quarta-feira, agosto 05, 2015

Previsões

A Liga Portuguesa está a pouco mais de uma semana do seu início, com uma interessante supertaça a marcar o arranque de época já no próximo domingo, pelo que face ao que se tem visto nos jogos de preparação (mas não só) é interessante fazer uma previsão do que poderá vir a acontecer.
Para o titulo jogarão os três do costume.
Ou melhor um mais dois por razões que a seguir explicarei.
Creio que o Porto é, de longe, o maior candidato a ganhar o titulo.
A juntar ao que já tinha (pese embora as saídas de Jackson ,Danilo e Quaresma três jogadores de enorme categoria) foi o clube que mais e melhor se reforçou neste defeso.
Casillas,Pablo Osvaldo,André André, Maxi,Danilo Pereira, Sissocko,Bueno,Sérgio Oliveira são nomes de peso que garantem um plantel fortisismo.
A dúvida continua a ser Lopetegui.
Alimentada pela estranha recuperação de Varela e pela estranhissima disposição em vender Hernâni.
Mas se o treinador conseguir não comprometer o Porto será campeão sem dificuldades de maior.
A seguir vem os dois habituais de Lisboa.
Com o Sporting a assumir-se como o principal rival do Porto.
Porque contratou Jorge Jesus (causando uma mossa no rival Benfica que o próximo domingo permitirá começar a avaliar a respectiva dimensão) e porque tem reforçado a equipa de forma significativa.
Gutiérrez, Bryan Ruiz, Boateng são jogadores de qualidade reconhecida que se vão juntar a um plantel que já era interessante e onde poderão ainda entrar reforços.
Dificilmente dará para ser campeão mas certamente dará para ser o principal favorito ao segundo lugar.
Resta o Benfica no lote de candidatos.
Um clube que perdeu o treinador campeão para o velho rival, que viu partir jogadores nucleares como Lima, Maxi Pereira e quase de certeza   Gaitan, que tem Salvio lesionado para muitos meses e que não se reforçou à altura dos outros candidatos nem nada que se pareça.
Para além de transmitir a clara sensação de que as dificuldades financeiras bateram à porta com uma intensidade desconhecida para aquela bandas.
Nada a que Rui Vitória não esteja habituado.
Mais que o terceiro lugar será uma proeza bem difícil.
Para a Europa há dois candidatos acima de todos os outros.
Vitória e Braga.
Do Vitória já tenho falado e certamente é o clube mais comentado neste blogue.
Por isso direi apenas, neste contexto, que tem um bom plantel e é o principal candidato ao quarto lugar pese embora as fragilidades que aberturas/fechos/reaberturas de mercado lhe possam causar.
Falta também saber se o recentemente "encartado" treinador tem "unhas" para a "máquina" que vai conduzir.
O futuro próximo o dirá.
Quanto ao Braga creio ter o pior plantel da ultima década , provavelmente porque também estará a saber o que custa ter dificuldades financeiras, e por isso o quinto lugar parece ser (salvo debacle vitoriana) o melhor que pode almejar nesta Liga.
A seguir os clássicos Belenenses e Marítimo, com Nacional um pouco atrás, serão aqueles que podem disputar os lugares da primeira metade da tabela e tentar um eventual apuramento europeu que via Liga quer pela taça de Portugal.
Todos os outros, uns mais que outros, terão como objectivo a manutenção.
Creio que nesse lote Académica, Moreirense, Paços de Ferreira,Rio Ave e Estoril serão os mais tranquilos,digamos assim, enquanto Vitória FC, Boavista, Arouca,Tondela e União da Madeira serão os de vida mais complicada.
Mas isto são apenas previsões.
Que o rolar da bola poderá confirmar ou desmentir.
Depois Falamos

Jim Carrey


Caixa de Correio


Mértola


terça-feira, agosto 04, 2015

Um Homem Invulgar

Embora de formação católica não sou, nos tempos que correm, muito dado a questões religiosas embora tenha um profundo respeito (e se calhar até alguma inveja) por quem é crente e cumpre todos os ritos do catolicismo.
Não sendo ateu, longe disso, a verdade é que também não sou um crente convicto.
Direi que um "não praticante" ,como é mais cómodo dizer, que ás vezes pratica.
E se esse "ás vezes" ainda existe muito se deve a dois pontificies que muito admirei e continuo a admirar pelo extraordinário exemplo de vida que constituem.
João Paulo II e Francisco.
Sobre o Papa polaco já muitas escrevi neste blogue ao longo dos anos traduzindo a admiração que o mesmo me suscitou sempre pela sua coragem, pelo seu exemplo, pelo sacrifício com que concluiu o seu pontificado.,
Sobre o Papa argentino escrevi menos, por razões óbvias, mas merece uma profunda admiração por todos os exemplos que vem dando neste seu ainda curto pontificado.
Coragem, humildade, frontalidade, desprendimento pessoal por questões de segurança (como a foto documenta), pensamento sem tabus perante questões outrora complicadas , tem vindo a ser um enorme exemplo para um mundo que está tão carente de figuras de referência que se elevem bem acima da mediania dos tempos que correm.
A idade em que foi eleito Papa já não lhe permitirá que permaneça no cargo tanto tempo como João Paulo II ou outros antecessores.
Mas esteja o tempo que estiver será certamente um tempo muito bem empregue na defesa das causas a que se tem devotado.
Depois Falamos.

Veneza


Caravana de Camelos

Foto: National Geographic

domingo, agosto 02, 2015

Uma História Antiga

Em 1996, no congresso de Vila da Feira, fui pela primeira vez eleito para o Conselho Nacional do PSD numa lista encabeçada por Durão Barroso e  apresentada pelo que nesse conclave seria eleito líder do partido Marcelo Rebelo de Sousa.
Vai fazer vinte anos.
Tendo já ocupado outros cargos no PSD e na JSD essa eleição significou a estreia em termos do mais importante orgão do partido entre congressos e por isso foi com a expectativa que uma primeira vez sempre representa que participei na primeira reunião do Conselho Nacional pós congresso.
Recordo perfeitamente que foi num sábado, ás 10.00 da manhã, no auditório da sede nacional na rua de S. Caetano à Lapa.
Já não me lembro se fui para Lisboa de véspera ou se fiz uma madrugada muito madrugadora mas a verdade é que um pouco antes da hora marcada lá estava no auditório.
Foi a primeira surpresa.
Porque ao contrário do que esperava não estava quase ninguém.
Na mesa que preside aos trabalhos estavam a presidente Leonor Beleza, a Virgínia Estorninho e mais uma outra pessoa de que não me recordo e na mesa da comissão politica estava o líder Marcelo, o secretário geral Rui Rio e mais dois membros da CPN.
Na sala, conselheiros, éramos seis!
Ás dez hora Leonor Beleza disse a Marcelo que com uma dúzia de pessoas na sala mais valia esperar uns minutos para dar o inicio aos trabalhos a ver se chegavam mais conselheiros
Ao que este respondeu que quem chegava a horas tinha de ser respeitado!
Dito isto pôs-se a pé,dirigiu-se ao púlpito, e fez a intervenção de abertura do seu primeiro conselho nacional,enquanto líder, para uma dúzia de ouvintes.
Naturalmente que nos minutos a seguir a sala encheu, com alguns a entrarem literalmente a correr quando perceberam o que se passava, mas isso pouco importa para a moral da história.
Nunca mais esqueci este exemplo de respeito de um líder pelos seus companheiros de partido.
Como nunca esquecerei os tempos em que os conselhos nacionais eram ao sábado de manha,com intervalo para almoço, e continuavam tarde dentro com tempo para discutir politica a sério e não como a partir de 2000 em que passaram a ser a um dia de semana à noite sem qualquer respeito pelos conselheiros que não vivem em Lisboa ou perto e que são obrigados a despesas e sacrifícios que seriam desnecessários se os Conselhos fossem ao sábado.
E já que estamos numa de memória tenho também pena que os Conselhos Nacionais tenham deixado de ser no auditório da sede nacional,sem custos adicionais para o partido, e tenham passado para as confortáveis salas de hotéis de cinco estrelas (pagas e bem pagas) ao sabor de um "novo riquismo" e um deslumbramento que eleitoralmente,ainda por cima, só nos penaliza.
De facto o actual PSD tem muito a aprender com o PSD do passado.
E então com o PPD...
Depois Falamos

P.S. Para que fique claro: Quer a moda dos Conselhos a meio da semana quer a opção pelos hóteis de luxo são modas com mais de uma década de prática no partido.
Não foram decisões da actual direcção.

Rihanna


Castelo de Montsoreau,França


sábado, agosto 01, 2015

Por Portugal

Votarei na coligação "Portugal À Frente" nas próximas eleições legislativas.
Porque considero que Passos Coelho será sempre e em qualquer circunstância melhor primeiro ministro que António Costa.
Porque o actual governo, com alguns erros e disparates que são conhecidos, tem o mérito de ter resolvido problemas que o anterior governo do PS criou e em nada o actual PS (que é,aliás, o mesmo) esteve disponível para ajudar a resolver.
Porque a coligação me dá garantias, ao contrário do PS, que os sacrifícios e dificuldades destes quatro anos não serão desperdiçados numa orgia de facilidades e populismo tão ao gosto dos socialistas.
É por estas, e outras razões,que votarei na coligação PSD/CDS em 4 de Outubro.
E farei o que estiver ao meu alcance, dentro das minhas possibilidades, para convencer o maior número de pessoas indecisas (ou até inclinadas a votarem noutros partidos)a também elas votarem na coligação.
E fá-lo-ei muito  mais como português que quer o melhor para Portugal do que como militante do PSD com quarenta anos de "casa".
Porque "esse", o militante, está brutalmente decepcionado com a forma como foram constituídas as listas de candidatos a deputados do PSD!
Com algumas (bastantes para ser franco) escolhas, com critérios, com prazos, com a forma como as bases do partido foram marginalizadas ao longo de todo o processo.
E com a forma como deputados com mérito, com trabalho, com competência e capacidade sobejamente demonstradas, foram afastados das listas e substituídos por alguns "sem abrigo" (politicamente falando)cuja principal qualidade parece ser a de terem os amigos certos nos lugares adequados.
Devo dizer ,para que não haja campo a especulações, que concordo com a escolha da minha concelhia (Guimarães) e com o critério da minha distrital(Braga) quanto à lista a apresentar aos eleitores do distrito.
A escolha em Guimarães foi lógica, e considerou o mérito, e o critério distrital foi objectivo e tratou todos os concelhos da mesma forma.
O resto do país, incluindo vários cabeças de lista, é que é uma enorme desilusão.
Dir-me-ao que o PS não fez melhor e o seu processo de escolha de candidatos deixou imenso a desejar.
Também é verdade.
Mas essa era mais uma razão, importante, para o PSD ter feito as coisas de outra forma marcando também nisso um enorme distanciamento em relação ao PS que os portugueses saberiam certamente reconhecer da melhor forma.
Infelizmente foi uma oportunidade perdida de marcar diferenças.
Tenho pena, muita pena, de ter de escrever isto.
Mas é a minha forma de me sentir livre dentro de uma estrutura partidária.
Ter opinião e manifestá-la.
Depois Falamos.

P.S: Uma nota final para dois excelentes deputados ,e amigos que muito prezo, que não estarão no Parlamento na próxima legislatura.
O Eduardo Teixeira de Viana do Castelo e o Nuno Reis de Barcelos.
Quatro anos depois quem neles votou em 2011 sabe que não desperdiçou o seu voto.
Porque cumpriram os seus mandatos com mérito, com competência, com sentido de responsabilidade e respeito por quem os elegeu .

sexta-feira, julho 31, 2015

O Nosso 14

Devo dizer que a equipa inicial foi dentro do esperado e não merece grandes criticas.
Podia ter jogado este ou aquele em vez de aquele ou aqueloutro mas sempre dentro disto e num esquema táctico que se previa assim.
Apenas merece alguma discordância o teimar-se no erro, que vem de Rui Vitória, de jogar com Tomané em cunha e Valente no flanco quando parece evidente que ao contrário seria bem mais proveitoso.
Quanto ás exibições individuais:
Douglas: Sem culpa nos golos esteve  bem no restante(pese embora algumas saídas "tremidas") com destaque para bela intervenção logo aos dois minutos.
Arrondel: Dois bons cruzamentos mas algumas dificuldades a defender. Parece-me claro que o lugar será disputado entre Bruno Gaspar e Pedro Correia.
Moreno: Procurou ser o primeiro organizador de jogo mas sem grande sucesso. A defender denotou dificuldades nos cruzamentos.
João Afonso: Tal como Moreno revelou intranquilidade nos muitos cruzamentos dos austríacos. No lance do penalti o árbitro foi enganado pela simulação do avançado.
Luís Rocha: Defensivamente cumpriu sem problemas mas a atacar apenas se viu na primeira parte. A partir daí,provavelmente por instruções recebidas, pouco subiu. E foi pena porque é um jogador de pendor ofensivo.
Cafu: A defender cumpriu sem problemas de maior. Ainda tentou rematar de meia distância mas sem sucesso.
Bruno Alves: O que se lhe pedia?Circulação de bola, apoio a Cafu no controle da intermediária, ajuda a Arrondel a fechar o flanco direito e um posicionamento de grande rigor táctico quando a equipa atacava. Penso que cumpriu. Sem brilhantismo (na noite de Innsbruck alguém brilhou?)mas com eficiência.
Montoya: Tem qualidade mas ainda está na fase de aprendizagem do que é o futebol europeu. A sua substituição pecou por tardia até porque ao sair para o intervalo denotava evidentes problemas físicos.
Alex: Por ele passou o melhor futebol do Vitória. A passar, a rematar, a criar espaços. Uma exibição de bom nível.
Tomané: Mais do mesmo. Emparedado entre os centrais, numa luta inglória, apenas teve uma oportunidade de visar a baliza. Quando descaiu par ao flanco viu-se mais. Mas o tempo já era pouco.
Valente: Tão longe da baliza é evidente que perde rendimento. Não regateou esforços, ajudou a defender, mas é óbvio que o seu lugar é na área.
Tozé: Trouxe dinamismo à equipa e capacidade de remate de meia distância. Marcou o golo depois de um belo passe de Alex e parece ser , de momento, a melhor alternativa para a posição 10.
Dourado: Apenas uma oportunidade mas em que revelou o instinto de área. É reforço!
Licá: Entrou a 30 segundo do fim numa substituição absolutamente inexplicável.
Porque não se reforça o ataque a 30 segundos do fim nem se queima tempo quando se está a perder com um adversário inferior e já encostado ás cordas.
Assis, Pedro Henrique, Bouba e Vigário não foram utilizados.

O melhor em campo: Alex

Depois Falamos

Lendas da B.D. - Batman e Robin


Pesca


Homem na Lua