
O vice presidente do Vitória para a área financeira,Luciano Baltar, concedeu uma interessantissima entrevista ao jornal Expresso do Ave que tem motivado fartos comentários na blogosfera e redes sociais.
Mas também levantado imensas interrogações, duvidas e até preocupações.
Na contagem decrescente para uma AG em que alguns dos assuntos focados na entrevista vão ser certamente abordados não é minha intenção contribuir para polémicas em volta de temas que terão de ser debatidos com a máxima serenidade e respeito pela instituição Vitória Sport Clube.
Mas não posso deixar de reflectir sobre quatro temas para os quais admito, e desejo, a direcção terá resposta cabal para dar aos associados.
O primeiro tem a ver com o passivo.
Inalterado segundo Baltar ou alvo de curta diminuição.
No exercício em que o clube realizou o maior encaixe financeiro de sempre em termos de transferências.
É importante que a direcção explique onde foi gasto o dinheiro.
E como estaria o clube se não fora o "milagre" da transferência de Bebé.
O segundo tem a ver com a SAD.
Que é assunto que já defendi, e continuo a defender,deve ser debatido com profundidade e cabal esclarecimento dos prós e contras.
Só não percebo o conceito de Luciano Baltar de uma SAD em que mandam os sócios.
Pensei,talvez ingenuamente,que numa SAD mandavam os accionistas.
Mas admito que exista a possibilidade de com muito mérito se convencerem accionistas a meterem cá o dinheiro para outros o aplicarem.
A terceira interrogação tem a ver com o curioso conceito de Baltar quanto ás modalidades amadoras.
Defendendo o seu fim mas não a sua extinção.
Gostava de saber, e certamente que na AG serei esclarecido, qual é a diferença real entre uma coisa e outra.
E já nem comentando a interessante ideia de constituir SAD's para as modalidades não posso deixar de estranhar que se tenha "comprado" um barulho monumental com a Câmara a propósito de dois pavilhões que eram necessários construir para dar melhores condições ás modalidades e agora se queira acabar com elas!
Há aqui qualquer coisa que não bate certo.
O quarto e ultimo tema tem a ver com os quatro milhões(!!!) de impacto negativo nas contas pelo não apuramento para os oitavos de final(!!!) da Liga Europa face à eliminação perante o Atlético de Madrid.
Não sei se LB sabe quanto encaixou o FCP pela vitória na Liga Europa.
Porque prever um encaixe de 4 milhões com a chegada aos oitavos de final parece-me de um optimismo imenso e de difícil concretização prática.
Bem como a própria chegada a essa fase da competição.
Com uma equipa que ainda hoje não foi eliminada da Taça de Portugal pelo Moura, da II divisão B, por pura sorte.
São estes os temas que mais prenderam a minha atenção na entrevista de Luciano Baltar.
Certamente que a direcção terá respostas para estas questões.
Mas uma coisa é certa:
Esta entrevista complicou aquilo que já não se adivinhava como fácil.
Como diria alguém..."não havia necessidade..."
Depois Falamos