
quinta-feira, fevereiro 06, 2014
quarta-feira, fevereiro 05, 2014
As Pazes!

Esta imagem, com a qual a sport-tv iniciou a transmissão do Sporting CB-Vitória supreendeu muitos vitorianos que instalados em frente aos televisores não esperavam aquela noticia.
A mim confesso que não surpreendeu.
Tinha sido avisado, horas antes, de que tal ia acontecer!
Aliás creio que hoje, passadas semanas sobre o acontecimento, já toda a gente percebeu que o acordo de paz vinha sendo laboriosamente trabalhado com alguma antecedência que permitiu inclusive a presença dos dois presidentes de câmara (Ricardo Rio e Domingos Bragança) para além do presidente da FPF que terá sido o padrinho da reconciliação.
O que penso do assunto?
Aceito, e apoio, a argumentação do Vitória no sentido de que os clubes tem de se entender em prol do futebol, de que era preciso travar a espiral de antagonismo entre adeptos, de que não se podia desperdiçar a "benção" de Fernando Gomes´e dos dois autarcas que funcionariam como elementos dissuasores de hipotéticos futuros rompimentos do acordo.
São os argumentos de quem está bem intencionado e com uma visão construtiva do que deve ser o futebol do futuro.
Tenho é algumas duvidas sobre o timing e o modo como as pazes foram celebradas.
Em casa de quem nos trata mal, com os adeptos vitorianos à porta da bancada esperando para entrar, com bilhetes a 25 euros, sendo tratados (numa altura em que a cerimónia já estava...alinhavada) pelo "adversário da 15ª jornada", sem o presidente do Sporting CB se retratar do que a nosso respeito tinha dito e feito e que foi condição posta para um futuro reatar de relações aquando do rompimento das mesmas.
As boas intenções levaram a um procedimento com alguns riscos.
Porque nem o Sporting CB através do seu procedimento deu qualquer garantia de que na primeira oportunidade não voltará a fazer o mesmo nem o Vitória foi minimamente ressarcido dos prejuízos causados pelo clube vizinho ainda que apenas em termos de assumpção de responsabilidades.
De resto preferia que não tivesse existido tanta pressa no reatar de relações.
Que faria mais sentido, a ter de ser, numa cerimónia em "terreno neutro" (por exemplo a sede da FPF) , com base num documento escrito assinado pelos dois clubes e dele sendo dado prévio conhecimento ás massas associativas.
É que apertos de mão são para "acordos de cavalheiros" e infelizmente o presidente do Sporting CB tem dado bastas provas de não o ser na forma como se comporta para com o nosso clube.
Uma coisa é certa e ninguém tira ao Vitória.
O presidente do nosso clube demonstrou uma superioridade ética e de valores inegável face ao seu homólogo do Sporting CB, a par de uma visão correcta do que deve ser o relacionamento entre clubes que tem muitos interesses em comum e a que apenas a rivalidade desportiva deve separar.
E esse triunfo ninguém nos tira.
Não vou aqui discutir se a direcção do clube tinha ou não poderes para fazer o que fez.
É uma discussão que faz sentido e que poderá ser feita (se se entender que vale a pena) não na blogosfera ou nas redes sociais mas sim no orgão próprio do clube para esse efeito.
Nem tenho tempo para ir à sede consultar actas de assembleias gerais, ou a "sorte" de receber excertos delas como alguns frequentadores das redes sociais tiveram , para confirmar se o corte de relações tinha ou não sido ratificado pela assembleia geral.
Acho que isso em termos de futuro já nem interessa muito.
Gostaria ,apenas, que a nossa direcção tivesse dado uma explicação formal aos sócios através de um comunicado no site para que não tivéssemos de saber pelos jornais do que se tinha passado.
Foi um erro na politica de comunicação do clube que é desejável não se venha a repetir.
Porque os associados não o merecem!
Quanto ao resto, e na certeza de que o Vitória cumprirá exemplarmente o que acordou, resta esperar que do outro lado não venha uma qualquer deslealdade na primeira oportunidade que se proporcione.
Porque se assim acontecer acredito que será o presidente do Vitória a dar um murro definitivo na mesa.
Em conclusão e com a clareza que gosto de cultivar:
Tenho dúvidas sobre o timing, o local e o modo como as pazes foram feitas mas isso não impede que esteja solidário com a decisão do presidente Júlio Mendes.
Ser presidente do Vitória significa, em muitos casos, saber ver para lá do mais óbvio, do mais fácil e do mais popular.
Depois Falamos
P.S. Tinha-me comprometido a deixar aqui a minha opinião sobre o assunto.
Gosto de cumprir!
A mim confesso que não surpreendeu.
Tinha sido avisado, horas antes, de que tal ia acontecer!
Aliás creio que hoje, passadas semanas sobre o acontecimento, já toda a gente percebeu que o acordo de paz vinha sendo laboriosamente trabalhado com alguma antecedência que permitiu inclusive a presença dos dois presidentes de câmara (Ricardo Rio e Domingos Bragança) para além do presidente da FPF que terá sido o padrinho da reconciliação.
O que penso do assunto?
Aceito, e apoio, a argumentação do Vitória no sentido de que os clubes tem de se entender em prol do futebol, de que era preciso travar a espiral de antagonismo entre adeptos, de que não se podia desperdiçar a "benção" de Fernando Gomes´e dos dois autarcas que funcionariam como elementos dissuasores de hipotéticos futuros rompimentos do acordo.
São os argumentos de quem está bem intencionado e com uma visão construtiva do que deve ser o futebol do futuro.
Tenho é algumas duvidas sobre o timing e o modo como as pazes foram celebradas.
Em casa de quem nos trata mal, com os adeptos vitorianos à porta da bancada esperando para entrar, com bilhetes a 25 euros, sendo tratados (numa altura em que a cerimónia já estava...alinhavada) pelo "adversário da 15ª jornada", sem o presidente do Sporting CB se retratar do que a nosso respeito tinha dito e feito e que foi condição posta para um futuro reatar de relações aquando do rompimento das mesmas.
As boas intenções levaram a um procedimento com alguns riscos.
Porque nem o Sporting CB através do seu procedimento deu qualquer garantia de que na primeira oportunidade não voltará a fazer o mesmo nem o Vitória foi minimamente ressarcido dos prejuízos causados pelo clube vizinho ainda que apenas em termos de assumpção de responsabilidades.
De resto preferia que não tivesse existido tanta pressa no reatar de relações.
Que faria mais sentido, a ter de ser, numa cerimónia em "terreno neutro" (por exemplo a sede da FPF) , com base num documento escrito assinado pelos dois clubes e dele sendo dado prévio conhecimento ás massas associativas.
É que apertos de mão são para "acordos de cavalheiros" e infelizmente o presidente do Sporting CB tem dado bastas provas de não o ser na forma como se comporta para com o nosso clube.
Uma coisa é certa e ninguém tira ao Vitória.
O presidente do nosso clube demonstrou uma superioridade ética e de valores inegável face ao seu homólogo do Sporting CB, a par de uma visão correcta do que deve ser o relacionamento entre clubes que tem muitos interesses em comum e a que apenas a rivalidade desportiva deve separar.
E esse triunfo ninguém nos tira.
Não vou aqui discutir se a direcção do clube tinha ou não poderes para fazer o que fez.
É uma discussão que faz sentido e que poderá ser feita (se se entender que vale a pena) não na blogosfera ou nas redes sociais mas sim no orgão próprio do clube para esse efeito.
Nem tenho tempo para ir à sede consultar actas de assembleias gerais, ou a "sorte" de receber excertos delas como alguns frequentadores das redes sociais tiveram , para confirmar se o corte de relações tinha ou não sido ratificado pela assembleia geral.
Acho que isso em termos de futuro já nem interessa muito.
Gostaria ,apenas, que a nossa direcção tivesse dado uma explicação formal aos sócios através de um comunicado no site para que não tivéssemos de saber pelos jornais do que se tinha passado.
Foi um erro na politica de comunicação do clube que é desejável não se venha a repetir.
Porque os associados não o merecem!
Quanto ao resto, e na certeza de que o Vitória cumprirá exemplarmente o que acordou, resta esperar que do outro lado não venha uma qualquer deslealdade na primeira oportunidade que se proporcione.
Porque se assim acontecer acredito que será o presidente do Vitória a dar um murro definitivo na mesa.
Em conclusão e com a clareza que gosto de cultivar:
Tenho dúvidas sobre o timing, o local e o modo como as pazes foram feitas mas isso não impede que esteja solidário com a decisão do presidente Júlio Mendes.
Ser presidente do Vitória significa, em muitos casos, saber ver para lá do mais óbvio, do mais fácil e do mais popular.
Depois Falamos
P.S. Tinha-me comprometido a deixar aqui a minha opinião sobre o assunto.
Gosto de cumprir!
terça-feira, fevereiro 04, 2014
Sofrer...

Comecemos pela fotografia.
Que é feliz ao mostrar simultâneamente os três principais protagonistas vitorianos deste jogo com a devida licença do Leonel Olimpio que também dela consta.
Mas os principais foram de facto Tomané, André André e Douglas.
Tomané pelo que jogou, por ter marcado mais um golo, por continuar a afirmar-se como um jovem e talentoso avançado como o Vitória nunca teve oriundo da sua formação.
André André, para mim o melhor em campo, porque fez mais uma grande exibição atacando e defendendo e mostrando que já é dos melhores médios portugueses da actualidade.
Douglas porque teve um azar que influenciou o resultado mas teve igualmente defesas de grande valor como naquela em que poucos minutos antes do "tal" golo evitou que um jogador adversário completamente isolado alvejasse com êxito as redes vitorianas.
Aliás o apoio dos adeptos após o azar no segundo golo foi bem demonstrativo do apreço que os vitorianos tem por este excelente guarda redes.
E o jogo?
O jogo não foi nada que não se esperasse em boa verdade.
As equipas de Manuel Machado ( e nós já delas fizemos parte por várias vezes) são especialistas em jogar fora de casa, sabem controlar os ritmos de jogo, saem bem para o contra ataque e não tem qualquer problema em usarem um bocado de anti jogo quando isso lhes dá jeito.
Fizeram o seu trabalho, foram a equipa mais ameaçadora na segunda parte pese embora o domínio vitoriano do jogo, recolheram os benefícios da sua estratégia e da argucia do seu treinador.
Nada de novo.
Nem se pode dizer que o seu triunfo foi injusto.
O Vitória?
O Vitória parece-me que, com alguma frieza possível , vai atravessar uma segunda volta do campeonato...difícil.
Um onze inicial com a surpresa de ver Kanu a central ,mas por pouco tempo dado que voltou a lesionar-se por tempo ainda indeterminado, e o resto da equipa sem surpresas face aos últimos onzes escalados por Rui Vitória.
No banco, para além dos utilizados Olimpio, Maazou e Tiago Rodrigues estavam Assis, Plange, André Santos e Malonga.
Algures nas bancadas estariam Josué, Russi, Pedro Correia e Luís Rocha.
E não há mais.
Pelo menos enquanto Rui Vitória não se decidir a ir à equipa B, envolvida na luta pela subida de divisão , buscar algum jogador que possa trazer mais valia imediata a um grupo muito curto em termos de opções.
E mesmo nessa hipótese, que até à data não se consumou, não se pense que na equipa B está uma maná que vai resolver todos os problemas da A.
Não está nem é sua função estar.
Há dois ou três jogadores que podem ajudar (ajudar!!!) no imediato mas não se lhes peça para fazerem tudo que é preciso ser feito e que os habituais integrantes da equipa A não conseguem fazer..
Seria injusto para eles.
Pelo que me parece que vem aí algum sofrimento para os vitorianos.
O quarto lugar começa a parecer difícil de atingir, para o quinto há vários concorrentes, e o objectivo europeu corre o risco de passar de provável a possível o que não é bem a mesma coisa como está bom de ver.
No fundo tem sido esta a nossa história de vida.
Quantas vezes já nos aconteceu depois de uma época de grande euforia mergulharmos na desilusão de épocas frustrantes?
Todos sabemos a resposta.
Muitas!
Será esta mais uma?
Espero que não.
Mas vamos ter de fazer, regularmente, mais e melhor do que fizemos hoje ainda que isso signifique (e porque não há-de significar?) dar oportunidades a jogadores que até à data não as tem tido com assiduidade.
Sabendo que estamos constrangidos por problemas financeiros e que a "manta" de Rui Vitória é tão curta que quando tapa a cabeça corre o sério risco de destapar os pés mesmo dando as tais oportunidades de que se fala no parágrafo anterior!
Depois Falamos.
segunda-feira, fevereiro 03, 2014
Equipa B

O projecto desportivo do Vitória maioritariamente sufragado pelos associados nas eleições de 2012 previa a constituição de uma equipa B, aproveitando a possibilidade dada pela LPFP de as equipas B competirem de imediato na liga de honra, que teria como finalidade a preparação dos jovens futebolistas para enfrentarem o duro desafio de competirem pela equipa principal na 1ª liga.
Desde logo foi estabelecido, por pura convicção de que esse era o caminho certo, que a nossa equipa B significaria uma aposta na formação do clube e no aproveitar do talento do futebolista português.
O que equivale a dizer que seria constituída por jovens jogadores oriundos da nossa formação e por outros que não tendo sido formados cá tinham sido referenciados pelo nosso departamento de prospecção como jogadores interessantes para se incluírem no nosso projecto.
Desde aqueles que jogavam noutros clubes da II liga ou da IIB aos que tinham sido desaproveitados por clubes como os chamados “grandes” casos de Baldé, Ricardo, Marco Matias, Tiago Rodrigues, Josué apenas para dar exemplos bem presentes na memória de todos.
Jogadores portugueses bem entendido.
A presença de jogadores estrangeiros nessa equipa seria sempre a titulo muito excepcional e em principio jogadores em trânsito para a equipa A e que passariam pela B apenas para se adaptarem mais rapidamente ao nosso futebol.
Foi assim possível que durante a época passada a equipa alinhasse nalguns jogos com dez portugueses e apenas Assis, na baliza, como futebolista estrangeiro numa demonstração de plena coerência com o projecto que se procurava implementar.
No que toca aos jovens oriundos da nossa formação, e portanto já educados numa cultura “Vitória”, entendia-se a equipa B como o ultimo patamar da formação e primeiro do profissionalismo onde a par de aprimorarem a sua formação física, técnica e de cultura futebolística teriam também a oportunidade decisiva de moldarem o seu carácter e a sua atitude aos desafios de jogarem na primeira equipa do clube com toda a exigência que isso implica.
Ou seja a passagem pela equipa B serviria para lhes inculcar mais ambição, mais atitude, mais cultura de vitória.
Porque quem joga no Vitória tem de ter a ambição de ganhar sempre!
Creio que o balanço da primeira época da equipa B é positivo.
Rui Vitória chamou à equipa A para jogos oficiais 23 (vinte e três) jogadores da equipa B dos quais mais de metade teve oportunidade de jogar e, portanto, de se estrearem ao mais alto nível com a nossa camisola.
Alguns deles por lá ficaram definitivamente.
Paulo Oliveira, Tiago Rodrigues, Kanu, Luis Rocha, Amorim , Crivellaro entre outros o que é muito mais do que aquilo que no inicio de temporada se perspectivava em termos de aproveitamento imediato.
Infelizmente, por força dessa necessidade da equipa A e de outras razões de que um dia se fará história, a equipa B acabou por descer de escalão (por apenas um ponto !!!) e disputa este ano o campeonato nacional de seniores.
Com um filosofia já diferente.
Onde anteriormente os estrangeiros eram excepção passaram a ser quase regra ao ponto de no ultimo jogo com o Vizela a equipa ter entrado em campo com seis(!!!) estrangeiros no onze inicial o que nada tem a ver com o projecto desportivo conforme ele foi idealizado e continuo a crer fazer todo o sentido.
Na realidade, a par da contratação de jogadores que se revelam como mais valias (Cafu, Fábio Vieira ) chegaram ao clube um número elevado de jogadores estrangeiros (alguns dos quais até já saíram como Jean Pablo e Nita) cuja razão de serem contratados ainda não foi perceptível aos olhos de uma imensa maioria.
E não se veja aqui qualquer xenofobia que não existe.
Apenas entendo que no futebol português os estrangeiros para merecerem ser contratados tem de ser tão bons ou melhores que os portugueses.
Especialmente para uma equipa que é vista como o fim de um ciclo formativo de jogadores.
E digo isto com o à vontade de quem é adepto de um clube que teve em estrangeiros (Cascavel, Edmur, N’Dinga, Ademir, Geromel,Djalma, Saganowski, etc) alguns dos melhores futebolistas da sua História de 91 anos.
De uma forma ou de outra, com portugueses e estrangeiros, é evidente que após ter descido de divisão o único pensamento que podia nortear os seus responsáveis era a imediata subida de divisão para que o Vitória B pudesse voltar ao escalão competitivo mais adequado a preparar os seus jogadores para a subida à primeira equipa.
Como, aliás, a época anterior se tinha exuberantemente encarregado de demonstrar.
Foi pois com alguma surpresa que assisti a declarações de responsáveis técnicos contraditórias com esse objectivo de subida.
Por um lado o treinador da equipa dizendo que o campeonato nacional de seniores é o escalão adequado a completar a formação dos jovens.
Alguém está enganado.
Ou ele, ou os responsáveis de Benfica, Porto, Sporting, Sporting CB e Marítimo que a ser assim deviam ter feito as suas equipas B descerem ao campeonato nacional de seniores em vez de se manterem na liga de honra.
Até à data, mas posso estar enganado, não me consta que tenham desenvolvido esforços nesse sentido.
Depois uma declaração do director desportivo, o meu amigo Flávio Meireles, dizendo que a subida não era objectivo prioritário creio terem sido essas as palavras.
Creio, com todo o respeito e amizade pelo Flávio, que é uma mensagem errada.
Ninguém exige à equipa que suba, até porque o nosso futebol é o que é em termos de bastidores, mas tem de se lhe exigir que tente subir.
Porque se nestes jovens que estamos a preparar para o grau mais elevado de profissionalismo não inculcarmos uma cultura de vitória, de ambição, de querermos sempre mais (afinal a imagem de marca do Flávio enquanto jogador) e lhes transmitirmos um discurso de conformismo, de imobilidade, de “está bem assim” , estaremos a formá-los mal e a prestarmos um serviço ao clube abaixo do expectável.
A equipa B do Vitória foi criada com objectivos claros.
Formar jogadores, apoiar a equipa A, competir na II liga.
É isso que espero vê-la fazer na próxima época.
Quer porque os adversários na fase de subida (Boavista, Freamunde, Vizela, Limianos, Bragança, S. João de Ver e Cesarense) nos permitem ter essa clara ambição mas também porque as opções técnicas de dispensa/aquisição de jogadores desde o inicio da época tornariam incompreensível que isso não viesse a acontecer.
E, é claro, porque temos um núcleo de jogadores cuja qualidade suporta bem essa ambição de subir.
Muito em especial se num ou noutro jogo mais decisivo a equipa A souber (e quiser) retribuir o muito que a equipa B lhe deu na época passada.
Subir é, admito, um grande desafio que pode não vir a ser superado por circunstâncias alheias ao valor dos nosso jogadores.
Mas é da superação de grandes desafios que se faz a nossa História.
E a ambição é trave mestra do nosso ADN.
Os "Meus" Estádios

Mostra um tempo em que o Vitória tinha dois estádios (embora apenas um da sua propriedade) ao lado um do outro e nos quais desenvolvia toda a sua actividade futebolistica.
Da formação à equipa profissional.
Em primeiro plano o Municipal ainda em fase de construção (actualmente D. Afonso Henriques embora apenas o local seja o mesmo...)e logo atrás a Amorosa onde o clube jogou durante quase duas décadas.
Foi nestes dois recintos que conheci o Vitória e aprendi a gostar dele.
Morava então em casa dos meus avós,na agora alameda Alfredo Pimenta então rua dr Alfredo Pimenta, e do andar de cima via-se o relvado do estádio municipal dado que a bancada nascente ainda não existia e o formato do recinto era tipo "Jamor" com um bancada central e dois topos.
Via-se o relvado, os jogadores a correr, mas claro que não se via o jogo propriamente dito.
Mas para um míudo de quatro ou cinco anos já era um deslumbramento "ver" o Vitória.
Claro que há um "antes" para isso.
Que era, ainda o municipal não era utilizado, ver ao domingo à tarde os vitorianos passarem à porta de casa a caminho da Amorosa dado que era por aquela rua o acesso principal ao estreito caminho(que se vê na fotografia)que levava à Amorosa.
Recordo-me bem de quanto "chateava" o meu Pai e o meu Avô para me levarem ao futebol mas tinha pouca sorte porque ainda era muito novo.
Mas o dia chegou.
E lá fui com eles, entusiasmadissimo, ver o Vitória-Porto que marcou a despedida da equipa principal do velho estádio (na época seguinte já jogaria no municipal) e lembro-me bem que o Vitória ganhou.
E tive a sorte, face a isso, de poder dizer que ainda vi o Vitória jogar na Amorosa.
Lá voltei nos anos seguintes, centenas de vezes, para ver jogos da formação, da equipa de reservas ou os treinos da equipa principal quando o mau estado do relvado do municipal não permitia que lá se realizassem.
Lá estive, com imenso entusiasmo, na inauguração da iluminação que permitiu que as camadas jovens pudessem treinar à noite em melhores condições bem como a realização de alguns jogos em horário nocturno.
Recordarei sempre com saudade aquelas manhãs de domingo, em que ao contrário da semana não custava nada por a pé(!!!), em que se ia para a Amorosa pelas 9 horas e lá se ficava toda a manhã a ver jogos de iniciados, juvenis e juniores. Depois almoçar a correr porque ás 15h jogava a equipa sénior no municipal.
O municipal era outra história.
Desenhado por quem percebia pouco de futebol, tinha as bancas muitíssimo longe do relvado e de todas elas se via mal o jogo.
Em cimento, excepto a parte de cima da central e os camarotes que eram em madeira,totalmente descobertas eram realmente muito desconfortáveis e nada propicias a ver bem um jogo de futebol curiosamente ao contrário da Amorosa de onde se via bem de qualquer bancada ou até do peão.
Até porque entre elas e o relvado ainda existia a pista de cinza onde de vez em quando se faziam umas provas de atletismo e várias vezes chegadas de etapas da volta a Portugal em bicicleta.
E entre a pista e a bancada ainda havia um fosso que era suposto ser cheio de águas mas que nunca teve mais que terra, ervas, a água da chuva e centenas de...rãs cujo coaxar ainda se ouvia nos momentos mais calmos do jogo!
Depois veio õ primeiro melhoramento sério no inicio dos anos 80 especialmente na bancada central, as obras para o mundial de sub 20 de 1991 com a passagem dos balneários para a zona actual saindo das profundezas da bancada nascente e nova bancada de topo e finalmente as obras do euro 2004 que lhe deram a configuração actual.
Mas nunca tive duvidas que Amorosa e o velho municipal foram as minhas escolas de vitorianismo.
Tão boas que o que lá aprendi me acompanhará, seguramente, por toda a vida.
Depois Falamos.
Congresso da Anafre

De há muito que tinha curiosidade de acompanhar uma realização deste género envolvendo uma associação que agrupa milhares de freguesias deste país que sendo as autarquias mais pequenas são também aqueles que mais perto se encontram do cidadão.
Especialmente no interior e fora dos grandes centros.
Foi um congresso realizado também num tempo muito especifico.
Pouco tempo depois de eleições autárquicas mas muito especialmente pouco tempo após a reorganização administrativa das freguesias que tanta celeuma provocou e tanta contestação ainda vai gerando como foi fácil de ver no próprio congresso.
E se certeza tirei foi que esta reorganização ainda está muito longe de ser "digerida" pelos autarcas de freguesia tal a contestação de que a mesma foi alvo durante a esmagadora maioria das intervenções efectuadas ao longo do dia e meio de debates.
Raro foi o presidente de junta ou assembleia de freguesia que no uso da palavra não aproveitou para contestar o processo e para pedir à próxima direcção da Anafre que continue a luta (creio que estão muito mal informados na matéria mas adiante...) contra a nova orgânica e pelo regresso ao modelo antigo.
Houve ainda outra conclusão fácil de tirar.
Muitos dos oradores, claramente identificáveis com determinados partidos, aproveitaram a ocasião para criticarem o governo, a troika, austeridade e o que mais lhes apeteceu mesmo nada tendo a ver com a temática do congresso ou com as próprias freguesias.
Já ao contrário foram muito poucos os que tiveram a coragem de contrabalançar essa corrente, situarem as questões na dimensão em que deviam ser situadas e reconhecerem que há situações que foram herdadas do passado e que explicam muitos dos problemas do presente.
Entre esses gostei particularmente do José Paulo Orfão, presidente da junta de freguesia de Amonde (Viana do Castelo) que não teve nenhum problema em dizendo o que pensava ainda acrescentar que as freguesias do seu distrito deviam muito ao apoio da distrital do PSD.
Foi bonito.
E raro.
Porque se há conclusão final que tiro deste congresso em que gostei de estar é a seguinte:
Autarcas do PCP mobilizadissimos e interventores, autarcas do PS também embora menos e menos agressivos, e autarcas do PSD pouco mobilizados e relativamente pouco interventores.
Não andei por lá a ver quem estava, como é óbvio, mas de municípios do PSD que conheço bem não vi lá um único presidente de junta.
E de municípios PS, que também conheço bem (ou até muito bem),também não vi lá autarcas do PSD!
Uma questão a que o partido deve dar atenção no futuro.
Depois Falamos
P.S: Os incidentes durante os discursos do secretário de Estado Leitão Amaro (na 6ª feira) e do ministro Poiares Maduro (no encerramento) remetem para o habitual folclore de gente que não sabe viver em democracia embora encha a boca com ela por tudo e por nada.
E não é justo confundir milhares de autarcas de freguesia com umas dezenas de malcriados!
domingo, fevereiro 02, 2014
Ba

Quando a actual direcção, de que fiz parte, se apresentou aos sócios em campanha eleitoral uma das ideias base que foi repetida até á exaustão foi a de que no nosso projecto desportivo não haveria lugar a jogadores emprestados por outros clubes portugueses ao Vitória.
Foi dito numa dúzia de sessões de esclarecimento, foi dito em entrevistas, foi plasmado no projecto desportivo.
Por isso iniciamos uma colaboração com o Chelsea e posteriormente com o Granada que sendo clubes de dimensão algo diferente respeitavam em ambos os casos essa vertente essencial do nosso projecto.
Saí da direcção em Dezembro de 2012 e naturalmente que aqueles que se mantiveram tinham todo o direito de alterarem as linhas de actuação por mim defendidas e seguirem outros caminhos no que à politica desportiva dizia respeito.
Foi assim que no inicio desta época o Vitória voltou a receber jogadores emprestados por outros clubes portugueses.
No caso Tiago Rodrigues e Abdoulaye Ba ambos pertencentes ao F.C. Porto.
Pessoalmente, e enquanto adepto, não gostei até porque me lembrava bem do que tinha acontecido em anterior empréstimo, ainda nos tempos de Emílio Macedo mas cujos efeitos sobraram já para a direcção de Júlio Mendes, com o jogador Urreta cedido pelo Benfica.
Infelizmente o tempo veio dar-me razão.
Na reabertura do mercado o Vitória procedeu a alguns ajustes no seu plantel com as saídas de Freire, de Jean Pablo e de Rafael Vieira. Que por ironia do destino ocupam posições(Rafael é trinco mas também joga a central) no terreno de jogo idênticas ás de Abdoulaye Ba e que seguramente não teriam saído todos se fosse previsível que o jogador cedido pelo FCP não ia ficar em Guimarães.
Acontece que nos últimos minutos da janela de transferências, e dando sequência a peripécias que já vinham desde o dia anterior com um "vai não vai" no mínimo desconfortável, o jogador acabou por ir mesmo deixando o Vitória sem qualquer possibilidade de compensar a saída.
É inegável que o FCP se portou muito mal com o Vitória neste processo.
Desde logo porque o jogador não foi suprir nenhuma lacuna,dado que não saiu ninguém, pelo que corre o risco de se entreter a jogar na equipa B ou a aparecer de vez em quando no banco da A.
Problema dele e do seu clube.
O nosso problema é que em altura crucial da época e lutando pelo quarto lugar nos vemos privados repentinamente de um jogador titular, embora com alguma propensão para se lesionar/adoecer em alturas muito "especificas" , naquilo que dificilmente poderemos deixar de entender como um favor (ainda que indirecto) aos nossos concorrentes pelos lugares europeus.
E o FCP que já se tinha aproveitado das nossas dificuldades financeiras, que a actual direcção herdou do passado mas a que teve de fazer frente, para levar a bom(para eles) preço os jogadores Ricardo e Tiago Rodrigues tem agora esta atitude em que mais uma vez os interesses do Vitória saem seriamente lesados.
Reforço pois aquilo que sempre defendi, muito em especial na campanha eleitoral, quanto a empréstimos de jogadores.
Só de clubes estrangeiros, no âmbito de parcerias estratégicas que vão para lá dos jogadores (era o que se pretendia com o Chelsea), e nunca mas nunca de clubes portugueses.
Porque corremos o risco de ficar sem eles de repente, como neste caso, ou de nos vermos privados do seu contributo em jogos "específicos" como aconteceu com Urreta ou Abdoulaye.
E para "fazermos" jogadores então "façamos" aqueles que são nossos!
Depois Falamos
P.S: Ressalvo que comento com base no que li e ouvi na comunicação social. Não conheço as condições do empréstimo agora cessado nem sequer eventuais conversações entre clube.
P.S:2 A explicação da LPFP para o aparecimento tardio do nome do jogador na lista de transferências (problemas de mail) é apenas mais um capitulo caricato de uma Liga sem credibilidade nem independência.
É como a atribuição do número 7 a Quaresma ou o Benfica-Gil Vicente no Restelo.
Filhos e enteados!
sábado, fevereiro 01, 2014
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