Já não me lembro,nem interessa,em que congresso foi.
Sei que já passaram uns anos sobre a data.
Em Mafra o PSD realizou esta semana o seu 32º congressso,que para a minha conta pessoal teve a curiosidade de ser o 20º, e lembrei-e muitas vezes dessa frase.
Porque foi um congresso muito bonito a fazer lembrar outros que ajudaram a crescer a "lenda" dos conclaves laranja.
Sala sempre cheia,delegados e observadores muito interessados no decorrer dos trabalhos,debate vivo e muito interessante entre os candidatos á liderança nas directas dos dia 26.
Gostei.
Como gostei, e muito, dos momentos especiais em que antigos lideres se dirigiram ao congresso numa manifestação do seu interesse em ajudarem o partido a ultrapassar esta fase menos boa de um percurso já longo de quase 36 anos.
Marcelo Rebelo de Sousa,Pedro Santana Lopes, Luís Marques Mendes e Luís Filipe Menezes
estiveram presentes (nunca tinha acontecido tantos ex lideres participarem num congresso)e foram autores de magníficos discursos que empolgaram a plateia e lembraram tempos idos em que os congressos eram momentos inimitáveis da vida do PSD.
Foi um belo congresso.
Que, como parece ser parte integrante do nosso código genético, também não dispensou dois momentos que eram bem... dispensáveis.
O da trapalhada inicial sobre a hipotética,e felizmente não confirmada,redução dos trabalhos para um só dia.
E depois aquela inacreditável ,e inaceitável, alteração estatutária que prevê penalizações para quem criticar a liderança num determinado prazo de tempo anterior ás eleições.
A que já chamam a "leia da rolha"!
E que ameaça ficar como a imagem mais marcante de um congresso que bem pode ser recordado por tantas coisas bem mais agradáveis e úteis que lá se passaram.
Mas somos assim e não há nada a fazer.
Porque não resistimos a "borrar" a pintura.
Depois Falamos













