sexta-feira, dezembro 02, 2016

A Insustentável Leveza do...PR

Marcelo anda feliz.
Entretido na "espuma" do mediatismo, na distribuição de afectos, na vertigem de tudo comentar, na celebração quase diária da amizade com António Costa e, claro, na cada vez mais perceptível obsessão em substituir a liderança do PSD o mais depressa possível.
E esta ultima leva-o a cometer erros de palmatória que não lhe ficam nada bem.
Ontem, no discurso da celebração do 1º de Dezembro, ele e o amigo Costa (mas desse em termos de sentido de Estado nada se espera) num momento que devia ser de exaltação da unidade do país não acharam melhor para fazer do que criticarem o anterior governo a propósito da abolição do feriado do 1º de Dezembro durante os quatro anos em que Passos Coelho governou.
E Marcelo, com o ar ladino que se lhe conhecia de outras andanças, não resistiu a dizer que " o 1º de dezembro é o feriado que nunca devia ter sido suspenso"(sic).
Alto e para o baile.
O senhor Presidente da República sabe muito bem que fruto dos desmandos e incompetência do governo de Sócrates (por onde aliás andaram António Costa e boa parte dos governantes actuais) Portugal viu-se na necessidade de pedir ajuda externa, vulgo resgate, na sequência da qual o país teve de negociar com a troika um duro programa de assistência financeira.
E no acordo celebrado com a troika pelo governo de José Sócrates (sim, pelo governo de José Sócrates) estava contratualizada a abolição de quatro feriados.
Sendo dois civis e dois religiosos.
Ao governo de Passos Coelho apenas coube escolher quais os feriados a suspender.
Optou pelo 5 de Outubro (implantação da Republica) e pelo 1º de Dezembro (restauração da independência) entre as seis opções possíveis.
E é aqui que eu bem gostava de saber qual seria a opção alternativa do senhor Presidente da República, caso a decisão tivesse de ser tomada por ele, à que foi a opção do governo anterior.
Suspendia o feriado de 1 de Janeiro ? Pondo os portugueses a trabalhar no dia de Ano Novo?
Suspendia o feriado do 25 de Abril? Pondo os portugueses a trabalharem na data em que se festeja a revolução que nos trouxe a democracia e a liberdade?
Suspendia o feriado do 1º de Maio? Pondo os portugueses a trabalharem no "dia do Trabalhador" ?
Ou suspendia o feriado do 10 de Junho? Pondo os portugueses a trabalharem no dia de Portugal?
Creio que o anterior governo, posto perante as opções existentes e na obrigação de cumprir o acordado com as instituições internacionais, optou pela opções menos "traumáticas" em termos de sociedade portuguesa.
E o PR devia ter tido, mas não teve, a seriedade intelectual de o reconhecer!
Com todo o respeito devo dizer que gostava de ver o Presidente da República pensar mais e falar menos, reflectir com rigor sobre o que vai dizer e deixar de uma vez por todas práticas e hábitos que caracterizaram durante muitos anos a sua intervenção política.
Todos ganhavam com isso.
A começar por Portugal.
Depois Falamos.

P.S. A palavra inscrita no guarda chuva,e que caracteriza os tempos presentes, ainda nos fará rir quando "os amanhas não cantarem"...

Desencontros


Marinheiros


Piodão


quinta-feira, dezembro 01, 2016

Feriados...

Portugal voltou hoje a celebrar o 1º de Dezembro com um feriado nacional e alguns discursos de responsáveis políticos menos preocupados com a efeméride e mais concentrados na propaganda com que vão preenchendo estes dias cinzentos e de cinzentismo.
Como se sabe o feriado tinha sido abolido no anterior governo no âmbito de uma supressão de feriados que tinha como objectivo aumentar a produtividade e o tempo de trabalho num país afogado em dividas e com instâncias internacionais credoras de milhares de milhões de euros por força de um resgate que evitou in extremis que caíssemos na bancarrota de consequências imprevisíveis.
Restará lembrar que não foi o governo que aboliu o feriado o responsável pelo desgraçado estado do país mas sim o que o antecedeu liderado por aquele a quem no PS chamavam o "menino de ouro"!
O que aboliu o feriado teve,isso sim, a ingrata tarefa de tirar o país da situação em que estava, findar a intervenção da troika e conseguir uma saída limpa do resgate o que foi conseguido graças aos duros esforços suportados pelos portugueses e agora em risco de nada terem valido face à irresponsabilidade do governo liderado pelo novo "menino de ouro" do PS.
Tudo isto para dizer que olho os feriados nacionais com um distanciamento critico alicerçado na incompreensão de alguns deles.
Percebo que se festeje o 25 de Abril e o 1º de Maio mas não encontro razão para que se festeje o 5 de Outubro.
Respeito e concordo com os feriados religiosos mas não percebo que num país em que a Constituição impões um regime laico eles existam.
Entendo que se comemore a restauração da independência em 1640 mas acho absurdo que  não se comemore a sua conquista em 1128 porque sem a conquista não haveria , obviamente, reconquista.
Percebo que haja  dia de Portugal mas não entendo que seja na data da morte de Camões.
Porque não na de D. Afonso Henriques, Vasco da Gama ou Nuno Alvares Pereira?
Porque há-de ser o 10 de Junho e não o 24 de Junho (batalha de S.Mamede) ou 14 de Agosto (batalha de Aljubarrota) momentos decisivos para o existir de Portugal?
Eu sei que em Portugal interessa mais a existência dos feriados (e quantos mais melhor) do que a sua razão de ser.
Por mim continuarei a achar que o dia 24 de Junho de 1128 foi o dia um de Portugal e nessa qualidade devia ser reconhecido e festejado com a dignidade própria de um país que reconhece os momentos mais importantes da sua História.
Depois Falamos.

terça-feira, novembro 29, 2016

O Linchamento

Ao que parece o novo "desporto" da moda, em Portugal, é tentar linchar Pedro Passos Coelho.
Governo, partidos da geringonça, comentadores televisivos, cronistas de jornais, sondagens da "habitual" Universidade Católica e algumas pessoas do PSD praticam um verdadeiro tiro ao alvo a que nem sequer falta o beneplácito sorridente do próprio Presidente da República!
O objectivo é claramente apear Passos Coelho da liderança do PSD e substitui-lo por alguém que seja mais do agrado dos linchadores.
Devo dizer que percebo bem grande parte deles.
Por um lado querem desviar as atenções dos muitos escândalos protagonizados por este governo, de que a CGD é o maior e a esse nem escapa o próprio PR conivente e encobridor de tudo que se passou, e por outro sabem que a presença de Passos Coelho na liderança do PSD significa o confronto diário com a aldrabice com que a esquerda chegou ao poder e com um ex primeiro-ministro que demonstrou a coragem, a competência e a rectidão que faltam por completo ao actual.
Já percebo menos bem outros.
Nomeadamente os que são militantes do PSD.
Recordemos que o partido teve directas em Março, a que Passos Coelho concorreu sozinho, e congresso em Abril no qual apenas José Eduardo Martins apareceu a manifestar legítimas divergências sobre a estratégia do partido.
Mais ninguém.
Pelo que me admira que agora, tão pouco tempo decorrido, e ao sabor quer de sondagens aleatórias quer de cantos de sereia dos nossos adversários apareçam construtores de cenários que apontam para congressos extraordinários e sabe-se lá que mais.
Não sou,longe disso, um indefectivel da liderança de Passos Coelho.
Acho que tem cometido alguns erros, alimentado algumas ambiguidades, perdeu em Espinho a oportunidade de fazer a profunda renovação dos orgãos nacionais (especialmente da CPN)que o partido necessitava e tanto se justificava.
Não tenho qualquer entusiasmo, com poucas excepções (e a principal até já saiu para um cargo internacional), pela composição da direcção nacional que acho muito aquém daquilo que o partido necessitava para o "caminho das pedras" que tem pela frente.
Mas o PSD não é um clube de futebol onde se dão chicotadas psicológicas por dá aquela palha!
Mas sou pela estabilidade dos mandatos e pelo respeito pelas decisões dos militantes.
Que nas directas e em Espinho sufragaram claramente Pedro Passos Coelho e as suas escolhas para os orgãos.
Tem mais ano e meio de mandato para cumprir ao longo do qual, como aconteceu com todos os líderes desde Francisco Sá Carneiro, será avaliado pelas decisões que tomar, pela estratégia que seguir e também pelos resultados que o partido vai ter nas autárquicas.
Menos pela expressão contabilística desses resultados e mais pela sageza com que vai resolver (ou não) as candidaturas a Lisboa, Porto, Sintra, Gaia e mais um ou outro município de relevância nacional e que dará a justa medida da forma como PPC está sintonizado com a realidade do país.
Cumprido o mandato será tempo,lá para a Primavera de 2018, de o avaliar em todas a suas componentes e perceber se Pedro Passos Coelho é o melhor candidato do PSD às legislativas do ano seguinte.
E essa decisão, para lá da vontade do próprio, compete exclusivamente aos militantes do PSD.
Não tem a ver com a vontade do governo e dos partidos da geringonça, com as opiniões de jornalistas e comentadores, com sondagens mais ou menos credíveis ou com as simpatias ou antipatias do Presidente da República.
Até lá os linchadores que se mantenham calmos e serenos.
"Keep Cool" como diria Pedro Santana Lopes que é hoje por hoje uma das grandes e últimas referências do PSD.
E,já agora, nalguns casos trabalhem para merecerem os salários que o Estado lhes paga para o exercício de funções públicas.
Mais e melhor governação e menos intriga que os portugueses agradecem.
Depois Falamos

P.S E no caso dos militantes do PSD que querem a mudança de líder, mas não foram "a jogo" no tempo certo, convém não se esquecerem que o respeito pelas escolhas dos militantes  é uma forma de Portugal "Levar o PSD a Sério".

Caio Júnior

A morte de Caio Júnior, no acidente de avião que enlutou o Brasil e o futebol, lembra-me irresistivelmente o jovem brasileiro chegado a Guimarães no Verão de 1987 para reforçar uma enorme equipa do Vitória que tinha acabado de se classificar em terceiro lugar depois de uma época que ainda hoje perdura nas melhores recordações dos vitorianos.
Vinha para reforçar essa equipa mas fruto das contingências do futebol rapidamente lhe foi atribuída uma missão muitíssimo mais espinhosa que foi a de substituir Paulinho Cascavel (curiosamente seu primo) subitamente transferido para o Sporting.
Não conseguiu.
Nem ele nem ninguém nos trinta anos decorridos dado que Paulinho Cascavel continua a ser uma eterna saudade dos adeptos vitorianos.
De resto Caio Júnior não era propriamente um ponta de lança mas muito mais um jogador que jogando como segundo avançado usava a sua primorosa técnica e visão de jogo para o ultimo passe e para fazer alguns golos mas não ao ritmo a que o primo os fazia.
Ainda assim no primeiro ano no Vitória fez doze golos, um número interessante, mas nas quatro épocas seguintes nunca mais alcançou essa marca e ficou-se por números  mais modestos tendo no total das cinco épocas disputado 114 jogos com a nossa camisola e marcado um total de 31 golos.
Em Portugal passou ainda sem sucesso por Estrela da Amadora e Belenenses tendo depois jogado em vários clubes brasileiros sem destaque especial.
Como treinador, sim, estava a fazer uma carreira muito interessante tendo passado por vários clubes brasileiros de destaque (Palmeiras ,Botafogo, Grémio , Flamengo,etc) ,pelo Japão, pelo Catar e pelo Dubai.
Tive oportunidade de na altura lhe fazer duas sou três entrevistas para a Televisão Regional de Guimarães (também conhecida por Tv Covas) e dele fiquei com a impressão de uma pessoa afável, algo timída, boa conversadora e muito empenhada na sua profissão.
Recordo também uma conversa mais longa que tivemos numa viagem de avião entre Portugal e Hungria em que casualmente num dos percursos, já não recordo qual, ficamos sentados lado a lado e conversamos sobre futebol ,sobre o Vitória e ,recordo-me bem, sobre o "peso" que ele sentia em ter de substituir o primo.
Foi uma deslocação do Vitória, na Taça Uefa de 1987/1988, para defrontar o Tatabanya e o resultado desse jogo ficaria num 1-1 (golo dele) e depois em Guimarães um 1-0 marcaria a passagem à fase seguinte onde eliminaríamos o Beveren.
Partiu muito cedo.
Quando da sua carreira como treinador ainda se podia esperar muito, sendo actualmente um dos mais cotados técnicos brasileiros, e sabendo-se que entre os seus sonhos estava o de um dia treinar o Vitória como disse em recente entrevista a um jornal português.
Infelizmente não o poderá cumprir.
Paz à sua alma.
Depois Falamos.

segunda-feira, novembro 28, 2016

Bergheim, França


Aprender

A derrota de ontem em Tondela significou para o Vitória, e para os vitorianos, uma balde de agua fria,um murro no estômago, uma tremenda desilusão e o mais que queiram chamar-lhe face ao relativamente inesperado insucesso.
Acho que nem vale a pena dramatizar nem desculpabilizar o que aconteceu.
Vale mais tirar conclusões e perceber que se devidamente entendida pode ser uma boa lição para o futuro.
Não foi por perder com o ultimo classificado, mas que já tinha empatado com Porto e Sporting convém não esquecer, que fica em causa uma época meritória que o Vitória vem fazendo e que lhe permite disputar o quarto lugar que é, realisticamente, aquele que está ao seu alcance face à realidade do seu plantel.
Claro que vencendo ontem para além de arrecadar três pontos (e isso era o que mais importava) teria subido a um terceiro lugar que seria sempre moralizador mas não seria "seu" porque não tem argumentos em quantidade/qualidade suficientes para poder aspirar a mantê-lo até Maio de 2017.
E não vale a pena tentar arranjar desculpas para o insucesso.
O terreno estava em boas condições, o Tondela jogou melhor e criou mais oportunidades, as ausências de Rafael Miranda e Marega não podem ser justificação para não vencer uma equipa que lhe é notoriamente inferior.
Há que reconhecer que foi uma noite má, com erros individuais e colectivos, muito por força de alguma sobranceria com que o Vitória entrou em campo pensando que as camisolas e o fantástico apoio dos adeptos (voltamos a jogar em casa!) seria o suficiente para mais cedo ou mais tarde ganharmos o jogo.
Uma primeira parte horrível, sem um único remate à baliza adversária (o Tondela nesse período fez sete!) , sofrendo oito cantos e tendo apenas um a favor indiciavam que ao contrário do esperado o golo que acabaria por aparecer seria do Tondela e não do Vitória.
O intervalo fez bem à equipa.
Acredito que Pedro Martins deve ter dado uns valentes "berros" e o Vitória entrou para a segunda parte com outra atitude, também ajudada pela boa entrada em jogo de Hurtado, e passou a jogar um futebol bem mais acutilante e conseguindo o domínio do jogo remetendo o adversário para o seu meio campo e fazendo crer que poderia chegar ao triunfo.
O futebol bem pensado de Hurtado, a acutilância do flanco direito com Bruno Gaspar e Hernâni em bom plano e o futebol pressionante de João Pedro inclinaram os pratos da balança para o lado vitoriano e quando Soares fez o golo acreditou-se que o triunfo já não fugiria.
Mas o pior estava para vir.
O Tondela reagiu e em dois minutos fez a reviravolta no marcador através de duas boas jogadas de envolvimento pelo flanco esquerdo com cruzamentos ao segundo poste e finalizações oportunas de Wagner perante falhas evidentes de marcação da equipa vitoriana.
Difícil de compreender dois golos iguais em dois minutos.
Seria fácil, mas não vou por aí, apontar o dedo exclusivamente a Rúben Ferreira (que tem  responsabilidades é verdade) mas constata-se que não foi só ele a falhar porque em ambos os lances se verificou que quer ele quer Bruno Gaspar não foram convenientemente ajudados pelos seus "alas" e viram-se em inferioridade numérica perante os adversários.
Erros a corrigir que custaram três pontos.
Em suma uma derrota inesperada, uma enorme desilusão para os adeptos, mas nada está perdido e se forem tiradas as devidas ilacções estou certo que ela será diluída num processo de aprendizagem e crescimento da equipa que a levará a novos sucessos e novas alegrias para os vitorianos.
O árbitro Vasco Santos fez um excelente trabalho.
Depois Falamos.

Cataratas da Rainha Vitória


Caixa de Correio


domingo, novembro 27, 2016

3 Notas Indignadas

Foto: Agressão de Tengarrinha a João Miguel Silva

Conhecidos os castigos, nalguns casos perfeitamente ridículos, aplicados pelo conselho de disciplina da FPF aos intervenientes do Boavista-Vitória nos tristemente conhecidos incidentes ocorridos no antro do Bessa impões-se três notas.
1) Constata-se que no somatório monetário dos castigos o Vitória é mais penalizado do que o Boavista o que conhecendo tudo o que se conhece sobre o que aconteceu naquele campo de uma viela perpendicular à Avenida da Boavista é completamente ridículo. Mas faz pensar...
2) Constata-se , igualmente, que no mapa de castigos da FPF falta o nome de um cobarde chamado Tengarrinha que agrediu João Miguel Silva de forma traiçoeira (veja-se a fotografia) e escapou a qualquer sanção disciplinar e jogou ontem contra o Sporting como se nada tivesse feito.
Dir-me -ão que o árbitro nada assinalou quanto a ele no relatório.
Seja.
Mas se não escreveu foi porque não quis porque estava perfeitamente posicionado para ver o que se passou como as imagens televisivas e fotográficas bem documentam.
E ainda assim não deixo de constatar que nuns casos as imagens televisivas servem para castigar jogadores (como o nosso Douglas naquele incidente em Barcelos de que todos nos recordamos) e noutros não.
É mais um dos muitos casos em que o Vitória é tratado de forma diferente, para muito pior, do que qualquer outro clube. Também faz pensar...
3) Mas o mais escandaloso de tudo, e que do meu ponto de vista deve merecer uma firme tomada de posição do Vitória, é a forma como o Boavista escapa impunemente aquele cenário de gangsterismo que é inteiramente da sua responsabilidade.
E nem me refiro a terem cortado a água quente nos balneários.
Isso é apenas uma atitude de labregos sem categoria o que não é novidade para ninguém tratando-se de quem se trata.
Mas quando mais de dez minutos depois do fim do jogo os jogadores do Vitória recolhem ao balneário e são objecto de uma emboscada, no pior estilo gangster, por parte de jogadores,dirigentes e funcionários do Boavista isso não merece acção disciplinar?
Não indicia claramente premeditação? Não mostra atitudes inadmíssiveis no futebol, na sociedade e num país com leis?
O árbitro e os delegados da Liga não viram? Não escreveram nos relatórios?
O conselho de disciplina não lê jornais?
Como é possível o Boavista escapar a uma interdição do estádio e a um inquérito a tudo que se passou quando é o único culpado de todos os incidentes ocorridos?
Voltamos aos tempos do "Apito Dourado" em que tudo lhes era permitido?
Também isto faz pensar.
E muito.
Já sabemos que Vitória é , há muitos anos, um  clube incómodo para o "sistema"  e quando está,como agora, em posições cimeiras da classificação ainda incomoda mais.
Sinceramente tenho algum receio do que está para vir.
Ando há demasiados anos no futebol para cair na ingenuidade de pensar que o acontecido no antro do Bessa foi um acto isolado.
Depois Falamos

Ornitorrinco