terça-feira, julho 26, 2016

Tubarão Branco


Obscenidades

Rui Calafate comenta hoje na sua página de facebook que o futebol está cheio de dinheiro sem qualquer explicação.
E está mesmo.
Os dois jogadores da fotografia são a prova disso.
Higuain, a fazer fé nas noticias de hoje, acaba de se transferir do Nápoles para a  Juventus a troco da espantosa quantia de 94 milhões de euros.
Espantosa em qualquer caso mas ainda mais tratando-se de um jogador que aos 28 anos já não evoluirá muito mais e cuja currículo nos diz tratar-se de um excelente ponta de lança, com registos goleadores bem acima da média, mas não mais que isso porque não faz parte do escasso lote de predestinados do futebol actual.
Não discuto que valha 45 ou 50 milhões mas acima disso parece-me um exagero.
O outro caso é Paul Pogba.
Por quem se anuncia estar o Manchester United  disposto a pagar a obscena verba de 120 milhões de euros pela sua contratação (talvez isto explique o dinheiro de Higuain...) depois de em 2012 o ter deixado sair a custo zero para a Juventus.
Pogba é também um excelente jogador,com 23 anos e muitos para jogar, um médio de largo raio de acção e com alguma capacidade goleadora (10 golos por época nas duas ultimas épocas) mas não vale nada que se pareça com os anunciados 120 milhões.
Creio que por metade já seria muito bem pago.
O problema do futebol nuns lados é a falta de dinheiro e noutros o seu excesso.
Que por incrível que pareça é mais perigoso para o futuro da modalidade do que a escassez.
Porque de facto o futebol europeu, nomeadamente nos países mais fortes (Inglaterra,Alemanha,Itália e Espanha), está cheio de dinheiro cuja explicação não se conhece e a proveniência menos ainda.
E esses mistérios são algo que tem tudo para acabar mal.
É uma questão de tempo.
Depois Falamos

Poké..quê?

Definitivamente estou a ficar desactualizado.
Não que alguma vez tenha tido particular interesse nestes jogos para telemóveis ou para computadores , salvo o velho Tetris no século passado, mas o que vou vendo por aí em termos da loucura (não há outro termo) por um jogo lançado poucas semanas atrás ultrapassa tudo que me parece aceitável em termos de razoabilidade.
Eu ainda compreenderia, com algum esforço diga-se de passagem, que jovens até aos 15/16 anos sempre mais sensíveis a estas novas modas aderissem com entusiasmo a mais um jogo para smartphones sem qualquer interessem cultural,sem nenhum objectivo em termos de formação, sem nada que não seja o entretenimento dos utilizadores e o enriquecimento dos seus criadores.
Mas o que vejo nas ruas e praças deste país, e via televisão um pouco por todo o mundo, não é nada disso.
É uma loucura (sem aspas) que atinge pessoas de todas as idades e estratos sociais que andam de telemóvel na mão a tentarem apanhar, reproduzir, prender e originar combates entre umas largas dezenas de bonecos oriundos da BD completamente alheias ao que as rodeia incluindo perigos do trânsito e não só.
Sem sequer terem a noção das tristíssimas figuras que fazem em idades em que o juízo devia ser prioridade primeira.
Estamos em período de férias.
Se a loucura se mantiver no pós Agosto ,e o número de utilizadores continuar a aumentar ao actual ritmo (em Portugal a aplicação já foi descarregada por mais de um milhão de pessoas!!!), com a reabertura das escolas o fenómeno ameaça tornar-se incontrolável e atingir proporções verdadeiramente perigosas.
E bem fariam alguns paizinhos se em vez de estimularem a adesão dos filhos ao jogo,e andarem eles próprios à caça de Pokémons, reflectissem seriamente sobre os muitos perigos que lhe estão associados.
Nomeadamente para as crianças sempre mais expostas a tentações e entusiasmos.
Por mim, que nunca jogarei coisas destas mas que tive a preocupação de ler qualquer coisa sobre o assunto, já percebi que andar à procura de bonecos e ninhos por ruas e vielas, "chocar" ovos e procurar depósitos, marcar encontros e travar combates oferece um manancial de oportunidades a pedófilos, violadores, traficantes de crianças e outros que se decidam a crimes tão repugnantes como os referidos.
Alarmismo? Incompreensão do fenómeno? Exagero?
Não me importo nada de estar enganado.
Mas esperemos pelas notícias...
Depois Falamos

segunda-feira, julho 25, 2016

La Valletta, Malta


Leãozinho


Jogos Olímpicos

Como qualquer pessoa que goste de desporto é sempre com grande interesse que acompanho de quatro em quatro anos as edições dos Jogos Olímpicos.
Os primeiros de que tenho memória são os de Munique em 1972 e mais por força do atentado terrorista contra a delegação de Israel do que por razões ligadas aos sucessos desportivos deste ou daquele atleta,deste ou daquele país, nesta ou naquela modalidade.
Também nas edições anteriores era muito jovem e em boa verdade a cobertura televisiva não era nada daquilo que é hoje.
A partir de 1976, em Montreal, sim passei a ver com grande entusiasmo as transmissões televisivas.
Desde logo porque nessa edição, quarenta anos atrás, Portugal conquistou duas medalhas de prata através de Armando Marques (Tiro) e Carlos Lopes (Atletismo) este último naquela "dramática" corrida de 10.000 metros que liderou de principio até duas voltas do fim altura em que foi ultrapassado por Lasse Viren que venceria a medalha de ouro com a ajuda de meios ilegais como se veio a saber muito mais tarde.
A partir daí veio a saga das medalhas de ouro com Carlos Lopes, Rosa Mota, Fernanda Ribeiro e Nelson Évora acompanhas por medalhas de prata e bronze de vários outros atletas e que tem marcado uma presença muito positiva de Portugal no JO.
Este ano os  Jogos são no Rio de Janeiro e estão prestes a ter o seu início.
Infelizmente já manchados pela mais que provável ausência de atletas russos devido a doping, aos infelizmente expectáveis atrasos na conclusão de espaços desportivos e alojamentos na aldeia olímpica e no caso português pela triste rábula da selecção olímpica de futebol que conquistou a presença no Rio com enorme mérito e depois se viu sujeita a um conjuntos de indignidades só possíveis num país que é campeão europeu de futebol no relvado mas de terceiro mundo no dirigismo desportivo.
Esperemos que os Jogos corram bem e sejam a grande confraternização desportiva mundial que normalmente costumam ser.
Infelizmente duvido muito.
Porque não me parece que o Brasil estivesse preparado para uma organização desta dimensão e porque os tempos que vivemos lançam sombras densas sobre o seu desenrolar em termos desportivos e não só.
E o "não só" é o que mais preocupará face aos que se tem visto nos últimos meses, semanas e dias um pouco por todo o lado.
Depois Falamos.

sábado, julho 23, 2016

Lua


Karlstejn, República Checa


Farol


Alertas...

Acho que o mundo está cada vez mais complicado.
Em muita coisa e na meteorologia também.
Sou de um tempo em que no Verão tínhamos calor, no Inverno tínhamos frio, no Outono sabíamos que o tempo ia arrefecendo e na Primavera que os dias iam ficando progressivamente mais quentes pelo que nos adequávamos a cada uma das estações e vivíamos bem com isso.
No Inverno sabíamos que havia chuva,ás vezes neve (e que festa era...), que o frio dominava e portanto tínhamos de nos agasalhar em função disso bem como tomarmos as devidas precauções para proteger as casas e bens.
Tal como sabíamos que no Verão ia estar calor (Verão certo?) , que tínhamos de ingerir mais líquidos, usar boné ou chapéu para proteger dos raios solares e quando íamos para a praia usar um creme de protecção (ao tempo vinha nas latas azuis da Nívea...) para evitar as queimaduras provocadas por demasiada exposição.
E sabíamos isso sem televisão, sem os constantes alertas do instituto de meteorologia, sem esta "moda" horrível de estarmos sempre a ser bombardeados com "alertas" de todas cores pelos mais diversos motivos.
Chove...lá vem um alerta; baixa a temperatura...outro alerta; dias de sol intenso...mais um alerta; subida de temperatura...outro alerta!
Amarelos,laranjas, vermelhos são alertas para todos os gostos quase como se os cidadãos fossem um bando de acéfalos que tem de ser constantemente avisados para tudo e mais alguma coisa.
Saberão as televisões, o Instituto de Meteorologia, a Protecção Civil, que antes dessas digníssimas entidades existirem já os cidadãos conseguiam sobreviver ao Inverno e ao Verão,à chuva e ao calor, ás cheias e ás secas?
Ás vezes parece que não!
Depois Falamos

sexta-feira, julho 22, 2016

2016/2017- Um Primeiro Olhar

Ainda não vi jogar o Vitória na sua versão 2016/2017 pelo que apesar do que li e ouvi não posso pronunciar-me sobre o valor da equipa em construção e o nível exibicional patenteado até agora.
Nem acho que a três semanas do inicio do campeonato seja de exigir que a equipa já esteja "pronta" porque nesta fase o importante é os jogadores assimilarem as ideias do novo treinador, integrarem os reforços, criarem um espirito de grupo forte e, naturalmente, irem aperfeiçoando os processos de jogo.
A 14 de Agosto, e ainda por cima com um derbi a abrir, é que se espera que a equipa esteja a um nível já bastante competitivo para entrar no campeonato da melhor forma.
A ideia deste texto é , pois, olhar o plantel da equipa A e tentar perceber o que tem e o que lhe falta.
Não esquecendo que o mercado fecha apenas a 31 de Agosto e até lá é natural, e desejável, que ainda entrem jogadores sendo igualmente de desejar que não saia nenhum daqueles que "não pode" sair sob pena de fragilizar aspirações.
Posição a posição partindo do principio de que não sairão os tais que "não podem "sair.
Na baliza creio que estamos muito bem. João Miguel e Douglas dão todas as garantias e o terceiro guarda redes,Georgemy (que não conheço) provavelmente andará entre a A e a B.
Nas laterais muito bem do lado direito com Bruno Gaspar e João Aurélio (que até pode jogar mais adiantado caso necessário) e bem do lado esquerdo com Ruben Ferreira e os jovens Konan e Marcílio. Aqui acho que "cabia" Luís Rocha mas é assunto ultrapassado.
No centro da defesa temos Josué, Moreno, João Afonso,Pedro Henrique,Marcos Valente e Dénis Duarte. Parecem muitos mas acho que ainda "cabe" um central experiente porque Moreno é cada vez mais importante no balneário e menos no relvado e não se sabe a "resposta" de Marcos Valente e Denis Duarte à exigência da primeira liga.
No meio campo há mais interrogações.
Vieram Rafael Miranda cujo valor se conhece e Zungu e Mbemba totalmente desconhecidos, continuam Tozé e Phete que pouco jogaram a época passada e João Pedro(em quem acredito muito) vai ter o seu ano do "sim ou sopas" depois de quatro épocas na equipa B com esporádicas aparições na A.
Parece-me que este sector, que perdeu Cafu, Otávio, Saré, é aquele que precisa de mais cuidados,ou seja, reforços. No mínimo um "10" que comande o jogo e um "8", jogadores feitos e com experiência que possam ser alternativas imediatas. Mas não sei se não seria de pensar também num trinco.
Na frente para o lugar de pontas de lança temos Soares, Valente, Areias e Marega.
Creio que são suficientes especialmente se a aposta em Areias for consistente e se a Valente for permitido jogar no "seu" lugar" de segundo avançado.
Nos flancos há alguma quantidade/qualidade.
Vigário (outro que merece uma aposta consistente), Alex (esperemos que definitivamente recuperado), Alexandre Silva, Hurtado (que regressa depois de meia época em que não se deu por ele) e os jovens Tyler Boyd e Rafinha que também eles andarão entre A e B.
Creio que mais um extremo experiente,como Licá por exemplo, terá espaço na equipa.
Em suma, e a não sair ninguém insisto, creio que o Vitória precisa de quatro reforços.
Um central, um "8", um "10" e um extremo.
Mas é no meio campo que deve incidir a maior preocupação dos responsáveis.
A ver vamos...
Depois Falamos.

quarta-feira, julho 20, 2016

Sugestão de Leitura

Este livro tem uma história curiosa no que me toca.
Não estava no lote daqueles que tinha como prioritário ler mas confesso que os temas nele versados me interessam bastante.
África, vida selvagem, defesa das espécies ameaçadas, conservação dos grandes espaços e eco sistemas, etc.
E por isso folheei, li e reli algumas páginas, e acabei por comprar...dois.
Um para oferecer e outro para ler.
Foi para a estante à espera de vez ,onde ficou uns meses, mas está lido.
E lido com muito prazer.
Nele se narra a história de vida da autora, Daphne Sheldrick, cruzada com o trabalho de mais de cinquenta anos na defesa de espécies ameaçadas, na criação de grandes parques para protecção da via selvagem e a própria história do Quénia onde nasceu , sempre viveu e continua a viver.
Um livro escrito numa perspectiva muito pessoal, com enormes toques de ternura e que proporcionou uma leitura agradabilíssima.
Recomendo.
Depois Falamos