terça-feira, março 15, 2016

7 Notas

Não tive oportunidade de ir ao estádio, e na televisão vi o jogo sem poder prestar a atenção que gostaria, pelo que não me pronunciarei sobre ele de forma mais exaustiva.
Deixarei apenas cinco notas.
1) O Paços de Ferreira tem uma longa tradição de fazer bons resultados em Guimarães frente ao Vitória. Mais uma vez confirmou essa tradição embora este tenha sido dos triunfos mais felizes dos pacenses face ao que se viu durante os 98 minutos que o jogo durou.
2) O Vitória alinhou o seu onze inicial com seis emprestados e viria a utilizar um sétimo durante a partida. Algo que nunca tinha acontecido e que se espera não ver repetido porque todos estaremos de acordo que não deve ser este o caminho. Já para não falar do rendimento dos jogadores...
3) O relvado continua a não estar nas melhores condições. E não deixa de ser curioso que essa situação se repita noutros estádios onde foi disputado o Euro 2004 e que desde então tem experimentado dificuldades para estabilizarem relvados em condições.
No do Vitória a situação persiste, pese embora todos os esforços feitos na ultima meia dúzia de anos, e isso também prejudica o rendimento da equipa e favorece quem vem ao D.Afonso Henriques fazer do anti jogo a estratégia para o ...jogo.
4) A equipa nos dois ultimos jogos rematou muito pouco. E Dourado tem sido o grande sacrificado porque não lhe chegam bolas "rematáveis". Talvez seja tempo de experimentar outra forma de jogar utilizando dois pontas de lança (Dourado e Valente) em simultâneo.
5) João Capela é...João Capela! E por isso nada de bom se pode esperar dele. No jogo de domingo cometeu vários erros dos quais o mais grave terá sido a expulsão de João Teixeira. Foi uma entrada de "sola", perigosa, mas jogando a bola e só depois tocando no adversário. O "amarelo" seria a punição adequada. Não teve Capela o mesmo critério mais tarde numa entrada de Manuel José a Otávio em que "apenas" exibiu o cartão amarelo. E ou era vermelho para os dois ou amarelo para ambos. No critério disciplinar o Vitória, neste e noutros lances, foi lesado.
6) O árbitro deu três minutos de desconto na primeira parte e cinco na segunda. Manifestamente pouco para o persistente anti jogo do Paços de Ferreira durante toda  a partida. Marcaram aos dois minutos e aos quatro já estavam a queimar tempo. Tem razão os responsáveis do Vitória que criticaram a postura do adversário. O respeito pelos espectadores e pelo futebol é incompatível com "estratégias" daquelas. E também por isso o resultado foi injusto.
7) Era "domingo de Lázaro". E a tradição ainda é o que era.
Depois Falamos

7 comentários:

Anónimo disse...

Se a equipa jogasse bom futebol, e psicologicamente estivesse bem, não haveria árbitro que a impedisse de ganhar. Estas desculpas da direcção, para justificar o que na realidade é a total ausência de estratégia desportiva do clube, a mim já não me enganam. E se os árbitros são um problema mostrem-no à Liga todas as semanas e recusem determinados árbitros junto do responsável - neste caso a pressão tem de ser constante e não só depois das derrotas.
Relativamente à equipa a maioria dos jogadores do Vitória estão em Guimarães a fazer jogos-treino, exceptuando alguns honrosos casos de dedicação séria ao clube. O Vitória continua a ser uma espécie de equipa C de alguns clubes. Outro pormenor interessante é termos um patrocinador de bebidas energéticas e depois a equipa parece que não tem força nem para correr, nem para chutar, nem para pensar; preferia o patrocínio da Delta ou da Sical. Assim é má publicidade tanto para o patrocinador como para o clube...

Miguel Silva

Francisco Guimarães disse...

No dia em que o Vitória tiver um presidente verdadeira e sentidamente Vitoriano deixarão de haver jogos em Guimarães no Domingo de S.Lazaro.
Não vou dizer que o actual e anteriores presidentes não fizessem tudo o que sabiam pelo Vitória! Confesso que só me lembro de Pimenta Machado em diante e, por muito que fizessem pelo clube, não eram/são verdadeiros Vitorianos. Poi um verdadeiro Vitoriano não marcaria jogos para este dia viessem a Liga, Federação, Nos, Meo ou quem viesse!

Anónimo disse...

Caro cirilo.
So nos podemos culpar de nos proprios pois demos 45 mint de avanco ao adversario.
Equipa sem garra sem sem atitude sem fio de jogo q usa e abusa do pontape pa frente a imagem perfeirta da nossa direcao.
Segunda parte claramente melhor.
Mas o que mais me revoltou neste jogo foi ver um meio campo e ataque so de jogadores emprestados foram 6 e entrou um setimo sem acrescentarem qualidade nenhuma a equipa.isto e uma vergonha no final da epoca vao se embora e toca a refazer nova equipa outra vez (incluindo equipa tecnica q com muita pena minha n continuara em funcoes). Ja chegade incompetencia.
Pedro Oliveira

luis cirilo disse...

Caro Miguel Silva:
Na realidade a arbitragem foi lesiva do Vitória mas não se esgotam nela as responsabilidades.
A equipa jogou mal, praticamente não rematou e as alterações introduzidas pelo treinador ,quer de inicio quer nas substituições não acrescentaram nada. Pelo contrário. Naturalmente que o elevado número de jogadores emprestados em nada ajuda ao espirito de equipa e à ambição de atingir metas. Por razões tão óbvias que me dispenso de as referir.
Caro Francisco Guimarães:
A melhor forma de contrariar essa "maldição" é mesmo tendo boas equipas. E eu com muito respeito que tenho pelas tradições apenas referi o assunto por ser tema recorrente em Guimarães como bem sabe. Porque mal estávamos se fosse de outra forma.
Caro Pedro Oliveira:
Darmos avanço aos adversários tem sido comum esta época. Jogarmos melhor na segunda parte também especialmente quando estamos a perder.
Claro que tantos emprestados em nada ajudam mais que não seja porque lhes é indiferente se vamos ou não à Europa. A maioria deles não estará cá para o ano e alguns vieram apenas para tentarem o brilharete individual como é o caso de Vitor Andrade. Quanto a quem estará na próxima época é um exercício difícil porque as mudanças costumam ser muitas. Ao contrário de si, e nisso não estamos de acordo,não me incomoda nada que o treinador vá embora. Mesmo nada!

Anónimo disse...

Não vi o presidente a fazer guerra aos árbitros no fim do jogo com o Benfica ou com o Sporting. É triste que queira tapar os olhos aos vitorianos com esta falsa questão. O Paços fez o que o Vitória faria se estivesse a ganhar, pro exemplo, na Luz...

Caro Luís Cirilo. Cada vez concordo mais consigo. O SC não é treinador para o Vitória.

Restam 5 jogos fora (Nacional, Maritimo, Rio Ave, Benfica, Arouca) e 3 em casa (Boavista, Moreirense, Estoril). Só acredito contra o Moreirense...

Fernandes

Raquel Ferreira Veiga disse...

Não podia estar mais de acordo. Resta-me só acrescentar que, a esta altura do campeonato, já devíamos estar mais confortáveis no campeonato para alcançar a Europa. Tem de se exigir muito, muito mais do Vitória, sempre! Porque pela nossa história, somos mais do que isto!

luis cirilo disse...

Caro Fernandes:
É claro que a arbitragem do Xistra foi muito mais escandalosa, embora o resultado final tenha sido o mesmo (derrota 0-1), do que a do Capela.
A diferença está no adversário e por isso dentro do conceito de "realpolitik" que se pratica hoje no Vitória a reacção foi bem diferente.
Quanto ao SC não é, realmente, treinador para o Vitória.
Quanto ao calendário...veremos. Mas é difícil isso sem duvida especialmente fora de casa com dois jogos na Madeira,a ida à Luz ea casa de dois adversários directos. A ver vamos...
Cara Raquel:
Completamente de acordo. A nossa obrigação era estar a lutar pelo quarto com o Braga e muito, mas mesmo muito, à frente de Arouca e Rio Ave. É uma exigência que a nossa História nos faz. Tenhamos, ainda assim, a esperança de conseguirmos o apuramento europeu. Ficar fora da Liga Europa seria um tremendo revés.