quarta-feira, janeiro 28, 2015

Os Equipamentos

Eu sei que sou suspeito mas o equipamento do Vitória é muito bonito!
Camisola branca, calções pretos,meias brancas ou brancas e pretas (como esta época)são o uniforme clássico do clube e aquele que durante décadas foi sistematicamente usado como primeiro equipamento.
Algures no início dos anos 70 optou-se pelo equipamento todo branco, que também é bonito, mas aquele que melhor identifica o clube com a sua História é indubitavelmente o da camisola branca com o calção preto.
Depois há os alternativos.
Durante muitos anos apenas um, o da camisola e calção preto (embora esporadicamente tivesse sido usada uma versão de camisola preta com calção branco)e nos últimos vinte anos passou a existir um terceiro equipamento de cores diversas e desenhos variados.
Devo dizer que alguns desses terceiros equipamentos foram dos mais bonitos que o clube teve.
Embora nem sempre, como esta época por exemplo, tenha tido terceiro equipamento.
Vem isto a propósito de a Liga, na sua "fúria" regulamentar (preocupassem-se eles com outras coisas bem mais importantes...), ter chamado a ela de há vários anos a esta parte a decisão sobre que equipamentos os clubes vestem quando jogam na qualidade de visitantes!
Sem que se saiba porque razão num jogo fora usa o tradicional e noutro o alternativo ficando isso a critério de quem na Liga faz as escolhas.
É absurdo mas é assim.
E por isso vemos o Vitória este ano, como em anos anteriores, jogar tantas vezes com camisola preta quando a nossa camisola é antes de tudo e antes do mais branca.
Sem por em causa o equipamento preto( e o desta época até é bonito) a verdade é que estou farto de ver o Vitória jogar com ele sem necessidade nenhuma face a adversários cujas camisolas são de cor bem distinta da nossa.
Como por exemplo aconteceu nas deslocações à Luz e a Braga precisamente dois jogos em que o uso da camisola branca se impõe.
Por uma questão de identidade, de orgulho e de assumpção dos nossos valores mais intrínsecos.
E , lá está, perante dois adversários que jogam de camisola vermelha e calção branco o nosso equipamento tradicional faz uma diferença total que dispensa bem o preto.
Claro que isto não se passa só connosco.
Bastará ver o número de vezes com que o Benfica joga com o equipamento cor de rato, o Sporting vestido à Paços de Ferreira ou o Porto com o equipamento "tunning" ou de cor de rosa para citar apenas três exemplos.
Mas esse é problema deles e se não se importam não será seguramente os vitorianos que se vão importar por eles.
Acho é que os clubes deviam acabar com essa disposição regulamentar da Liga e voltarem a ser os próprios a decidirem com que equipamento actuam em cada jogo.
Até porque hoje em volta dos equipamentos se constrói o marketing e o merchandising e aí cada clube saberá o que melhor lhe convém em cada jogo.
Depois Falamos.

P.S Claro que se a um clube não agradar , num determinado jogo, usar um equipamento alternativo pode solicitar à Liga a utilização do equipamento tradicional.
Mas pedir para usar o que é nosso, e da nossa escolha deve depender, é ridículo.

terça-feira, janeiro 27, 2015

Olhar a Liga

Decorrida a primeira volta e uma jornada da segunda que nos "diz" a classificação da Liga bem como a prestação dos seus dezoito clubes.
Caso a Caso:
Benfica: Fruto do mérito próprio, do "colo" da APAF e do "hara quiri" do único concorrente  tem o campeonato praticamente ganho. Se tem vencido em Paços de Ferreira podia encomendar as faixas. Assim ainda não. Mas tudo indica que o virá a fazer.
Porto: Tem o melhor plantel e os melhores jogadores mas não tem a melhor equipa. E tudo indica que isso lhe vai custar o título. Ontem esteve próximo do KO mas foi salvo por...Paulo Fonseca. A vida tem destas ironias.
Sporting: Equipa e treinador tem feito pela vida e apesar do presidente conseguem estar apenas a um ponto do segundo lugar. Mas não me parece que possam ser mais que candidatos ao terceiro.
Vitória: Um excelente campeonato que o coloca na luta pelo terceiro lugar e na quase certeza de um apuramento europeu. Veremos o que se vai passar até 31 de Janeiro.
Braga: Candidato a um lugar europeu vai discutir com Vitória e Sporting o escalonamento entre o terceiro e o quinto lugar apesar das "alucinações" do seu treinador.
Belenenses: Discretamente vem fazendo um excelente campeonato atendendo à sua realidade e ao valor do seu plantel. Joga para um lugar tranquilo mas nada mais.
Paços de Ferreira: O regresso bem sucedido de Paulo Fonseca mostra que a ida deste para o FCP foi prematura. Está na zona tranquila e por lá ficará.
Estoril: Outro candidato a lugares tranquilos depois da experiência europeia do inicio de época. Uma equipa que tem projectado muitos jogadores para outras realidades mas que neste momento, e nessa área, está em fase de menor fulgor. A excepção será mesmo Kléber.
Rio Ave: Outro "europeu" de inicio de época que vem fazendo um bom campeonato. É das equipas melhor treinadas e das que melhor futebol joga. O plantel é que não dá para outros sonhos em termos de Liga.
Moreirense: O segundo clube de Guimarães vem, a exemplo do primeiro, fazendo uma boa prova dentro dos seus objectivos que são a permanência. Uma instituição bem dirigida, com os pés assentes no chão.
Maritimo: Mistura resultados surpreendentes (triunfos sobre Vitória e Porto) com outros menos conseguidos. Um campeonato discreto face ao que é tradicional.
Nacional:Um campeonato tranquilo jogando para o meio da tabela. Não aspira a mais do que isso.
Boavista: Regressado depois de anos conturbados tem feito um campeonato regular em que o objectivo é não descer. Com um relvado sintético e o plantel mais "anónimo" da Liga não pode aspirar a mais. 
Vitória FC: Assolado por crónicos problemas financeiros e com um plantel modesto joga para a permanência. Mas vai sofrer um bom bocado.
Arouca: Segunda temporada no primeiro escalão e menos tranquilidade do que na época transacta. É um dos "aflitos" e assim vai continuar tudo o indica.
Académica: Um "histórico" mergulhado no fundo da tabela e a lutar pela permanência. Que a manter o nível exibicional e os resultados da primeira volta vai ter muita dificuldade em garantir.
Penafiel: Um dos maiores candidatos à descida da qual vai ter imensa dificuldade em escapar.
Gil Vicente: Mais habituado a campeonatos tranquilos "arrasta" a "lanterna vermelha" desde a primeira jornada e vai ter muitas dificuldades em dela se livrar tal a modéstia da equipa.
São as indicações ao fim de 18 jornadas.
Mas as 16 que faltam vão certamente trazer surpresas.
Mesmo assim arrisco uma previsão:
Benfica será campeão e Porto apura-se para a pré eliminatória da Champions.
Sporting, Vitória e Braga lutarão pelo acesso à Liga Europa.
Penafiel, Gil Vicente, Académica e Arouca são os candidatos à descida.
Mas deixemos a bola rolar...
Depois Falamos

Derrapagem...


Moínho


domingo, janeiro 25, 2015

Imagens do Vitória-Gil Vicente












Lago Gavie, Suécia


Lendas da B.D. - Flash


O Nosso 14


É extremamente difícil perceber, por razões que não radiquem na imprevisibilidade do futebol, como foi possível o Vitória não vencer um jogo em que dominou totalmente o adversário e criou inúmeras situações de golo especialmente no segundo período.
Depois de uma primeira parte em que a equipa não jogou mal mas jogou...devagar assistiu-se a uma segunda parte de domínio esmagador e jogada muitas vezes a uma velocidade alucinante por parte do Vitória perante um "salve-se quem puder" de um Gil Vicente acantonado no último terço do seu meio campo face à intensidade de jogo vitoriana.
Mas no futebol para se ganhar tem de se marcar golos e a verdade é que o Vitória precisou de rematar 31 vezes para marcar dois golos. É uma média que merece reflexão.
Individualmente:
Assis: Uma boa exibição como ...libero dando pronto "despacho" ás muitas bolas "mortas" que lhe foram chegando. Como guarda redes sofreu dois golos sem qualquer culpa e ainda evitou um terceiro(!!!) com uma excelente defesa.
Bruno Gaspar: Podia ter feito mais qualquer coisa no lance do primeiro golo. Acabou o jogo a defesa esquerdo e ao longo do jogo foi mais um extremo do que um defesa. Teve ainda um excelente remate.
Josué: Surpreendente a sua saída quando estava a rubricar uma boa exibição sendo o jogador mais esclarecido da rectaguarda nas saídas com a bola jogável. Teve um remate para golo desviado com a mão num lance que o árbitro não terá visto. A defender no pouco que teve para fazer...fez bem.
João Afonso: Tal como Josué pouco trabalho a defender. Integrou-se no ataque sempre que pôde e teve um remate a rasar a barra.
Chemman: Responsabilidade nos dois golos numa exibição muito descolorida. Se tivesse saído ao intervalo não se estranharia.
Cafu: Procurou jogar simples e quase sempre o conseguiu. Face ao balanceamento ofensivo da equipa,em especial na segunda parte, teve um papel fundamental a desempenhar que foi o de cobrir os enormes espaços no meio campo vitoriano o que fez a preceito. Acabou a central na fase do tudo por tudo.
André: Melhor na segunda parte (o que a equipa agradeceu) fez um primeiro tempo incaracteristico com algumas oscilações nomeadamente nas entregas de bola que nem sempre lhe saíram bem. Mas como não sabe jogar mal foi um dos "motores" da recuperação. 
Crivellaro: Surgiu no lugar que vem sendo ocupado por Bernard (lesionado) e procurou as jogadas de 2x1 e a circulação de bola ao longo da frente de ataque. Não estava a fazer uma grande exibição mas também não se justificava a saída ao intervalo. Na segunda parte a sua forma de pensar o jogo podia ter sido útil.
Hernâni: Na primeira parte, salvo um remate perigoso, não se viu. Na segunda foi dos mais inconformados e só à sua conta teve pelo menos quatro remates perigosos. Dois a rasarem o poste, um defendido pelo guarda redes e outro nos instantes finais desviado para canto nem o defesa gilista saberá como. Com um pouco mais de acerto ( e de sorte) no remate e o jogo teria outra expressão bem mais agradável no marcador.
Tomané: Uma boa exibição. Jogando sobre o flanco esquerdo e aparecendo na área a preceito deu muitas dores de cabeça à defesa do Gil. Não teve grandes oportunidades de rematar mas fez uma assistência preciosa para Valente no lance do primeiro golo.
Valente: É reforço. Autor do primeiro remate perigoso do Vitória esteve sempre em jogo denotando bom entendimento com Tomané como se viu no lance do golo que marcou. É homem de área e dele se podem esperar mais golos porque tem o feeling da baliza.
Gui: Primeira opção de Rui Vitória a sua entrada deu alguma animação ao jogo. Irrequieto, repentista deu preocupações à defesa gilista fruto da sua rapidez. Falhou um golo à boca da baliza nem ele saberá como.
Plange: Uma entrada...misteriosa. Foi para lateral direito (saiu Chemman),passando Bruno Gaspar para lateral esquerdo, mas pouco mais trouxe ao jogo do que algumas bolas despejadas para cima da baliza adversária. 
Ricardo Gomes: Mexeu com o jogo usando o seu poderio físico para "massacrar" uma já aflita defensiva adversária. Protagonizou alguns lances de perigo e num deles depois de tirar bem um adversário da frente atirou a rasar o poste. Talvez devesse ter entrado mais cedo.
Douglas, Moreno, Kanu e Zitouni não foram utilizados.
Depois Falamos.

Corvo de Bico Amarelo

Foto: National Geographic

sábado, janeiro 24, 2015

É preciso ter "Galo"...

É preciso ter muito "galo" para não ganhar a uma das equipas mais fracas do Gil Vicente que me lembro de ver nos últimos largos anos.
E o Vitória, pese embora uma primeira parte "relaxada", fez mais que suficiente para alcançar um triunfo folgado e não um empate absolutamente desadequado do que se passou ao longo de um jogo de sinal único.
71 % de posse de bola.
31 remates contra 5 do Gil.
56 ataques contra 14 do adversário.
16 cantos a favor e dois contra.
9 faltas cometidas contra 18 sofridas.
São números esmagadores e que provam que apenas o Vitória jogou para ganhar.
Jogou mas não ganhou. E não ganhou porque esta equipa criando inúmeras situações de golo tem de rematar muito para conseguir marcar...pouco.
Hoje mais uma vez aconteceu assim.
Isso não desculpa, contudo, a responsabilidade própria na forma como entrou mal no jogo, nos erros que cometeu em dois lances e que permitiram os dois golos do Gil, no contraste brutal entre a forma como jogou com o resultado a zero e depois quando teve de correr atrás do "prejuízo" e chegou a empolgar pela forma como procurou o golo e remeteu o adversário a uma aflição que até daria para rir se tivéssemos ganho.
Mas não ganhamos.
E a equipa do Gil Vicente, que chegou a sonhar com os três pontos, regressa a Barcelos com um caído do céu e que premeia o esforço dos seus jogadores e o vergonhoso anti jogo em que o seu treinador é useiro e vezeiro como se sabe.
Jorge Ferreira teria feito uma boa arbitragem se tem marcado mais um penalti contra o Gil Vicente (remate de Josué cortado com  a mão por um gilista caído no relvado) e dado 10 minutos de compensação de tempo em vez dos cinco minutos que deu.
Mas não foi pelo árbitro que deixamos de ganhar.
Foi mesmo por culpa própria 
Depois Falamos.

P.S Em tempo: Nos minutos finais de avalanche vitoriana sobre a baliza adversária o Vitória jogou mais de três minutos com 10 jogadores. Bruno Gaspar tinha sangue na camisola e teve de sair do campo para a trocar. Só que tiveram de ir ao balneário buscar outra. Será que dava muito trabalho levar para o banco um saquinho com 18 camisolas para prevenir situações destas? 

sexta-feira, janeiro 23, 2015

Castelo de Neuschwanstein, Alemanha


Mudar de "Ar"

Não sei , naturalmente, se os dirigentes dos principais partidos portugueses tem uma noção aproximada do que muitos portugueses pensam da política, dos políticos, do funcionamento das instituições e dos próprios partidos.
Especialmente nas faixas etárias mais extremas porque os jovens olham para o futuro com pouca esperança e os mais idosos não tem um percurso final de acordo com o que esperaram e para o que em muitos casos trabalharam uma vida inteira.
E isto tem a ver com os vários partidos e quase todos os governos do Portugal democrático.
Com os partidos que exerceram o poder (PSD-PS-CDS) e com os que nunca tendo sido governos mas tendo assento parlamentar (especialmente PCP e BE) nunca conseguiram contribuir para nenhuma solução viável e se se limitaram durante quase 40 anos a propor demagogicamente o impossível e a exigirem monocordicamente a demissão de todos os governos democraticamente eleitos.
Por isso é comum ouvir os cidadãos, quando se lhes fala de partidos e de políticos, dizerem invariavelmente que "são todos iguais".
E isto corrói a democracia, fomenta a abstenção, abre espaço a diversas formas de radicalismo.
Que noutros países vem tendo uma expressão que felizmente ainda não chegou cá!
Conheço suficientemente os partidos, especialmente os chamados do "arco do poder", para ter a certeza que em nenhum deles existe uma vontade reformadora suficientemente forte para tomar as medidas necessárias a inverter este crescente descrédito da opinião pública perante os seus agentes políticos e as suas instituições.
Nomeadamente alterando seriamente as leis eleitorais e introduzindo, por exemplo, os círculos uninominais.
Mas neste ano que agora se inicia, marcado por eleições legislativas no Outono e uma campanha presidencial que começará lá para o Verão e culminará nas presidenciais de 2016, espera-se que ao menos os partidos façam um esforço sérios de credibilização perante os eleitores.
Deixando as candidaturas presidenciais para quem quer de facto ser candidato e não "inventando" candidaturas ao sabor de estratégias partidárias.
E escolhendo criteriosamente os seus candidatos a deputados melhorando significativamente o quadro parlamentar actual que é dos mais fracos que me lembro no Portugal democrático.
Se fizerem isso...já não fazem pouco!
Depois Falamos.

P.S: Ontem no Parlamento alguns deputados do PSD( os "bons da fita") fizeram uso de uma figura que ás vezes dá jeito (a liberdade de consciência) para darem uma imagem pública de "progressistas" deixando aos "retrógrados" companheiros de bancada( os "maus da fita")  a maçadora tarefa de fazerem respeitar a orientação do partido e os compromissos perante o eleitorado.
Ficaram bem perante a opinião publicada (muitas vezes diferente da opinião pública como se sabe)e perante alguns entusiastas frequentadores das redes sociais que adoram estes assomos de "independência" partidária e parlamentar.
A tal nova imagem que o PSD ( e os outros mas o PSD é o que mais me interessa) tem de passar também por aí.
Aumentar a esses "progressistas "internos a possibilidade de exercerem o direito à independência e à liberdade de opinião dispensado-as da maçada de serem deputados.

Café Oriental

Sempre tive um enorme apreço(mais adiante direi porquê) por esta fotografia de uma Guimarães que já não existe.
Aliás reencontrei-a, apropriadamente, numa página de facebook denominada "Guimarães Desaparecida" onde é possível encontrar fotografias interessantíssimas da cidade e do concelho com muitas décadas e algumas do fim do século 19.
Nesta, acima reproduzida, aparece aquele que foi um ex libris de Guimarães : O Café Oriental.
Situado na praça do Toural, no rés do chão do edifício onde ainda existe um restaurante com o mesmo nome nos pisos superiores (onde se come muito bem por sinal), o café Oriental foi durante muitas décadas uma referência par aos vimaranenses e para quem visitava Guimarães pela decoração absolutamente invulgar que ostentava e que fazendo jus ao nome se baseava em "motivos" orientais.
Lembro-me bem de lá ir, ainda criança, pela mão do meu avô que dele era cliente habitual e amigo do proprietário.
E recordo-me da admiração com que contemplava aquela decoração imponente, aquelas pinturas e colunas que me fascinavam.
Depois, já nos anos 70, o "Oriental" deu lugar a uma agência do BPA.
E as obras deram cabo daquele magnifico interior deixando um vazio que nunca mais foi preenchido porque não houve o cuidado (nesse tempo ainda não havia essas preocupações)de impor ao Banco que respeitasse uma decoração única.
Um pouco a exemplo do que aconteceu já este século (lá está outros tempos...) com um restaurante da cadeia McDonalds que abriu na Praça da Liberdade no Porto respeitando a traça do café que lá estava anteriormente.
Ficaram a saudade e as memórias fotográficas.
Depois Falamos

P.S. Uma das razões porque sempre gostei desta fotografia tem precisamente a ver com o meu avô de quem já disse ser cliente habitual do café.
Na fotografia, primeira mesa a contar da direita, estão duas pessoas sentadas. O meu avô é o da esquerda.

Gorila


quinta-feira, janeiro 22, 2015

Lições de Setúbal

O jogo de ontem entre os dois Vitórias terá de ser visto, na óptica vimaranense, muito mais como uma oportunidade de rodar jogadores e dar tempo na equipa A a alguns do que como uma tentativa empenhada de a equipa se manter na luta pelo apuramento para as meias finais de que terá "desistido" (prematuramente do meu ponto de vista) depois da derrota caseira com o Sporting.
Significa isto que o Vitória não tentou ganhar o jogo?
Nem por sombras.
Jogou muito razoavelmente, foi a equipa que criou mais oportunidades, mas é evidente que não colocou a "carne" toda no assador e talvez por isso não conseguiu vencer.
Analisemos então as prestações individuais: 
Douglas: Sofreu dois golos de penalti e pouco mais teve que fazer que não fosse agarrar bolas despejadas para a área. No lance mais perigoso...teve sorte.
Plange: Como de costume esteve melhor a atacar do que a defender.
Moreno: Pouco trabalho porque o adversário também não atacou muito. Cometeu o primeiro penalti.
Kanu: Dificuldades com a mobilidade de Suk parecendo algo preso de movimentos.
Luís Rocha: Boa exibição. Seguro a defender e perigoso a atacar com alguns cruzamentos bem medidos. Injustamente expulso. Depois desta exibição fico ainda com mais curiosidade sobre o valor de ...Breno.
João Pedro: Uma exibição personalizada com a visão de jogo que se lhe conhece e o excelente toque de bola. Contudo pareceu-me jogar quase sempre longe dos terrenos que mais gosta de pisar.
Zitouni:Tem qualidade, já se sabe, mas está ainda algo "verde" para a 1º liga. Ontem isso foi evidente. Mas vai lá porque tem talento.
Crivellaro: É o jogador deste plantel que melhor pensa o jogo no ultimo terço do terreno. Fez prova disso em vários momentos e ainda teve o remate mais perigoso do Vitória.
Ricardo Gomes: Melhor na área do que fora dela tem uma apetência por rematar que é positiva mas tem de ser doseada. 
Areias: Muito boa exibição. Fez dois "golos" (ambos anulados por fora de jogo) com o sentido de oportunidade que é a sua imagem de marca. Movimentações de ponta de lança e o reafirmar de uma candidatura à equipa A.
Gui: Mais uma exibição discreta em que não conseguiu superiorizar-se ás marcações.
Valente: Entrou depois do 0-1 e passados três minutos a equipa sofreu o 0-2. Pouco havia a fazer.
Arrondel: Entrou a 5 minutos do fim. Não sei se tocou na bola.
Isaac: Tal como Arrondel.
Assis, Lima Pereira, Cafu e Fábio Vieira não foram utilizados.
Uma palavra final sobre o árbitro João Capela.
Não gostei do seu trabalho o que é mais ou menos normal dado ser um apitador de pouca qualidade.
O segundo amarelo a Luís Rocha foi uma "brutalidade". Os penaltis foram bem assinalados.
"Esqueceu-se" foi de marcar pelo menos um (logo nos minutos iniciais numa mão na área setubalense) a favor do Vitória.
Depois Falamos.

P.S. A fotografia que encima o texto diz tudo sobre jogos às 5 da tarde num dia de trabalho.
308 espectadores numa competição que se "mata" a ela própria com o regulamento e o agendamento dos jogos.