quinta-feira, outubro 22, 2020

Hipocrisia

 "Num momento tão crítico, Rui Rio deixou cair o interesse nacional"

Se há coisa para que já não tenho paciência é para a repetida hipocrisia do PS. 
Gostava que este Carneiro de serviço a essa hipocrisia dissesse quantos orçamentos de Estado votou o PS favoravelmente quando estava na oposição.
Em especial  quantos orçamentos de Estado votou favoravelmente nos dificílimos anos da troika que veio para Portugal,recorde-se, graças à tremenda irresponsabilidade governativa do PS. 
Nesse tempo do bota abaixo descontrolado, raivoso e a raiar a canalhice quis lá o PS saber do interesse nacional que agora candidamente vem evocar. 
Mais: Será que este recadeiro do chefe ainda se recorda de esse mesmo chefe ter dito que se o OE dependesse dos votos do PSD o governo acabava? 
O actual PS além de profundamente hipócrita é cada vez mais tóxico para uma democracia de que se acha dono. 
E fedorento. 
Cada vez mais fedorento!

Muito Obrigado

Concluída a minha sexagésima primeira volta em torno do sol quero agradecer de forma muito sensibilizada a todos quantos quiseram juntar-se a esse final de etapa fazendo chegar por vários meios o sinal da sua amizade.
A todos procurei agradecer mas sei que não foi possível esse agradecimento a todos chegar por razões que apenas a tecnologia poderá explicar.
Tem sido gratificante fazer uma viagem já longa em tão boas companhias que certamente me acompanharão na sexagésima segunda volta hoje iniciada
E por isso aos que já agradeci e muito em especial aqueles a quem não o consegui fazer aqui fica o meu MUITO OBRIGADO.

quarta-feira, outubro 21, 2020

5 Notas Finais

O Boavista-Vitória da passada segunda feira, terminado com um precioso triunfo vitoriano, merece algumas notas finais a acrescentar aquilo que já foi dito sobre esse clássico do futebol português.
1) É um jogo em que o triunfo vale mais que três pontos face ao histórico dos confrontos entre os dois clubes  pelo que ao vencer a partida o Vitória conseguiu o seu mais importante objectivo à entrada de um ciclo que se adivinha difícil. Não fez a exibição que se sabe ao seu alcance mas garantiu os três pontos e isso era o essencial para este jogo.
2) João Henriques tendo pegado na equipa uma semana antes, após o insólito e muito mal explicado abandono do rapaz que o antecedia no cargo, olhou o jogo de forma pragmática sabendo que em oito dias não poderia colocar a equipa a actuar conforme a sua ideia de jogo e por isso importava explorar o potencial individual existente  e aquilo que de bom a equipa vinha fazendo nalguns aspectos.
3) O Vitória fez uma primeira parte de nível muito aceitável dominando o jogo e não dando ao adversário grandes hipóteses de contrariar esse domínio. Fez um golo, podia ter feito mais um ou outro, e o resultado ao intervalo era justo. Na segunda parte o Boavista "cresceu", subiu as suas linhas causando perturbações ao meio campo do Vitória, e a equipa vitoriana recuou em demasia mas sem dar ao adversário grandes hipóteses de virar o jogo ao ponto de Bruno Varela se ver obrigado a fazer apenas uma defesa e de relativa dificuldade.
4) Talvez por não conhecer ainda (em oito dias era impossivel) o plantel na perfeição o treinador João Henriques não foi feliz nas substituições que nada trouxeram de positivo à equipa e terão contribuído, especialmente a saída de Edwards, para que o domínio boavisteiro na segunda parte não fosse contrariado. Seguramente que as próximas semanas permitirão ao técnico ficar com uma visão global de todo o plantel e aperfeiçoar todos os aspectos da sua intervenção no jogo.
5) Zié Ouattara teve uma estreia promissora, a equipa tem a defesa menos batida do campeonato, Marcus Edwards já deu um ar da sua graça, Jorge Fernandes tem estado muito bem no comando da defesa, Quaresma assume um protagonismo no jogo que beneficia a equipa, André André tem estado  bem nas operações de meio campo. São ilacções positivas que se tiram deste jogo, ou que ele confirmou, e que permitem expectativa sinteressantes para as próximas jornadas.
Até porque o plantel tendo lacunas também tem potencial e há jogadores que até agora não foram utilizados, ou pouco o foram , que podem trazer acréscimos de qualidade.
Agora importa olhar para o próximo jogo com ambição total.
Porque é daqueles que também vale mais que os três pontos.
Depois Falamos

P.S. Espero que João Henriques na análise que estará a fazer do plantel, e até levando em linha de conta os tais jogadores que ainda não foram utilizados, olhe seriamente para Óscar Estupinan que incompreensivelmente treina à parte. É jogador do clube, está inscrito na liga, fez uma boa época na Turquia, é ponta de lança dos que marca golos e pode reforçar a posição 9 que está claramente aquém das necessidades. E por isso, tal como temos a melhor defesa, também temos o pior ataque da Liga a par de Gil Vicente, B SAD e Rio Ave. E dos pontas de lança que "contavam" para o rapaz que foi embora não vamos poder esperar muitos golos. Bruno Duarte fará alguns mas Holm e Foster, jovens com potencial, ainda não tem a experiência necessária pelo que é prematuro exigir-lhes que se tornem de imediato os goleadores de que a equipa necessita.

Port Clyde, Canadá

Leão

Castelo de Évora Monte

segunda-feira, outubro 19, 2020

Sugestão de Leitura

Aníbal Cavaco Silva teve sempre o bom hábito de depois de cessar funções públicas escrever livros nos quais prestava contas do que tinha feito, da razão das suas opções, das políticas que seguira e porque razão o fizera.
Assim foi depois de deixar o cargo de ministro das finanças em 1980, de primeiro ministro em 1995 e de Presidente da República em 2016 publicando várias obras sobre as funções que exercera.
Este livro que agora publica já não é bem um prestar de contas mas muito mais um recordar das funções desempenhadas, de algumas obras marcantes dos seus três governos e das razões ideológicas que nortearam a sua acção política.
Bem como da inspiração que Francisco Sá Carneiro para ele constituiu ao longo da sua vida pública.
A primeira parte do livro, a mais interessante porque aborda a fundamentação ideológica da sua acção governativa, descreve com algum detalhe princípios daquilo que considera como uma social democracia moderna e que passaram ,ao longo de dez anos, por matérias tão importantes como a concertação social, a protecção da saúde, a independência da comunicação social, a equidade na tributação de rendimentos, a igualdade de oportunidades, a defesa do ambiente e do ordenamento do território, a solidariedade e a justiça social, a economia de mercado e a iniciativa provada.
Na segunda parte recorda algumas obras e iniciativas importantes do seu governo como a conclusão da auto estrada Porto-Lisboa, o centro cultural de Belém, a Fundação de Serralves, o Alqueva, as pontes Vasco da Gama entre Loures e Alcochete e de S.João e Freixo entre Porto e Vila Nova de Gaia, a Via do Infante, a Expo 98, a erradicação de barracas em Lisboa e no Porto, a vinda para Portugal da Auto Europa, a ampliação do aeroporto Sá Canrneiro, o projecto das Aldeias Históricas entre outras obras marcantes e que mudaram o país para muito melhor.
Os dez anos de governo de Aníbal Cavaco Silva foram os melhores depois do 25 de Abril porque foram  aqueles em que Portugal mais se desenvolveu, prosperou e atenuou o seu crónico atraso face aos países mais desenvolvidos da Europa face às políticas social democratas que os executivos levaram a cabo.
E é particularmente importante recordá-lo porque posteriores governos do PSD  liderados por José Manuel Durão Barroso, Pedro Santana Lopes e Pedro Passos Coelho (este em especial) tiveram como prioridade quase absoluta recuperar o país do descalabro herdado das governações socialistas de António Guterres e José Sócrates (este em especial) e quando o conseguiram viram-se arredados do poder pelo golpe de estado patrocinado por Jorge Sampaio e pela geringonça de António Costa vendo-se assim impossibilitados de governarem num clima económico bem mais favorável do que aquele que encontraram.
E se o tivessem podido fazer acredito que Portugal estaria hoje bem melhor.
Depois Falamos.

Dérbi?

Serão os jogos entre Vitória e Boavista um dérbi?
Duvido.
O grande dérbi do futebol português, o mais antigo e mais clássico de todos eles, é o Vitória Sport Clube versus Sporting Clube de Braga e quanto a esse não há a menor duvida que assim é e pode enfileirar no lotes dos grandes dérbis que fazem a glória e o fascínio do futebol.
É um "dérbi" entre duas comunidades vizinhas que dura há mais de mil anos e que nos últimos quase cem teve no futebol a sua expressão mais mediática mas não única.
Agora com o Boavista a história é diferente.
Durante muitos anos jogar com os axadrezados era como jogar com a Académica, o Belenenses, o Marítimo, o Farense ou qualquer outro clube sem o interesse acrescido de jogar com Sporting, Porto ou Benfica e muito menos com o grande rival de "Trás Morreira" como na brincadeira se chama ao Braga.
Tudo mudou em dois anos consecutivos por obra de um vigarista chamado António Garrido que em duas arbitragens desgraçadas prejudicou amplamente o Vitória, beneficiou largamente o Boavista e contribuiu para criar entre os dois clubes e respectivas massas adeptas uma animosidade que nunca mais acabou.
Em 1974/1975 na última jornada do campeonato o Vitória recebia o Boavista com dois pontos de avanço e bastava o empate para finalizar a prova no quarto lugar que dava acesso à taça UEFA.
Garrido não quis.
E com dois golos em foras de jogo não assinalados o Boavista venceu por 2-1 e logrou o apuramento europeu à custa do Vitória e do...carro do árbitro queimado nos incidentes que se seguiram ao fim do jogo e que só terminaram com intervenção de forças militares perto da meia noite muitas horas depois de o jogo terminar.
Na época seguinte Vitória e Boavista encontraram-se na final da taça de Portugal, disputada no estádio das Antas, e surpreendentemente arbitrada pelo mesmo António Garrido que não era o árbitro escalado mas que mexeu os cordelinhos para passar a ser e concretizar uma das maiores vigarices que alguma vez vi num estádio de futebol.
O Boavista ganhou (desta vez com golos limpos) por 2-1 mas o patife de apito na boca sonegou ao Vitória três grandes penalidades a última das quais (sobre Almiro) foi mesmo à frente da bancada onde eu estava e se aquilo não era penalti não há penaltis no futebol.
Em dois anos o Vitória perdeu, graças a um árbitro que nunca o devia ter sido, dois apuramentos europeus e uma taça de Portugal a favor do Boavista e a partir dessa final de taça nunca mais as coisas foram iguais entre clubes e respectivos adeptos.
A que acresce o facto de a partir de 1980 com duas lideranças fortissímas nos clubes, Pimenta Machado no Vitória e Valentim Loureiro no Boavista , a tensão entre ambos andar sempre perto dos limites e os triunfos de um perante o outro serem especialmente significativos e valorizados porque para lá da disputa entre clubes havia um "duelo" pessoal entre presidentes.
São muitos os episódios a ilustrarem esses tempos, desde as palhaçadas do guarda redes Alfredo que custaram seis jogos de interdição ao Vitória até ao guarda chuva com que Marinho Peres foi agredido no Bessa sem esquecer uma tumultuosa saída de campo do guarda redes William , um golo de antologia de Romeu ou aquele inolvidável golo de chapéu marcado por Pedro Mendes a Ricardo ,no Bessa , com um remate desferido ainda no meio campo vitoriano.
Os jogos entre Vitória e Boavista poderão não ser um dérbi, no sentido clássico do termo, mas são jogos que que qualquer um dos clubes gosta especialmente de ganhar face à tal tensão existente entre ambos desde 1976 e essa famigerada final de taça.
Espero que hoje ao entrarem em campo os jogadores do Vitória e o seu treinador, João Henriques, se lembrem disso.
Se lembrem que ganhar ao Boavista vale três pontos e mais qualquer coisinha.
Depois Falamos.

Fim de Tarde

Estação de Bombaim, India

Cartoon

domingo, outubro 18, 2020

Liga Europa

A Liga Europa é uma espécie de parente pobre da Europa dos ricos -Liga dos Campeões- onde vão parar as equipas que não ganharam o campeonato e aquelas que caem da Liga dos Campeões por nesta prova não terem conseguido seguir em frente.
Nas quarenta e oito equipas que passaram à fase de grupos, quer por apuramento directo quer por ultrapassarem as pré eliminatórias e o play off, há desde ilustres desconhecidos a equipas com pergaminhos consolidados das quais o Milan com o seu brilhante palmarés na Liga dos Campeões será a mais ilustre mas do qual também fazem parte outros antigos campeões europeus como Benfica, PSV, Feyenoord ou Celtic.
Em suma há equipas para todos os gostos das quais sairá o vencedor da prova sendo que para lá dos citados ex campeões europeus há ainda equipas de grande valia como Arsenal, Roma, Nápoles entre outros.
Quanto às duas equipas portuguesas ainda em prova-Benfica e Braga- é de esperar que passem a fase de grupos porque os adversários que lhes saíram em sorte são de molde a permitir que em condiçoes normais isso seja possível.
A equipa de Lisboa terá o Standar de Liége, o Rangers e o Lech Poznan como adversários e pese embora o valor de cada uma delas o apuramento está perfeitamente ao seu alcance se não tiver deslizes como com o Paok.
Quanto ao Braga terá no Leicester o mais forte adversário, não poderá subestimar o AEK enquanto do Zorya Luhansk não deverão vir grandes problemas.
Mas nunca fiando.
Depois Falamos.

Futebol

Ontem tive oportunidade de assistir via sport-tv, a um dos maiores dérbis do futebol inglês protagonizado pelos dois maiores clubes de Liverpool que chegaram a esse jogo com o Liverpool sendo campeão em título e o Everton liderando o campeonato.
O dérbi de Merseyside nem precisade desses condimentos para ter a emoção e a rivalidade de sempre mas eles também ajudaram a que a expectativa em torno do jogo fosse enorme e os noventa minutos não desiludiram.
Grande jogo de futebol, grandes jogadas e grandes golos, com emoção até final face à evolução do marcador que manteve os telespectadores presos ao ecran até ao ultimo segundo tal a incerteza quanto ao resultado.
Marcou primeiro o Liverpool, empatou o Everton, voltou a marcar o Liverpool e voltou a empatar o Everton para já nos instantes finais o Liverpool voltar a marcar (o golo que lhe daria o triunfo) mas a intervenção do VAR manteve o empate.
Intervenção errada creio eu porque o fora de jogo marcado a Mané não existiu dado que a única parte do corpo que estava em fora de jogo era o cotovelo e como com essa parte não se pode jogar a bola também não pode ser considerado em termos de fora de jogo.
Pelo menos foi assim que os comentadores da sport-tv caracterizaram a jogada e creio que com razão.
Isso não obstou a que tivesse sido um grande jogo que vi com o interesse com que não consigo ver jogos do nosso campeonato com excepção, óbvia, daqueles em que participa o Vitória.
Depois Falamos.

Farol St Joseph, EUA

Coelho