terça-feira, abril 25, 2017

Leis Eleitorais

O meu artigo desta semana no jornal digital Duas Caras.

Não é segredo para ninguém, basta aliás consultar os resultados dos últimos actos eleitorais, que existe um progressivo distanciamento dos cidadãos relativamente à política que se traduz por taxas de abstenção elevadas face ao cada vez maior número de eleitores que optam por não irem às urnas expressar o seu voto.
É um problema sério, que mexe com a qualidade da democracia, e que se não forem tomadas medidas adequadas continuará a aumentar para percentagens que se poderão considerar quase como obscenas face ao desinteresse perante algo tão importante como o poder manifestar-se em liberdade o voto de cada um.
Não defendo, ao contrário do que já se passa nalguns países, o voto obrigatório porque entendo que a liberdade do cidadão deve ir até ao direito de não querer votar, ou seja, a “obrigação” do voto deve residir apenas na consciência de cada um.
Mas entendo que se houver vontade política, para lá das frases sem consequência, os partidos podem e devem por-se de acordo para arpvarem algumas alterações às leis eleitorais que constituam um incentivo ao voto e à participação dos cidadãos na escolha de quem os vai governar no poder central ou no poder local.
É assunto que naturalmente deve ser discutido com tempo, sem a pressão de ser em cima de actos eleitorais, para que as soluções que venham a ser adoptadas sejam tão consensuais quanto possível e por isso mereçam a receptividade de um número tão grande quanto possível de eleitores.
Deixo aqui algumas ideias que defendo há muito tempo e que do meu ponto de vista poderiam ser potenciadoras da  inversão no decrescente número de eleitores que nos últimos anos tem acorrido às urnas em diferentes tipos de eleição.
Deixo de fora as eleições europeias, curiosa mas compreensivelmente aquelas em que o desinteresse é maior, porque as suas regras são transnacionais e não dependem apenas do Parlamento português para serem alteradas.
No que às eleições nacionais toca tenho as seguintes ideias quanto às alterações a serem introduzidas embora deve dizer que não tenho, em todas elas, opinião fechada sobre o assunto antes estou completamente disponível para debater as suas virtudes e defeitos.
Em termos de eleições presidenciais creio que haveria vantagens em que o Presidente da Republica pudesse ser eleito para um mandato único de sete anos, ao invés do actual mandato de cinco anos que pode depois ser renovado por mais cinco (e sempre foi com Eanes,Soares,Sampaio e Cavaco e dificilmente deixará de ser com Marcelo)porque com um mandato único os PR poderiam uniformizar a sua actuação ao invés de como tem sido prática fazerem um primeiro mandato procurando agradar o mais possível e depois um segundo mandato em que são mais fieis à sua forma de pensar e ao seu posicionamento ideológico.
Em termos de Parlamento defendo de há muito os círculos uninominais onde o deputado é eleito pelo seu mérito pessoal e político, pelo seu peso na comunidade e pelo reconhecimento que esta faz das suas qualidades e contributo para o bem comum ao invés da situação actual em que qualquer rapazola pode chegar a deputado desde que tenha os “padrinhos” certos e os votos arregimentados na sua concelhia e distrital para integrar a lista de candidatos ainda que nada tenha feito para o merecer ou se lhe conheça qualquer qualidade que o recomende para o cargo.
Naturalmente que num circulo uninominal, em que o deputado é eleito pelos seus méritos, esses rapazolas não teriam qualquer hipótese de serem eleitos nem os seus partidos correriam jamais o risco de os propor face à derrota mais que certa na respectiva candidatura.
Obviamente que uma vez eleito num circulo uninominal, e sujeito a um escrutínio personalizado por parte dos eleitores, o deputado só teria hipóteses de ser reeleito se o seu trabalho no Parlamento e no circulo eleitoral fosse de molde a merecer o reconhecimento dos seus concidadãos no sentido de lhe renovarem o mandato.
Creio que o facto de cada eleitor saber exactamente em quem estava a votar, e poder acompanhar de perto o seu mandato, seria um forte incentivo a leva mais cidadãos às urnas por sentirem que estavam a participar de forma directa na composição do seu Parlamento.
Finalmente em termos de Poder Local, ou seja de leis eleitorais autárquicas, creio que há algumas reformas de fundo que seriam importantes para melhorarem a qualidade da democracia e levarem mais eleitores às urnas.
Porque a sua explicitação ocupa um espaço que já não existe neste artigo, sob pena de este se tornar demasiado longo, deixarei algumas ideias no geral com a promessa de um destes dias voltar ao assunto de forma mais detalhada.
E sintecticamente são sete as ideias que aqui deixo:
O presidente de câmara devia ser eleito nominalmente (afinal são essencialmente os presidentes e candidatos a presidente que fixam as votações) acabando o modelo actual de ser eleito em lista.
O presidente devia poder, tal como o primeiro -ministro em relação aos membros do governo, escolher livremente os seus vereadores podendo igualmente remodelá-los quando entendesse necessário.
Os executivos deviam ser homogéneos acabando a figura de vereador da oposição que na minha óptica não faz sentido existir num executivo tal como não existem nos governos ministros da oposição.
O limite de mandatos devia ser extensivo aos vereadores e membros dos executivos de freguesia e não apenas, como agora, aos presidentes de câmara e de junta de freguesia.
As Assembleias Municipais seriam mais pequenas em termos de número de membros, reuniriam com muito mais frequência e teriam os seus poderes consideravelmente alargados.
Os presidentes de junta de freguesia deixariam de ter assento na assembleia municipal o que em boa verdade é , actualmente, apenas um embaraço para muitos deles.
Os autarcas (de câmara,assembleia, junta)eleitos por um partido só o poderiam fazer por outro ou como independentes com o espaço temporal de um mandato entre as duas eleições.
São estas as ideias que por hoje aqui deixo.
Reiterando a promessa de um destes dias voltar ao assunto.


Pesca do Salmão


Lava


segunda-feira, abril 24, 2017

O Nosso 14

Esta época o Vitória defrontou três vezes os outrora rivais do Boavista.
Duas para o campeonato e uma para a Taça de Portugal.
Venceu nas três ocasiões o que é sempre motivo de satisfação para os vitorianos face à repetida animosidade, mesclada de inveja, que o clube do Bessa e os seus adeptos sempre dedicaram ao Vitória porque pese embora terem um palmarés substancialmente melhor que o nosso nunca de nós sequer se aproximaram em termos de grandeza clubista.
Hoje o Boavista é uma sombra do clube dos 30 anos entre 1975 e 2005 , em que ganhou um campeonato e 5 taças de Portugal (uma delas roubada ao Vitória), mas desse tempo mantém um conceito de futebol em que as canelas dos adversários vão até ao pescoço!
Ontem, uma vez mais , assim foi perante a tolerância do apitador Xistra mas de nada lhes serviu porque o Vitória foi sempre melhor.
Individualmente:
Douglas: Uma tarde tranquila.
Bruno Gaspar: Uma boa segunda parte em termos ofensivos depois de um inicio de jogo discreto.
Josué: Trouxe tranquilidade e liderança ao sector defensivo. Podia ter marcado mas rematou por alto.
Pedro Henrique: Os adversários não lhe criaram problemas. Jogo tranquilo.
Konan: Alguma sofreguidão nas saídas para o ataque. A defender cumpriu.
Rafael Miranda: Discreto. Preocupou-se em compensar as subidas dos laterais.
Zungu: Atacou, defendeu, distribuiu jogo. Bela exibição.
Hurtado: Gosta de marcar ao Boavista e mais uma vez cumpriu. No resto esteve mediano.
Marega: Bem merecia o golo que tanto procurou. Muito esforçado mesmo a defender.
Texeira: Desta vez não marcou mas esteve lá perto. Jogou para a equipa.
Hernani: Vale a pena ir ao futebol para o ver jogar. 
Foram suplentes utilizados:
Rapnhinha: Sem ocasião de se salientar.
Celis: Entrou para dar consistência ao meio campo.
Sturgeon: Não tocou na bola
Não foram utilizados:
Georgemy, Prince, Ruben Ferreira e Tozé

Melhor em campo: Zungu

A quatro jogos do fim o Vitória tem o quarto lugar praticamente garantido.
Há que gerir esses jogos em função desse objectivo mas começar também a pensar na final do Jamor em termos de gestão de jogadores e de ...cartões.
Depois Falamos.

Cisnes


Europa

O meu artigo desta semana no zerozero.

Os quartos de final das competições europeias, Liga dos Campeões e Liga Europa, foram a prova clara de que o futebol campeão europeu de selecções  não tem a mesma expressão quando se trata de clubes portugueses envolvidos nessas competições.
Onde, curiosamente e confirmando o atrás escrito, também marcam presença bastantes jogadores e dois treinadores portugueses provando que o grande problema do nosso futebol não está seguramente nos seus profissionais mas sim nos clubes e na organização dos campeonatos.
Mourinho na Liga Europa e Leonardo Jardim na Liga dos Campeões, dois reputados treinadores portugueses o primeiro dos quais no topo dos melhores a nível mundial, são candidatos a vencerem as respectivas competições embora em boa verdade mais Mourinho do que Jardim face às equipas que treinam e aos adversários que terão pela frente.
Ronaldo, Pepe, Coentrão, Tiago, João Moutinho e Bernardo Silva na Liga dos Campeões e Anthony Lopes na Liga Europa são também eles candidatos a vencerem as respectivas competições o que para os jogadores do Real Madrid nem será propriamente uma novidade dado o palmarés que ostentam.
A verdade é que nenhum clube português esteve sequer perto de jogar esses quartos de final.
Na Liga Europa há muito que os emblemas nacionais desapareceram de prova face à fragilidade de que deram mostra frente aos adversários europeus, e nenhum era um “tubarão”, assinando um ano pobre de Portugal nessa competição.
Na Liga dos Campeões Benfica e Porto ainda conseguiram chegar aos oitavos de final mas deles foram facilmente arredados por Borússia Dortmund e Juventus que se revelaram claramente forte demais para o actual potencial dos clubes portugueses.
Do meu ponto de vista isso não tem tanto a ver com a sempre evocada diferença de orçamentos entre os clubes portugueses e os grande clubes europeus, que sendo verdadeira está longe de explicar tudo, mas muito mais a ver com as idiossincrasias das competições internas, da organização dos clubes e do rigor e verdade das competições.
Compare-se com a selecção:
Portugal tem Ronaldo, é verdade, mas depois os jogadores que o rodeiam (com excepção de Quaresma e Pepe) não estão no topo do futebol europeu embora alguns, como Raphael Guerreiro,
possam lá chegar num prazo mais ou menos curto.
Então como explicar que uma selecção que não é a melhor da Europa seja campeã europeia?
Para lá do imenso mérito de jogadores e treinadores há uma organização por trás, da FPF, que é de excelência e deu à equipa a mais valia necessária a equilibrar as operações face a adversários com outro poderio competitivo.
Desde a organização das viagens aos locais de estágio, passando por tudo o mais que rodeia uma equipa profissional de futebol, há um profissionalismo, um rigor e uma competência que colocam a federação portuguesa na primeira linha do futebol mundial.
E naturalmente as selecções, não apenas a A, beneficiam largamente disso.
Nas competições internas que temos?
Dentro dos relvados assistimos a jogos raramente bem jogados, a uma gritante falta de verdade desportiva nalguns deles, a campos “inclinados” a favor dos chamados “grandes” quando jogam com os outros, a um anti jogo em crescendo de ano para ano, a uma invasão de estrangeiros de qualidade mais que duvidosa e , essencialmente e a explicar os tais falhanços europeus, a uma gritante falta de competitividade na maioria dos jogos.
Fora dos relvados vemos médias de assistências vergonhosas, com excepção dos chamados “grandes” e do Vitória (vá lá do Setúbal  do Braga e do Marítimo também…), sorteios das competições feitos para favorecerem três clubes, regulamentos de provas anedóticos (taça CTT por exemplo)constantes quezílias entre dirigentes dos clubes, um estado de permanentes insinuações e suspeições, um clima de banditismo instalado entre alguns membros das claques dos chamados “grandes” orgãos disciplinares sem critério nem isenção nas decisões que tomam sendo frequente para casos idênticos decisões diferentes consoante as camisolas envolvidas.
E por isso as equipas portuguesas envolvidas nas competições europeias, especialmente os tais chamados “grandes”, pouco habituados a uma competitividade interna intensa como a de outras ligas (Inglaterra,Espanha, Alemanha, Itália) e mal habituadas ao “colo” dos árbitros quando se encontram face a adversários europeus de algum gabarito baqueiam com a regularidade que se tem vindo a afirmar como norma dos últimos anos.
Há que mudar de rumo.
Na disciplina, na arbitragem, na organização das competições, nas mentalidades.
Mas essencialmente no dirigismo a nível de clubes e da sua Liga.
Porque é neles clubes ,e nela Liga ,que estão os grandes responsáveis pelas equipas portuguesas não terem as prestações e a influência internacionais que a selecção e a FPF tem.
Num lado estamos no século XXI. No outro persistimos em continuar em meados do século XX.
E enquanto assim for nas grandes competições internacionais de clubes continuaremos a ver quartos, meias e finais disputadas por jogadores e treinadores portugueses mas duvido que lá voltemos a ver os nossos clubes.
Por sua exclusiva responsabilidade.

P.S. As lamentáveis afirmações dos presidentes de Benfica e Sporting depois do jogo de ontem são apenas mais uma prova do que atrás afirmei.
Enquanto não forem os principais interessados a defenderem a industria do futebol como podem querer que ela seja lucrativa, apelativa e fomentadora de verdadeira competitividade?

Com Tranquilidade

Era um jogo importante para consolidar o quarto lugar ,em qualquer circunstância, e mais ainda depois de se saber que o quinto classificado tinha perdido em Paços de Ferreira.
E o Vitória não falhou.
A equipa entrou consciente de que era importante marcar cedo para começar a definir o jogo e foi construindo, e desperdiçando, algumas boas oportunidades quer por falta de pontaria dos seus jogadores quer por boas intervenções do guarda redes adversário.
Marega, Texeira, Josué, Hernâni tiveram o golo nos pés e na cabeça mas a bola teimava em não entrar enquanto o Boavista nas poucas tentativas de atacar era pouco mais que inócuo face a uma defesa vitoriana segura e bem liderada pelo regressado Josué.
Onde os axadrezados não eram inócuos, aliás dando curso a uma sua longa tradição de décadas, era no jogo faltoso perante a mais que esperada tolerância de Carlos Xistra que permitiu sucessivas faltas a quebrarem o ritmo ofensivo do Vitória.
Depois de chegar ao golo por Hurtado o Vitória não abrandou o ritmo e o resultado de 1-0 ao intervalo era altamente lisonjeiro para o Boavista que em toda a primeira parte apenas construiu um lance de relativo perigo.
A segunda parte começou com o segundo golo  e traçou o destino do jogo porque se percebeu claramente que o Vitória, salvo um "apagão" como o dos últimos vinte minutos em Chaves na jornada anterior, nunca deixaria fugir uma vantagem de dois golos ainda para mais face a um adversário de muito pouca qualidade .
E como esse "apagão" não aconteceu a equipa limitou-se a gerir de forma tranquila o passar dos minutos não abdicando de continuar a construir lances ofensivos de bom recorte a que apenas faltou a finalização adequada especialmente por parte de Marega que tufo fez para regressar aos golos mas não era decididamente o seu dia.
Em suma um triunfo tranquilo, uma vantagem já apreciável em relação ao quinto classificado e o Vitória a depender apenas de si para obter um quarto lugar a que inacreditavelmente não chega desde a época 2002/2003.
Carlos Xistra sem ter influência no resultado fez uma arbitragem sem critério demasiado permissiva para o jogo faltoso do Boavista (apenas 3 cartões amarelos) e demasiado rigorosa para o jogo faltoso do Vitória (dois cartões amarelos) o que em nada corresponde à realidade do que se viu no relvado.
Depois Falamos

P.S. Duas notas que não tem a ver directamente com o jogo:
Uma para o alto volume de som nos altifalantes do estádio antes e no intervalo do jogo que incomoda os espectadores e perturba até a conversa com quem se senta ao lado. As bancadas não são uma discoteca e o responsável pelo som se tem vocação de DJ que a exercite noutro lado.
A segunda para o profundo ridículo de o speaker querer condicionar os cânticos dos adeptos especialmente os "olés". Eu não gosto de ouvir os vitorianos a cantarem "olés" porque relaxam a equipa e estimulam os adversários. Mas são cânticos inofensivos especialmente se comparados para outros que também se ouviram no estádio sem ,pelos vistos, incomodarem o speaker.
Acho que o speaker se deve limitar às suas funções, que estão definidas, e não meter-se por caminhos que não são dele e onde apenas conseguiu o ridículo de ver os cânticos intensificarem-se mal se saiu com a insólita intervenção.

Lebre


Lago, Alpes


Imagens do Vitória-Boavista














Fotos: João Filipe Santos/VSC

domingo, abril 23, 2017

Previsões Liga Europa

Apurados os quatro clubes que vão jogar as meias finais é tempo de tentar perceber quem estará na final de Estocolmo para ganhar pela primeira vez a Liga Europa (United,Celta ou Lyon) ou para a vencer pela segunda vez como é o caso do Ajax.
Creio que na eliminatória entre Ajax e Lyon, bastante equilibrada diga-se de passagem, e embora na baliza francesa esteja o português Anthony Lopes o que merece simpatia parece-me que há um ligeiro favoritismo dos holandeses pela forma como se tem exibido e pelo valor intrínseco do seu plantel.
Mas como o segundo jogo é em França isso pode ser decisivo pelo que nunca fiando.
Aposto no Ajax mas, lá está, é apenas por mero palpite.
Na outra eliminatória é que não tenho nenhuma dúvida,pese embora a boa época do Celta, em apostar claramente no favoritismo do Manchester United que tem de longe a melhor equipa, o melhor plantel e o melhor treinador desta Liga Europa.
É verdade que apenas ultrapassaram o Anderlecht no prolongamento mas é igualmente verdade que nesse jogo criaram e falharam diversas oportunidades de golo que podiam ter resolvido o jogo nos 90 minutos.
E por isso, pese embora uma "velha" simpatia europeia pelo Celta de Vigo nascida numa noite de muitos e divertidos golos no estádio de Balaídos, creio que o Manchester é claramente favorito a marcar presença na final.
Ajax e Manchester United é a minha previsão.
Depois Falamos

Discussão Cavalar


Trovoada e Arco Íris


sábado, abril 22, 2017

Previsões para a Champions

Feito o sorteio e conhecidos os jogos, e respectiva ordem, é possível fazer uma previsão sobre quais serão as duas equipas que se vão encontrar em Cardiff no próximo dia 3 de Junho para aquela que será em qualquer circunstância uma grande final.
Depois de se encontrarem por duas vezes na final, ainda o ano passado assim aconteceu, Real e Atlético encontram-se desta vez nas meias finais para disputarem a presença no jogo decisivo.
Curiosamente, antes do sorteio, os merengues preferiam o derbi na meia final enquanto os colchoneros preferiam repetir a final do ano transacto por razões que apenas os próprios clubes conhecerão em profundidade.
Mas o sorteio quis assim.
E por isso primeiro no Santiago Bernabéu e depois no Vicente Calderon os dois clubes decidirão quem segue em frente.
Pessoalmente não tenho preferências.
De um lado Ronaldo (mais Pepe e Coentrão) e do outro Tiago asseguram a presença de portugueses na final e por isso o "imperativo" patriótico está cumprido.
O Real tem onze vitórias na prova e o Atlético nenhuma o que à partida desperta alguma simpatia por um clube que já disputou várias finais e perdeu-as sempre e com o toque dramático de duas delas terem sido perdidas perto do final.
Mas isso são apenas curiosidades que em nada influenciam os dois jogos.
Creio, mero palpite, que salvo noites inspiradas de Ronaldo ( o que nem é raro...) o Atlético de Madrid assegurará a viagem a Cardiff fruto de uma equipa muito equilibrada e menos desgastada nesta altura da época que o adversário.
Mas é mesmo palpite.
Mónaco e Juventus protagonizam um duelo entre uma equipa que defende muito bem e ataca de forma poderosa, a Juve, e outra que ataca muito bem mas a defender nem tanto.
Acredito que a Juventus estará na final.
Pese embora a simpatia por uma equipa treinada por um português, e na qual actuam dois compatriotas, acredito que os italianos são superiores e farão valer isso até pela vantagem de o segundo jogo ser em Turim.
E por isso aposto numa final entre Atlético de Madrid e Juventus.

Dunas, Namíbia