
Olho com interesse e natural curiosidade para este quadro que na sua simplicidade, e portanto fácil entendimento, mostra de forma muito clara o que tem sido o exponencial crescimento do Chega em eleições legislativas e de André Ventura em eleições presidenciais.
Olho para um partido que em 2019 elegeu apenas um deputado e que apenas seis anos depois se tornou a segunda força parlamentar elegendo sessenta deputados.
Olho para um candidato presidencial que em 2021 foi apenas mais um candidato dos que não passou a uma aliás inexistente segunda volta e em 2026 "forçou" uma segunda volta algo que não acontecia há quarenta anos quando Mário Soares derroutou Freitas do Amaral por curta margem.
Não sou eleitor do Chega.
Nunca fui nem é nada provável que o venha a ser.
Mas não desvalorizo estes números nem a insatisfação de muitos portugueses que permitem que eles tenham esta expressão.
Discordp do Chega em muita coisa mas dou-lhe razão nalgumas e sei que o discurso de André Ventura, essencialmente de André Ventura, é ouvido com agrado e aplauso por muitos portugueses que valorizam o ele dizer em voz alta o que muita gente pensa mas tem receio de dizer.
Não considero o Chega um partido de extrema direita e muito menos um partido fascista mas sim um partido de direita radical que não põe em causa a presença de Portugal na União Europeia nem na NATO porque esse é a posição de partidos totalitários de extrema direita fascista e extrema esquerda comunista.
Se gosto destes números?
Não, não gosto.
Não por serem obtidos especificamente pelo Chega mas porque traduzem que há muitos portugueses a quem Portugal continua a não dar razões para estarem satisfeitos com o seu país.
Se me preocupam?
Preocupariam bem mais se fossem obtidos pelo PCP , pelo BE ou pelo Livre.
Porque é bem preferível a direita, radical mas democrática, à extrema esquerda totalitária pelo menos para quem gosta de viver num país livre e democrático.
As coisas são o que são.
Depois Falamos.
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