
Podemos fazer o balanço destas primeiras seis jornadas com base na dicotomia do copo meio cheio e do copo meio vazio.
O copo meio cheio"diz-nos" que somos a equipa mais rematadora da liga e que os golos acabarão por aparecer, que em Alvalade mereciamos empatar pela grande segunda parte que fizemos, que em Braga o jogo estava equilibrado e decidiu-se num lance fortuito, que com o Casa Pia podia ter sido uma goleada e que em Viseu dominamos e o resultado é injusto.
E acrescentar que há reforços que chegaram agora e que uma vez adaptados a equipa vai melhorar.
É tudo verdade mas temos quatro pontos.
O copo meio vazio diz-nos que falhamos muitos golos, que os sofremos de forma inaceitável, que a equipa tem lacunas evidentes, que ter os 3 guarda redes com menos de 23 anos é uma imprudência, que as substituições nem sempre são as adequadas nem no timing certo, que os últimos "onzes" suscitam mais dúvidas que certezas.
E diz-nos ainda que o arranque em 2005/2006, a época que ainda hoje é um pesadelo para os vitorianos, foi pouco diferente porque se agora temos uma vitória, um empate e quatro derrotas há vinte anos tínhamos uma vitória e cinco derrotas.
Certo é que há razões para preocupação embora ainda não para aflição.
E os próximos cinco jogos, num tempo em que para o Vitória qualquer jogo é difícil, também não são de molde a serenar as preocupações.
Recebemos o vizinho Moreirense, que tantas "partidas" nos tem pregado no nosso próprio estádio, vamos ao Benfica onde infelizmente perdemos quase sempre, recebemos o Marítimo, temos uma deslocação a Barcelos que nos últimos anos tem sido complicada e recebemos o Porto.
Ou seja temos de ganhar a Moreirense e Marítimo e pontuar em Barcelos ( Benfica e Porto são jogos para lutar pelos pontos mas o grau de dificuldade é muito maior) para que a preocupação não se transforme em aflição.
Depois Falamos.
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