

Disse-o por mais que uma vez, e repito agora na introdução a este texto, que se pudesse votar nas eleições presidenciais do Brasil jamais votaria em Lula ou Bolsonaro por razões diferentes mas convergindo na convicção de que o Brasil merece bem melhor.
Mas não sendo eleitor resta olhar os resultados e exprimir três conclusões que geram no mínimo algum incómodo mas sem pôr em causa o resultado e menos ainda legitimando teses não provadas até agora de fraude eleitoral.
Lula venceu, Bolsonaro perdeu e talvez esse tenha sido o resultado menos mau para o Brasil embora só o futuro o possa confirmar.
E então onde está o tal incómodo.
Em três pontos.
Gera incómodo que no dia seguinte a a uma eleição num país democrático as autoridades queiram apreender o passaporte ao candidato derrotado.
Gera incómodo o não se perceber que numa eleição tão disputada que teve de haver segunda volta nessa segunda volta o candidato derrotado tenha tido entre zero e dez votos em mais de três mil secções de voto enquanto o vencedor teve centenas de milhares de votos nessas mesmas secções.
Qualquer entendido em estatística dirá que é simplesmente impossível.
Causa ainda algum incómodo o saber-se que o bloco político liderado por Lula foi amplamente derrotado na eleição de governadores estaduais, da câmara dos deputados e do senado federal enquanto ele venceu a eleição presidencial.
Sendo certo que é um incómodo pequenino porque a eleição presidencial é claramente diferente de todas as outras e ser eleito um presidente de esquerda e haver uma maioria clara de direita noutros orgãos não é fenómeno exclusivo do Brasil.
Basta pensar em Portugal por exemplo.
Seja como for a eleições está feita restando desejar que da próxima vez o Brasil possa virar definitivamente esta deprimente página de Lula & Bolsonaro.
Depois Falamos.
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