
sexta-feira, julho 30, 2010
Mais Vale Tarde...
Faz hoje exactamente um ano coloquei aqui um post critico em relação ás touradas,em geral, e questionando como é que Guimarães se permitia incluir no programa das Gualterianas uma corrida de touros quando tem no horizonte próximo o ser capital europeia da cultura em 2012.E cultura e touradas,pese embora os fundamentalistas das segundas,não tem nada a ver.
Estão nos antípodas uma das outras.
Foi um post muito debatido,com mais de 60 comentários, entre defensores e críticos das corridas de touros.
Este ano a Câmara Municipal ao anunciar a programação das Gualterianas fez saber que se acabou a tourada.
Porque incompatível com a Capital Europeia da Cultura!
E pese embora os responsáveis sejam os mesmos, e tenham usado uma argumentação em defesa do programa deste ano que é exactamente o contrário do que usaram o ano passado para defenderem a inclusão da tourada no programa de 2009, é sempre agradável ver que o bom senso vai fazendo o seu caminho...
Em tempo: A Catalunha proibiu as touradas a partir de 2012.
Também em Espanha a razão acabará por triunfar.
Depois Falamos
Justiça ?
Que pouca coisa tem que o fragilize mais do que o mau funcionamento da Justiça e o descrédito de que esta goze junto dos cidadãos.
Porque quem deixa de acreditar na Justiça, e no seu bom funcionamento,já muito pouco lhe resta para acreditar.
A Justiça portuguesa está doente.
Gravemente doente diria.
Porque quase ninguém acredita nela.
E hoje o rosto mais visível do descrédito da Justiça é o Procurador Geral da República.
Que em dois casos extremamente sensíveis (Face Oculta e Freeport) assumiu posições e atitudes que geraram a maior perplexidade pela óbvia proximidade revelada ao poder politico.
E quando o topo da pirâmide treme o risco de desabamento de todo o edifício é grande.
Porque a velha máxima de que a "Justiça é cega" tem sido contrariada pelo PGR.
Que dá sempre a sensação de que com ele a Justiça é vesga.
Vê o que quer e fecha os olhos ao que não lhe interessa.
Depois Falamos
Um Senhor!
Para mim que vejo,ouço e leio futebol há mais de quarenta anos existem nomes de jornalistas que são indissociáveis do que melhor se fez em Portugal nessa matéria.Nunca li ou ouvi Cândido de Oliveira ,Ribeiro dos Reis ou Afonso Lacerda por exemplo.
Mas tenho bem presentes as lições de autênticos mestres como Artur Agostinho, Alves dos Santos , Neves de Sousa ou Vítor Santos.
Ou do meu amigo Ribeiro Cristovão.
Que sendo de uma geração mais recente segue exemplarmente essa "velha" escola de bem comunicar sobre o desporto em geral e o futebol em particular.
Hoje,curiosamente, tive oportunidade de espreitar o jogo do Sporting na Dinamarca transmitido na SIC e comentado pelo Ribeiro Cristovão.
Hoje,curiosamente, tive oportunidade de espreitar o jogo do Sporting na Dinamarca transmitido na SIC e comentado pelo Ribeiro Cristovão.
E mais tarde na SIC N , no jornal das 10 apresentado por Ana Lourenço, ouvi os comentários ao jogo feitos precisamente pelo Artur Agostinho.
Com inteligência,elegância,profundo conhecimento de causa,um jeito de comunicar muito próprio e uma simpatia tocante.
Sem falar de "transições", de gestos técnicos e outro palavreado recente, falou uma linguagem que toda a gente entende e com a qual se identifica.
Porque quem sabe, de facto, não precisa de esconder o desconhecimento atrás de uma linguagem mais rebuscada.
Grande Artur Agostinho.
A caminho dos 90 anos e continua um verdadeiro Mestre.
Depois Falamos
quinta-feira, julho 29, 2010
segunda-feira, julho 26, 2010
Politicos no Campismo

Cartoon de António Martins
Curioso carton de António Martins.
Muito na linha do que há muitos anos fazia o Expresso por esta altura com a curiosidade de os leitores terem de descobrir onde estava cada politico.
Nesta caso parece que a maior curiosidade é encontrar Manuel Alegre.
Não é dificil.
E acho-o muito bem retratado.
Depois Falamos
sábado, julho 24, 2010
sexta-feira, julho 23, 2010
Descodificar o PS !

Todos sabemos que o PS é difícil de perceber.
Ás vezes nem parecem todos do mesmo partido tais a clivagens ideológicas,as diferenças de posição sobre os mesmos assuntos, o defenderem uma tese a e sua antítese com a maior das facilidades.
Ainda agora nestes ataques despropositados, e desproporcionados ,a Pedro Passos Coelho e ao PSD se pode aperceber a descoordenação que grassa naquele partido.
Que depois de dizer "cobras e lagartos" sobre o timing da abertura do processo de revisão constitucional lá acabou por admitir que também vai apresentar a sua propostazinha.
É mesmo difícil percebê-los.
Perceber quem fala em nome do partido, o que quer realmente dizer,ou se diz uma coisa para se perceber o contrário.
Depois ainda há os que falam em nome próprio e de mais ninguém.
A candidatura de Manuel Alegre foi exemplar em demonstrar o que vai de confusão pelo largo do Rato.
Por isso me proponho descodificar o quem é quem nas declarações públicas do PS.
Naquilo que é apenas um exercício de boa disposição.
Quem se pode levar a sério:
José Sócrates,porque é o líder e manda no partido,independentemente de se acreditar no que ele diz.
Sem brincadeiras tenho a certeza que ainda há,aqui ou ali,quem acredite.
Almeida Santos e Vera Jardim,dois "senadores",que o PS normalmente usa quando quer falar de coisas sérias.
Por isso falam tão poucas vezes.
António José Seguro que raramente fala em nome do partido mas quando fala é para ser levado a sério.
Até porque será,tudo o indica, o próximo líder.
Jaime Gama, um dos políticos mais experientes e com maior sentido de Estado da casa socialista, que sabe falar para fora e para dentro do partido e do governo.
E que pensa exclusivamente pela sua cabeça.
Talvez por tudo isso nunca tenha chegado a líder...
António Costa, mais pelo peso que tem na estrutura do que pela profundidade do que diz,é outro a que não convém dar grandes "barracas" pelo que deve ser levado minimamente a sério.
E quem não se pode levar muito a sério ?
Pedro Silva Pereira, o clone imperfeito de Sócrates, que aparece a defender posições que o PS já sabe que vai ter de alterar.
Jorge Lacão que só aparece a defender as causas que se sabem antecipadamente perdidas.
Um verdadeiro "pé frio".
É assim desde a revisão constitucional de 1998 em que Marques Mendes o derrotou em toda a linha.
Vitalino Canas é o homem que o PS faz avançar quando está indeciso entre ficar calado ou não dizer nada que se aproveite.
Santos Silva quando a estratégia aponta para "manobras" (não é em vão que é ministro da defesa)com o máximo de ruído e o mínimo de substância.
Ricardo Rodrigues o porta voz em ocasiões em que o mais importante é não ficar qualquer registo para a posteridade do que foi dito.
Vieira da Silva, uma espécie de "Calimero do governo, protagonista quando se torna necessário induzir no eleitorado um sentimento de pena pelo governo.
Do género "...coitadinhos esforçam-se tanto mas não tem sorte nenhuma...".
Francisco Assis especialista em exprimir posições que não se percebem muito bem e que permitem,sem grande dano,mudar de estratégia a qualquer momento.
E depois há outros, "pessoal menor",que lá vão aparecendo ao sabor das conveniências do chefe.
Mas a descodificação do PS passa por estes.
Pelo menos para já...
Depois Falamos
quinta-feira, julho 22, 2010
O PSD e a Constituição.
Pedro Silva Pereira, o jovem que quando for grande quer ser como Sócrates (gostos não se discutem!), veio hoje desferir um violento ataque ao PSD e ao seu líder a propósito do projecto de revisão constitucional apresentado pelos sociais democratas.Claro que o que disse PSP,como aliás qualquer coisa que ele diga, foi perfeitamente irrelevante e não ficará para a História em termos de conteúdo.
Apenas o "pormenor" de as acusações de PSP a Passos Coelho terem atingido um nível de deselegância que torna cada vez mais difícil ao PSD levar a sério o partido de governo.
Porque não se pode insultar hoje e fazer acordos amanha.
Adiante...
Mas por falar de História convirá recordar o seguinte:
Todas as revisões á constituição de 1976 tiveram o PSD como motor e o PS como continua força de bloqueio.
Foi assim com o fim do Conselho da Revolução.
Foi assim com a lei de delimitação dos sectores.
Foi assim com as privatizações.
Foi assim com a abertura da banca e dos seguros á iniciativa privada.
Foi assim com a autorização de abertura de canais privados de televisão a que o PS se opôs até onde pode.
E tantos mais exemplos que podiam ser dados.
Ainda me recordo quando Francisco Sá Carneiro apresentou,creio que em 1978,um projecto de revisão constitucional que visava transformar Portugal num verdadeiro Estado de direito acabando com alguns dogmas marxistas da Constituição de1976.
Caiu o "Carmo e a Trindade".
Como agora.
Por isso acho que não vale a pena levar PSP minimamente a sério.
Como sempre aconteceu o PS depois de fazer as "birrinhas" do costume acabará por se sentar á mesa das negociações.
É,apenas,uma questão de tempo.
Depois Falamos
terça-feira, julho 20, 2010
Os Novos Fariseus
O PSD deu a conhecer a sua proposta de revisão constitucional que levará,amanhã, ao conselho nacional de Aveiro.Não conheço o documento na integra.
Apenas o que dele transcrevem os jornais, com base em critérios editoriais próprios,pelo que não posso ter uma ideia global sobre a proposta.
Das ideias que li tem umas que me agradam mais do que outras como é normal. Mas tem ideias e propostas de outros rumos .
E só o lançar o debate já é extremamente positivo.
Como é sabido,embora alguns se façam esquecidos,uma revisão constitucional necessita de 2/3 no Parlamento o que implica vastas,complexas e minuciosas negociações entre partidos.
Daí o afirmar-se como um grotesco farisaismo o coro de vozes que se levantaram contra esta proposta como se ela já tivesse força de Lei.
Os fundamentalistas arcaicos do costume, da cgtp á ugt,bramindo contra este ataque aos trabalhadores.
O PC,com a habitual falta de criatividade, a clamar pelas conquistas de Abril e pela constituição rumo a um socialismo que já ninguém sabe o que é.
Um socialista ,quase do século 19 ,a berrar que o PSD queria um golpe de Estado.
Manuel Alegre a exigir,pela 37ª vez desde anteontem ,que o Presidente da Republica se pronuncie sobre este ou qualquer outro assunto!
Nem que seja a chave do euromilhões ou os acertos do polvo Paul.
E Sócrates,o manhosito, sempre na expectativa de arranjar manobras de diversão que ajudem a esconder a bandalheira que vai no Governo a dizer que o assunto é tão grave que só se pronuncia depois de uma oportuna reunião do Secretariado do PS.
Enfim um bem afinado coro de fariseus a criticarem em uníssono as ideias dos outros.
Porque apresentarem ideias novas ,para contraditarem as do PSD , isso nem uma para amostra.
Para eles,todos,a alternativa é deixar estar como está.
Por isso o país chegou onde chegou!
E ficou claro, por maiores ou menores que sejam os méritos da proposta de revisão social democrata, que a única alternativa a isto é o PSD.
Mais que não fosse , só por isso já valeu a pena este "agitar de águas".
Depois Falamos
Corredor do Poder.
Não sou um espectador assíduo do "Corredor do Poder".Mas vejo o programa regularmente porque o acho interessante e propiciador de debates vivos e bastante esclarecedores sobre matérias da politica nacional.
Tem também a vantagem de ser um programa que dá espaço a gente nova,combativa e empenhada, e que nos poupa aqueles "cromos repetidos" que enxameiam os programas de Judite Sousa ou Fátima Campos Ferreira.
Porque para esse já não há paciência nenhuma.
É evidente que no programa aqui referido não tenho uma posição neutral pelo que me é muito mais fácil estar de acordo com as posições defendidas pelo Marco António, e ás vezes pelo Nuno Melo,do que aquelas que veiculam a Ana Drago ou o João Oliveira.
Reconhecendo a todos a inteligência e o empenho que colocam na defesa dos seus pontos de vista.
Mas aquele que me encha as medidas é mesmo o Sérgio Sousa Pinto.
Porque estando o balão socialista a esvaziar, no governo e no parlamento,não tenho dúvidas que cada aparição televisiva do S.S. Pinto ajuda a acelerar o esvaziamento do balão!
Prepotente,arrogante,inconveniente até, auto convencido de que é uma grande figura da politica nacional,não passa afinal de uma caricatura televisiva do seu líder que noutros tempos já foi assim antes de os resultados eleitorais de 2009 o terem feito cair na realidade.
S.S. Pinto não.
Continua convencido do posso,quero e mando.
Continua a achar-se um ser superior.
Continua a esconder por detrás da prosápia e do estilo pseudo intelectual um aflitivo vazio de ideias úteis.
Quando ,bem vistas a coisas, não passa de mais um "monstrinho" com que as juventudes partidárias de vez em quando nos brindam.
Apareceu a defender aquilo a que chamava as causas fracturantes.
Com elas não resolveu nenhum problema ao país mas resolveu, e bem na respeitável perspectiva pessoal,o problema da sua carreira politica.
Deputado no Parlamento nacional rapidamente foi "despachado" para o Parlamento Europeu antes que as suas posições públicas ainda prejudicassem mais o PS.
Por lá andou durante uns anos sem que nada constasse de relevante.
Voltou em 2009 em busca do protagonismo perdido.
E parece destinado,oxalá, a ser mais um dos que vão ajudar o PSD a chegar rápidamente ao poder.
Porque cada intervenção sua recorda aquilo, e aquele, de que (quase)todos já estamos fartos.
Por mim espero que continue no programa.
Dá muito jeito!
Depois Falamos
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