terça-feira, setembro 18, 2018

Gil Mesquita

Não posso dizer que tenha conhecido muito bem Gil Mesquita Viera de Andrade.
Conhecia-o antes de o conhecer (pessoalmente) nos tempos em que dirigiu o departamento de futebol sob a presidência de Fernando Roriz nomeadamente naquela inesquecível época em que ficamos a três pontos de sermos campeões nacionais.
Depois lembro-me dos quatro anos em que ocupou a presidência do clube (1976-1980) ,e que antecederam o longo consulado de António Pimenta Machado, nos quais o Vitória começou a dar os primeiros passos para o seu crescimento patrimonial com a aquisição dos terrenos da Unidade que estariam na origem do magnifico complexo desportivo que aí seria erigido.
Em termos desportivos não foram anos de particulares alegrias com o Vitória a classificar-se por três vezes em sexto lugar e uma em nono mas foi tempo de o seu presidente ganhar o respeito dos seus congéneres e afirmar uma imagem de cavalheirismo que foi desde sempre a sua imagem de marca.
Posteriormente estaria cerca de uma década a dirigir a Associação de Futebol de Braga na qual teve papel relevante em vários momentos de que me permito citar dois em que o Vitória esteve directamente envolvido.
Um na "conquista" para Guimarães de uma das sedes do Mundial de sub-20 de 1991 que valeram ao clube investimentos importantes para a remodelação do estádio e o outro no famigerado " Caso NDinga" em que a sua acção foi determinante para o assunto ter terminado sem graves problemas para o Vitória.
Viria posteriormente a sair da AFB profundamente magoado com o então presidente do Vitória, que considerava não ter apoiado a sua continuidade, e nunca mais voltou ao dirigismo desportivo fruto dessa mágoa que o terá acompanhado ao longo de todos estes anos.
Tive oportunidade de o conhecer melhor, para lá dos cumprimentos de ocasião, quando em 1997 presidi à comissão que organizou as comemorações dos 75 anos do Vitória.
Tive então oportunidade de convidar pessoalmente todos os  ex presidentes para participarem nos actos comemorativos e recordo-me de duas longas conversas que com ele mantive no seu escritório para esse fim.
Confirmei que era um cavalheiro, um enorme vitoriano, mas também que essa mágoa o mantinha afastado do clube enquanto ele fosse presidido por Pimenta Machado.
Mesmo assim compareceu num ou dois eventos o que me aprouve registar com muito agrado.
Foi um homem bom que serviu o Vitória e o futebol de forma competente e desinteressada e que por isso merece a gratidão de todos quantos gostam do clube e da modalidade.
Depois Falamos.

sexta-feira, setembro 14, 2018

Quatro Pontos

O meu artigo desta semana no zerozero.

Passado o período estival e feito um compasso de espera a ver no que paravam as modas da nova época desportiva, e especialmente no que ao futebol concerne, é tempo de voltar às crónicas que muito tempo atrás o Luís Paulo Rodrigues me deu a honra de convidar a fazer para o zerozero.
E por isso hoje abordarei quatro temas diferentes e de plena actualidade.
O primeiro tem a ver com aquilo a que se pode chamar “época nova e pecados velhos”.
Refiro-me naturalmente ao futebol que em toda a Europa, sem qualquer dúvida e de bem longe, mais polémicas envolve ao ponto de elas serem quase uma obrigatoriedade (fomentada ,é certo, por alguns jornais e televisões porque polémicas....vendem) sem a qual o nosso futebol não seria o que é!
Ao fim da primeira jornada já se discutiam árbitros e arbitragens, nomeações e erros do VAR, sempre com os clubes do costume,especialmente Benfica e Porto porque o Sporting andava entretido com os seus próprios problemas, a contribuírem para o desprestigio e descredibilização de um futebol que já anda muito por baixo nessas matérias.
É absolutamente impressionante como os dirigentes desses clubes não percebem o mal que andam a fazer ao nosso futebol com essas polémicas, essa conflitualidade permanente, essa constante troca de acusações que apenas os colocam num ridículo de que infelizmente nem se apercebem.
O segundo tem muito a ver com o primeiro e versa a questão das polémicas em volta dos famigerados e-mails divulgados pelo Porto e pertencentes ao Benfica.
É uma questão que seria simples noutro país mas ameaça arrastar-se sem fim à vista no país das polémicas ao sabor de investigações que parecem não ter fim e de um empurrar de culpas entre as partes envolvidas.
A questão é simples.
Houve um hacker que roubou ao Benfica correio privado?
Puna-se conforme as leis.
Houve quem pagasse ao ladrão para obter os documentos?
Puna-se conforme as leis.
Esses mails revelam a prática de crimes diversos pelo seu proprietário?
Puna-se conforme as leis e neste caso também as leis desportivas.
Não vejo onde está a dificuldade!
O terceiro ponto tem a ver com a selecção nacional que depois de um Mundial algo amargo, e em que ficou a sensação de que podíamos ter ido bem mais longe, regressou à competição participando na novel Liga das Nações que é uma invenção da UEFA para as federações (e ela própria naturalmente) ganharem mais dinheiro à custa dos clubes que são quem paga aos jogadores e que os veem sujeitos a um desgaste cada vez maior época após época.
Com Ronaldo de férias em termos de selecção foi oportunidade de Fernando Santos convocar muita gente nova para os jogos com a Croácia e com a Itália, o primeiro particular e o segundo oficial, devendo dizer-se que a resposta dos convocados foi positiva porque depois de um jogo “entretido” (como diria o grande Quinito) com a Croácia fizeram uma boa exibição face aos italianos conquistando justa vitória e deixando no ar a estranha impressão de que Portugal é mais forte com Ronaldo mas joga melhor sem ele!
Os próximos jogos, se Ronaldo continuar de “licença sabática”, confirmarão essa impressão ou não.
Ainda em relação à selecção de salientar a par das justas chamadas de Cláudio Ramos, Rony Lopes, Bruma e Pizzi a facilidade com que jogadores do Benfica vão à selecção depois de três ou quatro bons jogos pelo clube como foi o caso de Gedson Fernandes.
Recordo-me que em tempos no último ano de André André no Vitória, antes de se transferir para o Porto, estava ele a fazer uma época extraordinária onde já levava uma dúzia de golos marcados mais algumas assistências perguntaram a Fernando Santos porque razão nem para um jogo particular era convocado.
A resposta é para mim inesquecível e o angustiado “ E quem tiro?”  diz tudo sobre quem de facto tem influência nos bastidores.
Resta dizer que no final dessa época André foi transferido para o Porto e de imediato convocado para um jogo particular da selecção e que o seleccionador nunca teve essas angústias quanto ao referido Gedson e a outros jogadores como Renato Sanches que à sete meses não fazia um jogo oficial mas foi chamado.
O quarto ponto tem a ver com as curiosas escolhas de UEFA e FIFA quanto a melhores jogadores.
No Mundial a FIFA escolheu Modric como melhor jogador o que não sendo injusto porque de facto fez uma boa prova foi escolha que podia ter recaído sem qualquer problema em mais três ou quatro jogadores no minímo.
Agora foi a UEFA a considerar o mesmo Modric como melhor jogador da Europa na última época o que não pode deixar de ser considerado como uma decisão bizarra , pese embora a aparente democraticidade do colégio eleitoral,porque tendo o croata feito uma boa época houve quem tivesse feito bem melhor nomeadamente no próprio Real Madrid.
Com Cristiano Ronaldo à cabeça.
A dias de sabermos quem a FIFA vai considerar o melhor do mundo ( e depois mais para diante veremos quem será o “Bola de Ouro”)resta a curiosidade de ver se a “moda” Modric se mantém ou se de facto a escolha vai premiar quem foi mesmo o melhor do mundo em 2017/2018.
Porque se a escolha voltar a ser Modric teremos de nos lembrar irresistivelmente daquilo a que os espanhóis chamam a “mão negra” e que é a explicação para fenómenos aparentemente inexplicáveis e de que se suspeita que tenham sido manipulados de forma oculta.
Só que neste caso Modric parece,cada vez mais, que a mão não é negra mas sim...”blanca”.

Historinha

Há muitos anos o "meu" clube teve um presidente carismático e que obtendo triunfos diversos se manteve durante muito tempo na liderança.
 Mas um dia, cansado e desiludido, resolveu ir embora. 
Aí os "barões", que no futebol também os há, resolveram ir buscar o presidente de outro clube, muito mais pequeno e que lutava por objectivos bem diferentes, com o argumento que era muito sério, muito rigoroso, muito bom gestor, muito corajoso e senhor de sólidos principios.
 Foi recebido como o "salvador" da Pátria e ganhou as eleições por margem tranquila reunindo todas as condições para ser o presidente que ia unir o clube e ganhar muita coisa. 
Nem começou mal mas rapidamente as coisas descambaram porque sendo associado não era um homem frequentador do clube , conhecendo mal a sua História e tendo grande dificuldade em perceber os associados pelo que rapidamente passou a uma certa forma de autismo não ouvindo ninguém, decidindo conforme lhe dava na cabeça e ignorando as opiniões de alguns colegas de direcção que bem o avisavam que ia por mau caminho.
 O resultado foi que o meu clube dirigido pelo homem muito sério, muito rigoroso,muito bom gestor, muito corajoso e senhor de sólidos princípios desceu de divisão perante a estupefacção e desgosto dos associados e adeptos a quem nem no pior dos pesadelos essa possibilidade tinha passado pela cabeça.
Claro que o "homem providencial" foi embora, perante as vaias de quem antes o aplaudira, deixando o clube numa situação dificilima perdido nas profundezas da segunda divisão.
 Felizmente foi possível salvá-lo mas há histórias felizes que não se repetem. 
E este último parágrafo nada tem a ver com o Vitória.
Depois Falamos

quarta-feira, setembro 12, 2018

Sugestão de Leitura

É um livro cuja chegada ao mercado aguardava com grande curiosidade dadas todas as peripécias que envolveram a exoneração do autor como director do FBI em mais uma das "Trumpalhadas" com que o presidente americano nos brinda quase diariamente.
E não desiludiu a expectativa.
Escrito num registo auto biográfico o autor ao mesmo tempo em que vai narrando a sua vida e os diversos cargos que desempenhou transmite também a sua visão sobre Valores essenciais como a Justiça, a liderança ética e a equidade.
Narrando vários episódios sobejamente conhecidos como a investigação aos e-mail de Hillary Clinton, o caso "Whitewater", ou o 11 de Setembro em que esteve directamente envolvido nas investigações.
Fica também o testemunho sobre os três presidentes com que trabalhou (George W. Bush, Barak Obama e Donald Trump) no qual deixa transparecer a sua admiração pelas qualidades humanas e de liderança de Obama a par do respeito por Bush e de um completo desprezo por Trump.
E são precisamente sobre Trump e a sua administração que se centram os três últimos capítulos do livro transmitindo um visão aterradora sobre as pessoas a quem hoje está entregue a Casa Branca e a liderança da maior potência mundial.
Aterradora mesmo.
Um livro a não perder por quem se interessa por questões de política mundial que acabam por ter reflexo na vida de todos nós.
E um aguçar da curiosidade sobre o livro de Bob Woodward, "Medo", ontem publicado nos Estados Unidos e que um destes dias chegará a Portugal.
Depois Falamos.

terça-feira, setembro 11, 2018

O Ponto 3

Foto: O Lado V

Nas linhas que se seguem procurarei explicitar o meu pensamento sobre o já célebre ponto 3 da última assembleia geral do Vitória na linha do que ponderei dizer na própria reunião magna mas que acabei por não fazer dado o ponto ter sido retirado.
A realidade dos factos é conhecida de todos.
O Vitória tem 40% das acções de uma SAD que gere o seu futebol profissional sendo os restantes 60% detidos por um accionista maioritário,Mário Ferreira (MF) que detém cerca de 55% das acções estando os restantes 5% espalhados por pequenos accionistas a maioria dos quais detendo o mínimo de 50 acções que lhes permite terem assento na AG da SAD.
Tem também o Vitória cerca de dezena e meia de direitos de veto,consagrados no pacto social estabelecido com a SAD, que lhe garantem a presidência da SAD e a impossibilidade de mudança de nome ,símbolo, sede social, aumento ou redução de capital social, nomeação de administradores pelos accionistas ,entre outros, sem a sua aprovação
Há porém um direito de veto que o clube não tem.
Que é o de poder impedir o accionista maioritário, MF, ou qualquer outro accionista de vender as suas acções quando quiser, a quem quiser e pelo preço que quiser!
Terá, quando muito, o direito de preferência sobre essas acções mas é evidente que não tem dinheiro para o exercer pelo que nem vale a pena perder tempo com isso.
O que significa que no caso de MF, porque é esse o que tem significado, o accionista pode vender as suas acções a quem muito bem lhe apetecer seja ao BMG, à BMW, ao BIC, ou a qualquer outra empresa ou investidor individual.
Basta que lhe paguem o preço que ele entender como justo.
O que significa que se aparecer um investidor que lhe ofereça,por exemplo, 10 ou 12 milhões de euros (dobrando várias vezes o seu investimento no clube), é natural e compreensível que ele aceite a oferta.
Tal como é natural e compreensível que quem vier investir na SAD vitoriana queira controlar e acompanhar de perto os seus investimentos através da nomeação de administradores próprios como acontece, aliás, em qualquer outro negócio.
Com o direito de veto à nomeação de administradores pelos accionistas, que deixa à boa vontade do Vitória a aceitação de administradores nomeados por quem investe, é perfeitamente natural que quem vai entrar com o seu dinheiro num negócio sinta receio de não o poder controlar o que torna um investimento apetecível num investimento de risco evidente.
Porque corriam o risco de investirem tendo o clube uma direcção com a qual podiam ter um bom relacionamento, e que não colocaria problemas à nomeação de administradores, mas corriam o perigo de uma mudança directiva (e os sinais de desunião interna não são bons indicadores) levar a que outra direcção vetasse alguns administradores em funções e deixasse o investidor sem controle sobre o seu próprio dinheiro depois de já ter investido uns bons milhões de euros na SAD.
É evidente que quer para clube quer para o investidor seria péssimo existir um conflito desse género, que poderia levar à paralisação da SAD, mas é cada vez mais comum o improvável suceder e quem investe não gosta de riscos desses.
Leva-nos este raciocínio a quê?
Em minha opinião os direitos de veto ao dispor do clube não são todos de igual importância.
Inegociáveis são os que se referem ao nome, símbolo, sede em Guimarães e aumentos e reduções de capital social por exemplo.
Como é inegociável o clube manter 40% na SAD , o direito de nomear o seu Presidente e os poderes especiais deste no que que refere à vinculação da SAD.
Não considero o direito de veto à nomeação de administradores pelos accionistas um veto essencial.
Considero que em determinadas condições o clube pode prescindir dele em troco de lhe serem facultadas condições substanciais para poder disputar o acesso a outros patamares desportivos reforçando o seu estatuto de clube europeu, aproximando-se dos que vão à nossa frente e evitando aproximações perigosas dos que vem atrás ou, até, muito atrás.
Claro que essa perda de direitos, porque é disso que se trata não fujamos à questão, só é admissível num cenário de ser possível encontrar um investidor credível, com enorme capacidade financeira e que contratualize com a SAD as condições de investimento nelas salvaguardando claramente SAD e clube.
Se isso for possível  acho que vale a pena perder um veto que não é essencial em troca de um investimento que será vital para podermos ambicionar mais alto.
É  a minha opinião.
Depois Falamos.

O Plantel

Alguns dias depois do fecho do mercado aqui deixo o prometido comentário ao plantel do Vitória, equipa A, bem como às ambições que ele permite ter no campeonato nacional já em curso.
Começando pela baliza creio que estamos bem servidos de guarda redes com o trio Douglas, Miguel Silva e Miguel Oliveira a dar todas as garantias e a permitir a Luís Castro absoluta tranquilidade quanto ao sector.
Na lateral direita temos Sacko,Dôdô e Vítor Garcia e a quantidade neste caso não dá totais garantias de qualidade porque me parece que nenhum deles é um defesa direito "completo" na dupla vertente defesa-ataque. Sacko e Dôdô (19 anos) podem lá chegar mas já quanto a Vítor Garcia tenho dúvidas que se afirme no clube.
Na lateral esquerda Rafa Soares e Florent,duas contratações desta época, preenchem bem o lugar com Florent a afirmar-se mais rapidamente que o companheiro.
No centro da defesa temos quatro centrais; Pedro Henrique, João Afonso, Frederico Venâncio e Osório que devem chegar para as "encomendas". Há ainda na equipa B e nos sub 23 jovens talentosos com Romain Correia à cabeça para uma emergência.
Não será pela defesa,penso, que a equipa comprometerá os seus objectivos.
No meio campo há fartura de jogadores.
Wakaso, Célis, Tozé, Joseph, André André, João Carlos Teixeira, Francisco Ramos,Pêpê e Matheus Oliveira.
Todas as posições da intermediária se encontram bem preenchidas e pode considerar-se que temos muitas (talvez demais) e boas soluções ao dispor do técnico. 
No ataque é que pode estar o nosso calcanhar de Aquiles.
Porque tendo muitos jogadores (Whelton, Tallo, Guedes, Estupinan, Ola John, Tyler Boyd, Davidson, Rincon e Helder Ferreira) o que constatamos?
Muitos extremos como  Davidson,John, Boyd, Rincon, Helder e Guedes e três pontas de lança como Whelton, Estupinan e Sacko mas a carência de um homem golo experiente que na área dê sequência ao volume de jogo ofensivo que a equipa pode proporcionar.
Whelton faz golos mas não é um clássico ponta de lança, Tallo abre espaços e segura a bola mas faz poucos golos e Estupinan,para mim o melhor dos três enquanto homem de área "puro", precisa de ganhar a confiança do treinador o que até agora parece não ter conseguido.
Havia aqui, claramente, espaço à contratação de mais um jogador (Kléber ou outro idêntico) mas não terá sido possível até ao fecho do mercado por razões que naturalmente não conheço.
Em suma um plantel extenso (nove defesas,nove médios, nove avançados) ao qual se poderiam ter subtraído Vítor Garcia, Francisco Ramos e Rincon (por empréstimo ou cedência) com vantagem para todos, mas não terão aparecido interessados ou aparecendo não foi em condições aceitáveis,  e acrescentado o tal ponta de lança.
Creio ser um bom plantel, que nos permitirá disputar um lugar europeu (via Liga ou Taça de Portugal) , mas que se em Janeiro estiverem reunidas condições para isso pode e deve ser retocado com jogadores que reforcem as nossas ambições europeias.
Importa é fazer uma primeira volta da Liga de bom nível, sem deitar fora pontos de ganhar, para em Janeiro ainda estarmos em posição de disputar os tais lugares europeus e de preferência o quarto lugar.
Depois Falamos

Avião e Gelo


Meteora, Grécia


Mergulho do Pinguim