domingo, setembro 15, 2019

Esperança

Finalmente ao jogo jogado correspondeu a eficácia goleadora e assim o Vitória conseguiu o seu primeiro triunfo no campeonato, justíssimo diga-se de passagem, face a um adversário que nunca deu sequer ideia de poder obstar a um triunfo vitoriano salvo se se verificasse mais um surto de inoperância ofensiva.
Com alguns lesionados, o gosto pelas rotações tão do agrado de Ivo Vieira e os complexos regulamentos que nos penalizaram no jogo anterior de forma inadmissível  o Vitória apresentou-se com algumas novidades no onze titular, relativamente ao jogo com o Rio Ave, consubstanciadas na titularidade de Tapsoba, Mikel, Poah, Lucas Evangelista, Rochinha e Leo Bonatini.
Ou seja quase meia equipa de diferença relativamente à equipa que jogara nos Arcos.
A verdade é que a equipa depois de uma primeira parte menos conseguida, mas em que ainda assim esteve sempre por cima do Aves, fez um bom segundo tempo construindo um resultado justo e que podia até ter sido mais dilatado.
Lucas Evangelista vem-se afirmando como um "patrão", Tapsoba é cada vez mais decisivo a defender e a atacar, Sacko fez um belo jogo e os pontas de lança André Pereira e Guedes marcaram o que lhes reforça o nível de confiança e dá tranquilidade à equipa.
Considerando que ficaram de fora deste jogo nomes como Davidson, Musrati, Joseph, André André,Wakaso , João Carlos Teixeira, Marcus Edwards e Ola John por razões diferentes e que no banco estavam Miguel Silva, André Almeida, Bondarenko e Bruno Duarte é caso para se considerar que o Vitória tem o melhor plantel dos últimos anos e isso permite-lhe ter esperança nas várias frentes em que se encontra envolvido.
Quinta feira, na Bélgica, começaremos a perceber até onde podemos ir na Liga Europa.
Porque na Liga nacional o quarto lugar não é uma miragem mas sim um objectivo passível de ser alcançado.
Depois Falamos.

P.S. Sobre a rotação especifica de guarda redes não me parece que seja preciso dizer muito mais.
O erro está à vista.

sexta-feira, setembro 13, 2019

2/3

Uma das grandes vantagens das campanhas eleitorais é que os candidatos falam com muita gente, visitam muitas instituições, conhecem muitas realidades e disso tudo conseguem fazer a síntese de quais são as verdadeiras preocupações dos portugueses.
Depois de quase um mês de pré campanha no distrito de Braga, como cabeça de lista da Aliança, realizadas dezenas de reuniões e visitas, contactadas pessoas de todas as idades e profissões, com e sem partido, votantes tradicionais e abstencionistas, eu e os meus colegas de lista que me tem acompanhado já conseguimos identificar algumas das maiores preocupações que existem nos eleitores do distrito.
As tradicionais, como a Saúde e a Justiça, as mais recentes como a Mobilidade e o Ambiente, aquelas que estão sempre presentes como a Educação e a Economia, os impostos e mais uma ou outra sempre presentes nestas alturas.
Mas há uma nova preocupação a ganhar o seu espaço (e é bom que assim aconteça) não tanto no eleitor comum mas mais presente em autarcas, dirigentes associativos, trabalhadores dos mais diversos sectores,  empresários e profissionais liberais, dirigentes de IPSS.
E essa preocupação prende-se com o desiquilibrio à esquerda do actua sistema político e a possibilidade real de a esquerda ter 2/3 no Parlamento que lhe possibilite fazer uma revisão constitucional a seu bel prazer.
E esta preocupação não a encontramos só em eleitores tradicionais dos partidos de centro direita e em futuros eleitores da Aliança.
Ela também existe em socialistas moderados que não se reveem nas Catarinas e Mortáguas desta vida e que receiam o peso do BE na próxima revisão constitucional que leve a Lei fundamental por caminhos aproximados aos do PREC de que muitos ainda se lembram.
É também uma preocupação da Aliança, como é sabido, que levou inclusive o partido a propor uma coligação pré eleitoral que no mínimo impossibilitaria os tais 2/3 à esquerda e no máximo até poderia levar a que os partidos não socialistas pudessem coligados disputar a vitória nas eleições.
Quem não quis assumirá mais dia menos dia as suas responsabilidades.
Até lá, e com o voto útil morto pela geringonça do Dr. Costa, o que temos dito às pessoas que connosco partilham essas preocupações é que o importante é votarem naqueles partidos e naqueles candidatos que deem mais garantias de serem firme oposição ao PS e de ajudarem a impedir que se forme a tal maioria dos 2/3 à esquerda.
E nesses aspecto há que reconhecer que temos recebido respostas simpáticas e estimulantes.
Depois Falamos.

Santorini




Avião Smurf


Cantar ao Desafio


quinta-feira, setembro 12, 2019

Democraciazinha

Já todos sabemos que quando há um "sistema" montado, seja em que área de actividade for, com benesses e regalias mais ou menos repartidas em função dos intervenientes aqueles que vem de "fora" perturbar o regular funcionamento da "coisa" são sempre vistos como intrusos e vale tudo para os afastar de qualquer forma.
Isso tem sido patente na política nacional com a reacao corporativa dos partidos do "sistema" ( PS, PSD, PCP, BE e CDS) ao aparecimento de novas forças políticas que vem com a máxima legitimidade democrática disputar eleitorado a quem já por cá anda há muito tempo.
E por isso todas as dificuldades que lhes são postas no acesso à comunicação social, aos debates , aos programas de comentário político que como noutras actividades estão restritos apenas a alguns em detrimento de todos os outros.
Não deixando de ser curioso, num aparte, que alguns que tanto se indignam com exclusões noutras áreas as defendam e delas se aproveitem na política.
Adiante...
Pois  a tudo que já se sabia, e que não é pouco, vem agora juntar-se outra forma de tentar condicionar a livre participação dos novos partidos no processo eleitoral através de tentativas canhestras e indignas de uma democracia de impedir os seus representantes de integrarem as mesas de voto.
E todos os expedientes, próprios da "xico espertice" nacional, estão a ser usados.
Desde marcarem-se muitas reuniões para scolha de mesas para a mesma hora com a esperança que os novos partidos não tenham gente suficiente para estarem presentes na maioria, passando pelo reivindicar de direitos de antiguidade quem não existem na lei, pelas tentativas de condicionarem cidadãos para não irem para as mesas e chegando à mentira pura e dura e ao desrespeito por compromissos assumidos entre gente que se supõe ser toda de bem mas afinal não é.
Uma vergonha.
Mas de uma coisa podem estar certos: No país em geral, e no distrito de Braga em particular, a Aliança vai ter representantes nas mesas e delegados na fiscalização do acto eleitoral em número que não teme comparações com partidos que andam nisto há muitos anos.
Por muito que isso custe a alguns...viemos para ficar.
Depois Falamos.

P.S. Acho particular "piada" ao caso de um municipio em que a secção concelhia do partido que o lidera não conseguiu incluir ninguém na respectiva lista de candidatos a deputados mas andam responsáveis locais, que misturam funções entre o partido e a câmara, muito preocupados a perguntar aos presidentes de junta de freguesia quem são as pessoas da Aliança que vão para as mesas de voto...

Flamingo


Estátua da Liberdade


Castelo de Dunrobin, Escócia


terça-feira, setembro 10, 2019

Pluralismo

O meu artigo desta semana no jornal digital Duas Caras.

Dando de barato que a velha máxima “A democracia é o pior regime exceptuando todos os outros”  há que reconhecer que pese embora os primeiros sistemas democráticos remontem, no mínimo, à Grécia Antiga  a verdade é que não há Democracias perfeitas pelo que todas elas estão em continuo aperfeiçoamento e consolidação.
E isso é válido para democracias recentes, para democracias de “meia idade” e para as mais antigas como a inglesa ou a norte americana que não são nunca consideras como democracias perfeitas.
Naturalmente que quando se fala da democracia em Portugal, na sua “meia idade” de quarenta e cinco anos , reconhece-se sem dificuldade que o seu processo de aperfeiçoamento ainda necessita de fazer um caminho de razoável dimensão até se poder comparar a outras democracias que em comparação com a  nossa são exemplares.
Quero hoje referir-me, muito em especial, à questão do pluralismo informativo que é um dos pilares em que assenta a Democracia dado pressupor igualdade de tratamento e igualdade de oportunidades para todos quanto coexistem no palco político e se candidatam a diferentes eleições.
E nessa matéria há duas verdades, duras como punhos, que ninguém pode negar:
Uma é que esse pluralismo informativo não existe em consonância com o que deve ser uma democracia avançada.
E a outra é que ninguém como a Aliança, pese embora o seu curto tempo de vida, tem denunciado com tanto vigor e acções práticas essa falta de pluralismo da comunicação social nacional.
Fê-lo aquando das eleições europeias, nomeadamente quando as televisões promoveram  debates entre candidatos de “primeira” e outros entre candidatos de “segunda” (na perspectiva delas, televisões, como é evidente), e está a fazê-lo novamente na actualidade quando as televisões, uma vez mais, promovem debates entre partidos com representação parlamentar como se resultados de eleições passadas significassem automaticamente resultados de eleições futuras e decidindo ditatorialmente quem são os partidos que tem acesso aos debates televisivos e os outros a que quase por caridade vão dando minímos de cobertura.
E a tudo isto a Aliança tem dito não!
Em declarações do Presidente e de outros dirigentes, em artigos de opinião, em comunicados e até na simbólica “ocupação” da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC)  protestando contra uma “regulação” que de facto não existe porque a comunicação social, a seu bel prazer, trata uns como filhos e outros como enteados.
Esta luta pelo pluralismo, pela igualdade de oportunidades, pelo fim dos privilégios dos partidos do “sistema” é também um combate pela Democracia no sentido de a tornar mais perfeita e mais capaz de corresponder às aspirações dos portugueses e é um combate que devia ser acompanhado firmemente por outras forças políticas sempre muito prontas a pedirem mais democracia quando consideram não estar “servidas” mas a quem algumas “migalhas” caídas da mesa de quem manda na comunicação rapidamente calam.
Estamos convictos da nossa razão.
Da razão de quem não se conforma com injustiças, com desigualdades, com privilégios absurdos, com favoritismos que falseiam a verdade, com a tal lógica dos filhos e dos enteados que serve alguns mas não serve todos como mandam as regras da Democracia.
E por isso a Aliança vai continuar a exigir mais pluralismo, mais igualdade de oportunidades, critérios mais justos, acesso de todos os partidos que concorrem a eleições a debates televisivos sem diferenciação em função de resultados passados que não passam  de meros  dados estatísticos.
Aliás, e a fazer fé nas sondagens que por aí andam, há resultados de 2015 que hoje parecem ser absolutamente irrepetíveis na sua expressão pese embora o autismo com que alguns olham para esses estudos de opinião de há meses a esta parte.
A Aliança continuará, sem desfalecimentos, a luta por mais democracia e melhor democracia.
Sabendo que os seus adversários são os partidos da geringonça (PS, BE, PCP, PEV)  e aqueles que nas extremidades do sistema político defendem ideias e valores que não são os nossos nem sequer os comummente aceites e defendidos em democracias mais perfeitas do que as nossas.   
Os restantes partidos da área não socialista, que perfilham Valores idênticos aos nossos, são olhados com respeito e não como adversários que importa atacar a qualquer preço na mais absoluta confusão sobre quem são os verdadeiros adversários e quem são aqueles com quem depois das eleições haverá forçosamente  que conversar sob pena da área não socialista caminhar para uma irrelevância política que desequilibre por muitos anos o sistema político.

P.S. Numa reflexão mais pessoal, e que até pode parecer nada ter a ver com tudo isto...mas tem, vem-me à memória um filme de enorme qualidade- “O Advogado do Diabo”- em que o genial Al Pacino no papel de diabo diz a certa altura que o seu pecado preferido (por ser o que mais depressa leva à perda de almas) é a vaidade.
Velho pecado que não cessa de assomar onde menos se espera.
Ou se calhar nem é tão inesperado assim...

segunda-feira, setembro 09, 2019

Forte de Santo Elmo, La Valetta, Malta


Central Parque, NY


Estrela do Mar


Farsa

Foi já há alguns dias que a mais desprestigiada competição do futebol profissional português teve o sorteio de mais uma edição com o acasalamento dos clubes participantes em quatro grupos "capitaneados" pelos quatro primeiros classificados da anterior edição do campeonato.
Pessoalmente entendo, desde há muito, que é uma competição sem interesse porque a forma como está estruturada é de molde a favorecer claramente os três do costume mais o clube que tenha a ventura de se classificar em quarto lugar fazendo de todos os outros (quase) comparsas de uma festa que não é para eles.
É verdade que clubes que não são "clientes" habituais do quarto lugar, como Vitória Futebol Clube e Moreirense, já venceram a prova mas mais não são do que a excepção que confirma uma regra assente em triunfos de Benfica,Porto e Sporting e por uma vez do Braga que tem sido nos últimos anos o mais assíduo "cliente do quarto lugar.
E regulamentos que não são iguais para todos, que favorecem uns poucos em detrimento de muitos, tornam a prova despida de interesse porque a verdade desportiva não se compadece com estas habilidades únicas do nosso futebol.
Nesta edição o Vitória calhou no grupo em que estão Benfica, Vitória Futebol Clube e Sporting da Covilhã cabendo ao clube vimaranense jogar na Luz e no Bonfim recebendo o Covilhã no D. Afonso Henriques o que parece apontar para um apuramento do Benfica (como a Liga tanto aprecia) com maior ou menor dificuldade rumo a uma meia final com o Porto (previsivelmente) o que Liga e patrocinadores muito gostarão.
Por isso entendo, esta época como em anteriores, que o Vitória envolvido em frentes bem mais importantes ( Liga, Taça de Portugal e Liga Europa) deve aproveitar esta competição para rodar jogadores menos utilizados e dar, até, oportunidades a jogadores da B para aparecerem na primeira equipa.
Porque levar esta competição a sério é colabora numa farsa acima da qual o Vitória se deve posicionar de forma clara.
Depois Falamos.

domingo, setembro 08, 2019

Enfim...

Quarto jogo do campeonato, este muito depois do que devia ter sido, e terceiro empate por 1-1 para um Vitória que joga bem, domina os jogos mas depois remata muito mal e por isso perde pontos que merecia ganhar.
Assim aconteceu uma vez mais na partida de hoje.
Onde, contudo, as atenuantes para o insucesso relativo são mais que muitas e vão desde os quinze jogadores(!!!) impossibilitados de alinhar ( alguns por regulamentos ridículos que ninguém parece ter lido antes de os votar nas AG da Liga) até ao absurdo de ficarem centenas de adeptos vitorianos à porta do estádio com centenas de lugares vazios lá dentro com tudo isso a penalizar o Vitória que não tinha qualquer responsabilidade no adiamento do jogo.
Incompreensível!
Quanto ao jogo propriamente dito clara superioridade vitoriana, mesmo com uma convocatória feita com os jogadores disponíveis da equipa A e alguns chamados da equipa B, mas uma falta de habilidade na hora do remate que impediu aquilo que devia ter sido uma vitória tranquila e mais que merecida.
Duas notas finais para destacar o primeiro golo de André Almeida ao serviço da equipa A e a cada vez mais incompreensível gestão de guarda redes feita por Ivo Vieira.
Sinceramente não percebo o que pretende com esta alteração constante de guarda redes titular.
Sábado, frente ao Aves, há que começar a ganhar.
Depois Falamos.