terça-feira, setembro 08, 2026

Eusébio e Pavlidis

Gosto muito do Rui Gomes da Silva.
Somos amigos há muitos anos, depois de um período inicial que não correu lá muito bem por causa de diferentes posições no grupo parlamentar do PSD mas que soubemos ultrapassar com alguma facilidade, participamos em muitos combates comuns quando ambos eramos militantes do PSD e assim construimos uma boa amizade.
Que tem uma caracteristica curiosa.
Nunca falamos de futebol!
Ao ponto de uma vez sendo ele vice presidente do Benfica e eu vice presidente do Vitória termos assistido lado a lado a um jogo dos nossos clubes no estádio da Luz e falamos de imensas coisas menos de futebol e menos ainda do jogo que estávamos a ver.
O Rui é um homem de convicções, pelas quais luta até ao exagero, é amigo do seu amigo, é uma pessoa generosa e que nunca se escondeu atrás do politicamente correcto e bem pelo contrário sempre deu a cara por aquilo em que acredita.
Com alguns excessos mas isso faz parte da sua forma de ser e defender aquilo que são as suas convicções.
Seja no futebol seja na política.
Durante muitos anos fomos ambos militantes do PSD, e nalguns deles até colegas no Parlamento, mas depois seguimos caminhos diferentes o que nada tem de estranho em pessoas que pensam livremente e sem palas de qualquer espécie.
O Rui está hoje no Chega e nessa posição fez uma declarações comparando André Ventura com Francisco Sá Carneiro dizendo que o que hoje se diz de um era o que dantes se dizia de outro.
É um "bocadinho" excessivo , convenhamos, e a realidade parece-me que choca de frente com essa convicção.
Um pouco como se se dissesse que o que se diz hoje de Pavlidis era o que ontem se dizia de Eusébio
E bem sabemos que não é!
Depois Falamos.

segunda-feira, setembro 07, 2026

Balanço

Com o fecho do período de transferências as equipas ficam com os seus planteis definidos para a primeira metade da época dado que só em Janeiro haverá uma nova janela de mercado para entrada e saídas de jogadores com excepção para aqueles que estão sem clube e que podem ser inscritos a qualquer momento.
É pois tempo de fazer um balanço no que ao Vitória diz respeito.
Neste período sairam nove jogadores.
Charles, Miguel Nóbrega, Abascal, Lebedenko, Diogo Sousa, Vando Félix, Saviolo, Nélson Oliveira e Dieu Michel.
E entraram outros nove.
Zych, Borevkovic, Mosquera, Sidibé, Alan, Doucet, Andersson, Ouotro e Jakupovic.
E a questão que se põe é se o balanço é positivo ou negativo ou seja se ficamos mais fortes ou mais fracos.
Das saídas apenas Diogo Sousa e Saviolo podiam acrescentar a este plantel porque os restantes não seriam primeiras opções embora a saída de Charles tenha deixado algumas interrogações porque Zych ainda não mostrou ser um guarda redes à altura do que é tradicional o Vitória ter.
Mas é jovem e mais habituado á equipa e ao nosso futebol pode vir a corresponder.
Quanto às restantes aquisições é evidente que o regresso de Borevkovic (nunca devia ter saído) é excelente, Alan é um bom jogador e habituado ao nosso futebol que traz talento e imaginação, Doucet tem sido uma óptima surpresa e Sidibé ontem deu boas indicações mas não era um jogo particularmente difícil pelo que terá de confirmar noutros jogos mais complicados.
Falta avaliar Jakupovic (mas o curriculum é animador), Mosquera e  Andersson enquanto Ouotro no tempo que jogou desde a pré temporada tem mostrado bons pormenores mas é preciso ver mais e melhor.
Em suma estamos mais fortes ou mais fracos?
Creio que mais fortes.
O plantel está bem construido, há alternativas para todas as posições ( falta apenas confirmar se um dos jovens vindos da B pode ser alternativa a João Mendes) e o treinador tem opções para vários sistemas tácticos consoante os adversários e o próprio decorrer dos jogos.
Claro que cada um gostaria de acrescentar mais este ou aquele, de trazer mais jogadores, mas atendendo ao ponto de partida e à situação financeira do clube creio que este plantel é muito satisfatório e em condições normais permitirá ser candidato e até favorito ao quinto lugar.
A ver vamos.
Depois Falamos.

Rinocerontes

Farol

Cacto

Ken Follett

Até há um ano atrás embora conhecesse Ken Follett de nome nunca tinha lido um livro seu.
Rconheço, agora, que era uma lacuna grave mas por mais que se goste de ler não é possível ler tudo que se gosta e este autor tinha-me "escapado" até então.
O ano passado, quase por acaso, li "Nunca" que nem sequer é das suas obras maiores mas gostei.
O suficente para neste último ano ter lido mais vinte livros dele ora os que comprei ora os que fui requisitando na bem provida biblioteca municipal de Esposende.
Para lá da reconhecidamente obra prima "Os Pilares da Terra", um livro extraordinário de mais de 800 páginas  sobre a construção de uma catedral em Inglaterra na Idade Média, li muitos outros sobre assuntos históricos ( A trilogia "Kingsbridge" por exemplo) e sobre temas actuais entre os vários géneros que cultiva e sobre os quais escreve de forma magnífica.
E estes livros cuja imagem ilustra o texto, a trilogis" O Século", são outra obra prima de leitura indispensável.
A História de cinco famílias ( galesa, inglesa, americana, russa, alemã) cujos percursos atravessam todo o século XX desde os tempos anteriores à I guerra mundial até à queda do Muro de Berlim e com um epílogo na tomada de posse de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos.
Percursos que levam as familias a atravessarem duas guerras mundiais, a revolução russa, a guerra fria, o Vietname, a crise de Cuba, a chegada de Gorbatchov ao poder e a queda do Muro entre muitos outros momentos históricos e nos quais o autor mistura persongens reais com as figuras de ficção de forma absolutamente brilhante.
Uma narrativa fascinante que no total dos três livros significa mais de 2600 páginas que se leêm com um entusiasmo em crescendo e que se lamenta profundamente quando chega ao fim.
Faltam-me ler meia dúzia de livros deste autor.
Mas basta ter lido "Os Pilares da Terra" e a trilogia "O Século" para não ter qualquer dúvida que se trata de um autor genial e seguramente um dos meus preferidos de todos quantos li.
Depois Falamos.

Mediocridade

A história conta-se em poucas palavras até porque é sobre gente pequenina. 
No âmbito de um Festival de Humor e de Stand Up, organizado por César Mourão, foi anunciado como cabeça de cartaz o famoso humorista norte americano Jerry Seinfeld um dos mais conhecidos e talentosos na sua área.
Só que Seinfeld tem tomado posições pró Israel como é aliás direito seu no quadro de qualquer pensamento político democrático.
E para alguns "democratas" cá do burgo, amigos e defensores de terroristas, isso é um crime horrendo. Vai dai que alguns dos humoristas locais, na sua maioria completamente desconhecidos do grande público, viram aí a oportunidade de darem lugar à sua " xico espertice" e recusam participar no festival, devido às posições de Seinfeld no que apenas pode ser entendido como atitude de um sectarismo atroz. Não vem mal ao mundo nem ao festival pela ausência dessa cambada de medíocres como é bom de ver. Mas fica mais uma vez claro que gente habituada à subsidiodependência, dada a incapacidade de gerarem receitas próprias por absoluta falta de qualidade na profissão (?), quis aproveitar a presença de uma vedeta internacional para terem os 5 minutos de protagonismo que profissionalmente não conseguem porque o público não lhes liga nenhuma.
E esses 5 minutos resultam não de performances profissionais notáveis , que não estão ao seu alcance, mas apenas de posições de um sectarismo ridiculo e inaceitável numa sociedade democratica.
Mas quem nasceu para lagartixa nunca chega a jacaré.
É a vida.
Depois Falamos.

Nota: Nem vale a pena citar nomes desse bando de medíocres. São ilustres anónimos fora dos micro climas da subsidiodependência em que se movimentam.

sábado, setembro 05, 2026

Critérios

Neste texto apenas me refiro à RTP e RTP Notícias, porque são os únicos canais em que vejo noticiários, mas o que deles direi aplica-se plenamente a todas as outras televisões nacionais que fique claro.
E o que digo é que a RTP em relação ao futebol tem critérios abjectos, servilistas, manipuladores da informação e que contribuem para a desigualdade entre clubes ao dar toda a atenção a três clubes - Porto, Sporting e Benfica- desprezando quase por completo todos os outros.
Mesmo clubes como Vitória e Braga que tem uma dimensão apreciável. 
E se digo quase é porque a pouca atenção que lhes dão é geralmente quando jogam com um dos três. Fora isso é o vazio. 
E essa atenção, muitas vezes propaganda, feita a esses três consubstancia-se em deles falarem em todos os noticiários todos os dias enquanto dos outros,salvo quando jogam com os três, passam-se meses sem uma única notícia. 
Já para não falarmos dos programas desportivos em que apenas tem assento os adeptos desses três clubes. 
É o critério. Não presta mas é praticado. 
E qual a sustentação? São clubes que tem muito mais adeptos que os outros e por isso suscitam muito mais atenção.
Ok, e então porque não usa a RTP ( e as outras) o mesmo critério na política?
Dando toda a atenção em todos os telejornais e nos programas de debate politico ao PSD, ao Chega e ao PS desprezando todos os outros partidos como no futebol despreza todos os outros clubes que não os três?
Afinal PSD, Chega e PS tem muito mais eleitores e deputados que qualquer um dos outros e são uma espécie de três " grandes" da política!
E portanto tal como os três clubes também suscitam muito mais atenção.
Era usar exactamente o mesmo critério.
Mas não usam.
Já sei que a resposta para a diferença de critérios é que o pluralismo democrático exige que assim seja.
Muito bem.
E então porque razão o pluralismo democrático não chega ao futebol?
Porque razão o futebol continua em termos informativos a viver numa espécie de ditadura?
Essa é que é a questão que gostava de ver a RTP e as outras responderem.
Nunca o farão é claro.
E por isso acho que nesta matéria nem um 25 de Abril resolvia a questão.
Era mesmo preciso um PREC!
Depois Falamos.

quinta-feira, setembro 03, 2026

Lagoa Verde, Bolívia

Tigre

Imigrantes

Bicos de Pés

Um dos pequenos efeitos colaterais da moção de censura apresentada pelo Chega foi o permitir ao PS pôr-se em bicos de pés arvorando-se em garante da estabilidade política.
Claro que olhar este PS como garante do que quer que seja é uma imagem divertida mas que rapidamente se anula a ela própria porque o PS não é garante de coisa nenhuma.
Basta lembrar a geringonça para perceber que assim é.
O PS, por vontade dos portugueses, é o terceiro partido parlamentar e tal como todos os outros à excepção do PSD e do Chega só conta para alguma coisa quando os dois maiores partidos não se entendem e o peso dos seus votos pode então ser decisivo.
De resto sempre que PSD e Chega se entendem em torno do que quer que seja o PS não conta para nada e a sua irrelevância, embora com representação parlamentar bem maior que esses partidos, é igual à de IL, Livre, PCP, BE , PAN e JPP.
Foi essa a vontade dos portugueses e o povo é quem mais ordena.
Depois Falamos.

quarta-feira, setembro 02, 2026

Noção

É evidente que todos, a começar por André Ventura, temos a noção de que a moção de censura para pouco mais servirá do que para mais um animado e inconsequente debate parlamentar.
E temos essa noção porque uma questão de pura aritmética  somada às conveniências políticas dos diversos partidos que contam para o "totobola" a levarão ao inveitável chumbo.
A AD vai obviamente votar contra.
O PS cheio de vontade de votar a favor vai abster-se, ou até votar contra, porque por um lado tem a noção de ainda não é o seu tempo de tentar ser alternativa e por outro os complexos de esquerda em que vive mergulhado desde a geringonça o impedem de se aliar ao Chega numa questão relevante.
E portanto os votos do Chega sozinhos ficam muito longe de serem suficientes para aprovar a moção de censura.
Naturalmente nem vale a pena perder tempo a falar dos restantes partidos porque para o tal "totobola", e em bom rigor para qualquer outro do xadrez parlamentar, são completamente irrelevantes.
E então a que se deve esta moção?
Por um lado para aproveitar o inevitável desgaste a que o governo tem sido sujeito pelos sucessivos casos protagonizados pelo ministro Luís Neves e que vem gerando na opinião pública uma inegável incredulidade perante o que se vai sabendo.
E aí o Chega revelou sentido de oportunidade ao polarizar numa moção de censura essa incredulidade, e consequente descontentamento, e tirará alguns dividendos políticos o que tem de se considerar como legítimo.
Por outro, e embora sabendo que não o conseguirá afastar, o Chega revela uma enorme vontade de fragilizar ainda mais  o ministro o que é entendível face aos tais casos mal explicados mas também não se pode desligar de uma outra realidade que é a de Luís Neves apresentar inegáveis resultados enquanto director da PJ e estar como ministro a tomar uma série de medidas para combater a criminalidade, diminuir a insegurança,combater a imigração ilegal e valorizar as forças policiais que apenas a prazo serão completamente perceptíveis.
E a criminalidade, a insegurança, a imigração e o descontentamento nas forças policiais foram quatro "ninhos" onde durante anos o Chega pôs os seus "ovos" e contribuiram para o seu grande crescimento eleitoral.
E por isso temos de ter a noção que esta moção de censura visa penalizar um ministro por casos mal explicados ( a gestão da comunicação neste assunto foi deplorável) mas também tentar impedir que o ministro tenha sucesso nas políticas que está a implementar e que de alguma forma estancarão o crescimento do Chega.
As coisas são o que são!
Depois Falamos.

Nota: Ouvir o Chega a falar em padrão ético é uma piada que se faz sozinha. Em que ponto desse padrão ético se inserirá o andar a abrir portas dos outros partidos,insinuando que neles ninguém trabalha, numa sexta feira ao fin da tarde ainda por cima num dia em que não houve trabalhos parlamentares?

Pote

Sempre gostei do futebol de Pedro Gonçalves (Pote) desde que anos atrás regressou de várias experiências no estrangeiro e ingressou no Famalicão onde provou, desde logo, que era um jogador muito diferente da maioria.
Inteligente a jogar, imprevisível nas suas acções, fazendo mais que um lugar na intermediária e no ataque conseguiu logo nessa época de estreia na primeira liga fazer sete golos e sete assistências o que tem de se considerar francamente bom.
E valeu-lhe a transferência para o Sporting.
Onde esteve seis épocas, venceu três campeonatos (desde o tempo dos cinco violinos não foram muitos os jogadores do Sporting a ganharem três titulos) , marcou 97 golos e fez 58 assistências.
Conseguindo até, na sua primeira época em Alvalade, ser o melhor marcador do campeonato com vinte e três golos o que é notável num jogador que não é nem nunca foi ponta de lança!
De resto , e neste século, apenas Liedson marcou mais golos pelo Sporting porque Pote marcou tantos como Gyokeres e mais que Jardel, Slimani, Bas Dost, Paulinho e Montero para citar apenas goleadores.
E esses números só não são ainda melhores porque teve o azar de algumas lesões demoradas, por exemplo na época 2024/2025 a sua pior no SCP, que o mantiveram longe dos relvados e da propria seleção nacional onde aliás nunca foi utilizado com a continuidade que o seu talento justificava e não apenas pelas lesões mas porque nunca foi uma primeira opção de Roberto Martinez vá-se lá saber porquê.
Com o percurso brilhante no Sporting e apenas 28 anos de idade eis que Pote abandona Alvalade rumo à Fiorentina, não sei se por opção própria se empurrado para sair ( sinceramente foi o que me pareceu), o que é no mínimo muito difícil de entender dado tratar-se, em minha opinião, de um dos dois ou três melhores jogadores do Sporting.
E sai por uma verba irrecusável daquelas que nem dá para pensar duas vezes?
Qual quê.
Dois milhões e meio de euros pelo empréstimo por um ano e depois uma opção de compra, não obrigatória, de vinte e dois milhões e meio de euros ou seja uma autêntica pechincha.
Acho esta saída inexplicável face ao que se sabe dela.
E também acho que um clube que prescinde de um jogador desta categoria nestas condições tem a obrigação de ganhar o campeonato com uma perna às costas.
Ou então a lógica é mesmo uma batata.
Um Pote delas diria!
Depois Falamos.

terça-feira, setembro 01, 2026

Ilha de Páscoa

Lebre

Cataratas de Nohkalikai, India

Princípio

Este texto é apenas o reforçar de uma posição de princípio que defendo há muitos anos e naturalmente surge na sequência do jogo de ontem face ao que nele vi.
E o que vi foi mais uma vez o Vitória a jogar um derbi, o jogo de maior tradição da nossa História, com o equipamento alternativo preto como se fossemos o Académico de Viseu ou a Académica de Coimbra.
Não somos.
E os dérbis, tal como os clássicos com Sporting, Porto e Benfica jogam-se com a camisola branca.
É a nossa camisola.
Os equipamentos alternativos são para outros jogos, quer o segundo quer o terceiro, mas não para este.
E é preocupante, na equipa A, na B, na formação e nas modalidades, a quantidade de vezes em que sem qualquer necessidade as nossas equipas jogam de camisola preta nestes últimos anos.
É adulterar a nossa imagem e subestimar o "peso"  que a camisola branca tem e sempre teve, como qualquer pessoa que conheça minimamente a História do Vitória bem sabe, nos nossos adversários.
Bem sei que estamos num tempo em que para alguns tanto faz jogar de branco como de preto porque para eles está sempre bem e muito em especial se independentemente dos resultados houver espectáculo nas bancadas.
Ao ponto de se desvalorizarem os maus resultados no relvado para se sobrevalorizarem as coreografias nas bancadas.
Cada um "come" do que gosta.
Para mim o Vitória contra o Braga, especialmente contra o Braga, joga sempre de camisola branca.
Sempre.
É uma posição de princípio da qual nunca abdicarei.
Depois Falamos.

Nota: E não me venham justificar a camisola preta com imposições da Liga. O Braga na época passada jogou em Guimarães com a camisola tradicional tradicional. Se eles podem porque razão não haveremos nós de poder também?
Basta comunicar à Liga atempadamente a alteração de equipamento. Haja vontade e percepção da importância das coisas.

domingo, agosto 30, 2026

Mercado

O mercado futebolístico tal como existe na actualidade serve todos os empresários, muitos jogadores, alguns clubes mas dificilmente o futebol.
Porque acentua o poder dos mais fortes, fragiliza os mais fracos, vicia a verdade desportiva das competições e introduz um sentimento de cada vez maior descrença nos adeptos porque nunca sabem aquilo com que podem contar.
O período de transferências é demasiado longo, quer no Verão quem em Janeiro, os mercados não encerram todos no mesmo dia o que contribui para que algumas transferências de última hora (especialmente quando se pagam cláusulas de rescisão e o clube vendedor nada pode fazer para impedir) lesem severamente a valia competitiva das equipas "assaltadas", jogadores sob contrato em vez de se concentrarem no clube onde estão andam com a cabeça no ar a pensarem em transferências, vigora uma autêntica lei da selva.
Que fazer para o impedir?
A UEFA devia impor um periodo de mercado para todos os países sob a sua jurisdição, por exemplo entre 31 de Maio e 15 de Julho, após o termino do qual não seriam permitidas transferências entre clubes europeus nem aceites saídas ou entradas para outras confederações.
O mercado de Janeiro devia ser num período mais curto, por exemplo de 1 a 15 de Janeiro, após o qual seriam igualmente impedidas transferências para ou de outras confederações.
Caso a UEFA não quisesse ir por esse caminho então devia ser a própria LPFP a tomar medidas nesse sentido estabelecendo que o mercado funcionaria nessas datas com a nuance de no mercado de Verão o término do mesmo poder ser não a 15 de Julho mas sim com a disputa do primeiro jogo oficial da época.
Sei que com estas ou com outras medidas idênticas no efeito algo tem de ser feito porque as coisas tal como estão são uma autêntica bandalheira de que apenas alguns tiram proveito para enriquecerem enquanto o futebol empobrece.
Depois Falamos.

Ironia

Na sua trôpega tentativa de justificar o injustificável o PCP, via Paulo Raimundo, teve a ousadia desesperada de pôr no mesmo plano Nélson Mandela e os terroristas da FPLP. 
E nos murais dos seus apoiantes fizeram circular esta fotografia para tentarem ajudar à mistificação. Mas ela, fotografia, não é mais do que uma cruel (para o PCP) ironia. 
Porque mostra um homem que toda a vida lutou pela Liberdade ladeado por outros dois que toda a vida lutaram pela implantação de uma ditadura. 
Realça Mandela e comprova o falhanço ideológico e político do PCP.
Depois Falamos.

Tartaruga e Mero

Route 66

Maiores Estádios

sábado, agosto 29, 2026

Fantástica

Num pais viciado no futebol ( ou será no clubismo?) nem sempre se dá o devido valor aos feitos conseguidos noutras modalidades. 
E a verdade é que atletismo, andebol, canoagem, ciclismo, etc, tem trazido para Portugal grandes triunfos, recordes e medalhas. 
Ontem o basquetebol português escreveu aquela que é, porventura, a sua mais brilhante página de sempre. 
Na fase de apuramento para o Mundial, onde nunca estivemos mas é bem provável que venhamos a estar, a seleção nacional foi a Saragoça derrotar a Espanha que é uma das maiores potências mundiais da modalidade. 
Uma vitória absolutamente fantástica e que rasga horizontes ao nosso basquetebol.
Depois Falamos.
Parabéns seleção e parabéns Federação.

Perplexo

Às vezes ainda consigo ficar perplexo com coisas que leio. 
Financiamento público do jornalismo?
Onde é que isso consta do programa do PSD?
Em que ponto se insere na doutrina social democrata? 
Consta de algum programa de algum governo liderado pelo PSD desde 1979?
O que se pretende?
Um Pravda? Um Diário do Povo? Um Granma? 
E desde quando jornalismo pago pelo Estado garante isenção, competência, qualidade?
Que proposta virá a seguir para combater a desinformação nas redes? 
Criar novas redes? Como fez Donald Trump?
Valha-nos Deus.
Depois Falamos

sexta-feira, agosto 28, 2026

Esforço

Devo dizer, sem o mínimo de ironia, que aprecio imenso o esforço que o PCP vem fazendo nos últimos anos para se extinguir por si próprio, numa original eutanásia política, provavelmente reconhecendo a inutilidade de que actualmente se reveste e o logro que foi a ideologia que cegamente apregoaram durante tantos anos.
Recém chegado de uma visita a Cuba onde foi festejar o centenário de um ditador, um criminoso, um tocionário e bandido como foi Fidel Castro que assassinou, torturou, prendeu, obrigou ao exílio, centenas de milhares de compatriotas e condenou Cuba a uma miséria de quase setenta anos, o secretário geral do PCP não perdeu tempo e convidou para a "Festa do Avante" (essa curiosa organização acima das restrições da pandemia e de algumas leis fiscais do país) um grupo terrorista.
A tristemente célebre FPLP responsável por assassinatos, raptos, desvio de avões e participante no bárbaro massacre de sete de Outubro de 2023 num festival musical em Israel. 
Declarada como organização terrorista pela União Europeia desde 2002!
Não é a primeira vez que o PCP convida terroristas para a sua Festa, provavelmente por serem companhias que preza, mas não deixa de constituir mais um prego no caixão em que o PCP vai ser enterrado não tarda muito.
E por isso há que louvar e incentivar mais este passo rumo á extinção.
A que os portugueses tem ajudado decisivamente, em sucessivos actos eleitorais.
Depois Falamos

Nota: A tentativa de explicar o convite aos terroristas através de analogias com o ANC e Nélson Mandela é um enorme desrespeito por...Nélson Mandela e pela sua heróica luta de libertação.
Mas o PCP está num estado de tal desespero que já vale mesmo tudo!

Parque de Zion, Utah, EUA

Ursos

Farol Sturgeon Point , Michigan, EUA

Sorteio Liga Conferência

O Sporting de Braga fazia boas contas a participar na Liga Europa mas a inesperada vitória do Torrense na Taça de Portugal "despromoveu-o"para a Liga Conferência onde me parece ser uma equipa com ambições elevadas.
Mesmo ao ponto de poder ser considerado um candidato a vencer a prova.
Nesta fase de grupo terá pela frente seis adversários que lhe são claramente inferiores e por isso tem boas probabilidades de vencer todos os jogos que difilmente serão mais do que o "aquecimento" para fases posteriores da competição onde aí sim aparecerão adversários de outros gabarito e susceptíveis de criarem outros problemas,
Mas olhando ao quadro de equipas apuradas creio que mesmo assim o SPorting de Braga pode aspirar a chegar muito longe e até a vencer a Liga Conferência.
O futuro o dirá.
Depois Falamos

Sorteio Liga Europa

Na Liga Europa, e no que toca a equipas portuguesas - Benfica e Torrense- , é caso para dizer que os extremos se tocam.
Numa ponta o Benfica, mais habituado à Liga dos Campeões do que a esta prova, e que do meu ponto de vista é claramente um dos candidatos a vencê-la e na outra o Torrense na sua primeira participação europeia de sempre e que a nada mais pode ambicionar que não seja uma presença honrosa e a eventual conquista de um ou outro ponto.
O Benfica tem um bom plantel, um excelente treinador, uma imensa massa adepta, enorme experiência europeia e entra nesta Liga Europa com a clara ambição de a vencer e nesta fase de grupos apenas no Milan, de Rúben Amorim ( e de Gonçalo Ramos), terá um adversário à sua altura porque todos os outros  são, pelo menos em teoria, claramente inferiores. 
O Torrense também tem um excelente treinador mas em tudo o resto nada se compara ao Benfica.
Joga na II liga, tem um plantel para esse efeito, uma massa associativa dedicada mas pequena, nunca jogou na Europa e por isso enquanto o Benfica é candidato a ganhar todos os jogos desta fase o Torreense dificilmente deixará de os perder todos tendo como principal objectivo impedir que isso aconteça.
A ver vamos.
Depois Falamos.

Sorteio Champions

Terminados os play off as competições europeias entram agora na fase de grupos rumo a fnais que ainda estão bem distantes no tempo mas cujo acesso se começa a ganhar desde já.
Na Liga dos Campeões, de longe a mais interessante em termos competitivos e financeiros, e no âmbito de sorteios cada vez mais complexos (tão complexos que por vezes até se duvida da bondade dos mesmos) as equipas portuguesas já sabem o que lhes toca em sorte ou azar mais para diante saberemos.
O Porto, campeão nacional em título, já sabe que defrontará dois fortissímos clubes ingleses como o são Manchester City e Liverpool, um Nápoles sempre perigoso, dois holandeses que já foram campeões europeus - PSVe Feyenoord- e depois os teoricamente mais acessíveis Slavia de Praga e Lask e um Bétis que não pode ser menospezado.
É cedo para se ter uma ideia do que poderá acontecer mas em teoria o Porto é candidato a ultrapassar esta fase.
O Sporting, que na época passada fez um belo percurso até aos quartos de final, tem uma tarefa mais difícil.
Também ele defronta dois colossos ingleses, o mesmo Manchester City e o Manchester United, o poderoso Barcelona que é sempre candidato a vencer a prova, uma Roma a crescer na ambição e bem reforçada, repete o Lask , tem um Lens para levar a sério, um Galatasaray de respeito e o Shakhtar que por força da guerra na Ucrânia terá de jogar numa cidade de outro país, apontando-se Londres como a mais provável, o que poderá tornar o jogo menos difícil mas longe de fácil.
Creio que o Sporting também pode aspirar a seguir em frente mas aqui a dificuldade parece ser claramente maior.
A ver vamos.
Que role a bola.
Depois Falamos.

quarta-feira, agosto 26, 2026

Ingerência


Lê-se e quase tem dificuldade em se acreditar.
Porque o que este alto-comissário do ONU está a fazer é uma ingerência grosseira na política interna de um Estado membro!
Ainda por cima graças a uma denúncia de dois canalhas do Bloco de Esquerda - Catarina Martins e Fabian Figueiredo -  que no melhor estilo de bufos de uma qualquer polícia política foram para uma organização internacional fazer queixa do próprio país.
Cabendo aqui dizer que não é seguramente por acaso que o BE hoje não representa nada nem ninguém excepto, pelos vistos, para a ONU.
É evidente que não me passa pela cabeça que PSD, Chega e CDS mudem uma virgula que seja no projecto de lei sob pena de serem cumplices nesta grosseira ingerência de uma ONU completamente desacreditada no plano internacional.
Mas há duas coisas a dizer ainda.
Uma é que se ONU anda tão preocupada com os direitos humanos que se concentre na Rússia, no Irão, no Afeganistão, na China, na Coreia do Norte, em Cuba, nas monarquias do Golfo, etc,etc,  e que deixe em paz um país como Portugal onde não há problemas nessa matéria para lá de um ou outro caso pontual.
A outra é que uma ONU que recentemente  nomeou a China para o Conselho de Direitos Humanos sabendo-se que é um país que em nada os respeita, o Irão para a Comissão de Desarmanento quando são promotores activos de guerras e fornecedores de dinheiro e armas a grupos terroristas como o Hamas e o Hezbollah e a Arábia Saudita para a presidência da Comissão dos Direitos das Mulheres (!!!) quando nesse país as mulheres são tratadas como cidadãs de quinta categoria sem quaisquer direitos, essa ONU não tem qualquer moral e qualquer credibilidade para falar de direitos humanos seja em que país for.
Mesmo que por encomenda de dois bufos do Bloco de Esquerda!
Que querem através da vil denúncia recuperarem o espaço político que o povo lhes negou em sucessivas eleições.
Depois Falamos.

https://sicnoticias.pt/pais/politica/2026-08-26-alto-comissario-da-onu-apela-a-retirada-de-projetos-do-psd-chega-e-cds-sobre-identidade-de-genero-

Farol Portsmouth Harbor, New Hampshire,EUA

Stirling, Escócia

Panda

Ministro

Há muitas vantagens e nenhuma desvantagem em viver-se num país livre e democrático.
Uma delas, e nada pequena depois de tantos anos de ditadura, é a liberdade de expressão que não dispensando ninguém da responsabilidade do que diz permite que em liberdade todos possam manifestar opinião.
Na minha opinião Fernando Alexandre é o melhor ministro da educação que este país alguma vez teve!
Pelo menos no regime democrático e nos últimos anos do Estado Novo, que são os tempos que vivi, é de certeza absoluta.
Um ministro corajoso, reformista, com ideias claras do que é preciso fazer e com a coragem necessária a fazê-lo.
É evidente que fazer reformas estruturais, mexer no imobilismo de décadas, acabar com privilégios inaceitáveis, mudar o sistema educativo, não se faz sem "dor", sem percalços, sem que uma ou outra coisa corram menos bem.
Mas a alternativa a isso era não fazer nada e limitar-se a gerir o contexto como fizeram outros , especialmente socialistas, durante décadas.
Fernando Alexandre não está lá para isso!
Está para reformar, para mudar, para modernizar.
Assumindo os riscos que isso implica.
E por isso quando a propósito de algo que correu menos bem, mas está resolvido, vejo a oposição exigir a demissão do ministro percebo bem a razão.
Não querem que o ministro se demita por ser mau mas porque é muito bom.
Porque está a levar a cabo a maior reforma de sempre num sector tão sensível e tão importante como a Educação e sabem que os portugueses reconhecerão isso.
E esses pedidos de demissão, que sáo um elogio ao ministro, também servem para mostrar que na oposição há muitos que preferem a politiquice reles aos interesses de Portugal!
Depois Falamos.

segunda-feira, agosto 24, 2026

O Fugitivo

Foi uma série de culto dos anos 60 e que constituiu um enorme êxito em Portugal também. 
120 episódios distribuídos por quatro temporadas nas quais um médico (Richard Kimble) injustamente acusado e condenado á morte pelo assassínio da mulher percorria os Estados Unidos em busca do verdadeiro assassino.
Trinta anos depois do início da série foi lançado um filme com o mesmo argumento e com notáveis interpretações de Tommy Lee Jones e do grande Harrison Ford que também foi êxito um pouco por todo o mundo. 
Quer na série quer no filme as ideias dominantes eram a da Justiça, da inocência de alguém falsamente acusado, da prova da culpa e da punição do verdadeiro culpado.
Outros tempos que que os fugitivos o eram para provarem a sua inocência ao invés dos tempos correntes em que muitos fugitivos o são para tentarem escapar à punição pelas culpas do que fizeram.
Depois Falamos.

sábado, agosto 22, 2026

"Liguices"

Com Benfica e Sporting de Braga envolvidos nos play off da Liga Europa e da Liga Conferência decidiu a Liga adiar para Setembro os jogos da terceira jornada desses dois clubes ( e respectivos adversários) permitindo-lhes mais tempo de descanso entre os jogos em casa e como visitantes dessas duas competições.
Parece-me bem porque é uma decisão que contribui para aumentar as probabilidades de ambos passarem á fase de grupos e consequentemente contribuirem para o ranking português na UEFA.
Até aí nada a opôr.
Lamento apenas que em 2024/ 2025 a Liga não tenha tido a mesma preocupação em relação ao Vitória que se viu obrigado a cumprir o calendário sem adiamento de jogos que lhe permitissem preparar melhor eliminatórias e play off.
O que não obstou a que fizesse um percurso de excelência na Liga Conferência estabelecendo um recorde de triunfos consecutivos que não será fácil de bater mas para o qual a Liga não foi tida nem achada por opção própria.
"Liguices"? Não.
Apenas a habitual política de filhos e enteados.
Depois Falamos.

Ilhas Faroé

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Poder Local

Vivemos num país de festejos em que por tudo, e tantas vezes por nada, se festeja isto e aquilo dando por vezes às coisas uma importância que nunca tiveram.
Há, contudo, festejos que fazem todo o sentido e cuja realização é o reconhecimento efectivo da importância que aquilo que se festeja tem.
Este ano de 2026, lá para Setembro, festejam-se os cinquenta anos do Poder Local democrático dado que foi em Dezembro de 1976 que se realizaram as primeiras eleições para as autarquias locais.
E esse é um festejo que faz todo o sentido.
Porque o poder local nestes cinquenta anos deu um contributo decisivo para o desenvolvimento de freguesias e concelhos e consequentemente do próprio país desempenhando um papel insubstituível  como motor da modernização de Portugal.
E por isso faz todo o sentido que em todos os 308 concelhos se festeje esta data tão significativa.
Debates, conferências, edições de livros, espectáculo musicais, saraus literários, competições desportivas, sessões solenes, o Poder Local está habituado a ser imaginativo para responder aos desafios que lhe são postos e por isso cada concelho saberá enontrar a melhor forma de festejar tão importante data.
Importa é que todos festejem mesmo.
Seria incompreensível que assim não fosse.
Depois Falamos.

Clubismo

Hoje, fruto de uma conversa,  recordei-me de Nicolau Casaus e do estádio de Sarriá.
Ambos já desaparecidos mas que no seu tempo desempenharam um papel significativo na História do futebol espanhol em geral e catalão em particular.
Nicolau Casaus foi um dirigente histórico do Barcelona, seu vice presidente durante mais de vinte anos e um feroz defensor da identificação entre Barcelona e a Catalunha.
Com a curiosidade de em 1978 ter perdido as eleições para a presidência do clube face a outro histórico do Barça - José Luis Nunez- que de imediato o convidou para a vice presidência reconhecendo a sua importância no clube e o prestigio de que gozava juntos dos adeptos.
E nesse mais de vinte anos foi o responsável pela acção social e pelas delegações do clube em toda a Espanha, as famosas "peñas", que percorreu incansavelmente levando a todas elas a sua forte convicção barcelonista assumindo-se como um embaixador do clube da Catalunha.
No futebol pouco interveio a não ser por ter sido o principal responsável pela contratação de Maradona pelo Barcelona, em 1982 ,com o astro argentino que viveu em casa de Casaus algum tempo a considera-lo para sempre como um pai desportivo.
O já demolido estádío de Sarriá, na avenida com o mesmo nome, foi durante muitos anos a casa do Espanhol de Barcelona até o clube o ter vendido em 1997 (os terrenos no centro da cidade valiam uma fortuna e o clube estava com graves problemas financeiros) e se ter mudado para o seu actual estádio nos arredores de Barcelona em 2009 passando os doze anos de intervalo a utilizar o Estádio Olímpico.
Foi o estádio onde, por exemplo, se disputou o inesquecível encontro entre Brasil e Itália no Mundial de 1982 onde a fabulosa equipa brasileira foi derrotada pelo pragmatismo italiano e muito em especial por um tal Paolo Rossi.
Dito isto é sabido que entre Barcelona e Espanhol existe uma imensa rivalidade porque para além de serem clubes da mesma cidade representam também visões politicas muito diversas com os "culés" a assumirem-se como bandeira da Catalunha enquanto os "periquitos" são arautos de uma Espanha unida.
E se rivalidades desportivas , ainda por cima entre clubes da mesma cidade, já são particularmente escaldantes quando se lhes somam as divergências políticas nem é bom imaginar.
E como aparece Nicolau Casaus misturado com Sarriá?
Um dia, no início dos anos 90, o Barcelona deslocava-se a Sarriá numa das primeiras jornadas de "La Liga" e o jornal desportivo catalão "Sport", que está para o Barcelona como "A Bola" para o Benfica ou "O Jogo" para o Porto, no âmbito de uma entrevista a Nicolau Casaus questionou-o se no domingo seguinte iria a Sárria para ver o tal jogo.
Ao que na altura o já idoso (devia andar pelos oitenta e tal anos) vice presidente do Barça respondeu secamente segundo descrição do jornalista:
"Um Barcelonista não vai a Sárria! 
Mostrando que a rivalidade com o vizinho era tão intensa e de tanta amplitude que ia ao ponto de se recusar a entrar no seu estádio em nome de um clubismo sem limites.
Outros tempos?
Provavelmente...
Depois Falamos.

Nota: Uma frase famosa de Nicolau Casaus era " Não gosto de futebol, gosto do Barcelona". Curiosamente este barcelonista convicto nasceu na Argentina, em 1913, e foi viver para Barcelona com os pais em 1918. Participou na guerra civil ao lado dos republicanos e foi condenado á morte pelos franquistas mas conseguiu escapar. Muito antes de Maradona e Messi foi um argentino muito querido pelos adeptos do Barcelona.

quinta-feira, agosto 20, 2026

Repensar

Sou, de há muito, um entusiasta do Festival de Vilar de Mouros. 
Ao qual nos últimos anos tenho ido com regularidade porque o cartaz de artistas é normalmente bom e para lá disso gosto do espaço em que se realiza, dos convívios que sempre se fazem, das pessoas amigas que se encontram.
Este ano não fui. Felizmente digo agora. 
E não fui porque o cartaz não era apelativo e não havia nenhuma banda ou artista que me interessasse ouvir. 
E digo felizmente porque se tivesse ido me sentiria agora enganado e bem enganado depois do número protagonizado por duas esganiçadas que não mereceram o palco que Vilar de Mouros lhes deu. 
Pior ainda prestaram-se ao triste papel de papagaios de uns "recados" que alguém de cá as mandou dar o que prova bem a sua inutilidade enquanto pseudo artistas. 
Sim, porque alguém acredita que duas punk inglesas fazem a minima ideia do xadres politico nacional? Claro que não. 
E por isso, e porque também quero continuar a ir a Vilar de Mouros (onde já assisti a inesqueciveis concertos) ,acho que a organização do Festival deve em futuras edições repensar o cartaz e acautelar quem convida deixando claro que os convites são para tocar e cantar e não para fazer política! 
Porque se um cidadão quando está doente vai ao medico para se tratar e não para o ouvir falar de politica, quando quer tratar das suas contas vai a um contabilista para ele as fazer e não para o ouvir falar de política, quando quer fazer uma casa vai a um arquitecto para ele fazer o projecto e não para o ouvir falar de política, etc,etc, porque carga de água quando vai a um festival para ouvir musica e canções tem de ouvir os artistas a falarem de política? 
Para isso vai a um comício partidário. 
E isto não tem nada a ver com liberdade de expressão mas apenas com respeito por quem paga o seu bilhete. 
Porque um festival é para todos, independentemente das suas opções politicas, e todos tem o inalienavel direito de serem respeitados.
Depois Falamos.

Tucson, Arizona

Cervejas EUA

Carruira lilás