terça-feira, Abril 15, 2014

Eu. Vitoriano!

Não gosto de escrever sobre mim próprio.
Raríssimas vezes o fiz.
Mas ás vezes é preciso fazer um ponto de ordem.
Tenho assistido do meu "canto (que neste caso é a tribuna nascente, sector EM, fila X, lugar 17) ao evoluir da época desportiva do futebol vitoriano.
Sobre o futebol e o Vitória tenho escrito, como faço há 30 anos a esta parte, as minhas opiniões elogiando quando é de elogiar e criticando quando é de criticar.
Na maior parte das vezes procurado contribuir para um clube melhor através de reflexões e sugestões que vou alinhavando.
Sempre pela positiva.
Nos últimos dias, sem qualquer intervenção minha nesse sentido e sem conhecimento prévio do publicado, pelo menos dois jornais desportivos nacionais entenderam citar o meu nome como eventual protagonista do Vitória pós Júlio Mendes.
Fizeram-no dentro de um conceito de opinião que respeito, e a que o jornalismo livre tem direito, mas sem que eu tenha sido sequer ouvido sobre o assunto.
As coisas são o que são.
Como é normal numa comunidade que vive o seu clube com tanta intensidade tem-se multiplicado os comentários a esses artigos quer no facebook, quer nos blogues, quer em fóruns vitorianos sempre efervescentes quando as coisas no clube não correm bem.
Há os que concordam e há os que discordam.
Natural.
A uns conheço, alguns são amigos, outros não conheço e a alguns não quero conhecer nunca.
Assisto tranquilo a um debate que não suscitei , com o qual nada tenho a ver e nem nele vou participar.
Por isso, agradecendo as palavras amigas de muitos, não posso deixar de manifestar a minha indignação por gente que não conheço de lado nenhum se atrever a pronunciar-se a meu respeito da forma caluniosa como o fazem através da habitual  heroicidade "trás teclado".
Há gente que acha que "vale tudo" quando se trata de atacar aqueles que por qualquer razão não lhes agradam.
Mas não vale.
E a prova disso , no meu caso, é que jamais me deixarei desviar do que entendo correcto por gente que à falta de inteligência argumentativa prefere enveredar pela calúnia imbecil..
Sou vitoriano.
Sócio 947 com 42 anos de "casa".
Enquanto associado conheço os meus deveres e sei os meus direitos.
Ponto!
Depois Falamos

Guimarães


Quati


Berna, Suiça


segunda-feira, Abril 14, 2014

Mentira!

O combate politico é essencial em democracia!
Mas há combates ilegítimos.
Os que assentam na mentira grosseira, na demagogia frenética, no explorar mais desavergonhado dos sentimentos, do brio e do orgulho das pessoas.
É o que se passa com as noticias postas a correr, por autores identificados e fins políticos confessos mas inaceitáveis, acerca de um suposto encerramento da maternidade do Hospital de Guimarães.
É mentira!
Mas isso não obstou a que se pusesse a correr uma petição sobre o lema "quero que os meus filhos nasçam em Guimarães"  que faz apelo ao nobre orgulho que todos os vimaranenses tem na sua Terra e ao "horror" que para a esmagadora maioria significava ver os seus filhos irem nascer à cidade vizinha.
É pena é fazerem-se apelos a nobres sentimentos com base numa soez mentira.
Porque a maternidade do Hospital de Guimarães não vai encerrar.
Seria, aliás, ridículo com este ou qualquer outro ministério da Saúde encerrar uma das três maternidades da zona norte que tem mais de 2000 partos por ano.
Mas a táctica de "guerrilha" é conhecida.
Em volta de um assunto que é por natureza polémico, e através de uma leitura propositadamente enviezada de um diploma, lança-se um "escândalo" com dotes de pitonisa (que nem a astróloga Maya desdenharia) sobre um futuro teoricamente nebuloso de um serviço público.
Depois, se por artes do diabo , viesse num futuro longínquo a confirmar-se o boato posto a correr então os seus autores sempre poderiam afirmar:
"Nós bem dissemos"!
Mas como isso não vai acontecer não custa a crer que quem teve a ousadia de lançar o boato, e quem o transformou numa arma de guerrilha politica através de uma petição que apela aos melhores sentimentos dos vimaranenses, tenha amanha a distinta "lata" de vir dizer que o facto só não se verificou porque a Petição (e o boato) o impediu!
Cesteiro que faz um cesto faz um cento.
E os objectivos de guerrilha politica sem verdade nem ética completamente cumpridos.
Como me dizia à pouco um ilustre e bem informado Amigo a maternidade do Hospital de Guimarães vai fechar no dia seguinte aos jogos em casa do Vitória passarem a ser disputados na "pedreira" em Braga.
E isso será...Nunca!
Depois Falamos.

P.S. Neste assunto há uma imensa mentira.
O boato e a petição que lhe dá sustento e visibilidade pública e levou muitos vimaranenses bem intencionados a subscreverem o que não tem pés nem cabeça
E a mentiras e boatos tem de ser dado combate sem quartel.

domingo, Abril 13, 2014

Tarde Vitoriosa



Num fim de semana de desapontamentos vários acabou por se salvar a tarde desportiva de domingo com os triunfos do Vitória (B) em futebol e em basquetebol.
No primeiro caso recebendo o S.João de Ver (com todo o respeito pelo adversário mas até me custa ver o Vitória enfrentar "estas " equipas  do CNS)um triunfo tranquilo por 2-0 com golos de Ricardo Gomes e de Cafu (magistral na execução do livre directo) ficando a dever a si próprio mais três ou quatro golos face ás oportunidades criadas.
Confirma-se que na equipa B existem excelentes valores mas a subida, face aos outros resultados, é cada vez mais difícil de se concretizar.
No basquetebol um triunfo justo (93-77) no ultimo jogo da fase regular e a obtenção de um excelente segundo lugar na classificação algo inédito no nosso palmarés.
Vem agora os jogos do play off de atribuição do titulo nacional e aí a única certeza que temos é que os comandados de Fernando Sá vão jogar para ganhar.
Sempre.
Em empenho, trabalho, motivação e ambição são imbatíveis.
Por isso nos jogos em casa merecem pavilhão cheio e um apoio como os vitorianos sabem dar a quem o merece.
Os sonhos são para se lutar por eles.
Depois Falamos

Mal

Foto : www.vitoriasc.pt / João Santos

Que dizer?
Já nem é deste jogo que foi "apenas" mais uma decepção numa segunda volta toda ela decepcionante.
Dois pontos em vinte e quatro possíveis nos últimos oito jogos?
A Europa definitivamente perdida num campeonato tão fraco como este.
Uma equipa(?) que fez das tripas coração mas que está , do meu ponto de vista, sem ânimo nem motivação para conseguir superar até o mais fracos dos adversários.
Um treinador que já não sabe o que fazer do plantel porque quando tapa a cabeça destapa os pés e vice versa e as constantes alterações no onze ( e nem todas por razões disciplinares como hoje Paulo Oliveira e André André) não tem dado resultado.
Jogadores que passam da bancada para titulares, que passam de titulares com boas exibições para suplentes, apostas em quem já nada tem para nos dar como Addy ou Tiago Rodrigues.
O Vitória está a fazer uma segunda volta de pesadelo.
Vale que faltam três jogos mas num deles, o ultimo, para além do resultado está em jogo o nosso orgulho pelo que me parece que é demasiado cedo para se pensar em férias.
Esse jogo , pelo menos esse, é para ganhar.
Mas, sinceramente, estou receoso pelo futuro.
É que as coisas estão tão desanimadoras que até num jogo arbitrado por Soares Dias (mal como sempre embora com erros para os dois lados) nem apetece falar do árbitro.
Depois Falamos

Castelo de Évoramonte


Bazar de Istambul


sábado, Abril 12, 2014

Óbvios

Somos, já se sabe desde os romanos, um povo que não se governa nem se deixa governar.
Uma nação pobre com vícios de nação rica.
Uma comunidade em que a componente "inveja" é um factor de permanente desiquilibrio social e de inviabilização de coisas que parecem mais ou menos óbvias a troco de pretextos pouco convincentes.
Vem isto a propósito das presidenciais de 2016.
Onde são vários os candidatos a candidatos.
Mas em que só num país como o nosso nomes como António Guterres ou Durão Barroso se vêem quase rejeitados pelos próprios partidos.
Não estou com isto a manifestar nenhum tipo de preferência pelo candidato da minha área que vier a ser escolhido ou pelo seu adversário na esquerda moderada.
Tenho a minha opinião sobre isso.
Mas de forma geral e abstracta devo dizer que quer Guterres quer Barroso tem currículos, experiência politica e contactos internacionais que fariam de qualquer deles um bom presidente.
Foram lideres dos seus partidos, foram primeiros ministros, ocupam cargos internacionais de imenso relevo.
Já sei qual é a objecção primeira:
Ambos deixaram os mandatos a meio.
Uma para fugir do pântano e o outro para ser presidente da comissão europeia.
Pergunto:
Mas será que o exercício dos cargos que ocuparam durante a ultima década tornou algum deles menos capaz de exercer a função de PR?
Pelo contrário.
Qualquer um deles tem hoje, fruto dessa experiência internacional, muito melhores condições para ser Presidente da República.
Creio, contudo, que nenhum deles o será!
Depois Falamos

Retrocesso

A actual época do Porto, e muito em especial a forma como foi "varrido" da taça Uefa por um Sevilha apenas de boa qualidade, remete os azuis e brancos para os tempos remotos do estádio das Antas quando atravessar a ponte da Arrábida já se transformava num problema quase insolúvel.
De facto para um clube que nos últimos 30 anos tem ganho mais que todos os outros juntos, em termos nacionais, é estranhissimo fazer uma época de tão fraca qualidade em termos internos ao ponto de estar já a uma distância inimaginável do anunciado campeão Benfica.
Creio que tal se deve a um enfraquecimento gradual da durante muito tempo inexpugnável organização portistas que permitia ao clube estar alguns passos à frente de todos os outros e,inclusive, ganhar várias competições internacionais.
Só que o FCP, por razões que não conheço em profundidade, relaxou.
O ano passado já esteve à beira do insucesso do qual foi salvo pelo "miraculoso" golo de Kelvin ao cair do pano do jogo decisivo.
Mas não aprenderam a lição.
E este ano o plantel foi construído com alguma sobranceria e falta de planeamento ao ponto de só terem dois laterais de raiz e apenas um alternativa ao goleador Jackson Martinez contratada ao Moreirense da II liga.
Para além da contratação arriscadissima de um treinador sem provas dadas ao nível de exigência em que o Porto joga.
E não aparece sempre um André Vilas Boas.
A verdade das verdades é que nos últimos três anos o Porto deixou sair os seus grandes talentos.
Falcão, Hulk, Moutinho e James.
Este ano, em Janeiro, vendeu Otamendi (o seu melhor central) e foi buscar um jogador emprestado (Abdoulaye) quenem nas competições europeias podia jogar por já ter sido utilizado pelo anterior clube.
Reforçou o plantel com jovens de valor, como Ricardo ou Carlos Eduardo, mas que ainda precisam de tempo e com jogadores como Licá que nunca rendeu de azul e branco o que rendia no Estoril.
Depois a inexpugnável fortaleza do passado revelou outras fendas.
Casos atrás de casos.
Ismailov, Fucile, Iturbe.
Com empresários a reclamarem semanalmente da não utilização de jogadores, o que noutros tempos seria impensável, como nos casos de Maicon ou Defour.
E por isso o FCP vai ficar na Liga a uma distância imensa do Benfica, foi varrido da Liga Europa e na taça de Portugal tem 4ª feira na Luz o jogo que lhe pode salvar minimamente a época.
Não sei se este ano de fracasso lhes abriu os olhos.
Ás vezes desconfio que não...
Depois Falamos

O "Caso" Courtois

Este é dos tais assuntos que a UEFA detesta.
Mas que se conta em poucas palavras.
Na época passada quando o Chelsea emprestou ao Atlético de Madrid o guarda redes Courtois foi livremente assumido por ambas as partes que se os dois clubes se encontrassem nas competições europeias os espanhóis só poderiam utilizar o jogador pagando a quantia de cinco milhões de euros salvo erro.
Provavelmente nenhuma das partes pensou que isso pudesse acontecer.
"Azar dos Távoras" aconteceu.
E logo numa meia final da Champions.
Ora Courtois está a fazer uma época sensacional e é um dos esteios da excelente equipa do Atlético e por isso os espanhóis querem utiliza-lo nos jogos com o Chelsea mas sem pagarem a tal clausula.
Obviamente que o Chelsea dela não abre mão porque isso seria dar trunfos ao adversário e os londrinos preferem bem mais que na baliza madrilena esteja um guarda redes sem a rodagem e a categoria daquele que emprestaram.
Posta a questão em termos públicos vem a UEFA dizer que a clausula não é legal e que Courtois pode jogar sem qualquer pagamento dos espanhóis aos ingleses.
Claro que nesta matéria há um elo mais fraco.
O jogador.
Que até pode jogar mas sabe que se o fizer no final de época regressa a Londres onde terá como tarefa, com algum exagero convenhamos, fazer a faxina do balneário.
E por isso tudo indica que ,salvo acordo entre os clubes ou pagamento da clausula, o pobre do Courtois vai ter de arranjar um pretexto tipo "Abdoulaye" ou "Miguel Rosa" para não jogar dois jogos que seriam dos mais importantes da sua vida.
É por estas e por outras que sou radicalmente contrário a ter no Vitória jogadores emprestados por clubes que joguem o mesmo campeonato.
Cria equívocos e problemas de que os jogadores são as principais vitimas.
Depois Falamos

sexta-feira, Abril 11, 2014

"Incómodos"

Publiquei este artigo no site da Associação Vitória Sempre.

Há alguns incómodos, não vale a pena negá-lo, que atravessam a realidade vitoriana.
O aperto de mão a António Salvador, que por maior que seja o esforço em tentar compreender as razões (e eu fi-lo da forma mais positiva possível), veio a redundar na muito mal explicada história do convite a Rui Vitória tão veementemente negado como anteriormente o fora idêntico assédio ao ponta de lança Douglas.
Os elogios ao Boavista, e á suposta qualidade que a sua integração dará à 1ª liga, quando se trata do clube que nos últimos 40 anos mais prejudicou o Vitória nomeadamente nos tempos do “apito dourado” em que se batiam connosco por lugares europeus suportados por um “sistema” de viciação de resultados.
De resto convirá lembrar que a reintegração do Boavista não se deve a estar inocente mas apenas a erros processuais na forma como foi condenado.
A proclamada amizade com Bento Kangamba, um criminoso angolano que nem a Guimarães pode vir ver um jogo de futebol porque se puser os pés na Europa é imediatamente preso, que não nos traz qualquer prestígio bem pelo contrário.
Aliás onde irão já as subtis diferenças, proclamadas na última AG, entre a empresa e o seu proprietário?
O incompreensível silêncio sobre a denúncia de corrupção no Zénit-Vitória, que tanto nos prejudicou desportiva e financeiramente, deixando sem uma palavra de esclarecimento os vitorianos sobre o que tenciona a SAD fazer para os nossos direitos serem defendidos.
Se é que tenciona fazer alguma coisa.
A forma absolutamente incompreensível com que se reitera uma política de silêncio em torno de sucessivas arbitragens que nos lesam como se o papel do Vitória fosse ser uma qualquer Madre Teresa de Calcutá da Liga sempre disponível a perdoar e a oferecer a outra face.
A forma como, ao invés, existe sempre resposta pronta e declarações com fartura quando o que está em causa é a Liga, o pedido de destituição dos seus órgãos, a marcação de novas eleições.
Mais incómodos?
Infelizmente sim
Uma escusadamente fracassada época no futebol (A e B) em que nenhum objectivo foi atingido na 1ª liga  e em que a subida à liga de honra foi desperdiçada de forma incompreensível.
O ostracismo a que as modalidades estão votadas pela maioria dos membros dos orgãos sociais que só  aparecem quando "cheira" a taça e são, com honrosas excepções, apenas vitorianos do futebol.
Um camarote presidencial desoladoramente vazio quando é apresentada a nossa equipa de ciclismo porque para os seus ocupantes parece ser mais importante ir ao buffet do que darem, pela presença, um sinal de apoio a uma modalidade.  
Uma secção de Voleibol do Vitória (que tanto já deu ao clube) que não vai jogar aos Açores porque não há dinheiro para a deslocação dando a imagem de uma instituição enfraquecida que já só vai jogar onde é de borla ou quase.
A fuga de informação para um grupo local de comunicação social, sobre a expulsão de Emílio Macedo, sem que do facto fosse dada prévia informação aos restantes órgãos sociais, aos associados e ao visado pela decisão que soube pela imprensa o que lhe devia ter sido comunicado em primeira mão.
Acresce que o posterior desmentido feito pelo presidente da Assembleia Geral, numa matéria que não é da sua competência, soou a uma tentativa ingenuamente bem intencionada de tentar limitar os danos.
Em bom rigor, justiça lhe seja feita, ninguém acredita que o “Desportivo de Guimarães” fazia uma manchete que ocupa boa parte da primeira página se não tivesse a certeza absoluta do que estava a noticiar!
E o Comunicado tardiamente divulgado pelo clube, esclarecendo o assunto, acaba por ser pouco…esclarecedor.
E, naturalmente, das incertezas quanto á próxima época futebolística.
Presidente, treinador, jogadores.
Quem fica e quem sai.
Quais os objectivos das equipas A e B?
É que para além das preocupações que todos estes assuntos trazem ao dia a dia dos vitorianos há o fundamentado receio que sem a afirmação de uma linha de rumo clara e ambiciosa a próxima época seja desastrosa em termos de lugares anuais vendidos, pagamento de cotas, médias de assistência no estádio, aquisição de merchandising e por aí fora.
São muitos (com o Estoril tivemos uma das piores assistências de sempre em termos de 1ª liga) os vitorianos que desanimados deixaram de ir aos nossos jogos.
Se esse desânimo não for combatido acredito que para o ano ainda será pior..
E em 2015, ano de actualização dos números de sócios, corremos o risco de termos uma desagradabilíssima surpresa se o actual rumo dos acontecimentos não sofrer drástica alteração e os actuais "incómodos" não desaparecerem.
Até a capacidade de sofrimento dos vitorianos tem limites!


Tony Blair


Farol