quinta-feira, agosto 20, 2026

Repensar

Sou, de há muito, um entusiasta do Festival de Vilar de Mouros. 
Ao qual nos últimos anos tenho ido com regularidade porque o cartaz de artistas é normalmente bom e para lá disso gosto do espaço em que se realiza, dos convívios que sempre se fazem, das pessoas amigas que se encontram.
Este ano não fui. Felizmente digo agora. 
E não fui porque o cartaz não era apelativo e não havia nenhuma banda ou artista que me interessasse ouvir. 
E digo felizmente porque se tivesse ido me sentiria agora enganado e bem enganado depois do número protagonizado por duas esganiçadas que não mereceram o palco que Vilar de Mouros lhes deu. 
Pior ainda prestaram-se ao triste papel de papagaios de uns "recados" que alguém de cá as mandou dar o que prova bem a sua inutilidade enquanto pseudo artistas. 
Sim, porque alguém acredita que duas punk inglesas fazem a minima ideia do xadres politico nacional? Claro que não. 
E por isso, e porque também quero continuar a ir a Vilar de Mouros (onde já assisti a inesqueciveis concertos) ,acho que a organização do Festival deve em futuras edições repensar o cartaz e acautelar quem convida deixando claro que os convites são para tocar e cantar e não para fazer política! 
Porque se um cidadão quando está doente vai ao medico para se tratar e não para o ouvir falar de politica, quando quer tratar das suas contas vai a um contabilista para ele as fazer e não para o ouvir falar de política, quando quer fazer uma casa vai a um arquitecto para ele fazer o projecto e não para o ouvir falar de política, etc,etc, porque carga de água quando vai a um festival para ouvir musica e canções tem de ouvir os artistas a falarem de política? 
Para isso vai a um comício partidário. 
E isto não tem nada a ver com liberdade de expressão mas apenas com respeito por quem paga o seu bilhete. 
Porque um festival é para todos, independentemente das suas opções politicas, e todos tem o inalienavel direito de serem respeitados.
Depois Falamos.

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