domingo, junho 21, 2026

Dalot

Um jogador profissional de futebol tem de estar preparado para tudo já se sabe.
Para o elogio e para a crítica, para a justiça e para a injustiça, para o admirador e para o hater.
Tive oportunidade de ouvir a conferência de imprensa em que Diogo Dalot, de forma tão sensata quanto explicita, falou sobre o momento da seleção desmentindo atoardas e canalhices e reiterando o absoluto empenho de todo o grupo em fazer esquecer a má exibição com o Congo e conseguir um percurso mundialista que orgulhe Portugal e os portugueses.
Mas também percebi onde queria chegar com as palavras duras mas verdadeiras sobre haver gente que não quer que Portugal ganhe.
Porque há.
E neste tempo de comunicação global é evidente que os jogadores tomam conhecimento daquilo que se vai dizendo e escrevendo no seu país (sim, no seu país...) sobre a seleção , sobre eles próprios e sobre o selecionador Roberto Martinez.
E por muito preparado que se esteja, e por muito profissional que se seja, acredito que é difícil aceitar e fazer de conta que não se passa nada quando a canalhice, a má educação, a cretinice, atingem a expressão que se vê nas redes sociais mas também nos jornais onde alguns colunistas que raramente ou nunca escreveram sobre futebol e agora fala de cátedra como se percebessem alguma coisa do assunto e em comentadores televisivos simplesmente asquerosos.
É evidente que essa gente apenas se representa a ela própria e está muito longe do sentir daquela que acredito ser da esmagadora maioria dos portugueses e que é de apoio e incentivo á seleção.
Mas para quem está a vestir a camisola de Portugal numa grande competição desportiva  internacional, a maior a seguir aos Jogos Olimpícos, deve ser desanimador e triste constatar que há uma pequena rectaguarda sempre ansiosa e desejosa de que as coisas corram mal para poderem espalhar com alegria o seu veneno e praticarem  o "bota abaixismo" de que tanto gostam.
Quem diria que o famoso cavalo de Tróia deixaria tão fracos seguidores...
Mas deixou!
Depois Falamos. 

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