segunda-feira, março 15, 2010

O Nosso Partido é tão Bonito

Foi com esta frase,que titula o post,que o eng Eurico de Melo um dia começou a sua intervenção num congresso do PSD.
Já não me lembro,nem interessa,em que congresso foi.
Sei que já passaram uns anos sobre a data.
Em Mafra o PSD realizou esta semana o seu 32º congressso,que para a minha conta pessoal teve a curiosidade de ser o 20º, e lembrei-e muitas vezes dessa frase.
Porque foi um congresso muito bonito a fazer lembrar outros que ajudaram a crescer a "lenda" dos conclaves laranja.
Sala sempre cheia,delegados e observadores muito interessados no decorrer dos trabalhos,debate vivo e muito interessante entre os candidatos á liderança nas directas dos dia 26.
Gostei.
Como gostei, e muito, dos momentos especiais em que antigos lideres se dirigiram ao congresso numa manifestação do seu interesse em ajudarem o partido a ultrapassar esta fase menos boa de um percurso já longo de quase 36 anos.
Marcelo Rebelo de Sousa,Pedro Santana Lopes, Luís Marques Mendes e Luís Filipe Menezes
estiveram presentes (nunca tinha acontecido tantos ex lideres participarem num congresso)e foram autores de magníficos discursos que empolgaram a plateia e lembraram tempos idos em que os congressos eram momentos inimitáveis da vida do PSD.
Foi um belo congresso.
Que, como parece ser parte integrante do nosso código genético, também não dispensou dois momentos que eram bem... dispensáveis.
O da trapalhada inicial sobre a hipotética,e felizmente não confirmada,redução dos trabalhos para um só dia.
E depois aquela inacreditável ,e inaceitável, alteração estatutária que prevê penalizações para quem criticar a liderança num determinado prazo de tempo anterior ás eleições.
A que já chamam a "leia da rolha"!
E que ameaça ficar como a imagem mais marcante de um congresso que bem pode ser recordado por tantas coisas bem mais agradáveis e úteis que lá se passaram.
Mas somos assim e não há nada a fazer.
Porque não resistimos a "borrar" a pintura.
Depois Falamos

quarta-feira, março 10, 2010

O Mundial e a Selecção

Foto:http://vitoriasempre.net
Publiquei,hoje,este artigo no site da Associação Vitória Sempre.
O Vitória vai ter eleições no próximo dia 20 de Março. Como todos sabemos existem duas listas, dois programas, duas formas inteiramente diferentes de verem o Vitória.
Em 3 de Fevereiro de 2010, altura em que não tinha decidido integrar uma das candidaturas, escrevi neste espaço um texto dedicado aquilo que considerava essencial para quem quisesse governar o clube a seguir às eleições de Março.
Foi na base desse texto, e da forma como ele expõe o que penso sobre o Vitória, que aceitei integrar a lista de Manuel Pinto Brasil.
Precisamente por concluir que havia grande sintonia de pontos de vista na forma como víamos o clube.
Mas hoje não escreverei sobre as eleições.
Pegando num mote lançado pela Associação no Facebook (Eu quero ver o Nuno Assis no Mundial) proponho-me reflectir um pouco sobre os possíveis critérios e escolhas do seleccionador nacional na preparação para o campeonato do mundo.
Ao contrário do que vejo propagandear por aí, até por gente com grandes responsabilidades na orgânica do nosso futebol, eu não acho nada que Portugal possa fazer uma campanha sequer idêntica á do Alemanha 2006.
Desde logo, razão essencial, por termos pior equipa do que há quatro anos.
De lá para cá podemos considerar que Ronaldo está melhor jogador, mais completo, mas já tivéramos um excelente Ronaldo nesse mundial.
O núcleo base da selecção, esse, mantêm-se quase o mesmo.
Ricardo Carvalho, Deco , Simão, Paulo Ferreira, Miguel , Tiago, previsivelmente estarão nos convocados a que se juntarão os mais jovens como Miguel Veloso, Moutinho, Danny, os naturalizados como Pepe e Liedson e os finalmente lembrados como Pedro Mendes.
A completar o lote estarão Hugo Almeida, Duda, Bruno Alves, Rolando e mais um ou outro dependente de lesões e momentos de forma.
O que importa relevar é que, com a devida licença de Pepe e Bruno Alves, Pedro Mendes ou Danny (excelentes jogadores), não apareceu nestes últimos quatro anos nenhum jogador de classe superior a fazer-nos esquecer os que já lá não estarão.
Á cabeça de todos o grande Luís Figo.
O mais talentoso jogador português entre Eusébio e Ronaldo.
Capitão e líder da selecção.
Mas também o maior goleador de sempre (Pauleta) e um jogador de elevadíssimo rendimento em fases finais (Maniche).
E para substituir esses três, especialmente Figo, não vejo de momento alternativa equiparável.
É aqui que vale a pena falar de Nuno Assis.
Porque neste momento não vejo em Portugal, ou português a jogar noutros países, jogador com tamanha capacidade de provocar desequilíbrios ofensivos como o 10 do Vitória.
Desde o final da primeira volta do campeonato passado e até ao momento, Assis tem realizado um conjunto de exibições de levado gabarito, marcado golos, feito assistências e contribuído para alguns momentos de puro espectáculo.
Ainda domingo com o Nacional andou magia á solta no relvado do nosso estádio.
Magia assente na técnica, na velocidade, na acutilância ofensiva e na capacidade de desequilibrar.
Assim sendo, e considerando os deploráveis momentos de forma de alguns convocados habituais (Moutinho á cabeça) parece lógico que Assis seja um potencial convocado para o Mundial.
Tem contudo alguns contras:
Pouquíssima experiência de selecção face a alguns anos apagados de carreira.
Jogar num clube que é visto com olhos diferentes de SLB/SCP/FCP por quem manda no futebol português.
Não ter nenhum empresário a fazer lobby pela sua convocação ao contrário de outros jogadores.
A favor tem, contudo, alguns argumentos:
O excelente momento de forma.
A experiência que é um facto decisivo em provas como um Mundial.
O facto de Carlos Queiroz já lhe ter dado uma oportunidade na fase de apuramento.
Neste quadro e partindo do princípio de que Assis acabará o campeonato em grande, como tudo parece indicar, será uma verdadeira injustiça se ele não estiver nos 23 eleitos para o Mundial.
Porque no relvado fez tudo para o merecer.

Cidade do Cabo, África do Sul


terça-feira, março 09, 2010

Atitude Exemplar

Castanheira Barros formalizou dias atrás a sua candidatura a presidente do PSD.
Sem máquina por detrás,sem figuras conhecidas a apoiá-lo,sem o conforto de distritais e concelhias a darem suporte á candidatura.
Fê-lo em nome de ideias próprias,tão respeitáveis como as de qualquer outro candidato, num acto de serviço ao partido que importa reconhecer.
Porque foi para isto que as directas se fizeram.
Para democratizar o acesso dos militantes á disputa do topo da hierarquia.
Castanheira Barros percorreu o país,foi a plenários concelhios e assembleias distritais,esteve nos ASD,nos TSD e na JSD.
Falou com muitos e muitos militantes e conseguiu as assinaturas necessárias.
Confesso que me impressionou a sua perseverança, a sua tenacidade a convicção de que conseguiria o objectivo.
Foi assim que se construiu o PPD.
Foi assim que se fez crescer o PSD.
Castanheira Barros não terá o meu voto.
Mas merece a admiração de todos os militantes.
Pelo exemplo de cidadania e amor ao partido que está a dar.
Depois Falamos

segunda-feira, março 08, 2010

Viagem por Guimarães

A viagem começou a 25 de Fevereiro num auditório do Centro Cultural de Vila Flor.
Depois de uma rábula que não vale a pena relembrar e que obrigou a Lista A a procurar um espaço para fazer a apresentação da sua equipa fora de instalações do clube ao contrário do que seria normal que acontecesse.
E fizemo-nos á estrada para,junto dos vitorianos,podermos dar a conhecer ideias e candidatos para as eleições de 20 de Março.
A vila de Ronfe foi propositadamente a primeira paragem.
Por entendermos dar um sinal de igualdade no tratamento entre cidade e restantes vilas e freguesias.
Depois Serzedo, uma freguesia pequena mas com grande densidade vitoriana, onde os sinais de adesão confirmaram as boas expectativas tidas em Ronfe.
A seguir a primeira sessão na cidade.
S.Sebastião para apresentação do programa.
Casa cheia e um interesse enorme pelas propostas apresentadas.
Fermentões foi a paragem seguinte em mais uma sessão animadora.
Ontem Pevidém.
Muita gente, muito interesse,entusiasmo visível pelas ideias e projectos expostos.
Do outro lado da rua a Lista B também apresentava as suas propostas.
Casualidade infeliz que impediu muita gente de assistir ás duas sessões e poder comparar os dois programas.
A única comparação que importava realmente fazer.
E a que mais nos interessa.
Porque se a aposta fosse exclusivamente em comparar audiências então teríamos boas razões para estarmos muito satisfeitos.
Muito mesmo.
Pese embora uma ou outra noticia, escrita por jornalistas de "carregar" pelo ouvido,parecessem indiciar outra realidade.
Nos quinze dias que restam de campanha a aposta vai manter-se.
Percorrer o concelho.
Falar com os vitorianos.
Convencê-los de que é possível um Grande Vitória.
Colhendo os contributos de 87 anos de História.
E ousando sonhar um futuro Maior.
Depois Falamos

sábado, março 06, 2010

Orgulho Vitoriano

Foto: www.vitoria.grande.org

Um grande treinador.
Fernando Sá.
Uma grande equipa.
E os exitos vão-se sucedendo.
Ontem, nos 1/4 de final da Taça de Portugal de basquetebol,o Vitória venceu o Benfica com todo o brilhantismo.
E o Benfica é a equipa que comanda invicta o campeonato.
Hoje defrontamos o F.C.Porto ,nas meias finais, rumo á desejada final e á conquista de mais uma Taça.
O Basquetebol é uma modalidade que não tem grande tradição em Guimarães.
As modalidades,para além do futebol,que sempre despertaram grande interesse foram o voleibol e o andebol.
Mas esta equipa do Vitória está a ganhar o seu espaço.
Conquistando titulos e aumentando o palmarés do clube.
Merece todo o apoio e todas as condições para atingir muitos sucessos.
Porque valor, ambição e categoria tem eles de sobra.
Depois Falamos

sexta-feira, março 05, 2010

Raposa do Ártico


Que Dizer ?

A selecção nacional portuguesa jogara na noite anterior em Coimbra.
Jogo de preparação para o Mundial de 2010.
Lá estiveram alguns dos melhores jogadores europeus e mundiais como Ronaldo por exemplo.
Mereceram do jornal A Bola uma pequena referência no alto da primeira página.
Porque o enormíssimo destaque foi para o paraguaio Cardozo,jogador do Lisboa,que também num jogo de preparação para o mesmíssimo Mundial marcara dois golos pela sua selecção.
Da qual,como é sabido,existem inúmeros adeptos em Portugal!
A isto se chama subserviência aos interesses de um clube.
Pior até, servilismo puro.
Não tenho nada contra as estratégias comerciais deste ou de qualquer outro jornal.
Pese embora desconfiar que de Vítor Santos a Carlos Pinhão, passando por Alfredo Farinha ,Aurélio Márcio, Carlos Miranda e tantos outros que fizeram deste jornal uma referência (entretanto perdida) jamais seria possível esta capa no dia seguinte ao de um jogo da selecção de Portugal.
A mim o que preocupa, como português e como cidadão, é que estas capas vendam jornais.
Que exista gente que não só aceita produtos destes como ainda os compra.
De facto o futebol português é também, e cada vez mais,uma questão de cultura.
Ou de falta dela.
Depois Falamos

quinta-feira, março 04, 2010

A Campanha

A campanha eleitoral no Vitória está em curso.
São conhecidas as listas, os programas, as acções de campanha eleitoral.
Que se deseja serena, esclarecedora,capaz de proporcionar aos sócios a possibilidade de
optarem pela proposta que considerem mais correcta.
Sendo certo que tudo deverá começar pela avaliação do mandato que agora termina da actual direcção.
Lista B nestas eleições.
Separando o trigo do joio,deixando de lado a propaganda inócua, valorizando o que tem mérito e pesando os erros cometidos.
Que são alguns e particularmente graves no que ao futuro do clube respeita.
É a minha opinião.
E bem gostaria,como todos os meus colegas de Lista A, de ter oportunidade de os discutir com os membros da outra lista tendo como fim ultimo o cabal esclarecimento de todos os sócios do Vitória.
Discutir o mandato que agora acaba e debater com profundidade os projectos que se apresentam a votos.
No futebol, nas finanças, nas modalidades amadoras, no marketing,no projecto associativo,no património.
Infelizmente a receptividade da Lista B para um conjunto de debates tem sido nula.
Apenas aceitam, e no meio de um vendaval de exigências, debates entre candidatos a presidente como se o futuro do Vitória fosse um "duelo" a dois.
Não.
As listas tem onze elementos que vão a votos com igual legitimidade.
Cremos,sinceramente,que quem não deve não teme.
E que os vitorianos bem gostariam,ao votarem, de saberem o que pensam aqueles que vão eleger.
Pela Lista A podem estar tranquilos.
Estamos disponíveis para todos os debates.
E nas nossas sessões de campanha todos os candidatos podem usar da palavra.
É pena que a Lista B pense de outra maneira.
E que debaixo do "guarda chuva" presidencial se abriguem um conjunto de homens (porque mulheres só na Lista A)de quem se desconhece um pensamento sobre o clube,uma estratégia,uma afirmação vitoriana.
Comparem os sócios.
As pessoas, os programas,as estratégias.
Por nós aguardamos tranquilamente o juízo da massa associativa.
Depois Falamos

Soneca


segunda-feira, março 01, 2010

Fábula e História


Por razões que se prendem com o processo eleitoral no Vitória tenho,nos últimos dias,acompanhado um pouco mais á distância as directas no PSD.
Não tão longe que não consiga ter uma opinião, muito pessoal e falível como é óbvio,sobre o actual estado das coisas.
Creio,para começar pela análise mais fácil,que Aguiar Branco não tem qualquer hipótese de vencer ou sequer de ficar em segundo lugar nesta eleição.
Não tem "máquina",não tem apoios no terreno,não entusiasma ninguém.
Irá até ao fim,o que compreendo no plano da honra pessoal,mas o destino está traçado.
Paulo Rangel,pese embora todas as contradições de que se revestiu o seu processo de candidatura (Aguiar Branco que o diga...), parece-me claramente um candidato em ascensão.
Tem "máquina", está a ganhar adesões em vários pontos do país (algumas até bem surpreendentes) e a aura de ter ganho as europeias.
É certo que com um resultado fraquinho,face ao estado do PS e ao inenarrável Vital Moreira,mas ...vitorioso.
Se no congresso de Mafra conseguir uma prestação bem sucedida, o que é provável face ao seu estilo de discurso,poderá cavalgar a onda nos quinze dias finais de campanha.
Pedro Passos Coelho, o grande favorito, tinha até há pouco um desafio importante: ganhar com mais de 50% para não experimentar as fragilidades de uma liderança sufragada por menos de metade dos eleitores.
Hoje o desafio aumentou.
Agora é mesmo o ganhar que pode estar em causa.
Porque para além do crescimento,esperado apesar de tudo, de Rangel surgiu um novo problema.
A Madeira.
Problema aliás desnecessário e bem evitável.
"Comprar" uma guerra com Alberto João Jardim nesta altura do campeonato,e sabendo-se das especificidades dos ficheiros eleitorais do PSD/Madeira,pode ser um verdadeiro "hara quiri" político.
Porque para o "veneno" de uma votação massiva na Madeira não há "antídoto" no Continente por maior que seja o empenho de algumas distritais.
Ainda por cima quando se fica com a sensação de que a campanha no terreno,que não nas livrarias que essa tem corrido bem,está lenta no arranque e indefinida nalgumas opções.
Creio que se as eleições fossem hoje a vitória,apesar dos óbices referidos,não fugiria a Pedro Passos Coelho com um resultado claro.
A 26 de Março,com um congresso envolto em neblinas pelo meio, é legitimo que se instalem algumas interrogações.
Pessoalmente acredito que Pedro Passos Coelho continua a ser favorito.
Mas terá de fazer mais por isso!
Depois Falamos