sexta-feira, abril 29, 2016

56

Guarda Redes:Miguel Palha, Miguel Oliveira,João Miguel Silva,Assis (4)
Defesas:João Afonso,Ricardo Carvalho,Joel,Tiago Francisco,Lima Pereira,Moreno, Arrondel, Serginho Neves, Dalbert, Dabo, Konan, Denis Martins,Pedro Henrique,Luís Rocha,Pedro Correia,Dénis Duarte,Bruno Gaspar. (17)
Médios: Sacko, Rosell,Michael Segun, Zitouni,Diogo Gomes,Helinho,Otávio,João Pedro,Phete,Fábio Vieira,Tiago Castro,Cosendey,Montoya,João Gurgel,Bruno Alves,Joseph,Tozé,Bouba Saré. (18)
Avançados: Isaac, Areias, João Correia, José Xavier, Ká Semedo, Tyler Boyd, Bruno Mendes, Inters Gui, Dourado, Hélder Ferreira, Rómulo, Franci, Rui Gomes, Vítor Andrade, Vigário, Xande Silva, Rafinha.(17)
Cansa só de ler.
Mas é o retrato da equipa B do Vitória esta época.
Em que Vítor Campelos e a sua equipa técnica tiveram de convocar cinquenta e seis jogadores (leu bem são mesmo cinquenta e seis!!!) para fazerem frente aos compromissos da equipa na II liga.
Destes 56 foram utilizados 52 enquanto quatro(Isaac, Gurgel, Cosendey e Tiago Francisco) não tiveram (ou ainda não tiveram)essa oportunidade até ao momento.
4 guarda redes, 17 defesas, 18 médios e 17 avançados. Um número espantoso.
Nele se incluem jogadores tipicamente da B, jogadores que pertencendo á A foram jogar pela B pelos mais diversos motivos, juniores chamados para suprir vagas e sabe-se lá que mais.
Ter de gerir esta enormidade de jogadores, e já nem quero abordar aspectos mais técnicos do treino porque os ciclos das equipas em provas diferentes são...diferentes, é uma tarefa colossal de cujas totais dificuldades só se apercebe quem tem de o fazer mas que qualquer adepto que ande atento à realidade percebe bem.
Ainda por cima quando a colaboração recebida por parte do treinador da equipa A foi altamente insuficiente e em nada ajudou ao difícil trabalho que foi feito na B.
E por isso agora que o campeonato está a terminar, e se espera que a manutenção seja assegurada já amanhã, não é por demais reconhecer que Vítor Campelos, Marco Alves e restantes membros da equipa técnica fizeram um excelente trabalho com o Vitória B e merecem bem a gratidão dos vitorianos.
Trabalharam duramente, ultrapassaram mil e um obstáculos, fizeram das" tripas coração", aturaram o que não tinham de aturar e vão cumprir os dois objectivos que lhes foram pedidos (manutenção e preparação de jogadores para a equipa A) com um sorriso nos lábios e sem alguma vez se lhes ter ouvido um queixume que fosse sobre as dificuldades que tiveram de ultrapassar.
Deram um belo exemplo e oxalá na próxima época possam trabalhar em bem melhores condições.
Depois Falamos.

P.S. Escrevo isto propositadamente antes de a manutenção, em que sempre acreditei, estar matematicamente garantida.
Porque ainda que não se viesse a verificar (mas vai!) isso não mancharia o trabalho que fizeram em tão difíceis condições.

Ilha de Ischia,Itália


Rumo a Basileia

Ao contrário do que aconteceu na Liga dos Campeões, onde ainda está tudo muito...equilibrado, nos jogos de ontem da Liga Europa começou a desenhar-se um tendência clara quanto a quem serão os finalistas.
Para mim muito claramente o Sevilha e o Liverpool.
Os sevilhanos, campeões em título, conseguindo um empate a dois golos na visita à Ucrânia terão agora no seu estádio a forte possibilidade de carimbarem a presença em mais uma final de uma prova que já venceram por quatro vezes.
Pese embora o valor do Shakthar parece-me que o Sevilha passará.
Na outra eliminatória o Villarreal venceu o Liverpool por 1-0 (golo em período de descontos) mas a supremacia dos homens da terra do Beatles, em termos de qualidade de jogo, pareceu-me evidente e jogando a partida decisiva em Anfield Road parece-me que são claramente favoritos pese embora o "submarino amarelo" não seja adversário que possa ser subestimado.
E por isso aposto numa final entre Liverpool e Sevilha.
Cujo vencedor, pelos novos regulamentos, terá entrada directa na Liga dos Campeões na próxima época o que nenhum deles conseguiria via campeonato.
Espero que seja o Liverpool.
Porque tenho uma muito velha simpatia por ele ( dos tempos de Kevin Keagan, Ray Clemence, Phil Neal,Ian Rush, Kenny Dalglish, etc) e porque a Liga dos Campeões tem muito a ganhar com o regresso de um dos seus "velhos senhores".
A ver vamos...
Depois Falamos

UBER vs Táxi

Nunca utilizei os serviços da plataforma digital UBER.
Mas tenho amigos (ainda um destes dias jantei com um que me disse maravilhas da plataforma que utiliza em diferentes países de três continentes) que são clientes habituais e cujo grau de satisfação é muito elevado.
Referem-se a qualidade do serviço e à facilidade na sua contratação, a educação dos motoristas, os carros esmeradamente limpos, a facilidade do pagamento electrónico, a vantagem de não terem de estar na rua à espera que passe um táxi disponível.
Todos eles me dizem que onde há UBER não querem saber de táxis para nada!
Nunca utilizei a UBER mas já andei centenas de vezes de táxi em Portugal e não só.
E nunca encontrei concentrados num mesmo veiculo/condutor todas as qualidades que me referem nos serviços da UBER.
Já encontrei condutores extremamente simpáticos, com quem mantive conversas bem interessantes, mas também já me calharam em sorte autênticos "grunhos" a quem até parecia custar dizer "bom dia" ou "boa tarde".
Já andei em táxis a brilhar de limpeza mas também nalguns que pareciam uma espécie de contentor de lixo ambulante dos quais saí com uma imensa sensação de alívio.
E portanto admito que será fácil converter-me à UBER quando estiver em cidades onde esse serviço esteja disponível como é o caso,por exemplo, de Lisboa.
E não é por ter alguma coisa contra táxis ou taxistas.
Apenas e só porque quando vivemos num tempo (eu sei que os sindicatos tem muita dificuldade em se adaptar à evolução) em que a concorrência quando posta ao serviço do consumidor é um factor de progresso das sociedades e de estimulo ás economias.
E desde que a plataforma UBER opere dentro da legalidade resta aos taxistas concorrerem com ela naquilo em que ela faz a diferença; a qualidade do serviço.
O resto são tretas de quem quer que o protecionismo estatal substitua aquilo que é da obrigação das empresas de táxis fazerem.
Modernizarem-se e elevarem os níveis de serviço.
Depois Falamos.

quinta-feira, abril 28, 2016

Burg Zwingenberg, Alemanha


Aranhas

Foto: National Geographic

Quais ?

Depois de jogadas as duas partidas de primeira mão das meias finais da Liga dos Campeões é cada vez mais pertinente a interrogação sobre quem serão os finalistas que subirão ao mítico relvado de S.Siro para disputar a final.
Com o empate a zero entre Manchester City e Real Madrid e a vitória tangencial do Atlético de Madrid sobre o Bayern o mínimo que se pode dizer é que são eliminatórias em aberto nas quais é extremamente difícil encontrar favoritos.
O Real terá a possibilidade de resolver a eliminatória em casa, no também mítico Santiago Bernabéu, mas já toda a gente percebeu (imagino que até Florentino Pérez...) que com Ronaldo é uma coisa e sem Ronaldo outra coisa bem diferente.
Para pior.
E por isso da participação ou não de Ronaldo dependerá boa parte das possibilidade do RM passar à final.
Com o português será favorito e sem ele muito ligeiramente favorito.
Já na outra eliminatória o caso fia mais fino.
Em primeiro lugar porque o Bayern dá a clara sensação de estar longe do seu melhor o que ,aliás, já foi perceptível na anterior eliminatória em que se livrou do oponente com alguma facilidade mas sem a superioridade esmagadora que se se aguardava.
Em segundo lugar porque o Atlético além de ser uma grande equipa a jogar é também um adversário dificílimo pela forma como se entrega ao jogo e discute cada lance como se fosse o último lance da vida de cada jogador.
Tudo isso fruto de um espírito de equipa fortíssimo, de uma tremenda solidariedade entre jogadores e de uma total empatia com o treinador.
Vai para Munique com um golo de vantagem (e sem ter sofrido golos o que é muito importante) , tem um contra ataque explosivo que dificilmente deixará de fazer golos, e é uma equipa moralizadissima por estar nesta fase da competição e liderar a Liga espanhola em igualdade pontual com o Barcelona.
Para lá de tudo isso tem um treinador excepcional, com características de liderança muito próprias, e que soube transmitir aos seus comandados a forma de estar em campo que o caracterizou enquanto jogador de topo.
É uma eliminatória sem favorito.
Embora eu acredite que o Atlético de Madrid marcará presença em Milão.
Para a semana saberemos.
Depois Falamos.

quarta-feira, abril 27, 2016

"Alpinismos"...

Sempre me admirei com o jeito para o "alpinismo" que certos políticos demonstram ao longo das suas bem sucedidas carreiras.
Por mais elevado que seja o "pico", por maiores que sejam as dificuldades em escalá-lo, arranjam sempre forma de o conseguir com uma destreza e uma capacidade "atlética" que não se lhes conhecia e assentam sempre numa solidariedade de "alpinistas" mais experientes que exponencia a vantagem de trabalhar em "grupo" digamos assim..
Isso é, naturalmente , mais visível nos partidos de poder (que agora são quase todos...), onde os "picos" são mais altos e a concorrência na subida maior, mas onde uma vez alcançados os objectivos as "vistas" são muito agradáveis e bem "recompensadoras" dos esforços.
E isso é especialmente perceptível quando os partidos estão no poder e aparecem uns "alpinistas" de quem nunca ninguém ouviu falar ,embora conste vagamente serem reputadissimos nas suas especialidades, que rapidamente alcançam o topo das montanhas sem ninguém perceber muito bem como e por onde chegaram lá.
A verdade é que chegam!
Mas isso verifica-se igualmente quando os partidos estão na oposição e se torna necessário, por exemplo em congressos, preencher os lugares de topo na hierarquia partidária que permitirão um bom posicionamento para futuras "escaladas" governativas.
Aí, uma vez mais, aparecem "alpinistas" (alguns já com o lastro de terem trepado as "cordilheiras"do poder aquando da passagem do partido pelo governo) que nunca na vida treparam um "monte" ou sequer uma "colina" mas subitamente já sobem o "Evereste" como se não tivessem feito outra coisa na vida.
É só trepar...
E depois os partidos, "escalados" por estes "alpinistas" de ocasião, ainda se admiram de umas "avalanches" que periodicamente lhes caem em cima...
Tem o que merecem!
Depois Falamos

São Eles?

Com as primárias ontem realizadas em cinco estados é cada vez mais inevitável que a Casa Branca venha a ser disputada, lá para Novembro, por Hillary Clinton e Donald Trump em representação dos partidos democrata e republicano.
Embora do lado do partido do elefante ainda exista muito boa gente que alimente a expectativa, e a esperança, de Trump não conseguir os delegados necessários a garantir a investidura e seja possível numa convenção aberta escolher outro candidato.
É possível, mas cada vez menos ,porque a "onda" Trump parece avassaladora.
E por isso do lado republicano teremos provavelmente um candidato que faz parecer George W. Bush um moderado e cuja (pouco provável) vitória lançaria a América e o mundo num período de perigosas interrogações face aquilo que são as ideias que o quase candidato tem vindo a enunciar.
Interrogo-me por vezes, com a preocupação de saber que nada do que se passa na América é alheio ao resto do mundo, sobre que tipo de eleitores representa Trump e em que é que o seu discurso desperta tanto entusiasmo.
E não há resposta que me tranquilize mesmo reconhecendo as especificidades dos americanos.
Do lado democrata, felizmente, tudo aponta para a nomeação de Hillary ultrapassada uma fase ligeira em que as alucinações de Bernie Sanders despertaram algum entusiasmo nos eleitores de alguns estados e chegaram a ameaçar, embora muito levemente, a escolha de Hillary para candidata democrata.
De facto Hillary é de muito longe a candidata melhor preparada para ser presidente dos Estados Unidos, quer entre os democratas que disputaram a nomeação quer entre as infelizes candidaturas que os republicanos mostraram ao mundo, e em condições normais será eleita sem dificuldades de maior.
Afastado o perigo da presidência ser disputada entre um "louco" e um "lunático" resta agora aos americanos virarem a triste página destas eleições escolhendo a candidata que dá garantias de uma presidência ao menos...normal!
Depois Falamos.

domingo, abril 24, 2016

Conforme Esperado...

A faixa oportunamente colocada pelos White Angels ( A que horas joga o Vitória?)traduz bem a realidade deste jogo mas, mais do que isso, aquilo que foi uma época completamente decepcionante.
Porque embora em campo em todos os jogos foram poucos aqueles em que se viu uma equipa do Vitória digna do seu passado e merecedora no presente do apoio que os adeptos lhe dão em todas as circunstâncias.
Foi mais um jogo decepcionante.
Em que o Vitória fez três remates em direcção à baliza e marcou um golo enquanto o Estoril fez dois e marcou outro golo.
Pelo caminho, entre outros dados estatísticos menos relevantes, o Estoril a jogar no D. Afonso Henriques teve 57% de posse de bola o que deve ter acontecido pela primeira vez em jogos entre as duas equipas disputados em Guimarães.
Percebeu-se, ao olhar para o onze inicial, que o Vitória ia ter dificuldades.
Um central adaptado a lateral, deixando Arrondel no banco em vez de ir jogar pela B , indiciava logo uma fragilidade num flanco porque pese embora o esforço a verdade é que João Afonso não tem rotinas de lateral nem sequer características morfológicas para o lugar.
E o Estoril percebeu isso não admirando que na primeira parte tenha encarreirado as suas ofensivas preferencialmente por esse lado,
Uma primeira parte aliás tão mal jogada que salvo um bom remate de Dourado chegou a parecer um jogo de solteiros contra casados tal o baixo nível exibicional das duas equipas.
Ao intervalo Sérgio Conceição resolveu piorar o que já estava mal.
E se tinha o flanco direito fragilizado por uma adaptação resolveu fragilizar também o esquerdo com outra adaptação tirando um lateral de raiz (Luís Rocha) e adaptando ao lugar um extremo (Vigário) que nunca lá tinha jogado e não tem rotina do lugar.
Sendo certo que a exibição de Vigário,a atacar, até foi bem prometedora deixando pena que não jogasse no seu verdadeiro lugar a verdade é que o Estoril passou a ter dois corredores onde tinha larga margem de actuação pelo que não admirou que os lances de envolvimento se fossem sucedendo até surgir o golo do empate .
E mais golos não surgiram porque...não calhou!
Naturalmente que, face ao que se tem visto e ao estado da equipa, as tentativas de mudar alguma coisa com as entradas de Franci e Hurtado ( a habitual saída de Valente e o impedimento físico de Dourado)não deram em nada e o Vitória alargou o seu nada invejável recorde para onze jogos consecutivos sem ganhar fazendo uma das piores segundas voltas das últimas décadas.
E o pior de tudo é que acredito que ninguém ficou surpreendido com este insucesso de hoje.
Infelizmente o jogo correu dentro do que se esperava e temia.
Creio que não valerá a pena dizer muito mais.
A equipa está animícamente "morta" face aos resultados e à clara falta de empatia com o treinador, este já mostrou à evidência que não sabe mais e que o que sabe é pouco para um clube como o Vitória, restando à SAD deixar-se ela de fazer de "morta" e tomar atitudes que permitam ao Vitória acabar a época com dignidade e começar a preparar a próxima época dentro dos parâmetros de exigência que são habituais no nosso clube.
Desta péssima época que fique, ao menos, o exemplo dos erros que nunca mais se podem repetir!
Depois Falamos.

Lendas da B.D. - Dupond e Dupont


Mabecos