
sexta-feira, março 20, 2020
Custos

Com a actual situação de saúde pública a nível mundial, e respectivas consequências a todos os níveis de actividade, o futebol está também ele parado em grande parte dos países europeus ignorando-se, até, se as competições nacionais serão reatadas ou se apenas na próxima época voltaremos aos estádios.
O que leva a que também o próximo Europeu , em que Portugal defenderá o seu título, tenha sido adiado pela UEFA para o final da proxima época disputando-se apenas entre Junho e Julho de 2021 o que permitirá ao nosso país manter-se campeão pelo menos por mais um ano o que atendendo às circunstâncias bem se dispensava.
Mas isso poderá ter custos.
Porque se para os jogadores mais jovens da nossa selecção, e para aqueles que estão agora nos trinta e poucos, mais um ano menos um ano não fará grande diferença já para os mais veteranos o adiamento de um ano pode fazer toda a diferença entre o estar no Europeu ou ficar de fora.
Atentemos nestes três casos, que são os mais flagrantes até porque foram jogadores essenciais na conquista do título em 2016 e seriam mais que prováveis convocados para o Europeu deste ano, mas em 2021 pode já não ser asism.
Ronaldo, Pepe e Fonte.
O "capitão" terá 36 anos à data do Europeu de 2021, Pepe terá 38 e Fonte 37.
E se não duvido que em circunstâncias normais Ronaldo estará lá, embora com mais um ano de desgaste o que na idade dele tem significado, já tenho as maiores dúvidas que daqui a 15 meses Pepe e Fonte ainda sejam seleccionáveis o que poderá significar que no próximo Europeu os dois centrais titulares da final de Paris (e de outros jogos é claro) e os dois que ficaram no banco - Ricardo Carvalho (já retirado) e Bruno Alves na altura com 39 anos- nenhum deles esteja na selecção.
E não vejo na actualidade centrais portugueses que se possam equiparar a qualquer um deles muito menos a Ricardo Carvalho e Pepe que quando estavam no auge das suas carreiras eram dos melhores centrais do mundo.
Há ali, no centro da defesa, um sério problema que Fernando Santos tem de resolver nos próximos meses.
Depois Falamos.
quinta-feira, março 19, 2020
Simplicidade e Parolice

Como é sabido e mais que sabido o Presidente da República convocou para ontem uma reunião do Conselho de Estado afim de ouvir o parecer dos conselheiros sobre a instauração do estado de emergência em todo o país face à progressão do covid-19.
Do meu ponto de vista fê-lo tarde e a más horas porque já se justificava a convocação do CE, e o estado de emergência, desde a semana passada se fosse prioridade do Estado agir face à crise e não apenas reagir.
Reuniu ontem.
E reuniu por vídeo conferência o que se louva atendendo às circunstâncias mas adensa a perplexidade por não ter reunido mais cedo dado que a vídeo conferência dispensava os conselheiros de irem a Belém e portanto até no fim de semana a reunião podia ter sido feita a partir da casa de cada um.
Decidiram, como não podia deixar de ser, pelo decretar do estado de emergência no que foram acompanhados por governo e parlamento e portanto o país está desde ontem nessa situação muito especial e apenas aplicável em situações como a actual.
Pelas imagens televisivas que fomos conhecendo da reunião, nomeadamente do ecran utilizado pelo Presidente da República, foi posssível constatar algo de curioso e que diz bastante sobre a personalidade dos conselheiros.
Já li algures qual o sistema utilizado para a vídeo conferência e percebi que cada conselheiro procedia ao seu registo individual no sistema de molde a poder participar na reunião.
E constatei que os ex presidentes General Ramalho Eanes e Professor Doutor Cavaco Silva se registaram como "António Ramalho Eanes" e "Cavaco Silva", António Costa como "Primeiro Ministro" , a Provedora de Justiça como "Provedora de Justiça", Rui Rio como "Rui Rio", os presidentes dos governos regionais como "Miguel Albuquerque" e "Vasco "Cordeiro", o cientista António Damásio como "António Damásio" e assim sucessivamente.
Com duas excepções.
O ex Presidente Jorge Sampaio que se registou como "Dr. Jorge Sampaio" e o inefável Pinto Balsemão que se registou como "Dr. Balsemão".
Isto de ser do "jet set" fia mais fino.
Mas que é parolo lá isso é.
Depois Falamos
quarta-feira, março 18, 2020
Sugestão de Leitura

Este livro, um dos maiores best sellers da literatura de não ficção nos países nórdicos , tem a sua inspiração numa longa e antiga tradição de estudos da personalidade que começou na Grécia antiga com Hipócrates e chegaram aos dias de hoje com o desenvolvimento do rigor científico em torno da actual ciência comportamental.
Basicamente divide os tipo de comportamento em quatro grandes áreas - vermelhos, amarelos, verdes, azuis-e define as principais características de cada um deles bem como as compatibilidades e incompatibilidades entre eles.
Escrito com uma pitada de bom humor e ironia quanto baste é um livro que se lê com agrado e que nos ajuda a conhecer melhor aqueles que nos rodeiam,
Depois Falamos.
"Exemplo"

Não será necessário andar-se excepcionalmente atento para se perceber que desde o famigerado "caso Marega" , originado apenas e só pelo próprio jogador e pela sua conhecida instabilidade emocional a par de um carácter que não serve de exemplo, há uma vontade concertada dos orgãos disciplinares do futebol associados aos "bem falantes" desta vida e aos dirigentes políticos, cobardes na apreciação de factos bem mais graves no futebol quando verificados em três clubes se enchem de coragem para fazerem frente a um clube que não faz parte dos chamados "grandes", de castigarem o Vitória e fazerem do clube um "exemplo" para esgrimirem em futuras situações idênticas.
Como a inocência também não nos é permitida é evidente que no futebol, a vários níveis, há muita gente a quem custa aceitar um clube com o ADN do Vitória, uns adeptos que são sem favor os melhor do país e uma comunidade onde outros clubes não passam da insignificância e se dá ao excelente luxo de ser o único concelho do país que não sendo capital de distrito tem dois clubes na primeira liga.
Guimarães irrita o "sistema" em suma.
E o "sistema" quer aproveitar a conjuntura para punir Guimarães e o Vitória por serem como são.
Todos nos recordamos do "festival" de disparates produzido a todos os níveis, e até em orgãos locais onde nunca deviam ter acontecido, à boleia do "caso Marega" e das acusações, infundadas, caluniosas e estúpidas de racismo à comunidade vimaranense em geral e aos vitorianos em particular.
Isso a par de multas e de processos disciplinares da Liga (curiosamente o comportamento ordinário e incitador de violência de Marega passou em claro...) como antecâmara do que se sabia e sabe que virá a seguir.
O processo judicial e a proibição a Luís Barroso de assistir a jogos do Vitória, assentes numa acusação ridícula e sem provas naquilo que sem favor se pode considerar como um abuso do poder, foi o primeiro indício da atitude persecutória que se espera.
Recorde-se, completamente a propósito, que o processo ao dirigente dos White Angels tem a ver com um jogo quase perdido nas brumas do tempo e respeitante à Liga Europa que agora foi , por artes mágicas, recuperado para dar satisfação a uma certa opinião pública e publicada. E não só como costuma dizer-se.
Hoje soube-se do segundo indício.
A Autoridade para a Prevenção e Combate à Violêncioa no Desporto abriu um processo ao Vitória acusando-o da infracção de deveres enquanto promotor do jogo entre o clube e o Porto a propósito, claro está, do "caso Marega".
Traduzindo para o português que todos entendemos a questão é simples: Face à legislação existente os orgãos disciplinares não tinham como punir o Vitória dado o clube não ter promovido, consentido, ou tolerado as supostas atitudes racistas.
Assim sendo, e como é preciso arranjar forma de castigar o clube de qualquer forma, há que inventar supostas infracções para colocarem o Vitória sob a alçada da legislação e poderem, assim, puni-lo de forma exemplar.
É aquela velha história, ou outra do género, de não ter sido usado o sistema sonoro para apelar ao fim das tais supostas manifestações racistas o que na interpretação destas cabeças "bem pensantes" equivalerá a contemporizar com as tais atitudes.
São dois indícios apenas mas que apontam para um desfecho.
Mas outros virão...
Depois Falamos.
Quem?

É verdade que não é uma preocupação exclusiva do nosso país, e até a UEFA admite debruçar-se sobre o assunto numa fase em que já existam certezas quanto ao que vai acontecer, mas em Portugal com a dose de mesquinhez que caracteriza boa parte do nosso dirigismo desportivo assume particular promessa de polémica mal chegue a hora de tomar decisões.
Pessoalmente, já o referi por mais que uma vez, entendo que só haverá vantagens se for a UEFA a assumir uma decisão comum a todos os países em que não possam terminar os campeonatos, se isso se tornar uma realidade, porque uma decisão a esse nível poupar-nos-à a todos à inaceitável maçada de termos de aturar benfiquistas e portistas a degladiarem-se por uma decisão local que lhes seja favorável com a inevitável "artilharia" de alguns dos seus cartilheiros televisivos a dispararem em direcção a tudo que mexa.
Há muita coisa em jogo, desde quem é o campeão a quem vai à Liga Europa passando por subidas e descidas de divisão, pelo que a decisão que vier a ser tomada convém que seja isenta das suspeitas que infelizmente são legítimas no nosso futebol quando alguns clubes são parte interessada.
Espero, por razões bem mais importantes que o futebol, que a pandemia seja travada o mais depressa possível e isso permita o reatar das competições de molde a estarem concluidas a 30 de Junho data que a UEFA considera como limite para a sua conclusão.
Mas se isso não for possível, e que mau será por razões bem mais importantes que o futebol, então não vejo outra solução que não homologar as classificações à altura da suspensão das provas considerando que os campeonatos terminaram nessa altura resultando daí quem será campeão, quem vai à Liga dos Campeões e à Liga Europa, quem desce e quem sobe de divisão.
Reconheço que para o "meu" Vitória isso não será bom (ficará a um ponto de ir à Liga Europa) mas o tempo que vivemos é tão excepcional que se cada um andar à procura de critérios que sirvam ao seu clube , ainda que sem justa aplicação geral, isso apenas servirá para aumentar um ruído que já é demasiado.
Depois Falamos.
segunda-feira, março 16, 2020
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