quinta-feira, julho 09, 2020

Ganhar

A luta pelo quinto lugar está, definitivamente, ao rubro.
Com o empate do Famalicão frente ao Benfica e o dificílimo triunfo do Rio Ave sobre o Portimonense resta ao Vitória vencer o Gil Vicente para se manter na luta por um  apuramento europeu que não está nada fácil.
Os vilacondenses tem agora cinquenta pontos, os famalicenses quarenta e nove e o Vitória tem de transformar os actuais quarenta e seis em quarenta e nove para continuar a aspirar ao tal quinto lugar mas sabendo que já não depende exclusivamente de si próprio para o conseguir porque mesmo que faça o pleno, ou seja quatro triunfos nos quatro jogos que lhe faltam, precisa que o Rio Ave não faça o mesmo porque assim sendo nada feito.
Mas uma coisa de cada vez.
Agora o adversário é o Gil Vicente que depois de um belo campeonato está numa posição tranquila o que o torna, desde logo, num adversário complicado porque alia ao valor da equipa a tranquilidade de não depender deste jogo para nada.
Na primeira volta, num jogo que tive oportunidade de assistir ao vivo (no tempo em que ainda havia espectadores nas bancadas), o Gil Vicente chegou ao intervalo a vencer por 2-0, graças ao mérito próprio e a um Vitória que entrou a "dormir", e só uma excelente segunda parte da equipa vimaranense evitou a derrota, mas não foi suficiente para conseguir o triunfo, porque os golos de Edwards e Davidson apenas igualaram o avanço dos barcelenses.
Amanhã é outro jogo.
Mas a única opção é mesmo ganhar.
Depois Falamos.

"Maregando"

E hoje mais um episódio a acrescentar à longa lista de disparates protagonizados nos terrenos de jogo por um mau profissional chamado Moussa Marega , que notoriamente não tem os "parafusos" todos, ao amuar em pleno  Tondela x Porto por não concordar com uma decisão do treinador.
De facto tendo sofrido uma falta para grande penalidade, em que o seu único mérito foi meter-se à frente do defesa que ingenuamente o empurrou, entendeu que devia ser ele a marcar o castigo máximo no que foi contrariado por Sérgio Conceição que mandou Fábio Vieira executar a falta.
E o que fez aquele que meses atrás, depois de uma palhaçada que protagonizou no estádio D.Afonso Henriques, muitos consideraram um "grande profissional", um "exemplo para a sociedade", um "mártir na luta contra o racismo" e mais um rol de barbaridades em que só faltou a proposta para o canonizarem?
Pois reagiu malcriadamente pontapeando a bola para longe, desinteressando-se da marcação da grande penalidade, não felicitando o colega que fizera golo , desligando-se do jogo nos pouco minutos que faltavam e saindo desabridamente do terreno mal o árbitro deu o jogo por terminado.
Claro que minutos depois, numa cena já vista noutros episódios de descontrolo emocional, veio pedir desculpa aos adeptos do Porto e proferir umas baboseiras sobre serem campeões e não sei que mais provavelmente depois de no balneário lhe terem explicado o que era "trunfo".
Que se saiba aqueles que o endeusaram depois da cena no D.Afonso Henriques, do Presidente da República a um cretino que apresenta telejornais na SIC passando por alguns residentes em Guimarães que adoram o politicamente correcto ainda que este injustamente trate mal a Terra e o Vitória, não vieram ainda pronunciar-se sobre mais esta "Mareguice".
E por isso vamos alegramente " Maregando" até ao próximo episódio deste artista.
Depois Falamos.

Igreja de Matias, Budapeste


Hienas


Lago Worthersee, Austria


Asfixia

Os sinais são cada vez mais preocupantes.
Com um Presidente da República obcecado por uma reeleição triunfal e que por isso se alheia por completo das suas responsabilidades e do distanciamento que devia manter em relaçao ao governo, com um Parlamento domesticado em que o afastamento do PCP é compensado pela alternância entre BE e PSD no apoio ao governo socialista é cada vez mais evidente que António Costa "y sus muchachos" estão em rédea completamente livre.
Da comunicaçao social, já por natureza quase completamente enfeudada à esquerda em geral e ao PS em particular, trataram atempadamente com os famigerados quinze milhões de euros que compraram quase tudo que havia para comprar.
Da legislação que é apresentada ao parlamento e não lhe interessa trata o governo de a mandar retirar como fez por estes dias com um projecto de lei do Chega sobre incompatibilidades  com a anuência cobarde do PAR e o inacreditável voto a favor do PSD.
Da informação sobre o covid-19 dada periodicamente aos responsáveis políticos de todos os partidos parlamentares, nas reuniões com o Infarmed, acabou o PR abruptamente com ela depois de terem sido noticiadas públicas divergências entre António Costa e Marta Temido na penúltima reunião.
Acabou com as reuniões e com a possibilidade de os partidos fazerem perguntas incómodas.
Mais uma vez com a espantosa anuência do PSD.
Da liberdade de expressão nas redes sociais prepara-se o governo para tratar à sua maneira, ou seja de forma repressiva, sobre o falso pretexto de monitarização do ódio na internet que mais não será do que uma monumental devassa das informações respeitantes a cada utilizador das referidas redes sociais.
Finalmente, apenas por não quero ser exaustivo nos exemplos, o governo através de uma inacreditável proposta do amigo PSD vai acabar com os debates quinzenais no Parlamento dispensando o primeiro ministro da "maçada" de ir à casa da democracia prestar contas da sua actividade que é, ao contrário do que por aí se ouve, uma das partes mais nobres do seu trabalho enquanto chefe do governo.
Portugal vive cada vez mais em asfixia democrática.
Por ter um governo com tiques (para já são tiques mas a seguir...) totalitários, um presidente da república cumplice e uma oposição que é na sua quase totalidade uma grotesca caricatura do que deve ser oposição.
Portugal merece melhor.
Os votantes nos partidos que nos levaram a isto esses merecem o que tem.
Depois Falamos.

segunda-feira, julho 06, 2020

Miguel Silva

Durante mais de quatro anos escrevi várias vezes sobre Miguel Silva. 
Não vou repetir escritos nem argumentos.
 Neste momento em que sai do Vitória direi apenas que tenho muita pena que as coisas não tenham corrido de outra forma. 
Porque ele é daqueles que transmitia a certeza de que o nosso emblema estava a ser representado por alguém que não só se identificava com ele como estava perfeitamente à altura de o defender.
 Espero que seja feliz nesta nova aposta que faz para a sua carreira. 
Mas não posso deixar de considerar que este assunto não acabou bem para ninguém. 
Nem para ele, nem para o Vitória, nem para os adeptos que acreditam que é essencialmente dentro de casa que se constroem as bases do futuro.

Castelo de Sabugal

Foto: Os Castelos de Portugal

Big Ben


Borboletas


A.F. Braga

Faltam quatro jornadas para o fim do campeonato.
O Porto será campeão, o Benfica segundo, Braga e Sporting ficarão nas terceira e quarta posições      ( falta saber por que ordem) , o Desportivo das Aves já desceu e isso é o que se sabe neste momento em que ainda há coisas por definir.
Mas aconteça o que acontecer na questão das descidas de divisão, e sabendo-se que subiram Farense e Nacional, há uma coisa que já é certa em relação à próxima temporada e que é particularmente gratificante para o futebol minhoto.
Em 2020/2021 a Associaçao de Futebol de Braga será isolada aquela com mais equipas na primeira liga depois de nesta época já ter repartido essa posição com a Associação de Futebol do Porto que entretanto com a descida do Aves,e sem ter subido ninguém da sua área associativa, ficará como a segunda associação do país em termos de número de clubes primodivisionários.
Correndo ainda o risco, que já me parece remoto, de ver descer outra equipa-Paços de Ferreira- o que a igualaria à Associação de Futebol de Lisboa com três clubes cada qual.
O que já não acontece com a AFB que tem Braga já na Europa, Vitória e Famalicão a lutarem pelo acesso  e Gil Vicente e Moreirense tranquilos depois de campeonatos extremamente regulares e que os puseram atempadamente a salvo de preocupações de maior.
E portanto a AFB vê reforçada a sua importância no futebol português.
E como se costuma dizer que grande poder traz grande responsabilidade assume particular importância a forma como a AFB se vai posicionar em termos de alguns dossiers importantes do nosso futebol, que estarão na ribalta ao longo dos próximos tempos, e cuja decisão terá de passar também pela opinião da Associação minhota.
O que por outro lado também obrigará necessariamente os clubes pertencentes à Associação, e não apenas os da primeira liga embora essencialmente esses, a olharem com redobrada atenção para as eleições para os orgãos sociais da AFB que se deviam disputar este ano mas que de forma algo estranha terão sido adiadas para Março do próximo ano.
E entre todos acho que o Vitória deve estar particularmente atento ao acto eleitoral .
Porque a história destes ultimos largos anos diz-nos que o Vitória tem dado muito mais à AFB do que aquilo que dela tem recebido e as razões de queixa vitorianas em relação a atitudes e comportamentos da sua associação são bem conhecidas dos vitorianos.
Bastará lembrar a rábula dos bilhetes para as duas últimas finais de Taça em que o Vitória participou, ambas frente ao Benfica, em que parte substancial dos bilhetes enviados para a AFB foram parar à mão de adeptos benfiquistas quando não houve bilhetes para todos os vitorianos que quiseram ir ao Jamor!
Razões para que o Vitória esteja atento ao que se vai passar.
Assunto a que voltarei.
Depois Falamos.