terça-feira, Setembro 30, 2014

Indigna !

A forma como o PS, e o vencedor das "primárias" , descartaram António José Seguro foi absolutamente indigna e deve envergonhar todos aqueles socialistas que não se revêem em atitudes de puro revanchismo e vingança politica.
Seguro, bem ou mal, pior ou melhor, "pegou" no PS numa situação desgraçada depois de os portugueses terem corrido do governo Sócrates e a sua tralha por razões que todos conhecemos e não vale a pena repetir.
Ao longo de três anos liderou o partido dentro da sua forma de fazer politica e das capacidades que tem.
Por muitos ou pouco,depende da perspectiva, venceu duas eleições nacionais.
É então que Costa, que em 2011 se escondera de uma candidatura à liderança com o argumento (falso como agora se comprova) da câmara de Lisboa e que apenas há um ano atrás fizera um acordo com Seguro de "paz interna", resolve promover um "golpe de Estado" por pensar que acabado o programa de assistência e melhorada a situação do país era tempo de avançar para a liderança do PS e ser primeiro ministro nas legislativas de 2015.
Para voltar a "estourar" o que outros tinham aforrado e endireitado.
E esse bem sucedido "assalto" ao poder, sem regras nem respeito por quem estava, teve como corolário a vergonhosa noite de domingo.
Em que o vencedor não teve uma palavra para o vencido e em que os apoiantes do vencedor (tão "bons" como ele) se entretinham a gritar o seu nome enquanto as televisões passavam o discurso de renúncia de Seguro no largo do Rato.
Não sou socialista nem estou nada preocupado quer com o estado do PS quer com a eleição de Costa para a liderança lá por altura do Natal.
Mas preocupa-me o abandalhamento das regras da democracia, o revanchismo como forma de acção politica, a sanha persecutória como resultado de uma disputa interna.
A noite de domingo foi uma (falta de ) vergonha para o PS.
E um aviso para os portugueses.
Porque quem trata assim camaradas de partido, que ainda por cima tinham exercido cargos de liderança para que foram eleitos, não terá pejo nenhum em proceder de igual forma para com Portugal e para com os portugueses.
O que nem será novidade.
Porque  a ascensão de Costa significa o regresso ao passado da "tralha socratista".
E essa já sabemos bem o que nos custa actualmente e o que ainda vai custar durante muitos anos.
Depois Falamos.

P.S. A forma digna como António José Seguro se demitiu ainda realçou mais a indignidade dos que ganharam sem saberem estar à altura dos acontecimentos.

Lua


Istria, Croácia


Águia e Raposa


domingo, Setembro 28, 2014

Levantar a Cabeça

Foto: O Jogo

Não éramos a melhor equipa da Liga antes do Funchal.
Não passamos a ser a pior depois.
O futebol é assim mesmo e há dias em que tudo corre mal.
Foi o caso de hoje.
Em que o Marítimo cada vez que ia a nossa baliza fazia um golo enquanto que o Vitória nem de penalti conseguiu marcar.
Mas isso não significa que as fragilidades hoje expostas não mereçam a atenção necessária a que os erros que permitiram os golos maritimistas não se voltem a repetir em próximos jogos.
E a verdade é que três dos quatro golos foram demasiado parecidos com os jogadores insulares a aparecerem com enorme à vontade na área vitoriana para finalizarem com toda a tranquilidade os cruzamentos oriundos dos flancos.
Num deles o marcador até teve de se baixar para cabecear...
Erros de marcação, facilidades a mais na forma como os cruzamentos eram efectuados, uma equipa demasiado "aos papeis" em comparação com o que se tinha visto noutros jogos.
Embora a fragilidade defensiva já tivesse sido detectada no jogo com o Paços de Ferreira.
Não é caso para "crucificar" ninguém (foi a equipa como um todo que esteve mal) mas é evidente que hoje foi daqueles dias em que "pagamos" o preço de termos uma equipa jovem e com alguma falta de experiência da primeira liga de vários dos seus jogadores.
Há que levantar a cabeça.
Corrigir o que tiver de ser corrigido, mexer onde for preciso e entrar em campo na sexta feira para com um triunfo convincente sobre o Boavista apagar os efeitos nocivos que uma derrota como a de hoje sempre provoca.
Depois Falamos

P.S. Apreciei o gesto de Maazou ao não festejar o golo. Chama-se respeito.
Como apreciei a sua exibição.
É um jogador que me deixa interrogações ainda por esclarecer.
Sobre a sua real valia e sobre a bondade da sua dispensa.

sábado, Setembro 27, 2014

Excelente

Foto: Record
A noticia ontem divulgada das renovações de Tomané, Bruno Alves, Miguel Oliveira e Ni Plange é naturalmente motivo de regozijo para todos os vitorianos.
Desde logo porque é a confirmação plena do acerto de que se revestiu o projecto encetado em 2012 de aposta na formação e no futebolista português.
Dos quatro apenas Plange não se insere nestas premissas o que , a seu modo, também confirma que todas as regras tem as suas excepções.
Não é português nem formado no clube mas tem vindo a demonstrar o valor suficiente para o Vitória nele renovar a aposta feita na época passada.
Os outros três, sim, são um excelente exemplo do acerto neste caminho.
Tomané tem vindo a confirmar aquilo que de há muito (desde a formação) se sabia.
É um marcador de golos sem que seja um ponta de lança de área.
Sabe jogar lá ( e tem jogado) mas as suas caracteristicas parecem apontar mais para jogar atrás do ponta de lança, fazendo diagonais dos flancos para o centro, e aparecer como segundo homem de área usando o excelente jogo de cabeça e a espontaneidade de remate.
Bruno Alves é um médio completo.
Sabe jogar em todas as posições do meio campo , é um jogador de equipa e um líder nato, mas gosto particularmente de o ver em funções organizativas.
Joga simples, é esclarecido na hora de decidir, remata bem de meia distância.
Tem tudo para marcar um tempo na equipa do Vitória.
Miguel Oliveira é provavelmente o melhor guarda redes de sempre oriundo da nossa formação.
E tem tudo para ambicionar uma carreira de sucesso no Vitória, na selecção nacional e provavelmente no futebol europeu.
Estatura(1,94 mt) , agilidade, técnica de baliza, valentia nas saídas, é um guarda redes completo a que falta apenas a experiência que está agora a adquirir na equipa B onde é titular indiscutível.
Aos 20 anos de idade tem o mundo nas ...luvas.
E acho que o vai conquistar!
Quatro renovações que são quatro excelentes notícias.
Depois Falamos

Castelo do Ovo, Nápoles


Linha Férrea


Guaxinim


sexta-feira, Setembro 26, 2014

Obrigado Pedro e Fernando

Como vitoriano o meu mais sincero e genuíno obrigado a Pedro Guerreiro e Fernando Sá.
Bem como aos seus mais directos colaboradores.
Na quarta feira, depois do jogo com o Cáceres, assumiram um compromisso que eu como vitoriano ansiava há mais de 45 anos.
Ver um responsável directivo e um treinador de uma equipa profissional vitoriana assumirem sem reservas nem medos uma candidatura do Vitória a campeão nacional.
Neste caso de basquetebol.
E mais do que assumirem, o que já é um passo gigantesco, garantirem (à Mourinho) que na próxima época o Vitória vai ser campeão.
Venha o Benfica ou venha quem vier.
Sem tacticismos ou reservas.
Sem medo ás brutais diferenças de orçamento face ao seu principal adversário.
Com uma ambição e um querer que a eles os honra e a nós vitorianos muito orgulha.
Isto é o ADN Vitória!
Ambição. Espírito de Conquista. Querer  triunfos e títulos.
Já nos deram duas taças de Portugal, um vice campeonato, um titulo na Próliga e um troféu António Pratas.
Mais do qualquer outra modalidade profissional do clube.
E por isso merecem o nosso crédito, e um apoio como só os vitorianos sabem dar, nesta ambição suprema de ganharem o titulo nacional.
E estou certo que tudo farão para o ganhar.
E se não o conseguirem este ano conseguem para o ano ou para o outro a seguir.
Porque tem raça de campeões.
Mas a alegria e o orgulho de os ver assumir essa ambição, sem temores nem vénias aos poderosos do costume, esse é um titulo que já ninguém lhes tira.
Campeões da ambição vitoriana!
Depois Falamos

Ilhas Lofoten, Noruega


Lua


Uff....

Termina hoje um período de suplicio para os portugueses!
A longa, fastidiosa e inenarrável campanha interna do PS que as televisões nos meteram diariamente pelas casas dentro como se fosse algo de tão relevante para o país que merecesse o acompanhamento diário que delas foi feito.
Diria, ao fim destes três penosos meses, que bastariam dois dias de campanha (e estou a ser generoso) face ao volume de informação útil que foi possível recolher da mais longa "peixeirada" da politica portuguesa.
Birras, ataques pessoais, amuos quase infantis foram  a constante.
Ideias, soluções, propostas exequíveis para o país foram algo de tão raro que me lembro apenas de duas ou três de Seguro e nenhuma, mas rigorosamente nenhuma , de Costa.
Perdeu o PS.
Porque ganhe quem ganhar a imagem de divisão e afrontamento interno que o partido deu ao longo destes meses chegou a ser penosa para todos aqueles que não sendo socialistas reconhecem a importância de um PS forte na oposição ao governo.
E vai ter reflexos futuros.
Porque uma "guerra civil" tão longa deixa marcas de que só o tempo permitirá avaliar a profundidade e só muito tempo conseguirá que acabem por se esbater.
E, lamentavelmente, em algumas ocasiões foi ultrapassada a fronteira do bom senso (aquela que define o que se pode dizer e especialmente o que não se pode dizer) através de declarações absolutamente censuráveis vindas de quem tinha por todas as razões a obrigação de manter a contenção e até de se alhear da disputa interna.
Como é o caso de um cada vez mais patético Mário Soares.
Felizmente a campanha acabou.
E até Costa veio declarar a sua satisfação por isso o que nem admira face à forma como lhe correram os debates televisivos
Restam uma ironia e uma vantagem.
A ironia é que a campanha não serviu para nada!
Quem vai decidir as primárias são os simpatizantes apressadamente arrebanhados durante estes meses.
E quem arrebanhou mais ganhará.
Até porque as eleições federativas (onde só votam militantes) revelaram equilíbrio de forças com ligeira vantagem para Seguro.
A vantagem é que os portugueses ,depois destes três horríveis meses de campanha, ficaram a conhecer muito melhor Seguro e Costa.
E isso é uma vantagem.
Para os portugueses!
Porque para os próprios e para o PS duvido muito...
Depois Falamos

quinta-feira, Setembro 25, 2014

Respeito

Sou do tempo em que um minuto de silêncio, num estádio de futebol, era respeitado de forma quase religiosa fossem quais fossem as equipas em campo e fosse a homenagem a quem tivesse de ser.
Entendia-se que na hora da morte todos merecem o respeito de todos.
E por isso toda a gente, adeptos de um e outro clube, guardava o minuto de silêncio em pé num sinal de respeito.
Depois as coisas foram mudando.
Ao sabor de conceitos de educação e civismo que nalguns casos não evoluíram antes pelo contrário.
E foi-se assistindo ao quebrar desses minutos de silêncio através de vaias, cânticos e outros ruídos que para mais não serviam do que para tentativas malcriadas de desrespeito a quem tinha falecido.
Só porque ou era conotado com um dos clubes no relvado ou até com qualquer outro clube de que os espectadores não gostavam.
Muito feio.
Talvez por isso se foi evoluindo, nalguns casos, para enquanto intervenientes do jogo guardavam o minuto de silêncio nas bancadas aplaudia-se como tributo a quem tinha desaparecido.
Aplausos são mil vezes melhores que ruídos depreciativos mas o respeito autêntico é pelo silêncio que se mostra.
No Vitória-Paços de Ferreira prestou-se homenagem a Joaquim Jorge.
Um dos nossos melhores jogadores de sempre.
Que não substitui a homenagem que o clube deverá prestar-lhe mas foi ainda assim um momento bonito.
Pena que nas bancadas muitos vitorianos não se tivessem levantado, como era sua obrigação, durante o minuto de silêncio.
Joaquim Jorge merecia esse sinal de respeito.
Depois Falamos

Pavão Real