos por quem nos visita.
E o próximo a aparecer por cá, não sei se de comboio,é o Sporting de Braga...
Ante disso,porém,uma ida á Luz.
Onde se espera atitude,garra e coragem.
Para lutar pelos 3 pontos.
Depois Falamos

Tubarão Branco


2013

É um lugar comum dizer-se que o tempo passa a correr.
E passa!
Não tão depressa como o Flash mas ainda assim a uma velocidade que não permite descuidos nem perdas de ...tempo.
Tenho escrito,aqui e ali, que considero as eleições autárquicas de 2013 as mais difíceis da história do PSD em termos de poder local face a um avultado número de dificuldades que parecem estar a caminho de concentrar-se.
A dois anos de distância, e com algum conhecimento que julgo ter do partido, identificaria cinco que se junta á velocidade do tempo para chegar a uma preocupante meia dúzia.
A primeira tem a ver com o facto de por imperativo legal mais de 80 presidentes de câmara do PSD não se poderem recandidatar a essas mesmas câmaras.
E embora um ou outro se vá candidatar a outros municípios a esmagadora maioria não o fará.
São dezenas e dezenas de processos sucessórios com os seus inerentes riscos.
A segunda tem a ver com o prevísivel descontentamento popular nessa altura.
Tradicionalmente o povo utiliza as autárquicas para mostrar um"cartão amarelo" ao governo e nada indica que deixe de o fazer desta vez quando as medidas tomadas para reparar erros cometidos por outros cobrarão pesada factura ao actual governo em termos de popularidade.
E se a essas medidas contratualizadas com a "troika" juntarmos alguns erros de iniciativa própria(e bem dispensáveis por sinal) então o "caldo" ameaça entornar.
A terceira tem a ver com a paralisia evidente do PSD.
Com a direcção politica no governo (Passos Coelho,Miguel Relvas,Paula T. Cruz ou Marco António Costa) com vices em trajectória de afastamento(Jorge Moreira da Silva e Diogo Leite Campos) ou mantendo a "virtualidade" de sempre(António Rodrigues e Nilza de Sena)o partido está sem direcção política no dia a dia e na tomada de decisões correntes mas importantes.
Até porque toda a gente percebe que o que se faz no partido obedece a directivas de quem está no governo.
Quando há tempo para as dar é claro...
E como o PSD precisava de ter vida própria neste momento difícil!
A quarta razão tem a ver com a falta de poder das distritais.
Outrora orgãos temidos e respeitados por quem dirigia o partido são hoje quase correias de transmissão das directivas que vem de cima sem poder para dizerem "Não" ou para forçarem a mudança de politicas e decisões.
As razões para isso acontecer são várias mas é difícil dissociá-las de hábitos,maus hábitos,que vem desde o "cavaquismo" mas que se agudizaram desde a saída de Barroso para Bruxelas.
A este ponto especifico voltarei com mais detalhe.
A quinta, última e mais poderosa(e perigosa) ,razão chama-se desilusão dos militantes.
Que sendo de uma generosidade a toda a prova nos momentos difíceis (leia-se partido na oposição) estão perplexos com o andamento das coisas.
Não porque queiram "jobs for the boys" sejamos claros.
Mas porque estão fartos de ficarem com a fama de "boys" quando os "jobs vão para outros vindos sempre de zonas cinzentas da politica.
Ou porque são convenientemente independentes quando o poder anda por outros lados,ou porque pertencem a organizações não politicas mas influentissimas,ou até porque se transferiram directamente da órbita dos governos socialistas para o da maioria PSD/CDS.
Sendo certo que os parceiros da coligação, o CDS, nessa matéria tem feito muito bem o trabalho de casa.
E não falta quem nas bases espere pelas autárquicas para marcar uma posição...
São sinais preocupantes estes.
Que desejo que os dirigentes concelhios e distritais saibam levar á direcção do partido a tempo de acertar "agulhas" no rumo politico que o partido está a seguir.
Porque chorar sobre "leite derramado" é uma grande chatice!
Depois Falamos

domingo, setembro 04, 2011

Duplo Erro

Tive sinceramente pena deste caso Ricardo Carvalho.
Desde logo porque o considero um jogador de excelente qualidade, ao nível de Rui Costa , Pauleta ou Vítor Baía para mim os melhores dos últimos quinze anos de selecção apenas atrás dos estratosféricos Figo e Ronaldo.
Depois porque a personalidade do jogador sempre me pareceu dotada de caracteristicas avessas a tomadas de posição deste género pelo facto de ser titular ou suplente.
Finalmente porque Paulo Bento vem fazendo um bom trabalho e recolocou a selecção na rota do Euro 2012 depois de convulsões politico-desportivas(por esta ordem) terem colocado esse objectivo em risco.
A responsabilidade é claramente do jogador.
E as justificações apresentadas pelo mesmo, ressalvando-se a humildade com que o fez essa sim imagem de marca sua, são absolutamente insuficientes e nada justificam.
Nem o abandono do estágio nem tê-lo feito sem dar "cavaco" a ninguém.
Errou.
Como Paulo Bento também errou na forma desproporcionada como respondeu
e no ter feito "tábua rasa" dos excelentes serviços do jogador á selecção e ao futebol português.
Não sei se o seleccionador precisa,ou precisava,de uma posição de força para reforçar a sua autoridade no balneário.
Se sim creio que escolheu mal a oportunidade e o jogador.
Ricardo Carvalho já fez o seu "mea culpa" e manifestou desejo de regresssar.
Seria bom que o treinador também pusesse de lado o orgulho e proporcionasse um regresso honroso do jogador a uma selecção a que ainda pode dar muito.
Porque erros todos cometem.
E para burrice pura e dura já bastou a de Scolari com Vítor Baía.
Depois Falamos.

Orson Welles


quinta-feira, setembro 01, 2011

Direitos e Deveres

Foto: http://gloriasdopassado.blogspot.com/

Publiquei este artigo no jornal "Povo de Guimarães

Descia-se a rua Francisco Agra ou percorria-se a rua Alfredo Pimenta até chegar á ponte de santa Luzia onde desembocava a antiga estraga Guimarães-Braga.
Depois, poucas centenas de metros acima do lado esquerdo, encontravam-se uns portões de madeira com um telhado do mesmo material a fazer lembrar, vagamente, alguns estádios ingleses anteriores á II guerra mundial.
Por aí se entrava na “Universidade da Amorosa” onde sucessivas gerações de atletas aprenderam a jogar futebol e sucessivas gerações de adeptos aprenderam a gostar do Vitória.
Utilizada durante 19 anos consecutivos ( 1946-1965) como “casa” do Vitória para as suas participações em campeonatos regionais e nacionais (e mantendo-se até 1974 como casa da formação vitoriana) foi lá que assisti ao meu primeiro jogo do Vitória que foi precisamente o ultimo lá disputado para o campeonato nacional.
O adversário era o Porto e o Vitória venceu o jogo.
Nesses portões estavam os …porteiros a quem os sócios mostravam o cartão e os não sócios o bilhete respectivo.
Quando em 1965-1966 o Vitória se mudou para o então municipal, muito mais amplo e com muitas mais entradas mas onde se via muito pior o jogo devido á distância das bancadas, o sistema de entrada manteve-se.
Pese embora ter aparecido o então conhecido como o “bilhete para o tijolo”, promovido pela saudosa comissão de fundos para um Vitória maior, que era uma forma de o clube fazer uma receita adicional que dava sempre muito jeito num tempo em que não havia televisões a pagar, publicidade nas camisolas e por aí fora.
Era um tempo em que ser sócio dava direito a ir aos jogos (e em quatro deles pagava-se “dia do clube”), aos treinos, a participar nas assembleias-gerais e ponto final.
Sendo que os jogos eram vistos de pé, quando chovia, ou sentados em bancadas de pedra ou madeira.
Nada que se parecesse com os confortos que hoje o estádio D. Afonso Henriques proporciona.
E ninguém reclamava.
Os tempos andaram.
E á boleia do mundial de juniores de 1991 e do Euro 2004 o Vitória modernizou extraordinariamente o seu estádio, fazendo dele um dos melhores do país, e a par disso construiu um excelente complexo desportivo e um pavilhão com óptimas condições para a prática de várias modalidades.
Hoje os sócios continuam a pagar a sua quota.
Independentemente de comprarem lugar anual tem uma cadeira com conforto mínimo onde assistirem aos jogos e bancadas cobertas na quase totalidade do estádio.
Os detentores de lugar anual não pagam bilhete para assistirem aos jogos contrariamente ao que acontece em muitos outros clubes.
Tem um pavilhão onde assistem, ora de borla ora pagando um bilhete simbólico, a jogos de primeiríssimo nível de voleibol e basquetebol com as equipas do clube a disputarem primeiros lugares dos campeonatos e taças de Portugal.
Nos vários relvados do complexo podem assistir a todos os jogos que quiserem dos escalões de formação sem pagarem um cêntimo por isso.
Digamos que face ao mesmo dever (pagarem a quota) os sócios tem muito mais direitos e regalias.
Infelizmente há alguns (poucos) que acham que esses direitos ainda não chegam.
E que onze euros/mês lhes dá também o direito de insultarem dirigentes, cuspirem em treinadores e baterem nos jogadores!
Como se não existissem formas civilizadas, e até estatutárias, de exprimirem o seu descontentamento perante a actual situação da equipa.
Curiosa interpretação não só dos seus direitos como daquilo que é ser vitoriano.
Eles provavelmente, mais alguns admiradores do mundo “facebookiano” e da blogosfera, acharão que fizeram uma grande proeza e que deram mostra de um vitorianismo a toda a prova.
Até a propósito desse acto, que envergonha todo um clube, achar-se-ão no direito de proclamar aquela frase tão estafada quanto a perder sentido todos os dias do “Somos Únicos”.
Estão no seu direito.
Como o Vitória, todo ele, tem o dever de separar as águas e dizer a esses pseudo vitorianos que estão a mais no clube.
Porque aquilo que fizeram nada tem a ver com o prestígio, a História e a dignidade de uma instituição chamada Vitória Sport Clube.

Trovoada

Foto: www.nationalgeographic.com

quarta-feira, agosto 31, 2011

Gaia

Vila Nova de Gaia é das cidades deste país de que tenho uma memória mais antiga.
Lembro-me de em criança,ainda em idade pré escolar ou já na primária ,de lá ir acompanhando o meu Pai que tinha relações comerciais com algumas empresas lá sediadas.
Nomeadamente a Fábrica Cerâmica de Valadares ou a Fábrica do Carvalhinho.
Lembro-me bem do eléctrico na ponte Luís I, da confusão de trânsito da Av.da República e de uma pastelaria onde íamos lanchar algures na zona onde hoje fica o Corte Inglês.
Passaram muitos anos mas as memórias são assim mesmo.
Depois houve um longo hiato em que de Gaia só me lembro de passar na auto estrada e de muitas idas aos cinemas do Arrábida Shopping que considero os melhores do país passe a publicidade.
Quis o destino que em 2005, em circunstâncias que já não importa recordar, tivesse ido para Gaia trabalhar.
E lá estive nos últimos seis anos e meio.
Até hoje.
Momentos bons e momentos maus, grandes vitórias e derrotas honrosas,mas essencialmente a conquista de novos amigos e de experiências que ficarão para o futuro.
Gaia proporcionou-me a conquista de muitas amizades pelo país fora em jornadas inolvidáveis.
Mas hoje, e neste post,quero citar aqueles que comigo trabalharam mais de perto e nas mais diversas ocasiões e circunstâncias.
E por isso deixo aqui publico testemunho de gratidão e amizade por algumas pessoas com quem tenho a certeza que manterei a amizade pela vida fora.
Uns estão em Gaia,outros já não.
Mas farão sempre parte da minha história de vida naquele município.
Vera,Abílio,Joana,Marta,Elsa,Filipa,Georgina, Meireles,Henrique(s),Cláudia,Isabela,Maria José,Fernando(s),Pedro,Rogério(s),Ricardo(s),Luísa,Dida,Ju,Paulino,Sérgio(s),Ana(s),Octávio,César,Joaquim,Abel,Zé Carlos,Moisés,Rui(s)e mais alguns e algumas cuja não menção se deve a lapso de memória seguramente.
Não esquecendo vereadores, deputados municipais e autarcas de freguesia com quem foi um privilégio trabalhar.
Uma palavra muita especial, de gratidão e saudade,para o Abílio Costa infelizmente já desaparecido.
Foi um dos responsáveis da minha ida para Gaia e alguém com quem partilhei momentos importantes da minha passagem por lá.
Como tive oportunidade de dizer a alguns,pessoalmente por telefone ou sms,deixei Gaia mas não deixei os amigos.
Depois Falamos.