quarta-feira, maio 20, 2015

Social Democrata !

Para mim o PSD é, e será sempre, um partido social democrata.
Não um partido de direita, nem tão pouco um partido liberal, mas sim um partido cujo posicionamento é no centro esquerda do nosso espectro politico conforme a matriz que para ele definiram os seus fundadores.
E esse posicionamento, ideológico e programático, deve ser confirmado no dia a dia e na sua acção politica em nome da coerência e do respeito que ao longo dos anos soubemos angariar junto dos portugueses.
Isso significa entre outras coisas que sendo o PSD um partido transversal a todas as classes sociais, uma força politica onde coexistem trabalhadores e empresários, alunos e professores,profissionais liberais e funcionários públicos entre muitos outros exemplos possíveis deve pautar a sua acção por critérios em que essa transversalidade social facilmente se reveja.
Não é um partido elitista nem de serviço ás elites, não é um partido de promoção de figuras VIP, não é um partido em que de uma lado existem os temporariamente dirigentes e do outro os sempre militantes.
E se alguém acha que é...está redondamente enganado.
Por isso não gosto de algumas coisas que vou vendo.
Seja de conselhos nacionais a reunirem em hotéis de 5 estrelas (hábito que infelizmente se enraizou na ultima década sem necessidade nenhuma) a que o povo não vai e de cujos frequentadores "desconfia", seja em grandes eventos em que há mesas para o "povo" e depois umas mesinhas para os supostos VIP (coitados de alguns deles...) institucionalizando uma diferença que não pode existir num partido social democrata e que nada tem a ver com  a nossa tradição.
Há que arrepiar caminho nesta "feira de vaidades" em que alguns querem transformar o PSD.
Porque a social democracia não é a promoção da vaidade de alguns, o diferenciar entre dirigentes e militantes, o dar um toque de elitismo a eventos que são muito mais reprodutivos se forem genuinamente populares.
Em democracia vale tanto o voto do VIP como do cidadão anónimo.
Com a diferença que há muito mais cidadãos anónimos do que Vips
É bom que o PSD não se esqueça disso!
Depois Falamos


Sugestão de Leitura

Este livro é absolutamente imperdível para quem quiser perceber na plenitude a chamada "Operação Marquês" que investiga eventuais actos ilícitos de José Sócrates.
Saiu na semana passada, transformou-se num imediato sucesso de vendas e percebe-se muito bem porquê.
Freeport, Cova da Beira, licenciatura na Universidade Independente, projectos assinados enquanto técnico na câmara da Covilhã mas supostamente feitos por outros, pedido de resgate externo e ,é claro, os negócios e trânsito de dinheiro entre ele e o grande amigo Carlos Santos Silva tudo isso consta do livro.
Isso e muito mais.
E por isso este livro do jornalista Fernando Esteves, escrito de forma fluída e que "vicia", é indispensável para conhecer melhor o homem que liderou o PS, foi primeiro ministro de Portugal e é hoje o recluso nº 44 do estabelecimento prisional de Évora aguardando julgamento em prisão preventiva.
É uma obra cuja leitura recomendo vivamente.
Depois Falamos

segunda-feira, maio 18, 2015

O Nosso 14

Num jogo de elevado grau de dificuldade, até pela pressão  (do"sistema" e da Comunicação Social) de fazer do SLB imediatamente campeão, o Vitória enfrentava condicionalismos diversos que impediam Rui Vitória de apresentar o seu "onze" ideal digamos assim.
E já nem falo dos condicionalismo que vem de Janeiro, porque desses já se falou noutras oportunidades, mas apenas dos resultantes do jogo anterior que deixou o Vitória sem três habituais titulares devido a dois castigos cirúrgicos e a uma lesão.
Mas quem não tem cão...caça com gato e foi isso que o Vitória fez.
Assim:
Douglas:Os primeiros vinte minutos faziam prever tarde difícil. Mas acabou por não ser e naquilo que apareceu...Douglas resolveu.
Plange: Não é lateral de raiz e chamado a substituir Bruno Gaspar teve o verdadeiro azar de apanhar pela frente aquele (Gaitan) que é de longe o melhor jogador do SLB. E nos primeiros minutos deu-se por isso. Depois Plange recuperou,acertou melhor as marcações e "sobreviveu" a uma tarde que ameaçava ser de pesadelo.
João Afonso: Ausente há quase três meses regressou num jogo de tremendo grau de dificuldade e dificilmente deixaria de se dar por isso. Nos tais 20 minutos iniciais "tremeu" face aos envolvimentos atacantes do adversário e ás trocas posicionais entre os pontas de lança. Depois recompôs-se e fez um bom resto de jogo.
Moreno: Também ele, "capitão" e jogador mais experiente da equipa, não escapou ao desacerto inicial. Depois subiu de rendimento e jogou dentro do seu normal. Mas ,mesmo assim, não foi o Moreno do "costume".
Luis Rocha: Se a Plange tocava Gaitan a Luís Rocha tocou Salvio. Um excelente extremo capaz de criar problemas a qualquer defesa. E criou. Mas o lateral vitoriano, neste jogo o defesa de melhor e mais uniforme rendimento, soube resolvê-los a contento até porque Valente foi um bom apoio. Atacou menos que o habitual mas compreende-se. Acaba a época dono do lugar. Como devia ter sido desde que Traoré saiu.
Josué: Apareceu a trinco lugar onde não está rotinado mas depressa lhe apanhou o jeito. E fez um grande jogo quer a trinco quer recuando para ajudar os centrais na marcação aos dois pontas de lança adversários. A ele se deve,em boa parte, o domínio territorial do Vitória nessa zona nevrálgica do jogo. É hoje um dos jogadores mais valorizados do plantel. 
André: Previa-se jogo de grande trabalho e André trabalhou muito. Ele e Josué ganharam,claramente, a batalha de meio campo a Fejsa e Pizzi. Saiu lesionado,no que terá sido o seu ultimo jogo no DAH como jogador do Vitória, e não merecia isso. 
Otávio: Surgiu no lugar de Bernard e teve um desempenho interessante. Sabe ter a bola, sabe jogar,teve iniciativas interessantes a sair para o ataque mas definiu as jogadas quase sempre mal. Bem substituído numa altura em que andava a "pedir" o segundo amarelo.
Sami: Melhor a defender (ajudando Plange) do que a atacar fez um jogo de grande empenho em que não regateou esforços.
Tomané: Mais uma vez emparedado (e que "paredes"...)entre os centrais adversários fez um jogo importante do ponto de vista táctico quer pressionando o ultimo reduto encarnado quer segurando a bola e dando tempo à equipa para subir. Percebeu-se que ia ter poucas oportunidades de rematar mas mesmo assim ainda fez o remate mais perigoso do Vitória perto do fim.
Valente: Descaído sobre a esquerda foi o primeiro a arrastar a equipa para a frente depois dos tais 20 minutos de algum sufoco. Arrancadas poderosas intranquilizando a defesa adversária, dois remates com algum perigo mas também uma fase final do jogo em que talvez por cansaço se agarrou demasiado à bola insistindo em dribles sem sucesso. de que resultaram duas perdas de bola que podiam ter corrido muito mal.
Bruno Alves: Entrou (premonitóriamente?)  a substituir André e esteve em muito bom plano. É um jogador com lugar marcado no Vitória das próximas épocas.
Alexandre Silva: Ainda júnior estreou-se num jogo de alto nível e não acusou a responsabilidade. Foi uma opção algo surpreendente (saiu Otávio) numa altura em que Bouba pareceria a opção mais lógica. Mas talvez RV, percebendo o nervoso miudinho do SLB, tenha tentado reforçar o ataque para ganhar o jogo. Se foi isso...fez bem.
Álvez: Entrou tarde porque quer Valente quer Tomané (que foi o que saiu) já estavam com as "pilhas" gastas. E se tem entrado mais cedo podia ter sido mais útil porque a defesa do Benfica já estava com algumas dificuldades.
Assis, Arrondel,Bouba e Gui não foram utilizados.
Empatar com o Benfica, depois de também o ter feito com o Porto e ganho ao Sporting, significou uma época de invencibilidade caseira face aos candidatos ao titulo o que é sempre de assinalar.
Pena os "deslizes" com Belenenses e Vitória FC que impediram a invencibilidade total e, domingo saberemos, talvez a conquista de um quarto lugar que esteve tanto tempo à nossa mercê.
Depois Falamos

Não Passaram!

As dificuldades ,para o Vitória, eram muitas.
Tinham começado na Madeira com os amarelos "cirúrgicos"(a APAF grande "patrocinadora do 34º titulo não brinca em serviço) a Cafu e Bernard e a lesão de Bruno Gaspar que retiravam três titulares indiscutiveis para um jogo de elevado grau de dificuldade.
Até porque o adversário vinha na sua máxima força.
Continuaram com a nomeação de Soares Dias um árbitro que tem prejudicado notoriamente o Vitória em várias oportunidades para além do inesquecível roubo de Braga.
Acentuaram-se com o clima de festa criado pela comunicação social (vergonhoso comportamento das televisões e jornais desportivos nessa matéria) em volta da inevitabilidade de o SLB confirmar em Guimarães o titulo anunciado através de um triunfo no jogo.
E por isso parecia criado o cenário ideal para um passeio benfiquista.
Enganaram-se.
Desde logo na rábula da "onda vermelha" que ia encher o estádio de adeptos das vitórias e reduzir o adeptos do Vitória a meros figurantes.
Porque,como sempre em qualquer jogo e face a qualquer adversário, os vitorianos estavam em esmagadora maioria embora seja justo reconhecer que o Benfica dos "pequenos"que nos visitam (em Guimarães só o Vitória é "grande") é o que traz mais gente.
E a "onda branca" foi essencial no ânimo que deu à equipa muito antes do jogo começar e ao longo de 90 minutos em que o Benfica foi superior apenas nos primeiros 25.
A verdade é que iniciada a partida temeu-se que as piores previsões se pudessem confirmar face à forte entrada em jogo quer do Benfica quer de Soares Dias.
O Benfica criando três ou quatro oportunidades de golo nos primeiros vinte minutos e Soares Dias colaborando com decisões erradas sempre a prejudicarem o Vitória e a inclinarem o campo para os lisboetas.
Logo aos 2 minutos deixando passar falta clara contra o SLB à entrada da sua área aproveitando estes para contra atacarem com perigo criando a sua primeira oportunidade de golo e depois mostrando apenas amarelo a um jogador benfiquista que agrediu um vitoriano quando o vermelho era evidentemente a sanção adequada. Entre outros erros menos evidentes.
É claro que esta conjugação de esforços entre uma dupla bem sucedida ao longo de toda a época (SLB+APAF) enervou a equipa vitoriana que cometeu alguns erros defensivos que podiam ter custado caro e definido desde logo o rumo do jogo.
Felizmente não aconteceu,
E o Vitória recompôs-se,passou a jogar o jogo pelo jogo, e o ultimo quarto de hora da primeira parte já foi de equilíbrio entre as partes.
O intervalo fez melhor ao Vitória do que ao Benfica.
A fazer lembrar uma certa final do Jamor.
E no segundo tempo embora o Benfica tivesse mais bola teve também mais nervosismo, ao ponto de registar um número invulgar de passes errados, enquanto o Vitória com as marcações a funcionarem bem conseguiu criar sucessivos lances de ataque em que se adivinhava que o golo podia acontecer a qualquer momento como Tomané e Valente bem provaram.
Embora a lista de infortúnios ainda aumentasse, com a lesão de André, nem isso perturbou o Vitória quer porque Bruno Alves entrou bem  quer porque o Benfica já estava ansioso pelo fim de um jogo que não lhe estava a correr conforme esperado.
O empate final traduz com justiça o que se passou ao longo dos 90 minutos.
E ambas as equipas saíram contentes do relvado.
O Benfica porque se sagrou campeão à custa de um empate de terceiros  no Restelo e o Vitória porque contra tudo e contra todos, contra previsões e paineleiros televisivos, contra resultados anunciados e festas marcadas conseguiu manter o "castelo" inviolável face a um adversário a quem alguns achavam que devia estender uma passadeira vermelha.
Não passaram.
E se já festejam o titulo o Vitória nada tem a ver com isso.
Depois Falamos.

P.S. Não passaram eles nem Porto e Sporting.
Pena os "deslizes" com Belenenses e Vitória FC.
Porque podia ter sido uma época invicta em jogos caseiros.

Lago Linnhe,Escócia


Castelo de Chillon,Suiça


sexta-feira, maio 15, 2015

Jogo de Paradoxos

O enfrentamento de domingo, entre os clubes mais representativos de Guimarães e de Lisboa, é para além do confronto desportivo entre dois dos maiores clubes portugueses uma oportunidade de constatar os paradoxos que existem em volta dele.
Destacaria os seguintes.
Disputa-se entre os clubes mais representativos da primeira e da ultima capital de Portugal.
Na cidade de um os mouros nunca entraram enquanto na do outro nunca saíram.
Um representa como ninguém o amor dos adeptos ao clube enquanto o outro é o fiel representante do amor dos adeptos ás vitórias.
No futebol porque nas modalidades eles não são sequer vistos.
Um tem orgulho nos seus adeptos e no apoio que eles lhe dão nos estádios e pavilhões em que joga enquanto o outro se orgulha de um número imaginário de adeptos a esmagadora maioria dos quais nunca o viu jogar ao vivo nem passou sequer perto das suas instalações desportivas.
Um tem milhares a apoiá-lo nas bancadas enquanto o outro tem  milhões no sofá.
Um não tem o nome da cidade na denominação social,mas os ignorantes teimam em tratá-lo assim, enquanto o outro tem o nome da cidade na sua denominação mas ninguém o trata dessa forma.
Um nasceu numa cidade que dele se orgulha e o outro num bairro de uma cidade que divide com vários outros oriundos de outros bairros.
Um tem um percurso que o honra, feito a pé e pelo seu pé (e sempre contra o vento), enquanto o outro anda à décadas a ser levado ao colo por todos os poderes dos políticos aos económicos passando por uma comunicação social servil.
Um o pouco que ganhou...mereceu enquanto o outro do muito que ganhou há boa parte que foi dado.
Na cidade de um não são admitidas "feitorias coloniais" (eles chamam-lhes "Casas do Benfica") dado o profundo respeito pela Constituição da República que proíbe todas as formas de colonialismo, enquanto na cidade do outro acham que "isto é tudo deles"...mas não é!
É pois um jogo de paradoxos.
E o confronto de duas formas de ver e estar no desporto.
Entre a afirmação dos valores da Terra, do orgulho em ser de Guimarães e do Vitória independentemente das vitórias ou das derrotas, e o "vale tudo" desde que se ganhe e se possa dizer que se é de um clube que ganha muitas vezes.
Mas o maior dos paradoxos,do meu ponto de vista, é o facto de domingo a cidade que foi Capital Europeia da Cultura em 2012 ser visitada por um fenómeno, o "benfiquismo", que traduz um dos mais chocantes atrasos culturais deste país.
O de um deslumbramento que vem de séculos passados de uma "provincia" parola e atrasada por uma cidade" desenvolvida e culta" que muitos não conhecem mas de que ouvem falar com  a emoção do desconhecido e o deslumbramento que nem a imaginação parece limitar.
Já nada é assim.
Mas a cultura demora  tempo a fazer o seu caminho!
Depois Falamos.

Veleiro


Caixa de Correio


quinta-feira, maio 14, 2015

Ei-la !

Quando se conheceram os quatro semi finalistas da Liga dos Campeões para além de se preverem jogos de grande interesse, o que se confirmou plenamente, pareceu evidente que qualquer uma das equipas podia ser a vencedora da prova.
Pela valia dos jogadores, pelo fortíssimo colectivo de qualquer uma delas, pelo historial que ostentam.
Barcelona e Juventus serão os finalistas.
Justos finalistas porque foram as melhores equipas no conjunto dos jogos e carimbaram o passaporte para Berlim com inteiro mérito
Mas ninguém se admiraria se a final fosse Real Madrid vs Bayern, ou Barcelona vs Real Madrid ou ainda Juventus vs Bayern.
É evidente que o mundo do futebol. globalmente falando, preferiria a "final das finais" ou seja um Barcelona vs Real Madrid com o aliciante extra do Messi vs Ronaldo no que seria provavelmente a final mais apaixonante de sempre.
Mas a Juventus não deixou.
E por isso em Berlim, no final deste mês, vamos ter um jogo que não sendo "o jogo" será igualmente interessante opondo o já actual campeão de Itália ao mais que provável campeão de Espanha em 90 minutos (ou 120) que serão seguramente de uma intensidade táctica invulgar até a este nível.
Opondo o futebol ofensivo do Barcelona, assente na posse de bola (o "tiki taka" versão Luís Henrique) e em 30 metro finais diabólicos em que o melhor trio ofensivo do futebol mundial (Messi-Neymar-Suarez) dá cartas e resolve a esmagadora maioria dos jogos a seu favor ao perfeccionismo defensivo da Juventus que parte daí ,com rápidas mudanças de ritmo, para ataques perigosissimos assentes na utilização simultânea de dois pontas de lança (Tevez e Morata) de grande mobilidade e capacidade realizadora.
Grande jogo se espera.
Que será também, tudo o indica, a despedida destes "palcos" da Champions de três grandes senhores do futebol mundial.
Buffon, Pirlo e Xavi.
E eles merecem despedir-se com um grande jogo de futebol.
Depois Falamos

quarta-feira, maio 13, 2015

Respeitinho

Já no passado tive oportunidade de aqui escrever sobre a minha professora primária com todo o apreço e carinho que ela ainda hoje me merece passados mais de 45 anos sobre o tempo em que me deu aulas e algumas décadas sobre a sua morte.
Chamava-se Maria Emília Azevedo (esposa e depois viúva do grande escultor António de Azevedo) e dava aulas em casa, ao cimo da hoje denominada Av. Humberto Delgado, a crianças de ambos os sexos e que frequentavam as quatro classes.
Na mesma sala, em simultâneo, éramos mais de 25 e ela não se perdia nas matérias nem na disciplina que impunha a todos.
Quando foi minha professora já ultrapassara os sessenta anos e movia-se com alguma dificuldade (sempre com uma bengala) pelo que dava as aulas sempre sentada enquanto os alunos se espalhavam por uma mesa e duas carteiras todos misturados desde a primeira á quarta classe.
A verdade é que tratando-se de ensino particular éramos obrigados a ir fazer o exame da quarta classe ao ensino oficial e não consta que alguma vez um aluno da D.Maria Emília tenha reprovado.
Bem pelo contrário faziam sempre as provas com distinção.
Na velha escola de Santa Luzia é claro.
A D. Maria Emília era de facto uma excelente professora.
Reformada do ensino oficial dava aulas para se entreter (e porque adorava ensinar) e não aceitava que lhe pagassem em dinheiro.
Pelo que ao fim do mês era comum ver os pais dos alunos a entrarem pelo jardim com uns cabazes de mercearia que ofereciam a titulo de pagamento embora ela nada pedisse.
Adorava crianças mas em questões de disciplina e ensino era muito rigorosa e ,quando necessário, fazia uso de uma "certa" régua e de um "certo" ponteiro bem comprido que chegava a quase todos os pontos da sala quando era ...preciso.
Nenhum dos que por lá passou teve a honra de não travar conhecimento com esses instrumentos auxiliares de ensino, mas também não consta que esse conhecimento tivesse feito mal a alguém.
E se hoje recordo,com carinho e saudade, a D. Maria Emília é precisamente para garantir publicamente (e espero que ela onde estiver tome conhecimento disto...) que as reguadas que me deu em prol da aprendizagem correcta da língua portuguesa (e de outras matérias também...) nunca serão por mim desperdiçadas em prol da entrada em vigor de qualquer acordo ortográfico!
O português em que escrevo é o português que a D.Maria Emília me ensinou.
E assim será enquanto por cá andar e por cá escrever.
Ponto final!
Depois Falamos