terça-feira, julho 16, 2019

Polícia Amigo

O meu artigo desta semana no jornal digital Duas Caras.

Tenho a certeza absoluta que ser agente da autoridade é uma profissão dificílima de exercer, seja onde for , face aos condicionalismos que a envolvem e ao exercício de algo- a autoridade- que desagrada a muito boa (e outra nem tanto) gente.
Seja nas ditaduras, onde a rejeição dos agentes assenta ora no exercício de uma autoridade sem limites ora na rejeição da própria ditadura, seja nas democracias onde não falta quem entenda que tudo é permitido e ai de quem se lhe oponha.
Portugal não foge à regra.
Depois de quase cinco décadas de um regime ditatorial onde os excessos e atropelos foram mais que muitos, ainda assim nada que se compare com o que se passou em regimes fascistas ou passou e ainda passa em regimes comunistas, com o advento do 25 de Abril passou-se do oito para o oitenta e onde existia um temor mais ou menos reverencial às forças da autoridade (especialmente à famigerada Pide) passou a existir um absoluto desrespeito,quando não desprezo, por parte de muita gente que entendeu que com a Liberdade tudo era permitido.
Foram tempos difíceis para a PSP e para a GNR.
Onde qualquer tentativa de exercer a sua profissão por parte dos agentes, nem que fosse no passar de uma simples multa, era logo confundido com um acto de prepotência e a invocação do “fascismo” que essas forças de autoridade tinham defendido ao longo de meio século no quadro das hierarquias então existentes.
É evidente, e seria ingenuidade não o mencionar, que muitos desses ataques às forças da autoridade faziam parte da agenda política das esquerdas não democráticas que consideravam o enfraquecimento das forças de segurança como uma das estratégias de enfraquecimento do próprio Estado em nome da revolução proletária que defendiam.
É clássico que as esquerdas não democráticas procedam dessa forma, enfraquecendo a autoridade do Estado e por quem ela deve zelar, para uma vez conquistado o poder instaurarem ditaduras férreas e em que não há distinção em autoridade e repressão.
Basta olhar para a Europa do pós guerra!
Quarenta e cinco anos depois de Abril a situação não mudou muito.
Os partidos de esquerda, e muito em especial essa amálgama de esquerdistas sem abrigo chamada Bloco de Esquerda, não perde nenhuma oportunidade para criticar os agentes de autoridade, para questionar as suas formas de intervenção, para se colocar ao lado de supostas vitimas que em muitos casos não passam criminosos agressores, de exprimir opiniões (como essa caricata figura cujo nome nem quero mencionar que vivendo dos nossos impostos como assessor do BE queria acabar com a PSP e não sei quantos mais disparates )o mais negativas possível quanto à PSP e GNR.
Já para não falar do tempo em que no Parlamento (eu assisti) o guru do BE, também conhecido por Francisco Louçã, defendia convictamente que as forças de segurança deviam andar desarmadas(!!!) talvez para não incomodarem muito os pobres criminosos cujos “gritos de dor” (foi a expressão usada) deviam ser percebidos pela sociedade.
Uma miséria.
Os agentes de autoridade em Portugal não são perfeitos.
Cometem erros, praticam aqui ou ali excessos, nem sempre   exercem a autoridade da forma mais conveniente.
Mas são confiáveis.
Muito mal pagos, obrigados a pagarem o seu fardamento e mais umas alcavalas inaceitáveis, com meios muito aquém do que seria desejável, em muitos casos ocupando instalações que deviam envergonhar o Estado, cumprem a sua missão com estoicismo, coragem e enorme espírito de sacrifício.
Numa profissão em que todos os dias correm o risco de porem a vida nos pratos da balança.
E tantas vezes aturando com uma paciência de louvar os impropérios, os insultos, as inconveniências de quem não tem na educação e no civismo os pontos mais fortes da sua personalidade ou de quem quer transferir para a acção policial as responsabilidades dos erros por si próprio,cidadão,cometidos.
Por isso acho da mais elementar justiça que cada cidadão de bem, que anda na comunidade animado de intuitos positivos, que defende os seus interesses mas respeita os interesses dos outros, que entende o exercício da autoridade como uma forma de regular a vida em sociedade, olhe para os polícias como amigos que nos ajudam a viver com mais segurança e maior tranquilidade no nosso dia a dia.
Porque por mais que alguns partidos da esquerda não democrática queiram criar confusão entre Bem e Mal a verdade é que a Polícia está do lado do Bem, defende-o e é essencial a um Estado democrático de direito!
E nos tempos que vivemos, em que patrulhas da PSP são recebidas à pedrada em bairros problemáticos da área metropolitana de Lisboa sem que isso gere nalguns a mesma indignação que uma ou duas bastonadas a “mais” dadas por um polícia normalmente geram, pareceu-me importante reafirmá-lo.

quinta-feira, julho 11, 2019

Enlouqueceram?

Passe a publicidade devo dizer que gosto muito dos artigos da Nike.
Da qualidade, do desenho, da criatividade na concepção dos mais diversos tipos de equipamentos, (nem tanto do preço é verdade) que a põe na primeiríssima linha dos fabricantes de artigos desportivos do mundo inteiro.
Possivelmente no primeiro lugar mesmo.
Pese embora a sua passagem pelo Vitória tenha ficado longe daquilo que eu esperava em termos de criatividade e concepção dos equipamentos.
Tenho também uma velha (desde Cruyff jogador)  simpatia pelo Barcelona que tenho expresso em várias postagens neste blogue, ao longo dos anos, e que não será novidade para quem me lê com alguma regularidade.
As cores e o equipamento tradicional do Barcelona propiciaram ao longo dos anos, à Nike, a possibilidade de conceber alguns espectaculares equipamentos do clube que ficarão para a história como ,por exemplo, o do centenário.
Mas nos últimos anos gosto cada vez menos da forma como o tradicional equipamento tem sido tratado.
E se já não gostei nada do ano em que as listas passaram a horizontais, ou da multiplicidade de listas que caracterizaram alguns deles, não sei francamente que dizer quanto ao desta época que está retratado acima.
Um Boavista "blau grana"?
E não me venham com marketing, inovação, captação de novos mercados, bla,bla,bla.
O equipamento do Barcelona não pode ter nada a ver com isto.
Falta saber quem enlouqueceu: Se os responsáveis da Nike que deram luz verde a esta camisola se os directores do Barcelona que a aceitaram.
Até pode vender muito, admito, mas é francamente horrível.
Depois Falamos

Retrocesso

Quando li na imprensa vimaranense de hoje que as diversões das Gualterianas, este ano, irão fiar instaladas na Alameda Alfredo Pimenta confesso que tive de reler a notícia para confirmar que não era nenhuma daquelas brincadeiras do 1 de Abril.
Passo a explicar.
Embora tenha nascido no Hospital da Misericórdia, mesmo à beirinha do castelo, posso dizer que nasci na então rua dr Alfredo Pimenta (assim se chamou durante muitos anos aquela via) porque lá vivi até aos nove anos e mesmo depois de com os meus pais ter ido morar para a Rua de Gil Vicente e posteriormente para a Urbanização da Quintã continuei a ser visita quase diária daquela rua porque lá viviam os meus avós.
E portanto conheço muito bem aquela artéria desde o tempo em que onde é agora o parque de estacionamento subterrâneo e o estádio do Vitória existia uma enorme quinta com exploração agrícola e pecuária.
A quinta do Proposto penso que se chamava assim.
E por lá vi passar muita coisa.
As diversões das Gualterianas nos anos sessenta, a feira semanal, uma central de camionagem, um enorme espaço vazio onde se jogava a bola e andava de bicicleta, o poiso temporário de circos que vinham à cidade, uma praça de touros desmontável na Gualterianas em frente ao actual quartel de bombeiros.
Hoje a Alameda Alfredo Pimenta é uma das principais vias da cidade, passagem prioritária para veículos dos bombeiros que tenham de se dirigir para o centro da cidade e por onde circulam  diariamente centenas ou milhares de veículos.
Voltar a colocar lá, cinquenta anos depois, as diversões das Gualterianas é um retrocesso inexplicável e certamente um transtorno de monta para todos quantos tem de circular por aquela avenida.
Já para não falar dos constrangimentos aos veículos dos bombeiros em tempo de fogos.
Uma decisão que me parece completamente errada.
Depois Falamos

Mocho


Casa no Rio


Farol


terça-feira, julho 09, 2019

Roteiros

O meu artigo desta semana no jornal digital Duas Caras.

A três meses de eleições legislativas, em que como é normal em democracia será avaliada a acção de um governo (embora o actual resulte de algo que nunca tinha sido visto em Portugal e que pelos vistos já gera arrependimentos nalguns dos protagonistas) , os diversos partidos políticos já estão embrenhados nas suas acções de pré campanha.
Para lá do governo que anda em campanha, mais do que a governar, desde o primeiro dia em que iniciou as suas funções.
Também por isso será avaliado.
No caso da Aliança, que depois da estreia nas europeias (essas eleições tão sui generis...) vai agora enfrentar as suas primeiras eleições verdadeiramente nacionais, o caminho até seis de Outubro está claramente definido desde há muito.
Depois de ter aprovado as suas linhas de orientaçao programáticas, com base nas quais seria elaborado o programa eleitoral, o partido publicou dias atrás (e pese embora a sua juventude foi o primeiro a fazê-lo!) o seu programa eleitoral assente nas seguintes traves mestras:
·         Saúde
·         Demografia/Natalidade/Família
·         Coesão Territorial
·         Combate à Corrupção
·         Crescimento e Competitividade
·         Política de Renovação e Ética
·         Reciprocidade para com o Estado
·         Segurança
·         Educação
·         Combate à Pobreza
·         Mar, Inovação e Cultura
·         Sociedade Digital e Segura
·         Ambiente e Alterações Climáticas
·         Portugal no Contexto Global
Um programa ambicioso, bem estruturado e que dá resposta a muitas das carências e necessidades de Portugal visto na sua realidade e longe dos holofotes propagandísticos com que o governo gosta de encadear os menos atentos.
E porque as pessoas estão sempre no centro das preocupações da Aliança, que existe precisamente numa perspectiva de as servir, o presidente do partido está agora e nas próximas semanas a correr o país de norte a sul num conjunto de roteiros temáticos que abrangem muitas dessas áreas para que no programa eleitoral são propostas soluções.
São oito roteiros no seu total.
No primeiro, sob o tema “Combater um Estado poluído”, o ambiente e as alterações climáticas foram o centro das preocupações num percurso que passou pelos distritos de Faro, Castelo Branco e Setúbal.
O segundo, em curso, tem como tema “Combater um Estado Doente” e passará pelos distritos de Lisboa, Braga e Vila Real.
Depois virá o “Combater um Estado (In)Diferente”, o “Combater um Estado Árido”, o “Combater um Estado Poucochinho”, o “Combater um Estado Empenado”, o “Combater um Estado Mal Educado” e o “Combater um Monstro chamado Estado”.
Que versarão muitos dos temas do programa eleitoral e permitirão ao presidente do partido visitar todo o país indo de encontro às pessoas, às instituições e a realidades que tantas vezes passam despercebidas ao comum dos cidadãos.
Pôr a política ao serviço das Pessoas é aquilo que mais motiva a Aliança.
O programa eleitoral e estes roteiros são a prova disso!

P.S. Fiquei sinceramente satisfeito por ver dois amigos, o André Coelho Lima e a Mariana Silva, integrarem em lugar de eleição certa as listas dos seus partidos.
O André como cabeça de lista do PSD em Braga e a Mariana como número quatro da CDU em Lisboa.
São o reconhecimento merecido de dois percursos de mérito e a certeza de que contribuirão para um Parlamento diferente para melhor.
Espero, se for essa a vontade dos eleitores , poder juntar-me a eles nesse desafio de fazer mais e melhor pelo distrito e pelo país