sábado, abril 25, 2015

Triste com o PSD

Ainda guardo religiosamente esta brochura, das primeiras editadas pelo PPD, e que foi muito importante na minha decisão de aderir à JSD em Janeiro de 1975.
Já foi há muito tempo, mais de 40 anos!
E naturalmente que numa vida partidária de 40 anos houve espaço para as alegrias e para as tristezas, para os períodos de maior militância e outros de maior afastamento, para grandes convergências e algumas divergências.
Para apoiar lideranças de excelência e outras que fizeram o que puderam.
Esta semana estou triste com o PSD.
A tristeza começou no passado sábado, em Barcelos, quando uma magnifica organização da distrital de Braga foi ensombrada por uma decisão saída do "nevoeiro" que mandou os jornalistas saírem da sala quando se iniciaram as intervenções politicas.
Sendo verdade que os trabalhos da parte da manhã tinham sido à porta fechada é igualmente verdade que os jornalistas tinham sido convidados para estarem presentes na parte da tarde em que se registaram intervenções do presidente do partido, do presidente da distrital e um painel temático com a participação de três secretários de estado.
A verdade é que passando por cima do convite da distrital para estarem presentes foi dada ordem aos jornalistas para abandonarem a sala.
O que levou a que na imprensa nacional, incluindo as televisões que estiveram lá, não aparecesse uma única noticia sobre o evento.
O prejuízo foi naturalmente do partido, que perdeu a oportunidade de mostrar ao país(e ao distrito) uma grande mobilização, mas é impossível não deixar de considerar a decisão de mandar sair os jornalistas como uma desconsideração à distrital,ás concelhias do distrito e a todos os seus militantes.
Os que estiveram presentes e os que não tendo lá estado gostariam de ter visto o evento nas televisões ou nos jornais nacionais.
Já para não falar da indignação dos jornais regionais contra quem os convidou( a distrital) e que não tendo nenhuma responsabilidade no sucedido é quem vai ter de gerir o mau estar com quem acompanha no dia a dia o seu trabalho.
Braga não merecia isto.
Não só porque foi um dos distritos em que o PSD teve melhor resultado nas legislativas de 2011 ou por ter sido o único a nível nacional onde o partido subiu o número de câmaras por ele dirigidas nas autárquicas de 21013 mas essencialmente porque os seus militantes e os eventos em que eles participam não são menos que os eventos realizados noutros distritos.
E se saí de Barcelos triste com o sucedido ainda mais triste fiquei quando na noite de sábado, e depois nos jornais de domingo, constatei que o evento para o qual Passos Coelho se dirigira depois de Barcelos ( o Fórum Distrital de Autarcas do Porto realizado na Maia) teve ampla cobertura televisiva e noticiosa.
Lá, na Maia, já os jornalistas puderam entrar e permanecer de principio a fim.
Dois pesos e duas medidas completamente inaceitáveis seja qual for o ponto de vista que se tenha sobre o assunto.
Mas, infelizmente, a questão não só não "morre" por aqui como ainda se agrava.
Na quarta feira a edição do "Povo Livre" (para quem não sabe é o orgão oficial do PSD)dá a capa à presença de Passos Coelho na Maia bem como uma página inteira (com fotos) à cobertura do evento portuense mas sobre Barcelos...nem uma linha.
Uma linha que fosse.
Um evento em que estiveram o presidente do PSD( e primeiro ministro de Portugal), o secretário-geral , um euro deputado e vários deputados , presidentes de câmara e largas dezenas de autarcas do distrito e em que foram oradores três secretários de estado do actual governo não mereceu do jornal do partido uma notícia.
Nada!
Nada?
Não sei se é para rir ou para chorar mas publicaram uma pequena fotografia do evento de Barcelos, literalmente "perdida" entre várias outras, numa peça sobre um jantar ocorrido na passada sexta feira em...Torres Vedras!
São demasiados factos para serem infelizes coincidências.
E daí o estar triste com o PSD.
Porque tudo isto reporta ao "que não somos" e nada tem a ver com "o que somos".
Ou devíamos ser...
Depois Falamos.

quinta-feira, abril 23, 2015

Futebol de Topo

A propósito das próxima meias finais da Liga dos Campeões, cujo sorteio de amanha desperta as maiores expectativas, é interessante deitar um olhar sobre a História daquela que é a maior competição de clube do futebol mundial.
E sobre os mais relevantes dados estatísticos da mesma.
E a primeira curiosidade diz-nos claramente quem são as dez melhores equipas de sempre em termos de palmarés, ou seja, de finais disputadas.
Real Madrid(13), Milan (11), Bayern (10), Liverpool,Barcelona, Benfica, Juventus, (7), Ajax (6)Inter e Manchester United (5).
Dessas para baixo há mais 29 clubes mas nenhum disputou mais de duas finais.
Quanto a vencedores o ranking também é claro.
Real Madrid (10), Milan (7),Liverpool e Bayern (5), Barcelona e Ajax (4), Inter e Manchester United (3), Benfica,Juventus, Nottingham Forest e Porto (2) são os clubes mais vitoriosos de sempre.
Existindo mais dez clubes com um triunfo cada.
Ou seja a Liga dos Campeões já teve 22 vencedores diferentes.
Em termos de finais perdidas há três clubes a deterem essa duvidosa honra:
Benfica, Bayern e Juventus perderam cinco finais com os dois últimos em condições de ainda poderem piorar essa estatística na corrente época.
Depois há 17 clubes que já disputaram a final mas nunca a ganharam.
Com particular destaque para Stade de Reims, Atlético de Madrid e Valência com duas finais disputadas e perdidas.
Ao invés de Nottingham Forest e Porto que venceram as duas finais que disputaram.
Por países há um quarteto que lidera.
Espanha com 24 finais (14 ganhas), Itália 26 (12), Inglaterra 18 (12) e Alemanha 17 (7).
Depois Holanda 8 (6), Portugal 9 (4) e França 6 (1).
Existindo mais seis países a constarem do ranking:
Escócia,Roménia e Sérvia com duas finais e um triunfo cada.
Restando Bélgica, Grécia e Suécia com uma final e uma derrota cada.
Restando dizer que nas vitórias de cada país há um número bem diferente de clubes a contribuírem para isso.
As 14 vitórias de Espanha devem-se ás 10 do Real Madrid e 4 do Barcelona.
As 12 de Itália pertencem 7 ao Milan, 3 ao Inter e 2 á Juventus.
As 12 de  Inglaterra são 5 do Liverpool, 3 do Manchester United, 2 do Nottingham Forest, 1 do Chelsea e 1 do Aston Villa.
As 7 da Alemanha são 5 do Bayern, 1 do Hamburgo e 1 do Borússia Dortmund.
As 6 da Holanda são 4 do Ajax, 1 do Feyenord e 1 do PSV.
As 4 de Portugal são 2 do Benfica e 2 do Porto.
Curiosidades da Liga dos Campeões.
Que esta época, como todos os anos acontece, vai implicar mexidas nos diversos rankings consoante os finalistas e o vencedor.
Depois Falamos.

Lago Balaton, Hungria


Raposa

Foto : National Geographic

Castelo de Conwy, País de Gales


terça-feira, abril 21, 2015

Um Grande Encontro

Há momentos que marcam.
O Encontro Distrital do PSD, realizado em Barcelos no passado sábado, foi um deles.
Desde logo pela dimensão.
Envolveu mais 500 participantes, de todos os concelhos do distrito, que durante um dia inteiro deram o seu contributo ao partido participando em debates, formulando opiniões, assistindo a intervenções politicas de dirigentes e governantes do PSD.
Mas a caracteristica essencial, e aquela que porventura foi mais valorizada e apreciada pelos participantes, foi o terem sido chamados a dar opinião.
Sobre o país, sobre os seus concelhos e freguesias, sobre o que de bom o governo fez, sobre o que de menos bom foi feito e sobre aquilo que devem ser as propostas principais que a seu tempo o PSD apresentará aos portugueses.
Divididos em 26 grupos de trabalho, com cerca de 25 pessoas cada, e moderados por  52 quadros políticos do partido entre os quais sete deputados (Miguel Macedo, Fernando Negrão, Nuno Reis, Jorge Paulo Oliveira, Clara Marques Mendes, João Lobo e Hugo Soares)e quatro presidentes de câmara (Joaquim Mota e Silva, Benjamim Pereira, António Cardoso e António Vilela), os participantes passaram a parte da manhã a debaterem a actualidade politica dos seus concelhos e freguesias e a darem opinião sobre o governo e o país.
E tiveram oportunidade de o fazer quer oralmente quer por escrito através do preenchimento de um questionário em que lhes eram pedidas opiniões e sugestões.
Depois o sempre retemperador almoço, no refeitório da escola , no qual estiveram todos os participantes e moderadores e no qual marcaram presença  o presidente(Passos Coelho) e o secretário geral(Matos Rosa)do PSD .
Na parte da tarde as intervenções de José Manuel Fernandes e Pedro Passos Coelho, seguidas de um painel temático com comunicações e debate, dos secretários de estado Emídio Guerreiro, Agostinho Branquinho e Leitão Amaro.
A encerrar uma intervenção do deputado Miguel Macedo.
Este Encontro Distrital do PSD, em boa hora promovido pela comissão política distrital, mostrou um partido mobilizado em que todas as estruturas do distrito estiveram envolvidas, com militantes e simpatizantes participativos e motivados, com a generalidade dos quadros políticos do distrito a marcarem presença e colaborarem na iniciativa.
É verdade que "uma andorinha não faz a Primavera" mas caminhamos para um tempo em que todos terão de assumir as suas responsabilidades face ao grande desafio que as legislativas de Outubro vão constituir para o PSD.
No distrito de Braga o "comboio" partiu sábado,de Barcelos,bem conduzido e com as "carruagens" repletas de "passageiros".
Onde cabe sempre mais gente mas onde ninguém fez, faz ou fará falta...
Depois Falamos.

Imagens do Vitória-Braga











Lendas da B.D. - Aquaman e Batman


Bois Almiscarados


Farol


segunda-feira, abril 20, 2015

Detalhes...


Em teoria há muitas diferenças entre estas duas fotografias.
E algumas semelhanças.
A principal é ambas as fotos se reportarem a jogos entre Vitória e Braga.
Depois o nela constar pelo menos um jogador(Alan) comum ás duas.
As diferenças é que são muitas.
A primeira reporta-se ao jogo da passada sexta feira e a segunda ao jogo de Dezembro de 2014 na primeira volta do campeonato.
Numa o jogador que conduz a bola é André  e na outra Bouba.
Os estádios não são os mesmos e o resultado dos jogos também não foi o mesmo.
Mas este texto é sobre a principal semelhança e a principal diferença que resultam das duas fotografias e que reside nos equipamentos usados pelas duas equipas.
O do Braga é sempre o principal.
Quer jogue na "Pedreira" quer jogue no D. Afonso Henriques.
O do Vitória não.
O que significa que em Braga se levam estes derbies tão a sério que para eles o equipamento principal é sempre o usado enquanto em Guimarães se dispensa a camisola branca num jogo em que ela não pode ser dispensável seja a que preço for.
Percebo que a politica de marketing imponha o uso de equipamentos diferentes(especialmente quando há mais que um equipamento alternativo...),mesmo quando o do adversário não obriga à mudança, mas há jogos em que isso não pode estar acima do orgulho em vestir a principal camisola.
Nunca vi, a titulo de exemplo, o Barcelona e o Real Madrid defrontarem-se sem vestirem os seus equipamentos tradicionais.
Ou Porto, Benfica e Sporting nos jogos entre eles apresentarem-se sem os seus principais equipamentos.
O Vitória tem de fazer o mesmo nalguns jogos.
E embora todos saibamos que é a Liga que no inicio de cada época define os equipamentos que cada equipa usa em cada jogo (normalmente o primeiro equipamento para os jogos em casa e um dos alternativos para os jogos fora consoante o clube que visita), sabemos também que os clubes podem alterar o definido desde que avisem a Liga com uma antecedência definida nos regulamentos.
Por exemplo, em 2012, o Vitória quis estrear o terceiro equipamento (a camisola branca com a cruz azul que tanto sucesso fez) nos jogos com o Braga em casa (equipa A) e fora (equipa B) que se realizaram na mesma altura.
Foi comunicado à Liga e estrearam-se os equipamentos sem qualquer problema.
E por isso espero que no futuro o Vitória antes de ir a Braga, Luz, Alvalade ou Dragão defina que o equipamento que vai usar nesses jogos é aquele de que a camisola branca faz parte.
Porque embora seja importante fazê-lo sempre há alturas em que o afirmar da nossa identidade é particularmente importante.
E, em boa verdade, já estou farto de ver o Vitória jogar de preto sem qualquer necessidade.
Nesses e noutros jogos.
Depois Falamos

P.S. Não sou , longe disso, contra o uso de equipamentos alternativos.
E espero que na próxima época o Vitória volte a ter um terceiro equipamento e jogue com ele um número razoável de vezes.

Golfinhos

Foto: National Geographic

domingo, abril 19, 2015

Coordenação

Um dos erros que por vezes se aponta ao governo, muito em especial depois da saída de Miguel Relvas, é o da falta de coordenação politica.
Problema real mas que não é exclusivo do governo dado que parece também afectar, aqui e ali, o próprio partido.
Como este fim de semana ficou provado.
Não estamos, ainda, em campanha eleitoral e por isso não faz nenhum sentido "encavalitar" iniciativas umas em cima das outras porque perde-se o impacto muito próprio que cada uma deve ter e o mediatismo comunicacional que em separado teriam e seria naturalmente muito maior.
No passado sábado a distrital de Braga realizou, em Barcelos, um" Encontro Distrital" que envolveu todas as estruturas politicas do distrito e que vinha a ser meticulosamente preparado desde final do ano passado dada a dimensão que se pretendia que atingisse.
E atingiu!
Mas ao contrário do que seria normal, chamemos-lhe assim, o encontro não foi encerrado pelo presidente do partido porque este tinha um outro compromisso, num encontro de autarcas organizado pela distrital do Porto, e assim falou em Barcelos ao principio da tarde e saiu para depois ir encerrar o outro evento na Maia.
Conclusão?
As televisões que também estiveram em Barcelos optaram por passar resumos destacados do que se passou na Maia dado ter sido a ultima iniciativa  e a elas o que interessava era terem declarações "do dia" de Pedro Passos Coelho sendo-lhes indiferente o lugar onde eram feitas.
E o país viu o presidente do PSD num auditório bem composto em termos de assistência ao invés de poder ver o autêntico banho de multidão que teve em Barcelos.
Não está em causa o mérito de ambas as iniciativas e muito menos qualquer tipo de rivalidade entre as distritais de Braga e do Porto como é mais que evidente.
Apenas a necessidade de a coordenação deste tipo de actividades ser mais eficaz de molde a que cada uma delas possa ter o máximo de mediatismo possível.
No interesse do PSD.
Depois Falamos

O Nosso 14

No "castelo" encontravam-se duas equipas com trajectórias bem diferentes nos últimos três meses.
De um lado o Vitória em trajectória descendente, fragilizado por transferências e lesões, bem longe da equipa que na primeira volta chegou a encantar.
Do outro lado um Braga em claro bom momento, a quem Janeiro não fez mossa e a poder contar com todos os seus principais jogadores, e com uma sequência de bons resultados que indiciavam um momento de motivação acima do normal.
Mas quando o árbitro apitou para inicio do derbie percebeu-se que as aparências iludiam.
E muito.
Individualmente:
Douglas:Um jogo tranquilo. No pouco que teve para fazer fê-lo com segurança
Plange: Na enésima insistência nele para lateral direito provou,pela enésima vez, que não é opção para aquele lugar. Remedeia mas nada mais.
Kanu: Regressado após lesão fez a sua melhor exibição com a camisola vitoriana. Intratável.
Moreno: Um daqueles jogos que o capitão vitoriano adora jogar. E jogou-o muito bem.
Luís Rocha: Excelente exibição. Muito seguro a defender e incisivo a integrar-se no ataque fazendo uso da sua capacidade para efectuar cruzamentos com peso ,conta e medida. Perto do golo num livre de excelente execução.Foi pena terem-se perdido três meses porque era óbvio ser ele a solução para substituir Traoré.
Cafu: Para mim a mais brilhante exibição vitoriana na noite de sexta feira. Foi dono e senhor do meio campo. E barreira intransponível para a organização do jogo por parte do meio campo adversário. Tal como Moreno ( e o inesquecível capitão Flávio Meireles) adora estes jogos.
André:Um bom jogo, ajudando à supremacia da intermediária vitoriana, e quase um golo naqueles remate à barra. Um jogador a a regressar ao seu melhor plano.
Bernard: Mais um jogo de altos e baixos. Marca quase todos os livres e cantos e marca-os quase todos mal. Os cantos teimosamente direitos ao primeiro poste e ao primeiro defensor e os livres direitinhos à barreira. Mas depois pega na bola e nalguns lances demonstra o imenso talento que tem.
Precisa de estabilizar.
Sami: Esforçou-se. Mas não fez o Braga arrepender-se de o ter dispensado.
Tomané: Uma bela exibição. Muito bem a cair nos flancos e a criar lances de ida à linha, muito bem a segurar a bola e a dar tempo aos colegas para subirem, teve ainda um remate perigoso que saiu a um palmo do poste. Se tem jogado num flanco com Álvez e Valente na área provavelmente o Braga teria regressado a casa com uma derrota mais pesada.
Valente:É ponta de lança e é na área que pode ser mais útil à equipa. Quando cai nos flancos perde rendimento porque não é claramente o seu espaço natural. De salientar o arreganho com que se bateu equiparável aos de Moreno e Cafu. Mais um que gosta,sabe-se porquê, de defrontar o Braga
Bouba: Uma substituição bem vista por Rui Vitória numa altura em que importava não consentir surpresas. Entrou bem.
Álvez: Era para entrar mais cedo mas o golo de Valente retardou (mal do meu ponto de vista) a sua entrada. Não teve tempo para saliência especial.
Gui: Substituição para queimar tempo e nada mais
Assis, João Pedro, Ivo e Otávio não foram utilizados.
Um triunfo importante em termos de defesa do quinto lugar.
Mas vale apenas, e só, três pontos e não pode ser extrapolado para lá disso.
Depois Falamos

sábado, abril 18, 2015

Limpinho

Foto: www.vitoriasc.pt/ João Santos
Os derbies são assim.
Pouco importa a classificação, o aparente estado de forma das equipas,o suposto favoritismo que se atribui a cada uma delas.
Importa é o que demonstram em campo,a atitude de cada uma, a motivação individual dos jogadores perante o desafio especial que um derbie sempre constitui.
E em todos esse itens o Vitória foi superior ao Braga.
Pelo que conseguiu um triunfo justo, escassa na expressão, mas limpinho.limpinho, limpinho.
Porque no futebol quando ganha o melhor nada mais há a dizer.
A verdade é que o Braga, pese embora a prosápia do seu treinador, entrou no estádio D. Afonso Henriques como tantas equipas pequenas o fazem dando a iniciativa do jogo ao adversário e esperando com uma atitude extremamente conservadora e defensiva que a sorte do jogo acabe por os favorecer.
Como se um complexo de inferioridade os impedisse de fazerem jus aos dez pontos de vantagem na tabela classificativa e assumirem, no mínimo, uma atitude de disputarem o jogo pelo jogo em todo o terreno.
Aliás a semelhança do Braga com outras equipas que vem a Guimarães jogar daquela forma estendeu-se à pequena falange de adeptos bem longe dos milhares que andaram a apregoar pela comunicação social.
Mas, também aí, nada de novo!
Quanto ao Vitória fez a melhor exibição da segunda volta o que não encerrando em si nenhuma dificuldade especial deixa a expectativa de um final de campeonato mais consentâneo com o valor do plantel e as ambições de clube e adeptos.
Ao ponto de se poder perguntar por onde andou durante meses "este" Vitória.
Uma boa exibição individual e colectiva, uma atitude dominadora e a busca do golo que apenas apareceu por uma vez mas esteve iminente em mais três como foram os casos do portentoso remate de André à barra, de um livre muito bem marcado por Luís Rocha e de um desvio subtil de Tomané que errou o alvo por muito pouco.
Das exibições individuais se falará noutro texto mas ainda assim importa relevar algumas delas pelo contributo que tiveram para o jogo.
Especialmente as de Cafu, Moreno, Tomané e Luís Rocha curiosamente quatro jogadores "feitos" no clube e que por isso vivem estes jogos com especial intensidade.
E acho que se depois do 1-0 o Vitória tivesse "forçado" a nota, nomeadamente com a entrada imediata de Álvez (que estava na linha para entrar aquando do golo mas veria a substituição retardada por minutos), poderia ter dilatado o resultado face a um Braga completamente "à nora".
Mas Rui Vitória optou por jogar pelo (mais) seguro e o resultado final acaba por lhe dar razão.
Três preciosos pontos na luta pela Europa (onde o Vitória tem de estar sempre) mas que nem são a salvação de uma segunda volta muito fraca ,até agora, nem um resultado de "outro mundo".
Apenas um triunfo justo e merecido da melhor equipa em campo face a um adversário que normalmente sai de Guimarães vergado ao peso da derrota.
Agora há que manter a atitude e o espírito de conquista evidenciados neste jogo e ir a Vila do Conde buscar mais três pontos para consolidar o quinto lugar.
Carlos Xistra, sem erros graves, mostrou uma vez mais ter pouco jeito para a função.
Depois Falamos.