quarta-feira, agosto 28, 2013

E Trabalhar?

Hoje de manha vinha no carro a ouvir as noticias.
Nomeadamente as referentes à promulgação pelo Presidente da República do diploma relativo ao aumento de horário laboral da função pública.
E as consequentes reacções dos dirigentes sindicais.
Do "taliban"Arménio Carlos ao "imitador" Carlos Silva passando pelo eterno Bettencourt Picanço.
A uma só voz prometiam contestação, luta dos trabalhadores, paralizações e outras formas de oposição a essa lei.
Eu nem vou entrar pelo caminho de comparar os horários de trabalho na função pública e na iniciativa privada.
Ou de fazer considerações sobre se na função pública se trabalha muito ou pouco.
Porque existem ambos os casos como é evidente.
Limito-me a constatar, uma vez mais, que num país cheio de dificuldades e em que não existe outra solução que não seja trabalhar(e muito) os dirigentes sindicais continuam com um discurso retrógrado, irresponsável e completamente desajustado da realidade.
Importa é exigir aumentos de salários e menores horários de trabalho.
Um discurso responsável sobre a importância do trabalho e do aumento dos níveis de produtividade é que ninguém lhes ouve.
Porque tal como as sanguessugas se alimentam de sangue o "alimento" deles são os problemas, as greves, o explorar da insatisfação dos trabalhadores.
E o claro objectivo de estarem como esse inenarrável Mário Nogueira dezenas de anos nas direcções sindicais para não terem de trabalhar!
Porque trabalhar...cansa!
Depois Falamos

P.S: Sou um trabalhador sindicalizado que acredita no sindicalismo.
Não acredito é na esmagadora maioria dos sindicalistas deste país!

Baia-Mare, Roménia

Foto: www.nationalgeographic.com

segunda-feira, agosto 26, 2013

Desavergonhado!

Portugal assistiu ontem, com aviso prévio ao longo de vários dias, a algo perfeitamente digno de uma república das bananas e de um qualquer Chavez de opereta.
Enquanto por todo o país milhares de bombeiros, alguns com sacrifício da própria vida, combatiam fogos que assolam as nossas florestas em Lisboa duas centenas de bombeiros sapadores(profissionais) andaram a brincar aos simulacros de incêndio sobre o conveniente pretexto de recordar os 25 anos do incêndio do Chiado( e até nisto a comemoração seria de gosto bem duvidoso)que ontem passavam.
Na verdade andavam a colaborar, por ordens superiores seguramente, numa nojenta acção de campanha eleitoral do presidente da câmara de Lisboa que com a prestimosa colaboração de todas as televisões (até da RTP serviço público) teve todo o tempo de antena que quis para vender o seu "peixe".
Uma vergonha e um nojo!
E ainda não ouvi o presidente da comissão nacional de eleições, tão incomodado com uma velhinha a que Luís Filipe Menezes terá pagos umas despesas, pronunciar-se sobre os largos milhares de euros que o erário público gastou numa acção de campanha de António Costa.
Pois é.
Ser de Lisboa, ser irmão do director do Expresso , ser do PS e de outras organizações com poder dá muito jeito.
Não façam é dos portugueses parvos.
Porque o que se passou ontem em Lisboa é um escândalo e uma vergonha.
Infelizmente paga por todos nós.
Depois Falamos

sexta-feira, agosto 23, 2013

Sintra o Alfa e o Ómega

Sintra é o segundo município do país em número de eleitores.
Liderado desde 2001 por uma coligação PSD/CDS presidida por Fernando Seara e vice presidida por Marco Almeida, viu-se por força da lei de limitação de mandatos, a coligação na necessidade de escolher um novo candidato.
Pareceria pacifico, num partido com funcionamento normal, que dada a disponibilidade do vice presidente Marco Almeida para assumir a candidatura e o apoio da secção concelhia a questão fosse de simples solução e aquele que durante 12 anos fora leal vice presidente de Seara fosse o candidato.
Mas o PSD hoje não tem um funcionamento normal!
Infelizmente.
E lobbys internos, gente despeitada por negócios que não foram avante, ressabiados de eleições internas em que Marco Almeida apoiara Manuela Ferreira Leite, arranjaram maneira nas direcções distrital e nacional do partido de vetarem a candidatura.
Naquela que é uma das maiores vergonhas da história autárquica do PSD!
E vetado o candidato natural convenceram o deputado Pedro Pinto a avançar para uma candidatura "suicida" sem qualquer hipótese de sucesso e que vai atirar o partido para uma posição residual numa autarquia que vinha liderando há 12 anos.
Mas não contentes com isso ainda resolveram empenhar (é exactamente o termo) figuras de relevo do partido, desde o líder Passos Coelho(tão ausente destas autárquicas) aos ex lideres Marcelo Rebelo de Sousa e Luís Marques Mendes (e os que mais virão...) numa campanha votada ao insucesso por força do atrás explicado.
Sintra é o Alfa e o Ómega do futuro do PSD.
Porque se ganhar Marco Almeida, como espero e desejo, ou a câmara for perdida para o PS há que exigir responsabilidades ao mais alto nível por este disparate inenarrável cometido em Sintra sem outro motivo e explicação que não seja politica do mais baixo nível.
E de um lado ficarão aqueles que querem o PSD de regresso ao seu bom passado e do outro aqueles que por acção, omissão ou participação escolheram avalizar algo que nunca devia ter acontecido e envergonha todos aqueles que estão no PSD (e acredito que é uma enorme maioria) por princípios e valores e não se identificam nada com esta forma de o partido agir.
A 29 de Setembro, em Sintra (e não só...) os eleitores escolherão mais do que o seu presidente da câmara.
Vão também definir que PSD pode Portugal ter no futuro.
Depois Falamos.

quinta-feira, agosto 22, 2013

Tigres Brancos


Geração Telemóvel

Vivemos num tempo, por mim falo e já fui pior nessa matéria, de absoluta dependência dos telemóveis.
Ao ponto de se verem crianças que frequentam o ensino básico a irem para a escola falando animadamente ao seu telemóvel abstraídas do mundo que as rodeia.
Na politica, então, o telemóvel transformou-se em algo que faz a diferença.
Entre ter ou não ter poder.
Sou do tempo em que as lideranças politicas e os políticos de topo se caracterizavam por qualidades diferentes.
Carisma, capacidade de liderança, inteligência, dotes tribunicios, pensamento politico apurado, capacidade de convencer multidões.
Ideias, pensamento, reflexão, estratégia.
Hoje grande parte disso foi substituído pela agenda do telemóvel.
Políticos que não vão ao cinema, não lêem um livro, não visitam de moto próprio um monumento ou uma exposição de arte, são incapazes de ganhar uma partida de "Trivial Pursuit" por absoluta falta de cultura geral, dominam partidos e governos porque passam a vida "pendurados" no telemóvel a gerirem influências, compadrios, "tropas" e afins.
É o que temos.
E por isso estamos como estamos.
Depois Falamos

quarta-feira, agosto 14, 2013

Os Trabalhos de Rui

Rui Vitória é um treinador inteligente, culto, excelente comunicador e que soube apreender em toda a sua plenitude o que significa treinar um clube tão especial como o Vitória.
Chegou para substituir Manuel Machado e teve uma época francamente difícil.
Um balneário desequilibrado, muitos egos para gerir, salários em atraso e uma forte contestação dos adeptos que levou a eleições antecipadas no clube e á substituição de Emílio Macedo por Júlio Mendes.
Começou então o chamado ano zero.
Saída de muitos jogadores, uns por razões económicas e outros meramente desportivas, necessidade de ir ao mercado sem dinheiro, compatibilização com a equipa B então surgida entre vários outros problemas que foram surgindo.
A isso Rui Vitória (mais Arnaldo Teixeira, Sérgio Botelho, Nelson Oliveira e Luís Esteves é justo nomeá-los) soube fazer frente e com uma competência a toda a prova e uma paciência que nunca será de mais louvar levou o navio a bom porto.
Com um grande apoio dos miúdos que Luiz Felipe preparava na B convém não esquecer.
E serenamente,passo a passo, ganhou a Taça de Portugal.
Momento mais alto de 90 anos de História de um clube cujo palmarés estava (e está) muito aquém da sua realidade associativa.
É legitimo pensar que Rui Vitória tenha(como nós vitorianos aliás) olhado para essa conquista como um patamar a partir do qual, e sempre com os pés bem assentes no chão, seria legitimo perspectivar novas conquistas e novos patamares de ambição.
Afinal, e como deve ter sido difícil interiorizar essa realidade, parece que não é bem assim.
"Ano zero"..."ano de reconstrução"..."travessia do deserto..." de tudo tenho ouvido chamar á época que agora se inicia.
Sábado em Aveiro esbarramos de frente com a realidade.
Dos titulares no Jamor foram titulares quatro jogadores.
Douglas, Paulo Oliveira, Addy e André.
Dos outros sete titulares constata-se que Pedro Correia não tem experiência de 1ª Liga, Josué começou a época passada como suplente da equipa B, Moreno veio do Nacional, Barrientos esteve longe de ser um titular indiscutivel tal como Marco Matias, Crivellaro começara a época anterior como suplente da B e Tomané foi titular da B toda a época mas mais como extremo do que como ponta de lança.
Se pensarmos que há uma ano atrás RV tinha ao seu dispor Soudani, Defendi, Adoua,Baldé, Alex, N'Diaye, Ricardo, João Ribeiro é fácil de constar que o ponto de partida era bem mais estável (e forte) do que aquilo que é hoje.
É certo que até 31 de Agosto ainda podem chegar (e partir...) jogadores.
Mas nem que viessem Ronaldo, Messi e Neymar viriam a tempo de ganharmos a Supertaça que por se disputar num jogo só era teoricamente o objectivo menos difícil de conquistar nas 5 frentes em que esta(va)mos envolvidos.
Mas essa está perdida.
E Rui Vitória tem agora pela frente um trabalho imenso.
Lutar nas quatro frentes que restam com um plantel que dificilmente até 31 de Agosto atingirá os padrões de qualidade do que terminou a época passada.
Sabendo que a equipa B não tem as soluções que tinha (até porque joga num campeonato de menor qualidade) e que tão úteis lhe foram no passado.
E compatibilizando essas limitações que lhe foram impostas com uma massa associativa que dá consecutivas mostras de querer mais e simultâneamente mostra total disponibilidade e empenho em ser um suporte eficaz desse "mais".
O Jamor e Aveiro foram duas marcas brutais do que são os vitorianos capazes pelo seu clube.
Essa paixão unica, essa dedicação sem igual, tem resistido a desgostos e desilusões, a descidas de divisão e vergonhas diversas.
Mas merece ser alimentada com alegrias, triunfos e títulos.
Todos sabemos, conscientemente, que o nosso caminho em termos financeiros ainda é difícil e obriga a cuidados.
Mas parece-me, enquanto simples adepto, que seria aconselhável que aqui e ali se trocasse a tabuada pelo livro que Custódio Garcia escreveu sobre o clube.
Porque está lá tudo que é preciso saber para perceber a paixão vitoriana.
E a nossa paixão, a maior riqueza imaterial do clube, não tem preço.
A sua falta tem.
Mas esse preço não há nenhum vitoriano que o queira pagar!
Depois Falamos

domingo, agosto 11, 2013

0-3


Este é dos tais casos em que duas imagens valem mais do que mil palavras.
Porque entre as equipas que alinharam a 26 de Maio e ontem as semelhanças são muito poucas.
Infelizmente.
Isso, que é imenso, mais a valia indiscutivel deste Porto (um dos mais fortes dos últimos anos) tornavam a tarefa dos comandados de Rui Vitória em algo extremamente dificil e que só uma noite excepcional em que tudo saísse bem podia dar esperanças de vencer a supertaça.
A verdade é que o inicio de jogo do Porto foi arrasador com dois golos de rajada e logo aí se percebeu que a sorte do jogo estava traçada e muita sorte se os números não evoluíssem para algo próximo dos da final de Taça de há dois anos.
O que felizmente não aconteceu.
Pese embora aquele terceiro golo ás portas do intervalo tivesse adensado esses receios.
A verdade é que as correcções efectuadas ao intervalo por RV (em especial a entrada de Leonel Olimpio) deram alguma consistência defensiva á equipa que conseguiu dar mais equilíbrio ao jogo muito por força,também, do natural abrandamento do adversário.
Em suma "este" Vitória revelou-se muito "tenro" face á valia do Porto e valerá o facto de na Liga que começa domingo não existir mais nenhuma equipa desta dimensão.
O que não significa que o Vitória vá ter um campeonato fácil.
Porque não vai.
De salientar o fair play das duas equipas deixando-se fotografar juntas antes do inicio do jogo e aplaudindo-se mutuamente na hora de receberem as medalhas de participação.
Foi um exemplo bonito.
Quanto a Soares Dias não teve influência no resultado.
Porque não foi preciso!
Depois Falamos

Moscovo,Rússia


Sapo

Foto: www.nationalgeographic.com

sexta-feira, agosto 09, 2013

Uma Festa Bonita

A apresentação do Vitória, equipas A e B, no cenário magnifico da praça de S. Tiago em pleno centro histórico (património mundial da Unesco), foi uma festa singela e bonita que agradou aos milhares de vitorianos presentes.
Naturalmente que a mais bela tarde vitoriana, a de 26 de Maio de 2013, foi várias vezes evocada e foi bem fácil de ver a emoção que as imagens do Jamor provocam em adeptos que vivem apaixonadamente o seu clube e que nessa ocasião vibraram como nunca.
De Obama a Douglas, do número 60 ao número 1, foram muitos os jogadores que desfilaram perante os adeptos que a todos aplaudiram entusiasticamente mas não foi para admirar que nomes como Paulo Oliveira, Moreno, Leonel Olimpio ou Douglas tenham provocado momentos de particular entusiasmo.
Bem como o técnico Rui Vitória.
Quanto a surpresas apenas uma .
O ponta de lança brasileiro Fernando Russi de quem se espera que siga a tradição de outros grandes goleadores brasileiros que por cá passaram nos últimos 50 anos.
De realçar, pelo particular simbolismo e emoção de que se revestiu, a justíssima homenagem ao "capitão" Alex que terminou a sua carreira de jogador.
E terminou-a num lugar de sonho.
A tribuna do Jamor mostrando a Taça aos milhares de vitorianos presentes.
Foi uma festa bonita.
Agora há que cumprir o desafio dos apresentadores da cerimónia, Neno e Sandra Guimarães, e voltar ao mesmo local sábado á noite para festejar a conquista da Supertaça.
Eu acredito.
Depois Falamos!

quinta-feira, agosto 08, 2013

Uma Nomeação Estúpida!

Artur Soares Dias, que num acto de canalhice Vítor Pereira nomeou para dirigir a final da supertaça, é evidentemente uma péssima escolha.
Porque é portista, porque é do Porto, porque manifestamente não gosta do Vitória.
Como tem provado ao longo de uma carreira medíocre e em que apenas a protecção desse "cancro" do futebol que é o presidente da arbitragem lhe tem permitido sobreviver num patamar para que manifestamente não tem categoria.
Soares Dias fez talvez a mais escandalosa arbitragem a que o futebol português assistiu no século 21(o tristemente célebre Braga-Vitória)e que ao invés de lhe valer a merecida irradiação tem-lhe valido promoções e destaques como este de dirigir uma final da supertaça.
Um jogo com a intensidade de uma final, entre dois clubes vizinhos e entre os quais as relações nem sempre são as melhores, merecia uma nomeação o menos polémica possível e que não fizesse do árbitro o foco das atenções.
Mas Vítor Pereira é arrogante, incompetente e intelectualmente desonesto.
E entre os muitos árbitros disponíveis escolheu um que é adepto de um dos finalistas e pertence á mesma associação do seu clube.
Um escândalo e uma vergonha!
E Vítor Pereira com esta nomeação canalha é o responsável por todo de anormal que aconteça em Aveiro dentro e fora das quatro linhas.
Sendo certo que desde já estragou aquilo que se pretendia uma festa do futebol.
Manchando-a com um manto de suspeição!
Lamentável.
Depois Falamos

terça-feira, agosto 06, 2013

Fumo...

Lua

Tigre

Foto: www.nationalgeographic.com

Efeito Emplastro

As próximas eleições autárquicas serão as primeiras em que se farão sentir os efeitos da lei de limitação de mandatos que impede presidentes de câmara e de junta de freguesia de serem novamente candidatos ás autarquias a que vinham presidindo caso já tenham completado três mandatos.
Não vou agora pronunciar-me sobre méritos e deméritos dessa lei.
Ela existe e como todas é para ser cumprida.
Daí que com algumas excepções, mais ou menos conhecidas, de autarcas que se vão candidatar a outros municípios resta aos outros abandonarem as lides autárquicas ou candidatarem-se ás assembleias municipais especialmente naqueles municípios em que os sucessores apresentam fragilidades de tal ordem que fazem temer a derrota.
E então de norte a sul, do PSD á CDU passando pelo PS, vamos ver em muitos lados o presidente cessante nos outdoors ao lado ou atrás do candidato como que recordando aos eleitores que ele ainda por ali anda.
Nuns casos a duo com o sucessor noutros casos (tentando disfarçar o óbvio) rodeado por mais candidatos vai ser um fartote de situações dessas criando um autêntico "efeito emplastro" nas próximas autárquicas de resultado imprevisivel.
Embora pessoalmente ache que o povo vai dar uma resposta bem diferente daquela que "emplastros" e seus "afilhados" esperam...
Depois Falamos

P.S. Engraçado será também (já está a ser...)quando os "emplastros"  saudosos de um poder que já lá vai se agarrarem aos microfones deixando em segundo plano os verdadeiros candidatos.

domingo, agosto 04, 2013

De Relance


Ainda não vi nenhum jogo do Vitória 2013/2014 e portanto o que sei da equipa A é aquilo que tenho lido nos jornais ou visto nas redes sociais.
Sei que vai estar em 5 frentes (Liga, Taça,Supertaça, taça da liga e Uefa), sei que saíram meia dúzia de titulares indiscutiveis e mais um ou dois jogadores que foram imensas vezes opção e também vou acompanhando as contratações efectuadas.
E fico com a seguinte ideia sobre o plantel.
Reiterando que não vi um jogo ou sequer um treino.
Muito bem de guarda redes com  Douglas e Assis mais André Matos e os jovens Miguel Oliveira e Palha caso sejam necessários.
Igualmente bem nas laterais com Kanu, Amorim e Pedro Correia (que francamente não conheço)e o jovem Pedro Lemos para o lado direito e Addy e Luis Rocha para o lado esquerdo tendo ainda Gonçalo na equipa B.
Menos bem no centro da defesa em que Paulo Oliveira e Moreno dão garantias, Josué ainda se está a "fazer" e Freire é "aquilo" e não me parece que venha a ser muito mais.
No meio campos as soluções dão todas as garantias e creio que a equipa não precisa de mais ninguém.
Olimpio , Bamba , Moreno e Dinis (quando estiver a 100%) para trincos chegam e sobram.
Para transportadores de jogo existem André André, Bruno Alves(que me custa a acreditar que fique na B muito mais tempo) e o jovem reforço Fábio Vieira de quem me dizem muito bem.
Para jogar a "10" estão Crivellaro, Barrientos e esse miudo excepcionalmente talentoso chamado João Pedro.
Nos extremos Marco Matias (é o seu ano), Hernâni, Ricardo Gomes, Cafu e Alex misturam juventude com talento e ainda existe o capitão da B Diogo Lamelas.
Não será o ideal mas é um naipe bastante bom.
No que concerne a pontas de lança é que o panorama não é risonho.
Não conheço, nem nunca tinha ouvido falar, Maazou e Tomané é um jovem em que acredito mas parece-me muito mais talhado para jogar nos flancos e "cair" no meio como segundo ponta de lança usando a velocidade e o excelente jogo de cabeça de que é possuidor.
Um pouco, ressalvando as diferenças, como faz Ronaldo no Real Madrid.
É certo que na equipa B ainda estão Tiago Almeida, Índio e Areias mas não são soluções imediatas.
Digamos a concluir por agora, até porque o "mercado" só fecha a 31 de agosto, que o plantel é equilibrado mas tem duas carências grandes.
Um central experiente e um ponta de lança "pronto" a marcar golos.
Um Adoua/Defendi e um Soudani/Baldé para ser mais explicito no exemplo.
Mas para já o plantel existente dá algumas garantias.
Falta saber se são suficientes para as 5 frentes em que vamos estar envolvidos.
E uma delas, a Supertaça, é já no próximo sábado e sem tempo para corrigir.
Ou se ganha ou...se perde.
Depois Falamos

P.S. Não posso deixar de reiterar que do meu ponto de vista receber por empréstimo Tiago Rodrigues e Ricardo (por muito que gostemos deles e eu gosto)é um erros crasso de gestão desportiva.

quinta-feira, agosto 01, 2013

Rio Bravo

Não, não é ao célebre filme de Howard Hawks protagonizado por John Wayne que se refere o titulo desta postagem!
É mesmo á entrevista de Rui Rio á RTP na noite de ontem.
Devo dizer que conheço Rui Rio há muitos anos.
Ainda do tempo da JSD.
Depois lembro-me de um jovem deputado que há quase vinte anos veio várias vezes ao PSD de Guimarães falar sobre o Orçamento de Estado e outros temas sempre de forma competente e convicta.
Mais tarde fui seu colega no Parlamento e pude confirmar a excelente impressão que sobre ele tinha.
Estruturalmente sério, capaz, dominando os temas económicos em que era um dos principais especialistas na bancada do PSD as suas intervenções eram regra geral ouvidas com atenção até pelos adversários políticos.
Enquanto secretário geral adjunto acompanhei de perto a sua candidatura ao Porto em 2001 e lembro-me até de ter estado na sua apresentação numa pequena sala do hotel ipanema parque perante algumas dezenas de apoiantes e convidados.
Depois a história é conhecida.
Tudo isto para dizer que conhecendo minimamente Rui Rio não fiquei surpreso com a sua entrevista.
Frontal, politicamente incorrecto quanto baste, dizendo exactamente o que pensa Rui Rio acabou por extravasar o que lhe ia na alma depois de doze anos em que se deve ter fartado de engolir em seco perante as "provocações" que iam chegando da margem sul do Douro com alguma frequência!
Não vou aqui opinar sobre aquela que é, porventura, a mais velha inimizade da politica portuguesa.
A que separa Luís Filipe Menezes de Rui Rio.
Há seguramente responsabilidade de ambos.
Direi apenas que tendo gostado globalmente da entrevista houve dois pontos em que acho que Rio não esteve feliz.
No exagerado, e despropositado, ataque á ministra das finanças e na forma excessivamente ligeira como abordou a divida da Câmara de Gaia.
Que podia ser menor, é verdade, mas que corresponde a um volume de obra feita e a um desenvolvimento exponencial do concelho que não podem ser omitidos quando se fala da referida divida.
E teria sido justo referi-lo.
Depois Falamos