quarta-feira, Abril 23, 2014

Eu Apoio!

Estou numa fase da vida, e da intervenção politica, em que só apoio alguém quando alio á convicção a certeza de que esse apoio será em prol de quem ocupe muito bem o lugar a que se candidata.
Seja em autárquicas, presidenciais, legislativas ou europeias.
Conheço o José Manuel Fernandes há mais de vinte anos.
Ainda antes de ter sido um excelente presidente da Câmara de Vila Verde cargo que ocupou entre 1997 e 2009 altura em que foi pela primeira vez eleito para o Parlamento europeu.
Militamos no mesmo partido, ocupamos cargos em simultâneo em orgãos distritais do PSD, integramos a mesma lista candidata ás legislativas de 1999.
Estivemos muitas vezes em acordo, como é normal em companheiros de partido, e algumas em desacordo como é também normal em partidos democráticos em que há pluralidade de opiniões.
Acompanhei com interesse , e natural curiosidade, o seu percurso em Bruxelas.
E hoje não tenho qualquer duvida em afirmar que foi um excelente deputado europeu.
Dos melhores que Portugal teve desde sempre.
Porque fez aquilo que para mim é essencial em alguém que ocupa um cargo em representação do povo que o elegeu.
Foi assíduo em Bruxelas/Estrasburgo, representou muito bem o Minho ( e o país naturalmente), levou a sua participação em plenário e comissão ao ponto de em cinco anos ter feito quase duas mil intervenções sobre os mais variados assuntos mas essencialmente sobre questões ligadas aos dois distritos minhotos.
Só isso já seria bom.
Mas fez muito mais.
Fez aquilo que para mim faz a diferença num deputado europeu ou nacional.
Esteve permanentemente em contacto com as pessoas , as associações, as empresas,a Igreja católica, os clubes, as câmaras municipais do Minho.
Fez mais de 500 intervenções sobre assuntos europeus.
Integrou a importantíssima comissão do PE que trata do orçamento europeu e dela foi relator.
Escreveu livros, nomeadamente sobre fundos comunitários, de extremo interesse e utilidade.
E esteve permanentemente disponível .
Ainda na passada quinta feira, chegado da sessão plenária de Estrasburgo, esteve num encontro de jovens em Guimarães(a que apenas conseguiu chegar, sem ter almoçado ou jantado, perto das 23 h) em que mais uma vez produziu uma intervenção concisa e esclarecedora sobre assuntos europeus .
Foi um mandato de cinco anos cumprido com brilhantismo e rico no intercâmbio que conseguiu fazer entre a região e a Europa.
Foi a voz do Minho em Bruxelas e a presença de Bruxelas no Minho.
Merece amplamente ser reeleito!
E com uma votação minhota bem demonstrativa do reconhecimento pelo seu trabalho, pela sua dedicação ao Minho, pela sua disponibilidade em servir as populações.
Eleger José Manuel Fernandes é continuar a dar voz ao Minho no Parlamento Europeu.
Até porque nas outras candidaturas, nomeadamente na do PS(que do Minho só quer os votos porque dar-lhe voz não é preocupação), não há ninguém em posição de eleição directa.
Eu apoio José Manuel Fernandes.
Por razões de absoluto mérito.
E quando assim é...
Depois Falamos

segunda-feira, Abril 21, 2014

Vandalismo de Estado!


Há vários tipos de vandalismo.
O da fotografia de baixo é infelizmente o mais comum.
Praticado por gente sem educação, sem cultura, sem respeito pelos monumentos ou pelo que quer que seja.
Autênticos delinquentes que deviam ser tratados com um rigor muitíssimo superior aquela benevolência típica do "nacional porreirismo".
Porque estes energumenos vandalizam monumentos, tornam ilegíveis placas de transito, estragam tudo que lhes apetece na estúpida convicção de que estão a glorificar os clubes de que são adeptos.
Sim.
Estes actos não são exclusivos dos adeptos deste clube mencionado na fotografia.
São comuns aos adeptos dos chamados grandes e a algumas imitações em ponto pequeno que por aí andam.
Não. Em Guimarães não há monumentos vandalizados por adeptos do Vitória.
Cá sabemos respeitar o que tem de ser respeitado.
E fora de Guimarães nunca vi grafittis vitorianos em sítios indevidos.
Mas a primeira fotografia retrata algo de novo e bem pior.
Vandalismo de Estado.
Ou melhor: vandalismo autárquico.
Já todos sabemos que o senhor António Costa, presidente da câmara de Lisboa, é benfiquista.
Está no seu direito.
Também sabemos que aspira a ser líder do PS, primeiro ministro e presidente da república.
Aspira a muita coisa mas também está no seu direito.
Não tem é o direito de por fanatismo clubistico(menos) e promoção pessoal (muito mais) autorizar que uma monumento nacional da cidade de Lisboa seja usado para as festas do seu clube.
É uma vergonha que se tenha chegado ao despudor de por uma camisola do SLB na estátua do Marquês de Pombal.
Que exemplo deplorável de falta de respeito pelos monumentos nacionais deu o senhor António Costa.
A partir daqui, qualquer um dos energumenos autor do vandalismo da segunda foto, se sentirá legitimado para novas formas de festejar triunfos do seu clube.
Ganham a Taça (esperemos que não) ao Rio Ave e hasteiam a bandeira vermelha (tantos anos depois de D. Afonso Henriques as ter varrido de lá) no castelo de S. Jorge?
Ganham a Liga Europa e  no Terreiro do Paço deitam abaixo a estátua equestre de D. José e põe lá umas de Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus?
Que falta de vergonha!
E com este comportamento lastimável o senhor António Costa pode não chegar a nenhum dos outros cargos que ambiciona mas chegará certamente, um dia, a presidente do Benfica.
E faço a justiça de reconhecer que ele e clube estão muito bem um para o outro.
Depois Falamos

P.S: D. Afonso Henriques faz parte do nosso simbolo e deu o nome ao nosso estádio.
O ano passado ganhamos duas taças de Portugal ao Benfica.
A nenhum vitoriano passou pela cabeça ir vestir uma camisola do Vitória à estátua do Rei na Colina Sagrada.
Lá está...não fomos capital europeia da Cultura por acaso!

domingo, Abril 20, 2014

Os Nossos Sonhos



Fotos: http://oladov.blogspot.com/

Para esta época desportiva , tão frustrante no futebol (embora a equipa B tenha reentrado na luta pela subida), ainda acalento dois sonhos que se interligam entre si.
Tem a ver com o basquetebol que é hoje por hoje a modalidade em que o Vitória é um clube de topo e luta por troféus nacionais com toda a ambição deste mundo.
O primeiro, pequeno e fácil de realizar, é ver o nosso pavilhão cheio a apoiar a equipa na sua luta pelo titulo nacional.
A foto de cima já mostra uma boa assistência, no jogo de sábado com a Ovarense, mas temos de igualar a dos tempos épicos do voleibol transformando o nosso pavilhão num "inferno" para os nossos adversários.
O segundo sonho é sermos campeões nacionais!
Os quartos de final estão muito bem encaminhados bastando-nos um triunfo para passarmos ás meias finais depois das duas vitórias sobre a Ovarense na sexta e no sábado.
A seguir teremos , tudo o indica ,o Lusitânia dos Açores que é um adversário ao nosso alcance.
E depois a nossa equipa, que já ficou num brilhante segundo lugar na fase regular, encontrará os milionários do Benfica em jogos de elevadíssimo grau de dificuldade face á valia do plantel encarnado em termos qualitativos e quantitativos.
Mas Fernando Sá, ao comando do Vitória, já lhes ganhou sete vezes incluindo uma final de taça de Portugal pelo que se há alguém capaz de nos liderar até a esse quase milagre é ele.
E aí interligam-se os sonhos.
Porque o apoio dos vitorianos será absolutamente crucial nos jogos em casa para que vencendo-os o Vitória possa depois no pavilhão da Luz conseguir o triunfo que dê asas à nossa ambição.
Mas uma coisa de cada vez porque antes da final ainda há caminho para fazer.
De uma coisa tenho a certeza.
Os nossos técnicos e jogadores lutarão pelo titulo como se de isso dependesse a vida deles.
E a quem veste assim a nossa camisola só podemos dar o máximo de apoio.
Depois Falamos

Jaguar


Bratislava, Eslováquia


sábado, Abril 19, 2014

Não!

Não.
Nunca!
Podemos discordar de direcções, criticar treinadores não gostar das exibições de jogadores.
E temos meios de o demonstrar no sitio próprio,que é o nosso estádio,de forma veemente e civilizada.
Mas nada, rigorosamente nada (é "apenas" de futebol que estamos a falar), justifica o recurso à violência, á agressão, a actos incompatíveis com o próprio desporto e com formas correctas de nele estar.
Compreendo o desgosto, a indignação, a revolta dos adeptos vitorianos (sou um deles) face a uma época que tem sido frustrante em termos desportivos no que ao futebol concerne.
Mas o que se passou ontem não pode voltar a repetir-se.
Porque é indigno do Vitória.
Da nossa imagem de clube, do concelho de que fazemos parte, da forma como nos queremos projectar no país e na Europa.
Dir-me -ão que face ao que se vê noutros lados não foi nada.
Foi!
Até porque com o mal dos outros podemos nós bem.
Foram actos graves e que nada justifica que tenham acontecido.
E que se espera e deseja que não voltem a acontecer.
Depois Falamos

sexta-feira, Abril 18, 2014

Penoso!

Foto: www.vitoriasc.pt  / João Santos

Já não há nada para dizer.
Mais uma derrota, com um adversário de "trazer por casa" , mais uma sucessão de erros e disparates que nos fizeram perder um jogo que noutros tempos seria um passeio tais as fragilidades do clube que veio de Arouca para nos levar três pontos.
Com facilidade diga-se de passagem!
Para além de tudo o resto o Vitória tem jogadores castigados e lesionados o que restringiu  as opções do treinado Rui Vitória que mesmo assim talvez  pudesse ter optado por outras soluções mais eficazes.
Logo na equipa inicial surgiram as interrogações.
Com o Vitória a cumprir calendário, a caminho de mais uma classificação inaceitável, porque razão não foi dada finalmente uma oportunidade a sério a alguns jogadores da B?
Cafu, Bernard, Hernâni ficaram no banco.
Outros...nem isso.
Para contra o poderoso Arouca jogarmos com cinco médios (André Santos, André André, Tiago Rodrigues, Barrientos e Crivelllaro) e o "pobre" do Maazou isolado lá na frente.
E a interrogação maior é porque continuamos a fazer jogadores para os outros, a três jogos do fim, ao invés de se lançarem já jogadores nossos para a próxima época.
Foi sem nenhuma surpresa que o Arouca marcou e voltou a  marcar perante uma equipa vitoriana irreconhecivel a defender e muito pouco agressiva a atacar.
Ao intervalo Rui Vitória fez uma substituição "histórica".
Retirou Crivellaro, que apesar de não estar nos seus melhores dias ainda era o mais esclarecido e criativo dos jogadores vitorianos provocando alguns desiquilibrios na defensiva arouquense, e fez entrar o "habitual" Ni Plange.
É a substituição que marca o fim deste ciclo de RV como treinador do clube e por isso "histórica"
Mostra um homem cansado, esgotado até, já incapaz de encontrar soluções face ás muitas adversidades que tem marcado esta época na sua relação com o clube e o grupo de trabalho.
A segunda parte foi igualmente penosa perante uma insatisfação em crescendo dos adeptos apenas atenuado pelo golo de Maazou que ainda abriu as portas a alguma esperança de pelo menos não perdermos o jogo.
Ilusória infelizmente.
E mais uma derrota.
Nove jogos consecutivos sem vencer (acho que nem no ano da descida) e os dois que faltam são de alguma delicadeza.
Uma deslocação sempre difícil a Coimbra e a recepção ao adversário da 30ª jornada a fechar o campeonato.
Que se faça, ao menos, um apelo final ao brio e ao orgulho de vestir aquela camisola.
Penosa esta segunda volta, penoso o estado a que esta equipa chegou.
Há que mudar.
Depois Falamos

P.S. Das exibições individuais apenas destaco Luís Rocha. Ontem foi o melhor jogador do Vitória. Bem a defender, bem a atacar com assistências e um remate perigoso. Não foi por ele que o jogo foi perdido.

Paisagem


Cidade do Cabo, Africa do SIul


terça-feira, Abril 15, 2014

Eu. Vitoriano!

Não gosto de escrever sobre mim próprio.
Raríssimas vezes o fiz.
Mas ás vezes é preciso fazer um ponto de ordem.
Tenho assistido do meu "canto (que neste caso é a tribuna nascente, sector EM, fila X, lugar 17) ao evoluir da época desportiva do futebol vitoriano.
Sobre o futebol e o Vitória tenho escrito, como faço há 30 anos a esta parte, as minhas opiniões elogiando quando é de elogiar e criticando quando é de criticar.
Na maior parte das vezes procurado contribuir para um clube melhor através de reflexões e sugestões que vou alinhavando.
Sempre pela positiva.
Nos últimos dias, sem qualquer intervenção minha nesse sentido e sem conhecimento prévio do publicado, pelo menos dois jornais desportivos nacionais entenderam citar o meu nome como eventual protagonista do Vitória pós Júlio Mendes.
Fizeram-no dentro de um conceito de opinião que respeito, e a que o jornalismo livre tem direito, mas sem que eu tenha sido sequer ouvido sobre o assunto.
As coisas são o que são.
Como é normal numa comunidade que vive o seu clube com tanta intensidade tem-se multiplicado os comentários a esses artigos quer no facebook, quer nos blogues, quer em fóruns vitorianos sempre efervescentes quando as coisas no clube não correm bem.
Há os que concordam e há os que discordam.
Natural.
A uns conheço, alguns são amigos, outros não conheço e a alguns não quero conhecer nunca.
Assisto tranquilo a um debate que não suscitei , com o qual nada tenho a ver e nem nele vou participar.
Por isso, agradecendo as palavras amigas de muitos, não posso deixar de manifestar a minha indignação por gente que não conheço de lado nenhum se atrever a pronunciar-se a meu respeito da forma caluniosa como o fazem através da habitual  heroicidade "trás teclado".
Há gente que acha que "vale tudo" quando se trata de atacar aqueles que por qualquer razão não lhes agradam.
Mas não vale.
E a prova disso , no meu caso, é que jamais me deixarei desviar do que entendo correcto por gente que à falta de inteligência argumentativa prefere enveredar pela calúnia imbecil..
Sou vitoriano.
Sócio 947 com 42 anos de "casa".
Enquanto associado conheço os meus deveres e sei os meus direitos.
Ponto!
Depois Falamos

Guimarães


Quati


Berna, Suiça


segunda-feira, Abril 14, 2014

Mentira!

O combate politico é essencial em democracia!
Mas há combates ilegítimos.
Os que assentam na mentira grosseira, na demagogia frenética, no explorar mais desavergonhado dos sentimentos, do brio e do orgulho das pessoas.
É o que se passa com as noticias postas a correr, por autores identificados e fins políticos confessos mas inaceitáveis, acerca de um suposto encerramento da maternidade do Hospital de Guimarães.
É mentira!
Mas isso não obstou a que se pusesse a correr uma petição sobre o lema "quero que os meus filhos nasçam em Guimarães"  que faz apelo ao nobre orgulho que todos os vimaranenses tem na sua Terra e ao "horror" que para a esmagadora maioria significava ver os seus filhos irem nascer à cidade vizinha.
É pena é fazerem-se apelos a nobres sentimentos com base numa soez mentira.
Porque a maternidade do Hospital de Guimarães não vai encerrar.
Seria, aliás, ridículo com este ou qualquer outro ministério da Saúde encerrar uma das três maternidades da zona norte que tem mais de 2000 partos por ano.
Mas a táctica de "guerrilha" é conhecida.
Em volta de um assunto que é por natureza polémico, e através de uma leitura propositadamente enviezada de um diploma, lança-se um "escândalo" com dotes de pitonisa (que nem a astróloga Maya desdenharia) sobre um futuro teoricamente nebuloso de um serviço público.
Depois, se por artes do diabo , viesse num futuro longínquo a confirmar-se o boato posto a correr então os seus autores sempre poderiam afirmar:
"Nós bem dissemos"!
Mas como isso não vai acontecer não custa a crer que quem teve a ousadia de lançar o boato, e quem o transformou numa arma de guerrilha politica através de uma petição que apela aos melhores sentimentos dos vimaranenses, tenha amanha a distinta "lata" de vir dizer que o facto só não se verificou porque a Petição (e o boato) o impediu!
Cesteiro que faz um cesto faz um cento.
E os objectivos de guerrilha politica sem verdade nem ética completamente cumpridos.
Como me dizia à pouco um ilustre e bem informado Amigo a maternidade do Hospital de Guimarães vai fechar no dia seguinte aos jogos em casa do Vitória passarem a ser disputados na "pedreira" em Braga.
E isso será...Nunca!
Depois Falamos.

P.S. Neste assunto há uma imensa mentira.
O boato e a petição que lhe dá sustento e visibilidade pública e levou muitos vimaranenses bem intencionados a subscreverem o que não tem pés nem cabeça
E a mentiras e boatos tem de ser dado combate sem quartel.