segunda-feira, maio 20, 2019

Europa

Foi sobre a linha de meta, é verdade, mas o Vitória lá conseguiu apurar-se para a Liga Europa por mérito próprio e não por uma eventual não inscrição do Moreirense que durante largas jornadas ocupou a posição que garantia esse apuramento.
Foi uma situação nova esta de ver as duas equipas de Guimarães lutarem entre elas pelo último lugar que dava acesso às competições europeias, gratificante para o Moreirense que fez o seu melhor campeonato de sempre mas preocupante para o Vitória que está cada vez mais longe dos quatro primeiros, numa disputa que o sorteio da liga destinou que se resolvesse na ultima jornada e num jogo entre elas.
Foi no estádio do Moreirense que as coisas se resolveram embora em boa verdade o Vitória tenha jogado em casa tal o número de adeptos que se deslocaram à vila vimaranense de Moreira de Cónegos para darem à equipa aquele apoio que nunca lhe falta em lado nenhum.
E resolveram-se muito por força da esplêndida exibição de Miguel Silva, eleito o homem  do jogo que negou vários golos "cantados" aos "cónegos", a par do acerto goleador de Davidson e de algumas exibições de bom nível de mais este ou aquele jogador vitoriano.
Um triunfo que acabou por ser justo, mas excessivo, e que permite ao Vitória apurar-se para a Europa por mérito próprio e não em função de uma eventual não inscrição do Moreirense de que se muito se ouviu falar mas que o clube nunca confirmou.
Conseguiu-se o mínimo admissível, é verdade, mas a distância para os quatro primeiros voltou a alargar e isso é um factor de preocupação que retira qualquer motivo para festejar um apuramento europeu que levará a equipa a ter de fazer seis jogos antes de se apurar para a fase de grupos da Liga Europa.
Esperemos é que não apareça nenhum Altach pelo caminho...
Depois Falamos

Sugestão de Leitura

Devo dizer que nunca dei, nem darei, para o peditório da comparação entre Cristiano Ronaldo e Leonel Messi na tentativa de definir quem é o melhor jogador do mundo.
É uma polémica com dez anos, que regista fervorosos defensores de um e outro lado, mas que considero absolutamente estéril porque apenas serve para distrair algumas pessoas daquilo que é essencial e que é desfrutar plenamente do genial futebol de ambos.
Até porque são em tudo, menos no génio, jogadores muito diferentes.
E foi precisamente em torno dessas diferenças, comparadas em mais de vinte itens, que os jornalistas Luis Miguel Pereira (português) e Luciano Wernick (argentino) escreveram a quatro mãos este livro sobre os dois jogadores.
Conclusão?
Depois de 300 páginas de comparação exaustiva nem eles chegaram à conclusão de quem é o melhor!
O livro não é uma obra prima, longe disso, mas é interessante especialmente para quem se interessa por futebol e por aquilo que ele tem de melhor que são os jogadores.
E estes dois são os melhores de todos.
Depois Falamos

Ursos


Comboio


Alvorada


domingo, maio 12, 2019

Cinco

Foi um jogo invulgar.
Desde logo na hora a que se disputou (15.00 h) que é uma hora do antigamente mas que na actualidade é muito pouco usada para jogos da primeira liga e , menos ainda, quando estamos em Maio e o calor ronda.
Invulgar também no número de golos entre duas equipas de valor aproximado com uma a marcar cinco e a outra a ficar-se por aquilo que de há muito se convencionou chamar o golo de honra.
Invulgar ainda porque ao intervalo o resultado era um 0-0, que correspondia em absoluto ao jogo sonolento a que se assistiu nos primeiros quarenta e cinco minutos, tendo os seis golos sido apontados no segundo período.
Invulgar, finalmente, na perspectiva vitoriana porque sendo a evidente a pouca produtividade dos seus pontas de lança (Guedes e Whelton) foi num dia em que nenhum deles jogou que a equipa conseguiu fazer cinco golos.
É futebol.
E foi bom futebol que se viu na segunda parte com o Vitória a ser absolutamente eficaz (sete remates e cinco golos) e a construir um resultado dilatado através de belas jogadas que deram origem a golos espectaculares e permitiram um final de época no D.Afonso Henriques que atenuou tristezas anteriores mas, evidentemente, não fez desaparecer as suas causas.
Agora na mais curta deslocação do campeonato o Vitória vai a Moreira de Cónegos disputar com o Moreirense o quinto lugar tentando que o apuramento europeu suceda por mérito próprio e não apenas porque o clube vizinho não se inscreveu nas competições europeias.
Um facto este, o da disputa do quinto lugar entre dois clubes de Guimarães, também ele absolutamente invulgar.
Depois Falamos

Farol


Comboio


Elefantes


sexta-feira, maio 10, 2019

Espantoso

Nunca como agora o futebol inglês justificou tão bem ser considerado como o melhor do mundo.
Depois dos épicos apuramentos de Liverpool e Tottenham, na Liga dos Campeões, foi ontem a vez de Arsenal e Chelsea conseguirem o passaporte para a final de Baku conseguindo ultrapassar com maiores (Chelsea) ou menores(Arsenal) dificuldades os seus adversários.
É uma prova de força extraordinária dos clubes ingleses e , mais do que deles, da própria Liga inglesa cuja competitividade ajuda a explicar este fenómeno de serem inglesas todas as equipas que vão disputar as finais europeias.
Nunca na história das competições europeias tinha acontecido um domínio destes.
Nunca os finalistas de Liga dos Campeões e Liga Europa, numa mesma época, tinham sido todos clubes do mesmo país.
Dá que pensar.
Especialmente em países, como Portugal, em que os ventos de mudança e modernização do futebol sopram de forma tão fraca que mal se dá por eles face aos tufões vermelhos, azuis e verdes que continuam a ser um travão a um melhor futebol no nosso país.
Ponham os dirigentes do futebol português os olhos nas grandes virtudes da liga inglesa e perceberão as razões do sucesso.
Competitividade, verdade desportiva, justa distribuição das receitas televisivas cuja negociação é centralizada, aposta consequente em grandes treinadores estrangeiros (Guardiola, Klopp, Mourinho, Pochetino, Sarri, Emery, Rainieri, etc) e forte investimento na formação (veja-se a subida da qualidade da selecção principal e os sucessos das selecções em escalões de formação) são algumas das razões que explicam esta supremacia actual.
Que ameaça manter-se nos próximos anos.
Até porque o sucesso atrai investimento.
Depois Falamos

P.S. A UEFA tem as suas opções que umas vezes se percebem e outras não. Mas mesmo sabendo que o local de uma final tem de ser escolhido com alguma antecedência faz impressão que o Chelsea vs Arsenal, duas equipas da cidade de Londres, se jogue em Baku no Azerbaijão a milhares de quilómetros de distância quando tinham ali à mão a catedral de Wembley.

quinta-feira, maio 09, 2019

Tigres


Avião


Bratislava


Final

E estão encontrados os finalistas da Liga dos Campeões na temporada 2018-2019.
Contrariamente ao que aqui previ não serão Barcelona e Ajax mas precisamente os seus opositores nas meias finais, ou seja, Liverpool e Tottenham.
E com inteiro mérito , diga-se de passagem, depois de dois espectaculares jogos em que ambos deram a volta a uma diferença negativa de três golos e lograram apurar-se perante  a perplexidade do mundo do futebol que nunca tinha visto semelhantes reviravoltas em meias finais da Liga dos Campeões.
Porque a juntar-se à épica vitória do Liverpool,esmagando o Barcelona numa noite de sonho em Anfield, veio o Tottenham escrever outra página inimaginável conseguindo contrariar o 0-1 da primeira volta e o 0-2 ao intervalo da segunda rumo a outro apuramento épico.
Teremos uma final totalmente inglesa da Liga dos Campeões como resultado disso.
Entre um Liverpool "velho" cliente desses jogos derradeiros e um Tottenham que pela primeira vez disputará uma final da maior prova de clubes do mundo do futebol.
A seu tempo se falará desse jogo.
Por agora resta felicitar os apurados, e também os eliminados que durante muito tempo pareciam serem eles os apurados, e manifestar alguma satisfação por no rol das equipas que disputaram as meias finais e agora a final não estarem Real Madrid, PSG e Manchester City três clubes que reduzem o futebol ao (muito) dinheiro.
Pois nesta edição da Liga dos Campeões o futebol encarregou-se de lhes provar que dinheiro não é tudo.
Felizmente!
Depois Falamos.