
Não tenho duvidas que Janeiro de 2011 nos
proporcionará as mais aborrecidas eleições
presidenciais desde a reeleição de Mário Soares face a
Basílio Horta.
Curiosamente hoje tão próximo do governo socialista.
Sobre a recandidatura de Cavaco Silva já tive oportunidade de escrever.
E manifestar o desejo de que ganhe á primeira volta de molde a poupar-nos , a todos, á tremenda maçada de mais umas semanas de campanha.
Direi agora meia dúzia de palavras sobre a "
extraordinária" candidatura socialista/bloquista que contribuirá,certamente,para
revolucionar todas as teorias sobre a ciência politica.
Desde logo para registar que, em teoria,une franja
significativa da esquerda desde os moderados do PS (com maior ou menor empenho logo se verá...) aos radicais do Bloco de Esquerda.
Dos que defendem com"unhas e dentes" este governo aqueles que o criticam 24 horas por dia,365 dias por ano.
Já é algo de insólito.
Mas há pior:
E tem a ver com o candidato.
Que quer, e apela a isso, empenho do PS na campanha mas não quer ver o governo do...PS por perto.
Muito menos o ministro das finanças!
Ou é uma grande ingratidão em relação a Teixeira dos Santos ou o reconhecimento
implícito de que a sua politica nos levou ao estado em que estamos.
Em qualquer dos casos fica muito mal a Alegre.
Finalmente a espantosa posição da candidatura quanto á presença dos lideres, Sócrates e
Louçã, nas sessões de campanha.
Primeiro afirmando que não aparecerão juntos.
Mas então porquê ?
Não apoiam ambos o candidato ?
Depois assegurando que é importante que apareçam mas não é essencial!
Espantoso.
Como Alegre esconde mal o desconforto que Sócrates (que aliás já fez saber que aparecerá o menos
possível)mais e
Louçã menos causam á sua candidatura.
Será que o velho ditado popular "...diz-me com quem andas
dir-te-
ei quem és.." não sai da cabeça do candidato ?
Em qualquer dos casos há algo que me parece evidente.
É uma candidatura de oportunidade, sem projecto politico coerente e estruturado,apoiada pelo Bloco para causar incómodos ao PS e apoiada pelo PS com o fervoroso desejo que as eleições cheguem o mais depressa
possivel tal o incómodo evidenciado.
Ou seja um leque político demasiado alargado e
contraditório para ter a credibilidade necessária.
Face a isto alguém acredita que Cavaco não ganhará tranquilamente logo na primeira volta ?
Depois Falamos