
A presença do primeiro ministro de Israel na Assembleia Geral da ONU provocou na comunicação social nacional e nas redes sociais uma inacreditável quantidade de mentiras. manipulação de informação e mistificação da realidade apenas possíveis num país culturalmente atrasado, ou seja com muita gente que come o que lhe põe no prato sem parar um minutos para pensar, e com uma comunicação social enfeudada em boa parte a um wookismo militante para o qual a prioridade das prioridades é atacar Israel.
A grande "notícia" era o abandono da sala por algumas dezenas de delegações que levou a títulos e parangonas do género "sala quase vazia", "sala parcialmente vazia", "maioria dos países abandona sala" e mais algumas mentiras do género.
A verdade é que na sala ficaram 120 países enquanto os que a abandonaram foram 77.
Mas se contabilidade arrasa os mentirosos vale a pena analisar quem saiu e quem ficou.
Ficaram os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (EUA, China, Reino Unido, França e Rússia), ficaram todos os países da União Europeia com excepção de Espanha, e Eslovénia( sobre a República da Irlanda há versões contraditórias) , Canadá, Austrália, Japão, Ucrânia, Argentina, Emirados Àrabes Unidos, Indía, Sérvia, Coreia do Sul, México, Quénia e mais umas dezenas deles.
Com uma ou outra excepção todos eles democracias.
E quem saiu?
Turquia, Síria, Líbano, Jordânia, Egipto, Coreia do Norte, Arábia Saudita, Irão, , Iraque, Qatar, Koweit, Iemen, Indonésia, Paquistão, Libia, Sudão, Cuba, Peru, Afeganistão, Nicarágua e mais uns quantos.
Com uma ou outra excepção todos eles ditaduras ou Estados autoritários.
Ou seja Estados que não tem qualquer condição para darem lições de moral a quem quer que seja.
Com a nuance de durante o discurso posterior de Serguei Lavrov, o MNE da Rússia, terem todos eles permanecido muito sentadinhos pese embora Lavrov representar uma ditadura que invadiu um país vizinho, desencadeando uma guerra genocida (aí sim) que já provocou centenas de milhares de mortos, actos de inacreditável barbárie e grande destruição em muitas cidades ucranianas.
Aí os que se incomodam com Netanyahu e Israel branquearam a Rússia e Putin sem ponta de vergonha.
Resta uma nota final para Brasil e Espanha que também abandonaram a sala.
Brasil do antigo presidiário Lula da Silva e Espanha do futuro presidiário Pedro Sanchez.
Dois países empurrados para o absurdo em função de quem os governa e não apenas nesta posição quanto a Israel mas também noutra áreas com Lula a ser um fiel lacaio de Putin enquanto Sanchez não passa de um individuo sem carácter nem escrupúlos que se agarra a tudo quanto pode para se ir aguentando no poder de qualquer forma.
Nada que eleições não possam desejavelmente resolver.
Depois Falamos.
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