sábado, junho 25, 2016

Brexit

É ainda muito cedo para se poder avaliar todas as consequências oriundas da decisão dos cidadãos britânicos em optarem pela saída do Reino Unido da União Europeia accionando a clausula 50 do Tratado de Lisboa.
Creio, contudo, que há algumas conclusões que se podem tirar desde já.
A primeira é que se tratou de uma decisão democrática , com origem no voto popular, prevista nos tratados e ao alcance de qualquer país.
A segunda é que ela representa,tal como a própria saída, uma forte censura à forma como a União Europeia tem sido dirigida pela burocracia de Bruxelas, assente no poder de dois ou três países, e cada vez mais longe dos povos europeus que não percebem as políticas, tomam conhecimento das decisões como factos consumados e suspeitam cada vez mais que o seu papel é apenas figurativo.
Bastará atentar-se no facto de nunca os governos terem querido referendar o tratado de Lisboa dando sequência ao previsto no próprio tratado. 
A terceira é que nada ficará como antes no espaço da União Europeia. Porque são já vários os países (Holanda, Itália, França...) onde a exigência de referendar a respectiva permanência na UE se torna cada vez mais forte ao sabor de opiniões públicas indignadas.
A quarta é que este processo de desintegração (é melhor não termos ilusões sobre isto...) da União agrada de sobremaneira à extrema direita e à extrema esquerda europeias que sempre fomentarem os nacionalismos e nunca gostaram da ideia de uma Europa unida.
A quinta é que as reacções à saída inglesa, de Merkel a Hollande de Juncker a Rensi, mostram não só desorientação (a reunião em Berlim dos seis países fundadores apenas serve para irritar as opinião públicas dos restantes 21) como aquele que é, de facto, o grande problema europeu dos últimos anos; a ausência de governantes com dimensão de estadistas!
A sexta é que o Reino Unido acabou.
É apenas uma questão de tempo até novo referendo dar a independência à Escócia e a Irlanda do Norte se juntar à República da Irlanda numa Irlanda unida apesar das diferenças religiosas que as vão separando.
As claras votações na Escócia e Irlanda do Norte a favor da permanência na UE demonstram que esses povos não estão dispostos a serem arrastados para o isolacionismo escolhido por ingleses e galeses e ,portanto, que faz sentido poderem escolher os seus próprios caminhos.
Mas estamos apenas no princípio do Brexit...
Depois Falamos

sexta-feira, junho 24, 2016

Dia 1

Hoje comemora-se, em Guimarães, o 888º aniversário da Batalha de S. Mamede.
Na qual acabou o Condado Portucalense e começou Portugal uma vez conquistada a independência face aos vizinhos espanhóis.
É uma data "estranha".
A data em que um país conquistou a sua independência mas que apenas é celebrada na cidade que foi sua primeira capital e em cujos arredores se travou a decisiva batalha.
O restante país passa ao lado como se a independência, o podermos seguir o nosso caminho consoante a nossa vontade, fosse uma coisa menor ao ponto de nem uma comemoração nacional condigna merecer.
Curiosamente no mesmo país em que se celebra a reconquista da independência, a 1 de Dezembro de 1640, como se alguma vez se pudesse reconquistar algo que não fosse já nosso.
E é precisamente esse "nosso" ( a independência) que Portugal não quer comemorar.
Em ditadura onde essas coisas nem se podiam discutir e em democracia, onde os sucessivos poderes de esquerda e de direita estiveram sempre unidos na persistência de ignorar o assunto, nunca o 24 de Junho de 1128 obteve o merecido reconhecimento.
É pena, é injusto, é até patético.
Resta Guimarães.
Onde fieis à História, e gratos ao Rei que nos deu a oportunidade de sermos país, continuaremos a comemorar a data em que Portugal se tornou independente.
Já somos diferentes em tanta coisa que é "apenas" mais uma.
Mas com enorme significado.
Depois Falamos.

Comedimento...

É talvez a imagem mais icónica do relacionamento entre Belém e S. Bento.
Costa a abrigar Marcelo.
Em volta dela podem traçar-se teorias da conspiração, imaginarem-se cenários políticos, desenvolverem-se raciocínios mais ou menos elaborados sobre o que estará por trás de tudo isto e, essencialmente, quanto tempo isto irá durar.
Para já, e ao que se vê, parece uma relação muito próxima.
Cultivada por jantares em Paris, viagens no mesmo carro e até no mesmo avião, presença simultânea em eventos diversos como ainda ontem no S. João do Porto , várias declarações do Presidente a apoiar decisões do governo em matérias sensíveis.
E uma omnipresença de ambos junto da selecção nacional de futebol.
É uma proximidade que encanta a esquerda que sustenta o governo, ciente das suas fragilidades e sabendo que a ultima coisa que lhes dava jeito era um presidente hostil , mas inquieta a oposição PSD/CDS por acharem proximidade/cumplicidade a mais e receando que o Presidente se esteja a afastar do seu poder fiscalizador.
Em bom rigor é desejável que exista um bom relacionamento institucional entre Presidente e Governo porque a Constituição lhes exige que cooperem e não que se antagonizem como aconteceu por várias vezes ao longo destes quarenta anos com todos os presidentes eleitos.
Todos.
Mas diz a sensatez popular que "tudo que é demais é erro" e a imagem que hoje Marcelo e Costa transmitem pode ter que ser amanhã contrariada pelas responsabilidades que cada um tem de assumir especialmente o Presidente.
Porque Costa abrigar Marcelo da chuva é um gesto pitoresco, simpático, que dá uma boa imagem mas é inócuo em termos políticos concretos.
O problema surgirá no dia  inevitável em que Costa precisar que Marcelo o abrigue das tempestades políticas que mais tarde ou mais cedo surgirão seja por implosão da geringonça seja por descontentamento popular com a inevitável austeridade que aí vem.
E nesse dia Marcelo pode entender que não pode, não deve, não quer sustentar o governo.
Está nas suas competências, no seu entendimento da função, no seu arbítrio.
E a ruptura será mais dolorosa face à proximidade dos tempos que correm.
Por isso, até na defesa da imagem das instituições, entendo que algum comedimento, de parte a parte, não seria pior...
Depois Falamos

Lendas da B. D. - A Família de Super Homem


Amesterdão


quinta-feira, junho 23, 2016

O Bom e o Mau

Terminada a fase de grupos já é possível fazer um primeiro balanço do que tem sido a participação portuguesa neste Europeu de França.
Distinguindo o positivo do negativo e deixando uma perspectiva quanto ao futuro.
De Bom:
Desde logo o facto de Portugal continuar em prova tendo-se apurado para os oitavos de final através de três empates.
O bambúrrio de sorte constituído pelo facto de um inaceitável terceiro lugar no grupo acabar por dar acesso a fase (s) seguinte(s) da competição em teoria mais acessível face aos adversários com que se poderá cruzar.
Igualmente positivo, porque permitiu o apuramento, o facto de a selecção não ter perdido qualquer jogo embora por mais do que uma vez isso estivesse na iminência de suceder.
A notável capacidade anímica da selecção que neste jogo com a Hungria esteve por três vezes a perder (e portanto eliminada) e conseguiu sempre arranjar as forças necessárias para correr atrás do prejuízo e ter sucesso.
As boas prestações individuais de alguns jogadores como Ronaldo, Ricardo Carvalho, Quaresma, Guerreiro e Nani a par de outras não tão boas mas ainda assim cumprindo com o que lhes é exigido como João Mário, Vieirinha, Rui Patrício ou Renato Sanches.
A certeza de que Ronaldo está em forma e motivadissimo para fazer a diferença.
De Mau:
O seleccionador. Mal na convocatória, mal nas estratégias de jogo, mal nas substituições regra geral.
Ao ponto de se poder considerar que aquilo que de bom a equipa vier a fazer é apesar dele.
O terceiro lugar na fase de grupos mais acessível que até hoje Portugal encontrou em fases finais de europeus e mundiais. Menos de nove pontos era mau à partida. Fizemos três não ganhando um jogo para amostra.
Um meio campo sem dinamismo e facilmente ultrapassado pelos adversários pese embora quase sempre muito povoado e uma defesa que neste ultimo jogo tremeu em demasia.
Jogadores claramente abaixo do exigível com  destaque negativo para Pepe (com falhas comprometedoras), Eliseu (só lá está por jogar no clube que se sabe porque de resto...), William Carvalho ( joga a uma velocidade que já não se usa em lado nenhum), Moutinho (fora de forma e desperdiçando lances de bola parada uns atrás dos outros)e André Gomes( que literalmente parece não poder com um gato pelo rabo) são os casos mais flagrantes.
Falta de oportunidades para Rafa, Adrien e Fonte que seguramente não fariam pior que alguns dos que tem jogado sendo altamente provável que fizessem bem melhor.
O público português que excelente no antes e depois dos jogos, muito bom nos directos televisivos, onde devia fazer sentir a sua presença, que era nos estádios durante os jogos, peca quase sempre pela ausência. Ontem, então, foi fraco demais.
Agora a Croácia.
Uma equipa mais forte, bem mais, do que os adversários com que até agora jogamos.
Mas normalmente é nesses jogos que Portugal se transcende ,e faz as suas melhores exibições, porque se dá bem com o "mata mata" que a partir de agora é regra.
Assim se espera que aconteça uma vez mais.
Depois Falamos.

O Microfone

Vou directo ao assunto.
Como sempre.
Ronaldo teve um gesto impensado, ao atirar o microfone ao lago, e ficava-lhe bem assumir isso e pedir desculpa ao jornalista.
Parágrafo.
Vamos ao resto:
Há meses a esta parte que o lixo impresso e televisivo chamado Correio da Manhã desenvolve uma autêntica perseguição a Cristiano Ronaldo inclusive com insinuações nunca fundamentadas (é difícil fundamentar calúnias...) sobre a sua sexualidade.
Meses.
Dúzias de "notícias" e peças televisivas usando um "poder" que só judicialmente pode ser contestado mas nunca impedido.
Na véspera do sucedido esse lixo televisivo passara uma entrevista muito  antiga com o falecido pai de Ronaldo em que ele, visivelmente alcoolizado, contava as dificuldades que tivera na vida e os maus tratos que dera à família!
Sem nenhum interesse noticioso, sem nenhum fim jornalistico, apenas com o intuito de achincalhar Ronaldo e a família  e ainda por cima no dia anterior a um jogo decisivo de Portugal.
Sem respeito por ninguém. Nem sequer pela selecção nacional.
Um homem, por mais figura pública que seja e por mais que o deseje nalgumas circunstâncias, não é de ferro!
Os jornalistas que acompanham a selecção sabem que todos os dias tem à sua disposição um espaço de conferência de imprensa onde podem questionar um jogador (diferente todos os dias) sobre a selecção, o europeu, os adversários e o que mais quiserem perguntar.
Fora disso sabem que não podem fazer entrevistas.
São regras definidas desde o início com o conhecimento de todos!
O passeio matinal da selecção era um espaço de descompressão e fazia parte do plano de preparação para o jogo que à noite Portugal ia disputar com a Hungria pelo que os jornalistas nem ali deviam estar quanto mais quererem fazer entrevistas.
Isso não desculpa o gesto infeliz de Ronaldo mas atenua-o de alguma forma.
De resto é mais que tempo de os jornalistas neste país perceberem que não estão acima das leis nem podem violar as regras acordadas sempre que lhes dá jeito.
A comunicação social não pode ser um "estado" dentro do Estado.
Depois Falamos

quarta-feira, junho 22, 2016

Guimarães....Portugal

Esta imagem com as cores da bandeira nacional associa de forma feliz o castelo de Guimarães, e a cidade Berço da Nação, à selecção nacional de futebol que hoje disputa um jogo decisivo no Euro 2016.
Tem sido prática um pouco por todo o mundo associar os monumentos mais significativos a momentos importantes, quer festivos quer de pesar, "pintando-os" com as cores daquilo que em cada momento quer ser evocado.
Em França a torre Eiffel já foi iluminada com as cores de todos os paises presentes no Euro e todos nos recordamos que aquando dos actos terroristas contra o Charlie Hebdo e depois na discoteca Bataclan muitos monumentos de todo o mundo, do Empire State Building de Nova Iorque à Ópera de Sidney, foram iluminados com as cores da bandeira francesa.
É uma forma de dizer presente.
Infelizmente esta imagem é apenas a pintura de um patriota e não a fotografia do castelo iluminado com as cores da nossa bandeira como seria desejável e oportuno.
Não se lembraram...
Depois Falamos

terça-feira, junho 21, 2016

Morcego

Foto: National Geographic

Mein Kampf

Sabe-se quem o escreveu, do que consta e no que deu!
Mas não deixa de ser curioso que na actualidade, 93 anos depois de Hitler o ter ditado a Rudolf Hess na prisão de Landsberg onde cumpria pena depois do falhanço do putsch de Munique, o "Mein Kampf" se esteja a tornar um sucesso editorial um pouco por toda a Europa.
Proscrito por muitos anos, por razões políticas mas também da propriedade dos direitos sobre ele, o livro em que Hitler traça a sua visão programática para a sociedade alemã, e que se viria a tornar no verdadeiro manifesto do nacional-socialismo, desperta hoje uma curiosidade invulgar e torna-se num verdadeiro sucesso de vendas.
Acredito que a esmagadora maioria dos que o compram, como eu por exemplo, o fazem pela curiosidade de conhecerem o seu conteúdo e perceberem melhor porque razão ideias tão reprováveis mereceram o apoio entusiástico de uma enorme maioria de alemães que levaram o seu autor ao poder pela via democrática.
No fundo ler para se poder falar com conhecimento de causa.
Outros o comprarão, acredito que uma pequena minoria, por se identificarem com o ideário nazi e verem no livro um "guia" para as suas práticas politicas.
Entre uns e outros a verdade é que o livro vende.
Ainda agora foi o mais vendido na Feira do Livro de Lisboa , esgotando a segunda edição e levando a editora a lançar uma terceira, naquilo que parece demonstrar uma enorme interesse dos leitores portugueses pela obra.
É curioso, não considero preocupante , mas acho que as democracias devem estar atentas a todos os sinais, por mais ténues que sejam, de interesse das pessoas por ideias totalitárias e criminosas como as expressas no "Mein Kampf".
É que a serpente só é perigosa depois de sair do ovo mas no ovo já está viva...
Depois Falamos

P.S: Tenho o "Mein Kampf" na estante à espera de vez para ser lido. Depois darei conta do que achei.

Seattle


domingo, junho 19, 2016

Sugestão de Leitura

O tema é, já se sabe, um dos meus favoritos.
A II Guerra Mundial.
O livro, que não conhecia, encontrei-o por mero acaso num saldo da FNAC e depois de o folhear pareceu-me interessante e resolvi comprá-lo.
Em boa hora.
Porque é uma narrativa extremamente interessante sobre a forma como Churchill, Estaline e Roosevelt criaram uma aliança contra o nazismo e a mantiveram ao longo de quatro anos (1941-1945), ultrapassando dificuldades e divergências , e de alguma forma decidiram não só o destino da guerra como também o mundo depois dela.
Das conferências dos três lideres em Teerão e Ialta, aos encontros bilaterais no Kremlin, em Washington, em Marrocos ou no Egipto, passando pelas mensagens trocadas entre os três lideres este livro mostra-nos mais uma perspectiva do que foi a II Guerra mundial e das forças e interesses  que nela se cruzaram.
Mas mostra também como os vencedores de uma guerra mundial não foram capazes, ou não lhes foi possível, evitarem guerras subsequentes quer no plano político (A "Guerra Fria") quer no plano militar como as travadas na Indochina.
Francamente um livro extremamente interessante.
Depois Falamos.

Um Exemplo!

Tenho uma profunda admiração por Ricardo Carvalho.
Que vem, provavelmente, desde o tempo remoto em que o vi ao serviço do Leça fazer um jogo em que encheu o campo com a sua classe face ao Vitória.
Depois a história é conhecida.
Porto, Chelsea, Real Madrid, Mónaco, uma longa carreira recheada de títulos e troféus e a sua afirmação plena como um dos melhores centrais do mundo ao longo da ultima dúzia de anos em que brilhou nos melhores relvados do planeta.
O mesmo na selecção onde com Figo, Ronaldo, Rui Costa e Deco constituiu o naipe dos mais brilhantes jogadores portugueses das ultimas décadas e esteve presente em europeus e mundiais sempre a alto nível.
Depois um gesto irreflectido afastou-o da selecção por força de uma autoritarismo serôdio e pacóvio de Paulo Bento que não soube perdoar depois do merecido castigo e com isso ele ficou fora do europeu de 2012 e do mundial de 2014 sem qualquer proveito para Portugal.
Fernando Santos, numa das suas melhores decisões enquanto seleccionador, soube recuperá-lo para a equipa nacional e aí está de novo Ricardo Carvalho com a classe de sempre a brilhar na defesa de Portugal e a constituir-se como um dos seus indiscutíveis.
É um exemplo.
Pela classe que põe em campo mas também por provar que a  idade de um futebolista se vê no terreno de jogo e não no bilhete de identidade como tantos pensam e defendem.
Num país em que há tantos adeptos do futebol que acham que um jogador aos trinta anos está velho ver Ricardo Carvalho com 38 anos a jogar como joga é a melhor prova de que não é assim e constitui um bom exemplo para a necessária evolução dessas mentalidade retrogradas e ultrapassadas.
Espero vê-lo, em 2018 e com 40 anos, a defender as cores nacionais no Mundial da Rússia.
Depois Falamos.

Muito Bem

Acho que o PSD fez muito bem em pedir uma comissão parlamentar de inquérito à Caixa Geral de Depósitos que abranja os últimos dezasseis anos da instituição, ou seja, um período em que à frente do governo estiveram o próprio PSD e o PS por várias vezes.
Porque quem não deve não teme!
A verdade é que a partir do momento em que se sabe que a recapitalização da CGD vai custar aos contribuintes um mínimo de quatro mil milhões de euros é da mais elementar justiça que quem vai ter de pagar saiba porque razão tem de o fazer.
É preciso perceber que erros de gestão, que maus negócios, que decisões erradas originaram tão grandes prejuízos no banco público.
A quem se deu maus crédito e porque razões foi dado.
Que negócios, e porquê, foram feitos sem as garantias necessárias para o caso de correrem mal.
Percebo que PCP e PS não queiram esta comissão e ,no caso do governo, estejam a fazer tudo que lhes é possível para impedirem a sua constituição e a substituírem pelo que de mais inócuo e inconclusivo seja possível.
No caso do PCP é apenas um preconceito ideológico.
Defendendo o publico com unhas e dentes, e adorando anatemizar tudo o que é privado, dá-lhe imenso jeito poder falar de BPN, BES ou BANIF como expoentes dos malefícios da banca privada mas horroriza-os ter de admitir que na banca pública foram cometidos os mesmos erros (e se calhar alguns piores...) que levaram aos problemas nesses bancos provados.
No PS a questão é diferente.
Porque tendo partilhado com o PSD e o CDS, ao longo dos anos, o privilégio da nomeação de administradores para a CGD (muitos deles vá-se lá saber porquê...) os socialistas sabem que os "anos negros" da má administração da Caixa foram entre 2005 e 2008 quando a dupla Carlos Santos Ferreira/Armando Vara (socialistas nomeado por Sócrates) se "fartaram" de literalmente estourarem dinheiro em maus negócios como o célebre financiamento a um empreendimento turístico algarvio em que foram por água abaixo mais de 300 milhões de euros.
Por isso acho que o PSD fez muito bem.
Especialmente porque sabe que da comissão de inquérito poderão , eventualmente, resultar pormenores desagradáveis para os governos que liderou, para os administradores que nomeou, para as direcção do partido que tomaram decisões nessa matéria.
Mas isso é o que se espera de um partido responsável e com sentido de Estado.
Que ponha a Verdade das coisas acima de tudo.
Depois Falamos.

P.S: Claro que o "novo riquismo" que levou à construção da faraónica sede da CGD também será uma das razões, embora remota face ao período que o PSD quer investigado, para as actuais dificuldades financeiras da instituição.