
sábado, dezembro 19, 2020
Dois Terços Perdidos

Ao iniciar a presente temporada, marcada desde logo por uma pandemia
que já vinha da anterior e tanto prejudicara os calendários futebolísticos (e
fosse apenas isso...), o Vitória sabia muito claramente que toda a sua atenção
teria de se centrar nas competições internas dado que não conseguira o
apuramento para a Liga Europa.
Lutara pelo apuramento durante quase toda a temporada mas os jogos finais foram decisivos para uma classificação num melancólico sétimo lugar a cinco pontos do Rio Ave que ocuparia o último lugar europeu.
E portanto para 2020/2021 “restava” a disputa do campeonato, da taça de Portugal e da taça da liga.
No campeonato com o objectivo de se apurar para as competições europeias, que é sempre o objectivo mínimo a que um clube como o Vitória está obrigado, e nas duas taças o objectivo era ser candidato a vencê-las mas naturalmente longe de ser o favorito em qualquer delas porque existem competidores mais apetrechados a todos os níveis.
No início da época sabiam-se, pois, os desafios que estavam pela frente.
A equipa mudou de treinador porque depois de uma relação que se foi progressivamente desgastando entre Ivo Vieira e a SAD o treinador madeirense acabou por sair, muito por força também de opções próprias, e para o seu lugar deu-se a muito inesperada contratação de Tiago Mendes que nunca tinha treinado um clube e que estava ainda a concluir o seu curso de treinador o que não deixou de admirar os vitorianos habituados que estavam a outro perfil de técnico responsável pela sua primeira equipa.
A par dessa contratação de elevado risco, que infelizmente rapidamente se confirmaria como um erro, a SAD e o director geral levaram a cabo uma profunda reestruturação do plantel que desfez o núcleo base da equipa do ano anterior e priorizou a contratação de jovens eventualmente talentosos oriundos de vários clubes, várias escolas, várias formações.
E foi assim que partiram Davidson, João Carlos Teixeira, Pedro Henrique, Florent, Miguel Silva,Frederico Venâncio, Victor Garcia, Pêpê, Lucas Evangelista, Leo Bonatini, Ola John, Bondarenko que se juntaram a outros que já tinha saído durante a época como Tapsoba, Alexandre Guedes , Rafa Soares, Al Musrati (misteriosamente emprestado ao Rio Ave que viria a classificar-se à nossa frente), André Pereira , ao fim de carreira de Douglas e à saída difícil de entender de João Pedro.
Vinte e um jogadores (!!!) já nem falando de alguns raramente utilizados ou que jamais vestiram a camisola como Ibrahim Touré uma das mais misteriosas contratações de sempre do clube feita ainda na vigência da anterior SAD.
Uma revolução tão profunda e que destruira, repito, o núcleo base da equipa anterior necessitaria de um volume de contratações em quantidade e em qualidade que permitissem manter as aspirações europeias do clube e viabilizassem uma transição sem sobressaltos.
E chegaram muitos jogadores.
Desde os que subiram da equipa B, como Janvier e Zié Ouattara, aos contratados nas mais diversas paragens como Mumin, Bisseck, Mensah, Carls, Trmal, Pepelu, Kim Jung-Min, Foster, Holm, Maddox e os portugueses (por sinal os mais experientes dos contratados) Quaresma, Bruno Varela, Jorge Fernandes, Sílvio e Miguel Luís que se vieram juntar aos “sobreviventes” da época anterior como André André, André Almeida, Marcus Edwards, Bruno Duarte, Sacko, Rochinha, Mikel Agu, Suliman, Abou Ouattara, Poha, Elias, Jhonatan, Mascarenhas e os lesionados de longa duração Joseph e Wakaso que tanta falta tem feito à equipa.
O que significa a coexistência no balneário de dezasseis nacionalidade diferentes com preponderância dos portugueses (9), dos ganeses (4), ingleses, alemães e brasileiros (3 cada), franceses(2), costa marfinenses(2) e depois um de cada de Burkina Faso, Noruega, República Checa, Mali, Colômbia, África do Sul, Espanha, República da Coreia e Nigéria num total de sete países europeus, seis africanos, dois sul americanos e um asiático representados num plantel com uma média de idades a rondar os 23 anos.
A que se juntaram ainda quatro jogadores do quadro do clube (Estupiñan, Jhonatan, Rincon e Whelton) mas que Tiago Mendes não quis no plantel pese embora o facto de pelo menos o primeiro deles nunca o ter visto jogar nem lhe ter dado oportunidade de se mostrar num treino que fosse pese embora a boa época feita na Turquia!
Foi nesse quadro que a equipa iniciou a época com uma derrota caseira face ao B SAD, um empate em Vila do Conde e um triunfo em casa face ao Paços de Ferreira seguido da inesperada deserção do treinador que bateu com a porta sem nunca ter explicado as razões mostrando uma absoluta falta de respeito pelo clube e pelos adeptos.
Veio João Henriques e o Vitória continuou o curioso ciclo de manter a invencibilidade em jogos fora, incluindo Arouca para a Taça de Portugal e Benfica para a Taça da Liga, o que em jogos do campeonato lhe valeu dez dos seus dezasseis pontos enquanto no D.Afonso Henriques se mostrava mais frágil averbando três derrotas para a liga (B SAD, Braga e Sporting) e a eliminação para a Taça de Portugal face ao Santa Clara.
O que significa que com nove jogos disputados o Vitória está na quinta posição, a dois pontos do Braga que é quarto e a três do Porto que é terceiro, o que o coloca dentro dos seus objectivos e a realizar um bom campeonato.
E se é verdade que as exibições nem sempre tem agradado é igualmente verdade que as classificações são em função de pontos e não de exibições.
Em termos de taças é que a semana foi negra e em apenas três dias o Vitória foi eliminado em casa pelo Santa Clara para a Taça de Portugal e depois na Luz pelo Benfica (apenas nos penaltis mas eliminado) para a taça da liga perdendo dois dos três objectivos para a presente época.
Resta o campeonato.
Onde competindo por lugares europeus com as equipas que o precedem, e todas elas ainda em várias frentes com o consequente desgaste, o Vitória concentrado apenas numa prova tem a obrigação de ser eficaz, estável e competitivo face a uma presença europeia que é indispensável à sua estabilidade desportiva, financeira e associativa.
Do jogo da Luz vieram boas indicações, quer da solidez como equipa quer da confirmação de que no plantel pese embora as lacunas ainda há valores para explorar que dão dimensão e qualidade à equipa (por exemplo Estupiñan, marginalizado por Tiago Mendes por razões obscuras, confirmou ser um ponta de lança de bons recursos que dará à equipa a capacidade goleadora que lhe tem faltado) pelo que há boas razões para acreditar que com um ou outro retoque no mercado de Janeiro( se tal for financeiramente possível) poderemos ter um Vitória “à Vitória” no que resta da época.
E quer o clube quer o futebol português bem precisam desse Vitória!
Lutara pelo apuramento durante quase toda a temporada mas os jogos finais foram decisivos para uma classificação num melancólico sétimo lugar a cinco pontos do Rio Ave que ocuparia o último lugar europeu.
E portanto para 2020/2021 “restava” a disputa do campeonato, da taça de Portugal e da taça da liga.
No campeonato com o objectivo de se apurar para as competições europeias, que é sempre o objectivo mínimo a que um clube como o Vitória está obrigado, e nas duas taças o objectivo era ser candidato a vencê-las mas naturalmente longe de ser o favorito em qualquer delas porque existem competidores mais apetrechados a todos os níveis.
No início da época sabiam-se, pois, os desafios que estavam pela frente.
A equipa mudou de treinador porque depois de uma relação que se foi progressivamente desgastando entre Ivo Vieira e a SAD o treinador madeirense acabou por sair, muito por força também de opções próprias, e para o seu lugar deu-se a muito inesperada contratação de Tiago Mendes que nunca tinha treinado um clube e que estava ainda a concluir o seu curso de treinador o que não deixou de admirar os vitorianos habituados que estavam a outro perfil de técnico responsável pela sua primeira equipa.
A par dessa contratação de elevado risco, que infelizmente rapidamente se confirmaria como um erro, a SAD e o director geral levaram a cabo uma profunda reestruturação do plantel que desfez o núcleo base da equipa do ano anterior e priorizou a contratação de jovens eventualmente talentosos oriundos de vários clubes, várias escolas, várias formações.
E foi assim que partiram Davidson, João Carlos Teixeira, Pedro Henrique, Florent, Miguel Silva,Frederico Venâncio, Victor Garcia, Pêpê, Lucas Evangelista, Leo Bonatini, Ola John, Bondarenko que se juntaram a outros que já tinha saído durante a época como Tapsoba, Alexandre Guedes , Rafa Soares, Al Musrati (misteriosamente emprestado ao Rio Ave que viria a classificar-se à nossa frente), André Pereira , ao fim de carreira de Douglas e à saída difícil de entender de João Pedro.
Vinte e um jogadores (!!!) já nem falando de alguns raramente utilizados ou que jamais vestiram a camisola como Ibrahim Touré uma das mais misteriosas contratações de sempre do clube feita ainda na vigência da anterior SAD.
Uma revolução tão profunda e que destruira, repito, o núcleo base da equipa anterior necessitaria de um volume de contratações em quantidade e em qualidade que permitissem manter as aspirações europeias do clube e viabilizassem uma transição sem sobressaltos.
E chegaram muitos jogadores.
Desde os que subiram da equipa B, como Janvier e Zié Ouattara, aos contratados nas mais diversas paragens como Mumin, Bisseck, Mensah, Carls, Trmal, Pepelu, Kim Jung-Min, Foster, Holm, Maddox e os portugueses (por sinal os mais experientes dos contratados) Quaresma, Bruno Varela, Jorge Fernandes, Sílvio e Miguel Luís que se vieram juntar aos “sobreviventes” da época anterior como André André, André Almeida, Marcus Edwards, Bruno Duarte, Sacko, Rochinha, Mikel Agu, Suliman, Abou Ouattara, Poha, Elias, Jhonatan, Mascarenhas e os lesionados de longa duração Joseph e Wakaso que tanta falta tem feito à equipa.
O que significa a coexistência no balneário de dezasseis nacionalidade diferentes com preponderância dos portugueses (9), dos ganeses (4), ingleses, alemães e brasileiros (3 cada), franceses(2), costa marfinenses(2) e depois um de cada de Burkina Faso, Noruega, República Checa, Mali, Colômbia, África do Sul, Espanha, República da Coreia e Nigéria num total de sete países europeus, seis africanos, dois sul americanos e um asiático representados num plantel com uma média de idades a rondar os 23 anos.
A que se juntaram ainda quatro jogadores do quadro do clube (Estupiñan, Jhonatan, Rincon e Whelton) mas que Tiago Mendes não quis no plantel pese embora o facto de pelo menos o primeiro deles nunca o ter visto jogar nem lhe ter dado oportunidade de se mostrar num treino que fosse pese embora a boa época feita na Turquia!
Foi nesse quadro que a equipa iniciou a época com uma derrota caseira face ao B SAD, um empate em Vila do Conde e um triunfo em casa face ao Paços de Ferreira seguido da inesperada deserção do treinador que bateu com a porta sem nunca ter explicado as razões mostrando uma absoluta falta de respeito pelo clube e pelos adeptos.
Veio João Henriques e o Vitória continuou o curioso ciclo de manter a invencibilidade em jogos fora, incluindo Arouca para a Taça de Portugal e Benfica para a Taça da Liga, o que em jogos do campeonato lhe valeu dez dos seus dezasseis pontos enquanto no D.Afonso Henriques se mostrava mais frágil averbando três derrotas para a liga (B SAD, Braga e Sporting) e a eliminação para a Taça de Portugal face ao Santa Clara.
O que significa que com nove jogos disputados o Vitória está na quinta posição, a dois pontos do Braga que é quarto e a três do Porto que é terceiro, o que o coloca dentro dos seus objectivos e a realizar um bom campeonato.
E se é verdade que as exibições nem sempre tem agradado é igualmente verdade que as classificações são em função de pontos e não de exibições.
Em termos de taças é que a semana foi negra e em apenas três dias o Vitória foi eliminado em casa pelo Santa Clara para a Taça de Portugal e depois na Luz pelo Benfica (apenas nos penaltis mas eliminado) para a taça da liga perdendo dois dos três objectivos para a presente época.
Resta o campeonato.
Onde competindo por lugares europeus com as equipas que o precedem, e todas elas ainda em várias frentes com o consequente desgaste, o Vitória concentrado apenas numa prova tem a obrigação de ser eficaz, estável e competitivo face a uma presença europeia que é indispensável à sua estabilidade desportiva, financeira e associativa.
Do jogo da Luz vieram boas indicações, quer da solidez como equipa quer da confirmação de que no plantel pese embora as lacunas ainda há valores para explorar que dão dimensão e qualidade à equipa (por exemplo Estupiñan, marginalizado por Tiago Mendes por razões obscuras, confirmou ser um ponta de lança de bons recursos que dará à equipa a capacidade goleadora que lhe tem faltado) pelo que há boas razões para acreditar que com um ou outro retoque no mercado de Janeiro( se tal for financeiramente possível) poderemos ter um Vitória “à Vitória” no que resta da época.
E quer o clube quer o futebol português bem precisam desse Vitória!
Agradeço

Esta foi uma óptima semana para quem acredita que Portugal pode ser melhor que isto que constitui o dia a dia dos tempos presentes e uma péssima semana para a esquerdalha que nos governa e que viu em dois dias apenas ressurgirem do silêncio os dois nomes que mais temem e detestam da área não socialista. Aníbal Cavaco Silva e Pedro Passos Coelho.
O primeiro, o tal que ganhou cinco eleiçoes quatro das quais com maioria absoluta e que na unica que perdeu teve 47% dos votos, numa excelente entrevista ao Observador arrasou a governação socialista e ponto por ponto dissecou os seus grandes erros.
O segundo, que ganhou as duas eleições legislativas a que concorreu, proferiu um notável discurso no qual além de apontar os erros do governo (numa oportuna e compreensível sintonia com ACS) ainda teve tempo para traçar os caminhos do que deve ser um Portugal de sucesso.
Gostei imenso das suas intervenções que me lembraram o tempo, ainda recente, em que Portugal tinha um excelente Presidente da República e um excelente Primeiro Ministro ambos com uma competência , um sentido de Estado e um respeito pela suas funções que devia envergonhar os que lhes sucederam!
Por isso agradeço, como português, como eleitor e como contribuinte a Aníbal Cavaco Silva e a Pedro Passos Coelho o terem saído do conforto do silêncio para virem a público lembrar aos portugueses que há outro caminho e que devemos lutar para que ele seja percorrido.
Em tempos tão difíceis, tão acabrunhantes, tão falhos de expectativas é sempre bom vermos aqueles em que acreditamos darem-nos uma nova esperança!
Depois Falamos
Regras

Vem aí um novo ano e essa é sempre a altura de fazer algumas modificações, introduzir novas regras, mudar alguns paradigmas.
Não sou especialmente entusiasta de que tudo que vem de fora é que é bom mas não me recuso a aprender com bons exemplos.
Como o dado pelas televisões americanas na última campanha eleitoraral quando percebendo que Donald Trump estava mais uma vez a mentir descaradamente cortaram os "directos" recusando-se a ser caixa de ressonância de falsidades.
Ao longo dos anos tenho constatado nesta minha humilde página que pessoas, que nalguns casos quando se vai à página delas não tem opinião sobre nada, aproveitam textos que publico sobre pessoas pelas quais nutro admiração ( e num ou noutro caso até estima pessoal) para virem aqui despejar um chorrilho de falsidades, mentiras e até insultos que não sou obrigado a tolerar.
E por isso daqui para a frente quem quiser exercer o contraditório, bem educado e com respeito, continuará a dispor do espaço que entender para dar a sua opinião.
Quem vier com mentiras e insultos terá os seus comentários apagados a exemplo das televisões que cortaram o "pio" a quem não merecia tempo de antena.
Naturalmente que quem insisitir nesse tipo de comentário só o fará uma vez...
Lamento mas creio que cada um de nós tem a obrigação de contribuir para evitar que as redes sociais pareçam cada vez mais um esgoto a céu aberto.
sexta-feira, dezembro 18, 2020
Poha

Depois de deixar pousar o muito pó, misturado com inaceitável lixo opinativo, que anda nas redes sociais acerca da prestação de Poha no último jogo do Vitória quero deixar aqui uma singela opinião sobre o assunto.
Poha não é um jogador de grande talento, como Quaresma ou Edwards, mas é um profissional de corpo inteiro que dá o "litro" em todos os jogos e que dentro das suas capacidades fisícas e técnicas é útil à equipa pela intensidade que empresta ao jogo e pela capacidade de pressão sobre os adversários entre outras características.
Na quarta feira foi imprudente na forma como abordou o lance que daria origem ao penalti ( imprudente mais por ser face aquele adversário do que por outra razão qualquer...) e depois não foi feliz na concretização da grande penalidade que lhe coube marcar.
Mas falhar penaltis até os melhores do mundo falham e se por opção o guarda redes se tivesse lançado para o outro lado Poha estaria coberto de elogios , até pelos que o vilipendiam de forma verdadeiramente vergonhosa, pela frieza com que marcara o penalti e por ter sabido ultrapassar sem qualquer perturbação o lance da grande penalidade.
No futebol o "bestial" e o "besta" andam de mãos dadas desde sempre e o sucedido a Poha na Luz é apenas mais um exemplo disso.
Poha faz parte do plantel, é útil à equipa e seguramente que João Henriques continuará a contar com ele.
Eu, como adepto, conto.
Depois Falamos
quinta-feira, dezembro 17, 2020
Estupiñan

Não escondo que fiquei muito satisfeito com a exibição de Óscar Estupiñan na Luz.
Não só porque fico sempre satisfeito quando vejo um jogador do Vitória fazer uma boa exibição mas também porque tinha a certeza que ele só precisava de uma oportunidade a sério para provar que é o melhor ponta de lança deste plantel e um jogador de excelente potencial que pode dar muito à equipa e ao clube.
Chegou a Guimarães em 2017/2018 com apenas vinte anos e nessa época fez 19 jogos e dez golos pela equipa B e 14 jogos (quase sempre como suplente utilizado) e um golo pea equipa A.
Aos vinte anos e acabado de chegar a outro continente, outro país e outra cultura tem de se considerar como francamente bom!
Na época seguinte fez apenas 8 jogos e dois golos no Vitória porque seria emprestado no mercado de Janeiro ao Barcelona do Equador onde fez 5 golos em 11 jogos.
Já aí estranhei esse empréstimo quando eram dadas oportunidades a pontas de lança tão eficazes como Junior Tallo, Whelton e Xande Silva!
Enfim aqueles negócios misteriosos da SAD desse tempo.
No início da época passada nem oportunidade teve de se mostrar a Ivo Vieira sendo de imediato emprestado ao Denislizpor da Turquia onde pese embora a modéstia da equipa fez 12 golos em 32 jogos oficiais o que é francamente bom.
E chegamos à presente época.
Em que falhadas algumas tentativas de o vender (a fazer fé na imprensa) ficou no clube mas sendo de imediato posto de lado pelo rapaz que começou a época a dirigir a equipa que sem nunca o ter visto jogar, sem o ver treinar, sem atentar nos seus números da época anterior e sem lhe dar uma única oportunidade de se mostrar o dispensou.
Como não conhecia o jogador e se supõe que não seja parvo de todo essa dispensa deve ter a ver com algum espirito santo de orelha como se costuma dizer que o terá aconselhado nesse sentido.
Posto a treinar à parte com outros excedentários Óscar Estupiñan acabou por ser chamado por Bino Maçães para um jogo da equipa B , com o Camacha em finais de Outubro, onde fez um golo e uma exibição agradável.
João Henriques , ao contrário do antecessor, quis aferir das qualidades do jogador e chamou-o ao plantel da primeira equipa com o qual treina há várias semanas e só um problema muscular terá adiado a sua estreia.
Foi ontem.
Face a um dos adversários mais fortes do nosso futebol fez uma boa exibição, marcou um golo (dois jogos esta época e dois golos é uma boa média), deu muito trabalho aos centrais adversários, segurou a bola quando era caso disso, teve movimentações de ponta de lança que mais ninguém tem no actual plantel e ainda ajudou a manobra defensiva.
Para primeiro jogo não se podia exigir-lhe mais!
Óscar Estupiñan tem 23 anos, , é um jogador feito mas que ainda tem boa margem de progressão e que pode dar muito a esta equipa.
Termina contrato no final da presente temporada e do meu ponto de vista o Vitória deve tentar renovar . Se não for possível então que se aproveite o seu talento até final de época porque no plantel é o melhor ponta de lança ao dispor de JH e esse é um sector em que apenas se pode contar com ele e com Bruno Duarte porque Foster e Holm já tiveram suficientes oportunidades para provarem que ainda não estão prontos para este patamar.
Espero que ontem tenha sido o princípio de um percurso diferente de Estupinãn no Vitória.
Com pena, muita pena, de se terem perdido três meses em que ele podia ter sido bem útil à equipa.
E desejando, a bem do Vitória e do jogador, que não existam mais mistérios em volta de Óscar Estupiñan.
Depois Falamos.
O Nosso 16

Foto: zerozero.pt
O jogo era de elevada dificuldade, já se sabia, não só pelo valor do adversário mas também porque este jogava em casa e reunia o favoritismo face aos valores em confronto entre uma equipa que custa muitos milhões e outra que não tem essas veleidades financeiras.
Mas já Johan Cruyff dizia, e com muita razão, que sacos de dinheiro não ganham jogos e por isso quantas vezes acontece a equipa menos apetrechada sair vencedora porque num determinado jogo consegue ser mais eficaz que o seu adversário.
Quase foi o caso deste Benfica-Vitória e só não o foi mesmo porque o árbitro não deixou algo muito comum naqueles estádio e nos jogos do clube dele proprietário como é sabido!
Porque em termos estratégicos João Henriques montou a equipa muito bem e ela soube interpretar na perfeição a estratégia definida para este jogo.
Individualmente:
Trmal: Terá sido a aposta mais arriscada de João Henriques ao lançá-lo neste jogo. Mereceu a confiança porque não tendo muito que fazer o que fez fez bem feito. A baliza vitorana é um oásis de tranquilidade.
Sacko: Deixando de lado uma ou outra atrapalhação fez um bom jogo a defender e ainda se incorporou no ataque.
Jorge Fernandes: Mais uma exibição plena de segurança de um central que se afirma de jogo para jogo. Não fosse o problema de Fernando Santos em relação ao Vitória (" e quem tiro?") e poder-se -ia pensar que está às portas da selecção agora que os centrais mais veteranos estão a acabar.
Mumin: Que grande jogo fez. Aparecia em todo o lado a dobrar colegas, a antecipar-se a adversários a varrer a zona. A sua melhor exibição com a camisola vitoriana.
Sílvio: Uma exibição segura, com qualidade, defendendo bem e ajudando o ataque. Um dos principais responsáveis pela segurança defensiva do Vitória.
Pepelu: Uma exibição bem conseguida marcando os adversários que lhe apareciam, ajudando a defesa e proporcionando um boa circulação de bola.
Janvier: Tacticamente fez um jogo quase perfeito contribuindo para neutralizar as tentativas de organização de jogo do adversário e organizando boas saída para o contra ataque através de passes de ruptura. Uma excelente exibição.
Miguel Luís: Tal como Janvier trabalhou muito na linha média e no apoio à defesa mas também se incorporou no ataque a propósito tendo oportunidade para um excelente remate que Helton parou com dificuldade.
Rochinha: Uma boa primeira parte causando problemas à defesa do Benfica com as suas jogadas junto á linha e apoiando Sílvio quando era necessário. Na segunda parte perdeu brilho mas não negou empenho.
Estupinan: Fez o que se espera que um bom ponta de lança do Vitória faça num jogo na Luz. Teve uma oportunidade e marcou, perturbou claramente os centrais do Benfica obrigando-os até a cometer erros como no lance que acabou com o remate de Miguel Luís, segurou a bola quando era caso disso e desceu muitas vezes a terrenos mais recuados afim de perturbar a primeira fase de construção do adversário.
Para primeiro jogo na equipa A esta época não se podia pedir mais. Pode é perguntar-se porque razão foi o primeiro jogo. Mas aí havendo muito a explicar não se pode assacar responsabilidade ao treinador.
Edwards: O seu talento andou à solta na Luz e as suas arrancadas serpenteando entre adversários, como no golo, arrasaram a defesa adversária. Foi o Edwards da época passada e melhor não se pode dizer.
Foram suplentes utilizados:
André Almeida: Entrou muito bem no jogo com duas ou três arrancadas com bola a levarem a equipa para a frente e a criarem lances de pressão sobre a defesa adversária. Integrou-se bem na organização táctica e cumpriu o que lhe foi pedido.
Quaresma: Esperava-se do seu talento e experiência que ajudasse a segurar a bola e criasse lances de perigo face a um oponente que dava muitos espaços. E fê-lo bem nomeadamente num cruzamento que por pouco daria o segundo golo. No início do lance do penalti há falta sobre ele que o árbitro não quis marcar para não incomodar o lance de ataque do Benfica.
Foster: Substituiu um Estupiñan desgastado pelo muito que correu no seu primeiro jogo e deu-se pela diferença. É um jovem que precisa de ganhar experiência porque está "verde" para este patamar.
Poha: Um jogo que não lhe correu bem embora tenha jogado apenas 14 minutos. Esteve no lance do penalti e depois nos penaltis falhou o que lhe competia converter. Há dias assim.
Maddox: As substituições não foram o melhor da exibição vitoriana. Porque enquanto André Almeida e Quaresma se integraram plenamente no que a equipa vinha fazendo, e tem a qualidade que se sabe, já as entradas de Foster, Poha e Maddox desceram o nível qualitativo da equipa. Maddox procurou fazer de Rochinha mas continuo a achar que os flancos não são a sua "praia".
Não foram utilizados:
Jhonatan, Suliman, Mensah e Holm.
O plantel do Vitória não tem a riqueza e diversidade de soluções do adversário de ontem e por isso João Henriques teve de se valer do que tem e não do que gostaria de ter para mexer na equipa ao longo do jogo. E tendo indisponíveis André André e Bruno Duarte para lá dos lesionados de longa duração Wakaso e Joseph é evidente que as opções se restringem.
Mesmo assim a equipa fez uma exibição muito bem conseguida e podia perfeitamente ter passado a eliminatória porque o adversário dominou mas o Vitória controlou sempre o jogo com uma excelente organização táctica e sem qualquer ponta de anti jogo como às vezes lhe acontece com equipas que vão a Guimarães pôr autocarros à frente da baliza e queimar tempo quanto podem.
Aliás neste jogo bastará constatar que as equipas médicas não tiveram de entrar em campo para se perceber que o anti jogo esteve dele arredio.
Depois Falamos
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