segunda-feira, Julho 21, 2014

"Nikles"...

Foto: www.vitoriasc.pt / João Santos

Em Maio de 2007 aqui manifestei pela primeira vez a vontade de ver o Vitória vestir Nike a marca desportiva americana que considero ser a melhor do mundo na concepção de equipamentos desportivos para equipas de futebol.
Foi há sete anos não foi a semana passada.
E ao longo dos tempos reiterei essa vontade de ver o clube vestir aquela que é, porventura, a marca desportiva mais prestigiada do mundo.
Por isso fiquei moderadamente(apenas moderadamente porque existia uma alternativa tão extraordinária que ainda hoje me interrogo como foi possível terem-lhe passado "olimpicamente " ao lado sem sequer corresponderem a um interesse efectivo e demonstrado...) satisfeito quando na época passada clube e marca chegaram a acordo para um contrato por três anos na sequência do qual o Vitória deixava a Lacatoni e ficava com a Nike.
E aguardei os equipamentos, e não só, com expectativa.
Confesso que o ano passado foi uma desilusão.
Equipamentos de catálogo, comuns a imensos clubes por esse mundo fora, um primeiro equipamento aceitável e o segundo francamente...feio.
O terceiro era o melhor de todos mas teve muito pouca utilização vá-se lá saber porquê.
A justificação dada, e que considero perfeitamente aceitável, foi a de que as negociações foram tardias e não houve tempo para um design próprio para o Vitória.
Mas para o ano(este) é que ia ser.
Muito bem.
Aguardei.
Sábado foram apresentados os equipamentos acima.
E pelo segundo ano consecutivo sinto-me desiludido.
Os dos guarda redes são iguais aos do ano passado apenas com umas barras negras nas mangas que não acrescentam nada de especial.
Mas em boa verdade também são os que menos interessam.
Importam os outros.
E aí duas opiniões.
Gosto do primeiro equipamento.
Mais do efeito da mistura camisola,calção, meias que remete para equipamentos do passado com tradição no clube do que propriamente da camisola por si só que me parece demasiado simples quase um pólo transformado em camisola de jogo.
Admito que com a publicidade melhore.
O segundo equipamento, ainda assim mais bonito que o da época passada, é no fundo a mesma coisa trocando o preto pelo cinza no corpo e o branco pelo preto nas mangas.
Esperava mais da Nike confesso.
Porque vi no Mundial e vejo noutros clubes para 2014/2015 equipamentos lindíssimos e que nos abriram o "apetite" para os nossos.
Que afinal voltam a ser produtos de catálogo e não criações exclusivas para o Vitória.
Que é hoje em Portugal o maior clube a vestir Nike.
Em suma queríamos Nike " a sério" mas o resultado foi ..."Nikles".
Talvez para o ano...
Depois Falamos

sexta-feira, Julho 18, 2014

Mundo Perigoso

Estranha fatalidade esta que se abateu sobre a "Malasya Airlines" nos últimos meses.
Em Março o voo entre Kuala Lumpur e Pequim mudou de rota pouco depois de iniciada a viagem e nunca mais se soube dele.
Pese embora as buscas efectuadas, que chegaram inclusive até à Austrália, nunca mais o avião foi encontrado e duvida-se que algum dia o venha a ser face à vastidão da zona onde se suspeita que tenha caído.
Avião, passageiros e razões da mudança de rota e posterior queda receia-se que desaparecidos para sempre.
Agora outro avião da mesma companhia, das mais seguras do mundo, foi abatido sobre a Ucrânia quando voava de Amesterdão para Kuala Lumpur confundido com uma aeronave militar envolvida no cenário de guerra existente na Ucrânia entre um governo democraticamente eleito e os separatistas pró russos apoiados politica e militarmente pela pseudo democracia do senhor Putin.
Não existe a mínima duvida que o avião foi abatido pelas forças rebeldes até porque as tropas leais ao governo não se "entretém" a abater os aviões que os rebeldes não tem .
E para abater aviões uma kalashnikov não chega como dizia ontem um comentador televisivo.
É preciso armamento mais sofisticado , como misseis terra-ar, que os rebeldes não teriam se não fora o serem armados até aos dentes pela Rússia naturalmente interessada em destabilizar uma Ucrânia pró ocidental e recuperar o máximo de território que a desagregação da União Soviética a fez perder.
O que tem vindo a acontecer na Crimeia é prova evidente disso.
Resta agora saber o que farão Europa e Estados Unidos.
Sanções e mais sanções já se percebeu que incomodam o novo czar mas não o fazem parar na sua estratégia expansionista.
É verdade, não podemos olvidá-lo, que ao longo destes últimos anos europeus e americanos nem sempre tiveram o bom senso necessário a lidarem com a velha nação russa e com os seus orgulhos muito próprios.
Mas nada justifica que Putin use e faça usar estes meios.
Por acaso o avião era malaio.
Mas se fosse americano? Ou francês? Ou inglês?
Gostava, sinceramente, de me lembrar menos de Chamberlain e Daladier do que me tenho lembrado nos ultimos tempos!
O mundo está perigoso...
Depois Falamos

P.S: Claro que o que se passa em Gaza também não ajuda nada a tranquilizar seja quem for.

Vancouver, Canadá


Lagarto de Gola

Foto: www.nationalgeographic.com

quinta-feira, Julho 17, 2014

Sugestão de Leitura

Tenho uma quase relação de amizade com este livro.
Comprei-o em 2006 ou 2007 e acabei de o ler...ontem!
Acompanhou-me ao longo dos anos, ora lendo um capitulo agora e outro logo ora passando meses em repouso enquanto outros livros e outros temas lhe passavam à frente.
Mas mantendo sempre vivo o interesse pela conclusão da leitura.
O que atesta bem a qualidade da obra.
Que é essencialmente uma História da Economia Mundial ao longo dos séculos que procura explicar aquilo que na própria capa é uma chamada de atenção.
"Porque razão algumas nações são tão ricas e outras tão pobres".
E fá-lo.
Com recurso a factores económicos, culturais, circunstâncias históricas e a interacção entre todos eles.
Do Japão dos Samurais aos navegadores portuguesas, da revolução americana ás idiosincrassias de África, da revolução industrial inglesa á Rússia dos czares e do pós revolução de1917( entre muitos outros temas) tudo é abordado pelo autor na tentativa de explicar o fenómeno da riqueza e da pobreza das nações.
Um livro que vale bem a pena ler.
De preferência mais depressa do que eu o fiz.
Depois Falamos

quarta-feira, Julho 16, 2014

40 anos

O PSD de Guimarães comemorou ontem 40 anos de actividade politica em Guimarães.
No dia e hora em que se completavam precisamente os 40 anos da abertura da sua primeira sede, na rua Calouste Gulbenkian, o partido levou a cabo uma singela sessão solene que foi o ponto de partida para uma ano durante o qual serão realizadas várias iniciativas de molde a comemorar condignamente quatro décadas ao serviço de Guimarães e dos vimaranenses.
Neste primeiro acto foi tempo de o partido relembrar todos os seus presidente de comissão politica ao longo destes 40 anos.
Que foram doze.
A saber.
Fernando Alberto Ribeiro da Silva, João Gomes Alves, Fernando Roriz, António Lopes de Sousa (já falecido) António Xavier, Lemos Damião, Fernando Conceição, Emídio Guerreiro, Fernando Alves Pinto, José Manuel Antunes, Rui Vítor Costa e eu próprio.
Ontem estiveram todos na sessão solene.
Um raro momento que mereceu o devido destaque e que mostrou um partido completamente unido em volta do actual líder, André Coelho Lima (e esta unidade é mérito dele que teve ao longo de quatro anos a paciência e a arte de ir juntando toda a gente), e disponível para vencer os desafios que se lhe põe pela frente.
E foi particularmente gratificante ouvir as intervenções feitas posteriormente não só pelos ex presidentes de comissões politicas como também pelo dirigentes actuais e dirigentes e ex dirigentes da JSD.
Várias gerações dos vinte e poucos anos do actual presidente da JSD aos 91 anos do Dr. Fernando Conceição (com a lucidez, a inteligência, a clareza de discurso que lhe conheço há mais de 40 anos)perfeitamente irmanadas num desejo e objectivos comuns.
Levar o PSD de volta ao governo do concelho em 2017 depois de vinte e oito longuissimos anos de governação socialista.
Ter a "casa" arrumada" e o "exército" mobilizado para a "guerra" já o PSD tem.
Agora há que tratar do resto.
E acho que estamos no bom caminho.
Depois Falamos

segunda-feira, Julho 14, 2014

Uma Boa Final

Não foi uma grande final.
Mas raramente o são tal a carga psicológica que se abate sobre os jogadores e a forma como a pressão de ganhar os inibe de porem em campo todos os seus atributos.
Mas foi uma boa final.
Com períodos de bom futebol, oportunidades de golo para ambos os lados e algumas exibições individuais de muito bom nível e que contribuíram para que não fosse um jogo esmagadoramente maçador como outras finais que temos visto.
A Alemanha chegava ao ultimo jogo, o tal "sétimo degrau" , com um palmarés assustador.
Arrasara Portugal, trucidara o Brasil, sacudira a França para falarmos apenas de selecções com gabarito.
Fora menos convincente ao empatar com o Gana e nos triunfos tangenciais face a EUA e Argélia.
Dou outro lado a Argentina.
A jogar no país rival e apresentando uma forte selecção que tinha como "jóia da coroa" a genialidade de Messi.
Mas chegara ao "sétimo degrau" de forma menos convincente.
Vitórias tangenciais sobre Bósnia-Herzegovina, Irão e Nigéria na fase de grupos seguida de nova vitória tangencial sobre a Suíça.
Nos quartos de final novo triunfo tangencial sobre a Bégica seguido de um empata com a Holanda que só os penaltis desfizeram.
O jogo da final não confirmou a tal superioridade alemã sobre os argentinos.
Pelo contrário foram estes que tiveram mais oportunidades claras de golo (Higuain, Messi, Palácio) perante uma Alemanha que teve mais bola mas menos oportunidades pese embora aquele remate ao poste ao findar a primeira parte.
Depois no prolongamento (segundo consecutivo da Argentina face a uma Alemanha que vinha de um jogo-treino com o Brasil...) fez-se sentir o desgaste e Goetz acabou por ter o espaço que faltara ao seus colegas para fazer o golo que decidiu a final.
E ainda bem que assim foi.
Ganhasse quem ganhasse uma final do Mundial "não deve" ser decidida em penaltis.
A Alemanha sagrou-se campeã mundial com toda a justiça.
Mais pelo que fez ao longo da prova do que pela final.
Mas esses são os sortilégios do futebol.
Depois Falamos

P.S. A Argentina chegou a este Mundial com um enorme mistério e saiu dele com outro.
Se a não convocatória de Tevez foi uma enorme surpresa a substituição de Lavezzi ao intervalo da final foi uma surpresa não mais pequena.
É que na primeira parte Lavezzi fora "só" o melhor argentino e aquele que mais destabilizara o ultimo reduto alemão.

FIF(I)A

A FIFA é incansável.
Em fazer mal ao futebol.
Quer atribuindo mundiais a países insólitos(Catar), quer obrigando as equipas a jogarem a temperaturas absolutamente despropositadas(Brasil e EUA/1994), quer através de arbitragens que cheiram a "frete" por todo o lado e apenas contribuem para o desprestigio do futebol.
Bastará atentar no argelino e no italiano que arbitraram os dois últimos jogos do mundial para se perceber por onde andam os critérios da Fifa.
Entre muitas outras malfeitorias.
Entre elas conta-se a escolha dos melhores do mundial feita por um desconhecido gabinete técnico da FIFA que escolhe o melhor guarda redes, o melhor jogador, o melhor jogador jovem e por aí fora.
Só não escolhe o melhor marcador do Mundial porque aí felizmente o critério é objectivo.
Caso contrário ainda levávamos com o Fred ou com o Jô...
Pois esse gabinete resolveu escolher desta feita Neuer como melhor guarda redes e Messi como melhor jogador.
Neuer é o melhor guarda redes do mundo mas não sei se foi o melhor do Mundial.
Romero, Ochoa e Howard talvez merecessem mais o titulo pelo conjunto de grandes jogos que fizeram.
Messi é, em conjunto com Ronaldo, o melhor jogador do mundo mas não foi o melhor jogador deste mundial.
Esse titulo devia ir para James, Robben, Kroos, Mueller que se destacaram bem mais.
Mas a FIFA põe o futebol jogado no relvado de lado com muita facilidade em troca dos "jogos" feitos nos gabinetes onde se fazem os chorudos negócios.
Um nojo!
Depois Falamos

P.S. O ar "feliz" de Neuer e Messi mostra bem o quanto o prémio lhes agradou...