
segunda-feira, setembro 20, 2021
Desavergonhado

Se um dia em Portugal se fizer a história da falta de vergonha na política ela citará António Costa como um dos seus exemplos maiores.
Mentiroso, demagogo, desprovido de ética, desrespeitoso quanto à oposição, traiçoeiro quando lhe dá jeito ( António José Seguro que o diga) o ainda primeiro ministro é uma das personagens que mais contribuiu, e continua a contribuir, para o desprestígio da política em Portugal.
Sem esquecer um nepotismo sem igual perante os seus amigos políticos que o levam a segurar o mais desqualificado ministro da administração interna da história da democracia!
Este caso da refinaria da GALP em Matosinhos é apenas mais um em que Costa deixa vir ao de cima a sua falta de vergonha.
Quando a empresa decidiu encerrar a refinaria o PM apareceu pressuroso a apontar isso como um exemplo de boas práticas ambientais insinuando o seu governo como um paladino do ambiente!
Agora, em campanha eleitoral no concelho de Matosinhos e confrontado com os problemas laborais (leia-se desemprego) criados pelo encerramento da refinaria, o PM não teve qualquer problema em bolsar um chorrilho de acusações à GALP, numa linguagem e terminologia completamente indignas de um primeiro ministro, criticando hoje o que elogiara ontem apenas e só para tentar ganhar mais uns votos.
Uma vergonha!
Ou falta dela melhor dizendo.
Depois Falamos.
Quase

Está quase.
Mais quatro dias e terá terminado a campanha eleitoral mais sensaborona, menos interessante e que menos interesse despertou nos eleitores em termos de autárquicas.
A bem dizer nem se deu por ela.
Muito por força da pandemia, que "desabituou" as pessoas da política, mas também pela falta de interesse que os candidatos que tinham por obrigação serem novidade suscitaram em eleitores que estavam, é a verdade das coisas, já por si pouco predispostos para campanhas políticas.
Claro que há excepções mas apenas confirmam a regra!
E por isso prevê-se uma noite eleitoral tranquila em que as mudanças serão muito poucas.
Em Lisboa um presidente de câmara banalíssimo, feito de "plástico" e completamente desprovido de vergonha (teve em António Costa um excelente professor), vai ganhar as eleições face a um adversário que é seguramente muito melhor que ele mas que pode "agradecer" aos partidos que o apoiam e à sua estrutura de campanha o mau resultado que vai ter.
No Porto o presidente Rui Moreira corre sozinho para um triunfo arrasador face à debilidade dos seus opositores e à estratégia completamente errada que estes seguiram querendo envolver Moreira num processo judicial a que ele é manifestamente alheio.
Em Braga o recandidato Ricardo Rio vai esmagar a concorrência e obter a sua maior vitória de sempre face a uma verdadeira falta de comparência da oposição e a um PS que parece apostar (sem qualquer sucesso) numa amnésia colectiva quanto ao longo consulado de Mesquita Machado.
Em Gaia, outrora um enorme bastião do PSD, o estúpido" hara quiri" do partido proporcionará ao socialista Eduardo Rodrigues uma vitória tranquila e quiçá ainda maior que a última face a uma absoluta falta de oposição minimamente credível.
Em Sintra o PSD sacrificou um dos seus mais valiosos e jovens quadros, Ricardo Baptista Leite, numa luta inglória (e com uma estratégia comunicacional desgraçada) face a um "cristão novo" do socialismo que fez dois mandatos banais e mesmo assim vencerá sem grande dificuldade.
E pelo país fora o panorama não vai variar muito prevendo-se que sejam as eleições de sempre em que vai existir menor troca de presidência de câmaras entre partidos pese embora aqui ou ali possam regitar-se algumas surpresas.
Na noite eleitoral a grande notícia, a fugir da monotonia, vai ser a mais que previsível vitória de Pedro Santana Lopes na Figueira da Foz com um resultado que pode atingir, ou ficar muito perto, da maioria absoluta de mandatos.
Para lá dessa vitória de uma candidatura independente não prevejo grandes novidades embora vá seguir com muita atenção os resultados do Chega no Alentejo onde a CDU bem pode ter desagradáveis surpresas.
Noutros municípios estarei especialmente atento a Guimarães ( a minha terra), Esposende (onde resido e voto), à generalidade das câmaras do meu distrito e a mais um ou outro município como Oeiras (onde o PSD não quis fazer parte da solução ganhadora), Viana do Castelo , Caminha e Coimbra onde pode haver mudanças e Santarém onde espero que o Ricardo Gonçalves obtenha uma grande vitória.
Está quase.
Depois Falamos.
domingo, setembro 19, 2021
Respeito

Jorge Fernandes é um jogador profissional de futebol que actualmente joga no Vitória.
Joga no Vitória porque foi contratado na época passada pela administração da SAD e porque mereceu a confiança de vários treinadores.
Fez uma primeira volta do anterior campeonato de excelente nível e depois na segunda volta o seu rendimento desceu de forma acentuada tal como o de TODA a equipa.
Esta época Jorge Fernandes não tem sido feliz e as suas actuações tem sido marcadas por alguns erros de que ontem o primeiro golo do Arouca foi exemplo maior.
Não tenho dúvidas que neste momento o melhor é sair da equipa e recuperar física e animicamente talvez com algum trabalho psicológico pelo meio.
Mas este é para mim o limite para as critícas!
Jorge Fernandes é jogador do Vitória e como TODOS os jogadores do Vitória deve merecer o RESPEITO de todos os vitorianos.
Pelo menos daqueles que se dão ao trabalho de pensarem antes de irem para as redes sociais escreverem textos vergonhosos sobre profissionais do clube.
Vergonhosos, injustos e que de vitorianismo nada tem.
Jorge Fernandes é um excelente profissional a quem nada há a apontar em termos de conduta enquanto atleta do clube e enquanto cidadão.
Dá o máximo nos jogos e treinos (anda a jogar de máscara por isso mesmo !) e se as coisas não lhe tem saído bem ele é de certeza o mais preocupado e mortificado com isso não precisando dos especialistas do teclado para lhe apontarem os erros da forma como alguns o fazem.
Já há no clube uma longa lista de jogadores estupidamente perseguidos por alguns adeptos e que tiveram de ir refazer as suas carreiras a outros lados porque aqui eram alvo de autêntico bullyng de alguns que se acham donos do Vitória e portanto autorizados a dizerem o que quer e lhes apetece sobre os profissionais do clube.
Sem limites seja de educação seja de respeito pelo ser humano que há em cada jogador.
De João Tomás a Miguel Silva passando por Paolo Hurtado a lista é longa e não nos honra.
Agora querem juntar-lhes Jorge Fernandes, Sacko e outros que já se percebe estarem na iminência de enfileirarem na lista dos proscritos.
Por mim, como fiz toda a minha vida desde que me conheço como vitoriano, respeitarei sempre o jogador e a pessoa que vestem a nossa camisola.
Sem a mínima pretensão de dar lições de vitorianismo a quem quer que seja.
Até porque em boa verdade estou farto de ver gente a bater no peito proclamando-se os maiores vitorianos do universo e depois na prática é o que se vê.
Como por exemplo aqueles que quase arrancam os cabelos para pagarem um bilhete de quatro euros para verem o Vitória mas depois nas bancadas tem comportamentos que custam milhares de euros ao clube em multas.
De facto ser vitoriano é uma "Causa" apaixonante.
Mas, como dizia o meu saudoso amigo Francisco Martinho, também é uma "Causa" que às vezes cansa.
Depois Falamos.
sábado, setembro 18, 2021
Desilusão

O resultado (2-2) em Arouca é uma enorme desilusão para os vitorianos mas simultaneamente castiga uma equipa que não soube segurar a vantagem de dois golos e premeia outra que apenas deu o o jogo por acabado quando ele acabou mesmo.
Jogando em "casa" perante mil adeptos face aos cerca de duzentos do anfitrião o Vitória dividiu o jogo em três partes bem distintas.
Na primeira, os 45 minutos iniciais, dominou o jogo ,praticou bom futebol, fez um golo e podia ter feito mais dois ou três face às oportunidades que teve e foi para intervalo claramente por cima.
Na segunda, desde o recomeço até ao golo de Tiago Silva, a equipa permitiu algum equilíbrio ao Arouca, em termos de posse de bola, mas mantendo os arouquenses longe da baliza de Trmal e dando sinais claros de que a qualquer momento poderia fazer o segundo golo.
O que veio a acontecer, numa excelente execução de Tiago Silva.
Na terceira, e ao invés de jogando em "casa" tentar o KO com o terceiro golo, viu-se uma equipa a recuar, dando a iniciativa ao adversário e dando a clara sensação de ter fechado a "loja" como se dois golos fossem uma vantagem inultrapassável.
O Arouca apercebeu-se disso e acreditando ate ao fim aproveitou três erros individuais para fazer dois golos com Jorge Fernandes a errar no primeiro querendo passar em vez de aliviar e depois Sacko e Trmal a ficarem muito mal na fotografia do segundo golo com o lateral a abordar a bola com excesso de confiança e o guarda redes a ser mal batido no remate do jogador arouquense.
Em suma um empate frustrante de uma equipa que teve tudo para trazer os três pontos de Arouca mas não soube.
Nem sequer conseguiu estar à altura dos seus adeptos.
Enfim, já vimos este "filme" tantas vezes ...
Depois Falamos.
Liga

O que é uma boa iniciativa.
Hoje na montra tinha as camisolas do Vitória e do Arouca.
Não sei se por os dois clubes jogarem se por mero acaso.
Mas não deixa de ser uma curiosidade.
Depois Falamos.
sexta-feira, setembro 17, 2021
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