terça-feira, Outubro 21, 2014

Luís Duque

Foi uma escolha surpreendente.
É um homem do futebol, conhece o meio, é uma pessoa afável e civilizada.
E isso são qualidades.
Mas...
Há sempre um mas.
E neste caso o "mas" tem a ver com situações extra futebol em que se viu envolvido  e que podem de alguma forma vir a condicionar a sua acção.
Parte,ainda assim, com um lastro positivo.
Mereceu o apoio unânime de 27 clubes e tem a inegável vantagem de ter ao seu lado (por quanto tempo é outra questão) Porto e Benfica que propuseram o seu nome.
Depois há a questão Sporting.
Não tanto por Bruno de Carvalho não gostar de Luís Duque.
Em boa verdade o presidente do SCP não gosta de ninguém desde o Visconde de Alvalade até Godinho Lopes.
Passando por Manuel Fernandes um dos maiores futebolistas da história do clube.
Tal como Luís XIV, no seu tempo, Bruno de Carvalho acha que o Sporting é ele e mais ninguém.
Mas a escolha de um sportinguista para presidir à Liga, num tempo em que o clube leonino faz pública questão de viver de costas viradas para o organismo depois de ter apoiado a incrível "reeleição" de Mário Figueiredo, parece (pode não ser) uma retaliação contra o clube e o seu presidente.
E se assim for tem dois inconvenientes:
Em primeiro lugar é utilizar a Liga para guerras entre clubes quando ela tem tanto para fazer em prol do futebol.
Em segundo lugar dá a Bruno de Carvalho (e ao SCP) uma importância que não merecem e uma posição de privilégio para serem continuamente do "contra" com tudo o que isso significa no exercício de influências a vários níveis.
Porto e Benfica dificilmente sofrerão com isso mas já os restantes clube não poderão dizer o mesmo.
Espero estar enganado e desejo, naturalmente, que tudo corra pelo melhor.
Mas talvez o nosso futebol, neste delicado momento que vive, merecesse uma escolha de menos risco.
Depois Falamos.

Eram 50...

Eram 50.
Chegaram num autocarro alugado, a uma empresa da zona de Guimarães, com um papel para desempenhar.
Não eram professores nem alunos e muito menos representavam alguém que não fosse quem os mandou.
Eram uma das brigadas "autocarrotransportadas" dos senhores Arménio Carlos e Mário Nogueira.
Chegaram com as palavras de ordem habituais, os insultos do costume, as faixas e bandeiras mil vezes vistas, as buzinas próprias para incomodar.
E com a ordinarice e falta de respeito que os caracteriza em todas as situações.
Como na Guarda onde nem a indisposição do Presidente da República respeitaram ou em Coimbra onde pensando (não é o forte deles convenhamos...) estarem a afrontar o PM e o Governo apenas estavam a faltar ao respeito aos mortos da Grande Guerra que estavam a ser homenageados na cerimónia.
E quem nem os mortos respeita como há-de respeitar os vivos?
Desta vez as "vitimas" foram as crianças, alunas do centro escolar inaugurado por Passos Coelho, que viram o pequeno número musical que tinham preparado para receber o primeiro-ministro permanentemente perturbado pelas buzinas dos 50 figurantes mandados com esse objectivo.
Que depois da entrada da comitiva na escola se foram embora.
A missão estava cumprida.
À noite as televisões lá bolsaram a noticia que "interessava":
"Passos Coelho vaiado por manifestantes".
Esquecendo-se de dizer que eram 50.
E que enquanto cá fora eram 50 a vaiar lá dentro eram mais de 200 a aplaudir e ás vezes com entusiasmo.
E nesses 200 estavam pais e professores.
Mas isso não é notícia. 
Pode-se lá bem noticiar a mínima,que seja, manifestação de aplauso ao governo...
Depois Falamos

Peixe Napoleão

Foto: www.nationalgeographic.com

Escalada


Nuvens


segunda-feira, Outubro 20, 2014

Aniversários....

Nos últimos anos tenho registado a curiosidade, agradável diga-se de passagem, de passar parte do meu dia de aniversário por perto de líderes (ou futuros lideres) do meu partido.
Em 2001 acompanhando Durão Barroso num jantar de pré campanha autárquica em Celorico de Basto.
Em 2002 com Luís Marques Mendes numa inauguração em Vila Nova de Famalicão.
Em 2006 com Luís Filipe Menezes numa sessão em Azambuja.
Hoje foi a vez de Pedro Passos Coelho.
Não como líder do partido mas como primeiro ministro na inauguração de um Centro Escolar na vila de Forjães no concelho de Esposende.
Onde o primeiro ministro se deslocou, acompanhado pelo ministro da educação e muitas outras personalidades, para participar na referida cerimónia e onde proferiu um excelente discurso deveras apreciado por todos os presentes.
Assertivo,mobilizador e demonstrando um ânimo e uma pujança bem nos antípodas de desânimos e outras fragilidades que alguns lhe querem colar a todo o preço.
Foi um bom momento político.
Que os noticiários televisivos das 20.00 h estiveram longe de mostrar tal como tinham sido.
Não só porque deram um relevo ridículo á habitual brigada "autocarrotransportada" dos senhores Arménio Carlos e Mário Nogueira (50 manifestantes que só se representavam a eles próprios...e mal)como também tiveram o cuidado de suprimir das reportagens as frequentes interrupções por aplausos do discurso do primeiro-ministro.
Enfim, num e noutro caso nada a que não estejamos habituados.
Por mim dei aquele bocado da tarde como bem passado.
E espero para o ano, ou para um dos outros a seguir, voltar a passar parte do meu dia de aniversário por perto do líder do PSD e primeiro-ministro de Portugal.
Será bom sinal.
Para o país!
Depois Falamos.

Guimarães


domingo, Outubro 19, 2014

Palmarés

Foto: Troféus ganhos em 2012/2013 nas diversas modalidades.

Hoje, dia em que o Vitória iniciou a sua participação na presente edição da taça de Portugal, é apropriado fazer uma curta reflexão sobre os troféus que o Vitória tem em comparação com os que a sua grandeza devia permitir ter...mas não tem.
E essa é uma das maiores "dores" dos vitorianos.
Um palmarés curto face à dimensão do clube.
É verdade que nos últimos anos o Voleibol, o Basquetebol, o Pólo Aquático, a Natação,o Kickboxing e outras modalidades tem dado um sério contributo para a nossa sala de troféus, confirmado a excelência do nosso ecletismo e permitido ao clube ganhar dimensão em termos de conquistas.
Mas o futebol, a verdadeira "pedra de toque" do clube em termos de avaliação pelos adeptos,esse continua deficitário.
Três títulos nacionais na formação, uma supertaça e uma taça de Portugal.
É de facto muito pouco.
Mas em termos de taça, a segunda prova em importância do nosso futebol, é importante que se diga o seguinte.
Jogamos até hoje seis finais perante cinco adversários diferentes.
Porto (duas vezes), Benfica, Sporting, Belenenses e Boavista.
Precisamente os cinco clubes que até hoje foram campeões nacionais.
Em 1942 perdemos com o Belenenses. Nesse tempo um dos mais fortes clubes nacionais e que nessa época se tinha classificado em terceiro lugar.
Em 1963 perdemos com o Sporting. Que na época anterior tinha sido campeão nacional e na época seguinte ganharia a Taça das Taças.
Em 1976, na final da "vergonha", perdemos com o Boavista que se classificara em segundo lugar no campeonato ( a apenas dois pontos do Benfica)e já ganhara a edição anterior da Taça.
Em 1988 perdemos com o Porto acabado de se sagrar campeão(com 15 pontos de avanço ao Benfica quando o triunfo valia apenas dois pontos), que na época anterior fora campeão europeu e nessa ganha além do campeonato já tinha ganho a supertaça europeia e a taça intercontinental.
Em 2011 perdemos com o Porto, campeão invicto com 21 pontos de avanço em relação ao segundo (Benfica), e que também nessa época ganhou a Liga Europa.
Em 2013 ganhamos(finalmente!!!) ao Benfica que ficara em segundo na Liga a um ponto do campeão(Porto) e que também disputara a final da Liga Europa.
E na valia dos adversários, no azar de os apanhar a todos em momentos de grande brilho e poderio futebolistico, está uma explicação para em seis finais termos ganho apenas uma.
Sem esquecer que a de 1976 foi-nos roubada!
Sendo certo que podíamos ter atingido mais finais, que em circunstâncias diversas estiveram ao nosso alcance, e deixamos-las escapar por entre os dedo por responsabilidade própria ou porque nos impediram de lá chegar com as "artistices" habituais.
Em qualquer dos casos temos poucos troféus para a dimensão do nosso clube.
Há que inverter essa situação.
E hoje,quem sabe, podemos ter dado o primeiro passo para mais uma conquista.
Depois Falamos

Himalaias

Foto: www.nationalgeographic.com

Leão vs Dragão

Para um vitoriano, daqueles que acha que a Taça de Portugal tem de ser sempre um objectivo para o Vitória, o jogo de ontem no "dragão" estava ganho à partida face aos dois clubes que se defrontavam em busca de um lugar na próxima eliminatória.
Porque sendo dos tradicionais candidatos a ganharem o troféu sabia-se que um deles ficaria pelo caminho e será menos um adversário de peso que o Vitória corre o risco de encontrar no longo caminho para o Jamor.
Ganhou o Sporting, com todo o mérito, e assim o Porto ficou pela caminho logo na primeira eliminatória em que participou na corrente edição.
Caso para dizer que no "Dragão" o "Rei Leão" rugiu mais alto!
O jogos de ontem tem dois grandes derrotados.
Lopetegui (e o Futebol Clube do Porto) e Bruno de Carvalho.
Lopetegui porque, definitivamente, parece não perceber o clube que treina e a realidade em que está a competir.
Rotações em meados de Outubro até se podem perceber porque a época é longa e as "frentes" várias (desde ontem menos uma) pelo que é utíl ter um lote alargado de jogadores em "tensão" e preparados para competir.
Mas quando se joga com um adversário directo, e numa prova a eliminar, há que por a "carne" toda no assador. Não há lugar a rotações nem a invenções.
Lopetegui não.
Encheu a equipa de espanhóis contratados por ele, começou o jogo sem um português em campo (raríssimo no FCP e a lembrar o...Benfica) e depois ainda conseguiu o inimaginável que foi deixar Quaresma a ver o jogo do banco durante os 90 minutos.
Quaresma que tinha voltado à selecção, depois de anos de ausência, e marcado um golo num jogo e feito a assistência decisiva no outro estaria seguramente com uma tremenda motivação para jogar e dar sequência ao que tinha feito nesses dois jogos.
Lopetegui desperdiçou isso em prol das apagadissimas exibições de alguns dos seus compatriotas como Oliver Torres e Adrien Lopez.
O futuro o dirá mas para o técnico espanhol "comer as batatas" no Dragão começa a ser um...objectivo.
O outro perdedor foi Bruno de Carvalho.
Tanta insinuação. tanto alarmismo, tanto dramatismo e afinal um jogo correcto,sem incidentes, com os adeptos nas bancadas a apoiarem as suas equipas e nada mais.
O estilo incendiário, insensato e provocador do presidente do Sporting caiu, uma vez mais,no ridículo.
E por isso ele perdeu num dia em que o seu clube ganhou.
Depois Falamos.

P.S. Sem querer fazer humor negro: Marcano foi contratado como central e Adrien Lopez como ponta de lança. Não estarão as posições trocadas? É que parece...

sábado, Outubro 18, 2014

Pôr do Sol


Mocho


"Guerra Suja"

João Grancho tinha cometido um erro.
Veio a público e ele tomou a decisão de se demitir de imediato.
Uma decisão honrada que o prestigia e salvaguarda o governo de que fazia parte.
Um exemplo que alguns dos que criticam o actual governo não seguiram quando ocupavam funções governativas num passado recente.
Mas isto é o que toda a gente sabe mais que não seja pela comunicação social.
Mas a "inocência" acaba aqui.
Porque João Grancho cometeu esse erro (um plágio ao que se sabe) em 2007 quando liderava uma associação de professores.
E estava no governo há dois anos.
Soube-se agora.
Sete anos depois de cometido e dois anos depois de o autor ter sido nomeado secretário de estado.
Demasiado conveniente para ser coincidência ou acaso do destino.
Não tenho duvida nenhuma que a "guerra suja" do PS de António Costa contra o governo e contra figuras do PSD também passou por aqui.
Com o auxilio precioso de boa parte da comunicação social ( e de alguns idiotas "úteis" do PSD também) , de "obediências" tão ocultas quanto diversas e de cumplicidades em várias áreas vamos ter mais "disto" no próximo ano e até ás eleições.
Não excluindo, é claro, a catadupa de "miraculosas" sondagens aparecidas nos últimos dias e que fazem de Costa o vencedor antecipado das eleições.
Curiosamente ao mesmo tempo que em Lisboa vem ao de cima a sua incompetência para resolver problemas comuns de uma autarquia.
E por isso o PSD tem de estar preparado e saber responder.
O PS de Costa tem uma máquina poderosa preparada para uma "guerra suja" contra o governo, contra o PSD e contra figuras do PSD que vêem como potenciais "perigos" futuros.
Vamos ter mais truques, mais inventonas, mais fossar no passado de tudo e de todos que nem porcos bísaros em busca de bolotas.
Basta atentar nas intervenções públicas de alguns "ressuscitados do "Costismo" (Ferro Rodrigues, José Magalhães, Marcos Perestrelo e outros...) , soltando ranho e ódio contra o governo, para perceber que isto ainda está no inicio.
Porque ressabiados como estão, e numa ânsia paranóica de ajustes de contas com o passado e com quem lhes ganhando eleições (seja Durão Barroso seja Passos Coelho)  os privou da única ocupação para que se acham talhados e a que se acham com direito exclusivo, não vão olhar a meios para atingirem os seus fins.
Combater o PS de António Costa e a sua horda de ressabiados é mais do que uma necessidade.
É um acto de decência.
E de defesa civilizacional contra quem desgraçou um país e está ansioso por o fazer de novo.
Depois Falamos.