
Cada vez que Pedro Passos Coelho fala, o país não fica indiferente (curiosamente tal como acontece com Aníbal Cavaco Silva) e na classe política aparecem estranhos nervosismos de onde seria menos legítimo esperar nalguns casos.
É o caso de Carlos Moedas.
E quem é Carlos Moedas?
Ou melhor, quem era Carlos Moedas antes de 2011?
Engenheiro civil, trabalhou na Goldman Sachs, era desconhecido no mundo político.
Em 2011 alguém fez dele deputado eleito por Beja.
E esse alguém, ganhas as eleições, convidou-o para secretário de estado adjunto do primeiro ministro com responsabilidade no acompanhamento do programa de ajuda financeira da troika.
Depois esse mesmo alguém fez dele comissário europeu entre 2014 e 2019.
Esse alguém chama-se Pedro Passos Coelho.
E mesmo sabendo-se que um sentimento chamado gratidão anda neste país pelas ruas da amargura não pode deixar de considerar-se que se para Passos Coelho fosse mais fácil falar do que fazer se calhar nunca teria feito de Carlos Moedas o que ele é hoje.
Mas fez.
E por isso este nervosismo com as declarações de Pedro Passos Coelho que ao próprio seguramente nada preocupam devem preocupar, isso sim, Luís Montenegro!
Porque pelos vistos nos seus mais próximos (Moedas é vice presidente do PSD) já há quem ande a deitar contas ao futuro, ao pós Montenegro, e a tentar diminuir potenciais rivais.
Como se alguma vez na vida Carlos Moedas pudesse ser rival de Pedro Passos Coelho...
Mas já Al Pacino em "O Advogado do Diabo" interpretando genialmente o papel de diabo dizia nessa qualidade que a vaidade era o seu pecado preferido...
Depois Falamos.
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