quinta-feira, junho 11, 2026

Sporting

 Alguns amigos meus ,sportinguistas dos quatro costados, deu-lhes de há algum tempo a esta parte para embirrarem com Cristiano Ronaldo. 
O motivo alegado, mas sem correspondência com a realidade, é o seu rendimento na seleção ( onde os números incluindo os da fase de apuramento para o mundial 2026 falam por ele) mas a verdade estará, isso sim, no facto de Ronaldo ter recusado regressar ao Sporting, nomeadamente depois da segunda passagem pelo Manchester United, preferindo o Al Nassr. 
E eles não aceitam isso. 
Porque aceitar seria aceitar também que a recusa terá assentado no facto óbvio de o Sporting ser pequeno para Ronaldo habituado a jogar noutros patamares e a lutar por outros títulos. 
E por isso nem regressou naquela altura nem em qualquer outra. 
Já sei que o argumento é perguntarem se o Al Nassr é maior que o Sporting. Não, não é. 
Mas pode o Sporting pagar a Ronaldo 258 milhões de euros / ano como o Al Nassr ? 
Nem vale a pena responder. 
E para quem caminha para o final da mais brilhante carreira da História do futebol o dinheiro também conta. Especialmente valores dessa ordem.
E por isso mais valia esses meus amigos aceitarem as coisas como elas são. 
O Sporting tem uma escola de formação fabulosa, talvez a melhor do mundo, é uma excelente rampa de lançamento para grandes carreiras internacionais mas não tem dimensão competitiva nem luta por objectivos que interesse aos grandes jogadores. 
E por isso Cristiano Ronaldo não regressou. 
E por isso Luis Figo não regressou. 
E por isso Paulo Futre não regressou. 
E por isso Ricardo Quaresma não regressou. 
E ao referir estes quatro jogadores estou a referir os quatro melhores "produtos" de sempre da formação leonina que atingiram dimensão mundial. 
E podia citar outros, de patamar não tão elevado mas igualmente grandes jogadores, que também não voltaram. 
Simão Sabrosa, Rui Patrício, João Moutinho, Jorge Cadete. 
Em suma agora que estamos em dia de início de Mundial talvez seja tempo de todos se unirem em torna da seleção e deixarem de lado azias que nada tem a ver com ela. 
As coisas são o que são e aceita-las ajuda a ultrapassar esse distúrbio gástrico.
Depois Falamos.

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