sexta-feira, maio 18, 2018

Queen Mary II

Pandas Vermelhos

Ponte, Tailândia

Os 23 da Rússia

O meu artigo desta semana no zerozero.

No país campeão europeu de selecções não faltam, infelizmente, temas sobre que escrever  mas que gravitando em torno do futebol nada tem a ver com o futebol propriamente dito naquilo que ele tem de melhor.
O jogo, os jogadores, os treinadores, as tácticas, as grandes jogadas, os grandes golos, as grandes defesas e por aí fora.
E por isso rejeitando o “apelo” de escrever sobre tudo que temos visto nos últimos dias, semanas e meses para os lados de Lisboa em torno dos dois maiores clubes dessa cidade mas que envolvem , comprometem e envergonham todo o futebol português (já para não falar de uma sociedade que dá sinais de estar gravemente doente)optei por centrar esta crónica no futebol propriamente dito.
Mais propriamente nas escolhas de Fernando Santos para o Mundial da Rússia , que começa daqui a menos de um mês, e no qual os portugueses que gostam de futebol vão concentrar as suas atenções.
Devo dizer, e tantas vezes tenho discordado das suas escolhas, que considero que Fernando Santos fez uma das convocatórias mais consensuais de sempre.
É evidente que se pode achar sempre que nesta ou naquela posição podia ir este e não aquele jogador, porque cada cabeça cada sentença e nisto de convocatórias cada um de nós é sempre um treinador de bancada, mas globalmente considero uma convocatória bem conseguida.
Por posições:
Na baliza Rui Patrício e Anthony Lopes eram indiscutíveis e depois a opção seria entre a experiência de Beto ou chamar um jovem para ir preparando o futuro numa posição em que Portugal não tem problemas nem de alguma quantidade na qualidade nem geracionais como acontece,por exemplo, no centro da defesa.
Podia ter chamado José Sá, Miguel Silva, Bruno Varela ou Cláudio Ramos, é verdade, mas optou por Beto para terceiro guarda redes (que só por muito azar terá de ser utilizado) e aceita-se até pelo percurso do jogador.
Nas laterais quatro escolhas indiscutíveis.
Cédric que tem merecido sempre a confiança do seleccionador, Ricardo Pereira que fez um grande campeonato e também pode jogar(e bem) como extremo, Raphael Guerreiro que é um dos indiscutíveis mais...indiscutível e Mário Rui que se tornou uma escolha óbvia depois da renúncia de um Fábio Coentrão em quem o talento futebolístico nunca teve equivalência no equilíbrio emocional.
No centro da defesa, onde a veterania começa a pesar sem se verem alternativas à altura, as escolhas de Pepe,Fonte e Bruno Alves eram óbvias mas já a chamada de Rúben Dias me deixa muitas duvidas e é, até, a única das 23 que não merece a minha concordância.
Nunca jogou pela selecção A, não fez uma época particularmente brilhante , nem lhe vejo actualmente (não quer dizer que não possa vir a tê-la) a qualidade necessária a jogar na selecção .
Preferia claramente a chamada de Luís Neto ou Rolando que davam outras garantias.
A verdade é que olhando para os principais clubes portugueses o que vemos?
Marcano/Filipe, Coates/Mathieu, Jardel/Ruben Dias,Raúl Silva/Bruno Viana, Pedro Henrique/Jubal.
Em dez centrais normalmente titulares apenas um é português!
No meio campo nenhuma surpresa.
William Carvalho é o “seis”  indiscutível, depois da grave lesão e consequentemente  grave ausência de Danilo que dava várias soluções ao treinador, João Moutinho é um dos mais experientes e melhores  médios do nosso futebol, Adrien não fez uma grande época no Leicester mas é jogador de grandes jogos e de grandes competições assegurando versatilidade posicional, João Mário idem idem aspas aspas, Bruno Fernandes foi o melhor médio do campeonato português e é um talento em “explosão” e finalmente Manuel Fernandes traz experiência, versatilidade, conhecimento do que é a Russia onde joga há vários anos (e isso tem a sua importância) e fez um grande campeonato sagrando-se campeão pelo Lokomotiv.
Parecem-se seis escolhas indiscutíveis.
Claro que se pode falar de Rúben Neves, de André Gomes e de Sérgio Oliveira mas em bom rigor aqui aplicava-se(bem) a velha e nem sempre feliz máxima de Fernando Santos “mas para ele entrar quem sai ?” e percebe-se porque não foram convocados.
No ataque as dúvidas eram...uma.
Ronaldo é Ronaldo e o treinador já tinha garantido meses atrás que era o único que estava garantidamente convocado, Quaresma tem feito grandes jogos desde que Fernando Santos o recuperou do ostracismo “Paulo Bentiano” e os seus cruzamentos tem valido golos e pontos, André Silva não fez uma boa época no Milan mas foi o segundo melhor marcador da selecção na fase de apuramento e garante uma parceria letal com Ronaldo, Gelson fez um grande campeonato e este Mundial pode significar a sua afirmação a nível...mundial e Bernardo Silva fez uma época sensacional no Manchester City campeão inglês e promete acompanhar Gelson na afirmação a nível mundial.
Estes cinco eram indiscutíveis e grossa surpresa seria se algum não fosse chamado.
Restava o sexto avançado.
E aí havia algumas duvidas.
O histórico Nani que fez uma época discreta mas foi na última meia dúzia de anos uma das principais referência da selecção e em especial no Europeu de França?
Éder que também não fez grande temporada na Rússia (embora tenha marcado o golo do título para o Lokomotiv) mas cuja convocatória poderia ser entendida quase como um amuleto da sorte por razões que todos entenderão?
Ronny Lopes que fez uma bela temporada no Mónaco mas que ainda não tem histórico em termos de selecção A?
A opção foi Gonçalo Guedes e acho que muitíssimo bem.
Fez uma excelente temporada no Valência, pode jogar como extremo ou segundo avançado ( e até dá um jeito como ponta de lança se for preciso)e é um jovem de enorme talento que tal como Gelson e Bernardo Silva pode fazer a sua afirmação neste mundial embora previsivelmente não vá ter tantas oportunidades de jogar como os outros dois.
Em suma , e concluindo, acho que a convocatória de Fernando Santos é excelente, merece a confiança dos adeptos e garante um Portugal competitivo e ambicioso no Mundial da Rússia.
O rolar da bola dirá até onde poderemos ir.

quarta-feira, maio 16, 2018

Vítor Campelos

Na altura em que escrevo este texto não sei se Vítor Campelos vai ou não continuar a dirigir a equipa B do Vitória( embora tudo indique que não) mas isso é completamente irrelevante quanto à intenção que norteia estas linhas que agora entendo escrever.
E essa intenção é salientar o trabalho de excepcional qualidade que o treinador fez nestes três anos em que dirigiu a equipa.
Conseguindo sempre cumprir os dois objectivos principais que são a manutenção e o preparar jogadores para subirem à equipa A.
A manutenção conseguiu-a sempre de forma tranquila, classificando a equipa a meio da tabela e melhorando todos os anos a posição classificativa ( décimo terceiro, décimo primeiro, décimo em igualdade com o Varzim) embora isso não fosse o mais importante.
Esta ultima época, e em termos de equipas B, apenas a do Porto ficou à nossa frente porque  a do Sporting desceu, a do Braga salvou-se miraculosamente de idêntico destino e a do Benfica ficou atrás da nossa.
E é preciso levar em linha de conta que em termos de arbitragens o Vitória B foi espoliado numa boa dúzia de pontos, alguns deles de forma escandalosa, que lhe teriam dado um lugar nos cinco primeiros.
Tudo isto com o treinador a ver-se obrigado a utilizar dezenas e dezenas de jogadores por época, numa delas foram cinquenta e cinco o que deve ser recorde mundial, o que naturalmente obrigava a um esforço extraordinário em termos de entrosamento da equipa, de assumpção por todos os jogadores da ideia de jogo e do estabelecimento de uma equipa base.
Já para não falar da deficiente, e ás vezes muito deficiente, colaboração que recebia do então treinador da equipa A ,Pedro Martins, que nunca teve um ideia global do que era o interesse da colaboração entre equipa A e B.
Em termos de jogadores que passaram pelas suas mãos e ascenderam à  equipa A, alguns definitivamente e outros ainda naquela fase de jogarem por uma e por outra, a lista fala por si.
Miguel Silva, Konan, Pedro Henrique, Dénis Duarte, Hélder Ferreira, Kiko, Sacko,Raphinha, Tyler Boyd, Joseph, Miguel Oliveira, João Vigário, Estupinan, Xande Silva e Marcos Valente para citar apenas quinze de um lote bem mais vasto.
A isto há que acrescentar, com gosto particular, que nas equipas de Vítor Campelos sempre se viu bom futebol e uma ideia consolidada de jogo, que se mantinha com as constantes alterações de jogadores , o que merece natural realce.
Pode pois dizer-se que Vítor Campelos cumpriu brilhantemente o que lhe foi pedido quando assumiu o cargo de treinador do Vitória B.
Aqui chegados, e dado que José Peseiro resolveu não continuar, é caso para perguntar se não seria natural que o treinador da equipa B assumisse a equipa A e desse sequência ao excelente trabalho que vinha fazendo no clube.
Natural era, mas não em Portugal e menos ainda no Vitória onde ser da "casa" e vitoriano obriga ao "pagamento" de um pesado "imposto" junto de muitos adeptos que tem toda a tolerância do mundo para quem vem de fora mas são implacáveis para quem é um dos seus.
Seja treinador seja jogador.
E por isso depois de três anos de objectivos plenamente cumpridos percebo que Vítor Campelos queira continuar a sua carreira noutro clube onde possa mostrar a qualidade do seu trabalho sem estar "vergado" ao peso do seu cartão de sócio e do seu cartão de cidadão.
Para um dia, acredito firmemente nisso, poder regressar ao Vitória pela porta grande por onde sairá agora e assumir o cargo de treinador da nossa equipa A.
E também acredito que esse dia não demorará muito...
Depois Falamos.

terça-feira, maio 15, 2018

Vira o Disco...

O meu artigo desta semana no jornal digital Duas Caras.

O PS de António Costa é o PS de José Sócrates!
Bastará constatar que no governo de António Costa estão cerca de trinta governantes, a começar pelo próprio António Costa é bom nunca o esquecer, que já tinham integrado como ministros, secretários de estado ou membros dos gabinetes o governo de José Sócrates.
Mais os que no governo ou fora dele continuam a integrar os orgãos nacionais do PS como já integravam no tempo de Sócrates.
São as mesmas pessoas, a mesma forma de fazer política, o mesmo conceito do que é a ligação entre política e negócios, a mesma falta de respeito pela oposição, o mesmo primado da “xico espertice” na gestão da “res publica”.
Trinta!
É , acima de tudo, o silêncio cúmplice com tudo que Sócrates fez no governo e que levou o país à quase bancarrota e o silêncio cobarde mesclado de um constante assobiar para o lado face aos espantosos sinais de riqueza do “chefe” e aos inúmeros casos que manchavam a sua carreira política, profissional e académica.
Foi mais de uma dúzia de anos em no PS quase ninguém viu nada, quase ninguém desconfiou de nada, quase ninguém foi capaz de se por à parte daquela pouca vergonha que se ia conhecendo mas que no PS era um verdadeiro tabu porque a carne é fraca e o poder afrodisíaco.
E quando se fala no PS não estamos a falar apenas da direcção nacional do partido, dos membros do governo ou dos deputados no parlamento nacional ou no parlamento europeu entre outros responsáveis nacionais.
Não.
Estamos a falar das Federações distritais e das organizações concelhias que num grau de responsabilidade evidentemente menor mas nem por isso isentas de... responsabilidade também pactuaram com esse estado de coisas.
Foi o caso, por exemplo , do PS de Guimarães.
Que nunca , mas mesmo nunca, teve uma palavra de duvida, de inquietação, de estranheza pela governação de Sócrates (pedir uma palavra de critica ou de divergência seria evidentemente demasiado para uma secção tão obediente ao chefes) mesmo quando na assembleia municipal a oposição criticava, apresentava factos e argumentos que eram impossíveis de contrariar face às evidências que constituíam.
Nunca duvidaram, nunca viram, nunca suspeitaram.
Bem pelo contrário reagiram (como curiosamente reagem agora) sempre com um ar de virgens ofendidas, mostras de grande indignação e acusações de que a oposição não só não tinha razão como não defendia os interesses de Portugal.
Porque no opinião do PS de Guimarães quem defendia os interesses de Portugal era José Sócrates e o seu governo!
Deu no que deu.
E quando os portugueses se fartaram de Sócrates e do seu governo, recearam a bancarrota e puseram termos ao desvario derrotando o PS em eleições, nem nessa altura se ouviu do PS vimaranense uma palavra de arrependimento, de contrição, de reconhecimento de que se tinham enganado.
E mesmo hoje, sabendo-se tudo que se sabe, continua essa palavra sem ser dita!
Passaram entre os pingos de chuva como se não fosse nada com eles, varreram Sócrates para debaixo do tapete e seguiram em frente como se o “ontem” tivesse sido um século atrás e a memória das pessoas fosse como a dos peixe palhaço que dura uns segundos ao que se diz.
E quando a Sócrates sucedeu António José Seguro, esse sim que nada tinha a ver com a pouca vergonha e sempre tinha mantido uma distância enorme em relação aos erros e tudo o mais do antecessor (demarcando-se especialmente da mistura entre política e negócios), o apoio que lhe deram foi muito mais de conveniência, de não perderem o comboio, do que de pura convicção como se veio a comprovar no dia em que António Costa rasgou o acordo que com ele tinha celebrado e lhe deu uma facada nas costas candidatando-se à liderança ao contrário do que se tinha comprometido a não fazer.
Nesse dia entre as muitas mãozinhas que seguravam a “faca” que Costa cravou em Seguro estava também a mãozinha do PS de Guimarães que na sua enorme maioria já se bandeara para o outro lado deixando cair um líder a quem haviam prometido apoio e alinhando nas hostes que, com razão (às vezes também acertam...) , supunham favoritas a vencer.
O resto da história é conhecido.
Os “Seguristas “ de Guimarães que não quiseram alinhar no “virar de casaca” , de que o maior exemplo é Miguel Laranjeiro rapidamente apeado do seu lugar de deputado sem qualquer vantagem para o PS (mas isso é problema deles), foram varridos para um canto enquanto outros fizeram um rápido “reset” na esperança de que o passado fosse esquecido e pudessem ter o seu lugarzinho na carruagem dos vencedores como nalguns casos veio a acontecer.
São factos.
E por isso quando se olha para o PS de Guimarães vê-se o PS de António Costa e quando se vê o PS de António Costa vê-se o PS de José Sócrates.
São os mesmos!
Porque os que tinham realmente vergonha do que o PS  andou a fazer no governo e no país, esses, eram os do PS de António José Seguro que o PS de Costa e Sócrates mandou para casa mal pôde e da forma que se sabe.

P.S. É factual que a campanha de António Costa para a liderança do PS (contra António José Seguro) foi apoiada financeiramente, entre outros, por Carlos Santos Silva o “banqueiro” privativo de José Sócrates.
“Farinha” do mesmo “saco” e em vários sentidos diga-se de passagem.

segunda-feira, maio 14, 2018

Raphinha

Raphinha terá feito no sábado o seu último jogo pelo Vitória anunciada que está, veremos se se confirma, a sua transferência para o Sporting na próxima temporada.
E digo que terá sido o ultimo, de forma condicional, porque com as voltas que o futebol dá nada nos garante que não volte um dia, mais cedo ou mais tarde, a vestir uma camisola com que foi notoriamente feliz.
Chegou a Guimarães envolto em alguma polémica porque vindo para a equipa B, onde fez 16 jogos e cinco golos, estranhou-se o elevado montante que o Vitória tinha pago pelo seu passe tratando-se de um jogador tão jovem e sem qualquer garantia de sucesso.
A verdade é que se impôs.
E se na primeira época jogando quase sempre pela B (pela A fez apenas um jogo e nenhum golo) teve o rendimento atrás descrito rapidamente convenceu Pedro Martins a integra-lo na primeira equipa onde na temporada passada fez quarenta e um jogos e quatro golos no total das  competições.
Esta época, mesmo com o desolador percurso da equipa a condicioná-lo, melhorou substancialmente os números fazendo quarenta e três jogos e dezoito golos no total das competições e sagrando-se o quarto melhor marcador da Liga apenas atrás dos "inacessíveis" Jonas, Bas Dost e Marega mas sem jogar num candidato ao titulo nem sendo ponta de lança.
Há que reconhecer que foi um rendimento de elevada qualidade que lhe terá valido o interesse do Sporting para onde se mudará na próxima temporada.
Embora com um feitio algo polémico, que o levou até a alguns desencontros com os adeptos, Raphinha foi um bom profissional, um jogador que nunca regateou esforços e que vai deixar saudades em Guimarães pelo muito de bom que deu ao clube.
Aos 22 anos, talvez algo cedo e para o clube "errado" mas isso são contas de outro rosário, vai para um emblema que luta por outros objectivos e deixa um Vitória que tão carente está de jogadores com a sua qualidade e no qual seria sempre uma figura de primeiro plano.
Que seja feliz,,,menos contra o Vitória como se costuma dizer.
Depois Falamos.

P.S, Gostei do gesto humilde e pleno de sentimento que Raphinha teve no fim do jogo com o Porto dando a volta ao relvado para agradecer aos adeptos o apoio que deles sempre recebeu.
Foi um gesto bonito que lhe ficou muito bem.

domingo, maio 13, 2018

Janelas, Amesterdão

Tigre


Casa Rural, Inglaterra


Acabou!

Era um jogo para cumprir calendário e o calendário cumpriu-se com o Porto a vencer, o Vitória a perder e a época a acabar com enorme alívio dos adeptos vimaranenses fartos de ostentarem nas bancadas uma categoria a que a equipa em campo raramente correspondeu.
E ontem nem foi dos piores jogos da equipa vitoriana.
Que entrou bem no jogo, criou as duas mais flagrantes oportunidades da primeira parte e equilibrou o jogo ao longo dos noventa minutos embora no segundo período o Porto tenha conseguido algum ascendente e criado algumas oportunidades a que Miguel Silva se opôs com a habitual eficácia.
Num lance de bola parada (o nosso calcanhar de Aquiles defensivo ao longo de toda a época)o Porto marcou e depois o Vitória não foi capaz de responder à altura (nem dentro do campo nem a partir do banco!) e isso traçou a sorte do jogo pese embora até ao fim reinasse sempre a esperança de que o empate ainda fosse possível.
Não foi.
E manda a verdade que se diga que quando aos 71 minutos Raphinha teve de sair por lesão, e a opção foi pelo sempre inevitável e sempre ineficaz Sturgeon em vez de Estupinan ou Tallo, também o treinador não fez tudo que estava ao seu alcance para tentar inverter a marcha do marcador.
Terminou assim uma época que deixa aos vitorianos um enorme amargo de boca e a frustração de uma classificação completamente incompatível com a nossa História, as nossas ambições e a qualidade do apoio que os adeptos dão à equipa em todas as ocasiões como ainda ontem foi patente na forma como reagiram de imediato ao golo do Porto.
Muita coisa tem de mudar no próximo defeso para que a época 2018/2019 corresponda aquilo que todos os vitorianos desejam.
Mas esse é assunto a que voltaremos seguramente nos próximos tempos.
O árbitro João Capela, um dos mais consagrados "padres" da arbitragem nacional, comprovou de novo que anda a mais no futebol certamente servindo interesses que do futebol não são.
Mas é o que temos...
Depois Falamos

Moreno

O jogo de ontem com o Porto foi um jogo triste para todos os vitorianos.
Não tanto pela derrota,porque em bom rigor o jogo não contava para nada, nem pelo nono lugar no campeonato que estava previsto há alguns dias mas porque o "capitão" Moreno se despediu dos relvados depois de uma carreira de que se pode orgulhar.
Não se despediu a jogar, como tanto gostaria,mas quis o destino que tivesse de ser apenas com uma presença no relvado onde sentiu o carinho das bancadas e o testemunho de apreço de colegas e adversários que reconhecem nele alguém que sempre deu o máximo pela sua camisola mas com lealdade e desportivismo.
Acompanhei toda a carreira de Moreno desde os escalões de formação.
Foi um jogador que sempre apreciei pela categoria, pela entrega ao jogo, pelo profissionalismo e por um amor sem limites ao Vitória de que sempre deu provas mesmo quando a carreira o levou episodicamente para o Leicester e depois para o Nacional da Madeira.
Mas também porque sempre foi alguém que em campo nunca teve medo de arriscar, fosse em passes em profundidade fosse em remates de meia distância (às vezes perante a impaciência dos adeptos quando saiam mal) quando lhe seria mais fácil passar a bola para dois metros ao lado e eliminar o risco de errar.
Penso que tendo feito uma bela carreira ainda assim podia ter feito uma carreira ainda melhor porque qualidade não lhe faltava para isso.
Talvez lhe tenham faltado,isso sim, mais treinadores que soubessem extrair dele todo o potencial de que dispunha mas que ficou muitas vezes subalternizado face às necessidades das equipas que o impediram de se fixar duradouramente numa posição e não andar a saltar entre defesa e meio campo.
Mas agora nada disso interessa.
A caminho dos 37 anos entendeu que era tempo de pendurar as botas e terminar a sua carreira de futebolista profissional.
É a lei da vida.
Pessoalmente tenho pena de ver o balneário perder a sua última grande referência de vitorianismo, deixando um vazio que apenas Miguel Silva poderá preencher se por cá continuar mais alguns anos, porque é fundamental a presença de homens com a mística do clube no seio dos grupos de trabalho.
Mas a vida continua e até pode ser (não faço a mínima ideia se assim será) que Moreno continue ligado ao Vitória.
Seja como venha a ser ...obrigado "capitão".
Depois Falamos.