quinta-feira, abril 30, 2009

Mas o que é isto ?


Foto:www.vitoriasc.pt

Em Matosinhos,como já acontecera no Bessa (Taça) e Dragão,os adeptos do Vitória foram miserável e indignamente tratados pela PSP do Porto.

Como se de vulgares criminosos se tratasse.

Até compreendo que habituados a outras claques e outros adeptos os agentes actuassem assim...

Não podem é generalizar.

Revistas e mais revistas, cargas policiais sem a minima justificação, entrada no estádio apenas ao intervalo (!!!) são arbitrariedades a mais para poderem passar em claro.

A fotografia que encabeça este post é perfeitamente esclarecedora.

Não se trata dos habituais manifestantes numa cimeira do G8 ou do G20,tão pouco de fenómenos de delinquência nos suburbios de Paris, mas apenas adeptos do Vitória que enfrentando uma noite invernosa e uma classificação desanimadora foram a Matosinhos ver um jogo de futebol.

Ou melhor,meio jogo embora tenham pago um bilhete que lhes dava direito a verem a totalidade da partida.

Bem andou a direcção do Vitória em denunciar este estado e de coisas e pedir uma audiência ao ministro da administração interna .

Tem de haver responsáveis e tem de ser punidos.

E bem andaria a própria Liga se tomasse posição pública sobre isto. Ou achará bem que um dos poucos clubes portugueses que leva consigo centenas/milhares de adeptos ainda seja tratado desta forma ?

Depois Falamos

Morcego


Falta de Vergonha


Financiamento: Partidos podem receber mais de um milhão de euros em dinheiro vivo

A nova lei do financiamento dos partidos políticos, das campanhas eleitorais e dos grupos parlamentares, ontem aprovada na especialidade em tempo recorde, sobe em mais de um milhão de euros — de 22.500 para 1.257.660 euros — o limite das entradas em dinheiro vivo nos partidos.Um aumento de mais de 55 vezes em relação ao tecto actual e que se aplica às quotas e contribuições dos militantes e ao produto das actividades de angariação de fundos.É uma das maiores alterações à lei dos financiamentos políticos e que não constava do projecto de lei conjunto do PS e do PSD, aprovado na generalidade a 13 de Dezembro. Quatro meses e meio depois, a discussão na especialidade foi toda feita ontem de manhã, em grupo de trabalho à porta fechada, onde também se realizou a votação indiciária, depois repetida em menos de 20 minutos na comissão a pedido do deputado do MPT, Quartin Graça, eleito nas listas do PSD. O texto final foi aprovado, na esmagadora maioria dos artigos, por unanimidade, o que prenuncia o consenso que hoje deve ser conseguido no plenário em votação final global.
In "Público"


Esta noticia , divulgada por toda a imprensa de hoje, marca de forma clara um limite.
O da mais completa falta de vergonha.
Em todos os partidos do espectro político.
Que passaram anos a pregar moral sobre o financiamento dos partidos mas na hora das campanhas eleitorais deitaram os principios pela janela e trataram mas foi da "vidinha".
Com um país em crise financeira gravíssima, com as famílias imersas em dificuldades, como querem os partidos que os portugueses os respeitem ?
No PSD o caso é ainda mais grave.
Não só porque a proposta de brutal aumento(55 vezes mais) dos limites de donativos em dinheiro partiu do seu próprio grupo parlamentar (!!!) mas também porque a memória traz-nos coisas muito interessantes que importa relembrar.
Quando há pouco mais de um ano a direcção de Luís Filipe Menezes propôs algumas alterações aos regulamentos internos do partido, nomeadamente permitindo o pagamento de quotas em dinheiro, foi um "escândalo" para alguns dos entusiásticos apoiantes de Manuela Ferreira Leite.
De Pacheco Pereira a Aguiar Branco, passando por um documento subscrito por dez ex secretários gerais, foi uma verdadeira "intifada" contra o líder.
O simples pagamento de 12 €/ano foi catalogado de lavagem de dinheiro, de atentado á transparência e á moral, de aparelhismo, de tentativa de controle artificial da vontade dos militantes.
Entre muitas outras coisas como "...golpe de Estado no PSD, ameaça à democracia interna, regresso de velhas práticas de manipulação..."etc,etc.
Agora,quando se passa de 22.500 € para 1.257.660 € o limite para entrada de dinheiro vivo nos partidos, por proposta do PSD reina mais uma vez o silêncio cúmplice e desavergonhado.
Como reinou quando MFL varreu de uma assentada seis dos sete deputados europeus em funções.
Que sendo uma renovação tão má quando proposta por LFM passou por artes mágicas a ser uma renovação exemplar só porque feita por MFL.
Ficamos assim,uma vez mais, a saber o que valem na prática os ardorosos e ortodoxos defensores de princípios e valores que se acantonam em volta da líder do PSD.
E qual o seu conceito quanto a politicas de verdade.
Ou Credibilidade.
Bem espremidos,como uma qualquer laranja azeda, resulta um sumo de hipocrisia e falta de vergonha.
Agora sim batemos no fundo !
Depois Falamos

Liga ou Desliga

Foto: http://vozdoberco.blogspot.com

Publiquei, hoje, este artigo no Correio do Minho

Com esta Liga sagres, que não deixará qualquer tipo de saudade, a encaminhar-se para o fim vai sendo tempo de a outra Liga (a LPFP) tomar decisões essenciais para as temporadas vindouras.
Decisões essas que não me parecem passíveis de serem adiadas por mais tempo.
A primeira delas prende-se com a verdade com que os clubes se inscrevem numa competição e depois, ao longo dela, cumprem todos os requisitos necessários á participação numa competição profissional.
Refiro-me, essencialmente, ao pagamento de ordenados.
Neste momento, para além dos “crónicos” Amadora e Setúbal, existem vários clubes com salários em atraso aos seus profissionais prevendo-se que o lote venha a aumentar nos próximos tempos por força de estarmos a entrar numa fase da temporada em que só existem despesas sem a contrapartida de receitas.
Ora isto é completamente inaceitável e distorce a verdade competitiva de qualquer campeonato.
Porque os clubes com a preocupação de ter salários e impostos em dia, de cumprirem religiosamente as suas obrigações, de terem uma postura séria perante as competições estão em clara desvantagem perante os que não cumprem nada disso.
É imoral, por exemplo, que um clube como o Trofense que cumpre rigorosamente os seus compromissos esteja em sério risco de descida de divisão enquanto outros clubes como os atrás citados possam permanecer a disputar o principal escalão.
Porque, evidentemente, se o Trofense também quisesse optar por uma gestão (???) como o Amadora ser-lhe-ia fácil em Janeiro ter contratado três ou quatro jogadores a quem não pagava mas que lhe aumentavam a valia competitiva da equipa de molde a escapar aos lugares de risco.
Hoje estaria com salários em atraso como os outros mas bem melhor classificado!
Ou o Vitória, que enveredou por um caminho de grande rigor orçamental e diminuição drástica do passivo, se quisesse “embarcar” nalgumas aventuras que por ai andam poderia estar a disputar novamente o acesso á “Champions” mas criando problemas insustentáveis num prazo mais curto do que médio.
E estou certo que mantendo este caminho de rigor, temperado com uma boa politica desportiva de aquisições e formação, o Vitória daqui a três ou quatro anos poderá ser um clube muito interessante no panorama nacional…
Definitivamente a LPFL vai ter que fazer opções.
E a mais essencial de todas elas é não permitir a inscrição nas competições profissionais a clubes que não preencham, com verdade, todos os requisitos necessários.
Sob pena de as ligas profissionais continuarem a ser uma fraude.
Outra opção que se me afigura inadiável é regulamentar o empréstimo de jogadores entre clubes do mesmo escalão.
Porque também ela, associada á já falada crise financeira, distorce a verdade desportiva dos campeonatos.
Assistimos hoje (Porto), como no passado só que com protagonista diferente (Benfica), a um cenário de um clube ter dezenas de jogadores emprestados a clubes que com ele jogam pelo menos duas vezes por ano.
E depois, sem pôr em causa a boa fé e o profissionalismo de ninguém, sucedem-se casos quem nada contribuem para o prestígio das competições.
Desde inoportunas lesões antes de determinados jogos a substituições incompreensíveis noutros.
Já para não falar de empenhamentos diversos perante adversários diferentes.
Rigor no cumprimento dos requisitos de participação nas competições profissionais e regulamentação restritiva dos empréstimos são duas questões que bem resolvidas poderão dar mais verdade aos próximos campeonatos.
Espero, pois, que a LPFP seja intransigente na abordagem dessas matérias e tome decisões claras e definitivas.
Sob pena de cada vez irem menos adeptos aos estádios por não acreditarem no “produto” que lhes é apresentado.

BOLA CHEIA
Juniores do Vitória
Depois de uma fase de apuramento cumprida de forma competente os juniores do Vitória vão disputar a fase final com Benfica, Porto e Sporting.
Boa oportunidade de juntar os quatro maiores clubes de Portugal.
E de traduzir em triunfos o enorme potencial que alguns jovens vitorianos tem demonstrado.

BOLA VAZIA
Paulo Bento
Porque não te calas?
É o que apetece perguntar depois de mais uma semana de destempero verbal de um treinador que aparenta estar de cabeça perdida.
E que esquece que ao mais alto nível os agentes futebolísticos tem uma obrigação pedagógica, porque são figuras públicas, que não pode ser olvidada.


quarta-feira, abril 29, 2009

Casablanca

Em três anos de blog é o primeiro video que aqui coloco.
E a titulo muito excepcional.
Mas aproveitando o envio do mesmo pelo mais europeu dos leitores deste blog (o amigo Joaquim Freitas) ,e o entusiasmo cinematográfico das leitoras Maria e Mimi e dos leitores cb e Vertigo, aqui fica.
Como homenagem a uma obra prima do cinema e a uma das suas cenas mais marcantes.
E que continua a constituir um belo exemplo de coragem.
Depois Falamos
video

Porque não te calas ?

Paulo Bento foi um bom jogador de futebol.
No Amadora, Vitória, Benfica,Oviedo e Sporting.
Também na selecção nacional teve o seu tempo.
Construiu uma imagem de ponderação e equilíbrio que muitas vezes marcaram a diferença em relação a colegas de profissão.
Como treinador apenas conhece o Sporting.
Primeiro nos escalões de formação e agora, de há dois ou três anos a esta parte, na equipa principal onde já ganhou alguns troféus e tem conseguido o objectivo mínimo que é o apuramento para a Champions através da conquista do segundo lugar do campeonato.
Sabe-se, porque entra pelos olhos dentro, que o SCP não tem as " protecções" de que gozam FCP e SLB pelo que o caminho se lhe apresenta sempre mais difícil para a conquista dos seus objectivos.
Embora muito mais fácil do que para clubes como o Vitória.
Por isso , e apesar disso, não se compreende o descontrolo emocional dos últimos tempos.
Disparatou em Guimarães de forma absurda sem que nada o justificasse.
Em casa,com os "amadores" do Amadora, acabou o jogo com o credo na boca a barafustar com o ...árbitro uma vez mais em vez de se interrogar sobre a razão pela qual apenas conseguiu uma vantagem mínima.
Tendo razão, por analogia com casos anteriores em que o SCP foi prejudicado, mas esquecendo-se que não só este árbitro não tinha culpa da dualidade de critérios de colegas como aquilo que ele autorizou (rápida reposição da bola em jogo)é o que se usa na Europa do futebol a sério.
A tal Europa onde jogam clubes como o ...Bayern de Munique.
Com quem as equipas portugueses detentoras desta mentalidade e atitude competitiva se costumam dar mal.
Paulo Bento, como treinador de um grande clube e figura pública que tal estatuto acarreta,não se pode esquecer que também tem responsabilidades no exemplo e na pedagogia.
Este descontrolo de que dá mostras não o favorece a ele e prejudica o Sporting de forma notória numa área essencial como a da credibilidade.
Outros se rirão com gosto...
Depois Falamos

Esquilos


terça-feira, abril 28, 2009

Sem Comentários



Este outdoor não vou comentar.
Aguardo opiniões das leitoras e leitores do blog.
Depois Falamos

segunda-feira, abril 27, 2009

A Máquina Laranja

Não conheço receitas infalíveis para ganhar eleições.
Mas sei, por alguma experiência destas coisas, que existem alguns pressupostos muito importantes para enfrentar um acto eleitoral com probabilidades de sucesso.
Falo,naturalmente, a nível de um partido de poder como o PSD é.
Alguns são evidentes para toda a gente:
Líder forte, afirmativo, que crie naturais empatias com os eleitores.
Programa eleitoral que vá de encontro, dentro dos princípios e filosofia do partido,aquilo que os eleitores em cada momento esperam do PSD.
Comissão politica nacional,o orgão mais visível, composta por dirigentes em quem os portugueses se revejam e cujas opiniões sejam levadas em conta.
Secretário geral( e secretaria geral) operativo,dinâmico e com controle absoluto do processo eleitoral e todas as áreas da campanha.
Campanha eleitoral estruturada em termos de "vender" o que o líder tem de melhor e a atenuar o que tem de menos bom.
Mensagens politicas claras, atractivas e de imediata percepção até pelo mais distraído dos eleitores.
Orgãos distritais e concelhios motivados para o trabalho eleitoral, detentores de informação actualizada sobre todo o processo e com os materiais de campanha atempadamente distribuídos.
E depois aquele elemento tantas vezes esquecido mas sem o qual não existem vitórias.
Os funcionários do PSD.
Bons profissionais na sua generalidade, com muitos anos de dedicação ao partido (alguns estão lá desde o inicio !) e uma exemplar isenção face ás lideranças que se vão sucedendo.
Conheço-os quase todos, com muitos trabalhei,sei que são um dos nossos mais preciosos activos.
Por junto contribuíram para muitas e muitas vitória do partido.
Atrevo-me a dizer que mais do que a esmagadora maioria dos dirigentes que pelo PSD tem passado.
Num ano em que o partido está envolvido e três eleições a motivação da máquina é absolutamente fundamental.
Porque se trata de gente com muitos anos de partido creio que a motivação não se fará por promessas salariais ou de progressão nas carreiras porque de desilusões estão quase todos cheios.
Mas far-se-á ,seguramente, pela mais humana das razões.
Fazê-los sentir que são importantes (e são) para os objectivos do partido,que a direcção eleita contas com eles,que do seu profissionalismo mais uma vez se esperam pequenos "milagres".
Pode não se lhes dar mais nada.
Mas tratá-los com a consideração devida parece-me excelente opção.
E se não existem receitas infalíveis para obter vitória há, repito,alguns pressupostos que é uma pena se não forem respeitados.
Porque as guerras também se ganham, e perdem,nos pequenos pormenores
Depois Falamos

domingo, abril 26, 2009

Nós, Sociais democratas


Dois ou três curtos apontamentos sobre a lista que o PSD vai apresentar nas eleições europeias.
Notas positivas para:
- A escolha de Paulo Rangel para cabeça de lista. Estou certo que a avaliar pelos primeiros debates com Vital Moreira se vai revelar uma boa surpresa.
- A continuidade de Carlos Coelho na Europa. Embora discordando de algumas opções e posições dele é indiscutível que se trata de um excelente eurodeputado. E é sempre bom ver o mérito ser premiado.
- A colocação de Graça Carvalho em 3º lugar. Parece-me particularmente talhada,e com excelente curriculum a ajudar,para ser uma excelente parlamentar em Bruxelas/Estrasburgo.
- A profunda renovação efectuada pela líder, aliás na linha anteriormente preconizada por Luís Filipe Menezes. Deputado não é profissão. É serviço.
Notas negativas para:
- Os lugares cativos de Açores e Madeira. Tem problemas específicos ? Também o Minho,o Alentejo, o Algarve,etc.
- As trocas e baldrocas com os candidatos das regiões autónomas. O que foi feito a Sérgio Marques não foi bonito.
- As votações de nomes pelo método de braço no ar são próprias do PCP não do PSD.
- A unanimidade e aclamação com que a lista foi aprovada não são certificado de excelência ou grande consenso. Apenas de vários calculismos exacerbados.
E, grosso modo, não valerá a pena dizer muito mais.
A lista é esta e o dever dos militantes, e particularmente dos dirigentes, é fazerem dela vencedora.
O resto...
Depois Falamos

sexta-feira, abril 24, 2009

Moinho


Vamos Ter Juizo ?


Há fenómenos no PSD que nem trinta e tal anos de "casa" ajudam a perceber cabalmente.
Apenas permitem aproximações ao que será a realidade. .
O partido,numa área fundamental como o combate á corrupção e ao enriquecimento ilícito, apresenta um projecto de lei que visa combater esses tipos de crime.
Imediatamente aparece o primeiro vice presidente do partido (não o porteiro,se existisse, da sede de Alfândega da Fé !!!) a criticá-lo de forma contundente.
Acusando o próprio partido,de que é primeiro vice presidente recordo, de a exemplo dos outros usar o combate ao enriquecimento ilícito como arma de arremesso na luta partidária.
É de pasmar !
E mais de pasmar quando logo a seguir vemos a própria líder a vir comentar as declarações do seu vive presidente !
Procurando pôr água na fervura e fazer passar a mensagem de que está tudo bem.
O que a declaração de voto de 14 deputados,alguns próximos do vice presidente contestatário,indicia não ser bem assim.
Tenho a certeza que na hora da verdade todos os militantes querem o melhor para o partido.
E vão empenhar-se na conquista de uma vitória nas europeias.
Convinha era que a direcção ajudasse...
Depois Falamos

Linces


quinta-feira, abril 23, 2009

Cartoon

Cartoon de Miguel Salazar

Mais um genial cartoon do Miguel Salazar a propósito da final da Liga de Voleibol.

Em que o Vitória defende o titulo face ao Sporting de Espinho.

Depois Falamos

Os Estádios

Foto: http://vozdoberco.blogspot.com


Publiquei, hoje,este artigo no Correio do Minho.

O futebol, a paixão clubista, a dedicação a um clube faz-se muito em função de sentimentos, de emoções e afinidades que ás vezes não tem explicação racional mas que existem e isso é o que interessa.
Creio que, depois de quarenta anos a ver futebol por esse país fora, posso concluir que uma das razões que mais contribui para essa afectividade são os estádios.
Que são os templos onde jogam os detentores da nossa “fé”.
Existem em todo o mundo alguns estádios cujo simples nome nos remete para a lenda do futebol, para os grandes momentos que esse desporto nos proporciona, para a razão de ser a modalidade mais praticada em todo o planeta.
Lembro dois: Wembley e Maracanã.
E quantas memórias nos ocorrem de imediato.
Em Portugal vivemos hoje, nessa matéria, uma situação paradoxal.
Temos um futebol de nível muito mediano, com a credibilidade pelas ruas da amargura e um dirigismo clubistico quase todo importado da Idade da Pedra, mas temos uma dúzia de excelentes estádios.
Diria até que nessa matéria somos um dos países europeus mais desenvolvidos.
Claro que tal se deve ao Euro 2004 que “á portuguesa”, e como tem acontecido ciclicamente ao longo da nossa História, criou manias de grandeza que gerações futuras vão pagar durante muitos e bons anos.
Só em Lisboa demoliram-se dois estádios e fizeram-se dois novos exactamente no mesmo sítio.
No Algarve fez-se um estádio onde quase nunca se joga porque ninguém quer lá jogar.
No Porto demoliu-se um e fez-se um novo 100 metros abaixo e reconstruiu-se totalmente outro com os resultados devastadores para o clube proprietário que bem se conhecem.
Em Braga ainda “fomos” mais originais; construí-se um novo estádio e manteve-se o antigo.
Em Aveiro a mesma coisa.
Com uma brutal perda da média de espectadores.
Guimarães, Coimbra e Leiria terão sido, apesar de tudo, os municípios onde reinou mais bom senso e limitaram-se a modernizar as estruturas já existentes.
Com bons resultados nos dois primeiros casos mas já não se podendo dizer o mesmo quanto a Leiria que ficou com uma obra inacabada feiíssima.
Tudo isto para dizer o seguinte.
Não me parece que a generalidade dos novos estádios, apesar da modernidade e funcionalidade inegáveis, venham substituir os antigos no imaginário e nos afectos dos adeptos.
A nova “Luz” é um estádio excelente mas falta-lhe a mística do velho estádio, do mítico terceiro anel, a memória das grandes tardes e noites de um Benfica que já não “existe”.
Com o novo Alvalade passa-se mais ou menos o mesmo com a agravante de ao contrário da Luz ser um estádio a puxar para o feio.
O “Dragão”, porventura o mais bonito dos estádios construídos para o Euro, pese embora a modernidade e a s linhas é um estádio que está longe das velhas Antas onde o FCP construiu os alicerces dos triunfos dos últimos anos e onde se respirava um verdadeiro ambiente “tripeiro”.
E os nossos?
Os do Minho?
Começo por Braga.
Que tem um novo estádio de linhas arquitectonicamente espectaculares, conceptualmente inovador, mas frio e pouco confortável.
Bonito de ver mas pouco atraente para ver…futebol.
E depois falta-lhe a “alma” do velho 1º de Maio.
Um belo estádio, no qual se via bem futebol de qualquer bancada, com um enquadramento excelente em termos do parque da Ponte.
É seguramente o estádio onde vi mais jogos de futebol na minha vida depois do estádio do Vitória.
Recordo bem as romarias ao domingo, nos dias de grandes jogos, pela avenida abaixo rumo ao estádio compostas por milhares de adeptos que davam uma vida muito própria á cidade.
Tudo isso acabou.
Hoje Braga tem um estádio moderno mas sem “alma”.
E cuja distância da cidade se nota.
Guimarães é um caso á parte neste panorama.
Teve durante vinte anos um estádio horrível para ser simpático.
Feio, mal construído, com uma distância inacreditável entre terreno de jogo e bancadas.
Uma aberração.
Nos anos 80 iniciaram-se uma série de obras de beneficiação que culminaram com a remodelação para o Euro 2004.
Entretanto já o nome tinha sido alterado de “Estádio Municipal” para “Estádio D.Afonso Henriques” um nome no qual os vitorianos e vimaranenses se revêem profundamente.
A própria decoração interior tem muito a ver com a nossa História.
Hoje, sem qualquer perda de identidade, é um dos melhores estádios de Portugal.
No mesmo sitio de sempre.
No meio da cidade.
O que também se nota.
Os estádios são, para concluir, fundamentais na captação de adeptos e na construção da mitologia dos clubes.
Fico contente por em Guimarães, desde o Bem lhe Vai ao D.Afonso Henriques passando pela Amorosa, isso ter sido sempre compreendido.
E ajuda a explicar os mais de 30.000 sócios pagantes e os mais de 20.000 lugares anuais vendidos.

BOLA CHEIA
Lugares UEFA
É o mais competitivo dos campeonatos dentro da liga sagres.
O que vai apurar equipas para as competições da UEFA.
Nacional, Braga, Marítimo, Leixões, Académica e Vitória estão na luta.
Veremos quem é mais capaz.

BOLA VAZIA
Sporting
Tanto ruído e tanta falta de razão.
Compreendo a preocupação face ao que falta de Liga.
Mas não façam do jogo de Guimarães bode expiatório.
Já algum “leão” pensou que se aos 57 minutos Derlei tivesse sido expulso, como merecia, toda a história seria bem diferente?


quarta-feira, abril 22, 2009

Pois é !


Deixarei para um pouco mais tarde um comentariozinho á lista que o PSD vai apresentar ás eleições europeias.
Para já, e porque a memória é importante,recordo aqui um facto acontecido há mais de ano e meio.
Eleito lider do partido Luis Filipe Menezes anunciou a sua intenção de proceder a uma profunda renovação nos deputados europeus nas eleições de 2009.
Caiu o "Carmo e a Trindade".
Os habituais bem pensantes do PSD(na opinião dos proprios como é óbvio), de Pacheco Pereira a Aguiar Branco passando por Vasco Graça Moura, dispararam um verdadeiro chorilho de criticas a essa anunciada decisão.
Ai meu Deus que vinha aí o "huno" que ia dar cabo do PSD, arrumar um brilhantissimo grupo de eurodeputados admirados por toda a Europa, arruinar eleitoralmente o partido não recandidatando essas sumidades.
Ontem, no gozo de um prerrogativa que a ela é reconhecida mas a LFM não, a lider do partido apresentou uma lista de candidatos.
Dela não constam seis dos sete deputados europeus em funções.
Eis pois uma renovação profundissima.
Irónicamente anunciada por LFM e concretizada por MFL.
Do lado dos bem pensantes reina o silêncio.
Deve ser das iniciais serem agora ao contrário.
E como um deles até é especialista em virar coisas ao contrário deve sentir-se no melhor dos mundos.
Nisto,como no outdoor sem simbolo e na cor azul,como em tantas outras coisas se vai fazendo a prova daquilo que muitos sabem há muito tempo.
Para derrubar LFM tudo vale para segurar MFL vale tudo.
Mais uma vez é uma questão de inverter.
Neste caso as palavras.
E é com estas "élites" hipócritas que alguns vão alimentando sonhos...
Depois Falamos

terça-feira, abril 21, 2009

Provocações


O Governo, e o seu apêndice PS, andam a esticar a corda em relação ao Presidente da República !
Foi o estatuto dos Açores como expoente dessa atitude mas vem-se multiplicando outros sinais de que a cooperação institucional já teve bem melhores dias e muito melhor saúde.
Quem conhecer o perfil politico e humano de Cavaco Silva sabe duas coisas com clareza:
É um homem com profundo sentido de Estado, de serviço publico, que sabe pôr sempre os interesses do país á frente das estratégias politicas.
E por isso se empenhou num bom relacionamento com o governo.
Que Sócrates,agora,se empenha em deitar pela janela fora com ridículos braços de ferro e declarações no mínimo deselegantes como as feitas nos últimos dias.
Mas é também um homem frio na análise, ponderado nas decisões, incapaz de aceitar afrontas injustificadas sem lhes dar resposta no tempo certo.
E o tempo certo de Cavaco ainda tem muito...tempo para acontecer.
Ao contrário do tempo de Sócrates que se esgota rapidamente á mercê de um ciclo eleitoral que não lhe será favorável.
Vamos ver quem é o ultimo a rir.
Eu desconfio que sei quem é...
Depois Falamos

Mistificações

Foto:http://vozdoberco.blogspot.com

Tenho assistido com a paciência de 40 anos a ver futebol a este triste espectáculo protagonizado por dirigentes,treinador e jogadores do Sporting á volta do jogo de sábado passado.
Como se por acaso tivessem sido vitimas de algum "roubo de igreja" daqueles muito comuns á avenida de Lisboa onde ficam os estádios que sabemos.
Como ,por exemplo, aconteceu ao Vitória na temporada passada em ...Alvalade.
Estive lá e vi !
Compreendo,porque o futebol português é mesmo assim,que o Sporting o que pretende com este alarido despropositado é prevenir-se para as jornadas que faltam e o possivel favorecimento a Porto e Benfica (esses sim com a arbitragem completamente a seu favôr) na luta pelo titulo e acesso á Champions.
É a velha história do gato,neste caso leão, escaldado...
Não posso é concordar que de tudo isto pareça que o Vitória foi beneficiado pela arbitragem desse jogo.
Porque não foi.
Vamos aos factos:
"Golo" de Carriço. No estádio pareceu-me legal mas todos os comentadores de arbitragem referem que houve falta sobre Gregory.
No pé em riste não é necessário haver contacto para existir falta como quase toda a gente sabe.
O árbitro esteve bem.
Amarelo a Moutinho. Pode ser algo forçado mas não é escandaloso.Existe falta, dura, que impede a progressão de Joao Alves.
O amarelo é aceitável como aceitável seria identico procedimento para posterior falta de Nuno Assis.
Se o jogador já tem quinto amarelo isso deve ser preocupação dele e não do árbitro.
Amarelo a Derlei.
O que está em causa não é ser a primeira falta.
Os amarelos tem muito mais a ver com a gravidade da falta do que com a frequência.
Por absurdo se um jogador fizer quatro faltas levezinhas deve ver amarelo apenas por acumulação ?
E se na primeira falta partir as duas pernas a um adversário deve passar incolume só porque é primeira falta ?
Acresce que Derlei,cito mais uma vez a generalidade dos especialistas em arbitragem, devia ter sido expulso tal a gravidade da falta.
E isso significaria que o Sporting jogaria 32 minutos com menos um jogador e que Derlei expulso não teria óbviamente marcado o golo do empate.
Afinal quem foi prejudicado ?
Pois é.
A Paulo Bento,enquanto condutor de homens,ficaria bem outro controlo emocional.
Aos dirigentes do Sporting ficaria melhor ainda não andarem a tentar mistificar uma realidade que não lhes foi nada desfavorável.
E ao Vitória também não ficaria nada mal dizer alguma coisa que repusesse a verdade e evitasse esta falsa ideia de que fomos favorecidos.
Porque não fomos !
Depois Falamos

Galo e Galinhas




segunda-feira, abril 20, 2009

Aflitinhos

Imagem: http:// blorir.blogspot.com
Dia a dia me convenço mais que o PS e o Governo tem de facto noção do descontentamento que grassa pelo país.
Nem é pelas manifestações cada vez mais frequentes a assinalarem a ida de Sócrates a qualquer ponto de Portugal, nem pelas contradições entre os membros do governo, ou o nervosismo patente perante as tomadas de posição de Manuel Alegre.
Bastará atentar no nervosismo e agressividade com que dirigentes do PS e Vital Moreira acolheram as primeiras declarações publicas de Paulo Rangel enquanto cabeça de lista para perceber duas coisas.
Estavam ansiosos por terem em quem "malhar,para usar a pitoresca linguagem do ministro Santos Silva,e aflitos por desviarem as atenções da governação encaminhando o debate para a "metafisica" das questões europeias.
Porque sabem que discutir o estado da Nação não lhes é nada favorável.
Como essa intentona falhou,pese algumas declarações do camarada Vital que pareciam "pescadas" nalgum manual do PCP, havia que arranjar outra manobra de diversão.
E inventaram a questão das presumíveis candidatas a eurodeputadas do PSD que não iriam assumir os seus lugares e dariam vez aos homens que se seguirão na lista.
E foi ver a inefável Edite Estrela, com a pouca credibilidade política que Deus lhe deu, a perorar contra essa vil manobra do PSD que mais não servia do que para contornar a lei da paridade e subalternizar as mulheres !
Ou até Carlos César que não deve ter muito que fazer lá pelos Açores para se vir dar ao trabalho de discutir quem vai em sexto ou sétimo lugar nas listas do...PSD.
Coitados.
Em primeiro lugar é profundamente deselegante virem pronunciar-se sobre suposições.
A lista do PSD apenas o será depois de aprovada no conselho nacional e até lá não existem certezas quanto a nomes,á excepção de Rangel,nem a escalonamento da lista.
Em segundo lugar é insultuoso vir levantar suspeitas ,como o fez a referida Estrela (cadente por este caminho), sobre o carácter de pessoas que não merecem esse tipo de comportamento insinuando-as capazes de se prestarem a "fraudes eleitorais"(sic).
O PS está nervoso.
E com tendência para a asneira.
Bem faria,isso sim,se em nome da tal ética explicasse porque razão Elisa Ferreira e Ana Gomes são candidatas ao Parlamento Europeu e simultâneamente ás câmaras de Porto e Sintra.
Afinal quem anda a enganar quem ?
Porque entre as suposições,falsas como o PSD já esclareceu,sobre as mulheres da lista social democrata e as certezas sobre as mulheres da lista PS uma verdade resulta.
Alguém vai enganar eleitores.
E não é o PSD.
Depois Falamos

sábado, abril 18, 2009

Complicar o simples ?


Leio, vejo e ouço relevantes entrevistas concedidas este fim de semana por Luís Filipe Menezes , Pedro Passos Coelho e Pedro Santana Lopes.
E nos jornais de fim de semana acompanho o sempre complexo processo de formação da lista candidata ao Parlamento Europeu.
E percebe-se que existindo neste momento condições para uma grande convergência em volta da candidatura do partido (facto de que nunca duvidei) começa a existir também alguma perplexidade pela forma como as coisas vão sendo feitas.
Uma escolha, que já considerei e continuo a considerar positiva, para cabeça de lista que foi aprovada (?) na comissão permanente apenas por força da imposição da líder (Expresso dixit) já que a maioria parecia preferir Marques Mendes.
Depois na CPN, e perante o evidente incómodo existente, arranjou-se a fórmula do "consenso" que mais não faz do que tapar o sol com uma peneira.
É preocupante.
A seguir,e no habitual "rodizio" de nomes, apercebemo-nos face ao divulgado na imprensa que as escolhas além de pouco motivadoras demonstram quase nula empatia com o partido.
Não são dele conhecidas nem o conhecem com a excepção de Carlos Coelho.
E se nos lembrarmos que o próprio Rangel foi filiado á pressa o sinal dado não é bom.
As grandes distritais Porto/Lisboa/Braga/Algarve aparentemente não indicam nenhum candidato para lugar elegível pelo que se vão colocar inevitáveis problemas de motivação para fazer campanha nesses distritos.
Madeira e Açores continuam a ter lugares que não são compatíveis com o peso eleitoral que as referidas regiões tem no que permanece como um privilégio inaceitável.
Existem meia dúzia de distritos, no Continente, com mais eleitores e votos do que essas regiões autónomas e isso não lhes garante deputados em lugares elegíveis.
Tudo junto dá a sensação de ser mais do que aquilo que o partido normalmente aceitaria.
É certo que até terça feira,as coisas são o que são, a lista ainda levará muitas voltas.
Esperemos que no caminho da sensatez e do equilibro.
E do reconhecimento da importância do partido "profundo".
Porque existe um óbvio mau estar com o processo.
E o desejável é que terça feira saia do Conselho Nacional um PSD motivado para uma grande campanha e uma vitória que seja o principio do fim do (des)governo de Sócrates.
Seria uma pena que derivasse para outro principio de outro fim...
Depois Falamos

quinta-feira, abril 16, 2009

Girafa e Avestruz


Ecletismo


Publiquei, hoje,este artigo no Correio do Minho
O Vitória ganhou brilhantemente a Taça de Portugal de voleibol batendo na final o seu crónico adversário o Sporting de Espinho.
Jogo emocionante, milhares de pessoas no pavilhão da Póvoa de Varzim, transmitido pela televisão para todo o país no que constituiu uma excelente propaganda para a modalidade.
Curiosamente, ainda existem modalidades “democráticas”, nenhum dos chamados grandes estava presente no jogo derradeiro.
Este título vem juntar-se ao de campeão nacional obtido na temporada passada e com francas probabilidades de vir a ser renovada nesta e á Taça de Portugal de basquetebol conquistada de forma absolutamente surpreendente na temporada passada.
Em dois anos apenas o Vitória conquistou três títulos nacionais em duas modalidades de primeiro plano como o são o basquetebol e o voleibol.
No futebol, em 87 anos de História, apenas uma Supertaça.
E estes triunfos, festejados nos pavilhões e nas ruas de Guimarães por milhares de vitorianos, reabrem a velha polémica sobre o ecletismo nos clubes em que o futebol é rei e senhor.
Todos sabemos, e esta é uma curiosidade que as gerações mais novas ás vezes não dominam, que os chamados grandes construíram muito do seu prestigio e dimensão nacional precisamente com base no ecletismo e nas modalidades amadoras e não no futebol.
Pelo menos o futebol não tinha o peso que tem hoje.
Ao ponto de nos respectivos emblemas não constar nenhuma bola de futebol mas sim outros símbolos:
Uma bola de basquetebol no símbolo do FCP e uma roda de bicicleta no do SLB.
Fenómeno que se repete, aliás, noutros clubes como Leixões, Setúbal ou Marítimo.
Enquanto outros, como Vitória, Braga, Gil Vicente, Académica, Belenenses ou Sporting nem nos emblemas tem nada relacionado com desporto quanto mais futebol.
E o peso desse ecletismo, essencialmente do ciclismo, fez-se sentir porque?
Muito simples.
Nos anos anteriores ao advento da televisão, e em que a imprensa escrita não era nada do que é hoje, a possibilidade que as pessoas fora dos grandes centros tinham de ver as camisolas do trio referido era precisamente nas provas de ciclismo nomeadamente na Volta a Portugal em bicicleta.
E nos grandes e épicos duelos entre José Maria Nicolau e Alfredo Trindade, os expoentes máximos de Benfica e Sporting, nessa modalidade única que leva os atletas a passarem á porta de casa das pessoas.
E foi assim que o trio foi ganhando dimensão nacional.
À boleia do ciclismo que depois as competições futebolísticas consolidaram.
Com o andar dos tempos, e o aparecimento do profissionalismo encapotado nas modalidades ditas amadoras com ordenados ao nível do que se pagava no futebol, os principais clubes foram sendo obrigados a fechar a porta de algumas secções porque manifestamente não gerando receitas compatíveis com as despesas acabava por ser o futebol a pagar tudo.
E assim andebol, basquetebol, voleibol, hóquei em patins e essencialmente ciclismo foram vendo desaparecer dos seus quadros competitivos alguns dos principais clubes portugueses.
Foi a oportunidade de aparecerem outros.
Nalguns casos dedicados especificamente a uma modalidade de que o melhor exemplo, e mais bem sucedido, é o ABC no andebol.
Noutros, como o Vitória, clubes que estavam no patamar abaixo dos grandes e que em modalidades especificas foram construindo sucessos e ganhando títulos.
Para mim, conhecendo bem a realidade vitoriana, não tenho dúvida que modalidades como o voleibol e o basquetebol são essenciais numa estratégia de crescimento do clube e da sua expansão para uma realidade nacional.
Porque motivam os sócios, dão-lhes alegrias que vão disfarçando as intermitências do futebol, e ganham títulos.
E nenhum clube pode ser grande sem ganhar títulos.
Porque só eles lhe dão uma dimensão nacional.

BOLA CHEIA
Liverpool e Chelsea
Terça-feira estes dois clubes ingleses presentearam o mundo com aquilo que o futebol tem de melhor.
Golos, espectáculo, emoção, incerteza no resultado e na eliminatória.
Futebol no estado puro.

BOLA VAZIA
Sporting e Benfica
Os tristes espectáculos proporcionados nos últimos dias por dirigentes e ex dirigentes destes dois clubes ajudam a explicar porque razão o FCP se passeia no futebol português.
Como é que um clube de casa arrumada, e onde há quem mande, não havia de ser superior a dois clubes polvilhados de divergências internas?

quarta-feira, abril 15, 2009

Nova Iorque


And the winner is...


Manuela Ferreira Leite escolheu...está escolhido.
Independentemente do que cada um entenda sobre a escolha,e o PSD é um partido com liberdade de opinião, a verdade é que será com Paulo Rangel a cabeça de lista que o PSD vai disputar as europeias.
É uma opção que, como qualquer outra,tem vantagens e inconvenientes sendo que o resultado final dependerá muito de potenciar as primeiras e anular dentro do possível as segundas.
Vantagens ?
Uma cara nova, um novo protagonista,o quebrar de velhas lógicas internas.
A capacidade já demonstrada em termos de debate politico.
Esperemos que também a lista sofra uma profunda remodelação.
Mas isso já são outros contos.
Desvantagens ?
Desde logo um baixissimo grau de notoriedade no país.
Fora do circulo,apesar de tudo restrito, da politica e da esfera universitária ninguém sabe quem é Paulo Rangel.
Depois a sensação de que é pena alguém que se vem afirmando como líder parlamentar ser desviado para outras funções.
Dir-me-ão, e é verdade,que a legislatura está a acabar.
Pois sim.
Mas a escolha soa um pouco a uma lógica de estreitar , e não abrir, o leque de escolhas.
É um próximo da líder,fiel entre os fieis, não é especialmente abrangente em termos de partido.
Mas é ele.
E é em volta dele que o partido terá de se unir para disputar este combate difícil mas longe de ser impossível.
E convenhamos que face a outros nomes que foram aventados, ou se fizeram aventar,é uma escolha que não entusiasma mas também não perturba.
Dependerá dela,escolha, a motivação e o entusiasmos dos militantes.
Depois Falamos

terça-feira, abril 14, 2009

Moralizar ?

Um tema que ressurge ciclicamente é o da moralização da politica.
Seja á boleia de investigações jornalísticas, seja em função da mistura entre partidos e empresas públicas, seja no licenciamento suspeito e apressado de grandes empreendimentos,seja na questão dos vencimentos dos titulares de cargos políticos ou dos sinais exteriores de riqueza de alguns políticos.
Tudo serve para denegrir a actividade politica e os seus agentes.
Em muitos casos, a maioria, sem qualquer razão.
Noutros com razão,com julgamentos e condenações nos orgãos competentes.
Sempre entendi,e continuo a entender,que os políticos e a politica são o reflexo da sociedade que temos sem que se lhes possam assacar mais virtudes e defeitos que ao comum dos cidadãos,das empresas,das actividades sociais.
Mas a politica tem má fama e paga por isso.
E uma das coisas que mais contribui para a má fama da actividade são as mudanças de partido interpretadas por alguns políticos.
A nível nacional, distrital ou local.
Sempre com o argumento de que eles são os mesmos e os partidos de que saem é que mudaram.
Argumento de quem tem má consciência como é evidente.
E os exemplos são inúmeros.
Mário Soares,Vital Moreira,Freitas do Amaral, José Sócrates,Santos Silva,Paulo Portas,Pacheco Pereira entre muitos outros são exemplos de políticos que antes de militarem nos actuais partidos (ou de servirem em governos de cor diferente da sua origem partidária) estiveram noutras áreas ideológicas.
E o povo,que está na politica como no futebol e não entende mudanças de clube que não seja por razões de dinheiro, acha que os políticos são uns "vendidos".
Não é verdade,embora nalguns casos pareça.
E quando isto é transposto para o plano local, câmaras e freguesias,com a inevitável proximidade ás populações ainda agrava essa má imagem.
Por isso entendo,vá lá com o conforto de 34 anos de militância na JSD/PPD/PSD,que alguma coisa tem de ser feita.
E um primeiro passo seria impedir legalmente que um deputado,presidente de câmara,vereador,presidente de junta e mais alguns casos tipificados, pudesse numa eleição ser candidato por força politica diferente daquela pela qual tinha sido eleito anteriormente.
Com isso se acabaria com as transferêrencias de partido e com o assédio a que alguns autarcas são sujeitos em período pré eleitoral.
Com claro prejuízo para a imagem da democracia, dos partidos, do sistema politico em geral.
E essa é uma questão á volta da qual os partidos bem podiam entender-se.
Depois Falamos

A Matilha.


A blogosfera tem destas coisas curiosas.
Ás vezes faz-nos reencontrar velhos conhecidos de outras andanças, velhos métodos de actuar, velhas formas de não saber viver em democracia.
Apreendi com os tempos que fenómenos de caudilhismo a nível nacional,distrital ou local são mais fáceis de implementar em pequenas forças políticas do que nos grandes partidos em que por muitas razões o debate interno é mais diversificado.
Nos pequenos partidos é diferente.
Aparece um chefe nacional que estrutura o seu poder nalguns chefes distritais que depois estendem o seu âmbito a alguns chefes concelhios e seus apoderados.
Claro que o cimento de tudo isto é o fanatismo cego (como todos os fanatismos) na defesa dos chefes e na convicção que eles são o melhor que há neste mundo e no outro se preciso for.
É patético mas é verdade.
Fanatismo sempre recompensado com algumas migalhas que vão caindo das mesas a que os chefes tem acesso.
Vem este introito a propósito de um comentário que coloquei num blog que leio habitualmente,e que vou continuar a ler como é óbvio,e no qual comentava uma determinada escolha de um determinado partido.
Eis senão quando reaparece uma matilha, que já me tinha aparecido anos atrás quando tive de a contrariar em determinada opção, a "uivar" furiosamente na defesa do chefe e pronta a estralhaçar o "ímpio" que apenas tinha feito um comentário bastante comedido.
Foi um prazer reencontrá-los.
Sinceramente.
É sempre bom , até na blogosfera,recordar que existe gente assim.
Malcriada,mentirosa,sem princípios.
Porque nos recorda que ,também na blogosfera, existe muita gente boa,com ideias e coragem de as assumir e debater.
Quanto á matilha...tal como a da foto é(continua a ser) inofensiva e se ainda não cabem todos num táxi um ou dois monovolumes resolvem-lhe o problema de transporte.
Depois Falamos

sábado, abril 11, 2009

É nossa !


Fotos:www.fpvoleibol.pt

E á quarta tentativa foi de vez.
O Vitória,entusiasticamente apoiado por mais de mil adeptos,conseguiu vencer a Taça de Portugal de voleibol face ao crónico adversário dos ultimos anos.
Jogo disputadissimo,com o Vitoria a vencer o primeiro e terceiro sets e o Sporing de Espinho o segundo e quarto,foi necessário o quinto jogo no qual os vitorianos foram simplesmente arrasadores.
Um triunfo que premeia a valia da equipa e lhe dá um precioso ânimo para os jogos da disputa do titulo.
Depois do basquetebol foi a vez do voleibol nos dar uma Taça.
Prova de que o investimento nestas modalidades tem sido correspondido por jogadores,técnicos e dirigentes com triunfos,alegrias e troféus.
E agora vamos "tratar" de nos tornarmos bi campeões nacionais.
Depois Falamos

sexta-feira, abril 10, 2009

Bruges


3 Anos


O "Depois Falamos" completa hoje o seu terceiro aniversário.
Curta idade para um ser humano mas uma idade provecta para um blog individual que já conta com 1260 postagens.
Muito tempo passou desde o seu inicio em 2006.
Na vida, na politica, no desporto, no cinema,na musica,no PSD, no Vitória,em Portugal e no mundo.
Sobre tudo se foi escrevendo um pouco.
Com mais ou menos razão,com maior ou menor paixão,sempre com interesse e motivação.
Três anos para um blog é um marco.
E um tempo de reflexão.
Para continuar o caminho que vem sendo percorrido ou para dizer "game over".
A ver vamos.
E...
Depois Falamos

quinta-feira, abril 09, 2009

Verdades...

Imagem: www.psd.pt

Preferia não ter de escrever este post.

Mas ficaria mal comigo próprio se não o escrevesse.

No tempo em que o lider do PSD era Luis Filipe Menezes o partido optou por um grafismo de campanha, como aliás o tinham feito outros lideres em anteriores ocasiões, que privelegiava o azul como cor de fundo e uma seta do PSD (em cor laranja) diferente das tradicionais três setas do partido.

Era apenas uma imagem de campanha que se propunha e não a mudança de simbolo ou de cor.Contudo,naquela lógica de bota abaixo de pacheco pereira,aguiar branco e afins, em que tudo servia para contestar o lider foi o "fim do mundo".

Ai do PSD que ia ser descaracterizado,perder o seu simbolismo,cortar os laços de afectividade com os militantes personificados nas três setas e na cor laranja.

Se eu fosse Sócrates (cruzes canhoto) falaria de cabalas, de campanhas negras e de forças ocultas.

Como não sou direi apenas que foi uma pouca vergonha.

Infelizmente o crime compensou e esses maldizentes profissionais estão hoje no circulo próximo da lider e aparecem diariamente a ditarem as tácticas que nos vão levar a vitórias retumbantes.

E eis o primeiro cartaz de campanha.

O fundo é azul e as setas... as setas nem lá aparecem.

Nem as três tradicionais,nem a proposta por LFM, nada.

Nenhuma !

É o primeiro cartaz que me lembro de ver ,do PSD, sem simbolo.

Aguardo,sentado,que as "aves agoirentas" venham agora "piar" em nome da coerência e da defesa dos valores do partido.Sob pena de todos concluirem aquilo que muitos já sabiam.Que a unica coisa que lhes interessava era retomarem o poder partidário a tempo de serem eles a fazer as listas para europeias,autaárquicas e legislativas.

O pretexto não interessava.

Preciso era tirarem de lá quem não lhes apararia o jogo e lá colocarem quem aparentemente o fizesse.

E por ironia é no aparentemente que reside,ainda, a esperança de o PSD se manter como grande partido de poder.

Depois Falamos



Lemures


Escolhas ou Escolhos ?

Com o anuncio pelo CDS da sua lista de candidatos ao Parlamento Europeu fica apenas a faltar conhecer a escolha do PSD para estar completo o ramalhete de candidaturas.
Já aqui tínhamos escrito, e agora temos melhores razões para o reiterar,que o PSD tem nestas eleições uma excelente oportunidade de iniciar da melhor forma um ciclo eleitoral extremamente complexo.
Ganhando as europeias.
Porque Vital Moreira vai-se ver aflito para fazer o pleno do PS, Ilda Figueiredo está na habitual lógica de fixar eleitorado, Miguel Portas não acrescenta nada de novo ao que é habitual no B.E. e a escolha(s) do CDS abre de par em par as portas (não é ironia) á possibilidade de o PSD ter uma grande votação fixando o seu eleitorado,apanhando franja significativa do CDS e atraindo todos os descontentes do centro e centro esquerda do especto político.
Para isso,é claro,terá de apresentar um cabeça de lista da primeira linha do combate político.
Uma primeira figura.
Que dê aos portugueses mais uma boa razão para votarem.
Sinceramente, mas do CDS sabem os seus dirigentes,não entendo a lógica dos nomes apresentados.
Excluindo Ribeiro e Castro e os seus mais próximos e apostando nos fieis mais fieis,Paulo Portas transmite três ideias.
Que não quer apostar na unidade interna.
Que ao ter de recorrer a Melo,Feio e Caeiro está com dificuldades em termos de encontrar figuras notáveis dispostas ao combate politico.
Que pretende renovar o grupo parlamentar na assembleia da república e por isso prescinde de três (embora em principio só deve eleger um ou dois) dos seus mais combativos deputados.
Repito; O PSD tem aqui uma oportunidade de ouro para um grande resultado.
Porque á esquerda os candidatos não galvanizam e á direita não são conhecidos e daí que um grande nome do PSD tem todas as condições para ganhar as europeias.
Tem a palavra Manuela Ferreira Leite.
Depois Falamos

Floresta, Tibete


Nós e a Europa

Imagem: www.gloriasdopassado.pt.vu (Vitória, década de 30)
Publiquei,hoje,este artigo no Correio do Minho.

Descansem os habituais leitores desta crónica que não escreverei sobre as próximas eleições europeias, respectivos candidatos, e leituras de eventuais resultados.
Pretendo apenas, depois do Manchester- Porto de ontem, reflectir um pouco sobre o que andam a fazer as equipas portuguesas nas principais competições europeias de clubes.
Especialmente ao nível dos chamados grandes e dos dois clubes minhotos.
Começando por estes podemos considerar que esta foi a época das oportunidades pedidas em ambos os casos.
O Vitória, sensacionalmente apurado para a pré eliminatória da Liga dos Campeões depois de um campeonato magnífico em que apenas o “sistema” o impediu de conquistar o acesso directo via 2º lugar, desperdiçou ingloriamente o prestígio e o dinheiro do acesso á fase de grupos.
Porque sendo verdade que foi espoliado do golo que lhe daria o acesso directo, na célebre noite de Basileia, é igualmente verdade que fez muito pouco para merecer passar perante adversário completamente acessível.
Desde a forma como programou a época até ao volume de jogo produzido nos dois encontros com os suíços.
Depois, com o Portsmouth, perdeu o acesso á fase de grupos da Uefa defrontado adversário bem acessível como o Sporting de Braga viria a demonstrar.
O Braga, vindo da intertoto, rubricou ele sim carreira de grande mérito que o levou ás portas da glória e do acesso a uma fase da Uefa a que nunca tinha chegado.
Fez o mais difícil, empatar em Paris, e viria a ser eliminado devido a uma mistura entre falta de sorte e de experiência.
Benfica fez mais uma prestação miserável na taça UEFA de onde viria a sair sem honra nem glória e não fazendo minimamente jus ao valor (pelo menos em termos de folha salarial) do seu plantel.
Um autêntico flop que só não terá tido piores consequências para o treinador porque é espanhol.
Fosse ele português, como Fernando Santos por exemplo, e ao tempo que estaria de regresso ao país vizinho.
Restam Sporting e Porto.
Sporting que pela primeira vez ultrapassou a fase inicial mas, se calhar, mais lhe valia não o ter feito porque teria evitado o descalabro de Alvalade e Munique perante o Bayern.
Deixando a nu as insuficiências de plantel, de ritmo de jogo, de mentalidade e de preparação para patamares mais exigentes da Champions.
E, como sempre nos últimos anos, sobra o Porto.
E gostemos ou não do estilo, dos dirigentes, dos adeptos, das atitudes, da concepção que tem do futebol português a verdade é que são de outro patamar.
Na forma como encaram os jogos, na valia e ambição traduzidas pelos jogadores, na desinibição com que entram em qualquer estádio para discutirem o resultado taco a taco.
Nem que seja com o campeão europeu como ontem em Old Trafford.
É verdade que também erram e cometem deslizes como no jogo da fase de grupos com o Arsenal, em que foram goleados, mas raramente os cometem duas vezes.
E por isso estão a disputar, e bem posicionados, o acesso ás meias-finais da Champions, tem a Liga portuguesa praticamente ganha e são os grandes favoritos á taça de Portugal.
E ninguém de bom senso se atreverá a dizer que os êxitos europeus do Porto se baseiam em “apitos dourados” ou quejandos como tanto gostam de evocar os perdedores crónicos ou os vendedores de ilusões aos respectivos associados.
O Porto vai mais longe nas competições europeias simplesmente porque é bem melhor que Benfica ou Sporting.
Os números e os troféus falam por si.
E é precisamente neste Porto europeu que entendo estar uma boa lição para Vitória e Braga em termos de competições internas.
Porque é possível com orçamentos substancialmente inferiores (dos oito participantes nos quartos de final o Porto tem o penúltimo orçamento) construir equipas competitivas, com qualidade, capazes de jogarem de igual para igual com equipas de outra galáxia financeira.
É preciso estar atento ao mercado, contratar os jogadores certos na hora certa, e construir planteis homogéneos, ambiciosos e competitivos.
Se compararmos os salários de Ronaldo, Rooney, Giggs e Evra com os de Lisandro, Hulk, Rodriguez e Cissokho alguém ontem era capaz de garantir que os primeiros ganham muito mais que os segundos?
Acho que não.

BOLA CHEIA
Olheiros
Para um futebol exportador como o nosso tem de ser é essencial detectar talentos a tempo. Bons olheiros, boa rede de observação, capacidade de intervir no mercado no tempo certo.
Meses atrás Cissokho e Fernando jogavam no Setúbal e Amadora sempre na incerteza se no fim do mês recebiam salário.
Hoje jogam nos grandes estádios e defrontam os melhores do mundo jogando de igual para igual.

BOLA VAZIA
Arbitragem.
A fase final da Liga Sagres está a ser penosa tantos os erros arbitrais.
Sempre favorecendo os mais fortes.
No domingo na Amadora foi demais.
É por isso que os discursos de Luís Filipe Vieira, apelando á moralização do futebol, já só dão para rir.
Porque a seguir a cada um desses discursos aparece um Lucilio Baptista ou um Hugo Miguel…




Mais que um clube !


Vi ontem,com a delicia própria de quem gosta de ver bom futebol, a melhor equipa europeia/mundial da actualidade "desfazer" por completo os alemães do Bayern de Munique de uma forma que só não foi mais impiedosa porque...não quiseram.
Quarenta e cinco minutos inicais avassaladores, com quatro golos que podiam ter sido seis ou sete e um penalty por assinalar, e uma qualidade exibicional que hoje não tem paralelo nos relvados do velho continente.
Sinceramente ,e embora não fosse novidade porque vejo regularmente os jogos do Barcelona,fiquei deslumbrado com a forma como jogaram.
Um ataque de sonho,é verdade, com Etoo/Henry/Messi que fez os golos sustentado num meio campo fabuloso com Xavi/Iniesta/Touré mas essencialmente uma equipa e uma filosofia de jogo que fazem toda a diferença.
Então a circulação de bola não é futebol mas sim arte pura.
O futebol é cheio de imprevistos como se sabe mas muito me admiraria se este "Barça" não vier a conquistar a sua terceira Champions.
Porque como diz o seu slogan,embora o âmbito seja outro, aquilo é mais que um clube ou uma equipa.
É o futebol na sua verdadeira essência de espectáculo puro.
Depois Falamos

terça-feira, abril 07, 2009

Ursos Polares


Foto:National Geographic

Pobre coitado...

Mário Soares faz lembrar aqueles jogadores de futebol que depois de uma carreira a bom nível não sabem escolher o tempo de saída e acabam a arrastar-se , penosamente, pelos pelados dos campeonatos regionais.
Aliás acho que alguém que foi presidente da república não pode ser mais nada em termos de politica a não ser manter-se como uma autêntica reserva da Nação.
Soares não.
Foi deputado europeu, aliás pouco assíduo ao que consta, envolveu-se em autárquicas apoiando o filho e não perde oportunidade de se pronunciar sobre tudo e sobre nada.
Agora que se caminha para a eleição do presidente da comissão europeia, com grande consenso aliás á volta da reeleição do PORTUGUÊS Durão Barroso, eis que aparece a penosa figura a dizer que Barroso é uma cara do passado !!!
É preciso ter lata.
E ele, Soares, é uma cara de quê ?
De um péssimo primeiro ministro, de um presidente com pouco sentido de estado, de um líder politico que sempre pensou mais na carreira do que no país.
Pois sendo tudo isso devia estar calado.
Porque para além de assemelhar o discurso ao daquela ridícula eurodeputada chamada Ana Gomes, o que não é honra para ninguém convenhamos, ainda deixa transparecer aquela que é uma das marcas genéticas dele.
O rancor.
Rancor,neste caso, a quem na politica internacional foi muito mais longe do que ele, ocupa um cargo que a ele Soares nunca ninguém pensaria entregar,a alguém que representa condignamente Portugal nos grandes palcos da política mundial.
E isso para ele é insuportável.
Apesar de tudo é pena ver alguém que foi alguma coisa neste país vaguear erraticamente como um pobre coitado.
É a vida como lhe diria outro socialista de quem,não por acaso,Soares também não gostava.
Depois Falamos

sexta-feira, abril 03, 2009

Defender o Vitória.


Imagem: www.vitoriasc.pt

Esta campanha lançada pelo departamento de marketing do Vitória merece o respeito e a consideração de todos os vitorianos.
E deve ser seguida religiosamente.
Nos tempos correntes de alta profissionalização do futebol não pode ser descurado nenhum aspecto relacionado com as receitas, desde os direitos televisivos á bilheteira passando pela publicidade estática, pelo que o merchandising assume uma cada vez maior importância no orçamento dos clubes.
A nível europeu clubes como o Real Madrid ou o Milan,para dar dois exemplos de topo,chegam ao ponto de contratarem jogadores em função não só do valor futebolístico mas também das receitas adicionais que proporcionam.
David Beckham é o exemplo maior.
Daí que defender o Vitória é também só adquirir produtos oficiais do clube ou por ele autorizados.
Nas lojas do estádio, do C.C.Villa , das Caldas das Taipas ou noutros estabelecimentos licenciados para o efeito.
Com muita pena dos simpáticos vendedores ambulantes e sem pena nenhuma dos atrevidos da contrafacção a verdade é que o emblema do Vitória tem de ser defendido.
Pela direcção, mandando instaurar os competentes processos judiciais aos prevaricadores ,e pelos sócios não comprando produtos ilegais.
Todos sabemos que o emblema do Vitória vende.
E por isso é apetecível.
Mas que venda aquilo em que o Vitória á partida possa definir as margens de lucro.
E não para que os oportunistas que por ai andam usem o emblema honrado do Vitória para vender camisolas, cachecóis, bandeiras, livros,revistas,canetas e sei lá que mais.
Defender o Vitória é claramente dizer não aos que se querem aproveitar do seu prestigio, da sua empatia com os vimaranenses(e não só),do seu belo emblema ,para obterem mais valias financeiras ou de qualquer outra espécie.
Promoções de negócios ou de imagem á custa do Vitória definitivamente Não !
Depois Falamos

quinta-feira, abril 02, 2009

Suiça


Filhos e Enteados


Imagem: www.gloriasdopassado.pt.vu (Manifestação contra a FPF em 1975)

Publiquei,hoje,no Correio do Minho este artigo.

O futebol profissional português, signifique isso o que significar, tem uma capacidade muito própria de gerar problemas difíceis de encontrar noutros países e noutras competições equivalentes.
São as constantes quezílias entre clubes, são os problemas da arbitragem, o clima de continua suspeição que pende sobre tudo e sobre nada, a patética centralização de tudo nos interesses de apenas três clubes, os regulamentos cheios de equívocos, os órgãos jurisdicionais a darem os tristes espectáculos a que recentemente assistimos, o responsável (???) máximo pela arbitragem a recomendar que não vá ao futebol quem não acredita sem ter sido imediatamente posto na rua, enfim um vendaval de disparates.
Pelo que sendo detentor dessa rara capacidade de complicar o que é aparentemente simples o futebol português dispensaria bem que de fora para dentro ainda fossem criados mais uns factores de desequilíbrio e adulteração da sua verdade competitiva e financeira.
Refiro-me ao apoio despudorado que o Estado, através de algumas empresas públicas, dá ao Benfica, Porto e Sporting.
Já nem falo de outros apoios, nomeadamente na comunicação social (e então na desportiva é demais), que ainda ajudam a distorcer mais uma realidade que já é negra.
Centremo-nos em três empresas públicas.
Caixa Geral de Depósitos (CGD), Portugal Telecom (PT) e Rádio Televisão Portuguesa (RTP).
Com as respectivas associadas e dependentes.
A Caixa construiu e pagou, como é geralmente sabido, o centro de estágio ao Benfica.
Onde o clube, único dos chamados grandes que não possuía essa estrutura, passou a dispor de condições excelentes para as camadas de formação e o futebol profissional.
A CGD é um a empresa pública.
Mais algum clube das ligas profissionais teve direito a semelhante apoio?
A PT patrocina em exclusivo, como é sabido, as camisolas dos três clubes em referência e ainda canaliza para lá mais alguns apoios via TMN e afins.
Mais algum clube das ligas profissionais teve direito a semelhante apoio?
A RTP então ultrapassa todos os limites.
Porque todos os dias, em todos os telejornais, dá noticiam sobre esses três clubes.
Dos treinos, dos jogos, das visitas que os jogadores fazem a escolas e hospitais, das declarações mais insignificantes dos respectivos presidentes.
Tem um programa semanal em que três “paineleiros” simpatizantes dessas agremiações passam horas a discutir aquilo que interessa a esses clubes fazendo de conta que os outros não existem nem servem para coisa nenhuma.
Até no “Domingo Desportivo”, programa de larga e boa tradição no audiovisual português, existe um desequilíbrio notório no tratamento que é dado ao trio e na atenção que é prestada aos restantes.
Já para não falar nos convidados para os programas desportivos ou para comentários a jogos sempre afectos ao trio referido.
Tudo somado são milhares de horas/ano de propaganda a esses clubes e de descarada publicidade aos seus patrocinadores.
E, já agora, de forte desincentivo aos patrocinadores dos outros como é evidente.
Não esquecendo também que várias empresas públicas gastam centenas de milhares de euros/ano a comprarem camarotes nos estádios desses clubes para os seus administradores e respectivos convidados poderem assistir com todo o conforto aos jogos.
Mais algum clube das ligas profissionais teve direito a semelhante apoio?
Todos sabemos a resposta.
Por isso tenho alguma dificuldade em entender que os dirigentes dos outros clubes passem tanto tempo enredados em questões menores, que vão da arbitragem de jogos entre eles á ridícula “competição” a ver quem se dá melhor com os presidentes do trio dominante, ao invés de exigirem a quem de direito que seja respeitada a igualdade entre todos.
Que é condição básica para que exista verdade desportiva nas competições profissionais.
Gostava, talvez no plano do puro idealismo, de ver os deputados eleitos por Braga (considerando os respeitabilíssimos interesses de Vitória, Braga, Gil Vicente e Vizela) tomarem posição sobre este assunto nos locais a que tem acesso.
Porque ao defenderem os interesses dos clubes do distrito estão a defender os interesses do próprio distrito razão pela qual foram eleitos é bom não esquecer.
Mas excluindo os que não são de cá, os que são mas não moram, os que não gostam de futebol, os que não estão para se maçar e aqueles cuja simpatia clubista pende mais para a 2ª circular ou a Av. Fernão de Magalhães, desconfio que não sobra um que seja.
Oxalá esteja enganado.
Mas não me parece.

BOLA CHEIA
Público
Mais de 40.000 foram ao “Dragão” apoiar a selecção em mais um jogo na caminhada para a África do Sul.
Pese embora os resultados não serem animadores a verdade é que os portugueses continuam a acreditar.
É um dos tais casos em que se pode dizer que está nos adeptos o que o futebol português tem de melhor.

BOLA VAZIA
Pessimismo
Portugal tem o apuramento complicado mas longe de estar perdido.
Faltam muitos jogos e a equipa tem valor e valores suficientes para continuarmos a acreditar.
Lamentáveis, portanto, as manchetes de alguns jornais que na ânsia de venderem já fizeram o “funeral “ á selecção.
Pode ser que estejam enganados.




quarta-feira, abril 01, 2009

Pinguins


"Paineleirices"

Publiquei,hoje,este artigo no site da Associação Vitória Sempre

Semana de visita a Guimarães do Porto, quase crónico campeão nacional nos últimos vinte anos, é boa altura para recordar que o confronto é entre duas equipas que só estarão em plano de igualdade no número de jogadores que entram no campo.
Porque os que saem logo se vê…
Muita coisa nos separa do Porto nos mais variados planos.
Do palmarés á forma de estar no futebol, na arbitragem, nos poderes que regem tudo isto.
Também no acesso á Champions.
Onde eles foram, apesar de tudo, e onde não nos deixaram ir da forma que se sabe.
Mas hoje gostava de deixar aqui um protesto.
Que não servirá para mais do que, através deste site e de vários blogues vitorianos que ao assunto se tem dedicado, mostrar a quem manda que podem prejudicar-nos, ostracizar-nos, passarem o ano a fazer de conta que não existimos, mas não nos calam.
Nunca nos calarão.
Refiro-me á forma como as televisões, muito em especial o serviço público (RTP) tratam o fenómeno futebol de forma acentuarem clivagens, agravarem diferenças, fazerem dos chamado grandes cada vez maiores e dos outros (com a nossa honrosa excepção) cada vez menores.
Já nem vou falar aqui do ridículo, aliás já denunciado pela ERC, dos constantes directos dos treinos dos slb/fcp/scp, das reportagens por tudo e por nada, da promoção feita a jogadores, técnicos e dirigentes desses clubes.
Um destes dias o Rui Costa foi visitar uma escola e lá iam as televisões atrás como se fosse um membro do governo ou coisa semelhante.
A situação é de tal forma vergonhosa que até já alguns jornalistas se começam a sentir incomodados.
Refiro-me aqui, especialmente, aos programas de debate desportivo com os conhecidos “paineleiros” que há quase vinte anos nos enxofram o juízo, mais o “paineleiro” que actua a solo nas noites de domingo na sic noticias.
Por semana, repartidos pelas três televisões, são horas de propaganda desenfreada ao Porto, Benfica e Sporting com discussões sobre tudo e geralmente sobre nada entre figuras que parecem entender o Portugal futebolístico apenas a três cores.
Com óbvios benefícios para os clubes que tem tempo de antena e muito em especial para os respectivos patrocinadores que levam horas de publicidade de borla.
Enquanto os outros, coitados, apenas são citados pelos “paineleiros” quando lhes dá jeito.
Em especial quando os seus clubes não ganham.
Mas, não sejamos inocentes, o pior não está aí.
Está no facto de os árbitros saberem que se num qualquer jogo prejudicarem involuntariamente (sim por que a esses só prejudicam involuntariamente entenda-se) um dos desses três já sabem que vão ter “missa” cantada no domingo á noite pelo “paineleiro” da sic noticias, na segunda pelos da tvi e sic noticias outra vez e na quarta ainda tem de aturar os “paineleiro” da rtp/n.
Convenhamos, pensará o pobre do árbitro, que mais vale ajudar o “grande” porque assim ganha o silêncio dos “paineleiros” (a não ser que o frete seja demasiado grande e os paineleiros restantes se insurjam) e as reclamações dos prejudicados não tem mais alcance do que os jornais do dia seguinte.
Sim, porque o prejudicado for o Vitória (ou Braga, Setúbal, Académica, Marítimo, etc) no dia seguinte deixa de ser noticia.
Agora se for um dos três, veja-se o Benfica-Nacional por exemplo, já temos notícias para a semana toda como é habitual.
É tempo de dizer basta.
A esta paineleirice e a estes paineleiros.
E o Vitória, quarto grande do nosso futebol, tem especiais responsabilidades na matéria.
Porque mesmo nos anos em que ficou em terceiro lugar nunca teve assento nesses programas.
E não me venham dizer que aquela “paineleirice” do João Reis, na final da época passada era representativa do Vitória porque não era.
Com todo o respeito era apenas mais um lisboeta a quem arranjaram tempo de antena á boleia circunstancial do Vitória com a grata colaboração do Sr. José Marinho naquele número vergonhoso da atribuição do número de sócio 30.000 ao filho dele e da famosa Catarina Furtado.
Alguém voltou a ouvir falar do João Reis e do seu vitorianismo?
Repito; é preciso dizer basta.
E uma bela forma de o começar a fazer seria dirigentes, técnicos, jogadores e adeptos recusarem-se a prestar declarações ás televisões nas semanas que antecedem os jogos com os chamados grandes.
Pagar-lhes com desprezo o facto de só aparecerem para fazerem de nós adorno de uma festa que é sempre dos outros.
Podia ser que começassem a apreender…