sexta-feira, julho 13, 2018

Castelo de Scotney, Inglaterra


Mosteiro de Belogorsky,Rússia


Caranguejo


Marca

Sou leitor, há muitos anos, do diário desportivo espanhol "Marca" que considero um dos melhores jornais da Europa em tudo que diga respeito ao desporto.
É um jornal de Madrid, com simpatia da maior parte dos seus jornalistas pelo Real Madrid e pelo Atlético de Madrid, mas isso não obsta a que faça uma informação de grande qualidade e com uma isenção que devia fazer corar de vergonha alguns colegas do lado de cá da fronteira.
A propósito da saída de Ronaldo do Real Madrid para a Juventus (em que nalguns artigos de opinião os seus colunistas se insurgiram contra o que consideraram um erro histórico do clube madrileno)  o jornal fez uma das melhores capas,talvez a melhor mesmo, que se viram nesse dia nos jornais de todo o mundo que deram ao assunto o maior relevo na sua primeira página.
Uma fotografia do espectacular golo de Ronaldo em Turim, na última edição da Liga dos Campeões, emoldurado por quatrocentas e cinquenta e uma bolas representado todos os golos marcados pelo jogador ao serviço do Real Madrid inserindo no centro de cada uma delas o emblema do clube a quem tinha sido marcado.
Genial!
Este sim é jornalismo que vale a pena, este sim é um jornal que vale bem o dinheiro que se paga por ele.
Depois Falamos.

Final

França e Croácia foram as duas melhores equipas deste Mundial e por isso disputarão a final de domingo!
E se no caso dos franceses não há razão para qualquer admiração, porque desde início eram apontados como favoritos, já os croatas ganharam esse estatuto no próprio mundial face à forma convincente (mas sofrida na fases a eliminar depois de vencer categoricamente o seu grupo...) como foram ultrapassando os diversos obstáculos que lhes apareceram pela frente.
São duas equipas muito diferentes e duas estratégias de jogo também elas diversas.
A França tem grandes jogadores (Mbappé,Griezman,Pogba,etc) mas é uma equipa "à Fernando Santos", por opção de Didier Dechamps e não dos jogadores, que gosta mais de jogar no erro do adversário do que assumir o jogo e vencê-lo pelo domínio exercido ao longo da partida.
E claro que nessa estratégia jogadores "explosivos" e de grande capacidade técnica, como os referidos e outros, tornam-se decisivos pela forma como aproveitam as oportunidades.
A Croácia é diferente.
Não tem "estrelas" tão mediáticas como a França mas tem um conjunto extremamente sólido, muito competitivo, com um "coração" que nunca mais acaba e que pressiona o adversário em todo o terreno para recuperar a bola e poder organizar o seu jogo.
Porque ao contrário da França a Croácia gosta de ter bola e jogar.
E não tendo o mediatismo dos franceses tem no centro do terreno, a tal zona nevrálgica onde se decidem jogos, provavelmente os dois melhores médios deste Mundial como o são os fabulosos Modric e Rakitic que asseguram uma qualidade de posse de bola e de passe muito difícil de contrariar.
Vai ser seguramente um jogo muito interessante esta final do Rússia 2018.
Que ganhe o melhor.
E que o melhor seja a Croácia é o meu desejo.
Depois Falamos.

quarta-feira, julho 11, 2018

Falta de Civismo

Não gosto, nunca gostei, de fogo de artifício.
Fogo de artifício, foguetes, morteiros ou lá como lhe queiram chamar, embora respeite a opinião daqueles que gostam e são capazes até de andarem muitos quilómetros para verem esses espectáculos de pirotecnia que abundam neste país.
E se não acho piada nenhuma aos efeitos visuais então aos efeitos sonoros é que não acho piada mesmo nenhuma.
Detesto o ruído do rebentamento dos foguetes.
Infelizmente em Portugal não há festa, festinha ou festança que dispense esse tipo de poluição sonora obrigando-nos a todos a participar, por via auditiva, em celebrações em que não temos o menor interesse.
Com algum exagero até se pode dizer que nalguns sítios basta um cruzamento de ruas, meia dúzia de vizinhos, arranja-se um santo padroeiro, faz-se uma festarola com comes e bebes (especialmente estes) e,claro, atiram-se os foguetes para que toda a gente saiba que naquele cruzamento há arraial.
Infelizmente o arreigado hábito de foguetear por tudo e ,geralmente, por nada não conhece horários, nem normas de educação e civismo, nem o respeito pelo direito de quem nada quer com a festarola descansar nas horas a tal destinadas.
E por isso das sete da manhã, talvez achando que um dos números da festarola é fazer de despertador, até altas horas da noite é sempre tempo de atirar foguetes, fazer barulho e demonstrar a mais canhestra boçalidade, quando não estupidez, na forma como se incomodam os não festivos.
É pena que as leis de ruído que se vão aprovando no Parlamento não sejam suficientemente rigorosas para proibirem de uma vez por todas o foguetório entre as 22.00 horas e as 09.00 horas.
E que as autoridades locais, das policiais às autarquias não usem de severidade máxima para obrigarem ao seu cumprimento!
Depois Falamos.

P.S. Este texto tem uma "inspiração" próxima. 
Vivo numa freguesia, Marinhas(Esposende),que tem meia dúzia de lugares propensos a essas festarolas recheadas de foguetório.
Esta noite era quase uma da manhã e todos os moradores num raio de quilómetros em torno de um desses lugares tiveram "direito" a quinze minutos de poluição sonora via foguetes no mais absoluto desrespeito pelas horas de descanso.
E ainda não eram sete e meia da manhã e já estava a ser servida segunda "dose".
É apenas um exemplo das centenas ou milhares que há por este país fora.

terça-feira, julho 10, 2018

Adiós

Foram nove anos.
439 jogos.
451 golos.
4 Bolas de Ouro
4 Botas de Ouro.
4 Ligas dos Campeões
3 Mundiais de clubes.
2 supertaças europeias.
2 campeonatos de Espanha.
2 Taças do Rei.
2 supertaças de Espanha.
Um sem número de recordes que seria fastidioso enumerar aqui.
Uma contribuição inigualável para aumentar o prestigio do clube em todo o mundo.
O melhor jogador da História do Real Madrid.
Mas nem isso foi suficiente para que o clube espanhol tratasse o seu melhor jogador com a consideração e respeito que lhe eram devidos , cumprisse as promessas  livremente feitas e o fizesse sentir-se desejado em Madrid.
Afinal o repetir do que se passou com Raul González, Iker Casillas, Fernando Hierro, Hugo Sanchez e o próprio Alfredo Di Stéfano, cinco dos maiores jogadores da História do clube, que também se viram obrigados a deixarem o Real Madrid ,apesar de tudo que tinham feito pelo clube, por não se sentirem nele desejados.
Digamos que a ingratidão faz parte do ADN do Real Madrid.
Ronaldo, que gostava muito de jogar no Real Madrid mas não precisa do Real Madrid para nada, tomou uma atitude digna e saiu pelo seu pé certo de que noutro colosso do futebol europeu continuará a marcar golos, a ganhar títulos, a disputar "Bolas de Ouro" e Ligas dos Campeões.
Quanto a Florentino Pérez, que percebe muito de construção civil mas pouco de futebol, continuará com a sua política de contratações galácticas, de negócios de muitos milhões, de priorizar o mercado publicitário e o merchandising à componente desportiva e seguramente que já deve ter outra contratação "estrela" preparada de um qualquer jogador que nem aos calcanhares de Ronaldo chegará em termos de rendimento.
Dir-me-ao que mesmo assim tem ganho Ligas dos Campeões (quatro nos últimos cinco anos) e que esse é o principal sucesso desportivo a que um clube pode ambicionar.
É verdade que sim.
Como também é verdade, e ele vai perceber isso da pior maneira, que muitos desses sucessos se deveram à categoria excepcional de Ronaldo que resolveu jogos sozinho, que com os seus golos disfarçou planteis mal feitos, que com a enorme mais valia que constituiu no Real Madrid ajudou a disfarçar muitas lacunas.
Os caminhos agora separam-se.
Ronaldo vai para a Juventus, um clube que o quis e lhe mostrou isso de todas as formas possíveis, e seguramente que vai continuar a ser o fabuloso jogador que se conhece.
O Real Madrid ( e Florentino Perez) ficarão com Lopetegui, provavelmente contratarão Neymar, deixarão de ganhar a Champions e verão a hegemonia interna do Barcelona aumentar.
Cada um terá o que merece.
Depois Falamos,

900 Anos

O meu artigo desta semana no Duas Caras.

Daqui a dez curtos anos  Guimarães, e espera-se (embora com algum desespero) o resto do país, vão festejar condignamente os novecentos anos da batalha de S. Mamede em que a vitória das tropas de D.Afonso Henriques transformou esse dia no primeiro dia de Portugal.
É uma realidade histórica a que só por teimosia, ignorância, má fé e algum preconceito o país tem resistido a comemorar de forma condigna.
Já sobre esse assunto tenho escrito e a ele não vou voltar neste texto a não ser como introito ao desenvolvimento do tema que hoje quero tratar e que não é a falta de reconhecimento do 24 de Junho de 1128 mas sim a forma como Guimarães olhará para essa data.
Escrevia no início “dez curtos anos” e não o fazia por acaso visto que uma década se é um período dilatado de tempo para muita coisa há outras para as quais somos obrigados a considerar que é um espaço temporal pequeno tal a dimensão do que importa fazer e a importância de o fazer bem feito.
E mais do que festejar condignamente a data, e espero que isso não seja sequer motivo de dúvida, importa que esse festejo e o facto de se tratar de um número “redondo” (900 anos) sejam motivo suficiente para apontar 2028 como uma meta plausível para o esforço de transformar a data em feriado nacional permitindo assim que seja reconhecida por todos os portugueses e não apenas pelos vimaranenses.
É um esforço grandioso, já o sabemos, que não dispensará um envolvimento solidário de toda a comunidade vimaranense e que devendo ser liderado pelas forças políticas locais não dispensará o contributo de associações culturais, da Universidade, dos organismos sócio profissionais, dos clubes desportivos, das instituições de solidariedade social, da associação comercial e industrial, enfim de todas as forças vivas do nosso concelho.
Dispensados mesmo deste esforço colectivo apenas estão o egoísmo,a partidarite, a arrogância, a soberba, a patética convicção da auto suficiência que são tantas vezes os piores adversários da nossa Terra quando ela se abalança a empreitadas que fogem ao que é comum na vulgaridade dos dias.
É por isso importante, diria até decisivo, que as principais forças políticas do nosso concelho (PS, PSD, CDS, CDU, BE, PPM,MPT) que são aquelas que tem representação no executivo camarário e/ou na Assembleia Municipal saibam olhar para a data com a importância que ela efectivamente tem e sejam capazes de nesse olhar dispensarem as agendas eleitorais que correm até 2028 e muito em especial as duas eleições autárquicas que até lá se verificarão.
É verdade que nesse capítulo já começamos mal.
Porque na última Assembleia Municipal a proposta do PSD para ser criada uma comissão de acompanhamento das comemorações dos 900 anos da Batalha de S. Mamede, que integraria todos os partidos representados no orgão e se estenderia ao longo dos dez anos, foi chumbada pela maioria absoluta do PS com o espantoso argumento de que “ainda era cedo”.
Fosse para a uma candidatura a capital europeia do chincalhão, da sueca ou dos matraquilhos e talvez o PS desse a sua anuência à criação da tal comissão mas como era para acompanhar aquela que consideramos como a mais importante data da História de Portugal (aquela data sem a qual não haveria Portugal) resolveu chumbar dando a preocupante sensação, que esperamos não se venha a confirmar, de que pretende fazer do assunto causa sua e de mais ninguém.
Nem sequer percebendo, e não era pedir muito, que a criação de uma comissão multipartidária para acompanhar os preparativos da comemoração era um primeiro e importante sinal que se estaria a dar à comunidade em termos da comunhão de esforços para atingir um objectivo que é de todos.
Foi pena mas não é nada que a qualquer momento não se possa corrigir desde que exista a vontade necessária a tanto.
São, pois, dez anos para uma comemoração que deve encerrar o tal objectivo de dar dimensão nacional à data.
Dez anos em que se espera que o concelho se torne mais atractivo, ganhe população, atraia investimento e empresas, melhore a sua mobilidade interna e externa (acreditamos que nesse prazo talvez seja possível desnivelar o nó de Silvares), se torne mais equilibrado e mais justo  em termos de investimento/desenvolvimento na cidade nas vilas e nas freguesias, reforce o peso e a importância do polo da Universidade do Minho, seja ecologicamente exemplar, tenha no rio Ave uma alavanca da sua sustentabilidade ambiental (ao contrário do que aconteceu em recente candidatura a capital verde europeia) e consiga manter manter o rigor em termos de urbanismo que lhe permitiu ganhar para o seu centro histórico o galardão de património mundial da Unesco mas que recente “mamarracho” para os lados da Costa faz temer que algo tenha mudado.
E como o Vitória está sempre presente seria fantástico que nestes dez anos o clube conseguisse finalmente ser campeão nacional de futebol.
Porque teria, no contexto muito próprio do futebol, o efeito de uma autêntica batalha de S. Mamede e seria uma vez mais em Guimarães que nasceria uma nova e revolucionária realidade.
Temos dez anos pela frente.
Saibamos aproveita-los!

sábado, julho 07, 2018

Meias Finais

E o Mundial da Rússia caminha para o seu final.
Depois de ontem França e Bélgica terem ultrapassado Uruguai e Brasil, transformando este mundial num assunto exclusivo de selecções europeias, hoje foi a vez de Inglaterra e Croácia garantirem as presenças nas meias finais deixando pelo caminho a Suécia e o anfitrião Rússia.
Deve dizer-se que os quatro apurados mereceram o apuramento.
A França desembaraçando-e sem dificuldade de maior de um Uruguai que já não dava para mais, a Bélgica demonstrando grande eficiência perante um Brasil perdulário que teve em Courtois um terrível adversário, a Inglaterra ultrapassando naturalmente uma Suécia para quem chegar até aqui já foi quase milagroso e a Croácia pondo fim ao "drama" de ver uma equipa russa que não jogava nada ir ultrapassando etapas e ameaçar ir até à final.
França, Bélgica, Inglaterra e Croácia são ,pois, os semifinalistas.
Com excepção da França, naturalmente candidata ao triunfo, há um mês atrás ninguém acreditaria que qualquer uma das outras três selecções estivesse neste momento nas quatro apuradas para disputar o acesso à final.
A verdade é que estão.
E outras em que se apostava como Alemanha, Brasil, Espanha,Portugal e  Argentina já regressaram a casa eliminadas por equipas de quem à partida não se esperaria tanto.
É o eterno sortilégio do futebol.
E por isso nem vale a pena arriscar quem é o favorito ao título mundial porque numa prova com tantos resultados inesperados é sempre de esperar que até ao último minuto o futebol nos surpreenda com mais um.
Depois Falamos.