quarta-feira, setembro 16, 2026

Baixas

Este sendo um assunto fácil de abordar de forma demagógica, tão ao gosto de partidos radicais, há que o olhar, contudo, com alguma precaução.
Porque ao contrário do que pode levar-se a concluir por alguns titulos de jornais não se trata de 2000 novas baixas que por artes do diabo teriam todas aparecido de novo nesta primeira semana de aulas e que pressuporiam uma autêntica, e estranha , pandemia de alguma doença que atingisse exclusivamente professores.
Nelas se incluem a renovação de baixas já existentes, as baixas de longo prazo por doenças incapacitantes, as baixas por doenças reais surgidas agora e as baixas por motivos de força maior devidamente comprovados.
E se estas 2000 baixas representam cerca de 1,35% dos professores não se sabe exactamente quantas reportam aos casos atrás referidos pelo que há que ter alguma cautela na análise dos números.
Claro que para lá disso há também as baixas fraudulentas de pessoas que não estão doentes mas que por razões diversas, do não gostarem de trabalhar no ensino a terem outras ocupações passando por motivações políticas "Fenprofianas" , aproveitam estes últimos dias de Verão para meterem baixa.
Estranho?
Não. Infelizmente habitual em maior ou menor número.
E essas baixas é que tem de ser combatidas sem dó nem piedade.
Com juntas médicas para avaliarem a veracidade das doenças, com despedimento imediato sem direito a subsidío de desemprego e proibição de voltarem ao ensino aquelas que forem comprovadamente fraudulentas e punição adequada aos médicos que colaboram nessas fraudes.
Porque um país que se preze não pode entregar a preparação das gerações futuras a gente que não está à altura dessa responsabilidade.
Depois Falamos.

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